Se na favela do Vidigal o melhor bar era o Bar-raco, qual seria o nome próprio para um em Ouro Preto? Bar-roco – genial! Melhor não poderia ser. Adoro! Senti-me em casa...
O vilarejo é um charme, mais parece cenografia de tão bonitinho com seus telhados, paralelepípedos, arquitetura antiga bem conservada, seu verde à volta, o sobe e desce das ladeiras íngremes e escorregadias. Porém, em meio àquilo tudo, a impressão que eu tive é a de que perdi MUITO tempo. Tanto para conhecê-lo, como também porque eu poderia ter curtido o lugar nos áureos anos de minha juventude, em antigos carnavais, ou por que não (?) ter vivido ali.
Ok, não sou uma velha (longe disso!), mas também não mais a universitária livre, leve e solta que era há exatos dez anos. Hoje, embora consiga enxergar todo o contexto jovem da cidade, não me vejo mais compartilhando desse clima com toda a vitalidade e disposição próprias de tempos atrás.
Vejo agora a possibilidade de uma viagem a dois, apreciando toda arte local, curtindo muito as ruelas e seus restaurantes e bares (nem tão pé sujos), mas num astral mais casal, com maior aconchego ao frio clássico da região. A parte histórica da cidade exploraria em ambos os momentos, mas reconheço que o presente é mais calmo, mais intimista e sóbrio.
Passar por aquelas repúblicas lotadas de ideais, de liberdade e noção de futuro pela frente me soou nostálgico. Fez-me recordar de um período em que eu poderia ter ousado mais e ter partido rumo a uma vida estudantil completa, cujas responsabilidades afloram à medida do aperto financeiro, das escolhas. É um aprendizado incrível, inigualável.
Não me arrependo da vida que levei, pois fui muito feliz e ainda sou. Gostaria somente de estimular filhos meus a desgarrarem e aproveitarem essa fase tão mágica e especial, repleta de energia. E, na correria desta passagem relâmpago por lá, fiquei devendo somente uma cerveja clássica, adivinhem onde!
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Monday, 14 June 2010
Sunday, 13 June 2010
santonho
Minha vo era devota de Santo Antonio. Nota-se pelo composto nome de meus tios, sempre terminados com este, tão comum nos dias atuais. Nos últimos anos, Antonios, Franciscos, Joãos e Bentos tem sido registrados aos montes. Bom isso, pois são todos lindos.
A igreja desse santo é uma das primeiras e das que mais me lembro em Porto Alegre. Fica no morro homônimo, onde trabalhei algum tempo, em diferentes anos, na rádio mais rock da cidade (era, pelo menos...). Embora não católica, a muitas missas fui quando pequena e já adolescente também.
Confesso, entretanto, que não esqueço nesse contexto, pois me marcou profundamente, a distribuição do saboroso pãozinho que tanto gostava de comer quando era obrigada a comparecer nesses lugares sagrados (que vamos combinar ser um saco para qualquer criança ou jovem!). Recordo como se fosse hoje, até do cheiro...
Mas, Fernando de Bulhões, frade franciscano assim batizado, mais do que 'Padroeiro dos Pobres', é conhecido nacionalmente como 'casamenteiro'. Essa crença faz dele um dos santos mais populares no Brasil. Possui milhões de fiéis que hoje, em seu dia, e ao longo do ano (e das festas juninas) fazem simpatias para se enlaçar.
Diante de sua imagem barroca, em Ouro Preto, dentro da Igreja da Nossa Senhora da Conceição, confesso que não prometi nada, mas pedi e agradeci sua proteção e ajuda em questões que vão além coração. Há muito tempo me auxilia prontamente, e sem que eu tenha que lhe deixar de cabeça pra baixo, ou em castigos parecidos, tão comuns quando se quer algo dele.
Então, com muita fé, e sem pressa, tenho certeza que é só esperar que o que é bom virá - quando e como tiver que ser, enfim.
A igreja desse santo é uma das primeiras e das que mais me lembro em Porto Alegre. Fica no morro homônimo, onde trabalhei algum tempo, em diferentes anos, na rádio mais rock da cidade (era, pelo menos...). Embora não católica, a muitas missas fui quando pequena e já adolescente também.
Confesso, entretanto, que não esqueço nesse contexto, pois me marcou profundamente, a distribuição do saboroso pãozinho que tanto gostava de comer quando era obrigada a comparecer nesses lugares sagrados (que vamos combinar ser um saco para qualquer criança ou jovem!). Recordo como se fosse hoje, até do cheiro...
Mas, Fernando de Bulhões, frade franciscano assim batizado, mais do que 'Padroeiro dos Pobres', é conhecido nacionalmente como 'casamenteiro'. Essa crença faz dele um dos santos mais populares no Brasil. Possui milhões de fiéis que hoje, em seu dia, e ao longo do ano (e das festas juninas) fazem simpatias para se enlaçar.
Diante de sua imagem barroca, em Ouro Preto, dentro da Igreja da Nossa Senhora da Conceição, confesso que não prometi nada, mas pedi e agradeci sua proteção e ajuda em questões que vão além coração. Há muito tempo me auxilia prontamente, e sem que eu tenha que lhe deixar de cabeça pra baixo, ou em castigos parecidos, tão comuns quando se quer algo dele.
Então, com muita fé, e sem pressa, tenho certeza que é só esperar que o que é bom virá - quando e como tiver que ser, enfim.
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