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Saturday, 30 January 2010

feito!

Trabalho concluído. Com o final do Zona Quente e Boa de Cama no formato que eles são hoje (e assim vão ao ar somente até o final de março deste ano no Sexy Hot), encerra-se um ciclo. Depois de quase cinco anos produzindo e dirigindo as gravações desses programas, fico com o sentimento de missão cumprida.

Em 2004, o então mais popular canal erótico (ou vulgarmente falando: de sacanagem) do país viu necessidade de atingir mais as mulheres, uma vez que esse representava um público consumidor em potencial, forte e de decisão. Daí, foram criados esses produtos para o entretenimento adulto dos brasileiros – aliás, brasileirAS, principalmente.

Em 2010 as mulheres já representam mais da metade dos expectadores. Meta alcançada e, eis que é a hora de mudanças. Ontem foi o último dia de uma jornada de mais de 230 entrevistas e frases de incentivo ao uso da camisinha, 700 matérias, quase 200 posições e dicas gravadas, e 100 maneiras de criar um clima e usar brinquedinhos sexuais.

Mostrou-se como nunca antes o universo pornô, bastidores que humanizaram atrizes, atores e diretores do meio, falou-se de relações liberais, abertas, diferentes, além de apresentar a muita gente o mundo fetichista e todas as fantasias que permeiam a cabeça de muitos. Abordamos tudo quanto possível, viável, cabível em nossa televisão de hoje.

Espero ter ajudado a esquentar os momentos entre quatro paredes de diversos casais do país e também ter colaborado para que se pense em sexo como algo natural – porque NADA mais é do que isso, simples assim. Que toda a dificuldade encontrada por nos (e superada!) para se falar de sexo na televisão tenha servido para vencer tabus ainda (r)existes em nossa sociedade.

O que ficou desse tempo em que estive completamente consumida pelo assunto? O que levarei comigo? A naturalidade em lidar com o tema, o respeito ao prazer alheio (desde que sempre haja CONSCENTIMENTO pelas partes envolvidas – seja dois, trois, swing ou suruba), a sagacidade na argumentação e o relacionamento conquistado.

Foi com MUITO esforço que vencemos essa batalha diária, tirando leite de pedra em gravações e matando um leão por dia ao telefone marcando externas, convencendo gente via Embratel (opa! - Claro, Tim e por fim Oi), e ao vivo (claro e principalmente!) a falarem e fazerem sexo, mostrarem seus fetiches, corpos e desejos para nós. Não foi fácil, mas é gratificante saber que conseguimos.

Obrigada a todos os parceiros dessa trajetória, aos colegas de trabalho, mas principalmente à Carolyne, minha grande companheira, ao meu lado garimpando entrevistados, e na frente das câmeras colocando a cara à tapa por renovar a forma que se fala de sexo hoje no país pela telinha e mudando (pré)conceitos. Nesse processo, todos crescemos juntos.

Agora, é esperar para colher os frutos das sementes plantadas, dos anos de dedicação exclusiva, de tanto esforço, mérito, de toda responsabilidade aplicada. Que o prazer não seja só alheio. No dos outros é refresco. O justo é que se possa gozar um pouquinho também, por que não?! E agora, novos rumos! - com todo o knowhow, background e savoir-faire adquiridos. Sexperienced. Hummmm...

*E para finalizar, quero convidar todos para assistirem (dia 27/03, às 20h, no 285 da Net ou 150 da Sky) ao último Zona Quente, que terá uma matéria comigo, recordando toda a produção e direção das gravações do programa nesse longo período em que trabalhei pela ProSol, diariamente. Nos 45min do segundo tempo, a oportunidade de aparecer e versar sobre nossa labuta, força tarefa. Lerê, lerê.

Monday, 11 January 2010

no paraíso


Quais seriam os sete pecados no sexo?

Avareza, Preguiça e Vaidade na cama
Gula sexual e Luxúria desenfreada
Inveja e Ira dos parceiros

Bom, sejam quais forem eles, o papa Gregório Magno, aos instituí-los, em pleno século VI, JAMAIS pensaria que poderiam ser aplicados exclusivamente à atividade sexual, lasciva, carnal.

Na noite de 13 de março, às 20h, vai ao ar no Sexy Hot um Zona Quente especial sobre esses prazeres que a religião não permite, mas importunaram SIM os pensamentos e desejos de Adão e Eva (afinal, tinha uma cobra lá, louca para dar o bote!).

Sete pecados no sexo... Adão e Eva no paraíso - sem pecado, sem 'juízo'.

Saturday, 12 September 2009

dizem que sou louco


O que significa loucura? Insanidade mental, diz o Aurélio. É quando falta senso ou razão à pessoa, ou situação. Mas é muito relativo isso, quando o assunto é sexo, por exemplo. Para muitos, loucura seria fazer suruba, transar com dois, levar uns tapinhas na cara ou na bunda, ser dominado (amarrado, amordaçado, torturado etc.), transar no primeiro encontro... Tem 'louco' pra tudo, né?!

Pois é, mas o MEU conceito de loucura, nesse sentido, é muito mais ameno. E não poderia ser diferente, pois acabo entendendo muitas dessas práticas sexuais "bizarras" (entre áspas, pois muitas assim não as classifico) por entrevistar, ouvir, conhecer esse universo amplo e queexcita a muitos, mesmo que eu não concorde e não tenha essas mesmas fantasias.

Aprendi a respeitar o prazer alheio. Já disso isso aqui antes e repito quantas vezes for preciso, sempre que o assunto surgir em pauta: no sexo vale tudo, desde que haja o consentimento der todas as partes envolvidas, sejam duas, três, quatro... a torcida do Flamengo. Não importa. Se todo mundo está de acordo e afim, tá valendo.

E aí é que posso dizer que acho loucura quem aceita algumas coisas em suas transas mesmo não concordando. Maior exemplo disso é não usar camisinha. NÃO PODE! Se o cara, ou a mina, não quer usar, desista, fique só nas brincadeiras, sem penetração, sei lá. E avalie depois se quer mesmo transar com alguém que não se cuida, que não se importa com isso - que é um problema gravíssimo ainda (a Aids e todas as outras DSTs).

Quer dar para meio mundo? Ok, desde que use camisinha. Assim, qualquer um pode aproveitam sua sexualidade de forma sadia, sem riscos, com a consciência limpa, gozando do que melhor se pode fazer. Loucura é ficar de ressaca moral no dia seguinte, cheio de dúvidas e arrependimentos. Nos dias de hoje, sexo bom é seguro.

É comum que se 'implique' e se censure até algumas fantasias e fetiches quando não se compartilha do mesmo prazer e excitação. Alguns eu não entendo realmente, admito, mas julgá-los jamais (com a EXCEÇÃO de pedofilia, zoofilia e o estupro de qualquer ser vivo - inlcuindo árvores! Nossa, mas até isso já vi na minha vida, acreditem).

Sexta-feira agora fui a mais uma festa de fetixe e lá pude presenciar mais e mais cenas de puro êxtase. Gente (se) curtindo de forma indiscriminada até altas horas e numa liberdade incrível, dentro dos limites de seu prazer. Gosto disso. Salve o Projeto Luxúria do avant-garde Heitor Werneck que proporciona a pessoas digamos 'diferentes' que se encontrem e se unam, seja como for.

Da tara por anões a se cortar e ter prazer em ver jorrar o sangue, acabo compartilhando desses desejos mais secretos até dos amigos por dominar um pouco mais o assunto, pesquisar, conhecer mais a fundo e explicitar tais saliências nos programas que produzo e nas gravações que dirijo para o canal Sexy Hot. São mais de quatro anos de praia... ou melhor, praia não! - sexo (e muito prazer).

Quando eu era adolescente e fui pra Osavaldo Aranha pela primeira vez escutei 'A Balada do Louco' vinda de um boteco sujo qualquer daqueles e nunca mais esqueci o real sentido dessa música dos Mutantes. Sabe qual é? Ser feliz. É fácil em nossa insatisfação criticarmos quem está bem, por pura inveja ou despeito. Por isso eu sempre desejo felicidade plena a todos, porque assim ninguém enche o saco e faz o mal.

Nesse sentido, espero do fundo do meu coração que todo mundo transe e goze muito. Eu sou feliz.

*Vi essa foto da nova pegadora, Lívia Maria, que participou do Zona Quente essa semana, e achei perfeita para esse texto. A entrevista com ela (que nada tem a ver com 'loucura') vai ao ar em novembro no Sexy Hot.

Wednesday, 20 May 2009

missão


Imaginem a responsabilidade minha:

Esta semana tive que avaliar alguns (vários!) filmes adultos e votar em diversas categorias para o EVA – Erotic Vídeo Awards, que acontece nesta sexta-feira à noite durante a Erótika Fair, em São Paulo. Tarefa interessante essa.

Primeiramente fiz tudo o que tinha que fazer para me dedicar exclusivamente a causa. Depois, tratei também de baixar o volume da TV pois a noite prometia ser longa! - os vizinhos que o digam... Acomodei-me no futon (munida de jujubas) e com uma pilha de papéis e DVDs ao meu lado. Apertei o play.

Era MUITA coisa. Então me organizei e fui vendo filme por filme. Assistia até o final, separava as categorias em que ele estava concorrendo, ou seu elenco, produção etc, e votava. Se tivesse duvidas, voltava e revia todo o “vulco-vulco”. Pronto! - “simples assim”, não fosse pelo conteúdo do mesmo e os critérios de avaliação que usei. Nunca tinha feito isso antes.

Sexo anal, a dois, fetiche, atriz, melhor filme, vídeo com história, sem história etc. Pontuei conforme minha lógica, minhas preferências, comparando cada trabalho, considerando carreiras, experiências, novidades e o gosto pela coisa. Difícil não foi, admito. Curioso sim! Vi muita gente e nomes conhecidos nas produções, desde elenco a diretores. Assisti a mais de 15 títulos com certeza. Foram mais de 50 cenas. Noooossa, uma “MARATONA sexual"!

O povo tem curiosidade a respeito. Se a duvida é se eu me excitei vendo o material, a resposta pode ser surpreendente para muitos. Não. Dizem que “em casa de ferreiro o espeto é de pau” – comigo, referente a isso, é mais ou menos por aí. Não costumo assistir a filmes adultos nas horas de ‘lazer’ porque eu já trabalho com isso direto, e, além do mais, eu não consigo sentir tesão nos nacionais porque a maioria das pessoas envolvidas eu sei quem são e, aí, não rola MESMO! Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Para diversão, prefiro os estrangeiros, os ‘desconhecidos’.

A experiência foi ótima. Não havia me imaginado classificar se um boquete é bom ou não, por exemplo, e mais: quanto ele vale de 5 a 10. Não sou leiga, mas também não sou uma PHD no assunto. Aprendi alguma coisa, é bem verdade - afinal, são quatro anos acompanhando de perto o mercado e a vida dos profissionais envolvidos, cobrindo bastidores do pornô nacional, produções realizadas aqui para a “gringa”, e a vinda de algumas ‘porn stars’ estrangeiras ao Brasil para divulgar seus filmes. Fui bem cautelosa e justa. No final das contas, acredito ter dado bem os meus pontinhos.

Carolzinha (Ferreira) também esta nesta empreitada. Alem de juradas, vamos entregar cada uma, um premio. Estaremos representando o Sexy Hot. Ela vai entregar o de Melhor Titulo e eu o de Melhor Vídeo Sem História (aquele que já começa com o povo pelado se comendo, sem cerimônia). Espero que realmente os melhores sejam premiados. Merecem. Não é fácil esta vida, este meio. Boa sorte a todos.

Os vencedores do primeiro prêmio do pornô nacional vocês poderão conferir ao vivo na Erótika Fair sexta-feira (no Mart Center – Vila Guilherme, em São Paulo), ou pelo site http://www.erotikafair.com.br/. As matérias feitas lá para o Zona Quente vão ao ar a partir de julho . Fiquem atentos.

Missão! (cumprida).

Friday, 1 May 2009

ela só pensa naquilo!


Dia do Trabalho.

- Com o que tu trabalha?
- Com televisão. Sou jornalista.
- Mas o que tu faz?
- Produzo e dirijo as gravações proramas de TV (e faço uns freelas de assesoria de imprensa para amigos).
- Legal. Que programas?

Por que eu sempre estou certa que esse será o início de um longo diálogo sobre o meu ofício? Simples: Porque eu trabalho com sexo.

As pessoas têm muita curiosidade a respeito, embora algumas se mostrem logo ofendidas com o assunto. Não é raro alguém (principalmente mulheres - por que será?) serem ríspidas ao saberem o que eu faço - e olha que eu nem faço sexo por dinheiro, apenas coordeno quem faça e quem trabalha com isso. Sem muita questão de me explicações, não dou pano pra manga.

A reação dos homens é sempre mais interessada, e por vezes sacana. Já estou acostumada com uma primeira má impressão, mas em seguida dou uma brincada com a situação (quebrando o clima) e o papo flui descontraído. Engraçado que muitos me tiram para consultora sexual.

Certa vez o amigo de um conhecido, ao saber com o que eu trabalhava, pediu a minha ajuda para solucionar um problema com a sua esposa. Ele me perguntou o que ele deveria fazer para que ela parasse de lhe encher o saco, que ela andava muito chata, não afim de sexo etc. Pensei e respondi serena: "Um cartão de crédito ilimitado. Ela vai te amar assim. Ficará tão feliz que vai parar de te encher o saco e te dar feito louca!".

O que o cara esperava que eu dissesse? "Faça sexo oral nela" (ou sei lá)? Não sou sexóloga, tampouco uma especialista em sexo. Claro que eu aprendi muito nesses quatro anos - que completo em agosto - trabalhando nos programas do Sexy Hot, mas nada que me torne uma 'expert' no assunto, embora lide superbem (e goste) do esporte.

Trato com profissionais mais preparadas para apontar esse tipo de solução, como a personal sex trainer Fátima Mourah, a terapeuta sexual Izabela Berg, a sexóloga Kátia Valladares, ou a sex personal Rytah Rosttirola - todas do programa Boa de Cama. Não é o caso, mas para ter obtido uma resposta sexual, de repente ele deveria ter perguntado à Carol (Ferreira, apresentadora do Zona Quente). Ela é a cara do programa e está sempre disposta a colaborar, sem a menor cerimônia.

O que aprendi trabalhando com sexo? A respeitar o prazer alheio. Não me interessa julgar como os outros obtêm prazer. Se for consentido por todas as partes envolvidas - sejam duas, ménage ou suruba, está valendo! Além disso, quero que todo mundo transe MUITO. E se a maioria quiser dar entrevista e autorizar aparecer então... uma maravilha!

Sou bem objetiva, séria, e bem quista no meio porque trato todo mundo com respeito e dignidade. Faço malabarismo com fatos e interesses. Costumo parabenizar a Carol porque tiramos leite de pedra a cada gravação. Quem pensa que é fácil achar quem REALMENTE quer falar de sexo e aparecer - muitas vezes transando, nunca trabalhou com isso DE VERDADE.

No final das contas, só penso naquilo! (e ainda sou paga para isso!). E se meu chefe me pega vendo um site de sacanagem no expediente de trabalho ele pára e assiste comigo - isso quando não foi ele que me mandou... "Simples assim".
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passatempo

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  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
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  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!