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Wednesday, 7 April 2010

diva


Vamos combinar que não é assim, como uma musa, linda e bela, que nos sentimos quando estamos ‘naqueles dias’ de maré vermelha. Aliás, quem conseguiria estar 100%, enquanto sangra, barriga dói, peito incha e incomoda, os nervos estão á flor da pele? Homem, muito menos! – fracos e sensíveis do jeito que são...

É até ironia dar esse nome a um objeto relacionado, mesmo que vise, de alguma forma, tentar amenizar pelo menos alguns dos efeitos (‘por assim dizer’) 'desagradáveis' da menstruação com uma proposta inovadora, verde, econômica, inteligente, politicamente correta. Esse é o tal do copo menstrual, sobre o qual a mula já rugiu anteriormente por aqui.

Experimentei, enfim, e... tchan, tchan, tchan, TCHAN: está aprovadíssimo. Os tantos relatos positivos de mulheres, distribuídos pela internet, em diversos blogs e sites de fabricantes, não poderiam estar equivocados. Praticidade e higiene – ao contrário do que muitos possam achar, são os pontos fortes do produto. Recomendo-o agora, mais do que nunca.

Ao pouco vou dizendo adeus ao algodão, ultrapassado já porque gera lixo e bactérias, e me adaptando ao novo, nem tão desconhecido assim.... Esse é o futuro: um passo ao passado. Viva o reutilizável! (e as experiências que nos fazem crescer e evoluir). Quando colaboro pelo bem do mundo, aí sim posso dizer que sou a melhor ‘de mim’, de todas Vavás existentes numa só.

Aos interessados (principalmente 'as' aos 'os'), mais infos no site do Diva Cup.

Sunday, 4 October 2009

maré vermelha


Às vésperas de adentrarmos a segunda década do século XXI, recém completados 5770 anos no calendário judaico, quase chegando no ‘fim do mundo’ pelo calendário Maia... e ainda não demos um fim à menstruação! Já sei, vão me dizer que é natural e blá blá blá, mas ANTES as mulheres viviam engravidando, saiam de uma gestação para outra, pariam umas dez crianças ao longo da vida e assim não menstruavam. Hoje não é mais essa a realidade.

A mulher contemporânea de classe média tem um ou dois filhos no máximo, isso quando os tem. Mais que isso só (e para ilustrar, valho-me de uma infame, mas criativa propaganda) as que não tem Net em casa. Pensando agora, lembrei-me da “Net cat”, então transfiro a responsabilidade disso para o não uso da camisinha mesmo (claro). Dizem que para o homem da favela tem que ser ‘no pelo’, ou algo semelhante - e tão escroto quanto.

Fazendo os cálculos rapidamente, chegamos a esses números: uma mulher que teve 13 filhos, numa vida reprodutiva de 25 anos (em média, menstruando dos 15 aos 40), passou longos nove anos e nove meses grávida, SEM estar ‘naqueles dias’. Eu, que menstruei aos 11, já passei por mais de 180 ciclos até hoje. Claro que já enforquei alguns, tomando pílula direto, mas ultimamente ando sofrendo TODOS os contras dessa regularidade.

Não sou contra quem desgosta de menstruar e opta por ficar uns 90 dias sem sangrar. Afinal, não é bom, é trabalhoso para a mulher, incômodo, traz dores no corpo, nos seios, nas costas, isso sem citar as malditas cólicas que nos derrubam, deixando-nos de mau-humor, indispostas. Não vejo benefício nenhum nisso (só para as desesperadas que aguardam ansiosas a santa menstruação do mês, sem atraso). Não tem melhor sinal para avisar que não estamos grávidas?

Fora a física, tem a questão comportamental ainda. Antes da maldita, uma semana (para ser mais precisa), estamos de TPM, e quando termina é porque ‘ela’ chegou. Então ficamos mais alguns dias assim, sentindo-nos desconfortáveis, mal-cheirosas (por mais que mil banhos sejam tomados, lencinhos umidecidos sejam usados, e os absorventes tenham fragrância de Aloe e Vera, ou seja lá do que for), não adianta... É estado de espírito. Ou seja, são duas semanas, de quatro, em que não estamos ok. Merecemos isso?

Eu ainda sinto mais. Infelizmente, fico quase uma semana assim – querendo matar ou morrer. Estou só prorrogando o que é inevitável: o retorno aos comprimidos afim de exterminar esse, que para mim, é um mal. Homens podem até ensaiar um discurso pró-sangue, porque NÃO são eles que vivem isso todos os meses, mas DUVIDO que alguma mulher se manifeste dizendo que AMA menstruar, saindo de sua rotina que já é cheia de hormônios normalmente.

Para nosso azar, ainda gastamos rios de dinheiros em absorventes e remédios para aliviar as dores que vem por consequência. Somos escravas disso AINDA. Que horror. Eu bem tentei aderir aos copinhos mentruais, como alternativa politicamente correta a quantidade de lixo produzido, mas ainda não consegui compra-lo (nem minha amiga me trouxe da Europa). Onde está toda a tecnologia para nos proporcionar dias mais felizes e menos tensos, sujos... mais brancos? Socorro! A maré é vermelha MESMO.

Wednesday, 15 July 2009

a turma do funil


Fiz algumas encomendas para uma amiga que foi para a Europa. Pouca coisa, mas itens importantíssimos para qualquer mulher, e curiosos - que despertam nas pessoas as mais diferentes reações. Segue abaixo um pequeno briefing de minhas solicitações para entenderem melhor o que estou dizendo:

- condutor urinário

É uma espécie de funil de plástico que, quando encaixado na vulva, conduz a urina para a privada/vaso sanitário. Assim, as mulheres podem fazer xixi de pé, de frente, igualzinho aos homens.

Existem vários modelos, de diferentes materiais, cores e preços. Pedi um de silicone, lavável (sim, é REUTILIZÁVEL, porque sou uma pessoa nada fresca, e estou envolvida e preocupada com as questões ambientais do nosso planeta), e que pode vir com um case para guarda-lo na bolsa. A engenhoca custa menos de R$ 15 – justos, considerando-se sua utilidade.

Na minha opinião, é a segunda revolução feminina. Não precisar se agachar, fugindo daquelas posições desconfortáveis de cócoras, ou inclinada, que nos deixam frágeis e à mercê, ou mesmo evitar os respingos provenientes de se errar o alvo (quem nunca ficou bêbada e se mijou toda, ou um tantinho ao menos, que me critique!) é o paraíso para qualquer mulher. Já não sentávamos mais no assento do vaso, agora nem mais precisaremos aproximar a bunda deles... É a glória!

Fico me perguntando como eu vivia sem um desses antes. É a solução para dias de carnaval, acampamentos, banheiros públicos nojentos etc. Algumas marcas vendem kits com vários apetrechos que podem acompanhar o tal funil e facilitar ainda mais as nossas vidas de diferentes formas e em diversas situações.

- coletor menstrual

É uma espécie de funil plástico (é de silicone, na verdade) que armazena o sangue da menstruação nele, dentro da gente, até a hora da ‘troca’ que, dependendo do fluxo, pode ser em até 12h. É uma alternativa aos absorventes internos.

Existem vários modelos, de diferentes marcas, cores e preços. São laváveis e REUTILIZÁVEIS (e este é o grande motivo por eu ter me interessado em usa-los, afinal sou esclarecida e consciente). Esse copinho não é tão barato, custa em torno de R$ 60, mas se paga rapidamente, considerando-se os tantos absorventes que vamos deixar de comprar utilizando esse pequeno objeto introduzido em nosso canal vaginal.

Esse sim é um retrocesso do bem. Junto aos antigos paninhos laváveis (que também voltaram com tudo nos países de primeiro mundo), os copos menstruais marcam um retorno ao passado, quando não se usavam tantas coisas descartáveis. Não sei se usaria os paninhos, porque não me agrada muito a idéia de ter que lavá-los sempre e também porque sempre preferi usar OB/Tampax a Modess. Mas confesso que não li ainda muito a respeito, de repente eles são mais práticos do que imagino, além de serem ecologicamente corretos, e seriam também uma ótima opção para aqueles dias...

Esses são os dois funis que quero para mim, que quero introduzir não só em mim (literalmente), mas em minha vida como um todo, em meu cotidiano de mulher contemporânea, atual, pra frente. Pena não existiram ainda aqui no Brasil. Fui obrigada então a importá-los. Tenho certeza que vão facilitar em muito meu dia-a-dia. Acho que toda mulher deveria se permitir e ter um. Vale a pena testar pelo menos. Fica aí a dica!

Mais infos sobre os itens podem ser obtidas nos sites de cada marca e em outros tantos sites que publicaram algo a respeito, sempre positivamente. Nojinho é só para gente sem noção! Aqui ao lado no blog, em ‘consumo’, tem links de diversos fabricantes de ambos os produtos. Ainda não os usei, mas já recomendo a idéia e “agaranthio” resultados convenientes para quem quiser ter mais liberdade e conforto.
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  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
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  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!