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Tuesday, 22 June 2010

banho de água fria


Queria ter visto a cara do ditador Kim Jong-Il, não só por ele ter assistido ao vivo o jogo realizado ontem em que a Coreia do Norte perdeu para Portugal, mas por ter deixado todo seu povo ver tais imagens.  A confiança excessiva depois do gol contra o Brasil em sua estreia no campeonato o traiu.

Foi uma "mal-sucedida" exceção, pois a população de lá só teria acesso com atraso de um dia ao que o chefe de estado mais totalitário da atualidade libera  para eles depois de analisar o conteúdo - inclusive os lances da Copa do Mundo. Isso SE ele permitir, claro! A censura de seu regime socialista é MUITO forte, mas o bloqueio foi furado desta vez - literalmente.

Os motivos de veto são qualquer manifestação de oposição ao atual governo, ou razões de humilhação à nação. Esta última seria sua maior preocupação e/ou principal desculpa para impedir a veiculação da partida se pudesse antever o resultado, já que os lusitanos ganharam numa goleada histórica de sete a zero contra eles. Ah, se arrependimento matasse...

E para completar o "baile", sua vizinha, meio-irmã e rival Coreia do Sul se classificou hoje para as oitavas de final. Esse vexame futebolístico foi um banho de água fria no otimismo dos norte-coreanos, obrigados e convencidos a SEMPRE defender a “supremacia”(?) de seu pequeno e notável país.

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*Se de um lado falta informação e liberdade, do outro sobra:

Só resta agora a imprensa marrom dos Estados Unidos tirar um pouco o foco do Irã e se aproveitar do ocorrido para conseguir apoio, assustando nossos colonizadores sobre qualquer possibilidade de uma retalhação nuclear. Estou brincando, mas tratando-se da potência bélica, NUNCA se sabe... [risos]

Sunday, 6 June 2010

um terror!


Ainda em tempo...

A atenção norte-americana (para não dizer ‘mundial’) estava voltada, mais do que à socialista Coréia do Norte, ao Irã e seu possível e provável interesse em ter uma bomba atômica. Motivos os islâmicos tem, afinal Israel a possui, além dos nem tão amigáveis Estados Unidos – os únicos até agora a usarem contra um alvo civil (o Japão, em agosto de 1945, sob as cidades de Hiroshima e Nagasaki).

Durante a Guerra Fria, outros países como Rússia, China, Reino Unido, França, Índia e Paquistão também se tornaram potências nucleares. Interessante isso, porque o que ocasionou essa corrida armamentista foi justamente o medo dos inimigos/rivais possuírem tamanha força. Mas depois, com o avanço e o perigo de uma guerra nuclear que acabaria com o planeta, de uns anos pra cá houve um retrocesso nessa produção, e a preocupação pacifista (?) tem se sobressaído.

Pois bem, esta semana Israel ganhou as manchetes do mundo inteiro por atacar em águas internacionais navios de ajuda comunitária a Gaza, na Palestina. Injustificável tal ofensiva. Não tenho nada contra o povo hebreu, fora o fato de travarem uma Guerra Santa, resistindo em devolver aos vizinhos sua terra, que embora não “prometida” aos palestinos, a eles pertenciam antes de chegarem as tropas israelenses, com apoio dos ianques.

Hoje, esse que era para ser um estado palestiniano-árabe, está dividido em três partes dominadas pelos judeus (o Estado de Israel, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza). Esse absurdo, considerando-se o fato de a maioria da população ser de origem árabo-palestina, trava uma disputa territorial e religiosa desde 1967, quando foram ocupadas essas duas últimas áreas citadas. Nem lei internacional, muito menos determinações das Nações Unidas e dos antigos colonizadores britânicos conseguiram impedir essa injustiça.

Passados 40 anos de confrontos, ainda hoje essa disputa gera um derramamento de sangue na região. O útlimo foi esse, classificado como um ato terrorista (termo comumente tão usado para designar ações contra os EUA e os semitas). Parece que, finalmente, os olhos do mundo estão abertos, percebendo as más intenções de Israel. Ainda bem que, atualmente, até mesmo o grande imperialista começa a se opor a essa barbaridade.

Infelizmente, outras como essa ainda acontecem, vide Tibet e o País Basco, por exemplo. Que esses lugares, como foi o caso de Kosovo, em 1999, consigam sua autonomia contra o terror que é viver sendo governado e tendo sua cultura exterminada por razões políticas, economicas e religiosas. A mula ruge pela vitória da liberdade, SEMPRE!

Thursday, 6 August 2009

anti-rosa


Serão necessários 75 anos, de 1945 a 2020, para que o mundo esteja livre das armas nucleares? – essa é a proposta da organização Prefeitos pela Paz, presidida por Tadatoshi Akiba, atualmente à frente de Hiroshima, que há exatos 64 anos foi atingida pela primeira vez na História por uma bomba dessa potência, mortal. E quantas mortes foram necessárias até hoje para que se tenha certeza dos malefícios desses recursos?

Com certeza nem as 80 mil vítimas instantâneas, nem as mais de 188 mil que sucederam devido à radiação, aumentando drasricamente o número total, foram suficientes para que um basta fosse dado sobre o problema. E se formos esperar ainda pelo fim das mais de 235.500 vidas supérstites, que se mantem sob seqüelas incuráveis daquele fim de Guerra (ou seria melhor dizer início de outra - da Guerra Fria?)? Serão mais de meio milhão de almas perdidas numa única tomada de decisão, num apertar de botão.

Chega de culpar o general-brigadeiro Paul Warfield Tibbets Jr., comandante e piloto do bombardeiro B-29 Enola Gay, que lançou a bomba contra a cidade ao sul da Terra do Sol nascente. Esse, embora tenha dito que dormiu sem dor na consciência durante os 62 anos que viveu após ter perpetuado centenas de milhares de destinos com a morte, tem o peso do título de maior executor coletivo até hoje sobre ele.

Criticam e crucificam os governantes do Irã e da Coréia do Norte, por buscarem nesse tipo de armamento, poder de destruição suficiente para amedrontar a maior potência mundial, único país a utilizar tal recurso não uma, mas duas vezes consecutivas, e contra alvos civis. Supõe-se que nem Iossif Vissarionovitch Djugashvili, mais conhecido como Josef Stálin, o bicho-papão do comunismo pós-guerra, sob o regime de Partido Único, cometeu tal atrocidade num ato só.

O tiro saiu pela culatra! Se com os ataques às cidadezinhas japonesas o objetivo era o de intimidar a União Soviética, a missão fracassou. Ao invés disso, o que ocorreu foi a maior corrida armamentista da História, e o conflito entre duas potências como consequência. Mas a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética nunca aconteceu de fato, por isso seu nome, devido ao temor instaurado por cientistas quanto aos terríveis efeitos que uma guerra nuclear causaria ao planeta.

Hoje, o Japão pede ajuda aos Estados Unidos, seu carrasco no passado, numa tentativa de se fortalecer junto a essa chamada ‘Obamaioria’ – que nada mais é do que uma junta de poderes que conta com a participação de mais de três mil cidades de 134 países, 55 delas latino-americanas. Tais informações estavam no discurso de Akiba, 64º aniversário do lançamento da primeira bomba atômica, diante de milhares de pessoas reunidas hoje no Parque Memorial da Paz de Hiroshima.

É triste tratar de um assunto tão delicado, de uma página tão cruel de nossa História. Sempre quando me lembro desse fato, impossível não vir à mente a canção de Vinícius, cantada pelo Secos e Molhados, Rosa de Hiroshima – nome dado em alusão à grande bola de fogo criada nos céus em função da explosão da bomba:

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

No final das contas sempre quem sai perdendo em qualquer guerra é a população (civil), inocente, indefesa. Os poderosos sempre se entendem, mesmo em meio aos conflitos. A escolha de Hiroshima e Nagasaki, duas cidades sem instalações militares, obedeceu ao mesmo critério intimidador de matar pessoas que fazem parte da massa. Quanto mais inocentes forem as vítimas, melhor. E assim o mundo ‘ganha’. Que mundo? Mundo de quem? Quem ganha? Ganha o quê?

Não sei MESMO. Eu sou anti-rosa.
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