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Monday, 3 December 2012

lusarab

It's impressive how similar we, Brazilian people, descendants of Portugueses, are in relation to Arabs. Namely concerning gastronomy.

Some ties I've noticed:

- Cabagge;
- Condensed milk;
- Esfihas;
- Kibes;
- Lentils;
- Olive oil (in Portuguese: azeite, from the Arabic az-zayt)
;
- Oranges (in Portuguese: laranjas, from the Arabic naranj);
- Rosemary (in Portuguese: alecrim, from the Arabic al-iklil);
- Sirup (in Portuguese: xarope, from the Arabic xarab);
- Sugar (in Portuguese: açúcar, from the Arabic as-sukar)

More:

- Blue (in Portuguese: azul, from the Arabic al-lzaward);
- Cotton (in Portuguese: algodão, from the Arabic al-kutun);
- Custom (in Portuguese: alfândega, from the Arabic al-funduq);
- Market/warehouse (in Portuguese: armazém, from the Arabic al-Makhzan);
- Migraine  in Portuguese: enxaqueca, from the Arabic xaqiqa)
- Tile (in Portuguese: azulejo, from the Arabic al-zuleij)


Among lots of other examples...

Well, it's natural. Moors invaded Portugal from 8th century... Something always remains, in different branchs.

Actually, even in both languages we detect a huge association. Probably, the fact of living abrod has enabled me to distinguish and recognize such parity more easily.

Friday, 9 November 2012

love it


Soup is the salad of winter.

(Sorry, Mafalda, but your mom is right about that... It's good!) 

Saturday, 6 October 2012

dada

"Je n'aime pas le poisson!"

(cependant, il mange ça environ trois fois par semaine, puis en
différents plats, à sa faim!)

Caprice... Après tout, c'est à son goût!

Des préférences sont, par fois, seulement des idées fixes qu'on a dans la tête. Néanmoins, sont justement celles qui déterminent toute notre vie quotidienne.


À la première opportunité, tout change, quand même... Tant mieux! 

Wednesday, 3 October 2012

danse gastronomique

Salades, hamburgers 'maison' (de bœuf ou de porc),  filets de poissons, sandwiches à l'œuf frit ou aux tomates et oignons,  croques-monsieur, œufs bénédictines, grilled cheeses, tacos,   poulets marinés au vin blanc ou tikka masala,  lasagnes d'aubergines ou de courgettes, pâtes (à la carbonara, à la sauce à spaghetti ou pesto), légumes grillés, saucisses miel et ail, saumons au jus d'orange, riz aux poireaux, crevettes, fondues, sauces hollandaises ou aux champignons, viandes panées, lentilles, patates pilées ou écrasées au fromage, sandwiches à la crème glacée,  gâteaux, 'caipirinhas', des jus, thés glacés, cafés (brésilien, au lait, à la crème ou cappuccino glacé)... Tout ça, chez nous, goût l'amour! 

Alors, on en profite.

C'est le festin de "Vavette"! 

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Malheureusement, on ne fait pas (encore) du sushi à la maison.

Miam-miam... mesant que j'ai hâte! 

Bientôt, au restaurant. 

Friday, 6 July 2012

dutch sky

I always knew that dutch paradise is orange... 

As has happened since then, I discovered with my husband (at that moment my "chum", trying to impress me) la sauce hollandaise, in French.

It's creamy, dense, fort, heavy and, of course, fatty! Delicious. Furthermore, it matches perfectly with eggs, toasts and bacon (le méchant, which it's simply vicious!).

Well, while eating everything together, it seems we're in the heaven... the north-american one, indeed.

However, it was necessary come here, furthest, to taste it. Cruel. As it must be, though.
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How to make it? Here.

Monday, 9 January 2012

killing it

EVERY time I see people breaking spaghetti before putting it in boiling water, or even when, already cooked, they cut it on their plates, this hurts me so deeply! I admit.

My (Italian ancestry obligates me to start a) campaign: DO NOT do that! Please, use the spoon in order to help you to roll up it around the fork.

It's not difficult! Furthermore, it's the protocol.

Friday, 29 July 2011

lucky me!


It's incredible how the universe conspires in our favor... (I trust blindly in that!)

So, it’s better strike while the iron is hot, not slipping a fair opportunity like that.

Thus, bon appetit!

Thursday, 19 May 2011

my findings


Gastronomically, each year a different one!

I was so lucky to had discovered aspargus last February... Served with calamari stuffed by shrimps as well as soaked by soy sauce, it's “simpy” delicious! - a real Chinese delight (a speciality of a famous restaurant in Amsterdam).

The green or the white one? I still have no preference about that, only a starving palate for tasting new savours.

In 2010, was the time of lychee. Terrific! - especially in (Brazilian) ‘caipirinhas’ with sake in spite of vodka or cachaça.

Since 2006 (when I started eating elephant garlic), I've been loving those flavours and disclosures! Hummmm...

Wednesday, 18 May 2011

informal winter


Finally the cold has came. It’s pretty freezing here, for Rio’s patterns. As it is said, “E o inverno no Leblon é quase glacial(in English, something as “and the winter in Leblon is nearly glacial”)... almost that, once Cariocas get to use even gloves! - believe it or not.

Actually, even with all exaggerations typically carioca, ‘winter’ is an informal truth. Not quite one, though, considering the “low” temperature  (of pleasant 15° C!).

Take it easy, it’s (still) autumn! - and there are many both delicious and interesting things to enjoy during this soft season.

Tuesday, 21 September 2010

conheci um peixinho...


Pois é, embora tenha passado minha vida inteira, até então, vendo aqueles dois peixinhos cruzados na logomarca de malhas famosa por suas camisetas básicas, nunca tinha me ligado que esse era justamente o nome da espécie deles.

Como saber também? Um dia, numa feira de rua em Amsterdam, a ser convidada a provar a iguaria, típica do lugar, e questionar sobre como se escreve aquele nome que nada parece com sua grafia... Simples assim, mas especial. Adorei a experiência (amo saber mais e mais, conhecer novas coisas), mas confesso não ter me apetecido muito por ser cru e servido junto a pickles. Acho que fritinho (bem ao estilo brasileiro), iria ter gostado BEM mais.

Se está no inferno, abrace o capeta! Com certeza o que eu mais comi em Amsterdam foi peixe, aproveitando o que a cidade oferece de melhor e a um bom preço.  E confesso que enfiei o pé na jaca a respeito: todo dia era, no mínimo, um McFish (a dois euros), aqui chamado de "Fillet-O-Fish". Não sei se aguentarei mais comer no Brasil com tanta frequência... Mas mesmo que tarde, fantástico foi ter descoberto que vendem camarão empanadinho baratinho também. Uma delícia.

Mas que venham outras marcas, outros sabores a provar... O pirata da Puma, por aqui, já rolou: "Fuma"! 

Tuesday, 3 August 2010

foodida


Molhos, saladas, temperos, carnes, modo de preparo, segredo do chefe... fruta, bebida, gelo, leite condensado, batida, drink... mais uma dose e, se for chope, faz espuma! Clica,  prova, escreve... O que mais sai? Quanto custa? Abre aos domingos? Que horas fecha?

Um universo amplo, interessante, diferente mas básico - como sexo. Aliás, comer é um prazer também. Gastronomia é gostoso, mas sem tanta malícia. É um meio mais requintado, familiar até, eu diria. Muito tem a se desvendar nessa floresta de folhas encontrada nos pratos às mesas...

Além de uma enorme área para desbravar, é novo e instigante o desafio que surge ao procurar entender mais de refeições, os lugares que nos servem, e apreciar degustar com um paladar curioso e novo. Legal quando se faz isso pro bem, de forma saudável, agradando a clientes, mídia e a nós mesmos.

Food(er) é ótimo. Magnifique!

Friday, 16 July 2010

senhora gula


Minha vida está assim no momento: dividida entre gastronomia e sacanagem. Isso não é ruim (de maneira alguma!), bem pelo contrário... É um delicioso desafio. De qualquer modo, a fome e/ou a vontade de comer prevalece.

Eu dou conta, claro, mas haja estômago! (e digestão...)

Tuesday, 13 July 2010

a arte de apetecer


Comer, comer...

Heavy working.

Como tornar os alimentos mais atraentes e interessantes aos olhos do outros? 

Responda-me como!

Sunday, 4 July 2010

amor e morte


Não pode... (!) O resultado do exame deve estar errado. NÃO  quero ser alérgica a ovo, please! Amo DEMAIS - frito, cozido, poché, mexido, de codorna, omelete etc etc etc.

Tudo bem que não sei desenhá-lo, mas sou expert em inseri-lo nos mais diferentes pratos. Como com TUDO o que posso, e ainda misturado, como ingrediente de receitas básicas.

São 28 anos devorando o alimento. Sinceramente, estou desolada. Vai ser cruel ter que cortá-lo de minha dieta, em definitivo. Pior que isso, só se fosse leite!

Wednesday, 24 February 2010

à mexicana


Depois do Cevaria, pela segunda vez na vida pude comprovar que minha força agrega bastante. Atendo de uma excelente forma - o suficiente para um bis. Sagacidade não me falta nesse tipo de trabalho em que tenho que lidar com público, tratá-lo bem, e ao mesmo tempo vender, oferecer o melhor serviço, o melhor de mim. É dom. Tenho os ingredientes essenciais!

Goedenacht”, “Alsjeblieft”, “Dankveel”, “Geen Dank”, “Smakelijk Eten” - se em poucas horas peguei a manha, imagina em mais tempo... (!) Sobraria Vavá até para a cozinha de base (que eu ADORO fazer). Diferente da maioria, que vislumbra certo glamour, admito que não me vejo montando pratos para serem servidos. Prefiro pegar na massa, preparando aquele molho maravilhoso que todos elogiam ao pedir a conta (como já acontece atualmente, com a expert responsável).

Fazer as coisas acontecerem sempre foi minha especialidade como produtora. Sendo jornalista, tenho capacidade de sobra para assessorar qualquer restaurante, administrar sua comunicação – em paz, ou não. Pacífico e com Café, seria ótimo poder mostrar ao mundo a excelente mistura da exótica e apimentada comida mexicana com o ritmo brasileiro, o sotaque espanhol, a civilidade holandesa e a cosmopolita sexualidade do endereço, num ambiente bem familiar. Reservas, segundo andar cheio e fila de espera: ideal!

Com toda a graça e o carisma - essenciais, e sem qualquer fantasia, segundas intenções e petit garçons para embaçar, eu sou mais eu! Com MUITO ainda o que aprender, mas sem falsa modéstia, entre margueritas e burritos, já somos sucesso! Aguardem cenas dos próximos capítulos dessa novela em que tudo é sofrido, mas que sempre termina com um final feliz. Confiem. ¡Arriba! ¡Arriba!

Wednesday, 9 December 2009

soco no estômago


Depois de três intoxicações alimentares, tomei uma decisão importante em minha vida, e cruel (considerando-se toda a paixão envolvida): vou tentar abandonar o camarão!

Tarefa difícil será cortar o crustáceo de minha dieta, afinal minha primeira opção em termos de comida é sempre qualquer coisa que tenha o dito cujo (empada, risoles, pastel etc.). Mas não é impossível, pois a partir de agora – e depois de mais um susto, vejo que é uma questão de RESPONSABILIDADE minha e para com os outros, que sofrem junto quando passo mal, tendo que me socorrer, me ouvir... me cuidar mais.

Não prometo que essa separação será definitiva, mas afirmo que “se é para o bem de todos e felicidade geral da nação”, digo ao povo que vou maneirar nos lagostins – mesmo contra minha gulosa e apetitosa vontade. Essa é uma atitude racional, como foi a tentativa de introduzir o iogurte diariamente no café da noite. O processo será a longo prazo, mas se dará!

Nunca tive alergia a camarão, mas como MUITO e então a probabilidade de dar uma 'm' ingerindo tal alimento tão delicado, de tão fácil rejeição estomacal, é altíssima. E foi assim que em 27 anos fui levando como pude: entre banheiros e chás de boldo, buscopans na veia e emergências de hospital... Para minha sorte, nunca tive nada na pele! – pelo menos disso ele me poupou.

Em todo mal-estar, um soco no estômago, um castigo divino – tratando-se de meu prato preferido. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Quanto a esse preço, passo a me questionar até que ponto vale a pena pagá-lo. Cansei de me auto-punir com um capricho tão gostoso, mas pequeno perto da maravilha que é se sentir bem. Só quando estamos mal é que valorizamos nossa saúde, como é boa a sensação de bem-estar.

Chega de dar murro em ponta de faca! Isso é coisa pra louco...
*(minha mãe vai ficar feliz quando ler esse post. Mentalmente vai fazer um 'ufa!' aliviado)

Thursday, 22 October 2009

o X da questão


Há dias só penso numa coisa: em comer X coração - com x mesmo, embora também se escreva popularmente 'xis'. A letra se refira ao som da palavra cheese (queijo, em inglês). Chego a sonhar com isso, tamanha vontade e a expectativa de chegar a hora. Sou apaixonada, não nego. Suculento, giga, bem gordo... salivo só de pensar! Dedico a ele esse texto de hoje.

Infelizmente, não existe a cultura do coraçãozinho no Rio, tampouco a do X. Na verdade, até tem uma lanchonete no Catete (Tchê Lanches) que vende o ‘veneno’, e a um preço ótimo. Vale pela iniciativa, mas não é a mesma coisa que os clássicos gaudérios. Meus preferidos são os da Lancheria do Parque e também o do Cavanhas. Mas encaro qualquer um na boa - aqui, em Porto, onde for. Sempre arrisco.
Para quem não é gaúcho, acostumado a essas big excentricidades de nossa fat gastronomia, vou explicar mais sobre esse que é meu sonho de consumo estando longe da querência, uma das coisas que mais me fazem falta aqui hoje e que me deixam com saudades do sul. É bem simples, na verdade... e uma delícia!

Ingredientes:

Pão


Tem que ser específico, grande, do tamanho de um prato lanche. Eu prefiro pão cervejinha, porque fica mais crocante, mas pode ser ‘massinha’ também.

Recheio




- coração de galinha (VÁRIOS, espalhados por toda a superfície do pão)
- maionese
- tomate picado (pode ser em rodelas também, mas para comer na mão o sanduíche é melhor que venha em cubinhos)
- alface
- milho verde
- ervilha
- ovo frito (pode pedir sem também)
- queijo (mussarela ou prato/lanche)
- catchup e mostarda a gosto (no meu caso, só o vermelho... e olhe lá!)

Frita-se o ovo e, assim que pronto, coloca-se uma ou duas fatias de queijo em cima. Enquanto isso, os corações também são preparados na chapa quente. Corta-se o pão na metade, e na parte de baixo, passa-se MUITA maionese. Depois, coloca-se uma ou duas folhas de alface, tomate cortadinho, milho, ervilha e o coração - que ficará por cima de tudo, preenchendo toda a área do pão. Por cima do coração, vem então o ovo e o queijo. Tapa-se o monstro e pronto: chapa nele!

Pode parecer péssimo, mas é uma iguaria. Amo. Há ainda os X “baleia” mais calóricos, como os que tem bacon ou calabresa, lombo de porco ou pernil, ou tudo junto misturado (num ‘X tudo’ MEGA). Já comi muitos... Hoje, não dou conta nem da metade, confesso. Mas admito que uns pedacinhos de bacon dão um tchan todo especial ao sabor do coração (o que é um peido para quem tá cagado, não é mesmo?!).

Como a maioria dos sanduíches apreciados no Rio Grande, esse prato (sim, porque o X Coração é tão grande que vale por uma refeição MESMO) é feito na chapa. Vem prensado – o que é ótimo porque evita que todos os milhos, ervilhas e afins caiam para todos os lados enquanto comemos segurando-o com as mãos. Os tímidos que preferirem, podem come-lo no prato, com auxílio dos talheres.

Hoje é dia de me esbaldar e acabar o que estava me matando... a saudade! Depois desse chute no estômago, uma Polar estupidamente gelada para brindar com os conterrâneos o que o sul tem de melhor. Adoro esse ritual. Desde que desgarrei, sigo o protocolo direitinho em todas visitas que faço. Facchini e Ildo que aguardem a mim e à ‘(Gram)Polinha’ na Lanchera logo mais, à noite! Culpa dele.

Hasta!

*para poder visualizar melhor o X em questão, olhem as fotos das diversas opções de X (mas contemplo o de minha preferência, claro) no site de uma lanchonete do Menino Deus, o  Agápio Lanches.

Tuesday, 8 September 2009

pela boca


Quando criança, quase morri com uma espinha de peixe cravada em minha garganta. Mas não foi por isso que detestei o gosto forte e diferente dos pescados até a pré-adolescência. É normal que os mais novos estranhem tal aroma até aprimorarem seu paladar com o passar dos anos. Engraçado que lagosta, lula, siri e polvo sempre gostei! Très chic. Já mexilhões e ostras, repulsava. Não me apetecem seus aspectos gosmentos, viscosos, pois aprecio o que é crocante ou borrachudo. E hoje, até o 'azedinho' de alguns peixes me agrada, bem como a dificuldade de comer sua carne por entre cartilagens finas e perigosas.

Um dia serviram uma espécie enorme, feita na grelha, inteira. Fiquei chocada. Por antes só tê-lo visto enlatado, não supunha que o atum era daquele tamanho! Acho que o comparava às sardinhas pela forma que são vendidos e proximidade nas prateleiras dos supermercados, pela presença de ambos nas pizzas de minha mãe. Quem não frequenta feiras não os identifica facilmente por entre escamas. E o cheiro desagrada a muitos (embrulha até!). Já golfei ao limpar moluscos e jurei dali por diante sempre recorrer aos gentis cavalheiros que nos entregam as postas prontas. E olha que eu não sou nojenta... a tinta é que assusta.

Admiro a liberdade dos seres aquáticos na imensidão das águas. As mães-d'água dançam lentamente e nem parecem ser nocivas. Todos tem os seus recursos naturais que os diferenciam. Já estive em meio a um cardume no mar do nordeste e não me agradou a sensação dos peixes se debatendo em mim, e eu sem conseguir discernir os vultos na mancha escura em constante movimento. Tive receio de algo me morder. Dizem que quando sentimos cheiro de "melancia" na praia é porque tem tubarão por perto. Será? Ou é mais uma história dessas de pescador, como o canto da sereia? - este é um mito que me fascina (fantasia que mexe comigo, que quero ser uma). O do boto também me intriga. Desculpa de tantas moças no norte do país, ele é como o pai das estrelinhas nas atuais favelas.

Sou filha de Iemanjá. Não foram poucas as vezes que ela me chamou para perto dela. A diferença dos mares e a importância de um maior respeito a sua grandeza aprendi agora, ao me mudar para uma cidade litorânea. Quando morava no sul, não tinha receio. Muita coisa mudou... também não enjoava ao andar de barco, mesmo passando dias pra lá e pra cá na Bahia, ou onde quer que fosse. Por que agora é diferente? Esse sentimento é novo, mas intenso. Veio com algumas quedas significativas, junto à percepção do desconhecido, de uma força maior que sempre vai estar em vantagem. Digo isso sem intenção nenhuma de me afastar de sua beleza, evitando seus banhos energizantes, o barulho e o balanço de suas ondas e a brisa no rosto mostrando que o tempo esta a passar, levando e trazendo a gente por entre pensamentos.

Fui companheira de meu pai em inúmeras pescarias. Já vi a linha ir longe e a rede ser passada em açudes pra lá do sul do mundo. Lembro-me perfeitamente do barulhinho das pedras dentro das embalagens de óleo automotor a se mexer quando mordida a isca. Um estalo, e lá ia o velho correndo ver o resultado daquelas investidas. Passávamos manhãs e tardes dedicados à busca do alimento, ao silêncio, ao ócio, à tranquilidade dos pagos, ao passatempo dos homens - 'indiadas' típicas dos Irions. Nessa época conheci as tartarugas e ensaiei o sonho de uma estima doméstica. E não esqueço os mussuns, que temia dentro e fora d'água, e que amava os lambaris, pois conseguia pegá-los em minhas mãos pequenas facilmente para comer.

Salivo só de pensar em alguns pratos. Do clássico molho apimentado baiano na moqueca de cação ao leite de côco ou do pirão encorpado fervilhante, passando pelos agulhinhas fritos que quebram deliciosamente na boca, até as recém-descobertas peças (que ainda não aprendi a apanhar corretamente com aqueles dois pauzinhos difíceis de manusear...) cruas de salmão, enroladinhas com arroz em algas, enfileiradas, ou levemente coradas, banhadas em molhos de soja doce ou salgado, ardentes com raiz forte. O universo gastronômico dos frutos do mar é um espetáculo à parte - riquíssimo, saudável e apetitoso.

Minha coragem em me aventurar por cardápios light e caros, mas perigosos, tratando-se de minha paixão maior - o camarão, já me levou quatro vezes à emergência de hospitais por intoxicação alimentar (ou infecção intestinal? - não lembro ao certo. Devem ter sido ambas, alternadas). Esse requinte pode ser fatal para organismos alérgicos e estômagos fracos, como o meu. Lamento que aconteça, mas é o risco que assumo ao me permitir esse prazer inenarrável. Melhor que Buscopam na veia, só isso mesmo! Além de sempre optar por peixes quando como fora, uma vez por mês, ao menos, caio com os amigos na tentação da comida japonesa.

O Rio de Janeiro, bem mais que o Rio Grande, mas menos que o nordeste e Santa Catarina, oportuniza esse hábito saudável que é comer peixe e frutos do mar. Essa onda oriental pegou por aqui e a cada esquina encontramos opções fast e outras mais elaboradas para se saborear o que as águas nos oferecem. Interessante perceber, pela campanha do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que se come ainda pouco pescado no Brasil, comparando-se com outros países. Em território tão bem cercado por oceanos, e terras à oeste docemente alagadas, isso é uma incoerência. Dou um desconto aos conterrâneos gaúchos, que culturalmente preferem carnes mais encorpadas, mas surpreende-me tal comportamento no restante do país.

Espero que a Semana do Peixe, que já é realizada há seis anos, atinja seu objetivo de aumentar esse consumo por aqui. Bacana essa iniciativa que, além de movimentar o mercado fomentando promoções e festivais na oferta, busca informar a população. Folhetos explicativos sobre os benefícios desse alimento, que indicam como fazer a escolha certa do produto, e também sugerem formas de prepará-lo, estão sendo distribuídos gratuitamente. Espera-se que até 2011 cada brasileiro chegue a comer, em média, nove quilos ao ano. O ideal seria os 12 recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), claro. Se depender de mim, chegaremos lá!

Que a gente caia então na rede, ou seja fisgado pela boca, tanto faz - não só agora, mas SEMPRE. O importante é que se rendam todos (estrelas do mar, moréias, ouriços, golfinhos, baleias, cavalos marinhos e tatuís gigantes - inclusive!).

Tuesday, 26 May 2009

a descoberta do ano


Tudo começou assim...

Era final da copa do mundo, domingo à tarde, família reunida para o almoço e eu de ‘visita’ numa casa “franco- judaica” (ou seria “judaico-francesa”?). Todos os dias tinha algo exótico na cozinha. Fui convidada então a provar uma especiaria que mudaria a minha vida: o alho-poró.

Estava lindo na panela, apetitoso. Tinha sido preparado refogado na manteiga, com uma pitadinha de sal. Simples e MARAVILHOSO. Foi a descoberta do ano. Era 2006, a Itália ganhou e eu descobri um sabor que nunca mais vou esquecer e deixar de provar. Além de delicioso, só faz bem: é nutritivo, digestivo, diurético, expectorante, laxante, emoliente.

Chego a comer um alho-poró inteiro numa sentada, assistindo novela, jornal, um filme... o que seja! Normalmente à noite. Só ele, nada mais. Corto em rodelas, refogo na manteiga, adiciono sal e um plus: um tantinho de pimenta do reino para dar gosto e aquele ‘calor’ que tanto gosto. Irresistível (de se jogar no chão e chorar!).

É um dos meus pratos favoritos. Devoro feito pipoca! Compro dois logo, ou três (quando consigo uma pechincha na feira). Só tenho a agradecer à família Sztajn por ter me oportunizado conhecer esse tesouro gastronômico. Depois disso, sempre penso em qual será a próxima descoberta. Em 2007 foi o saquê, em 2008 foi a salada e agora, em 2009, acredito ser a água – de coco e mineral com gás.

Na verdade, fui somente me deliciar mais com a bebida japonesa ano passado, quando percebi que é o melhor trago e porre de todos. Amo de paixão. Com a salada não foi diferente, já tinha provado antes, mas só fui me render à essa necessidade recentemente (para alegria e orgulho da minha mãe!), quando não consegui mais ir contra minhas carências orgânicas e "zicas" dermatológicas.

Beber água (acreditem) sempre foi um problema para mim, mas agora estou mais consciente e ando ingerindo mais líquidos. Como estou tentando largar a (maldita e “viciantemente” deliciosa) Coca Cola, substituí o veneno por água de coco ou mineral COM GÁS - por favor, se for sem não tem graça(!), não faz efeito. Hoje, policio-me diariamente e me esbaldo, com ou sem bolinhas - BEM BONITA, viu Dona Cleuza?!

Fazendo um breve retrocesso agora, poderia dizer que em 2005 conheci os salgadinhos de ervilha na raiz forte e em 2004, a comida japonesa. Não vivo mais sem! Uma vez por mês ao menos me permito um almoço ou janta muito bem acompanhada (as amigas que o digam...) em um restaurante japonês – preferencialmente perto de casa, sentadinha no chão, sem sapatos.

Estou adorando minhas preciosas descobertas gastronômicas. E você, quais são as suas?

Thursday, 21 May 2009

você é o que você come


Já pensou se você, por acaso, anda pegando alguém que não é tão bacana... Acontece. Muitas vezes dormimos com o inimigo e só vamos descobrir isso MUITO tempo depois. Então, cuidado! Levando em consideração essa questão super em voga atualmente, só coma gente do bem.

Há quem diga que a alma de uma pessoa pode ser encontrada no fundo de uma panela. Brincadeiras à parte, a nutricionista e autora do livro com o mesmo nome do post, Gillian McKeith, tem razão. MESMO.

Daqui a um ano todas as células do nosso corpo hoje estarão mortas e outras terão nascido. Em um ano nosso organismo se refaz por completo. E o alimento é o combustível principal dessa renovação celular. Mínimas mudanças nos hábitos alimentares podem evitar problemas e garantir saúde, beleza e satisfação com o próprio corpo.

Essa é a receita para uma vida melhor: comer corretamente. Grande parte das queixas femininas mais freqüentes tem sua origem, manutenção e agravamento relacionadas a dieta inadequada. É certo que uma alimentação equilibrada pode dar fim à maioria delas. A solução, portanto, está no prato nosso de cada dia.

Uma atitude consciente e inteligente como essa abre o apetite, incentiva o consumo de alimentos saudáveis e faz com que acreditemos que é possível comer prazerosamente e ainda ter a saúde e a energia necessárias para viver. Parece simples, e É! Amanhã mesmo começo a cortar o que não tão saudável de meu cardápio - indispensável para que eu entre em forma, eleve minha auto-estima e cultive qualidade de vida.

Para completar, vou riscar qualquer mau caráter de minha agenda e só saborear quem merece, quem me faz bem. Sexo é vida e também nos nutre.
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passatempo

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  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!