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Monday, 20 August 2012

beyond citizen kane

In 89, when Fernando Collor (PRN) beat Luiz Inácio Lula da Silva (PT) in the second round of the first democratic presidential election in Brazil since 1960, 5.71% of votes made all the difference. About this event, it was especially evident the real power of media (besides its intentions, of course!).

To who haven't known that, the main reason was a public debate, two days before the election. In this occasion, the last one between the two candidates, which reached 61 rating points of  audience, broadcaster Rede Globo (the most popular one in Brazil) manipulated the montage in favour of Collor.

Although the outcome of this elections cannot be entirely attributed to this episode, many argued that it could influenced the decision of many voters. Well, considering the tied margin of 49.94% for Collor and 44.23% for Lula, there is no doubts that EVERY voter counted! - mainly naïve people...

About that, there is a classic documentary: Beyond Citizen Kane. It's about the development of TV in Brazil, concentrating on the role of Rede Globo, including at that election. Until now, this British programme creates subsequent controversies in Brazil, and even some kind of censure.

Watch it here.
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I'm handling this because they are in campaing period in Quebec too. Yesterday, Radio-Canada showed their prime minister debate.

At this moment, everything must be take into consideration... Here, there,  and everywhere, it's important pay attention in both tendencies and dispositions. 

Notwithstanding, it seems that inclinations tend for another side here... Fortunately!

Friday, 26 November 2010

valores globais


Por que precisamos saber qual a cor do batom da Melina da novela Passione (Please Me - da Mac, campeão de ligações para o CAT da Globo nos últimos meses) enquanto pouco conhecemos a China - país que brevemente vai dominar o mundo? Por que nos abalamos com o caso do Bruno, ex-goleiro do Flamengo, e não nos importamos mais com o fato de a África estar sendo dizimada pela AIDS ?

A resposta está no foco dos nossos meios de comunicação. O que eles querem que saibamos? Justamente o que eles transmitem para a gente, deixando MUITO a desejar em qualidade e conteúdo, beneficiando marcas, produtos, mercados, fazendo tendências, direcionando o consumo, o rumo, o interesse e o comportamento da população.

Infelizmente na TV aberta são poucas as opções. E o que é veiculado, em quase nada atende a uma ampla demanda de conhecimentos gerais necessária - àquilo que REALMENTE importa ser noticiado. Daqui a pouco começa o Big Brother e, aí sim, as manchetes tupiniquins, durante três meses, serão somente os amassos e as intrigas da casa mais vigiada do Brasil. E o bicho pegando aqui fora...

A solução seria um suporte de outros veículos - internet, jornais, revistas especializadas, livros etc. No entanto, a maior arma de todas contra a ignorância é a vontade do povo em saber. Quando a gente quer, buscamos a informação. É lamentável que esse interesse não seja alimentado na escola e em casa. Só aí já vemos a dimensão do probrema, o quanto ele [e maior do que parece. É geral, global e interno. Onipresente, a mídia está mais poderosa do que nunca, acomodando as pessoas, desinformando o mundo.

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 out

Tanta coisa para a televisão mostrar e, ontem, a Globo transmite ao vivo a fuga dos bandidos, evitando assim, sua execução pela polícia. Até onde esse reality da vida real nos ajuda? Atrapalhou, no caso, inclusive.

Aliás, no quesito 'gafe', nada foi mais feio que as caixas deixadas em Ipanema anteontem, numa infeliz ação promocional do Domingão do Faustão - não autorizada pela Prefeitura. Na boa, no mínimo demissão e processo para os responsáveis por alardear pânico ao colocarem caixas vazias em praças em meio a uma guerra civil!

A Globo está por fora. Sem noção do perigo.
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cabeças pensantes

Adoro conversar com meus amigos mais politizados, da História - tête-à-tetê, ou ‘Pé com pé’, porque, assim, a mula ruge consciente, indignada, voltando-se para o que REALMENTE importa. Meus objetivos ficam bem claros, e a certeza de que não quero e não posso mais perder tempo com futilidades.

¡Gracias, Grazi Linda, pelo questionamento, boa prosa e cia siempre!

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longe do lugar-comum

Ainda no tema, a companheira citada acima está produzindo um evento bem no clima... Segunda-feira, dia 29/11, às 9h30, no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ, no campus da Praia Vermelha, vai acontecer uma palestra com os meninos do programa Não Conta Lá em Casa, exibido pelo Multishow (às quartas-feiras, 22h30).

Na pauta, as viagens dos rapazes a destinos pouco convencionais como Irã, Iraque, Afeganistão, entre outros, mostradas nos programa. A boa: a troca, o debate sobre a proposta diferenciada oferecida, na contramão do que é oferecido hoje pela grande mídia, e a experiência única de terem conhecido pessoalmente esses lugares, sua realidade, e a visão de mundo com que voltam.

Eu sou fã, amiga e suspeita, mas fica o convite de um programa que vale a pena (ambos, na verdade) - oportunidade imperdível, entrada gratuita.

Inspirada... Lugar-comum - o meu, definitivamente, não é aqui.

Thursday, 25 November 2010

amor e ódio


A realidade do que está acontecendo aqui, agora, não chega BEM a ser uma relação de amor e ódio, total radical como a campanha “Brasil: Ame-o ou deixe-o”, veiculada nacionalmente no início dos anos 70, durante a ditadura militar. Por mim, tratando-se do Rio de Janeiro, e sendo como é hoje, estaria mais para um clássico “Amor e Morte” de Júlio Reny. Socialmente, serve de alerta geral (à la Gal), tipo:

“Atenção, tudo é perigoso, tudo é divino maravilhoso”

Rio - Cidade maravilhosa, cartão postal do país, a capital internacional do Brasil (sim, porque praticamente ninguém lá fora conhece Brasília), destino turístico de milhares de pessoas todos os anos, que vai sediar jogos da Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016 está numa guerra civil! Politicamente, foi abandonada há tempos e controlada pelo tráfico. Carnaval MESMO, festa só para gringo ver. Mas, há quatro anos, começou um trabalho mais sério e intensivo para retomada do poder pelo Estado.

As Unidades de Polícia Pacificadora, conhecidas como UPPs, tem funcionado e levado paz a diferentes comunidades. Estão dando saída aos becos. A iniciativa e a execução pelo Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e pelo Governador reeleito, Sérgio Cabral, é só elogios. Traficantes foram presos, mortos e os que conseguiram escapar estão sem ter para onde ir. Resultado: encurralados, esses bandidos estão, agora, agindo. Ataques tem sido feitos em diferentes bairros como um aviso, uma forma de assustar a população e desencorajar o governo a continuar sua ação.

O grande desafio é o Complexo do Alemão, localizado na Zona Norte da cidade, para onde fugiram centenas deles, em fila (numa imagem incrível feita pelo helicóptero da Globo). Momento sublime, perfeito para uma ação comandada pelo Capitão Nascimento, quando poderiam ter jogado uma bomba e ter acabado com o problema de uma vez só - déjà-vu do que aconteceu em Bangu I anos atrás, em 2002. Será que teremos essa chance de novo? Muita sorte... Na verdade, azar - porque se não fosse o Globocop estar ao vivo, provavelmente a missão dada teria sido cumprida.

Com certeza os malas dos Direitos Humanos, que só servem para reconhecer e batalhar benefícios para marginais, ignorando o mal que eles fazem a sociedade, iriam chiar, mas aí já seria tarde. Os cidadãos estariam satisfeitos, os bons policiais aliviados, e os maus (junto aos políticos corruptos) preocupados, procurando outras fontes de lucro que não as milícias, o aliciamento com tráfico. Quero saber o que esse pessoal dos DH fazem para ajudar as pessoas das favelas, obrigadas a conviver com o medo, a violência, sem oportunidade de uma vida mais digna. Tem muita gente de bem lá, oprimidas pelo sistema. O que eles fazem quanto a isso? Lutam antes contra quem protegem depois?

Alerta! A reação do povo foi se recolher, voltar mais cedo pra casa, evitar sair. Muitos se mostraram, solidários com a situação e a ofensiva da polícia, favoráveis à cidade. Frases “Eu amo o Rio” circulam na internet, no peito dos cariocas em camisetas com corações vermelhos. Brega, mas bonito isso. O meu afeto pelo Rio é explícito, está aqui, agora, enquanto a mula ruge. É perceptível na minha escolha de para cá vir morar, e aqui permanecer durante tanto tempo. Reconheço os defeitos do lugar onde moro, mas acredito num futuro melhor. Estou bem otimista, embora lamente o incidente televisivo que evitou um BOM massacre - sim, isso existe.

Um próximo passo, quem sabe, seria a legalização das drogas, numa tentativa de ajustar esse problema social que envolve sociedade, política, polícia, bandidagem e arrecadação de impostos - para saúde e educação. Abaixo dinheiro de suborno. Sim ao que importa. Com gentileza, por favor! Atitudes extremas só no limite.  

Saturday, 15 May 2010

o comedor


As mulheres o amam; os homens, odeiam-no.

Meados de 2006, 19h e pouco. Final do expediente, meu celular toca:

- Alô?
- Alô, Vanessa?
- Sim, pois não...?!
- É o Zé Mayer. Tô ligando para agradecer o convite, mas... blá blá blá

Confesso que, depois que assimilei quem era, não ouvi mais nada direito. Fiquei completamente “sem chão”. O motivo e sua voz marcante não negavam a autenticidade da ligação. Não tinha nem como duvidar... NÃO, não estava delirando!

Era verdade: o galã de "Páginas da Vida" (novela de Manoel Carlos que estava no ar na época) tinha MESMO me ligado. Entusiasmada, telefonei depois, IMEDIATAMENTE, para minha mãe contando o que tinha acontecido! [risos]

Hoje, lembro sem graça sobre isso, porque o entusiasmo com os globais não é o mesmo. Ossos do ofício – com o tempo, se perde o encanto. Na verdade, já não era mais ali, mas tenho certeza que QUALQUER uma ficaria surpresa com uma chamada dessas.

Como pessoa, acho que deve ser um cara legal, humilde, zero marra sobre esse glamour todo de folhetim das nove. E é claro que, como gosto de um coroa, não iria correr se o bicho pegasse (vamos combinar! – não sou de ferro e não vou logo EU contrariar a estatística, né?!).

Mas na ficção, na boa: ou o Maneco gostaria de ser os personagens interpretados por José Mayer, ou... (opa!) deixa pra lá! Só sei que fico put* com as condições dadas para o ator ser sempre taxado como o ‘comedor’ de qualquer novela passada no Leblon.

Tudo bem que ele é um pão, unanimidade entre as mães, tias e avós da minha geração, mas fazer que quase metade do elenco feminino caia na sua lábia (e braços) é demais! Falta de criatividade do autor já, pois acaba que os papéis são sempre os mesmos.

Se a Helena já passou a ter 30 anos nessa, é provável que o protagonista homem também siga esse rumo. E em breve. Fico curiosíssima para saber quem deverá substituí-lo em tão aguerrida missão. Mas com certeza Zé ainda volta – quem sabe como pai, sogro, tio ou avô (sedutor, óbvio! - quem foi comedor, numa perde uma sacanagem).
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sobre o último capítulo...

A única coisa que não curti no final de "Viver a Vida" foi o retorno de Tereza para Marcos – mesmo que isso tenha fica implícito. Não é possível! O garanhão não pode ficar sozinho? Só de raiva queria que Jean conhecesse a Silvia, mãe de Bruno! Aí, “sem querer”, e mais do que nunca, iria ficar tudo em família.

Sem dramas, achei super coerente o fato de Luciana não ter voltado a andar. A razão é racional: tem mais gente na mesma situação que permanece na cadeira de rodas, mesmo com todas as melhoras possíveis, do que volta a andar.

Iria ser muito ‘conto de fadas’, além de todas as mordomias surreais não acessíveis aos simples mortais mais humildes já presentes na trama. Bancar viagem internacional de jatinho, sala de fisioterapia particular, carros adaptados e toda a parafernália à disposição da filha com necessidades especiais só para quem tem culh*o mesmo! – tudo bem, é novela: a Globo paga! (mas, pelo jeito, o Zé Mayer, tem!)

Tuesday, 26 January 2010

vira, vira, vira...


Tem coisas que são difíceis de acreditar:

Estou eu, dia desses, assistindo TV e o que eu vejo? A atriz Sheron Menezes numa campanha global do Campeonato Carioca com a camiseta do tricolor daqui. Não entendi nada, mas admito que doeu na alma essa cena. O orgulho riograndense foi ferido.

A causa pode ser nobre: a paz no futebol - ok, mas virar a casaca é difícil de engolir. Ainda bem que a menina é gremista! – pelo o que constava, ANTES (agora já não se sabe mais...). Bah, imagina se ela fosse colorada, que infelicidade.

Isso seria admissível vindo de uma nordestina, capixaba, e até tabacuda – como é o caso da Fernanda Machado (embora Curitiba tenha times significativos até). A tendência nesses lugares com futebol de menor expressão é adotar outro time mesmo.

Agora, uma GAÚCHA fazer isso... do berço que veio, onde tem dois dos melhores times mundiais! E o pior: o site do Globo Esporte está divulgando que as belas que participaram dessa propaganda estão com as camisetas de sua 'equipe do coração'. Ui!

Quantas outras famosinhas não torcem pelo Flu(minense), de verdade? Precisava dar esse desgosto aos conterrâneos? Seria BEM melhor se ela falasse pros seus, participando dessa campanha no sul, de azul, - se assim gostasse, de fato, claro.

Mas não foi o que vimos... O dinheiro falou mais alto ou foi falta de noção mesmo, de fidelidade e amor pelo time da Azenha. Resolvi desabafar isso porque não consigo me ver em seu lugar, vestindo outro manto (eu e toda a torcida Jovem, né?!).

Sou radical, não nego – faca na bota (como todas nascidas e criadas lá ‘deveríamos’ ser). Fico indignada e tal, mas sou de paz e em prol dela nos estádios, onde for – como todo torcedor TEM que ser, e é esse o objetivo de qualquer boa campanha, independente de quem e como a façam.

*como é de praxe, iria colocar outra imagem diferente para ilustrar a publicação, mas preferi a foto original - para que ninguém duvide (pois é BEM provável que não seja veiculada no RS),e muitos não verão tamanha heresia.

Wednesday, 18 November 2009

o encontro


O que eu me lembro daquelas eleições de 89 é o brizolismo forte no Rio Grande do Sul. No resto do país, a esquerda era petista, estava com Lula. O resto, bom, o resto e a Globo elegeram o Collor. E o final da história todos conhecem.

Triste lembrar que foi por pouco que no início de nossa democratização poderíamos já ter tido um rumo diferente, mais próximo àqueles ideais perdidos com o Golpe de 64 que tirou do poder João Goulart.

Nessa história lá estava ele de novo: Brizola liderou a campanha da legalidade, para consolidar a posse de Jango, a qual os militares se opunham. Jango era o então vice-presidente de Jânio Quadros, que renunciou, e legalmente, era seu sucessor.

Minha família no final dos anos 80 tinha se mudado para Maceió, terra do Collor. O que vimos lá era uma massa paupérrima que idolatrava o candidato do PRN, pois o mesmo distribuía a ela réguas, lápis, caneta, bonés e outros brindes em troca de simpatia e votos.

Nos famosos debates da televisão, era evidente a tendência da grande emissora em apoio ao ‘jovem’ candidato. E esse era seu slogan: ‘Collor, um novo tempo vai começar’. Lembro comentários da época em apoio a ele por ele ser bonito e novo. Por favor...

Disputando com o ‘collorido’ que tem aquilo roxo, estavam os não tão belos Brizola e Lula, com um passado conhecido, engajado. Não eram novidades, traziam uma bagagem que incomodava. E por isso não foram eleitos.

O ano de 1989 foi super importante e a prova de que o sonho acabou. A posse de George W. Bush pai nos EUA, os protestos e o massacre de estudantes na Praça da Paz Celestial na China, a queda do Muro de Berlim na Alemanha, a perda das eleições presidenciais no Brasil, a Revolução Romena... Preciso dizer mais?

Mil fatores e uma dura realidade. Foi o fim e/ou o ínicio de outra era.

Saturday, 3 October 2009

com avanço, elas avançam


Esse pode até parecer ser um post para vender desodorante, já que o título é conhecido do grande público por ser o slogan de uma propaganda que fez sucesso há certo tempo... mas não é, claro. Hoje o tema é sexo na TV. ADORO (e tenho propriedade e conhecimento de causa).

Vocês repararam em como a gigante da comunicação está assanhadinha ultimamente?! Em apenas um mês (ou um pouco mais que isso) estreou em sua grade dois programas de cunho sexual um tanto ousados. Quando faço tal afirmação, não é porque EU acho isso. Refiro-me ao grande público, à massa, que será atingida com tamanho avanço nos costumes. Haverá influência também, sem sombra de dúvidas. E acho ótimo.

Junto vem a informação e a desmistificação do assunto - tão comum e natural. Afinal, todo mundo transa, e se não transa AINDA, vai transar (ou quer, pelo menos). Chega de hipocrisia. O mundo é regido pelo sexo. A reprodução é a razão de ser, de estarmos aqui. Isso é a lei da natureza. Quando chegamos no auge de nossas vidas, na idade para procriar, começamos a envelhecer. Fato.

Agora, os comentários sobre esses novos produtos de entretenimento (não tão ‘adultos’ como os que eu produzo e dirijo as gravações, mas...). Vamos lá:

AMOR & SEXO

Classificaria esse programa como um experimento, um laboratório de idéias que deverão ser amadurecidas e melhoradas conforme o tempo for passando, e tiverem dados sobre a receptividade do público a respeito. São vários formatos e quadros juntos. Uma boa aposta. E Fernanda Lima está ÓTIMA no comando - tarefa louvável essa, considerando-se a presença da platéia e a participação de globais ali, “ao vivo”, e do tamanho da responsabilidade que isso implica.

Invejo a facilidade de se produzir algo para a Globo. As portas se abrem (Incrível!), mesmo que haja maior preocupação conceitual e institucional em cima. Meus parabéns para outro programa que acredito ter inspirado e acabado proporcionando a criação desse novo, o Altas Horas. Serginho Grossman ter dado espaço para o sexo em seus debates com a nobre Laura Muller foi justamente onde se enxergou um bom caminho a seguir. Como se eu não soubesse disso MUITO ANTES, né?! Aff...

ALINE

Criação do amigo e conterrâneo Adão Iturrusgarai (que sobrenome!), a personagem dos quadrinhos é MUCHO LOCA e transgressora em suas atitudes, seu comportamento. Missão difícil transpor essa ‘realidade’(?) para as câmeras, e em frente a elas mostrar tanto non sense como se isso fosse normal, habitual.

Já me confessou em entrevista certa vez o outro amigo (e também gaúcho), Allan Sieber, que é muito mais fácil desenhar uma suruba, a grava-la, por exemplo. Em HQ vale tudo! Não tem limites e ainda há licença poética na criação. Agora, trazer tudo isso para TV é complicado, mas é uma (trocadilhos à parte) 'puta' tarefa. Vale.

Preciso assistir a mais um ou dois episódios da série quinta dessas qualquer para avaliar melhor. Depois de ver o primeiro capítulo, fiquei com a impressão que a Maria Flor não foi a melhor escolha para o papel. Adoro o trabalho da crespinha mignon, mas ela é um tanto (digamos) hippie e morena para interpretar a clássica Aline. Não sei... Encasquetei com isso.

Lembrei-me, e MUITO, de Armação Ilimitada - tanto na história (que diferente da outra, agora é paulista) quanto no uso de recursos animados e de uma edição e linguagem clipadas. Quem, que viveu nos anos 80, iria esquecer Zelda Scott, de Andréa Beltrão, num triângulo amoroso com Juba e Lula? E essa modernidade toda era para o público jovem também, exatamente como hoje...

De tudo, fica a intenção de exibir o comportamento sexual das pessoas utilizando-se da ficção para tanto (ou somente a liberação quanto a abordar isso – o que já é um passo GIGANTE). Mas que é avançado, é. E o toque feminino vai libertando as mulheres de diversos tabus, e deixando os homens mais ligados também. Como tem que ser...

* Tá aí! Acho que Aline deveria ser ruiva, tal qual me parece (apesar do rosa). Quem será que o próprio Adão sugeriria para ser sua “filha” nas telas? Estou eu aqui a queimar a mufa e pensar em algum outro nome... De repente não seria essa a oportunidade de lançar um novo talento, uma nova cara?! Não? Desculpa Florzinha, impliquei MESMO.

Thursday, 3 September 2009

12.524 boas noites


(ou melhor, 12.525)

Foi anteontem o aniversário de 40 anos do telejornal mais visto na História do país - o Jornal Nacional. Tendo em vista sua popularidade, não sei o que mais caracteriza a televisão brasileira: os reclames do plim plim, anunciando os intervalos da emissora, ou o ‘boa noite’ dos âncoras iniciando e encerrando todas as edições do noticioso global.


MUITA gente responde aos apresentadores, como se eles fizessem parte da família e estivessem ali, em suas casas. E estão, na verdade. Todas as noites, no horário nobre da TV, uma dupla entra na sala das residências desse Brasil enorme transmitindo as notícias do dia - isso há quatro décadas já, ininterruptamente. A intimidade é inevitável.

Na noite do dia 1 de setembro de 1969, Cid Moreira e Hilton Gomes estrearam na bancada do noticiário, o primeiro a ser transmitido em rede ao vivo para todo o país. Em 1972, Sérgio Chapelin (atualmente, no Globo Repórter) substituiu Gomes. Os mais jovens não têm essa memória, mas Cid e Chapelin foram os dois jornalistas que por mais tempo ficaram à frente do telejornal.

As mudanças que deixaram o Jornal Nacional com a cara que ele tem hoje aconteceram em 1996, com a colocação de William Bonner e Lillian Witte Fibe. Lílian permaneceu por dois anos no posto, quando a já esposa de Bonner, Fátima Bernardes, entrou em seu lugar. O casal, desde então, tem a responsabilidade de informar diariamente os brasileiros sobre os principais fatos ocorridos no país e, conseqüentemente, conquistaram a confiança desses fiéis telespectadores.

Num processo que deve ser o mais estressante possível, notícias são transmitidas num formato que muitas vezes questiona-se se é o mais apropriado. Um exemplo: sabe-se que numa época de intensa inflação, quando a insatisfação do povo era enorme, tentava-se amenizar a situação encerrando o jornal com notícias bobas (mas prósperas) sobre nascimento de animais em zoológicos. Há de se convir que pouco importa a muitos cidadãos que estão passando por dificuldades se os macacos de São Paulo estão se reproduzindo em cativeiro, ou não. Na boa.

Nunca tive vontade de trabalhar num telejornal diário justamente pelo corre-corre e pelo grau de importância que esse tem para a corporação, para os interesses e negócios de empresas, para a sociedade como um todo. Já trabalho num programa de entretenimento, que é semanal, de 18 minutos de conteúdo, com equipe mínima (considerando hoje os mais de 4.500 profissionais envolvidos em todo o processo de produção do JN, aqui e no exterior) e já tenho problemas consideráveis, suficientes ao meu ver. Com todo o respeito e admiração, deixo isso a cargo de quem tem vontade para. Minha fome é outra.

As comemorações para esse aniversário começaram há cinco meses, com reportagens especiais mostrando o que foi e quem fez a notícia nesse longo período. Nada de político foi abordado, no entanto, e a explicação é lógica e esperada, conhecendo-se o tom cordial da Rede. Um telejornal que inicia sua transmissão em meio à ditadura militar (inclusive no ano mais duro desse lamentável capítulo de nossa História), deve não só ao povo explicações – se é que me faço clara. Mais fácil enfiar o dedo em outras feridas.

Ao clássico estilo ‘Nacional’, suavizando ao finalizar, encerro de forma amena esse post: Mudaram cenários, apresentadores, repórteres, recursos tecnológicos, penteados e figurinos (e abro um parênteses aqui dedicado à ousadia dos brincos mais compridos hoje usados por Fátima, que dão um toque de maior feminilidade à seriedade necessária ao cargo), mas os 'boas noites' continuam sempre os mesmos – 12.524 até terça-feira.
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  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!