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Thursday, 27 September 2012

not to overlook

Europe situation is not good. Not at all! After Greece, now, it's the time of Spain population manifesting againt government austerity. On the top of that, they are doing it very well!

Media has noticed many anti-cuts protests. I like that... People carrying out their role (maybe the most relevant of all as a nation): citizenship.

That's something Brazilians should learn: how to complain their rights, after accomplish all obligations while society. After all, there are issues more fundamental then soccer or carnival.

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 partisans

I simply dont't know how, or why, but the fact is that my blog has many views in Russia. Yes: in RUSSIA. More than the double of other countries... Wow! What a surprise!

Firstly, I don't know people from there, except for an ex collegue of French classes in Dawson College. I doubt, though, he is checking it more than once a day... Anyway, alone, it's not enough.

Then, I start to suppose they are probably interested in my contend, once I'm not really a USA friend, and, in the same way, I'm a red sympathizer. Nevertheless, I frankly think it's not the case... not nowadays. Not anymore. Moreover, I'm not categorically important, as a mere blogger of particular ideas I am.

Lastly, apart from the fact that I haven't posted anithing about the recent episode of Pussy Riot imprisonment, or even about Putin - cases of corruption, protests, elections, uncertainty of his current mandate etc., I didn't do much effort to be in contact with this target... So, I sincerely have some reservations about. Well, some kind of anarchism might is on the air... Why not?!  (Incidentally, I repent this fault. Sorry for this omission.)

On the other hand, I understand the reasons of Brazil, Canada and even Germany and South Korea being in the list alike.

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aging

Among many events, I own up about my worries... Maybe they are accelerating hair graying on me.

Whereas I turned 30 years old, I found some white long whiskers hidden on back of my head. Though, they weren't there before!

No, it is not a old wives' tale... It's stress!

Monday, 30 November 2009

tolerância zero


O convite era irrecusável: um churrasco numa cobertura no Leblon. Chegando lá, o som era batidão, as pessoas: pitboys e marombadas. Não combina isso... Na verdade, pelas características do evento, esse mais parecia acontecer na Barra da Tijuca, onde essas figuras são mais frenquentes, do que na Zona Sul do Rio de Janeiro - que é mais bossa nova ou rock n’ roll.

Do churrasco, em si, só a fumaça. A carne era pouca, não deu conta – nada extraordinário para um churrasco carioca, em que se espeta coraçõezinhos sem marinar, corta-se as carnes com as mãos por falta de faca(!) e as salgam com sal fino(!). E o mais grave: a cerveja acabou. Chegamos no final, ok, mas a situação era essa independente da hora e do estado etílico dos convidados.

Imaginem as pessoas presentes, numa valorização monstra do corpo evidente na falta de camisa dos homens (detesto!) e das minissaias, microshorts e tops das popozudas. Agora aliem isso a uma falta de educação tremenda, em que as mulheres nem olhavam para a tua cara, e que qualquer pedido feito a um “cavalheiro” era negado ou atendido com respostinhas do tipo: ‘Tá, eu pego pra você, mas bem que VOCÊ poderia fazer’.

A verdade é que o comportamento deles acabou com a própria “festa”. Por volta das 22h, alguém acendeu a luz , abaixou o som estridente e avisou que tínhamos dez minutos para evacuar o local ou a polícia iria ser chamada pelos vizinhos. Isso, aos berros. O pessoal ignorou alucinado, claro. E ‘o dono do baile’ (morador do prédio) teve que começar a, literalmente, ENXOTAR os ignorantes, para só então o povo começar a se tocar que chegou MESMO a hora de partir e respeitar o pedido do amigo.

Antes de descer, decidimos ir ao banheiro e, chegando lá, confesso não saber por que fiquei surpresa: o lugar estava imundo! - balcão da pia todo molhado, pia entupida com papel no ralo, papel higiênico usado espalhado por todos os cantos... Isso sempre me enoja. Não suporto gente rica que não sabe se comportar com questões básicas como higiene. Mamãe sempre fez tudo, ou mandou a empregada fazer, e essa gente cresce não fritando um ovo!

Citei ‘respeito’ antes no texto, mas, sinceramente, essa palavra eles paracem desconhecer. Seu significado então, passa longe! A prova: a batucada com instrumentos de pagode que eles começaram a fazer lá embaixo do prédio chiquérrimo, enquanto esperavam o anfitrião descer. Na boa, passarinho que come pedra sabe o cu que tem. O cara chamou esse bando para sua casa, sabendo com quem estava lidando. Bem feito.

Da experiência (diria que quase antropológica) nada agradável de se sentir um peixe fora d’água, para não dizer uma ‘baleia’ – comparando-se àqueles brotos “potrancudos”, ficou a certeza de que nada tenho a ver com esses cidadãos. Aliás, nem sei se posso considerá-los assim. A falta de educação impera e, vendo isso, entendi como pode um grupo desses espancar uma trabalhadora doméstica (e se fosse prostituta tanto faria!) gratuitamente.

Nunca estive tão rodeada por esse tipo. Não me senti bem, e é evidente que os desgosto. Não os acho bonitos, tampouco agradáveis. Não nego. Não consigo ser indiferente a esse ponto. Sobra-me intolerância, confesso, diante de tanta possibilidade e tanta carência, dessa gigante discrepância entre os recursos e a gentileza, num mínimo de civilidade. Conforme até a novela das oito (ou nove) passada já mostrou: acho que é tudo reflexo e, portanto, culpa dos pais.

Os valores foram perdidos e alguém sempre acaba pagando o pato... Estou cansada disso. Que programão de domingo, hein?! MAIOR azar. Só valeu mesmo a inspiração para escrever aqui, fazer a mula rugir. Olha o bico!

Thursday, 10 September 2009

coisa de novela


Novela das oito quase acabando e, agora, mais do que nunca vem à tona questionamentos acerca de sua finalidade como veículo de comunicação (sim, à medida que a maior parte dos brasileiros preferem o folhetim a noticiosos, por exemplo) e de entretenimento na formação social brasileira. É bem verdade que tal preocupação assombra de repente só a mim, mas aproveito para fazer disso uma discussão aberta aqui, um rugido da mula.

Há tempos a temática indiana me interessa, me instiga. Muito antes de Glória Perez rascunhar qualquer coisa sobre a trama de Maya, já conhecia outra protagonista, homonima, que trazia nela toda a tradição e cultura indiana relacionada ao sexo. Ironicamente, dizem sua intérprete, Indira Varma, em muito se parece comigo... Também achei ao vê-la na tela, envolvida pelos ensinamentos dos amantes. E a homenagiei em meu convite de formatura ao escolhê-la como minha personagem nas latinhas de filme que fizemos para chamar o povo para a cerimônia.

Ao acompanhar a história brasileira de um triângulo amoroso, que assim pouco se desenrolou, algumas questões do que ali era representado aos milhões de espectadores que assistem fielmente a novelas, tocaram-me. Inevitavelmente a mais forte delas foi a do (ainda) existente sistema de castas indiano. Essa discriminação social hindu divide as pessoas segundo sua posição na sociedade. É hereditária, endógama, perpétua e cruel, vedando os cidadãos indianos a uma ascenção e crescimento, a mudanças em suas vidas e destinos.

Por não vivermos tal realidade em nossa sociedade ocidental, cristã e capitalista (igualmente cruel em outros aspectos que também impossibilitam melhorias na situação social em que milhares de pessoas de encontram), temos que relativizar esses conceitos. Há, porém, injustiças passíveis de intervenção uma vez que são incoerentes e desumanas. Vendo pelo lado dos dalits (intocáveis), situados abaixo de tudo e todos na escala social indiana, essa estrutura mais parece uma escravidão a uma situação imposta.

A casta determina toda a vida de uma pessoa, desde o momento do seu nascimento até a morte - sua moradia, profissão, casamento e outros mais aspectos da vida são determinados pela casta a que pertence. É irredutível, pois se acredita que a natureza de cada pessoa é determinada pelos deuses. É como um carma, e por os hindus acreditarem em reencarnação, a única chance de mudança seria vindo em outra vida numa situação espiritual mais elevada e evoluída.

Este sistema antigo e rígido de hierarquização da sociedade indiana surgiu baseado em preceitos religiosos do vedismo. Religiosamente, deve-se a Brahma, divindade criadora do universo, essa divisão baseada em castas, mas o fato é que se desconhece sua origem histórica. As primeiras referências históricas se encontram em um livro sagrado hindu, o Manu, que data de 600-250a.C.. A divisão clássica se dá em: brâmanes (sacerdotes, vindos da boca de Brahma); kshatriyas (guerreiros, vindos dos braços de Brahma); Vaishyas (comerciantes, vindos das coxas de Brahma) e os sudras (agricultores, vindos dos pés de Brahma). À margem disso estão os dalits, que vem da poeira abaixo do Deus.

Embora o sistema de castas tenha sido abolido oficialmente da Índia na Constituição de 1950, por razões culturais e religiosas ela ainda faz parte da vida dos indianos, fazendo-se socialmente importante para mais de 80% da população. E nesse sentido a autora conseguiu transparecer claramente tal contexto. Da mesma forma explorou de forma exagerada os casamentos arranjados, sem amor, e de maneira genial a disputa (e assim, desunião) feminina. Noras brigando pela chave do armário da dispensa é um dos últimos conflitos que moças contemporâneas como nós viveríamos em nossas vidas.

Num universo tradicional machista, familiar, fica claro que a posição da mulher é difícil, mas não é por isso que elas devam crucificar a si mesmas e às suas póximas porque assim aconteceu com elas. O pagamento do dote vejo como algo absurdo, do tipo "pago para que leve e sustente agora assim você essa inútil". A falta de individualidade então, bem trabalhada em Caminho das Índias, nitidamente é tida como um fator incômodo a nós, ocidentais, e vista como principal motivo de discórdia no núcleo daquelas famílias. A visão do que é diferente de sua cultura como errado é algo que só mostra o quanto ainda se mantem fechados à realidade mundial atual. Nós, firanghis, fomos crucificados pelos indianos do início ao fim.

Um galã preconceituso que caiu no gosto popular (feminino - ai, ai...), um casal de protagonistas que foi taxado como sem 'química' em cena (mas que dizem ter se encaixado na vida real - pelo menos durante as gravações no estrangeiro, in loco, literalmente), uma atriz que por sua beleza exótica ganhou aquele grande papel que a marcará para sempre (bem maquiada, vestida... linda), um vocabulário novo que tomou as ruas do Brasil e tá na boca do povo... São muitas as marcas que essa onda indiana deixou por aqui. Só acho que faltou duas coisas: citação sobre Gandhi e sobre o kamasutra - política e sexo, o que mais dá pano pra manga.

Mas é coisa de novela isso... É exigir demais, complexo demais, complicado demais para os indianos globais em questão. 'Tik tik'.

Tuesday, 28 April 2009

coletivo


Terça-feira, dia 28 de abril
(mas poderia ser qualquer outro dia)

Já estou no Rio, onde passei a reclamar mais dos transportes públicos. Sigo assim aqui, sem novidades boas a respeito. Subi num ônibus, mal consigo me segurar e ele arranca. Péssimo, mas me fez lembrar que voltei de Porto Alegre com uma visão menos saudosista de lá - pelo menos no que se refere a esse serviço.

Domingo, 21h. Estava na Venâncio Aires rumo à Av. João Pessoa. Fiquei parada no meio-fio esperando o sinal abrir para poder atravessar a rua. Meu ônibus passou por mim e parou no ponto para pegar passageiros. Consegui atravessar correndo, embora tivesse o sinal ainda aberto para os carros. Corri e bati na lateral do ônibus, mas embora tivesse gritado pedindo ao motorista para ele abrir a porta, ele não o fez e partiu.

Fiquei super frustrada com esse comportamento do trabalhador em questão. Era domingo, noite, ele não estava com pressa, estressado com o trânsito, nem nada. Estava apenas cumprindo sua jornada de trabalho. O que custava a esse homem abrir a porta para mim? - uma pessoa que visivelmente correu para pegar o ônibus que ainda estava ali parado.

Para mim fica claro que o sujeito não é um bom motorista de ônibus, cuja função é parar nos pontos e pegar os passageiros. Não que ele dirija mal, mas sua missão não cumpre com dignidade. Embora tivesse chegado "tarde" no local, só consigo ver como maldade a reação dele em arrancar o ônibus e me deixar ali, num dia como aquele, tarde, esperando o próximo carro, que com certeza iria demorar.

Enxergo esse comportamento como uma amostra de uma espécie de símbolo de poder, uma resposta vingativa, ou algo assim, contra o cidadão. Já falei sobre "o porteiro se sentir como dono do prédio" e acho que acontece a mesma coisa com os motoristas de ônibus e cobradores também, muitas vezes. É uma atitude do mal essa, infelizmente. Um anti-heroísmo às avessas.

Em mim fica a impressão de que esse é o momento e o meio como eles têm de mostrar sua importância. É quando podem dizer 'não' a alguém. E assim o fazem, mas de uma maneira errada, pois estão deixando de cumprir suas tarefas, e assim, executam mal o seu ofício.

Uma vez um amigo me falou que só vamos conhecer REALMENTE alguém quando essa pessoa tem poder. Concordei na hora. Depois me lembrei de alguns casos em que isso aconteceu, e me decepcionei. Já na esfera pública, fico deprimida por ver isso acontecer nos serviços primários, sentir que profissionais não cumprem direito o seu papel. Pagamos pela passagem, ninguém iria me dar carona, ou me fazer um favor nesse caso em Porto Alegre.

No Rio é ainda pior. Aqui tudo é maximizado: mais confusão, mais falta de educação, mais gente, mais barulho, mais trânsito etc. Fiquei chocada ao chegar aqui e ter que me atirar na segunda faixa para fazer sinal para um ônibus que iria passar direto se eu assim não fizesse (pois ele vinha à toda velocidade na terceira faixa e com certeza não iria parar! - como não pararam vários até eu aprender como lidar com a situação). Os absurdos presenciados já foram outros e vários, infelizmente.

Sempre digo que se político andasse de ônibus iria ser tudo diferente. Eles iam pensar mais no coletivo, com certeza.

Wednesday, 15 April 2009

a (re)volta da chibata


João Cândido foi o Almirante Negro - líder da revolta da Chibata, movimento de militares da Marinha do Brasil que se rebelaram contra a aplicação de castigos físicos como punição contra eles, em 1910. Em uma carta ele dá o ultimato:

"Não queremos a volta da chibata. Isso pedimos ao presidente da República e ao ministro da Marinha. Queremos a resposta já e já".

Os tempos são outros, mas o teor ainda é o mesmo: a violência. Eu 'e toda a torcida do Flamengo' ficamos CHOCADOS com as imagens exibidas pela televisão hoje. Pensei que o tempo dos castigos da escravidão (como o da imagem acima, de Debret) tinha passado. Estava enganada.

As chicotadas que os seguranças da SuperVia deram nos cidadãos embarcados e amontoados nos poucos trens que estavam em funcionamento mostram que sofremos ainda com os mesmos erros do passado. Esse comportamento adotado pela companhia é um retrocesso social. É a prova que o Estado falha, mais uma vez.

O contribuinte acorda de manhã e enfrenta um tumulto para poder ir trabalhar. Greve dos ferroviários e pronto: quem depende dos trens vai penar. Centenas de pessoas se aglomeram nas estações e lotam os vagões. Trata-se de pessoas que pagaram por aquele serviço, concedido à empresa pelo governo. Ninguém está fazendo nada de errado para ser castigado.

Mais do que os socos e pontapés, os chicotes usados para bater nos passageiros são a instituição da barbárie no sistema de transportes. Mais de um agressor possuía o instrumento em mãos. Como (e por quê)? Faz parte do uniforme? Gostaria que o diretor de lá me respondesse. Será que eles tinham carta branca para agir daquela forma?

Confusão sempre vai ter quando houver problemas, greve etc. mas não há justificativa para que pessoas sejam tratadas de tal forma por uma empresa prestadora de um serviço básico como esse que atende à população. Logo penso na minha teoria de poder e volto a me questionar sobre o porquê de as pessoas tomarem para si certos (podres) poderes.

Por que o porteiro sempre pensa que é dono do prédio?

Deveríamos nos rebelar MAIS! - e em resposta a TUDO. Salvem os revoltosos de 1910! Esses sim, venceram. E acredito que essa foi a única rebelião que de fato deu certo no Brasil, apesar da posterior prisão de João Cândido, do descaso do povo, e que poucos conhecem esse a página da nossa História. Ano que vem, tem centenário. Justiça seja feita.
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  • se beber, não ligue!
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  • siga a sua intuição
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  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!