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Tuesday, 15 December 2009

vou de...


Não sei mais, confesso. Antes era previsível a resposta, quando nessa cidade se via mais táxis que carros de passeio, mas hoje, quando chove e eles simplesmente desaparecem, e as únicas unidades pelas ruas estão ocupadas, não é mais.

O hit da Angélica não condiz mais com minha realidade, embora eu dependa (e MUITO) deles. Ando de táxi de dois a quatro dias na semana, a trabalho, e por vezes a lazer. E acreditem: meu maior estresse como produtora é o serviço de tele-táxi.

Não sei se deixando a Rio Táxi iria melhorar minha situação, admito lamentavelmente. Provavelmente os mesmos problemas e o desgaste emocional iriam ocorrer usando outra cooperativa. Já pedi mudanças, mas já sei que até o final desse ano, ao menos, continuarei a ‘batalha’ diária com meus pedidos não atendidos.

Já pincelei esse meu descontentamento em outra postagem anterior, quando versava sobre a chuva e seus efeitos caóticos na cidade. Penso que por se tratar de um serviço de ‘utilidade pública’, esses veículos teriam o COMPROMISSO de estar em circulação nas ruas, mesmo com engarrafamento, e em dias ruins.

Se eles tem permissão para trabalhar, ou seja, se lhes é concedido o direito de ser um transporte público, obrigatoriamente deveriam e atender à demanda da cidade, seja como for. Vejo muitos problemas no Rio, mas esse tem me enfurecido MUITO nos últimos tempos.

Volto a falar que espero que não chova em solo carioca nem na final da Copa do Mundo de 2014 e MUITO MENOS durante as Olimpíadas de 2016. Se água cair, o caos vai se instaurar. Parte por culpa dos amarelinhos, a outra é do governo, que permite um atendimento que deixa a desejar nessa área.

Protesto. E vou a pé, de ônibus, van, metrô ou bicicleta...

Friday, 11 December 2009

de arrepiar


“Ih, choveu, cabelo encolheu todinho!”

Dias chuvosos não são somente o terror das mulheres em função de suas escovas e chapinhas. Chove no Rio e o caos se instaura. Em São Paulo o dilúvio foi na terça-feira, quando as águas pararam a maior cidade da América Latina também. Anteontem foi a nossa vez e a profecia se confirmou aqui.

Em época de conscientização sobre as mudanças climáticas que vem causando esse tipo de catástrofes metereológicas não só em terras ‘Brasilis’, passo a me questionar sobre o comportamento social atrelado à sobrevivência em dias assim. Sigo abaixo de mau tempo, portanto. Uma nuvenzinha paira em cima de mim, porque a coisa tá feia MESMO.

Numa situação dessas vejo que o Rio de Janeiro infelizmente NÃO está preparado para sediar Olimpíadas – não até quarta agora, pelo menos. Torci por sua vitória, e não nego a raiva que me dá de ver afundar em meio a força das águas (e uma desorganização geral) o sonho de um projeto que ainda não se sustenta por si só. Fato. Não adianta negar.

É de enlouquecer qualquer um! Na metrópole que mais tem táxi, basta começarem os pingos a cair que não se consegue mais nenhuma viatura livre, desocupada – isso nem em tele-táxi, nem na rua. Ridículo acontecer isso, uma vez que eles se negam a sair em tais condições, mas foda-se, porque tem a concessão para prestar o serviço e isso precisa ser feito quando mais se precisa.

O trânsito na chuva é lento, confuso e perigoso, e as pessoas ficam de mau humor. Impressionante. Já se sabe que ‘cariocas não gostam de dias nublados’, mas civilidade é imprescindível. Se o objetivo é sediarmos o maior evento que existe, temos que melhorar e MUITO para podermos adquirir um padrão de qualidade que ainda não temos, e AINDA estamos longe de atingi-lo. A maior prova disso: o péssimo atendimento carioca.

Esse problema independe da chuva. Com ela, só agrava – seja devido ao temperamento que repele esse clima, ou despreparo excessivo ao molhado, o que gera um conflito nas pessoas, no lugar, em tudo. É falta de educação, coisa básica. Falta treinamento e boa vontade. Nisso São Paulo dá banho, com ou sem garoa.

Não poderia perder a oportunidade de rugir sobre isso, pois tive problemas sérios em função de todo um amadorismo (ou como poderia chamar tamanha falta de estrutura para lidar com tais condições). Se continuarmos assim, espero que São Pedro não faça chover muito nem até 2016, menos ainda durante o período em que seremos o foco do mundo.

É bom ir rezando, fazendo orações a Oxum, ou a dança indígena contrária à chuva... para que não chova na final da Copa do Mundo de 2014 e durante as Olimpíadas dois anos depois, porque se a força dela, por hora, ninguém segura, imagina depois! Socorro. Para qualquer produtor (ou mulherzinha), um dia desses é de arrancar os cabelos, literalmente.
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