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Friday, 3 August 2012

people under the stars


Maybe, there is nothing worse than reach a fourth place in an Olympiad. ALMOST there...). Well, maybe the Silver Medal has the same taste.

Gold is winner, runner-up means you lost the first place, and it's great when you got the bronze because, fortunately, you are between the three champions. 

It happened a lot in London with Brazilians and with Canadian athletes too (being ALMOST there...). What a pity! 

But that’s part of the game! Sport are like that: in its never-ending spirit of challenge, if you lose today, win tomorrow (in words of Daisaku Ikeda).

I hope in Rio things go better!

___________________________________________________________  

Le Concours international d'art pyrotechnique de Montréal: I admit I haven't known about that since I started to listening fireworks presentations a few days ago.

Despite not being a novelty for people from here (actually, even for me, who is used with the reveillon at Copacabana Beach), the final of the 28th edition, tonight, had another taste for both of us: 


30 minutes of love (after all, better than just watch it, it's french while the show happens, lightened by it, besides a beautiful full moon!). So romantic!

About the competition, by itself, to tell the truth, we don't care about who won... In fact, the victory is ours.  

Tuesday, 26 January 2010

vira, vira, vira...


Tem coisas que são difíceis de acreditar:

Estou eu, dia desses, assistindo TV e o que eu vejo? A atriz Sheron Menezes numa campanha global do Campeonato Carioca com a camiseta do tricolor daqui. Não entendi nada, mas admito que doeu na alma essa cena. O orgulho riograndense foi ferido.

A causa pode ser nobre: a paz no futebol - ok, mas virar a casaca é difícil de engolir. Ainda bem que a menina é gremista! – pelo o que constava, ANTES (agora já não se sabe mais...). Bah, imagina se ela fosse colorada, que infelicidade.

Isso seria admissível vindo de uma nordestina, capixaba, e até tabacuda – como é o caso da Fernanda Machado (embora Curitiba tenha times significativos até). A tendência nesses lugares com futebol de menor expressão é adotar outro time mesmo.

Agora, uma GAÚCHA fazer isso... do berço que veio, onde tem dois dos melhores times mundiais! E o pior: o site do Globo Esporte está divulgando que as belas que participaram dessa propaganda estão com as camisetas de sua 'equipe do coração'. Ui!

Quantas outras famosinhas não torcem pelo Flu(minense), de verdade? Precisava dar esse desgosto aos conterrâneos? Seria BEM melhor se ela falasse pros seus, participando dessa campanha no sul, de azul, - se assim gostasse, de fato, claro.

Mas não foi o que vimos... O dinheiro falou mais alto ou foi falta de noção mesmo, de fidelidade e amor pelo time da Azenha. Resolvi desabafar isso porque não consigo me ver em seu lugar, vestindo outro manto (eu e toda a torcida Jovem, né?!).

Sou radical, não nego – faca na bota (como todas nascidas e criadas lá ‘deveríamos’ ser). Fico indignada e tal, mas sou de paz e em prol dela nos estádios, onde for – como todo torcedor TEM que ser, e é esse o objetivo de qualquer boa campanha, independente de quem e como a façam.

*como é de praxe, iria colocar outra imagem diferente para ilustrar a publicação, mas preferi a foto original - para que ninguém duvide (pois é BEM provável que não seja veiculada no RS),e muitos não verão tamanha heresia.

Wednesday, 30 December 2009

deu!


O que tinha pra ser, já foi .

Está tudo pronto para o próximo, para que o novo venha, chegue, comece logo.

Em meio à correria, a contratempos, incertezas, pode-se até fazer aquela retrospectiva básica de como o foi o ano passado:

- Michael Jackson

Morre o mito. Uma grande perda, claro, afinal NUNCA mais alguém vai vender tantos discos como ele. Mas (NA BOA) não foi o fato do ano – pelo menos para mim, diferente do que disseram num canal de TV. Antes de seu falecimento, o polêmico astro estava aí, e muitos dos que hoje ainda choram em seu luto, não demonstravam que gostavam assim dele. Por quê? Valorização póstuma é uma pena, isso sim. Michael não foi o primeiro nem vai ser o último artista a morrer (ou se matar) em consequência da fama, de uma vida sem limites, de altos e baixos psicológicos etc.

- crise

O mundo se recupera de uma avalanche financeira. O Brasil sente os efeitos da marolinha, mas não afunda. Muitos reclamaram, mas poderia ter sido pior... NÃO foi. Lula é reconhecido lá fora mais que no próprio país que preside – normal, considerando-se o histórico brasileiro de desvalorização do que é nosso.

- Rio 2016

Pela primeira vez na História uma cidade da América Latina vai sediar o maior evento do mundo em 2016: as Olimpíadas. O país todo comemora esta vitória junto ao Rio de Janeiro. Vamos só ver se a cidade maravilhosa realmente assim estará para receber tamanha responsabilidade. Que agitem logo as melhorias para não se fazer feio – é uma corrida contra o tempo! Foi dada a largada...

- esporte

Ainda no quesito esporte, tivemos vitórias significativas este ano. Digo que o grande nome de 2009 foi César Cielo. O gigante das piscinas levou todas, não teve pra ninguém! – no Mundial em Roma, e no Open de Natação aqui Brasil.

Embora não estejam sob os holofotes da mídia (e isso implica o não reconhecimento do público), quem segue vitorioso é o pessoal da rede. Nossa seleção de voleibol masculino ganhou mais uma vez a Liga Mundial. Aliás, somos o país que mais venceu essa disputa. E nossas meninas também, são guerreiras: foram octa campeãs (invictas) no Grand Prix no Japão.

Infelizmente nem só de alegrias podemos lembrar o ano. Massa sofreu um acidente feio em julho e deixou o mundo inteiro preocupado. Ele já se recuperou e em 2010 volta às pistas pela Ferrari.

- saúde

Desde abril, a gripe suína matou mais de 12 mil de pessoas mundo afora, criou moda, mas já passou pelo que parece. Em função de o inverno estar atingindo agora o hemisfério norte, não estamos mais em alarde por aqui. Embora ainda esteja infectando pessoas principalmente na Europa central e Oriental, a pandemia está em declínio. Essa boa notícia é da Organização Mundial da Saúde. Segundo a OMS, espera-se que até 2011 o vírus H1N1 seja totalmente combatido.

- online

A rede se mostra cada vez mais fundamental na atualização on time, full time dos acontecimentos. Sites-fenômeno como o Twitter, Facebook e Youtube colaboram não só para o lazer e entretenimento, mas também se mostram eficazes como canais de informação direta. É a consolidação do novo meio como um importante veículo de comunicação. Um bom exemplo foram as denúncias de violência no Irã, feitas pela web desde junho, quando Mahmoud Ahmadinejad “venceu” as eleições no país. Essas postagens driblaram a censura ditatorial existente e mostraram ao mundo a repressão às manifestações de oposição realizadas por lá.

Detalhe: nós, brasileiros, somos o povo que mais acessa a internet. Aproveite seu tempo online e informe-se.

- política

Termina a era Bush. Foram necessários 220 anos e 43 antecessores, desde o primeiro, George Washington, até que os Estados Unidos elegessem seu primeiro presidente negro, Barack Obama. Sem dúvida esse foi o mais importante acontecimento político do ano. Não por ele ser negro, mas pelo o que ele representou. Começou o ano bem, levou o Nobel da Paz por seus esforços no reforço à diplomacia internacional e cooperação entre os povos - justamente o que não se viu no final desse ano, agora em Copenhagen, foi ESFORÇO e COOPERAÇÃO com as questões climáticas mundiais. Na minha opinião, como governante da (ainda) maior potência do planeta, terminou o ano mal. Sim, ele também pode decepcionar...

- mau tempo

Por falar nisso... O (tão em alta) aquecimento global dá as caras como nunca antes em manifestações naturais e trágicas, matando diversas pessoas e deixando outras tantas feridas, desabrigadas. Vimos muitas catástrofes aqui no Brasil e no mundo. Diante disso volto a perguntar: como tão poderosos governantes podem continuar ignorando esse fenômeno? E mais: como conseguem dormir tranquilos enquanto isso acontece, sendo que eles podem HOJE ajudar o futuro? O encontro realizado agora em dezembro para tentar definir soluções para este problema terminou sem determinações contundentes a respeito. Alguns países se comprometeram a colaborar diminuindo a emissão de gases na atmosfera, mas nada substancialmente eficaz.

- nove

Como mais um final de década, esse ano foi cheio de comemorações, mas ficou marcado mais pela dificuldade. É hora de mudar, de inovar, renovar, de pensar no futuro – daqui pra frente. Chega! Deu pra ti, 2009. Que o ano novo dê as caras logo.

*Talvez possa ter esquecido de algo(s). Manifestem-se.

Tuesday, 24 November 2009

pérola


“Moça bonita com quem quer casar? Loiro, moreno, negro, sarará...”

Foi-se a época em que eu pulava corda, amarelinha e caçador com as amigas na hora do recreio. Não, não é isso mais que eu ouço quando estou fazendo atividades físicas. Já foi o barulhinho dos tênis freando no chão da quadra de vôlei e o eco das bolas batendo no chão do ginásio, e já fiz fitas cassete num passado remoto para ouvir no walkman (o vô do ipod) quando corria na orla do Guaíba em Porto Alegre...

Hoje, ao malhar escuto músicas que nem gosto tanto... Academia tem disso: as sequências que os professores fazem para as aulas. Chato ter um gosto musical cult, ‘não popular’, sem ser os hits da moda. Nessas horas, com certeza seria mais fácil cair no senso comum e enjoy it. Mas não consigo... sofro calada, exausta, contando os minutos para a tortura dancing acabar.

Não é drama. Diz uma pesquisa inglesa que a trilha sonora ouvida durante a prática de esportes pode potencializar os resultados. O set, além de ajudar a reduzir o cansaço, pode aumentar também o desempenho (e em até 20%!). Quanto mais forte o esforço, maior o gasto calórico e isso resulta em EMAGRECER. Por isso é melhor escolher a música certa para o mexe!

Por vezes já usei um ipod na aula, já sugeri algumas faixas, mas o que tenho que achar mesmo é um horário em que o(a) professor(a) esteja em sintonia com meu ouvido. E não é tão difícil quanto parece. Acho que estou perto de descobrir o alto e bom som que vai me fazer suar mais e mais nas aulas. Oba! A fase é de caça ao tesouro. O ouro seria uma jukebox - outra pérola de tempos que não voltam mais...

Thursday, 1 October 2009

de braços abertos


Adivinha...

Entre Chicago, Madrid, Rio e Tóquio, torço pela cidade em que moro para sediar as Olimpíadas 2016. Mas essa escolha para muitos ao é tão óbvia assim...

Se há favoritismo, não sei. Do que não tenho dúvidas é quanto aos benefícios que um evento internacional desse porte traz à localidade onde acontece.

Há anos imagino essa cidade mais maravilhosa ainda com um metrô que nos leve até a Barra, por exemplo. Falta ainda ao Rio um quê de primeiro mundo, esse padrão de exigência, de qualidade.

Nessa campanha toda que se arma, e que sou a favor, só tenho um crítica (que, na verdade, nada tem a ver com o acontecimento em si, mas com OUTROS fatores sociais/culturais): por que o brasileiro não se mobiliza também para outras causas tão nobres quanto, ou até mais?

Existe um fascínio no esporte que motiva os homens e que, infelizmente, não ocorre diante de motivos de pouca alegria, de justiça e bem-estar (mas isso já não contempla mais esse post, é fato pra mula rugir depois, não agora). Isso me irrita um tanto.

O momento é de expectativa. Sorte ao Rio. Vejo com bons olhos os investimentos das esferas municipais, estaduais e nacionais, juntas nesse projeto. Se esses jogos trarão melhorias para a população, para a cidade, que venham!

A cidade já é maravilhosa assim, naturalmente, quiçá passando por uma reestruturação. Nossos cartões-postais aguardam de braços abertos o resultado de amanhã, otimistas com as propostas de trabalho agregadas - como eu.

Monday, 7 September 2009

nós e eles


Dedico este post à emoção de estarmos na Copa da África do Sul no ano que vem, e sabemos disso desde já porque nos classificamos sábado agora em cima da Argentina. Ao contrário de muitos, não sou fanática pelos campos (e admito que nem pelo Colorado Campeão costumo me abalar até o estádio). Acho que, justamente por isso, não detesto esse nosso inimigo maior - bem pelo contrário até... Mas a rivalidade entre brasileiros e argentinos é conhecidíssima no mundo inteiro, e eu não poderia ignora-la - ainda mais vivendo num país em que o futebol é mais importante que TUDO na vida de MUITA gente.

Aproveito a ocasião para entender mais esse 'ódio' todo nutrido além fronteiras. Vamos lá: há exatos 95 anos iniciavam-se os conflitos dessa natureza entre as duas nações. Foi em setembro de 1914 que enfrentamos pela primeira vez a seleção do vizinho de camisa azul e branca. No início do século passado (pasmem!), o clima era de cordialidade entre os países enquanto a bola rolava. Tudo começou a desandar em 1937 (opa, há MUITO tempo já... 72 anos!), quando na final do Campeonato Sul-Americano, um conflito generalizado entre os jogadores no estádio do San Lorenzo acabou com a invasão de policiais e torcedores em campo.

Afirmam estudiosos que se joga pelo prestígio e pela honra. E, durante as partidas, naquele território, há uma licença moral de enfrentamento, e as disputas são, então, autorizadas. Nesse sentido, o futebol traz consigo, para os gramados, questões históricas e rixas muito maiores que as do esporte em si. Sempre competimos pela hegemonia sul-americana, é fato. Economicamente, com o Mercosul e o relativo êxito do Brasil frente à crise argentina, a desavença continua, mesmo que menos confrontativa. Irrita os argentinos o fato de nós, brasileiros termos uma visão mais otimista e positiva de nosso país, diferente deles, que em função de problemas econômicos e políticos cíclicos, são mais críticos com sua situação e questionam os políticos, o país etc., gerando uma autodifamação.

Por lá, somos vistos como soberbos ao demonstrarmos mais amor pelo Brasil (ou seria pelo futebol? - Acredito na segunda alternativa, pois nos vejo como acomodados justamente com questões mais importantes, como as que servem de motivo para a preocupação e insatisfação argentina - mas isso já é OUTRA história...). Não é o meu caso, porque sou gaúcha e, pela proximidade, esses esteriótipos foram desfeitos sempre, mas o que os brasileiros em geral acham dos hermanos? Justamente a mesma coisa! Se os conhecessem de fato, veriam que são bem mais cordiais do que se imagina. E tem bastante a ensinar em termos de organização pública e qualidade de vida. Comparados conosco, vivem com menor desigualdade social e menos violência.

Não há como negar que essa discórdia toda é fruto de preconceito e ignorância, de ambos os lados. É um choque entre gigantes cheios de autenticidade, tradição e garra - tanta, que marcou praticamente a metade dos jogos realizados com conflitos, brigas e muitas discussões. Há quem afirme, inclusive, que este é o maior clássico do futebol mundial - mais do que Brasil X Itália ou Brasil X Alemanha. É, nesse sentido, o favoritismo nos inclui em todas... Só não sabia que a Inglaterra, por razões históricas e políticas, é tão rival da Argentina quanto a gente. E este seria o único jogo em que (DE REPENTE, vai saber...) eles torceriam pelos canarinhos - ou seriam 'macaquitos'? Não importa. Não dá para levar provocações de estádio para casa - se não, o que seria dos juízes e de suas pobres mães, que nada tem a ver com o fracasso dos times que perdem?

Nessas nove décadas de duelo, foram quatro jogos em Copas do Mundo, disputas da Copa Roca (competição entre os dois países), jogos da Copa América e amistosos - muitas vezes, nada pacíficos. Em 1946, na decisão do Sul-Americano, em Buenos Aires, ocorreu o pior episódio de todos, quando jogadores brasileiros foram agredidos em campo, inclusive pela polícia argentina. Esse incidente acarretou o rompimento das relações futebolísticas e o afastamento dessas equipes durante longos dez anos. Por fatores como o número de feridos, a interferência policial, a ira dos torcedores, o abandono e o retorno ao gramado por parte de nosso time, o escritor Newton César de Oliveira Santos, que lançou este mês seu livro "Brasil x Argentina - Histórias do Maior Clássico do Futebol (1908-2008)", classifica este como o mais sério conflito entre os dois. Felizmente não se crê que esse capítulo traga farpas para os estádios ainda hoje.

Não vou nem entrar no mérito aqui de saber quem é melhor e levou mais troféus para casa, nem se é o Pelé ou o Maradona o melhor jogador do mundo (até porque isso já sabemos, né?! - por favor!). Meu objetivo era aproveitar a ocasião para entender o que faz de nós tão vorazes quando o adversário é a Argentina, e compreender o que está em jogo, fora a bola. Fiquei satisfeita quando percebi que, ao darmos tamanha importância ao rival, assumimos nossa admiração e gosto por enfrentá-lo, ainda mais se ganharmos, claro! Todo o protocolo (as provocações, as piadas, o que antecede e o que sacramenta o final das partidas) é o que nos impulsiona e enriquece o esporte. Sou a favor dessas 'rinhas' naturais, desde que sejam pacíficas, sadias e construtivas, mas inteligentes e sacanas também - no bom sentido.

É isso o que nos une. E encerro utilizando-me da criativa arte que coloriu as ruas do país ao lado, para dizer que há tempos o Brasil vem fazendo mais bonito que a Argentina no futebol. E, nesses encontros, quem tem gozado somos NÓS (e são orgasmos múltiplos em cima do esforço deles!). Tudo bem que é futebol, mas chega de machismo bobo, porque quem come, NA VERDADE, é a mulher! Assim, a imagem diz TUDO - só tinha que ser em verde, ou amarelo.

Saturday, 8 August 2009

na torcida


Lamento por outros esportes não serem valorizados como o futebol é neste país. Acho injusto considerando que temos tantos talentos, mas se investe tão pouco neles. Poderíamos ser o país do vôlei (e já somos – desde a era Marcelo Negrão, Maurício, Tande, Giovane), da natação, judô, atletismo...

Semana passada César Cielo levou o ouro nos 100 metros livres no Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma, quebrando o recorde com seus 46s91. Ele também foi o melhor nos 50m, fazendo o melhor tempo da prova - 21s21. Final de julho foi a vez de nossa seleção masculina de vôlei se consagrar como a maior vencedora da história da Liga Mundial com oito conquistas, ao lado da Itália. A equipe comandada pelo técnico Bernardinho derrotou a Sérvia, em casa, e levou a melhor

Nosso vôlei feminino, também merece reconhecimento, com seu favoritismo para o Grand Prix deste ano, no Japão. A turma, hoje sob os cuidados do técnico José Roberto Guimarães, já ganhou sete vezes esse campeonato. Será que seremos octa campeãs? Merecemos. Tem também o Mundial de Atletismo na Alemanha que começa em meados deste mês, e temos chances de medalha. Tô na torcida!

*E também pela recuperação de Felipe Massa, que infelizmente foi atingido no capacete por uma mola que se soltou da suspensão traseira do Brawn GP de Rubens Barrichello. O piloto brasileiro está bem e espero que volte logo às pistas!

Enfim, torço por mudanças, por melhoras. Sou brasileira, não desisto nunca ('péssimo' esse slogan, mas pegou!).

Friday, 29 May 2009

um salto para a eternidade


Na verdade não foi somente um. Foram diversos os saltos de João Carlos de Oliveira que o levaram às grandes vitórias que conquistou, e ao apelido de ‘João do Pulo’ - como ficou conhecido. Foi assim, saltando à distância, e dando três passos à frente, longe, que ele se eternizou na história do esporte brasileiro e mundial.

Quando eu fazia atletismo (sim, já me aventurei nesse esporte e ganhei, inclusive, algumas medalhas saltando à distância – uma no estadual mirim até, de bronze), sempre o tinha como exemplo a ser seguido. Era meu ícone do esporte. E ainda é. Emociono-me ainda ao relatar sua trajetória fascinante, embora triste.

Aos 19 anos ele ganhou reconhecimento ao quebrar o recorde mundial júnior de salto triplo no sul-americano com a marca de 14,75 m. Dois anos depois, nos Jogos Pan-americanos da Cidade do México, conquistou a medalha de ouro no salto em distância com uma marca de 8,19 m. No mesmo ano, com a incrível marca de 17,89 m, ganhou também a medalha de ouro no salto triplo, quebrando o recorde mundial desta modalidade em 45 cm que pertencia ao soviético Viktor Saneyev.

No ano seguinte, nas Olimpíadas de Montreal, embora favorito ao ouro no salto triplo,em função de compromissos militares (João era cabo do Exército), não estava em sua melhor forma física e teve sua marca de 16,90 m superada pelo soviético Viktor Saneyev e pelo americano James Butts. Em 1979, nos Jogos Pan-americanos de Porto Rico, porém tornou-se bicampeão tanto no salto triplo (17,27m) como no salto em distância (8,18m).

Apesar de mais uma vez ser o favorito no salto triplo, ele ficou de novo com a medalha de bronze, nas Olimpíadas de Moscou, em 1980. Ficou comprovado anos mais tarde que os fiscais anularam as 9 melhores de suas 11 tentativas, favorecendo a vitória dos soviéticos Jaak Uudmae e Viktor Saneyev, atletas da casa. Pedro Henrique de Toledo, o Pedrão, seu técnico, lamenta que isso tenha acontecido sem uma pressão eficaz por parte das autoridades brasileiras competentes.

Depois desse episódio infelizmente a vida de João foi marcada por um grave acidente que teve como consequência a amputação de sua perna direita. Ele passou cerca de um ano hospitalizado, entre 81 e 82, mas superou os traumas e, mais uma vez, seguiu firme em frente, vencendo mais esse desafio. Formou-se em Educação Física e entrou na vida política sendo eleito Deputado Estadual de São Paulo duas vezes, em 1986 e com reeleição em 1990.

Acreditem: seu recorde mundial de 17,89 m no salto triplo foi somente superado quase dez anos depois, em 1985, pelo americano Willie Banks, que alcançou 18,29m, em Indianápolis. Já seu recorde brasileiro e sul-americano (o mais antigo do salto triplo ) foi batido após 32 anos pelo triplista Jadel Gregório com 17,90 m, em 2007. O cara era bom MESMO, podia ser mais reconhecido, ter sido mais louvado.

E em 1999, devido a uma cirrose hepática e infecção generalizada, morre o nosso herói aos 45 anos de idade - solitário e cheio de dívidas financeiras. Hoje ao ver uma reportagem na TV homenageando-o não tive dúvidas que ele seria o tema a ser abordado no blog. Hoje é um dia especial, dez anos de sua morte, e ontem também, pois seria seu aniversário.

Fica aí o alerta para que as autoridades não deixem mais se repetir episódios como o das Olimpíadas de Moscou, com João, o da China, ano passado, quando sumiram com a vara da Fabiana Murer, e o de Atenas, em 2004, com Vanderlei Cordeiro de Lima, que lamentavelmente foi empurrado pelo padre irlandês Neil Horan, que o agarrou e o fez perder o ouro que estava quase garantido na prova da maratona. Ganhamos o bronze injustamente. E ninguém faz nada?

Fora isso, resmungo ainda sobre a desvalorização nacional e internacional até acerca de outros esportes que não sejam o futebol. Tem muita gente capacitadíssima, competente, que dá duro e não é valorizada (durante e após a carreira de atleta) . Acredito que diversas empresas e inclusive o governo poderiam incentivar mais outros esportes e fazer deles mais populares, mais acessíveis, para que caiam no gosto popular, cresçam e façam mais heróis como o João do Pulo.

Saturday, 4 April 2009

macaca


Assim sempre fui chamada. Todos somos, na verdade. Não tem jeito! Desde a infância, os gremistas insistem em nos apelidar desta maneira pejorativa. E isso acontece ainda hoje, mesmo com a (in?)consciência de ser esse um termo politicamente incorreto e infeliz.

Hoje é centenário do colorado campeão. Motivos temos de sobra para comemorar, para se orgulhar - dos anos de aperto aos momentos de glória. Confesso que não sou a torcedora mais fervorosa (nunca fui), mas fico chuleando sempre para meu time ganhar. Normal. Posso dizer que com a exceção do meu tio mais novo e de minha irmã, minha família toda é colorada. Meu pai é gremista, mas não é dele a minha referência de futebol.

Em minhas lembranças de menina tenho as ruas do Menino Deus tomadas por quem estava à caminho do Gigante da Beira-Rio, as torcidas organizadas que passavam em frente ao meu prédio e me faziam correr para a janela, o canto do bêbado do bairro que antecipava as partidas e só voltava a se ouvir (caso o Inter ganhasse) na terça feira - era o tempo de ele se recompor do trago e voltar à ativa feliz da vida *(fiquei curiosa agora para saber se ele ainda (r)existe... vou perguntar à minha mãe amanhã com certeza!), a memória do estádio dos Eucaliptos, uma maré vermelha e branca gritando "Ah, eu sou gaúcho!".

Não sei se tive uniforme quando bebê, então creio que minha primeira camiseta do Inter tenha sido a que eu ganhei do Fedê quando eu tinha uns 12 anos, e que tenho até hoje. É uma relíquia dos anos 80, que tem meu número da sorte estampado nas costas, oito. Ganhei a segunda do meu padrasto nesse verão (a prova de que nunca fui muito ligada nisso) - uma regatinha bem transada que é um híbrido moderna-retrô. Tive alguns acessórios nesse meio tempo, claro - meias, ímãs e chaveirinhos com o mascote do time (o simpático saci), etc.

Todas as minhas casas sempre tiveram símbolos indicando que ali morava uma colorada feliz. Hoje tenho em cada cômodo pelo menos um brasão do timão. Para minha surpresa (e alegria da família), ando bem a fim de investir mais num guarda-roupa colorado e em outros souvenirs.

A rivalidade entre Grêmio e Inter é uma das maiores do mundo. Para se ter idéia, Porto Alegre é o único lugar do país onde se vêem bandeirinhas azuis do PT em época de eleição, símbolo do Banrisul em vermelho e da Coca-Cola em azul. Ninguém entra de azul no Beira-Rio e de vermelho no Olímpico. Recordo dos nostálgicos "conflitos" moquenses entre as fámílias Freitas (gremista) e Lima (colorada) em dias de Grenal que ecoavam pela vizinhança.

Hoje, minha nova família aqui no Rio é composta por uma maioria de gaúchos, e adivinhem?! São todos super fanáticos por futebol! - o que faz com que nunca se percam os laços, a paixão e a implicância com o Grêmio. Tem coisas que são culturais e difíceis de compreender. Uma delas é justamente essa bipolaridade da tradição gaúcha. Lá é 08 ou 80, Chimango ou Maragato, PT ou Anti-PT, Inter X Grêmio.

As pessoas aqui no Rio não entendem... acham que a rixa entre o Flamengo e qualquer um dos outros três grandes times daqui se compara ao que acontece no Rio Grande. Sem noção. Acho engraçado quando às vezes me perguntam para qual time carioca eu torço. "Sou colorada", retruco. Garanto que a resposta seria a mesma tratando-se de um gremista. Podemos até simpatizar com algum time local, mas não tem essa de trocar de time ao se mudar de cidade/estado/país/planeta. E não teria como ser diferente: meu time é 'internacional' MESMO, ganhou todos os compeonatos possíveis para um time brasileiro.

Podem gastar o quanto quiserem por aí em cartões de crédito, mas ser um colorado feliz e orgulhoso, não tem preço!
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  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!