Se na favela do Vidigal o melhor bar era o Bar-raco, qual seria o nome próprio para um em Ouro Preto? Bar-roco – genial! Melhor não poderia ser. Adoro! Senti-me em casa...
O vilarejo é um charme, mais parece cenografia de tão bonitinho com seus telhados, paralelepípedos, arquitetura antiga bem conservada, seu verde à volta, o sobe e desce das ladeiras íngremes e escorregadias. Porém, em meio àquilo tudo, a impressão que eu tive é a de que perdi MUITO tempo. Tanto para conhecê-lo, como também porque eu poderia ter curtido o lugar nos áureos anos de minha juventude, em antigos carnavais, ou por que não (?) ter vivido ali.
Ok, não sou uma velha (longe disso!), mas também não mais a universitária livre, leve e solta que era há exatos dez anos. Hoje, embora consiga enxergar todo o contexto jovem da cidade, não me vejo mais compartilhando desse clima com toda a vitalidade e disposição próprias de tempos atrás.
Vejo agora a possibilidade de uma viagem a dois, apreciando toda arte local, curtindo muito as ruelas e seus restaurantes e bares (nem tão pé sujos), mas num astral mais casal, com maior aconchego ao frio clássico da região. A parte histórica da cidade exploraria em ambos os momentos, mas reconheço que o presente é mais calmo, mais intimista e sóbrio.
Passar por aquelas repúblicas lotadas de ideais, de liberdade e noção de futuro pela frente me soou nostálgico. Fez-me recordar de um período em que eu poderia ter ousado mais e ter partido rumo a uma vida estudantil completa, cujas responsabilidades afloram à medida do aperto financeiro, das escolhas. É um aprendizado incrível, inigualável.
Não me arrependo da vida que levei, pois fui muito feliz e ainda sou. Gostaria somente de estimular filhos meus a desgarrarem e aproveitarem essa fase tão mágica e especial, repleta de energia. E, na correria desta passagem relâmpago por lá, fiquei devendo somente uma cerveja clássica, adivinhem onde!
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Monday, 14 June 2010
Saturday, 27 June 2009
diretamente proporcional

Impressionante a minha lamentável constatação: quanto mais caro o ingresso do evento, mais mal-educadas são as pessoas que lá estão. Deveria, supostamente, ser o contrário, mas não é assim que as coisas acontecem. Não se enganem. Esse comportamento escroto da high society é um tapa de luva na cara de quem pensa que falta às pessoas mais humildes educação e respeito umas pelas outras.
Já faz tempo que venho analisando e criticando essa conduta. Paga-se caro para entrar num lugar, numa festa, por exemplo, e lá as pessoas esbarram em ti, te pisam os pés e empurram e NÃO PEDEM DESCULPA! Por que isso? Será que se acham tão superiores a ponto de supor que o dinheiro a mais que têm lhes basta para maltratarem os outros? Não sei. Cheguei a julgar a falta de homens no ‘mercado’ como a grande culpada da falta de educação feminina entre si (sei lá!), mas depois logo vi que os homens também não são gentis nessas situações. É bem verdade que a bebida em excesso colabora para o non sense daqueles que abolem a palavra ‘desculpa’ de seu vocabulário, mas não é tudo. O problema vai além.
Ontem foi na festa Pacha Fetish no Jockey; outra noite, no Bailinho... Em todo lugar mais requintado e caro ocorre de pessoas serem desrespeitosas. Fui uma vez numa festa no Viaduto de Madureira e não vi uma briga, não teve uma pessoa que pisou no meu pé, por exemplo, que não tenha pedido desculpas. Já estive em Baile Funk na Rocinha e também em diversos eventos no Vidigal e nada comparado aconteceu por lá. Muita gente não teve as mesmas condições financeiras de estudar em boas escolas, de fazer cursos de boas maneiras etc e vivem uma realidade cruel, desumana até, mas não agem assim, não são desagradéveis. Que bom.
O que acontece então? O que faz daquelas Patricinhas, meninas lindas, mas umas grosseiras? E daqueles príncipes, ogros detestáveis? O que falta? O que sobra? Por hora o que sei é que nessa conta infeliz o resultado é diretamente proporcional. Lastimável.
Já faz tempo que venho analisando e criticando essa conduta. Paga-se caro para entrar num lugar, numa festa, por exemplo, e lá as pessoas esbarram em ti, te pisam os pés e empurram e NÃO PEDEM DESCULPA! Por que isso? Será que se acham tão superiores a ponto de supor que o dinheiro a mais que têm lhes basta para maltratarem os outros? Não sei. Cheguei a julgar a falta de homens no ‘mercado’ como a grande culpada da falta de educação feminina entre si (sei lá!), mas depois logo vi que os homens também não são gentis nessas situações. É bem verdade que a bebida em excesso colabora para o non sense daqueles que abolem a palavra ‘desculpa’ de seu vocabulário, mas não é tudo. O problema vai além.
Ontem foi na festa Pacha Fetish no Jockey; outra noite, no Bailinho... Em todo lugar mais requintado e caro ocorre de pessoas serem desrespeitosas. Fui uma vez numa festa no Viaduto de Madureira e não vi uma briga, não teve uma pessoa que pisou no meu pé, por exemplo, que não tenha pedido desculpas. Já estive em Baile Funk na Rocinha e também em diversos eventos no Vidigal e nada comparado aconteceu por lá. Muita gente não teve as mesmas condições financeiras de estudar em boas escolas, de fazer cursos de boas maneiras etc e vivem uma realidade cruel, desumana até, mas não agem assim, não são desagradéveis. Que bom.
O que acontece então? O que faz daquelas Patricinhas, meninas lindas, mas umas grosseiras? E daqueles príncipes, ogros detestáveis? O que falta? O que sobra? Por hora o que sei é que nessa conta infeliz o resultado é diretamente proporcional. Lastimável.
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