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Sunday, 10 March 2013

travel is good for heart

I know. I'm very heatlhy and happy then! 

I love it and hope be in a trip soon...

Here, some of our destinations of dreams:

Africa

Angola
Giza, Egypt
Johannesburg, South Africa
Morocco
Sahara


Asia

China
India

Indonesia
Japan

Malaysia
Nepal

Philippines
Thailand
Tibet

 

Havana, Cuba
Central America

Caribbean
Curaçao
Cuba
 
Jamaica 


Europe

Athens, Greece

Barcelona, Spain
Berlin, Germany
Dublin, Ireland
Edinburgh, Scotland
Firth of Clyde, Scotland
Florence, Italy

Frankfurt, Germany
Glasgow, Scotland
Hamburg, Germany
Lisbon, Portugal
Liverpool, England
London, England

Milan, Spain
Moscow, Russia
Mykonos, Greece
Mykonos, Greece
Munich, Germany
Pisa, Italy
Porto, Portugal
Prague,  Czech Republic
Rome, Italy

Rotterdam , Netherlands
Venice, Italy
Versailles, France




North America
 

Alaska, USA
California, USA

Campeche, Mexico
Cancun, Mexico
La Paz, Mexico
Las Vegas, USA
Merida, Mexico
New Orleans, USA
New York, USA

Niagara Falls, CA
Progreso, Mexico

Puerto Vallarta, Mexico
Quintana Roo, Mexico
Toronto, CAVancouver, CA
Yucatan, Mexico
Yucatan, Mexico


Oceania

Australia
 
Hawaii 
New Zealand


South America


Andes, Chile
Antartida
Amazon, Brazil
Buenos Aires, Argentine
Chuí, Brazil

Córdoba, Argentine
La Pedrera, Uruguay
Machu Picchu, Peru
Montevideo, Uruguay
Mount Roraima, Venezuela

Patagonia, Argentine
Punta del Este, Uruguay
Tierra del Fuego, Argentine


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by Kurt Baumgartner, in Manitoba
Finally, these are some places in Canada we'll find Aurora Borealis (the Northern Lights):

Athabasca Country, Alberta
Baie-James, Quebec
Canadian Rockies, British Columbia
Churchill, Manitoba
Dempster Highway, Yukon
Fermont, Quebec
Inuvik, Northwest Territories
Iqaluit, Nunavut
Labrador, Newfoundland and Labrador
Northern Saskatchewan
Tuktoyaktuk, Northwest Territories
Whitehorse, Yukon
Yellowknife, Northwest Territories



Monday, 26 November 2012

for well

I tip my hat to Ryan Hreljac

Aged of only six years old, this praiseworthy Canadian kid was determinated to help people in Africa, building a well for them. Touched by a class in which his teacher Cathy Prest talked about water problems in African continent, he decided to do something. 

It started with $70, charged by doing some home services for his parents. Later, he raised the amout of $2,000 with neighborhood contribution. His first well was built in 1999, when he was seven. Today, he has his own Foundation, which has raised millions of dollars, contributing a total of 518 water and sanitation projects in 16 countries serving over 640,000 people.

How only a single person  can change the world? With will (whatever the age). Small initiatives, anyone, count.

Watch a little passage of Ryan's Well, a documentary about this inspiring story.


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*This is just another reason to be pround of Canada. 

 

Monday, 17 January 2011

'luba' way in them!


It’s extremely important knowing who REALLY we are… our roots.

- Good morning.
- Good morning.

I was going out... After a few minutes, suddenly, a figure called my attention to it, walking by my side. It was the guy I’d just meet.

- Could I escort you?
- Of course!

Then, I took off both of my headphones (or would be ‘earphones‘?). However, I said it without being sure.

- Are you Vanessa’s sister, aren’t you?


Whether coincidence or not, I started to think that conversation could be interesting.

- My name is Stevens. Sorry, I really thought you were Vanessa’s sister.
- No problem because I AM Vanessa.
- … Really?!
- Yes, I am. Could I ask you something?
- For sure.
- Are you from Africa? Aren't you?

Due to his black skin and his strong French accent, I was right that he was African.

- Yes, from Democratic Republic of the Congo.

At this very moment, I knew I’d have at least two more question to ask him.

Being Africa divided inappropriately during its colonization, to know him better, I should be more specific, more intense and cultured.

- But… Which tribe is yours?

So, he stopped to walk and look at me with watered eyes. I knew that had been strong for him...

- Abroad, NEVER, NOBODY asked me this before you! You're special for being aware about it… I’m originally from Luba.

Ready. I've already knew much more about him.

Although more important, this wasn’t the first thing I asked him:

- Do you support Mazembe
(the 'Almight')?

Of course I would like to know that!

He laught gently.

Yes… he bit me.

Africans don’t fiddle about.

                                                         
 négre savoir faire


By the way, sex included.

I’m worried about the disparity between Africans and Europeans behavior, their sexual approach. While the firsts are quick-fire, I stand in fear of the others... maybe they fall behind blackmen in this aspect.

Is it possible even being the nordic giants? Oh, God… please, no!

Friday, 17 December 2010

com a boca no trambone


Crítica nacional:

Parlamentares se auto-promovem e aprovam salário igualitário de R$ 26,7 para eles, ministros de Estado, presidente e o vice-presidente da República. Um acordo foi feito para a tomada desta decisão que os deputados classificaram como em “regime de urgência” para que fosse votada ainda esse ano. 

Inúmeras famílias passam fome no país inteiro, milhões de pessoas sofrem com a falta de recursos e estrutura na saúde pública nos quatro cantos do Brasil, outras tantas estão desempregadas, sem condições de exercer dignamente sua civilidade, isso sem contar que o salário mínimo atual é de APENAS R$ 510(!)... mas nada disso é TÃO importante para os nossos governantes quanto seus próprios focinhos e bem-estar.

Vergonhoso – é o mínimo que posso manifestar a respeito. Uma porque tal ajuste é DESNECESSÁRIO, sendo que todos eles já ganham benefícios como vale-combustível, passagens aéreas gratuitas, não pagam aluguel, tampouco declaram imposto de renda!  - entre outras regalias. Ou seja, para eles seus salários (todos já acima de R$ 10 mil mensais) saem limpos para eles, sem gastos comuns a todos outros cidadãos, que com os impostos, pagam seus salários.

O que mais me indigna, no entanto, é a ignorância do nosso povo, que simplesmente dá de ombros para isso, MESMO (e principalmente) aqueles que ganham tão pouco tendo que sustentar tanta gente. Se fosse na Europa, o povo estaria na rua, manifestando-se contra tudo isso – vide a insatisfação dos franceses com a reforma da previdência deles que aumentou de 60 para 62 anos a idade mínima para aposentadoria, e também, mais recentemente, em Londres, onde universitários atearam fogo em ônibus protestando contra os aumentos nas mensalidades das universidades.

Aqui, infelizmente, só seria gerado rebuliços como esses se proibissem o futebol, a cerveja e o samba de final de semana. Nem o ‘pão’ adianta cortar que ninguém reclama (a começar pelos preços abusivos dos alimentos nesse último ano). O que o povo quer mesmo é ‘circo’! Por que será? PALHAÇADA.
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a mula ruge...

Logo hoje, quando faz exatos quatro anos de nossa conquista no Mundial Interclubes de 2006 no Japão, registro outra indignação: a performance colorada na semifinal deste ano. Perdemos e deu zebra – africanos na final contra os italianos da Internazionale de Milão. Como aconteceu na Copa, torço por quem nos eliminou, e que, mais uma vez, nunca venceu a competição. Ao meu ver, assim como a Holanda (que lamentavelmente não ganhou mais uma vez), o Mazembe, do Congo, merece tal façanha por seu desempenho até agora.

Quanto a nós, teremos que pastar mais um pouquinho até conquistarmos outro título, afinal, não jogamos NADA nessa última partida. Faltou energia, vibração àquela equipe insossa, apática, sem moral. E o Celso Roth que baixe a crista e admita o fracasso do time sob seu comando (pelo menos nessa eliminação, decisiva).

Ficaria inconsolada, querendo ‘matar ou morrer’, se tivesse ido até lá, pagado uma fortuna, para ver o Inter dar vexame, como fez. Mesmo de ganharmos o próximo jogo e nos classificarmos como terceiro colocado no campeonato, voltaremos de Abu Dhabi ainda colorados, mas vermelhos de vergonha.

Saturday, 26 June 2010

listras em evidência


Essa é a copa da zebra – “ÓBVIO”(!), se pensarmos que está sendo realizada no continente africano.

Brincadeira à parte, é o que mais deu nessa edição. E tem até cor a superstição: azul. Au revoir France, Arrivederci Azzurra... No caso dos franceses, pareceu até castigo pela mãozinha que os classificaram pro mundial (ou alguém esqueceu a ajustada com a mão feita por Thierry Henry no lance que garantiu a vaga ao seu país e desclassificou a Irlanda nas eliminatórias do campeonato?).

E nesse contexto de questionável favoritismo, ainda bem que o Brasil está jogando com o uniforme oficial canarinho. Muita bola vai rolar ainda, é fato, mas se nosso futebol ficar no zero a zero como o do jogo de hoje contra Portugal, antevejo, preocupada, um retorno precoce de nossa seleção. O sucesso de uma equipe inteira não pode depender só de três jogadores ausentes (ou melhor, quatro, considerando a marcante presença do nosso forte recurso final, Júlio César). Viu, Dunga?!

Mas voltando a esse equídeo nativo da África central do sul que atormenta a os resultados no esporte, ele me agrada (não posso negar!). Enxergo na surpresa do placar dessas partidas a possibilidade de uma rotatividade saudável. Por vezes, confiança demais gera atropelos de gigantes por manadas desse quadrúpede um tanto exótico, que dificilmente vaga solito pelas savanas. Vem em peso - e foi o que aconteceu: varreu a disputa (ou, no mínimo, mexeu bastante com as expectativas de todos).

Bom é que esse fenômeno assolou principalmente a trajetória dos times europeus. Por aqui, nas Américas, a marolinha atingiu somente Honduras (que não está numa maré muito boa mesmo, com o leme tomado de assalto por Roberto Michelletti há quase um ano já! - a completar em dois dias...). Mas numa final latina clássica, dessa vez marcada por vuzuzelas e listras, temo mais é o bicho solto de Maradona na comemoração do título – conforme ele prometeu fazer, se ganhar.

Socorro!

Sunday, 21 March 2010

escola


Como nunca havia assistido antes O Povo Brasileiro? Não me perdôo.

O mestre Darcy Ribeiro publicou dois anos antes de falecer a obra que deu nome, depois, ao excelente documentário produzido que citei (indignada comigo mesma). Aliás, se é para me culpar, agora é meu fim: nem o livro li ainda! Podem me apedrejar, sou ré confessa.

Também não concebo o fato de não termos fácil (e obrigatório curricularmente) acesso a esse tipo de material na escola e na academia. Fiz cadeiras de antropologia na universidade e não fui apresentada a esse título, por exemplo. Uma CRUELDADE com os estudantes esse distanciamento com nossas raízes, de forma geral.

Se João Goulart não tivesse sofrido o Golpe em 64, se Darcy tivesse sido governador do Rio em 86, ou se o seu projeto dos Cieps com Brizola tivesse de fato dado certo, teríamos hoje uma realidade completamente diferente e mais rica em termos de educação. Lamento essa falta de oportunidade, de visão, patriotismo, civilidade, noção.

Bom, sempre estamos em tempo de mudar... Então, para quem ainda não conhece, que mergulhe nesse mundo tão fascinante que é a NOSSA história. Direito, obrigação e conhecimento básico a qualquer habitante desse vasto território saber mais sobre nossas origens e cultura. Uma breve pesquisa no Google já ajuda.

Temos uma visão limitada de nós mesmos. Infelizmente, nossa dominação eurocêntrica fez com que não nos identifiquemos como deveríamos, não nos conheçamos por inteiro, porque as tradições indígenas e africanas não sobreviveram fortes ao massacre ocidental a nós imposto.

E, diferente do passado, hoje seguimos o modelo de sociedade norte-americana, cujos ideais capitalistas sobressaem a valores humanos e naturais. Ou seja, é com pesar que afirmo nunca ter havido de fato um olhar interior, como propunha Darcy em sua trajetória antropológica.

Em meio a tantos erros relacionados ao ensino, fico feliz em saber que nas escolas do MST os alunos aprendem seus conceitos e trabalham no método do educador Paulo Freire. Esses sim, terão contato com nossa verdadeira face, pois os objetivos são outros – como o conhecimento e o respeito para com a terra-mãe, por exemplo.

Àqueles que querem saber mais sobre O Povo Brasileiro, segue um link da TV Cultura:
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/estudosbrasileiros/povobrasileiro/. No site do Youtube, o documentário pode ser visto dividido em diversas partes. Assistam, interem-se, conheçam-nos... prazer!

Darcy fez Escola, com letra maíuscula. Assim, quero ser estudante SEMPRE (no sentido mais longo e permanente que a palavra possa ter) . O próximo livro a ser lido, e um filme a ser sempre revisto será esse, o NOSSO: O Povo Brasileiro.

Tuesday, 22 September 2009

para amar sem medo


Hoje é o Dia dos Amantes, e para aproveitar esse data ao máximo, use camisinha.

A respeito disso, 'outra' campanha:

Nem sei quando foi (e como) descobri a existência de tão excêntrico apetrecho – este, aqui ao lado: um colocador de camisinhas. Mas desde que soube de sua existência, tenho tentado divulgar sua função e benefícios, afim de popularizar agora o ‘vermelhinho’. Estou engajada nesta causa.

Essa engenhoca, inventada por Willem van Rensburg e projetada pelo designer Roelf Mulder foi nomeada o objeto mais bonito da África do Sul na exposição Design Indaba Beautiful Objects, na Cidade do Cabo, em 2007, onde derrotou outros 14 diferentes produtos. A peça original faz parte da coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York. Vocês conheciam? Pois ela existe desde 2002...

Criado na África, o artefato veio para colaborar na prevenção da Aids, que assola o continente. Desde a sua identificação, em 1981, a Síndrome de Deficiência Imunológica Adquirida, já matou 22 milhões de pessoas em todo o mundo. E hoje, a doença avança alarmantemente. Estima-se que 1/4 da população africana esteja infectada. Oito novos casos são registrados a cada minuto. Socorro!

Manifestado por muitos homens (e mulheres), o problema em usar o preservativo masculino está na sua colocação demorada. Quando desastrosa, esses instantes podem resultar inclusive na perda do clima, da ereção, tesão, paciência... e então da razão também, pois é quando se desiste de usar o preservativo.

Para mim, é desculpa esfarrapada e inconsequente essa atitude que leve ao não uso do preservativo em relações sexuais casuais, ou quando há rotatividade de parceiros (seja qual for o ‘acordo’ entre os casais – ou partes envolvidas). Camisinha tem que usar. E vejo esse apetrecho como a salvação de muitos casos desse impasse com sua colocação, o que implica, aliado á irresponsabilidade de muitas, a prática de sexo de risco.

Infelizmente esse aplicador ainda não é comercializado fora de seu país de origem. Agora, alguém me explica POR QUE isso, enquanto milhares de pessoas são contaminadas descontroladamente no planeta! Uma tentativa frustrada no site do seu fabricante, a 
Pronto Condoms, e nada de explicações quanto a investimentos públicos para agilizar o processo. Já supunha que a resposta iria me deixar ainda mais indignada do que a falta dela...

Acredito que esse produto, assim que acessível, deverá ser o maior aliado do sexo seguro nos dias de hoje, pois diminui o tempo da colocação dos 30 segundos normais para apenas três. Muito bom, rapidinho – PÁ PUM! Quando ver, já foi. Essa facilidade em lidar com a camisinha deve incentivar seu uso, é o que se espera principalmente nos países onde sua utilização não condiz com a realidade do lugar, onde mais de 15% da população é soro positiva.

Por ser um “sex toy”, o bacana é que ainda dá para caprichar no ato e introduzi-lo nas relações brincando com a situação, criando todo um mise-en-scène (como já acontece, ou deveria ao menos, mesmo só pondo camisinha ‘avulsa’, sem o aplicador). As parceiras que não recorrem à boca, ou a alguma outra ‘descontração’, não sabem a arma de sedução que estão deixando de usar para apimentar tal momento que para muitos pode ser um “problema”.

Gostaria de parabenizar os responsáveis por esta idéia genial e criticar a indústria sexual e os órgãos públicos responsáveis por demorarem tanto para torná-la realidade acessível à população, carente de ‘alternativas’ inteligentes que primem pela vida sexual saudável das pessoas. Fico triste que, mesmo em meio a esse quadro mundial cruel da doença, não se questione possibilidades de popularizar ao máximo tão preciosa ferramenta. É foda! – literalmente.

Enquanto nada é feito nesse sentido, fica o toque para que os amantes procurem por camisinhas que atendam às suas necessidades. Existem no mercado diversas marcas, com diferentes modelos e funcionalidades – com textura, espermicida, mais lubrificante, extra sensível, extra grande, que brilha no escuro e até que vibra...Enfim, com cada um na sua, opções não faltam para que se ame sem medo, de forma segura, politicamente correta e sexualmente feliz.

Apliquem essa idéia!

Sunday, 30 August 2009

um gigante deixado pra trás


Esse final de semana foi marcado por um mergulho na cultura e realidade africanas, motivos de alegria e tristeza. Em meio à alegria de seus ritmos, esmorecia ao ler cada um dos dados distribuídos por todo o teto da Estação Leopoldina, durante o Back to Black. Todos traziam em suas palavras e números uma mensagem lamentável, porém real, do que aconteceu, e o que é a África hoje: um elefante negro.

A analogia das cores é clara, mas e da utilidade? Quem sabe o que fazer com a África hoje? Que atitudes estão sendo tomadas para melhorar a situação desumana em que a população daquele imenso continente se encontra? É a pobreza, a fome, a AIDS, a falta de perspectivas, de recursos, de esperança que devassam diversos países. Vê-se e se sente também carência de razão, vontade, vergonha na cara, compaixão... e o que mais, em seus irmãos?

O que vale mais hoje em dia, e desde quando? Quem mensura as necessidades e dita as prioridades desse mundo em que vivemos? No caso da África, que números querem alcançar com tantos déficits? Que interesses tão maiores que a vida de milhões de pessoas estão em jogo? Quantos mais precisarão morrer para que um rumo diferente e próspero seja dado àquela terra e a seu povo? Que iniciativas podemos ter nós, cidadãos, para ajudar? Até onde vamos deixar isso ir?

De um lado estão os países ricos, que se dizem comprometidos com o ‘desenvolvimento’ africano em meio à crise mundial, embora os amplos pacotes de estímulo econômico implementados por eles não contemplem a ajuda ao continente até 2010. De outro lado está a Igreja, que condena o uso da camisinha e recomenda abstinência sexual como a melhor forma de prevenção da AIDS. Bento XVI, em visita à África este ano, disse que a solução para este problema estaria no "despertar espiritual e humano" e na "amizade por aqueles que sofrem". Pasmem.

Em meio a isso tudo, o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Donald Kaberuka, como interlocutor das causas africanas diante o mundo, com tom pessimista clama por ajuda e respeito. Dois exemplos que eles precisam: mais de mais de quatro milhões de crianças morrem todos os anos na África Subsaariana. Nessa região, 45% dos recém-nascidos não superam nem as primeiras 24 horas de vida. Na África do Sul a cada cinco pessoas, uma é soro-positiva. E mil pessoas morrem diariamente vítimas da doença no país. São 5,7 milhões de infectados num total de 46 milhões de doentes no mundo inteiro. É muita coisa! - um oitavo só num território...

Outra questão reivindicada é a climática. Os países pobres querem que sejam assumidas metas mais ambiciosas de redução das emissões de gases do efeito estufa e que transfiram dinheiro e tecnologia para atenuar as mudanças sentinas nas nações em desenvolvimento. 67 bilhões de dólares por ano foi a quantia requerida para amenizar os efeitos do aquecimento global no mais pobre dos continentes. Seria pedir demais depois de tanto lucro já obtido em cima da miséria e impossibilidade alheia? Eles passam por isso, há tempos.

Os países pobres deverão sofrer com mais de 90% dos efeitos humanos e econômicos da mudança climática, embora os 50 países mais pobres do mundo tenham contribuído com menos de 1 por cento das emissões globais de dióxido de carbono, o principal dos gases do efeito estufa. A África deve ser a região mais atingida por secas, inundações, ondas de calor e elevação do nível dos mares caso a mudança climática não seja controlada.

Este ano, quinze anos após o genocídio em solo africano de 94, com cerca de um milhão de pessoas assassinadas em três meses por questões de etnia (tutsis, em sua maioria), autoridades ainda buscam justiça. Segundo inquérito do governo de Ruanda, os hutus, principais rivais tutsi, teriam recebido ajuda francesa na época. Além da denúncia de entrega de armas, o relatório também acusa militares franceses de terem matado membros da minoria tutsi durante o massacre. Depois da escravidão, essa foi a segunda maior dizimação de negros da História.

Ano que vem tem copa, e na África (do Sul)! Será o futebol então capaz de, além de entreter, chamar a atenção para essas questões esquecidas e deixadas de lado pelo resto do mundo até então? Em 2010 o gigante então estará à tona, à frente das noticiais internacionais, com os holofotes voltados para si. Espero que não precisem turistas estrangeiros se contaminar com AIDS, crianças se prostituírem, ou coisa pior (e ainda tem?), para que as questões do gigante sejam abordadas como devem, e sua importância não fique banalizada, deixada pra trás - até quando?

*Mais sobre a África nos bons textos do blog Grazazá (da amiga e historiadora Graziele Saraiva):
A Abolição da Escravatura (13/05/09)
A Epidemia da qual não se fala (11/05/09)
O Papa na África (20/03/09)
Racismo e Xenofobia na Europa (12/02/09)
Condenado o Algoz de Ruanda (06/01/09)

Friday, 28 August 2009

café com leite


Não, esse texto em nada tem a ver com essa política, adotada pelas oligarquias estaduais e o governo federal durante a República Velha aqui no Brasil. Inclusive, nessa época em que eram privilegiados os estados de São Paulo e Minas Gerais na sucessão presidencial (e esse nome faz alusão aos produtos fortes de suas economias), o tema de meu post não era visto com bons olhos. E hoje, ainda é?


Estamos numa era livre de descriminação racial, desse preconceito infundado e absurdo? O assunto sobre o qual vou tratar agora, acreditem, ainda gera polêmica e (lamento se) assombra algumas pessoas – não por elas, mas por quem sofre de verdade com isso e é afetado injustamente por tamanha ignorância e desrespeito. Apesar das grandes possibilidades, tratando-se de um país multiétnico como o nosso, e da notável vontade de amor livre inter-racial, há quem torça o nariz por esta união.

Esse encontro acontece desde que o mundo é mundo. E aqui, em especial, tem-se registros históricos de que a mistura dá certo, é desejada e caracterizou nosso povo como mestiço. Todos sabem da atração entre brancos e negros, por exemplo. Não há como negar que ela existe e é forte - vende muito, inclusive, em filmes adultos tal temática. Muita gente gosta... (de fazer, de experimentar, de ver, de ser, de ousar, de chocar, de vencer - o racismo, no caso).

Começa hoje no Rio um festival interessante, que traz à tona discussões importantes e artistas do Continente Negro para se apresentarem em três dias aqui, junto a músicos locais. Gostei muito da idéia do Back 2 Black. Aliás, ainda essa semana comentei com alguns amigos que estou numa fase bem ‘Mama África’ mesmo, como só estive nos tempos de faculdade, quando estava superligada à comunidade universitária africana residente em Porto Alegre. É, voltei ao preto... mas é justamente essa a proposta, então tá tudo certo!

Engraçado isso, mas a maioria das pessoas desconhece que no sul do país a cultura negra seja também super viva – na religião, música, dança, esportes. E é, na contramão da ascendência européia que prevalece por aqueles pagos. Eu, nitidamente, sou uma que ‘fujo à regra’. Na verdade, sobressaem-se e são “vendidas” as pessoas mais ‘esteriotipadas’ de lá, como as belas (e loiras) Gisele Bündchen, Ana Hickman, Shirley Mallmann etc, mas, nós gaúchos, somos um povo de várias caras e cores.

A exemplo de minha mãe, e para o desprazer de meu pai (em sua ‘velhice’ de pensamentos ultrapassados e desditosos, embora sincera), agrada-me essa idéia de miscigenação. Gosto mesmo, assumida e despropositadamente, de graça - cheia dela, na verdade. Espero poder aproveitar ao máximo essa oportunidade de riqueza cultural, de se estar 'junto e misturado', aprender com isso vendo os resultados incríveis dessa união – como o café com leite (que eu A-D-O-R-O e só bebo assim) e, como se diz em São Paulo, ‘misturar as tintas’... Hoje, mais do que nunca, nós podemos.

*Confiram a programação completa desse evento que vai transformar a Leopoldina na mãe África carioca: http://www.backtoblackfestival.com.br/. E participem!

Tuesday, 11 August 2009

fidelidade


Demorei a assistir O Jardineiro Fiel, mas me apaixonei! O filme, baseado no livro do inglês John Le Carré, é do jeito que eu gosto: calmo, dramático, político e romântico.

Um conto de fadas seria a vida de Tessa Quayle, se ela abandonasse seus ideais, e não fosse uma ativista. A esposa do diplomata do governo britânico Justin Quayle, interpretado pelo elegante Ralph Fiennes, inicia uma investigação sobre uma indústria farmacêutica que estaria fazendo testes em humanos para provar a validade de uma nova droga contra a tuberculose.

Num país já assolado pela Aids e também pela corrupção do governo local, a determinação da moça e de seu amigo-médico Arnold Bluhm pelas causas humanitárias passa a incomodar e a ameaçar os ricos e poderosos envolvidos com a KDH, o grupo ‘Três Abelhas’, o laboratório do remédio Dipraxa, as autoridades Quenianas e também o alto comissariado britânico. A militante e seu cúmplice são brutalmente assassinados.

O diretor Fernando Meirelles estréia em Hollywood com o pé direito. De maneira leve, o roteiro evidencia um problema real existente naquele continente paupérrimo, faminto. Lindas imagens mostram um contexto triste, como nos ensaios de Sebastião Salgado. A fotografia é do uruguaio César Charlone.

A história serve de denúncia e chama a atenção para esses programas humanitários que fazem dos povos de continentes pobres verdadeiras cobaias para testes de medicamentos de grandes laboratórios europeus. Infelizmente fica claro que as questões financeiras acabam com qualquer caráter abalável, mas não com verdadeiros casos de amor - esse é o lado bom (e é nisso que acredito).

Uma obra-prima. E salve a fidelidade!

Saturday, 25 July 2009

do luxo ao lixo


Inaceitável esse recebimento de lixo inglês em diferentes portos aqui no Brasil esta semana.

É muito bonito países ricos bancarem uma de bonzinhos dizendo defender o meio ambiente na mídia (o que está super in atualmente devido a problemas pertinentes como o aquecimento global, por exemplo), mas então se descobre que eles mandam para lugares mais pobres seu lixo doméstico, químico e industrial para ser queimado ou enterrado. Essa foi a crítica maior de nosso Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Atitudes que vão do luxo ao lixo, sem escalas.

A prática não é comum, porque há muita gente preocupada com o futuro do planeta, mas infelizmente acontece. E esta não foi a primeira vez que ocorreu por aqui. Já recebemos toneladas de lixo da Bélgica em 2004, contendo inclusive substâncias tóxicas perigosíssimas. E antes disso, em 1992 (ano da Eco 92, aqui no Rio), trabalhadores portuários já haviam sido contaminados com lixo químico vindo de outras nações.

A mercadoria, oriunda do porto inglês de Felixtowe, foi importada sob a fachada de plástico para reciclagem. Dentro dos 89 contêineres vieram seringas, camisinhas, banheiros químicos, lixo hospitalar, fraldas usadas, tecidos, cartelas vazias de remédios e pilhas, entre outros produtos – mais de 1.400 toneladas de lixo domiciliar e tóxico.

Brasil e Grã-Bretanha são dois dos 170 países signatários da Convenção da Basiléia, que proíbe o trânsito de resíduos sólidos e líquidos perigosos entre países, sem consentimento de quem os recebe. A situação do mercado é outra, entretanto. O alto valor de multas e os elevados preços da tonelada de lixo depositada em aterros nos países desenvolvidos leva companhias a exportar seus detritos ilegalmente. E o crime organizado (leia-se, máfia italiana) envolvido com esse mercado, colabora para seu envio ilícito a países africanos, na esmagadora maioria das vezes.

Embora empresas que atuem aqui possam importar materiais como sucata de papel, ferro, aço etc, teme-se que outro tipo de lixo seja também enviado para cá, o eletrônico (chamado e-waste) - altamente prejudicial ao meio-ambiente. Calcula-se que a atividade de exportação ilegal de lixo movimenta o equivalente a 10% do comércio mundial. É inegavelmente uma questão policial, política, diplomática, econômica e de segurança.

Empresas do mercado de reciclagem de plásticos como a Hills Waste Solutions, que já foi multada no Reino Unido por crimes ambientais, a Worldwide Biorecyclables e a UK Multiplas Recycling Ltd, essas duas do brasileiro Julio da Costa, devem ser severamente punidas nesses casos de crime ambiental. O Brasil está tomando todas as medidas cabíveis a fim de reapatriar esse lixo todo que veio parar em Santos, Rio Grande e Caxias do Sul.

Sinceramente, não sei como as pessoas que fazem isso com o planeta e humanidade conseguem colocar a cabeça no travesseiro à noite e dormir tranquilas. Tudo bem que provavelmente elas não estarão mais aqui quando toda esse merda (que é das grandes – a questão do lixo) feder. Mas eles não pensam em seus filhos e netos? Não, senão agiriam diferente, mais conscientes e com menos ambição.

É uma vergonha. E quanto a isso me refiro aos governos de diversos países subdesenvolvidos que facilitam a entrada do lixo 'desenvolvido'. Os empresários que, além de se aproveitarem da situação desvantajosa dessa gente que é obrigada a conviver com essa podre realidade, ainda prejudicam a todos nós, não ficam de fora dessa também - uma vez que as consequências desses atos impensados hoje, refletirão amanhã da pior maneira possível.

Um fato em meio a essa podridão me chamou a atenção: nossos jornais não divulgaram tal acontecimento com a merecida ênfase. Fora o tom criminoso da coisa (o que já daria importância ao ocorrido), trata-se ainda de um dos maiores problemas do mundo e nenhum dos grandes diários nacionais deu manchete de primeira página a essa história incabível. O Times de Londres, sim.

O meio ambiente já começa a reclamar dos maus-tratos de seus posseiros. Outro dia falarei sobre a ilha de lixo que existe no oceano que desconhecia e quando soube de sua existência fiquei da mesma forma chocada e triste por nós. Esses poréns sempre terão espaço e notoriedade aqui, enquanto a mula rugir.
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!