Portuguese French Spain Italian Dutch Chinese Simplified Arabic Russian
Showing posts with label Lancheria do Parque. Show all posts
Showing posts with label Lancheria do Parque. Show all posts

Wednesday, 24 November 2010

- Hein?!


O que acontece?

Gaúcha como sou, antes e acima de ser brasileira (justificável historicamente e compreensível por aqueles tantos povos que foram obrigados a permanecer ligados a uma república ilegítima, da qual foram obrigados a fazer parte por questões políticas e de interesse central e não por afinidades, culturalmente), entendo a fábula do 'Balde de Siri' que assombra os gaúchos em sua realidade, "impedindo-os" de deixar o pago, a querência amada.

Compreendo a esranheza e a zoação do resto do país, uma vez que a eles falta esse sentimento, laços maiores que em outro lugar qualquer, assim como respeito a decisão afetiva dos nossos. Não concordo totalmente, entretanto, pois meus horizontes vão além sul - tanto, que desgarrei. Fui conquistar outros terrenos, meu espaço, pé na estrada, de coração aberto. E me apaixonei pelo Rio.

Demorei para me acostumar com o novo jeito de ser informal. Não foi de uma hora para outra para me sentir de fato "em casa". Sentia saudade. E, por anos lamentei o fato de artistas e bandas como a Ultramen, por exemplo, não virem para cá e serem sucesso nacional. Talento tem para tanto, o que falta é coragem de ultrapassar fronteiras, cortar o corsdão umbilical e enfrentar a ponte-aérea Rio-São Paulo. Exterior então, fora Argentina e Uruguai, é outro planeta!

Nei Lisboa sempre me pareceu um caso de auto-omissão, de preferência pelo anonimato brazuca, opção pelo reconhecimento local. Enquanto isso, seus súditos despatriados aguardavam ansiosos uma visita musical sua (vide Vitor Ramil), o aconchego saudosista de ouvir sua voz doce em lindas canções que falam nossa língua, sobre a terrinha, de um tempo que vivemos por lá - "Berlim, Bomfim", ou aqueles "Verdes Anos" e por aí vai... Outra época, que não volta mais (e também outras belas letras que nos lembram o amor).

Não é uma questão de dar as costas para o que importa, de esquecer o passado, as raízes, patriotismo, bairrismo, de perder o orgulho de ser gaúcho (ou seja como for... tchê), e sim de AGREGAR. Só é este um comportamento próprio nosso, questionável e criticável, mas defendido por muitos que optaram por lá ficarem para sempre, puxando uns aos outros para dentro do balde novamente, sem deixar nenhum siri escapar. Vai que, saindo, dá certo...

Pra mim deu. Ganhei o mundo e não perdi a essência.
_________________________________________________________________

Fã assumida, cantei ontem, entusiasmada, todas as músicas no seu primeiro show em turnê no Rio de Janeiro. Foi no Rival, num climinha bem dentro de sua proposta intimista de ser. Em 2005, fui ao festival Brasil dos Gaúchos só para assisti-lo. Boa apresentação, mas não completa como esta foi... Opa! NEM tanto: ele não cantou nenhuma do Hi-Fi. Mas ok, ganhei um CD autografado e rimos lembrando da lancheria - tomar vinho e ver a bunda das pessoas a passar. Tá valendo (sempre!).

E para encerrar, uma meia "Confissão":

...
E eu vejo a vida vindo ao meu encontro
E vejo agora o que amanhã chegar
Eu tenho os olhos sobre o teu encanto
E tudo a desvendar


Os quatro cantos desse mundo
Eu tenho a febre feita de alcançar
E tenho a força bruta das palavras
Ditas para amar


...
E eu tenho o sol guiando meu caminho
E tenho as senhas pra te conquistar
Eu tenho o norte sob o fio da espada
E cada dia a me esperar


Nos quatro cantos desse mundo
E tantos quantos tenha de alcançar
Eu tenho a sorte de viver cantando
E o céu a me ajudar

Thursday, 22 October 2009

o X da questão


Há dias só penso numa coisa: em comer X coração - com x mesmo, embora também se escreva popularmente 'xis'. A letra se refira ao som da palavra cheese (queijo, em inglês). Chego a sonhar com isso, tamanha vontade e a expectativa de chegar a hora. Sou apaixonada, não nego. Suculento, giga, bem gordo... salivo só de pensar! Dedico a ele esse texto de hoje.

Infelizmente, não existe a cultura do coraçãozinho no Rio, tampouco a do X. Na verdade, até tem uma lanchonete no Catete (Tchê Lanches) que vende o ‘veneno’, e a um preço ótimo. Vale pela iniciativa, mas não é a mesma coisa que os clássicos gaudérios. Meus preferidos são os da Lancheria do Parque e também o do Cavanhas. Mas encaro qualquer um na boa - aqui, em Porto, onde for. Sempre arrisco.
Para quem não é gaúcho, acostumado a essas big excentricidades de nossa fat gastronomia, vou explicar mais sobre esse que é meu sonho de consumo estando longe da querência, uma das coisas que mais me fazem falta aqui hoje e que me deixam com saudades do sul. É bem simples, na verdade... e uma delícia!

Ingredientes:

Pão


Tem que ser específico, grande, do tamanho de um prato lanche. Eu prefiro pão cervejinha, porque fica mais crocante, mas pode ser ‘massinha’ também.

Recheio




- coração de galinha (VÁRIOS, espalhados por toda a superfície do pão)
- maionese
- tomate picado (pode ser em rodelas também, mas para comer na mão o sanduíche é melhor que venha em cubinhos)
- alface
- milho verde
- ervilha
- ovo frito (pode pedir sem também)
- queijo (mussarela ou prato/lanche)
- catchup e mostarda a gosto (no meu caso, só o vermelho... e olhe lá!)

Frita-se o ovo e, assim que pronto, coloca-se uma ou duas fatias de queijo em cima. Enquanto isso, os corações também são preparados na chapa quente. Corta-se o pão na metade, e na parte de baixo, passa-se MUITA maionese. Depois, coloca-se uma ou duas folhas de alface, tomate cortadinho, milho, ervilha e o coração - que ficará por cima de tudo, preenchendo toda a área do pão. Por cima do coração, vem então o ovo e o queijo. Tapa-se o monstro e pronto: chapa nele!

Pode parecer péssimo, mas é uma iguaria. Amo. Há ainda os X “baleia” mais calóricos, como os que tem bacon ou calabresa, lombo de porco ou pernil, ou tudo junto misturado (num ‘X tudo’ MEGA). Já comi muitos... Hoje, não dou conta nem da metade, confesso. Mas admito que uns pedacinhos de bacon dão um tchan todo especial ao sabor do coração (o que é um peido para quem tá cagado, não é mesmo?!).

Como a maioria dos sanduíches apreciados no Rio Grande, esse prato (sim, porque o X Coração é tão grande que vale por uma refeição MESMO) é feito na chapa. Vem prensado – o que é ótimo porque evita que todos os milhos, ervilhas e afins caiam para todos os lados enquanto comemos segurando-o com as mãos. Os tímidos que preferirem, podem come-lo no prato, com auxílio dos talheres.

Hoje é dia de me esbaldar e acabar o que estava me matando... a saudade! Depois desse chute no estômago, uma Polar estupidamente gelada para brindar com os conterrâneos o que o sul tem de melhor. Adoro esse ritual. Desde que desgarrei, sigo o protocolo direitinho em todas visitas que faço. Facchini e Ildo que aguardem a mim e à ‘(Gram)Polinha’ na Lanchera logo mais, à noite! Culpa dele.

Hasta!

*para poder visualizar melhor o X em questão, olhem as fotos das diversas opções de X (mas contemplo o de minha preferência, claro) no site de uma lanchonete do Menino Deus, o  Agápio Lanches.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!