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Wednesday, 10 July 2013

ignorance is a shoot in the foot

Sorry, but wealth doesn't mean smartness! It's not because your house is sooo fancy that your guests should pay tickets to visit you! For God sake, mind you: f*ck your vanity!

If you actually don't master your professional domain (even believing you do...), please, re-examine your affairs' concepts before losing time and money. Moreover, be cleaver: pay someone to work for you, if you are not able to... giving him enough autonomy to think big. It's that easy!

Remember: lightning doesn’t strike twice in the same place... likewise good opportunities! (mainly the best ones!) Quality has its price; Otherwise, distrust.

Learning is everything! - chiefly in order to inovate. Nobody goes forth without freshening... Being opened to new ideas is an excellent investment in a world which is in constant change.

By the way, fund DOES NOT remain for ever...

Thursday, 31 March 2011

the secret of arrive of thrive


Exactly 15 years ago, one of the most famous (and funny) Brazilian TV shows begun… Sai de Baixo!

This program until nowadays is remembered owing to the popular jargons introduced for the illustrious casting. For example, who doesn’t know the famous: “Cala a boca, Magda!”, usually said by Caco Antibes, her blond (so concerned in being noble) husband.

Marisa Orth, Miguel Falabella, Aracy Balabanian, Tom Cavalcanti, Cláudia Gimenez and Luis Gustavo were the bright stars that every Sunday night used to make everybody happier. At least, during their live presentation.

I miss this kind of (intelligent) programming on our screen.


I reckon the hilar and sincere Magda way of being is somewhat similar as Maria’s (BBB). Don’t you? She made me laugh a lot in the few times I watched it as much as I was used always to do, caused by Marisa.

Sensuality and dullness - a succeed hybrid. The wheel turns round. However, it comes back for the same place… an exactly 360°-circle. As never before, their donkey way of being is a present tendency, though.

Probably she will be another Sabrina Sato in some “Pânico”. Await, soon on your television (actually, not so fast as on the cover of a naked women magazine... if she has not done yet!).

Wednesday, 30 March 2011

narrow-minded time


Big Brother on TV - Where being stupid is a good stroke done.

It says that next year will be the last time we are going to see a group of people confined (together) into a house, being watched full time. Finally! Enough clowning…

Our BB(B), this year, have just presented a different end compared by the prior others: surprisingly, who won the tv show was a pretty bitch with a good heart and few active neurons - something unlikely before… when only smarter or poor individuals used to become rich.

In fact, Maria took the award as a consequence of being a good person and not because of her nice face or her curved body. Her both sincerely and innocent way, (besides funny) to deal with the emotionally strong situations in the game gave her R$ 1 million and a half - not bad!

The main audience is feminine (who votes online, calls or sends messages by mobile). For the first time, they frankly enjoy a girl-player. Maria is the proof that Globo was looking for something new, unpredicted. After all, a gay and others (more than) three handsome calm guys have stepped out there as champions, or at least as vice. Thus, this time was the women turn.

When George Orwell wrote 1984, in 1948, I guess he never could imagine that his words would be a kind of prophecy, chiefly: "Ignorance is Strength". Nevertheless, it came true while Big Brother is the powerful attraction on TV - mainly in Brazil. Here, the numbers - of votes etc are the highest.

Our population simply loves to participate. It is up to them decide who is the main ephemeral celebrity at the moment in the country. It is like a national passion. Easy to happen once most of us are not prepared to shelter ourselves of this abundance of frivolousness, thoughtlessness and futility.

Maybe they like to see themselves there as on a mirror, bringing about this results. Thinking better, perhaps Orwell had hit home as a result of his conclusion that indeed (this type of) Freedom is Slavery - of our knowledge, instruction, wisdom, erudition or cultural background. In this case, limited not only by being between four walls but due to the low intellectual capacity of the participants and also of the audience.

Wednesday, 26 May 2010

a revolta da vacina


Ontem a Fundação Oswaldo Cruz completou 110 anos. E, quando ouço o nome desse médico sanitarista NÃO consigo deixar de lembrar e desassociá-lo de um interessante “causo” da nossa História, a Revolta da Vacina - uma das mais terríveis rebeliões populares da República.

O fato sempre me chamou a atenção em razão da ignorância do povo aliada a medidas autoritárias que, apesar de sua inquestionável necessidade, desrespeitavam os direitos individuais. Os métodos utilizados para atingir a população e ter então eficácia, na época, chegaram até a serem apelidados pela imprensa como “Código de Torturas”.

Pode parecer horrível a atitude radical do governo de Rodrigues Alves, e do chefe da Diretoria de Saúde Pública e diretor do Instituto Soroterápico Nacional, em Manguinhos (atual conceituada Fundação com seu nome - Fiocruz), mas antes de uma avaliação prematura, alguns pontos fundamentais devem ser considerados: o Rio de Janeiro, em 1904, era infestado de epidemias. Pestilenta, estava longe de ser considerada ‘maravilhosa’ – como hoje (e há tempos) a cidade é conhecida.

Peste bubônica, febre amarela, difteria, sarampo, tuberculose, escarlatina, coqueluche, lepra, tifo, e, principalmente, a varíola... (parece mais a letra da música O Pulso de Arnaldo Antunes, mas não!) essas eram as doenças que matavam muita gente no início do século XX por aqui. Grande parte dos habitantes morava em cortiços superlotados, em situações sanitárias precárias, sem saneamento básico e higiene.

A então capital do país, apesar de seus belos palacetes e casarões, tinha graves problemas urbanos como rede insuficiente de água e esgoto, e escassa coleta de resíduos e lixo. Desse ambiente putrefato resultavam as enfermidades vividas pela população, que dividia o espaço com uma infinidade de ratos e mosquitos, entre outras moléstias, responsáveis pelo óbito de diversos estrangeiros, além dos locais.

Em 1902, as mortes causadas por febre amarela chegavam a mil, e baixaram para 48 dois anos depois. No primeiro semestre de 1904, as chamadas ‘Brigadas Mata-Mosquitos’, que invadiam as casas para detetiza-las, fizeram mais de cem mil visitas domiciliares e mais de 600 edifícios e casas foram interditados. Já em 1909, não era mais registradas vítimas da doença na cidade. Apesar do sucesso e da boa intenção da ação, teve um momento em que Oswaldo Cruz foi apontado como ‘inimigo do povo’.

Mesmo sob insatisfação popular, ele bancou a campanha contra a varíola com a mesma firmeza. E, no dia 31 de outubro, foi aprovada a Lei da Vacina Obrigatória para a popular “bexiga”, como também era chamada. Assim, as brigadas sanitárias puderam, acompanhadas por policiais, entrar nas casas para aplicar a vacina, mesmo que à força. Esse comportamento, entretanto, gerou conflitos.
 

Depois de Alves ter dado plenos poderes ao prefeito Pereira Passos e ao doutor para executarem um grande projeto sanitário, foi posto em prática uma ampla reforma urbana conhecida como ‘bota-abaixo’ (pelas demolições dos prédios velhos, que deram lugar a grandes avenidas, edifícios e jardins). Com essas ações, houve um enorme descontentamento, pois milhares de pessoas foram desalojadas, sendo obrigadas a morar nos morros e na periferia.

A questão da revolta foi política – nenhuma novidade, portanto, pois pessoas desinformadas e sem um incentivo externo maior não seriam capazes de tamanha barbárie. Só para ilustrar o substantivo, foi declarado estado de sítio no dia 16 de novembro daquele ano. A vacinação foi suspensa, e o exército foi para as ruas. O Rio virou um campo de guerra, com barricadas em diversos pontos. Bondes e postes foram depredados; trilhos e calçamentos, arrancados.
 

Estimulados pela demagogia da Liga Contra a Vacina Obrigatória, e pela oposição positivista (que sequer acreditava que as doenças fossem provocadas por micróbios!), informações sobre supostos perigos causados pela vacina foram espalhados. Além disso, o boato de que as mulheres teriam que se despir na frente dos vacinadores porque a vacina teria de ser aplicada em partes íntimas do corpo, agravou a ira da população, que se rebelou.

O motim e a tentativa de golpe tiveram seu fim no dia 20 de novembro com mais de mil pessoas detidas e 400 deportadas para o Acre. Naquele ano, morreram cerca de 3.500 pela doença infecto-contagiosa. Em 1906, esse número caiu para nove. Dois anos depois, uma nova epidemia matou mais de 6.500, e, em 1910, foi registrada somente uma única vítima.

Hoje, felizmente, a varíola está extinta no mundo todo. E, mesmo com a revogação da obrigatoriedade de sua vacina, permanece válida a exigência do atestado de vacinação para trabalho, viagem, casamento, alistamento militar, matrícula em escolas públicas, hospedagem em hotéis.

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Nos dias atuais, o que se viu (eu, pelo menos, aqui no Rio de Janeiro), numa campanha não obrigatória, foi um considerável número de cidadãos se rejeitando a tomar a vacina contra o vírus da Influenza A (H1N1). Os motivos, na maioria das vezes, eram suposições sobre seus malefícios. Não consegui, obviamente, deixar de relacionar esse comportamento ao passado.

Sinceramente, não gostei de tomar a vacina, pois fiquei enjoada, indisposta e com dores fortes no braço por cerca de dois dias, mas li a respeito e vi que eram normais os sintomas e que alguns mitos criados são como os fantasmas já exorcizados. Fiquei tranqüilizada, e penso que agora estou (pelo menos MAIS) segura contra a tão famosa, na moda e temida gripe suína.

Acho válida qualquer forma de preocupação e questionamento sobre assuntos como esse, questões de saúde pública – ainda mais envolvendo possíveis conspirações da indústria farmacêutica (vide a história de O Jardineiro Fiel), mas acredito na seriedade de nossos órgãos competentes. Assim já provaram ser desde sempre. E, ainda alia-se a essa credibilidade o modelo que representamos atualmente quanto ao coquetel para soropositivos.

Chega de rebeldia sem causa. Ou a culpa, agora, é do PT (ou do Lula)? Golpe baixo.

Thursday, 29 April 2010

a raiz do problema

Não adianta!

Por que homens carecas insistem em ter cabelo? – na verdade, os poucos que restam. Ai, HORRÌVEL: careca cabeludo, gente(!), com aqueles fios mais compridos tentando cobrir as falhas, e, por fim, num gran (péssimo) finale, o rabo de cavalo. O ‘ó’, vergonha alheia até... Não acredito como alguém possa se deixar chegar a esse cúmulo do ridículo. Qual o problema em assumir esse ‘estado’ que já deixou de ser (isso se chegou realmente um dia a ser, né?!) um problema.

Por que não raspam inteiramente a cabeça, ficando mais sexy, mais másculos até? - eles já são, normalmente, cheios de pelos mesmo! Confesso que já cheguei a imaginar, olhando alguns bobões desses por aí, como ficariam mais bonitos e atraentes se passassem a máquina no coco. Mal eles sabem que seus traços de macho se sobressairiam e a falta de cabelo nem seria notada – aliás, seria uma ALIADA. Sugeri tal solução a vários conhecidos, baseada em relatos de diversas amigas, papos de mulher, e até matérias em revistas a respeito - masculinas e femininas. Espero tê-los ajudado.

Não entendo, sinceramente, como isso possa mexer ou até mesmo abalar a autoestima deles, sua masculinidade. Por vaidade? Fala sério! Por me atrair, pra mim, não tem coisa mais covarde que tentar fugir do inevitável, recorrendo a um implante, por exemplo. O cara prefere (e vai) deixar de ser careca para ter seu couro cabeludo repleto de pentelhos! (repito: p-e-n-t-e-l-h-o-s - do que o ser humano é capaz!) Olha a ironia... e, ainda, passível de ser notado tal recurso, pois, mesmo que tentem, muitas vezes eles não conseguem reflorestar por completo e exatamente como eram antes as serras peladas e os desmatamentos.

Conheci recentemente em São Paulo um grupo de homens engajado com a causa, o Clube dos Carecas. Foi divertido ouvir os relatos daqueles sujeitos que encaravam com muito bom humor a situação, os fatos. Com eles, fizemos uma matéria sobre a predileção de algumas mulheres por esse nicho, e num tom mais erótico, se lá nos “países baixos” elas preferem assim também. Mais informações sobre a turma e os quês de ser assim no site do Clube dos Carecas.

Primeiro, escrevi sobre o Bruce Willis esta semana (ai, ai...), um dos melhores exemplos de um espécime careca LINDO, que agrada a maioria das fêmeas – é praticamente uma unanimidade; depois, cabelos brancos... quando citei que acho péssimo quando homem velho pinta os cabelos, evitando os fios prata, ou pior: careca, que usa peruca! (acreditem, tem vários assim na rua! Normalmente, uns tiozinhos já). Agora, a mula rugiu inteiramente sobre eles, que, por sinal, lhe agradam MUITO.

Encorajo-os e os estimulo, afirmando que mulheres GOSTAM de homens carecas. Eu, pelo menos, NUNCA ouvi de uma mulher que não gostasse, mas sei que muitas não devem se sentir atraídas por eles. Normal, isso acontece com qualquer característica, inclusive – gordo, magro, alto, baixo, com bigode, barba, pelo no peito, cabelo comprido, depilado ou não... Cada um tem seu gosto, mas o que é inquestionável é a quantidade enorme de pretendentes interessadas em cabeças lisas existente. Não ignorem isso.

Se é dos carecas que elas gostam MAIS, eu não sei, mas encerro expondo que o x da questão (dessa, e de outras TANTAS...) é sempre tentar tapar o sol com a peneira.

Sunday, 9 August 2009

como se não bastasse...


Não basta ser pai, tem que participar.

Um dia, assistindo a um programa feminista da tevê, em dado momento as âncoras se questionaram sobre qual a primeira coisa que fariam se fossem homens. Eu pensei, pensei e pensei cá com os meus botões e cheguei à conclusão que eu iria... (tchan tchan tchan... TCHAN!) entender como podem pais abandonar seus filhos, ignorando sua existência.

A resposta poderia ser bem mais fácil, como por exemplo fazer xixi em pé ou ser chupado e gozar na boca de uma mulher (o que deve ser ótimo! - e possivelmente seria a segunda coisa a fazer no meu estado masculino), mas preferi ser menos rasa e também egoísta em meu objetivo. Essa questão é fato intrigante, habita meus pensamentos, minha vida, e já foi comentada diversas vezes em mesas de bar e papinhos filosóficos sobre a essência do homem.

Esse comportamento é masculino. Até acontece com espécimes fêmeas, mas é infinitamente maior o número de indivíduos homens que agem assim. Como conseguem? Meu pai não fez isso comigo, felizmente, mas só na minha geração de pais existem pelo menos uns dois ou três covardes. Desapareceram, depois de saíram um belo dia para comprar cigarros. Nunca mais voltaram para casa, deixando para trás um lar, esposa e filhos.

Como podem simplesmente bater a porta e esquecer uma vida inteira? Esposa e lar eu até entendo o desgaste do amor e o desapego, enfim. Mas e os filhos, aquelas criaturinhas inocentes, dependentes deles também? Acho estranho, apagar da memória momentos vividos, alegrias inclusive... NINGUÉM é infeliz por completo sempre. Será que não pensam em ligar somente para dizer um 'oi' ao filho, um 'feliz aniversário’, natal, ano novo...

Tenho uma teoria para isso - pessoal e empírica:

Os homens só amam seus filhos se as mães deles foram significativas em suas vidas. Se eles amaram-nas de verdade, serão fiéis e leais aos seus laços paternos.

Conheci grandes pais nessa vida e pude constatar que todos eles foram muito ligados às parideiras de suas crias. Esses são aqueles que abraçam a causa mesmo – trocam, dão banho, levam para escola, colocam para dormir, fazem e dão comida, lêem, levam no parque, à praia, ao circo e zoológico. Claro que deve ter exceções a esse pensamento meu, mas pelo que vejo, confesso que suponho esse índice ser baixo.

Não é um caso de se por alguma culpa, de se apontar o responsável por esse tipo de atitude infeliz e covarde, mas sim de repara-la. Nunca é tarde. Claro que o tempo passado é perdido, mas se existe futuro, tem-se uma possibilidade. Agarro-me a isso toda vez que vejo que não agi da melhor forma. E aceito que a outra parte atingida não me perdoe, mas acredito que só pelo fato de se tentar reparar os erros, já é grande avanço para todos, mesmo para quem não o aceita. Não custa nada tentar, ao menos.

Digo isso ao meu pai. O amo, incondicionalmente, mesmo com todos desacertos, contratempos – comigo e meus irmãos. Acho que aprendemos todos os dias, com todo mundo e com nós mesmos. Espero que ele siga assim, surpreendendo-se com as oportunidades que a vida nos oferece. São únicas e merecem atenção. Nada será como poderia ter sido, será como tem que ser. Há tempo para reparos e para um amanhã de mais união e de família reunida.

Hoje, no SEU dia, não pude estar por perto, abraça-lo, ou presenteá-lo, mas o homenageio com este texto. E, lamento por aqueles que preferiram a solidão, ou somente trocar de família esquecendo que havia outros ‘alguéns’ que os amavam e esperavam por eles. Lamento mesmo. Esses são infelizes por esta perda pessoal, essa incapacidade de ser amado e de dar amor por quem se é responsável.

Sunday, 17 May 2009

vertigem


Final de semana sem poder olhar para os lados direito. Dor. Raiva e tristeza se misturam numa visão imóvel do teto. Choro e sinto um peso enorme sobre minha cabeça. Será que é por isso que estou com o pescoço assim? É um torcicolo de quê?

Por que deixo algumas coisas para a última hora? Por que não consigo me antecipar sempre? Penso somente que às vezes perco muito com isso pois poderia aproveitar mais os momentos, vivê-los com mais calma, com mais apreço. Sinto a tensão pulsar em meus nervos. Um anseio toma conta.

Hoje, último dia, fui visitar a exposição dos grafiteiros OSGEMEOS no CCBB aqui no Rio. Infelizmente não consegui esperar para poder ver algumas instalações melhor, interagir. Tava cheio (várias pessoas são como eu). Não dava tempo. Cheguei correndo. Tive que trabalhar depois.

Nas gravuras, uma agonia calada nas expressões amarelas daqueles bonecos. Gosto disso. Enquanto apreciava os desenhos, só me vinha à cabeça que graffiti é arte SIM e que só lamento por quem não consegue ver a riqueza cultural que os sprays manifestam pelas ruas, muros, paredes.

Ignorância e solidão - duas coisas que me causam vertigem hoje só de pensar.

Monday, 20 April 2009

verborragia


Os blogs estão aí para isso: para se versar livremente sobre diferentes assuntos. Agora, escrever num jornal de grande circulação é diferente. Merece cuidado, respeito, apuração. Tem que se pesar o que é dito, não se deve escrever sem limites, ainda mais quando se fala mal de algo, ou alguém.

Abri a Zero Hora de sexta-feira e vi uma coluna no caderno jovem do jornal que me chamou a atenção negativamente. Nela, uma lista de seis itens lamentáveis dos anos noventa. Seguem baixo:

1. Raves. Música irritante, homens sem camisa e NINGUÉM beijando na boca.
2. Grafite. Foi quando inventaram o absurdo que grafite é arte. Sério, grafite não é arte.
3. Manguebeat. Lama, fantasias e anamauê. Alguém me explica?
4. Camisa de flanela. Perfeitas para quem tava a fim de se matar naquele dia.
5. Guerra do Golfo. Não é minha guerra favorita, te dizer.
6. Tamagotchi. Atestado máximo de imbecil.


Quanto a fazer a lista, ok, mas as críticas poderiam ser melhor elaboradas, embasadas em verdades. Esse é o príncípio básico. Agora, com que respaldo o autor faz afirmações como a que grafite não é arte, por exemplo? Onde essa pessoa vive que não vê que está errado? (por ironia do destino, descobri que no mesmo bairro que minha mãe mora, aqui, próximo de onde estou AGORA).

Me vi obrigada a ir atrás de informações sobre quem escreveu tamanho disparate. Fiquei chocada. A pessoa é comunicador de rádio, trabalha com música e, no mínimo, não reconhece o valor de Chico Science na música brasileira. Sinceramente, gostaria que não dessem tanto crédito a quem tem um 'puta' espaço na mídia e manda mal uma vez que usa de seu gosto pessoal e sua desinformação para criticar movimentos musicais e uma arte que pelo visto desconhece, ou ignora.

Liberdade de expressão? Tem que ter. E discernimento? Todo. Ele até pode publicar o que quiser em outro nível, agora um jornal deste porte bancar esse tipo de texto agressivo e deselegante, é DEMAIS. Chama o ombudsman! Avisa o moço que veículo para este tipo de texto é OUTRO e que os blogs estão aí para isso. Enfim, viva a internet e toda verborragia cabível aqui.

Utilizando-me do que é de praxe: Cala a boca, Piangers! (ou Zero Fora?)
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!