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Friday, 8 October 2010

vai passar...


Para alguns, eu sumi; outros sabiam que eu estava apenas ‘fora’. O fato é que, depois de ter passo mais de um mês viajando a trabalho, enlouquecida, estressada, praticamente sem tempo para nada pessoal, com pouco acesso à TV, e internet vendo o extremamente necessário, ao voltar, agora, soube que aqueles mineradores chilenos AINDA estão presos, desde cinco de agosto, a 700 metros de profundidade. Socorro!

E eu que estava reclamando dos meus dias de cão há dois meses... Que na próxima terça-feira acabe o drama desses trabalhadores, castigados por este acidente que os manteve isolados (e no escuro) desde então. Que a tentativa de sua retirada dê certo, pondo um ponto final nesta triste história.

O curioso é a preparação para outra avalanche: da imprensa. Eles estão sendo instruídos, desde já, em como se comportar e lidar com o assédio dos meios de comunicações locais e internacionais após ganharem sua liberdade. Fora a indenização pedida por suas famílias, esses homens já receberam diversos presentes de diferentes pessoas - viagens, convites para assistirem a jogos de futebol etc., mas aposto que vão querer dar um tempo um do outro, querendo ficar um pouco sozinhos, vendo apenas o  horizonte...

Só quem passa MUITO tempo com pessoas que não escolheu para estarem ali, sabe da dificuldade de convivência quando longe de casa, sem o carinho dos amigos e dos familiares, para compensar a situação - sob pressão ainda, nossa...(!). Eles merecem um prêmio por sua tolerância, não terem se matado lá mesmo - uns aos outros e a si mesmos. Com certeza.

Que seus próximos dias sejam, literalmente, iluminados por São Pedro. Os meus também.

Wednesday, 23 June 2010

this is it


Questionada sobre 'O' fato de 2009, respondi sem titubear numa crítica aos meios de comunicação: a morte de Michael Jackson. Vindo de uma jornalista, poderia até parecer provocação. E foi, não nego. Em seguida, expliquei minha escolha, alegando terem levado mais de três meses para “enterrar” o Rei do Pop, o que fez com que passado agora um ano de sua morte, pareça o ocorrido tão recente.

Claro que para mim, foi muito mais importante a elevação do Brasil, pelo presidente Lula, a um status de nação com visibilidade e respeito internacional, ou o primeiro frustrado ano de Barack Obama no comando da potência estado-unidense e, por consequência, mundial. Mas, sem questionamentos a respeito, o que permaneceu na mídia, mais comoveu o povo, e ditou um incrível revival musical de décadas passadas foi a perda do astro.

É o que as chamadas na televisão anunciam há um mês: especiais no final de junho sobre ele, que nasceu pobre, negro e depois ganhou fama, enriqueceu, conquistou uma excentricidade polêmica, e sobre sua cor nem soubemos mais o que dizer direito quanto ao que aconteceu – vitiligo, problemas psicológicos, traumas de infância? Maybe. O certo é que sua pele e seus traços black tão marcantes em sua infância, quando tudo começou, desapareceram.

Mas o que ficou de Michael, e, justamente, o que o aproxima das milhares de pessoas que choraram em sua despedida, foi seu talento, sua história de superação, seus hits memoráveis, seu estilo inconfundível e inesquecível - sua marca maior. Nenhum outro artista venderá mais que ele, mesmo que se inventem outras mídias. Os tempos são outros. No entanto, isso não quer dizer que sua atual popularidade não só aumente com a internet, como enriqueça sua conturbada família ainda mais.

Pouco tempo antes de morrer, embora em pré-produção da mega turnê This is It, com 50 shows programados para terem início em julho do ano passado, ele andava esquecido pelo grande público. Desde 2001 o cantor (e performer - JAMAIS poderia deixar de citar isso) não fazia apresentações de seus trabalhos, com a exceção de duas ocasiões em que se comemoraram seus 30 anos de carreira. Sua morte ocasionou um boom póstumo, em que as novas gerações puderam, enfim, conhecer e admirar o célebre artista que mudou, literalmente, a cara do showbizz para sempre.

Wednesday, 6 January 2010

a mala e os meios


Deve ser péssimo estar na lista dos ‘mala do ano’ (mesmo que no décimo lugar). Pior se tal classificação for publicada num jornal de grande circulação - inegável. Irritaria qualquer um, claro. Ainda mais Fernanda Young!

Ser uma pessoa pública tem disso: ser alvo de críticas da mídia e do grande público – gente que nem te conhece... Sou super a favor do direito de resposta, mas ficar se utilizando dos meios de comunicação para picuinhas pessoais acho desnecessário.

Réplica, tréplica, revanche, 'nega maluca'... na boa, parece mais é implicância infantil. E a brincadeira pode virar bola de neve, cuidado. Fica feio, pega mal, baixa o nível, perde o foco e a razão.

Foi isso que vimos na última semana no bombardeio de retrucadas e troca de ofensas entre a escritora playmate e o jornalista Artur Xexéo. Começou bem e sadia a discussão entre os dois, mas depois virou bafo – e dos grandes.

Passou pro âmbito pessoal o tom da conversa. Aliás, transpos esse nível, já virou briga verbal. Ruim é que o ringue desse bafafá todo são as páginas dos jornais, os sites da internet, os canais de TV. E até golpes baixos como escrever o nome do 'adversário' errado são usados...

Em blogs e twitters da vida, ok levar à diante qualquer ‘m’, qualquer caso, mas veículos de massa acho muito perigoso. Nessas horas é que me pergunto onde estão os tão necessários e tão ultimamente apagados ombudsmen?

Alguém tem que dar limite a esses barracos que levam em conta erros de português, hábitos do cotidiano alheio, e que ignoram o bom (negro) humor do povo. Por vezes, para se safar ileso e oculto de uma situação dessas é melhor deixar passar certas coisas, e se omitir.

Liberdade de expressão é uma coisa, mas abusar desse poder é outra. E digo isso sem entrar no mérito de defesa de nenhum dos lados. Só acho que, quando usamos um megafone, temos que cuidar o conteúdo e a força de nossa palavra.

Tanta raiva, merda no ventilador... realmente, coisa de mala! E irrita, a todos – isso não é exclusividade de ninguém. Por que só podemos ser objetos da raiva alheia e não questionarmos isso? Enfim... no dos outros, é refresco!

Cenas dos próximos capítulos nos grandes canais, em breve.

Thursday, 28 May 2009

crônicas sexuais


Sempre fui contra esses modismos televisivos que se popularizam à base de ralo conteúdo e excedente futilidade. Demorei para assistir à ‘sensação’ das mulherzinhas e, quando o fiz, não gostei. Tinha um pré-conceito formado antes mesmo de saber direito do que se tratava e por isso perdi muito tempo antes de me deixar envolver pela história dessas quatro amigas. Minha primeira impressão quanto ao “Sex and the city” estava errada.

O sucesso era tanto que seis temporadas foram exibidas entre 1998 e 2004 nos Estados Unidos, e ainda hoje são reprisadas mundo afora. E eu, ao longo desses anos todos, ignorei a riqueza editorial contidas ali. Vendo agora, lembro-me do programa que produzi em 2005 para o GNT, o ‘Mulher Procura’ - não pelo formato, mas pelas incertezas das mulheres de 30. Nesse reality, treze ‘balzaquianas’ mostravam sua vidas, suas buscas e anseios nessa fase tão conturbada.

Passei quatro meses imersa nesse universo feminino cheio de crises, amores, compras e diversão. Então, não foi estranho ter me aproximado tão rapidamente do tema (rapidamente? – sim, bastou eu ver mais dois episódios para ficar presa em frente à televisão querendo saber quando passaria de novo!). Senti bastante intimidade com o tema ‘sexo’ abordado na narrativa e enxerguei semelhanças com a protagonista Carrie Bradshaw.

A personagem da atriz Sarah Jessica Parker é jornalista e escreve uma coluna (que dá nome ao seriado) sobre sexo e relações para um jornal de Nova York. Além de sua fixação por sapatos, ela tem quatro fiéis amigas que vivem dramas comuns a qualquer mulher que está na faixa dos 30 anos - relacionamentos, trabalho, família etc. E a realidade apresentada por elas serve de inspiração para o trabalho de Carrie, que é o fio condutor da trama.

Como acontece comigo, deve ser assim com todos os que se aventuram pela arte da escrita... Tudo o que estou vivendo, já vivi, ou tudo pelo que minhas amigas estão passando, ou já passaram, serve de conteúdo para meus devaneios literários no ‘mula ruge’. E mais: a maioria deles tem a ver com sexo, afinal, trabalho com isso. Não escrevo profissionalmente, claro (estou longe disso!), mas agora passei a descrever minhas experiências aqui. Vejo muito das problemáticas femininas abordadas na TV, por elas, em meus textos, ou naqueles que ainda estão por vir.

Cada um tem seu 'insight' criativo. Assisti ontem a um capítulo em que pude comprovar que o método que Carrie escolhe o assunto de sua próxima coluna é igual ao meu. Várias idéias vem de acontecimentos cotidianos que mexem com a gente. Como mulher, entendo os diversos contextos revelados por ela que acabam sendo pauta de suas crônicas. Hoje já estou com 27 (na época que a série começou eu tinha 16) e consigo me identificar com as ‘não tão mais jovens’ moças, suas histórias, medos e vontades.

Tendo o Rio de Janeiro como cenário, minhas amigas como fiéis ‘escudeiras’ e meu blog como veículo, ganho o mundo, vivo e escrevo sem medo de ser feliz – e com um pouquinho mais de "experiência sexual” (é bem verdade!), mas menos glamour.

Tuesday, 12 May 2009

a solução


Incrível como a invenção de Irandir da Rocha deu certo: João-Buracão é a sensação do momento no país. O boneco, criado para denunciar uma cratera em frente ao trabalho do borracheiro, já é responsável pelo fechamento de mais de dois mil buracos só no Rio de Janeiro.

A prefeitura, que atende ao chamado de João e vai fechar um buraco, já fecha tudo o que tem em volta para ele não aparecer mais. Foi uma alternativa bem-sucedida de chamar a atenção das autoridades para um problema ('digamos') simples.

Seria de fato a criatividade a solução do Brasil? Não duvido. Com um pouco de ousadia o artista (pois quem criou esse personagem não pode ser chamado de outra coisa) conseguiu chamar a atenção dos veículos de comunicação e ganhou espaço invejável na mídia. Depois do Extra, simplesmente foi apadrinhado pelo Fantástico! – “só isso”.

Com a fama vieram as responsabilidades. Agora, a missão do boneco se estendeu ao país inteiro e João pegou a estrada para alardear sobre os problemas nas estradas e rodovias de todo o país. Justo. Até concurso para acharem o maior buraco do país estão fazendo... Assim, João chega ao topo de celebridade do mês.

Mas nem tudo são flores... João já foi agredido, sofreu sequestro-relâmpago e foi até vítima de censura em alguns meios de comunicação. Mas a idéia pegou e, depois dele, muitos outros bonecos foram criados com o intuito de denunciar alguma coisa, ou simplesmente para fazer companhia ao “solitário” João. Só falta convidarem o emergente para sair na próxima edição da Caras tapando os buracos na bunda de alguma dessas gostosonas efêmeras. Boa.

Nas próximas eleições, votaria em João-Buracão – “gente” que faz. Esse, pelo menos, ajuda realmente o país a sair do buraco.

Thursday, 30 April 2009

abaixo a censura


Enfim, a defasada e autoritária Lei de Imprensa foi revogada. Em fevereiro de 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender 22 artigos da lei, mas ela só teve seu fim por completo hoje. Foram 42 anos sob uma jurisdição intimidadora, criada no regime militar.

"Era o último entulho do autoritarismo ainda em vigor", já dizia desde 2007 o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), autor da ação. A lei abolida representava uma tormenta para os jornalistas e uma ferida para a liberdade de expressão do pensamento, fundamental à democracia. E isso acontecia ainda que os meios de comunicação brasileiros fossem exemplos de luta da liberdade de imprensa na América Latina.

Em nome da segurança nacional, a antiga lei censurava meios de comunicação, compositores, dramaturgos e escritores e permitia a apreensão de publicações. Agora os jornalistas e os meios de comunicação serão processados e julgados com base nos artigos da Constituição Federal e dos Códigos Civil e Penal. Se antigamente o problema eram os efeitos terríveis que ela ainda causava, especialmente entre os pequenos jornais e veículos de comunicação que eram massacrados por prefeitos, políticos e empresários, tendo que pagar indenizações que provocavam o fechamento desses veículos, agora a maior preocupação é a com o direito de resposta.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) defendem novas normas que regulamentem penas e indenizações contra jornalistas e empresas de comunicação. Alega-se que com a simples extinção da lei, sem a fixação de novos parâmetros para a atividade jornalística, seja criado um perigoso vácuo na legislação. Já Teixeira não vê necessidade de outra lei, porque todas são restritivas, e nunca a favor do direito do povo à informação.

Esse impasse segue em discussão, assim como a questão da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista - que estava com análise de recurso prevista (mas isso é assunto para outra postagem... - Em breve, notícias a respeito aqui!).
Apesar das incertezas, nós, jornalistas brasileiros, já temos um bom motivo para comemorar no dia 03/05, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. E que a gente siga comunicando de maneira consciente e justa.

Monday, 20 April 2009

verborragia


Os blogs estão aí para isso: para se versar livremente sobre diferentes assuntos. Agora, escrever num jornal de grande circulação é diferente. Merece cuidado, respeito, apuração. Tem que se pesar o que é dito, não se deve escrever sem limites, ainda mais quando se fala mal de algo, ou alguém.

Abri a Zero Hora de sexta-feira e vi uma coluna no caderno jovem do jornal que me chamou a atenção negativamente. Nela, uma lista de seis itens lamentáveis dos anos noventa. Seguem baixo:

1. Raves. Música irritante, homens sem camisa e NINGUÉM beijando na boca.
2. Grafite. Foi quando inventaram o absurdo que grafite é arte. Sério, grafite não é arte.
3. Manguebeat. Lama, fantasias e anamauê. Alguém me explica?
4. Camisa de flanela. Perfeitas para quem tava a fim de se matar naquele dia.
5. Guerra do Golfo. Não é minha guerra favorita, te dizer.
6. Tamagotchi. Atestado máximo de imbecil.


Quanto a fazer a lista, ok, mas as críticas poderiam ser melhor elaboradas, embasadas em verdades. Esse é o príncípio básico. Agora, com que respaldo o autor faz afirmações como a que grafite não é arte, por exemplo? Onde essa pessoa vive que não vê que está errado? (por ironia do destino, descobri que no mesmo bairro que minha mãe mora, aqui, próximo de onde estou AGORA).

Me vi obrigada a ir atrás de informações sobre quem escreveu tamanho disparate. Fiquei chocada. A pessoa é comunicador de rádio, trabalha com música e, no mínimo, não reconhece o valor de Chico Science na música brasileira. Sinceramente, gostaria que não dessem tanto crédito a quem tem um 'puta' espaço na mídia e manda mal uma vez que usa de seu gosto pessoal e sua desinformação para criticar movimentos musicais e uma arte que pelo visto desconhece, ou ignora.

Liberdade de expressão? Tem que ter. E discernimento? Todo. Ele até pode publicar o que quiser em outro nível, agora um jornal deste porte bancar esse tipo de texto agressivo e deselegante, é DEMAIS. Chama o ombudsman! Avisa o moço que veículo para este tipo de texto é OUTRO e que os blogs estão aí para isso. Enfim, viva a internet e toda verborragia cabível aqui.

Utilizando-me do que é de praxe: Cala a boca, Piangers! (ou Zero Fora?)
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!