Ao enfrentamos esse desafio, deparamo-nos com um universo novo a nossa frente. Aprendemos a lidar com culturas e pessoas diferentes, com valores estranhos e de repente até incompreensíveis e inaceitáveis por nós. Crescemos naturalmente, ou na marra. Amadurecemos muito. A cada hora que passa, envelhecemos dez semanas.
Pois é, bem-vindos a vida adulta! - sempre digo isso aos amigos quando eles se deparam com essa (dura?) realidade: sair da casa dos pais e ficar pelado para o lazer (Opa! Pelado = a estar sem grana, mas nesse sentido poderia até ser nu mesmo que tava valendo...). Agora, o aluguel, as compras do supermercado, as contas todas tomam o lugar das anteriores e inúmeras cervejadas durante a semana.
As prioridades mudam, e com elas vem a responsabilidade. O tempo passa e nem todo mundo nos acompanha por este trajeto. Infelizmente, alguns amigos ficam para trás, e em tantos outros casos, é a família que permanece na cidade natal, longe da gente, quando nos mandamos e ganhamos esse mundão sozinhos.
E então, no quê acreditar? Com quem 'colar'? A gente acaba ficando mais sensível mesmo, sem ter plena certeza de como proceder. Claro que isso não é regra, que tem muitos pedregulhos espalhados aí pelo planeta, sendo indiferentes a essa sensação que já vivi e recentemente pude comprovar estar mais presente na vida alheia do que imaginava.
Às vezes queremos só conversar com alguém nosso, sentir-nos 'em casa'. É bobo isso, mas é muito real. O único porém disso tudo, ao meu ver, é nossa vulnerabilidade e propensão a sermos menos exigentes com questões simples, que antes não seriam aceitas, mas que 'deixamos ser' hoje, em função de não conseguirmos vislumbrar algo melhor para a gente.
Aí que mora o perigo... e já caí nessa armadilha do destino, mas já me vacinei. Estar sozinho hoje significa não um problema, mas uma possibilidade. E não há nada que o tempo não cure, não traga de volta, se for o caso. E nessa onda que me questiono se um revival, se voltar num 'assunto' por vezes já ultrapassado, já conhecido (em seus prós e contras), é uma boa alternativa quando a carência pega.
Bater na mesma tecla, receber aquele afago manjado, mesmo que já dispensado antes, e ainda só sirva para o 'aqui e agora', ao mesmo tempo que pode dar dor de cabeça, pode render uma noite memorável, ou então nada rolar... e perceber-se que só restou amizade mesmo, apesar do tesão. E isso é possível. Na falta, a gente “aluga” (nem que seja por algumas horas apenas). Adoro e odeio essa possibilidade!
aluga-se
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