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Monday, 23 July 2012

a question of habit

A prove that it works:

Stimulated by the government to cooperate, Quebec people have reduced by 60% their consumption of plastic bags since 2007. It means around 1.2 billion fewer single-use plastic bags at nature.

It was more than expected! Nevertheless, there are still a billion which is being used. 

To change things, it's not so difficult... just willingness is enough. 

However, of course they were also encouraged by fees of $0,05 CAN each one (yes: here you pay for them - and its expensive!). If you have a big volume of grocery purchases, and you don't bring with you yours own reusable bags, you'll pay out some dollars. Many times in a year, it will be a kind of waste of money, a uncalled-for disbursement. Unnecessary.

On the other hand, and worse: environmentally, it becomes a problem. Actually, it's already a big one.

I admit when I just arrived, being really impressed by their eco awareness. Now, seeing this news on television, I was even more pround of living here as a green consumer who I try to be.
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Read more here.

Sunday, 3 October 2010

ecochatos


Fiquei chateada, claro, com o resultado da eleição presidencial uma vez que Marina Silva, que ficou em terceiro lugar, fez um discurso de derrota se dizendo vitoriosa por ter consegido levar a disputa para o segundo turno. Cria do PT, ela, oficialmente, disse que não subirá no palanque da oposição apoiando Serra, mas já mostrou as garras nas infelizes palavras de quem não ficou até o final, e ainda estragou a festa alheia.

Parafraseando a Grazi, podemos afirmar que a candidata do PV, como boa ecologista que é, conseguiu salvar os tucanos ameaçados de extinção num Brasil que está longe da perfeição, mas que respira mais aliviado de oito anos pra cá - inegavelmente. Crente, Marina só gosta de bich'O'! É homofóbica. Sinceramente, não entendo como, ainda assim, teve biba que votou nela... Enrustidas, no mínimo! (coisas que so acontecem por aqui mesmo...)

Aos “colegas” 'ecochatos' (sim, eles insistem...), o meu aviso: podem me criticar, mas detesto um tucano! Sou muito mais a arara... como fico quando vejo, por exemplo, (chocada!) a vitoria esmagadora (e surreal!) de Tiririca em São Paulo, e do Garotinho aqui no Rio, ambos como Deputados Federais, e (mais) ainda a ida de Weslian Roriz para o segundo turno concorrendo ao Governo do Distrito Federal, no lugar do marido, o ex governador fica suja Joaquim Roriz.

Na boa, esses episódios todos tão mais pra mico até...(!)
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“Descobri como é bom chegar quando se tem paciência. E,para se chagar aonde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. É preciso antes de mais nada querer“ - Amyr Klink

O texto era para ser outro hoje... mas ficará para o dia 31, assim como o grito de vitória, ainda preso na garganta. A luta continua, companheiros!

Ninguém disse que seria fácil... Não foi nem com Lula - ícone popular, mundial, que se despede de Brasília no final do ano, depois de dois mandatos conquistados de segundona. Cabeça erguida e “vamo que vamo” rumo ao Planalto. E com uma novidade: a primeira presidentA do Brasil!

Guerrilheira, faca na bota, experiente... Dilma presidente!

Saturday, 31 July 2010

top top uhhhhhhhh


Dia do orgasmo hoje. Comemore!
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sexo verde

Aproveito a ocasião (inspiradora) para abordar a nova tendência do mercado de produtos adultos. Como ser “verde” está super na moda atualmente em função da preocupação mundial  com os problemas de meio ambiente tão em voga, com os brinquedinhos sexuais não seria diferente.

Fui in loco na Cidade do Sexo, Amsterdam, no Red Light District, conferir o que mais se usa agora na Europa: vibradores carregáveis – na tomada, como celular. Marcas como Lelo ganham destaque nas vitrinas. Eles dispensam o uso de pilhas, que tanto poluem quando colocadas fora sem o devido cuidado. Novidade testada e aprovada, com louvor. Fica a dica.

Mas as iniciativas ecossexuais (e criativas) vão além. Tem até vibrador que funciona à base de manivela, o irlandês The Earth Angel. Um “retrocesso” positivo pela proposta anti-podução de lixo tóxico. Fora o uso da camisinha (indispensável), essa é outra atitude do bem que pode ser introduzida – literalmente. Acho bem coerente essa vertente. Perfeita, pois une o útil ao agradável.

As engenhocas hightech pró-prazer ainda não são acessíveis a bolsos pelados – por aqui, não saem a menos de R$ 300 as mais simples. Mas, pensando num investimento a longo prazo,  na relação custo-benefício, paga-se rapidamente se utilizadas  com regularidade. Interessou? A Oversexy, sexshop parceira (opa! [risos]), vende o Lelo, e no site da Earth Erotics são encontrados somente apetrechos ecologicamente corretos.

Não fique chupando bala! Seja consciente revirando os olhinhos.

Wednesday, 9 June 2010

pouco é muito!


O princípio é básico: consciência. Mas, nesse caso, a máxima (em que acredito) de que 'os homens não são o que dizem, e sim o que fazem', vale MUITO. Então, não basta saber, tem que tomar uma atitude a respeito. É por em prática a teoria MESMO.

Da minha parte, foi desde sempre: não jogando nada no chão, não desperdiçando comida, tentando economizar água e energia etc.. A cada dia tento algo novo, para o bem. Por último (e, hoje, bem sucedida!), veio a completa separação do lixo para reciclagem. Fico feliz em poder participar disso e que em meu prédio a executem de maneira tão séria e respeitosa.

Por que demorei tanto para conseguir implementá-la, como sempre quis? Por resistência. Não dependia de mim enquanto não morava sozinha... E não falo de gente sem instrução, mas pessoas que simplesmente não queriam adquirir um novo gesto em suas vidas, em seu cotidiano: determinar o lixo certo para cada item. É necessária uma reeducação de postura diante à nova realidade mundial. E é inevitável, por mais que demore...

Quando eu era pequena, todos falavam em plantar árvores como o topo do que se podia fazer. Hoje, não consigo ver mais somente nessa boa ação a salvação do planeta –  que está cada vez mais quente, injusto, cruel. Pequenas atitudes isoladas, como mudanças de comportamento para o que é (dito tão careta, mas inegavelmente do bem) ‘politicamente correto’, tem mais impacto hoje quando se pensa globalmente.

Não tenho a menor pretensão de querer convencer grandes empresários a ganharem menos investindo mais no verde (cor tão em moda no presente). Seria pedir demais a mentes capitalistas tão gananciosas. Mas, na verdade, em âmbito bem geral, não consigo entender como criaturas que sabem que prejudicam o meio-ambiente e a população conseguem dormir à noite sem o menor peso na consciência, ou dor no coração – algo assim, bem dramático mesmo.

Agora, tratando do que é mais palpável: infelizes são aqueles cidadãos que não pensam no assunto, que seguem jogando suas bitucas de cigarro pela rua, que misturam vidros, plásticos e alumínio com restos de comida, entre tantos outros “pecados capitais” da atualidade. Lamentavelmente, não reconhecem a grande chance que tem de fazer algo próspero por si e pelos outros. Esses, sim, desapontam-me profundamente.

Podem me taxar de ‘ecochata’ e o caramba. Não me importo! Acho que devo isso a meus filhos, netos – e a todas crianças do mundo. É o mínimo que cabe a mim, tendo esse blog, poder fazer este alerta, deixar esse recado (além de seguir com meus princípios conquistados com muito orgulho). Não é a solução plena, mas já encaro como parte da missão cumprida.

Nesta semana em que se comemora (?) o Meio Ambiente, e quando numa simples conversação com colegas de aula, vejo que pouco ainda se faz pela Terra e humanidade, a mula ruge a respeito.  E finalizo com uma listinha modesta de pequenos grandes ideais:

- separar o lixo (nem que seja somente em dois: seco e “orgânico”/rejeito);
- não jogar lixo no chão (se não achar uma lixeira na rua, guarde seus resíduos consigo até chegar em casa ou no trabalho para então dispensá-lo);
- usar transportes coletivos, bicicletas ou andar mais a pé;
- imprimir somente o necessário e reaproveitar os dois lados de cada folha de papel;
- economizar água potável no banho, ao escovar os dentes etc.;
- substituir produtos descartáveis por retornáveis (ao invés de usar diversos copos e sacos plásticos todos os dias, e jogá-los fora depois, ter um copo de vidro no escritório e uma sacola de tecido para as compras);
- evitar o desperdício de qualquer energia;
- optar por produtos biodegradáveis, alimentos orgânicos etc.;
- investir em novas tecnologias mais benéficas, baratas e acessíveis;
- não ignorar o fato de que pouco é muito (se cada um fizer a sua parte, um bom montante se forma em prol do bem).

Monday, 10 May 2010

cagada


Quando eu era criança, odiava quando, brincando no mar, pisava e ficava com o pé todo sujo de piche. Era horrível (um parto!) tirá-lo da pele. Viscoso, colava que nem chiclete! - muito pior... Mal sabia eu o que era, de verdade, e que estava ali, no litoral, oriundo de algum navio, ou vazamento como esse de agora.

Há 18 dias, dezenas de milhares de litros de petróleo jorram sem parar das profundezas do mar do Golfo do México, nos Estados Unidos, em direção à superfície. Um desastre ecológico lastimável, mas, principalmente, um alerta político ao presidente Barack Obama.

Dizem que o acidente na plataforma Deepwater Horizon, administrada pela companhia British Petroleum (BP), ocorreu devido a uma falha técnica associada a erro humano: a tripulação teria demorado a acionar os equipamentos de segurança. E ainda questionam as autoridades locais por não terem tomado as devidas providências com a urgência necessária.

A Louisiana sofreu enorme crise em 2005, quando foi atingida pelo furacão Katrina. Na época, o então presidente George W. Bush foi severamente criticado por seu descaso. Agora, Obama está na mira da opinião pública, que vai avaliar sua conduta diante deste novo incidente. Pressionado, fez uma visita oficial à região, que ainda se recupera dos danos do passado.

Alguns estados norte-americanos como Alabama, Flórida, Louisiana e Mississippi já decretaram estado de emergência. Os números oficiais apontam para o vazamento de cinco 5 mil barris diários, mas alguns especialistas acreditam que esse número possa chegar a 20 mil. Façam as contas: tendo cada barril 159 litros, isso equivale a mais de três milhões de litros todos os dias! MUITA coisa.

O petróleo, por sua densidade, flutua na água salgada, e, com base em imagens de satélite e índices de medição, especialistas do setor podem avaliar a extensão do problema. Infelizmente, não se mostram otimistas, pois a área já triplicou desde quando teve início esse escoamento. 16 milhões de litros de petróleo já estão boiando sob os mares estadounideneses.

O mau tempo atrapalha os trabalhos no local atingido. As marés estão empurrando as barreiras absorventes colocadas para conter o avanço da mancha para a costa. E, apesar dos 300 navios, 6,5 mil quilômetros de cordões de isolamento, e seis mil pessoas engajadas na tentativa de contenção da mancha negra, o sucesso não é total.

A empresa britânica reconhece que encontra dificuldades tecnológicas para conter o vazamento. Segundo ela, a válvula deveria ter se fechado automaticamente quando a plataforma explodiu, matando 11 funcionários e afundando em chamas. Mas isso não ocorreu. Segue a corrida contra o relógio para conter a força do ouro negro que está sendo desperdiçado, poluindo o meio-ambiente.

A última tentativa de solucionar o problema não deu certo. A gigantesca cúpula de aço foi retirada do solo marinho devido à descoberta de cristais de gelo em seu interior, formados devido às baixas temperaturas a mais de 1.500 metros de profundidade, o que obstruiu a abertura por onde seria extraído o óleo diretamente para um navio. Agora estão pensando em alternativas para reutilizar essa mesma estrutura, desentupindo com metanol esse canal.

Seus gastos em esforços para travar o derrame e em indenizações aos Estados da costa sul dos EUA já chegam a 350 milhões. E esse valor é inversamente proporcional ao de suas ações, que já desvalorizaram 17%. Foi decidido que a empresa proprietária da plataforma terá de arcar sozinha com os custos dos danos causados e pagar compensações pessoais, materiais e por perdas comerciais a todos os cidadãos da zona afetada pela maré negra.

Para tentar driblar suas responsabilidades, a BP ofereceu uma recompensa a quem se disponibilizasse a ajudar na limpeza: 1.500 dólares diários, em troca da renúncia dos pescadores a tomarem qualquer posição legal contra a empresa. Mas autoridades do Alabama denunciaram a proposta, e o texto do contrato foi alterado. Por não poderem iniciar a temporada da pesca apanha de camarão - que vai de Maio a Setembro, eles seriam os principais candidatos.

Com o desastre, importantes rotas de transporte marítimo, áreas pesqueiras, refúgios nacionais de fauna silvestre e praias populares estão no caminho da sopa de petróleo. Uma indústria pesqueira que movimentava 1,8 bilhão de dólares (e perde apenas para a do Alasca) está parada. As autoridades dos EUA suspenderam toda a pesca nas águas federais afetadas pela mancha.

A região litorânea do Golfo do México abriga centenas de espécies de fauna silvestre, incluindo peixes-bois, tartarugas marinhas, golfinhos, baleias, lontras, pelicanos e outras aves. Ali é também uma das áreas pesqueiras mais férteis do mundo, repleta de camarões, ostras, mexilhões, caranguejos e peixes.

O tamanho do estrago até agora: uma área quatro vezes maior que o tamanho da cidade do Rio de Janeiro, e danos ambientais incalculáveis às mais quatro mil espécies costeiras da região, que dependem do ecossistema do estuário e da foz do rio Mississipi.

NÃO QUER CALAR:

Algo eficaz precisa ser feito o quanto antes. Em pouco tempo, esse poderá ser considerado o MAIOR desastre ambiental dos Estados Unidos, ultrapassando o do petroleiro Exxon Valdez, no Alasca, há 20 anos. Foram despejados naquelas águas frias cerca de 40 milhões de litros de petróleo e até hoje ainda se sentem os prejuízos ao meio-ambiente.


Documentos iniciais indicam que a petrolífera britânica não tinha preparo suficiente para o caso de uma explosão do porte da que ocorreu. Mas ACONTECEU. E agora? Antes que dê mais merd*, o governo suspendeu a perfuração de novos poços na costa do país até que sejam concluídas investigações sobre o vazamento.

Não seriam justamente eles os responsáveis por isso, uma vez que concederam à BP a possibilidade de extração em seu solo, mesmo não tendo esta condições para tanto? O quanto se difere um erro desses, nessas proporções, a tantos outros cometidos por diferentes países, e foram tão condenados pelos EUA?

Pensemos e lembremos disso. Dessa vez, o buraco é mais em cima...

Thursday, 22 April 2010

verdejante


Dia da Terra

Primeiramente quero frisar que, apesar de ser nosso planeta azul, tenho para mim que ‘terra’ mesmo (não o astro) é marrom, mas que, em seu melhor estado, fica verde – quando ainda não coberta pelo colorido da flora e fauna. Só para explicar o título e não parecer uma louca insana...

Embora urbana, não posso negar que me sinto bastante ligada à natureza. Claro que posso melhorar essa e enriquecer tal conexão, e reconheço tamanha importância, dada a cruel realidade, distância e indiferença de quem vive nas grandes cidades - do pé no chão (em ambos sentidos).

Hoje, em data, digamos, tão inspiradora, não poderia de deixar de parabenizar aqueles que através de seu trabalho, de alguma forma, reivindicam por um mundo melhor – referindo-me então ao planeta em que vivemos, nossa Terra. Tantas outras coisas poderiam ser ditas, feitas... que vale o incentivo à essa temática (mais do que nunca) vital.

Em qualquer âmbito, ainda bem que tem gente que se importa com o problemas referentes ao clima, natureza, ecologia. Nas artes, muitos músicos já fizeram dessa a sua inspiração, em diferentes épocas, intensidade, não importa. O que vale é a valiosa intenção, e o alerta que gera, a disseminação dessas idéias ‘verdes’. Aqui vão alguns bons exemplos:

Midnight Oil, para mim, exprime bem a causa. Já assisti show dos caras em Porto Alegre, nos anos 90 - bem antes de virar moda a tal preocupação com o clima e blábláblá, e esses australianos já eram mega engajados. Com um som surfstyle, eles também se preocupavam com a causa dos aborígenes, defendendo seus direitos. Um bom começo. Gostava muito.

Não teria como Sting não ser o segundo a citar. Em sua memorável passagem pelo Brasil em 1987, o dinossauro do rock passou a ser um defensor da causa dos índios da Amazônia. Recentemente, esteve por aqui e apoiou o movimento que questiona a construção da hidrelétrica Belo Monte, na região da Volta Grande do Xingu, no Pará. Uhu!

Thom Yorke, líder do Radiohead, canta a favor do meio ambiente e está à frente da organização sócio-ambiental, a Friends of the Earth. Junto aos demais integrantes da banda britânica, incentivam ações como o uso consciente dos recursos naturais. Isso sem falar na questão do acesso aos seus shows, sua preocupação com de transportes coletivos, evitando que as pessoas tenham que usar cada uma seu próprio carro. Bingo.

Em terras tupiniquins...

Bacana a atitude de João Gordo do grupo punk Ratos de Porão, em doar a música “Amazônia Nunca Mais” ao Greenpeace. A música foi feita em 89, mas a boa ação do (nem tão bonzinho...) moço aconteceu há três anos, quando ele estava envolvido com a conscientização dos jovens sobre as questões ambientais. Na verdade diz ele que desde o início dos anos 80 eles já se preocupavam com essas causas... Independente, foi ótima a iniciativa de compor a música e de disponibilizá-la à ONG.

São vários os artistas que vem aderindo à campanha e escrevendo/gravando canções que ajudem a divulgar esses problemas ambientais que sofremos, principalmente de uns tempos pra cá - e com toda a razão. São eles: Beto Guedes (“O Sal da Terra”),Vanessa da Matta (“Absurdo”), Forfun (“Panorama”), Chitãozinho e Xororó (“Planeta Azul”), Carlinhos Brown (“Earth Mother Water”), e encerro a listinha certamente incompleta com "Xote Ecológico", de Luíz Gonzaga. Aqui vai a letra:

Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
Se planta não nasce se nasce não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar
Cadê a flor que estava aqui?
Poluição comeu
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde que está ?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu

*Com o foco no quesito ecologia, penso que sua conterrânea, Marina Silva, seria nossa melhor opção para presidente nas próximas eleições. INFELIZMENTE, considerando a atual realidade de opção de voto dos brasileiros, sabemos que seria voto perdido escolhe-la...

Saturday, 27 February 2010

ride a bike


Andar de bicicleta é o MÁXIMO!

É civilizado, barato, faz bem à saúde, ao planeta, desafoga o trânsito, aquieta a alma à medida que o vento bate no rosto, aproximando-nos do clima em que se vive. Rodar por aí faz o pensamento voar alto, e a apreciação à boa música ser um hábito cotidiano no itinerário percorrido.

Fiquei encantada em ver que isso tudo é uma REALIDADE em Amsterdam. Ouvimos o som clássico das buzinas anunciando o passar de alguém que está com pressa, vimos a criatividade imperar soberana no colorido de alguns detalhes que as diferenciam, umas das outras, em meio a dezenas delas estacionadas pelas ruelas e canais.

Lá, elas tem prioridade sobre carros, motos e até sobre os pedestres se duvidar! E encontramos TUDO para que esse meio de transporte atenda a diferentes necessidades e funcione da melhor forma – inclusive respeito e ciclovias por onde quer que se vá... (!) A capital holandesa é um convite para que se pedale, que se chegue longe.

Então tá! Fui. 'Trim-trim'...

Tuesday, 8 December 2009

já é


Teve inicio ontem o COP15, a cúpula sobre o clima em Copenhagen. O encontro que visa dar uma solução, ou alternativas – melhor dizendo, ao problema do aquecimento global acontece até dia 18.

Sobre isso serei sucinta agora, para só ao término da conferência, depois de definidas resoluções, versar mais a respeito. E nesse caso, meu ponto de vista infelizmente é pessimista.

Se até a publicidade já se vale dessa cruel realidade para vender roupas (repito: VENDER roupas), não sei como é que ainda existem políticos e governantes que ignoram a causa - e mais: um terço da população estadounidense desacredita nas mudanças climáticas em detrimento da ação do homem. É triste essa postura desumana adotada por alguns.

Tudo bem que ser um ‘ecochato’ já é cool atualmente, mas ter um mínimo de consciência e responsabilidade com o futuro não faz mal a ninguém. E tal racionalidade ainda favorece o planeta, perpetua a espécie e as riquezas adquiridas por uma minoria em cima do sofrimento, pobreza e fome da massa.

Mas nem isso eles vem... Socorro! Salve-se quem puder. Uma nova era se aproxima e de nada valerá tanta ganância cultivada hoje. Debaixo d’água ou em desertos, quero saber onde as pessoas vão poder gastar seu dinheiro. 'Simples assim', mas é a maior complicação do mundo (contemporâneo) isso...

A hora da mudança é AGORA. Para todos.

Sunday, 23 August 2009

preserve


Há cinco anos e meio não posso mais chamar Porto Alegre de lar. Mesmo assim, quando informada de que pretendiam acabar com uma de suas principais características (na minha opinião, a mais bonita e singular da cidade), me opus na hora.

Sempre vivi na zona sul da cidade. O por-do-sol sob as águas do ("rio") Guaíba, o mais belo do sul do (meu) mundo, dá as boas-vindas às noites na capital gaúcha. Sua beleza pode ser conferida a cada final de tarde nos parques que margeiam a região.

Uma crueldade tirarem isso dos cidadãos, mesmo que em parte, e oferecem esse bem-maior à especulação imobiliária, a poucos indivíduos mais abastados que poderiam pagar pela exclusividade da vista. Passariam eles a ter um espetáculo particular diário, serem donos ‘do pedaço’, da orla - como acontece normalmente nesses casos.

Como a querência sempre foi um lugar democrático (e me orgulho disso), até nesses momentos que nem deveria se discutir a possibilidade, eles vão a voto popular. Um consulta será realizada hoje em minha terra natal para dar rumo a esse impasse. Faço campanha aqui e torço pelo NÃO.

A negativa significa a impossibilidade da BM Par Empreendimentos, proprietária do terreno do antigo Estaleiro Só, uma das áreas que gerou mais polêmicas na história recente daqueles pagos, em construir prédios residenciais lá, à beira do rio. E comerciais, utopicamente, seria legal que só permitissem os intelectuais, artísticos e de entretenimento social.

A questão polarizou as discussões. De um lado os ambientalistas, preocupados com as questões de impacto ecológico e degradação dos aspectos naturais do local, de outro, os partidários, apontando a exploração da região como preocupante e carente de uma solução breve.

Sempre disse que, se fosse uma mega empresária, compraria aquilo lá e faria um centro cultural imenso, cheio de atividades bacanas que integrassem a população e mantivessem vivas as tradições gaúchas, brasileiras, platinas e latino-americanas. De repente até chamaria o Ben para me ajudar a dirigi-lo, administra-lo. Esse é o sonho de uma vida.

Bom, a sorte está lançada! Que os limites urbanísticos sejam bem definidos, com consciência. Quando eu voltar para visitas, quero poder tomar um mate quentinho sem ter uma sombra gigante e uma colossal barreira entre mim e o astro-rei, laranja, no horizonte do paralelo 30. Meu desejo é de que se preserve o que se tem de melhor, acima de tudo.

*Saudades - "Porto Alegre me faz tão sentimental..." (momento ternurinha, em que a canção de Isabela Fogaça cai muito bem)
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!