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Thursday, 5 May 2011

in the name of (self-)love


There is nothing worst for a woman than someone asking her if she is pregnant, when indeed she isn‘t. In other words, that means she is fat.

Then, if she has already thought about, this fact represents the deadline to start working out immediately. There are no excuses to evade it anymore.

Actually, even a slight effort to recover health damages is valid. Fortunately, positive physical shifts have happened since visiting often the gym.

Two months later, it is great to hear eulogies when wearing the same clothes which brought in the past doubts about the shape of the body. I confess it is too satisfying, once my ego was massaged. After all, women are silly; they puffed up.

Becoming slimmer increases any self-esteem, letting it swelled as a peacock. That improves inclusively the sex performing. It is not only a behaviour change, but a choise that means so much for life...

Thus, make itself thin is also good for loving.


mockery
(or should I say “cowardice”?)

Weighing against it (literately), there are many kind of sweet temptations. I reckon nobody has pointed them better than Marisa Monte through her song “Não é Proibido” (lyric of her, Dadi and Seu Jorge).

Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,

Uh!

Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.


Ironically, it is one of my favourite ones to workout, likewise most part of those treats appetize me so much - chiefly popcorn and icecream, I confess. Actually, any dessert inspires me to loose weigh as well burn calories while exercising (for sure, thinking about them, that I will be able to eat one day again with no blame).

Tuesday, 23 November 2010

vaselina


Esse post poderia ser sobre a forma mais gostosa de sexo: molhado, besuntado, bem lubrificado; mas não... É sobre pessoas escorregadias.

O que no Rio chamam assim atualmente, no passado, Sérgio Buarque de Hollanda classificou em seu livro Raízes do Brasil como “O Homem Cordial”. Herança dos portugueses, esse comportamento do brasileiro oriundo de uma valorização do que é familiar, não é sinônimo de civilidade de polidez. Vem de cordes, coração. Prima por estar bem com todo mundo.

“É, talvez...”; “Vamos ver”; ao invés de falar “Tchau“, dizer “Eu te ligo” - essa carência, esse medo de ficar sozinho gera, porém, uma imparcialidade irritante e digno de dúvidas quanto ao caráter da pessoa. Gaúcha como sou, fui acostumada com pontos de vista bem definidos, e vejo nesse impasse um problema seríssimo de ordem moral. Falta de integridade. Detesto essas atitudes típicas dos cariocas.

Não sei o que é pior: mentir, omitir ou não se posicionar, fazendo papel de bonzinho com todo mundo. Em todos os casos tu não sabe com quem está lidando! Prefiro tratar com ma pessoa que peque por excesso, dizendo a que veio, àquela que não mostra quem é, o que quer. Meia boca pra mim é pouco, meio termo é insuficiente. Quero de corpo e alma, e de coração também. Por inteiro.

 Admiráveis são aqueles que lutam por seus ideais, enfrentando aqueles a quem se opõem. Nessa vida não dá para agradar a todos mesmo, nunca... Então não vestir a camisa quando mais é necessário é feio. Ficar em cima do muro é uma afronta àqueles da direita ou esquerda. Muito fácil se esconder atrás de uma falsa “camaradagem” a fim de se beneficiar depois, enquanto os outros estão dando sua cara a tapa. Covardia, fraqueza.

Na boa, aproveitando... se é vaselina, vai tomar no c*(!). Literalmente.
*Elas preferem, para manter a “honra”.

Thursday, 18 November 2010

why not?


Clichê: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade, não há”.

Renato Russo assim é, mas as pessoas ADORAM! Gostam de cantar suas letras, repetindo esses refrãos que as estimulam a seguir em frente, a agir. Agora, se o fazem, é questionável.

Por que deixamos passar algumas oportunidades? Por que não vencemos nossos medos e buscamos aquilo que, de fato, queremos. Medo de rejeição, timidez... (o que seja!) isso é realmente mais importante que sermos felizes?

Mais forte, às vezes, é. Impede-nos de avançarmos rumo àquilo que queremos. Mas me pergunto: se é nossa vontade, de verdade, por que não tentamos MESMO? Porque o desejo fica só na teoria? E, na prática, a frustração de não tentado.

Não falo por mim. Normalmente eu peco pela insistência. Vou até o final. Devo ser assim por me arrepender de alguma vírgula que resultou em reticências. Acabo por arriscar hoje em dia, até o final, enquanto houver motivação para tanto, dignidade e força.

Fui meses interessada num cara solteiro que, quando eu decidi me aproximar, começou a namorar outra. Azar? Não... Covardia - minha. Podia ter me antecipado, seguido meu coração antes, meus instintos. Teria dado certo, mas perdi a vez. Cheguei tarde demais.

De qualquer modo, prefiro a breve certeza de um não (ou de um sim) à dúvida eterna do talvez. Para finalizar, mais uma frase de impacto que não sai do lugar-comum: A vida é curta. O que vale é o presente ('presente'? opa! - risos...).

Sunday, 7 November 2010

em algum lugar...


Não ele não está TÃO a fim... Não preciso nem ver o filme para saber (se bem que vou! - a fase pede).

Não é o trabalho, a chuva, tampouco o caso mal-resolvido... falta atitude! - quando um homem GOSTA de uma mulher, de verdade, não há NADA que o impeça, não há desculpa (mesmo sendo covardes como são). Vontade é tudo, rege o mundo.

Palavras ao vento... Já aprendi que eles não são o que falam, mas o que fazem. O telefone não toca e alguma tristeza bate, admito; incertezas não tenho mais no entanto. O que sei é que o amor está em mim, e só falta achar o outro, certo, para brilhar. E esse é quem (me) queira.

Eu acredito. Não adianta insistir. Agora, é “esperar” o melhor que está por vir - quando for a hora. E eu quero. O que é meu, está guardado.

Thursday, 28 October 2010

quem sabe, sábado


Tudo pode acontecer! - e que ninguém questione isso.

Nessa mesma ideia, gosto do slogan da BandNews que diz “Em 20 minutos, tudo pode mudar”. É verdade. O mundo dá voltas… De repente, as coisas tornem a ser como antes lá na frente, mas, até essa hora chegar, MUITA coisa deve (e provavelmente VAI) acontecer.

Bom… mas para colher, tem que plantar! Regra básica. Ninguém ganha na loteria sem jogar! - exemplo clássico, prático. Arriscar é necessário por vezes; pois melhor que ficar na dúvida do que poderia ter sido, é saber que se tentou (até o final, um pouco, ou uma única vez que seja!). Dar com a cara na porta é ruim, mas como saber sem, pelo menos, ter batido?!

É covardia morrer na praia, quase lá... e enganar a si mesmo, infeliz. A frustração da incerteza, do 'talvez', é péssima. Corrói, atrapalha. On the other hand, o bom disso é a possibilidade não descartada, ainda mais se a porta estiver entreaberta. Surpresa, nesse sentido, é o ideal da esperança. E, no fundo, ela sempre resiste. É a última que morre. Talvez pareça não existir mais, mas é forte e sobrevive bravamente até nos mais incrédulos, em corações petrificados já.

Ela é capaz de ressuscitar também, posto que é divina. E a fé move montanhas... Basta uma chance, qualquer oportunidade para tanto. Realmente, a vontade rege o mundo (e o universo conspira a nosso favor)! O segredo é a disposição, a persistência e o foco.

Dito isso, encerro com as palavras do filósofo romano Sêneca (4AC-65DC):
"Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir".

Rumo ao certo... (e pé na porta!) Desistir, jamais.

Tuesday, 1 June 2010

no mundo da lua


Infelizmente, não era lá que me encontrava. Se fosse, teria sido muito feliz... de um jeito diferente. Anos luz se passaram e, onde estávamos nós que perdemos tanto tempo?

Como você agiria se descobrisse, depois de 16 anos, que seu amor de adolescência, seu melhor amigo e confidente, pelo qual você era louca (sem ele saber, claro!), também era apaixonado por você? Arrependida, questionei-me muito sobre tudo o que nos calou durante mais de uma década, impossibilitando, assim, uma linda história de acontecer.

Um nó na garganta e o receio de não ser correspondida não deixaram que eu falasse e assumisse meus sentimentos. Faltou-me coragem de lhe dizer a verdade e arriscar colocar a perder a amizade e o carinho já conquistados. Era mais fácil fingir interesse por outros para chamar sua atenção, tentando causar ciúme bobo, do que me aproximar mais.

Durante longas boas conversas, sinergia, entrosamento, só faltou mesmo a iniciativa nossa de abraço, beijo... embora intenção houvesse. Hoje, eu sei (e reconheço) a importância do toque num relacionamento, de sentir a pele e o calor do próximo com mais frequência e intensidade. Essa foi nossa carência maior, o limite de nossa covardia.

Não ousar acarretou uma vida completamente diversa da que seria se tivéssemos agido com mais sinceridade. Poderíamos ter vivido mais momentos especiais e memoráveis, desperdiçados com terceiros sem tanto valor. Eu teria feito escolhas mais acertadas se tivesse na melhor companhia de todas, além de um conselheiro, meu namorado.

Tantas primeiras vezes a serem descobertas juntos... sem erros. Entregaria-me a ele inteiramente, com toda vontade possível. Mas, de qualquer forma, a parceria se perpetuou. Fomos completos mesmo sem a plenitude do amor – aliás, do sexo (apesar da pouca idade), pois afeição nunca faltou. Era tão forte que sobrevive até agora, inclusive.

Na verdade, numa única noite, entre tantas outras viradas em tratos íntimos a certa distância, aconteceu a coisa mais linda entre duas pessoas que se gostam. Sem dizer qualquer palavra, nossos corpos falaram mais alto e por si. Foi perfeito, a realização de um sonho, a concretização de algo que desejávamos muito, mesmo em silêncio.

Lamento que tenha sido essa a última vez em que nos vimos. Não sei por que, perdemos a razão ao nos acharmos. E, assim, nossa história ficou inacabada... Será que ainda podemos colocar a cabeça (e as coisas), definitivamente, no lugar? Arriscando, um convite: para ele vir conhecer meu atual universo e vivermos um ano a cada dia – juntos, enfim.

Sunday, 23 May 2010

ética alheia


Jamais quero ser a “guria”, “mina” ou “ela” de algum homem!

Pode parecer que ser isso para alguém é legal, mas não é o caso.  Aqui, deixa expressa a fraqueza e a covardia masculina (no caso, dos namorados ou maridos) de dizer o nome da parceira em alto e bom som quando as intenções não são do bem para com ela, mas segundas com outras.

Pode ser mais fácil para eles não ter que pronunciar seus nomes, dizendo simplesmente essas palavras impessoais ao se referirem a elas. Fazem isso como se quisessem esquecer suas existências,  menosprezar sentimentos, amenizar os danos, fugir do erro, ou somente se sentirem mais distantes, menos comprometidos, quase solteiros.

Como companhia, amiga, ‘outra’, ou até mesmo um fantasma do passado a assombrar seus relacionamentos, digo que desaprovo e abomino essa atitude. Gostaria de ouvi-los dizer, num ato de respeito e consciência, quem são essas mulheres – que, eles querendo ou não, estão ao seu lado de verdade. Independente do que aconteça, ou não.

Quem tem ficha limpa no cartório não tem com o que se preocupar, o que esconder e negar. Deve ser o sentimento de culpa; para mim, é questão de ética.

Thursday, 29 April 2010

a raiz do problema

Não adianta!

Por que homens carecas insistem em ter cabelo? – na verdade, os poucos que restam. Ai, HORRÌVEL: careca cabeludo, gente(!), com aqueles fios mais compridos tentando cobrir as falhas, e, por fim, num gran (péssimo) finale, o rabo de cavalo. O ‘ó’, vergonha alheia até... Não acredito como alguém possa se deixar chegar a esse cúmulo do ridículo. Qual o problema em assumir esse ‘estado’ que já deixou de ser (isso se chegou realmente um dia a ser, né?!) um problema.

Por que não raspam inteiramente a cabeça, ficando mais sexy, mais másculos até? - eles já são, normalmente, cheios de pelos mesmo! Confesso que já cheguei a imaginar, olhando alguns bobões desses por aí, como ficariam mais bonitos e atraentes se passassem a máquina no coco. Mal eles sabem que seus traços de macho se sobressairiam e a falta de cabelo nem seria notada – aliás, seria uma ALIADA. Sugeri tal solução a vários conhecidos, baseada em relatos de diversas amigas, papos de mulher, e até matérias em revistas a respeito - masculinas e femininas. Espero tê-los ajudado.

Não entendo, sinceramente, como isso possa mexer ou até mesmo abalar a autoestima deles, sua masculinidade. Por vaidade? Fala sério! Por me atrair, pra mim, não tem coisa mais covarde que tentar fugir do inevitável, recorrendo a um implante, por exemplo. O cara prefere (e vai) deixar de ser careca para ter seu couro cabeludo repleto de pentelhos! (repito: p-e-n-t-e-l-h-o-s - do que o ser humano é capaz!) Olha a ironia... e, ainda, passível de ser notado tal recurso, pois, mesmo que tentem, muitas vezes eles não conseguem reflorestar por completo e exatamente como eram antes as serras peladas e os desmatamentos.

Conheci recentemente em São Paulo um grupo de homens engajado com a causa, o Clube dos Carecas. Foi divertido ouvir os relatos daqueles sujeitos que encaravam com muito bom humor a situação, os fatos. Com eles, fizemos uma matéria sobre a predileção de algumas mulheres por esse nicho, e num tom mais erótico, se lá nos “países baixos” elas preferem assim também. Mais informações sobre a turma e os quês de ser assim no site do Clube dos Carecas.

Primeiro, escrevi sobre o Bruce Willis esta semana (ai, ai...), um dos melhores exemplos de um espécime careca LINDO, que agrada a maioria das fêmeas – é praticamente uma unanimidade; depois, cabelos brancos... quando citei que acho péssimo quando homem velho pinta os cabelos, evitando os fios prata, ou pior: careca, que usa peruca! (acreditem, tem vários assim na rua! Normalmente, uns tiozinhos já). Agora, a mula rugiu inteiramente sobre eles, que, por sinal, lhe agradam MUITO.

Encorajo-os e os estimulo, afirmando que mulheres GOSTAM de homens carecas. Eu, pelo menos, NUNCA ouvi de uma mulher que não gostasse, mas sei que muitas não devem se sentir atraídas por eles. Normal, isso acontece com qualquer característica, inclusive – gordo, magro, alto, baixo, com bigode, barba, pelo no peito, cabelo comprido, depilado ou não... Cada um tem seu gosto, mas o que é inquestionável é a quantidade enorme de pretendentes interessadas em cabeças lisas existente. Não ignorem isso.

Se é dos carecas que elas gostam MAIS, eu não sei, mas encerro expondo que o x da questão (dessa, e de outras TANTAS...) é sempre tentar tapar o sol com a peneira.

Sunday, 11 April 2010

mais forte que a gente


Um sujeito está dirigindo um luxuoso Mercedes Benz quando o pneu fura. Ao tentar trocá-lo, descobre que falta o macaco.

– Bem, vou até a primeira casa, e peço emprestado – pensa, enquanto caminha em busca de ajuda.
– Talvez o sujeito vendo meu carro, queira me cobrar algo pelo macaco – diz para si mesmo.
– Um carro como estes, e eu precisando de macaco, ele vai me cobrar dez dólares. Não, talvez cobre cinqüenta, porque sabe que eu preciso do macaco. Ele vai se aproveitar, talvez cobre cem dólares

E, à medida que anda, o preço vai subindo. Quando chega na casa, e o dono abre a porta, o sujeito grita:

– Você é um ladrão! Um macaco não vale tanto! Pode ficar com ele!

Qual de nós pode dizer que nunca se comportou desta maneira?

COELHO, Paulo. Maktub. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. p. 164.
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Sobre o questionamento do mago, afirmo (e lamento) que, muitas vezes, armamos-nos contra fantasmas que nós mesmos criamos, internamente, em cima de medos e frustrações pessoais nossas. Esse pré-julgamento individual é ruim porque pode não condizer com o sentimento e intenção alheios, com a troca a se fazer com o outro. É egoísta, covarde, e talvez seja equivocado também.

Reconheço que só perco quando ajo assim porque posso estar sendo injusta, supondo coisas, comportamentos, retornos, respostas... quando não me pertence esse direito. Atacar para se defender é um erro, e sofrer por antecipação só faz mal. Não sou fã do escritor, mas sempre me lembro desse trecho do único livro dele que li, quando crio monstros na minha cabeça.

Nesses casos, imaginação fértil pode ser sinônimo de brigas e afastamentos infrutíferos. Uma simples conversa esclarece qualquer dúvida, permite que a vida flua como deve ser - sem grilos, nóias e algumas incertezas. Não devemos alimentar esses devaneios e angústias, porque tendem a ganhar proporções gigantes, dominando-nos, fazendo com que percamos o juízo e a razão.

Cuidado. Pode ser perigoso, arrisacado, prejudicial, ser um(a) gato(a) escaldado(a).

Wednesday, 27 May 2009

(en)fin


Já faz um ano que ela se apaixonou perdidamente pela última vez.

Foram dias intensos aqueles. Noites solitárias, mas repletas de fantasia, sintonia e um bem-querer que enchia suas vidas de graça. Aquele homem a conquistara com sua voz melódica, e pela certeza em a querer. O namoro foi à distância e o rádio (e o telefone), o elo entre eles.

Estiveram juntos poucas vezes. Viviam um mês em um dia em viagens dela para vê-lo. Não se conheciam direito. Foi uma aposta grande. Era sorte demais terem se achado. E foi. Foi maravilhoso. Tinha tudo para ter dado certo.

A vontade de estar junto era muita e a saudade, demais. Em quatro anos ela não tinha antes pensado em voltar para sua cidade natal que pouco visitava, mas com o amado longe... só restava aparecer uma boa oportunidade de trabalho para o retorno ser ideal. Será?!

A chance de viver a dois uma vida sempre almejada a agradava - casa na zona sul, labradores correndo na grama, aquecedor e chuveiro a gás para os dias frios... tudo QUASE perfeito. Mas por que ELE não poderia vir a seu encontro? Seria pedir demais? Dúvidas começaram a assombrá-la.

Um rio de possibilidades o esperava ao lado dela. Era O sonho: casa com grama no Recreio, Elvis e Elis no quintal latindo, moto para fugir do trânsito, toalhas pretas no banheiro, uma melhor remuneração talvez... só dependia DELE. E o que ele estava fazendo ao invés de tentar? Aguardava o quê?

Segundo Schopenhauer a vontade rege o mundo, e faltou coragem ao príncipe em seguir em frente, em mudar. Teve medo. Uma noite, numa boate, na fila do banheiro, ela leu um poema na parede e se colocou a chorar. Era sua história contada pelos versos de outro. Um alguém tão covarde quanto ele.

Nada!
Como é longe...
Como é longe...

Um rocha me empurra pra trás
Um peso na consciência me empurra pra frente

Esse peso é ela...
Essa rocha sou eu


Quinze dias se passaram e ele sumiu. Depois de uma entrega toda, ele a deixou sem dizer uma palavra. Ela já havia desistido antes, de longe, após gastar todos os seus argumentos e forças em tentar traze-lo para uma vida menos ordinária, mas ficou surpresa e chateada com o silêncio do rompimento. Cansou-se à toa.

O relacionamento durou menos de quatro meses e custou mais de quatro mil. Sem ele, seguiram-se mais de dez prestações em contas herdadas pela força de uma paixão louca, efêmera. Hoje, ela está livre e se sente feliz, mesmo sem os cães - que virão, mas com outro dono.

Um ano e tudo acabou, enfim. Ele é passado. Ela, sou eu.
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passatempo

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  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!