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Friday, 5 October 2012

dicotomia

O Parque da Harmonia, estimado lugar que faz parte da tão primada tradição gaúcha, recebeu o nome do fundador da RBS em 1987. Faz tempo... (ou alguém esqueceu?)

Outra: hoje em dia, praticamente todos eventos culturais recebem o patrocínio de empresas privadas - mesmo o Acampamento Farroupilha. E a maioria deles só acontece graças a esse auxílio financeiro.
 
Oposições à parte, esse tipo de prática é recorrente em Porto Alegre, em diferentes níveis. Fato.

Reflexo de uma contemporaneidade corporativa mundialista, viral, forte e onipresente. Ou 'psicopata', como definiria o filme The Corporation.

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do local para o global 
(ou vice-versa)

O pior não é a imagem da Coca Cola massivamente em Porto Alegre, patrocinando reformas no Largo Glênio Peres, no Auditório Araújo Viana (wherever!), mas a ausência do Estado, sucateando bens públicos. Admitemos que, antes, esses espaços eram sujos, ruinosos... nojentos até(!), apesar de toda bagagem histórica cultural e política ligada a eles. Em tempos de preparação para a Copa (e campanha!), o prefeito da cidade (e candidato à reeleição!), José Fortunati, passou à diante a responsabilidade de um serviço de base. Esta questionável terceirização, por sua vez, proporcionou uma melhor estrutura em termos de limpeza, tecnologia, segurança etc. Mérito esse que foi incapaz de adquirir em seu mandato com os recursos devidos.

Mais lastimável que a ofensiva da Brigada Militar contra os manifestantes desgostosos com a "venda" da capital gaúcha à multinacional, é sua presença ostensiva em defesa de interesses exteriores aos da população em geral (ou a prioridade agora é interceder em prol do mascote tatu? - na verdade, 'TATUdo errado'!). É difícil ver tantos brigadianos reunidos, prontos, dispostos e incentivados a proteger o cidadão - de bandido, injustiça, violência, corrupção... Normalmente, falta polícia nas ruas, sobra insegurança.


Quando os papéis se invertem, é aí que mora o perigo...


Estar num local 'próprio', agradável, oferecido pela iniciativa privada (dessa marca), e ter a opção de beber outra, se e quando convier - a rival Pepsi, por exemplo (ou melhor: nenhuma das duas, mas um mate, respeitando as ra
ízes), parece-me melhor que deixar de frequentá-lo por falta de condições ideais, precariedade. Onde está a liberdade? - ou a privação dela. E ainda: sua  'privatização', nesse caso. Impostos foram pagos. Investimentos feitos onde? - essa é a questão. Pelo menos, parte do dinheiro de quem compra esse refrigerante, a gente conhece o destino.

Que fique claro: não sou a favor deles, muito menos dessa situação ridícula a que se chegou. Entretanto, convenhamos: atualmente, empresários capitalistas são mais competentes que nossos politicos nesse sentido. Infelizmente. Ou seja, NÃO é "culpa" exclusiva da Coca Cola, em si. Ela (apenas) desempenha super bem seu trabalho no sistema econômico (e selvagem!) em que vivemos. Cruel, mas é essa a realidade.

Fora SIM, mas (também) o(s) mau(s) governante(s) permissivos que estão no poder. São eles que oportunizam tudo isso.

A instisfação social é saudavel, coerente, bem-vinda. No entanto, a fúria do povo está mal focada. A grande arma de mudança é ainda o voto (frase de efeito - excelente em véspera de eleição!).

Viva a democracia! Afinal, é tudo uma questão de escolha. 

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 sem vestir a camisa

Admito que (ainda) bebo Coca-Cola, embora não me orgulhe, e evite. Porém, JAMAIS seria capaz de publicar (por livre e espontânea vontade, e em sã consciência) meu nome numa latinha deles e divulgá-la
na internet ou onde quer que seja(!) DE GRAÇA e (ainda por cima!) cheia de brios.

Bom, para aqueles que o fizeram (principalmente os porto-alegrenses que estão a reclamar agora, infelizes com essa invasão toda), meu recado:



Thursday, 13 January 2011

the blame goes to...


Already regarded as the greatest natural disaster in Brazil, the landslides in the mountainous region of Rio de Janeiro leave the whole country in mourning. Hundreds died, thousands injured, many others are homeless and many are still missing ...

Bad luck, but, again, was not just blame nature. The people, governments ignore dangers and controI (or let construct) in places unfit for habitation. More than three cities were devastated by the flood, which was more like a tsunami.

Is fair that lots of people had to be gone just for everybody understand once and for all that changes are necessary? And fast! - right now. No is the answer - unfortunally.
                                                          

On the other hand, congratulations for the initiative of city government of Areal, where he was raised a warning sound system that warned citizens to evacuate homes in risk locations and go to safe places on time. The mayor of the small town, Laertes Calil Freitas, was newsworthy worldwide. 

The idea is great and works (ok - no one dead there!), but people MUST obey the request for the good of all. Smart Areal citizens! Another blessed ones, are people who is helping voluntarily the victms.

Tuesday, 2 November 2010

missão quase impossível


Assisti a Tropa de Elite 2 ontem e, hoje, Dia de Finados, posso dizer que, entre mortos e feridos, prevaleceu o desejo de mudar de um (tal) Capitão Nascimento. É árdua mas não impossível sua missão. E não é só a morte que visa, mas melhoras para que elas não sejam mais necessárias.

Mega produção, roteiro bem amarradinho, dando continuidade à saga sanguinária, mas com um panorama mais brando e amplo, embora cruel tal como no primeiro filme. A trama saiu do micro pro macro, da favela pro Planalto e, com esse, acho que o Brasil bem que poderia concorrer a uma estatueta em Hollywood.

Ao lado de tantos outros heróis do cinema, destaque para esse que acabou se popularizando. E, na boa, Wagner Moura não perde em nada para os galãs norte americanos, tampouco nossas cenas de ação deixam a desejar para qualquer 24 Horas, Rambo etc.

José Padilha levou bastante a sério: Missão dada é missão cumprida. Gostei muito do que vi. Parabéns.

Agora, no que se refere a Brasília, quem vai ter que incorporar o bravo personagem, ser durona e ver mesmo quem vai pedir pra sair é a Dilma. O cenário e os outros "novos" inimigos são os mesmos - a vida imita a arte... Ou quase isso. Cabeças vão rolar!

Boa sorte para nossa nova ‘Caveira’, guerrilheira, sobrevivente de torturas, treinada por Olívio e Lula, velhos de Guerra. Sua tarefa em exterminar bandidos, solucionar problemas e eliminar o mal não vai ser fácil. Vide Super Obama, que tá penando para se garantir no topo, de onde já despencou com sua popularidade e os índices de emprego - mas isso já é OUTRO assunto... tema pra um novo post.

Monday, 1 November 2010

a sucessão


Pela primeira vez em nossa história vamos ter uma presidentA. Estou feliz não só por essa, mas por tantas novidades... Pelo que parece, nada mais será igual daqui pra frente.

Orgulhosa porque o Partido dos Trabalhadores conseguiu eleger o primeiro representante vindo do povo, e agora a Dilma - uma guerrilheira. Isso mesmo. Uma figura que, assim como o Lula, viveu intensamente a dor e a delícia de fazer parte da nossa História.

Presa e torturada nos calabouços da ditadura, nos anos 70, guerreira, sobreviveu bravamente. Nunca se candidatou a nenhum cargo público, mas sempre foi o braço direito de bons governos como esse atual e o de Olívio Dutra, no Sul, de onde eu vim e a conhecemos mais que em qualquer lugar do país.

O fato de ser mulher não é indício de uma guerra dos sexos, mas a possibilidade de uma sensibilidade e um trato diferente na hora de tomar decisões e avaliar prioridades. Se somos hoje chefes de família, a ‘cabeça’ da maior parte das residências no Brasil, por que não uma chefe de Estado? Já era hora.

Os trabalhos já foram iniciados e parece que no final do túnel há uma luz. O caminho é árduo, mas acredito que esses próximos quatro anos tem tudo para serem até mais prósperos que o do companheiro Luiz Inácio, não por ela ser mágica, mas pelos desafios passados, exemplos deixados - bons e maus.

Estou otimista com o governo dessa que espero ser faca na bota. Se assim for, mais intolerante com o erro, já é meio caminho andado... Espero que a dança das cadeiras (e das cabeças) role solta. Engraçado, mas costumávamos chamar as mulheres do PT de bruxas nas campanhas do RS e de Porto Alegre... Pois que seja então.

Aterrorizante? Nem tanto. Faz tempo que um homem sem um dedo não assusta mais ninguém por aqui. E, vamos combinar que, se mais de 43 milhões de pessoas votaram no Serra nesse último segundo turno, dia 31 de outubro, Dia das Bruxas, é porque medo não vão ter!

Tuesday, 26 October 2010

Brasil - um país de tolos (ainda)


Saiu a relação anual dos países menos corruptos do mundo. No topo, ficou a Dinamarca; na lanterninha, a Somália. Destaque para os Estados Unidos, que perderam sua credibilidade e a posição entre os 20 primeiros colocados, ficando em 22° este ano.

O Brasil melhorou sua colocação. De 75°, em 2009, foi para 69° agora, em 2010. Número sugestivo, uma vez que alcançada a "incalculável" marca de R$ 1 trilhão (pelo terceiro ano consecutivo) de arrecadação de impostos - quantia essa mal administrada e distribuída, só tenho a concluir que é MUITA sacanagem mesmo!

Poderia ser essa uma crítica ferrenha ao atual governo federal, mas não culpo o Lula. Votarei na Dilma, inclusive. Essa cultura do ‘jeitinho brasileiro’, de querer levar vantagem em tudo (e sem punição) é anterior ao PT. Sim, a má condução do dinheiro público, e a má conduta de nossos governantes a respeito, vem desde os tempos do Império.

Os escândalos envolvendo o Partido dos Trabalhadores, nos últimos anos, foram lamentáveis SIM, mas, uma vez que hoje temos a possibilidade de saber desses erros administrativos, essa é uma prova de que MUITA coisa mudou, e para melhor. Antigamente, as armações aconteciam por debaixo dos panos sem o conhecimento da massa - ou alguém acha que no governo FHC ninguém embolsou nada? (provavelmente não foi colocado dinheiro na cueca, mas pro bolso de alguns foi... com certeza!)

Sem demagogia, vamos aos números, pois eles não mentem:


1995 - 37° de   41 (2,7) - FHC
1996 - 40° de   54 (2,9) - FHC
1997 - 36° de   52 (3,5) - FHC
1998 - 46° de   85 (4,0) - FHC
1999 - 46° de   99 (4,1) - FHC
2000 - 45° de   90 (4,0) - FHC
2001 - 45° de   91 (4,0) - FHC
2002 - 45° de 102 (4,0) - FHC

2003 - 54° de 133 (3,9) - Lula

2004 - 59° de 145 (3,9) - Lula
2005 - 62° de 158 (3,7) - Lula
2006 - 70° de 163 (3,3) - Lula
2007 - 72° de 179 (3,5) - Lula
2008 - 80° de 180 (3,5) - Lula
2009 - 75° de 180 (3,7) - Lula
2010 - 69° de 178 (3,7) - Lula

Esses foram os números alcançados pelo Brasil desde o início dessa medição, em 1995, até este ano.

Mais do que a classificação, importante é considerarmos a pontuação, pois a cada ano o número de países analisados muda. O índice de avaliação vai de 10 (para um Estado considerado "limpo") a zero - e o adjetivo que classifica os que atingem números baixos é CORRUPTO mesmo.

Analisando os dados acima concluímos que o governo Lula, apesar de todos os escândalos, sob a ótica da Transparency Internacional, ONG alemã responsável por esta pesquisa, alcançou números bem mais favoráveis que seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso.

Vejamos alguns exemplos, usando a básica regra de três:

1995 - primeiro ano do governo FHC X 2003 - primeiro ano do governo Lula

16 de 41 Lula Lula
54 de 133

Comparando os dados do primeiro ano de governo Lula, em 2003, ao de FHC, em 1995, conclui-se que, com Lula no poder, estaríamos em 16° no ranking de 1995 e não em 37°, como o Brasil de FHC esteve...

Mais:

1995 - primeiro ano do governo FHC X 2003 - primeiro ano do governo Lula

37 de 41
120 de 133 FHC

Comparando os dados do primeiro ano de governo Lula, em 2003, ao de FHC, em 1995, conclui-se que, com FHC no poder, estaríamos em 120° no ranking de 2003 e não em 54°, como estivemos...

2002 - último ano do governo FHC X 2010 - último ano do governo Lula

39 de 102 Lula
69 de 178

Considerando a posição alcançada pelo Brasil neste último ano do governo Lula, no último ano de FHC no poder, estaríamos em 39° no ranking de 2002 e não em 45°, como estivemos com FHC ...

Ou ainda:

2002 - último ano do governo FHC X 2010 - último ano do governo Lula
45 de 102
78 de 178 FHC

Considerando a posição do último ano de governo FHC, em 2002, seu governo estaria hoje em 78° no ranking, e não em 69°, como o Brasil de Lula.

A Transparency Internacional (The Global Coalition Against the Corruption), alerta em seu site que a corrupção nos afeta quanto aos seguintes itens:



- política;
- contratos públicos;
- setor privado;
- convenções internacionais;
- pobreza e desenvolvimento;
- educação;
- judiciário;
- acesso à informação*


*Aliás, você conhecia tais números do governo FHC?

Corrupção vai além-governo, infelizmente. É aquela facilidade que buscamos para não pagar alguma multa, não arcarmos com a penalidade por algum erro cometido etc. A realidade ainda não é a ideal (longe disso!), mas há promessas para tanto.


Podem falar o que quiser, até acusar o governo Lula de corrupto, como em parte foi, é verdade... mas para mim é claro que Dilma, sua sucessora, é a opção certa para um Brasil melhor. E vamos combater essa cultura escrota, rumo a números mais sérios- dignos de uma nação em desenvolvimento, a cada dia com mais visibilidade internacionalmente


Por fim, não poderia deixar de parabenizar o Chile, país da América do Sul melhor colocado, por sua 21ª posição, com seus louváveis 7,2 pontos. Que esse exemplo seja seguido pela vizinhança.

Tuesday, 25 May 2010

liberdade ou morte


Hoje é o dia: de protestar, além de aproveitar a barbada de poder comprar gasolina cerca de 40% mais barata. PASMEM! – não pela oferta, mas pelo horror que é a sobretaxa em cima do produto.

Em algumas capitais do país, vários brasileiros pagaram quase metade do preço em litros do combustível, nessa campanha pela diminuição da arrecadação absurda feita no Brasil. Em São Paulo, diversas pessoas usaram nariz de palhaço numa manifestação bem-humorada, mas verdadeira contra essa realidade.

Lembram do recente “IPI reduzido”? Sentimos um pouco desse alívio numa tentativa do governo em aquecer o mercado. E conseguiu. Não foi mágica do varejo, foi "simplesmente" uma diminuição no que os cofres públicos levam do valor cobrado pelas lojas. Por que não aplicar esses descontos novamente, de repente em outro setor, fazendo um rodízio para tentar amenizar a crueldade com o povo que é essa cobrança indevida?

Nossa carga tributária é uma das mais altas do mundo. Injusto. Não creio numa explicação coerente que me convença de sua real necessidade. Para produtos da cesta básica, por exemplo, os impostos chegam a mais de 30% do valor total de cada mercadoria. Um exagero que não leva nosso país à frente, bem pelo contrário...

Pagamos por serviços básicos dos quais não usufruímos em sua plenitude, como saúde, educação, etc. Bancamos sei-lá-eu-quem – porque a cor desse dinheiro revertida em benefícios para a população não é o que acontece. E para algum lugar essa quantia trilhonária vai... Para onde será? (com tantos roubos, sonegação e superfaturação de quase tudo que é do governo, tenho meus palpites).

O contribuinte trabalha praticamente cinco meses (quatro meses e 29 dias) só para pagar impostos. Isso é uma palhaçada mesmo. E não vai mudar se não fizermos nada... Que tal um radicalismo (adoro!)? Liberdade ou morte! (que já é o que está acontecendo, na verdade,  uma vez que crianças morrem subnutridas, pessoas sem um atendimento médico público eficiente, nas estradas mal conservadas, etc etc etc.) Pensem nisso e protestem, como puderem.

A iniciativa do Dia da Liberdade de Impostos foi da ala jovem da Câmara de Dirigentes Lojistas, uma forma econômica e consciente de chamar a atenção da sociedade para o fato. Por aqui, a mula ruge...

Assistam ao vídeo da matéria que foi ao ar pelos canais da Rede Globo no portal G1.

Friday, 23 April 2010

o buraco foi mais em cima


Anteontem comemoraram os 50 anos de Brasília. Eu não.

No "clima", vi na TV inúmeros programas especiais, reportagens e documentários a respeito, bastante interessantes até, mas admito ter um mega ranço quanto a assunto, e não me envergonho em assumí-lo – nem um pouco, e nem em tempos tão festivos. NINGUÉM me tira da cabeça que a (nem tão) nova capital do país foi a maior lavagem de dinheiro da História!

A intenção de levar o poder e vida (movimentação) para o ‘coração’ do Brasil foi boa, não nego, tampouco ignoro, mas a questão de tirar do centro – no caso, o Rio de Janeiro, o foco do que está acontecendo, do alcance do povo, é intrigante, relevante, questionável e sempre será motivo de críticas. As minhas, pelo menos, sempre serão colocadas sobre.

O projeto audacioso dos arquitetos Lucio Costa e Oscar Niemeyer também foi louvável, não posso ignorar sua vanguarda e ineditismo. O problema todo é o quê político da mudança. Brasília é um exemplo bem-sucedido, mas de SEGREGAÇÃO. Uma cidade que não foi feita para se andar a pé, para se conviver somente entre quadras (condomínios), em que tudo é divido por setores – não se misturando as pessoas e serviços, desculpa, mas não me agrada. Limita. Parece a Barra... Detesto!

Ok, ela foi feita para receber o poder central do Brasil, seus representantes etc., então tudo bem pensarmos ‘utopicamente’ que tudo se manteria como na ideia original, mas (como sempre!) esqueceram de uma “coisa”: do povo. Os candangos que construíram a cidade, oriundos de lugares paupérrimos, vendo ali a possibilidade de prosperar, JAMAIS iriam voltar às suas origens. Como poderiam ter ignoraram esse grandioso ‘detalhe’ (do comportamento humano, social e econômico de uma realidade como a nossa)? Mais uma vez deram condições para a marginalização de pessoas (ou acharam que só ficariam ali senadores, ministros, embaixadores, diplomatas, o presidente e suas famílias?). E, assim, foi criada por esses operários, logo após sua inauguração, uma periferia, fora do plano-piloto, pois para eles nada foi planejado...

Um fator importante para meu desgosto foi que esse passo para o progresso, como viam tal construção no auge dos “Anos Dourados”, foi a verdade um tiro no pé se pensarmos na dívida externa. Em plenos anos 50 – fase do “The Great American Celebration" norte-americanos, cruciais para determinar o futuro político e econômico mundiais, contrair um débito de ‘cinquenta anos em cinco’ (plano de metas do então presidente Juscelino Kubitschek, realizador da porr* toda), enfraqueceu quaisquer possibilidades de mais liberdade – muito necessária no período. Gerou maior dependência.

Os governos seguintes, de Jânio Quadros e João Goulart (o Jango), que pagaram o pato – este último tendo que, involuntariamente, entregar o poder nas mãos dos militares, subordinados à ideologia estadounidense. Uma pena, claro. Mal a cidade tinha sido erguida com um ideal, e por mais de duas décadas acabou hospedando não-civis. ‘Ironicamente', foi justamente quem mais está acostumado com divisão, em sua hierarquia de patentes, moral etc. Repulso a carreira – essas forças armadas (literalmente).

Bom, passado o tempo... e os ânimos contidos, pode-se dizer, enfim, que já existe um ciclo geracional completo por lá. Arriscaram até em dizer na televisão (pelo o que conta alguém escreveu uma tese, inclusive) que os brasilienses já possuem seu próprio sotaque, depois de anos de um híbrido de falas de procedências múltiplas, essa mistura parece que resultou numa forma própria linguítica. Na música, foram mais rápidos em criar uma nova leva de artistas, e de começar um rock de questionamentos sociais, mais engajado, que buscava uma identidade, razões de ser.

Só consigo me lembrar agora da memorável pergunta de Renato Russo: “Que país é esse?”. E termino por aqui, com possibilidades infelizes para tanto, e não satisfeita por cinqüentenário algum. Bodas de prata é o caralh*! Queria ver era terem direcionado o mesmo montante gasto no Planalto Central para construção de um complexo populacional para quem REALMENTE precisa... Gostaria, sim, de ter visto ISSO ter acontecido, saído do papel, e estar, orgulhosa, presenciando, agora, seu meio século de existência.

Uma ressalva: com tanta distância e dificuldades geográficas, minha SALVA DE PALMAS sim, relativo à Brasília, àqueles que (PODEM/CONSEGUEM e) se mobilizam, e se deslocam até lá para manifestações. Isso apaludo de pé.

Tuesday, 9 February 2010

chove chuva!


Enquanto isso, em São Paulo... chove SEM PARAR!

Faz mais de um mês que a água não dá trégua e cai todos os dias – provocando enchentes e inundações pelas ruas, ilhando pessoas, causando acidentes, mortes. Por que isso?

É a natureza se rebelando contra o homem, mostrando sua força. Seja com calor ou chuva, os efeitos do desequilíbrio do clima estão demais. Que nossos governantes tomem atitudes racionais e humanas para frear esse processo genocida.

Hoje, produz-se mais lixo e tem mais asfalto cobrindo o solo (para onde a água poderia escorrer) em comparação a 1947, 50 ou 80 - períodos de janeiros chuvosos. O resultado da soma desses fatores será cada vez pior, mais maléfico ainda.

Além do gás carbônico, o lixo e o crescimento desordenado das metrópoles são grandes vilões. A solução quanto aos resíduos, ao menos, está ao alcance de todos nós. Nisso, poderíamos ser mais conscientes, independente(s) do Estado.

Se cada um fizer a sua parte, ajuda. As consequências do que se faz hoje, veremos amanhã - pro bem ou pro mal. Depois não adianta lamentar tanto lixo epalhado , chorar sobre a 'água' derramada.

Sunday, 21 June 2009

subversão é a solução


Essa semana, fiquei bastante contente com algumas notícias que li, vi, ouvi sobre o boicote de indústrias e redes varejistas a frigoríficos ilícitos, apontados pelo Ministério Público Federal como (co)responsáveis pelo desmatamento da Amazônia. Iniciativas como esta, que foi aderida inclusive pelo gigante Pão de Açúcar, maior grupo brasileiro do ramo, fazem a diferença.

O governo apoiou, e o comércio abraçou a causa. Foi então posta em xeque a origem de produtos e subprodutos de fazendas que criam gado em áreas suspeitas de terem tido a mata derrubada para o plantio de capim. O objetivo com essa ação é que fornecedores que cometem crimes ambientais, exploram trabalho escravo, invadem reservas indígenas e fazem grilagem de terras sejam banidos do mercado.

Eleita por ambientalistas como a atual inimiga número um da Amazônia, a pecuária naquela região está sob vistas grossas do Ministério da Agricultura, que discute o assunto com o setor produtivo há vários meses. Um monitoramento via satélite vai mapear as fazendas que criam gado de forma ilegal no Pará. E que se estenda depois a outros estados. Há muito ainda o que ser feito para desenfrear esses crimes ecológicos.

O principal fomentador da atividade pecuarista sempre foi o investimento de bancos públicos, mas o quadro está mudando. Como resposta a essa medida de ‘caça às bruxas’, o contrato de financiamento do frigorífico Bertin, o maior exportador de carne do Brasil e segunda maior empresa do setor no mundo, foi cancelado pelo Banco Mundial, o IFC (sigla em inglês para International Finance Corporation).

A solicitação por parte das empresas compradoras da entrega ao MPF de um plano de auditoria socioambiental que comprove a origem do gado a ser comercializado, juntamente ao Sistema de Licenciamento Ambiental de Propriedades Rurais (SLAPR), apresentam-se atualmente como as principais saídas para conter a devastação verde produzida pela pecuária.

O SLAPR é fundamentalmente um Código Florestal que pode servir para qualquer atividade, inclusive a soja. O sistema começou no Mato Grosso e depois avançou para o Pará, Rondônia e Tocantins, mas devido à sua efetividade, existe uma resistência enorme para sua total implementação. Ele funciona da seguinte forma: primeiro o OEMA - Órgão Estadual de Meio Ambiente, mapeia o estado inteiro e monta uma base de georreferência da área. Um projeto técnico de recuperação da área a ser desmatada é apresentado e, uma vez aceito e assinado pelas partes, vai pro Ministério Público que o monitora.

É necessário pressão para que sejam freados esses crimes ambientais. Sou super a favor de boicotes, quando esses são por causas dignas, de interesse público comum. Somando forças, conseguiremos alcançar nossos objetivos, mesmo que em parte. Mexer com o lado econômico da questão em si é sempre a melhor opção, pois traz efeitos rápidos e, nesse caso, positivos. Temos que nos unir mais em ações como essas - governo, iniciativa privada e o povo.

Subversão é a solução!

Saturday, 2 May 2009

a culpa é do porco


Em poucos dias tudo pode mudar. Essa é a prova que a força da natureza ainda é soberana aos interesses do homem. Em casos de doenças, porém, como a gripe suína (ou devo chamar de influenza A? - H1N1) que está acontecendo agora, questiono-me sobre possíveis teorias da conspiração.

O medo toma conta do mundo inteiro. O número de casos da doença confirmados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) praticamente duplicou nas últimas 24 horas e agora chega a 615, em 15 países, contabilizando 17 mortos. Essa representa o maior risco de uma pandemia em larga escala desde a gripe aviária que ressurgiu em 2003. E muita gente perde com isso, ainda mais em tempos de crise mundial. A economia é obviamente afetada, principalmente em setores como o turismo e exportação de carne de porco. No caso de diminuição das viagens e da atividade econômica, os preços do petróleo, já afetados pela recessão global, podem cair ainda mais.

Há um setor que prospera em tempos como esses de agora, entretanto. Mas quem poderia se beneficiar com tudo isso, eu pergunto? Companhias farmacêuticas e fabricantes de vacinas. A demanda pelo desenvolvimento de uma tratamento específico para a gripe suína é grande, embora os dados iniciais sugiram que as vacinas antigas podem fornecer alguma proteção contra o surto atual. Já as fabricantes do Tamiflu e do Relenza (antivirais utilizados contra a gripe aviária, eficazes contra o vírus H1N1) podem ter ganhos em vendas e na valorização das ações. Quem comercializa máscaras, que se tornaram acessório indispensável em todo o México, e fora de lá, também lucrou na inércia da gripe.

Há nove décadas o mundo se viu abalado com uma grande epidemia já globalizada, pois apesar de o vírus ter se espalhado a partir dos Estados Unidos, a gripe que matou milhões virou espanhola. A pior pandemia de todos os tempos deve seu nome, portanto, à censura dos tempos de guerra e não à sua origem, já que o primeiro caso foi registrado em Camp Funston (Kansas) em 4 de março de 1918. A imprensa dos países envolvidos na Grande Guerra não informavam sobre a doença para não desmoralizar as tropas, e as únicas notícias que chegavam eram da Espanha. Por consequência dessa falta de comunicação, em abril toda a América do Norte estava infectada, e o vírus já tinha chegado à Europa com as tropas norte-americanas.


Nesses casos alarmantes, preocupo-me principalmente com interesses maiores e (des)informação.
*O governo e mídia brasileira demoraram a orientar o povo brasileiro, recomendando que não viajasse para os países contaminados pela gripe suína. Outro ponto que critico aqui é a orientação geral sobre o consumo indiscriminado da carne de porco, que deve ser ingerida SOMENTE depois de fervida a pelo menos 70 graus, para que sejam eliminados quaisquer vírus que PODEM SIM estar nela. Com base nessa postura de nossos governantes e imprensa, sugiro que esses (maus) profissionais se utilizem das passagens grátis do recente escândalo e voem para Cancun, onde podem se deliciar com muita carne de porco mal passada.
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!