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Monday, 21 January 2013

a matter of form

I comprehend that for each one some life events happen at assorted moments, in different ways... And I respect that.

However, for me, in my own life, there is something that markedly please me: the fact that I got married before being pregnant.

I believe in love and I frankly accredit that people can assume their relationship insomuch about to officialize it whenever they want. Nevertheless, the idea of doing that just because of social formalities, to keep decorum, frustrates me.

In Rio, that occurs a lot! I went in some under these circumstances... Well, in Porto Alegre, though, most part of couples I know wont never have any ceremony celebrating their match. Unfortunately... Many men who don't assume their acts (even with a child), that "simply" don't care. Idiots!

Actually, no matters where... As far as I am concerned, why don't do that before, as a result of
their will, only both of them, the couple, without any external intervention (ok, maybe 'internal'...)? By virtue of their love? Forming something more solid (like a family), not due the arrival of a baby, but whereas your affinity (that even may result in kids! Eventualy... soon... but later!).

It seems to me as a civil obligation, anyway. Not by free wil. Otherwise, why not make a ritual earlier, willingly, with no pregnancy?

I'm happy to have done that by us. For us, and thus accord with the natural order of things. As custom demands. Genuinely, not necessary; lovely, though ♥


Monday, 4 April 2011

they wormed their way


Pitiful, everything goes bad here.

I advice: my extreme opinion probably will shock you. So, it’s up to you whether continuing to read or not.

I was astonished to watch all the news about the fake policeman discovered recently in Rio. However, not owing to his lie, but the complete surprise of population about that. Let’s aim some disturbs usually occurred:

- Instead being the ‘law-guys’, giving us all the necessary security, many policeman don’t act as a good role. Considering that, everyday, they ask citizens some tips to liberate the bad conducers, weed smokers, or whoever…are doing something wrong(!), it is clear that they are not making things well, dealing wrongly with this power received.     

- No one would dispute that politicians are not doing well their jobs. As long as they were working hard for our welfare, the reality of Brazil would be another - better for everyone, of course! They robber public money, over incoming as much as they could everything possible, in addition of accepting tips too etc. 
 
Now, answer me: who are the real fake men of good?

- Carlos da Cruz Sampaio Junior, that wanted to be a cop even not being approved to it. This poor guy not only simulated false positions at the Police but also forged documents which proofed his calling. Whereas there, he conduce illegally some of their battalion’s missions against bandits. It is a perfect case that a common person who wants to be a hero (or someone similar to it!) even not through right means

or…

- our legal men accordingly Brazilian rules (politicians or policeman), elected by us or approved in a specific test to became a civil servant - that gave them power to have both duty and responsibility to be in the office they are,   above all suspicion. Even so, them attitudes don’t are suitable with their roles in our society. In other words: they are not good guys, or rather: the main individuals that MUST carry on the laws, “simply” don’t.

It is interesting (not to say an absurd!) that even if facing this horrible reality which we live here, only few people complain, is upset or indignant with the winding means this kind of thing often happen here! Surreal.

I’m not here justifying the lies of the fake cop, just saying that there are many worst things forgotten while a smaller mistake stamps all chief news section of every single TV channel. Hey, someone remembers that we have voted in these (ir)responsible fellows who let those ones to do whatever thy want to, as being allowed to gain an advantage over everything?  

It seems somewhat as fiction... Tropa de Elite - the movie. While one wants to be Capitão Nascimento, others insist in wormed ways (read ‘the our Mafia’ ones - “Milícia’s”) to get the jump on. From my point of view, the punishment for this bad conduct to whom was trusted this serious charge in society, should be more severe than for who tried do alternatively their jobs, even being a unlawful.       

Friday, 17 December 2010

com a boca no trambone


Crítica nacional:

Parlamentares se auto-promovem e aprovam salário igualitário de R$ 26,7 para eles, ministros de Estado, presidente e o vice-presidente da República. Um acordo foi feito para a tomada desta decisão que os deputados classificaram como em “regime de urgência” para que fosse votada ainda esse ano. 

Inúmeras famílias passam fome no país inteiro, milhões de pessoas sofrem com a falta de recursos e estrutura na saúde pública nos quatro cantos do Brasil, outras tantas estão desempregadas, sem condições de exercer dignamente sua civilidade, isso sem contar que o salário mínimo atual é de APENAS R$ 510(!)... mas nada disso é TÃO importante para os nossos governantes quanto seus próprios focinhos e bem-estar.

Vergonhoso – é o mínimo que posso manifestar a respeito. Uma porque tal ajuste é DESNECESSÁRIO, sendo que todos eles já ganham benefícios como vale-combustível, passagens aéreas gratuitas, não pagam aluguel, tampouco declaram imposto de renda!  - entre outras regalias. Ou seja, para eles seus salários (todos já acima de R$ 10 mil mensais) saem limpos para eles, sem gastos comuns a todos outros cidadãos, que com os impostos, pagam seus salários.

O que mais me indigna, no entanto, é a ignorância do nosso povo, que simplesmente dá de ombros para isso, MESMO (e principalmente) aqueles que ganham tão pouco tendo que sustentar tanta gente. Se fosse na Europa, o povo estaria na rua, manifestando-se contra tudo isso – vide a insatisfação dos franceses com a reforma da previdência deles que aumentou de 60 para 62 anos a idade mínima para aposentadoria, e também, mais recentemente, em Londres, onde universitários atearam fogo em ônibus protestando contra os aumentos nas mensalidades das universidades.

Aqui, infelizmente, só seria gerado rebuliços como esses se proibissem o futebol, a cerveja e o samba de final de semana. Nem o ‘pão’ adianta cortar que ninguém reclama (a começar pelos preços abusivos dos alimentos nesse último ano). O que o povo quer mesmo é ‘circo’! Por que será? PALHAÇADA.
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a mula ruge...

Logo hoje, quando faz exatos quatro anos de nossa conquista no Mundial Interclubes de 2006 no Japão, registro outra indignação: a performance colorada na semifinal deste ano. Perdemos e deu zebra – africanos na final contra os italianos da Internazionale de Milão. Como aconteceu na Copa, torço por quem nos eliminou, e que, mais uma vez, nunca venceu a competição. Ao meu ver, assim como a Holanda (que lamentavelmente não ganhou mais uma vez), o Mazembe, do Congo, merece tal façanha por seu desempenho até agora.

Quanto a nós, teremos que pastar mais um pouquinho até conquistarmos outro título, afinal, não jogamos NADA nessa última partida. Faltou energia, vibração àquela equipe insossa, apática, sem moral. E o Celso Roth que baixe a crista e admita o fracasso do time sob seu comando (pelo menos nessa eliminação, decisiva).

Ficaria inconsolada, querendo ‘matar ou morrer’, se tivesse ido até lá, pagado uma fortuna, para ver o Inter dar vexame, como fez. Mesmo de ganharmos o próximo jogo e nos classificarmos como terceiro colocado no campeonato, voltaremos de Abu Dhabi ainda colorados, mas vermelhos de vergonha.

Friday, 10 December 2010

jesus!


“Um povo que não sabe ler e escrever é fácil de enganar”

Utilizo-me, aqui, das palavras de (outro barbudo, o segundo mais conhecido e respeitado da História) Che Guevara, para descrever o que aconteceu no crítico caso do deputado federal mais votado do país nas últimas eleições: Tiririca - o da "Clementina de Jesus".

'Clementino' não está ligado diretamente à clemência, mas deveria nesse caso...

Como defender interesses do povo sendo aliterado, sem condições de proteger a SI mesmo de uma maneira básica de sobrevivência: lendo? E, na boa, não basta só conhecer as letras, mas compreender o conteúdo daquilo que é expresso com elas. Caso contrário, é analfabetismo funcional. Não entender a própria língua, mesmo sabendo desenhar seu alfabeto, não adianta - por mais bem assessorada que a pessoa seja. Ler é o mínimo para exercer esse cargo político. Vamos combinnar? Necessário.

Por mais a favor das minorias que eu seja, nesse caso, não dá. Não é pró- mesmo. Vergonhoso. Palhaçada, literalmente! E a culpa é de todos, em diferentes âmbitos - Estado, TSE, dele e da sociedade em geral, que votou numa pessoa despreparada, elegendo-a. Mais um milhão de votos é muita coisa! Queria poder conhecer mais o perfil desses eleitores para tentar entender melhor o ocorrido. Mais: tudo isso poderia ter sido evitado se a dúvida e essas provas todas tivessem sido tiradas antes, na canditadura.


Independente da decisão das autoridades (in?)competentes, como já indica o prórpio slogan de Tiririca em sua campanha: "Pior que tá não fica"!

Friday, 3 December 2010

como ficamos?


Algumas prisões, muitas apreensões e dúvidas quanto ao destino das toneladas de drogas e centenas de armas achadas nas comunidades retomadas pelo Estado. SERÁ que estamos livres da possibilidade de (pelo menos parte) desse material ter sido extraviado - como tanto acontece nesse ciclo vicioso que envolve bandidos e indivíduos pertencentes a banda podre da polícia, corrupta e criminosa tal qual o “inimigo“.

A ação das polícias unidas, junto ao Exército, rendeu um bom resultado na mídia (graças ao seu próprio mérito em ter atrapalhado em seu ’ao vivo’ um êxito total, com um provável extermínio). Apesar de algumas denúncias de abuso da polícia, não houve retalhação por parte dos Direitos Humanos, nem por parte da sociedade - que acabou contribuindo bastante na entrega de marginais. No final das contas, pipocaram notícias positivas no mundo inteiro.

Mas... (como tudo nessa vida tem dois lados...) o que ficou deixando a desejar foi a dúvida (ainda pendente) da localização dos tantos criminosos não achados, tampouco detidos nesses dias de megaoperação intensiva contra o tráfico. Medo de um futuro retorno, próximo, novos ataques. Outra questão que preocupou milhares de pessoas foi a incineração de mais de R$ 100 milhões em narcóticos e entorpecentes nos fornos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, vizinha ao Rio.

Protestos nas redes sociais, uma caravana de rastafáris ao local, a curiosidade sobre efeitos na fumaça produzida, um sentimento de desperdício, o medo de uma superinflação dos “produtos” no mercado negro a curto prazo... O destino das drogas mobilizou ma parcela da população interessada no assunto. Infelizmente, nada pode ser feito a respeito, evitando que se levasse às cinzas o pó, as folhas. Nesse sentido, missão dada, missão cumprida - do jeito que Capitão Nascimento gosta.

Thursday, 25 November 2010

amor e ódio


A realidade do que está acontecendo aqui, agora, não chega BEM a ser uma relação de amor e ódio, total radical como a campanha “Brasil: Ame-o ou deixe-o”, veiculada nacionalmente no início dos anos 70, durante a ditadura militar. Por mim, tratando-se do Rio de Janeiro, e sendo como é hoje, estaria mais para um clássico “Amor e Morte” de Júlio Reny. Socialmente, serve de alerta geral (à la Gal), tipo:

“Atenção, tudo é perigoso, tudo é divino maravilhoso”

Rio - Cidade maravilhosa, cartão postal do país, a capital internacional do Brasil (sim, porque praticamente ninguém lá fora conhece Brasília), destino turístico de milhares de pessoas todos os anos, que vai sediar jogos da Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016 está numa guerra civil! Politicamente, foi abandonada há tempos e controlada pelo tráfico. Carnaval MESMO, festa só para gringo ver. Mas, há quatro anos, começou um trabalho mais sério e intensivo para retomada do poder pelo Estado.

As Unidades de Polícia Pacificadora, conhecidas como UPPs, tem funcionado e levado paz a diferentes comunidades. Estão dando saída aos becos. A iniciativa e a execução pelo Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e pelo Governador reeleito, Sérgio Cabral, é só elogios. Traficantes foram presos, mortos e os que conseguiram escapar estão sem ter para onde ir. Resultado: encurralados, esses bandidos estão, agora, agindo. Ataques tem sido feitos em diferentes bairros como um aviso, uma forma de assustar a população e desencorajar o governo a continuar sua ação.

O grande desafio é o Complexo do Alemão, localizado na Zona Norte da cidade, para onde fugiram centenas deles, em fila (numa imagem incrível feita pelo helicóptero da Globo). Momento sublime, perfeito para uma ação comandada pelo Capitão Nascimento, quando poderiam ter jogado uma bomba e ter acabado com o problema de uma vez só - déjà-vu do que aconteceu em Bangu I anos atrás, em 2002. Será que teremos essa chance de novo? Muita sorte... Na verdade, azar - porque se não fosse o Globocop estar ao vivo, provavelmente a missão dada teria sido cumprida.

Com certeza os malas dos Direitos Humanos, que só servem para reconhecer e batalhar benefícios para marginais, ignorando o mal que eles fazem a sociedade, iriam chiar, mas aí já seria tarde. Os cidadãos estariam satisfeitos, os bons policiais aliviados, e os maus (junto aos políticos corruptos) preocupados, procurando outras fontes de lucro que não as milícias, o aliciamento com tráfico. Quero saber o que esse pessoal dos DH fazem para ajudar as pessoas das favelas, obrigadas a conviver com o medo, a violência, sem oportunidade de uma vida mais digna. Tem muita gente de bem lá, oprimidas pelo sistema. O que eles fazem quanto a isso? Lutam antes contra quem protegem depois?

Alerta! A reação do povo foi se recolher, voltar mais cedo pra casa, evitar sair. Muitos se mostraram, solidários com a situação e a ofensiva da polícia, favoráveis à cidade. Frases “Eu amo o Rio” circulam na internet, no peito dos cariocas em camisetas com corações vermelhos. Brega, mas bonito isso. O meu afeto pelo Rio é explícito, está aqui, agora, enquanto a mula ruge. É perceptível na minha escolha de para cá vir morar, e aqui permanecer durante tanto tempo. Reconheço os defeitos do lugar onde moro, mas acredito num futuro melhor. Estou bem otimista, embora lamente o incidente televisivo que evitou um BOM massacre - sim, isso existe.

Um próximo passo, quem sabe, seria a legalização das drogas, numa tentativa de ajustar esse problema social que envolve sociedade, política, polícia, bandidagem e arrecadação de impostos - para saúde e educação. Abaixo dinheiro de suborno. Sim ao que importa. Com gentileza, por favor! Atitudes extremas só no limite.  

Saturday, 20 November 2010

tá tudo errado


Quem são nossos heróis?

Policiais roubando, membros de
um partido tido como comunista se beneficiando com dinheiro e poderes públicos - tipo máfia, padres pedófilos, pais que abandonam os filhos, maridos violentos... Difícil responder assim, quando quem mais deveria “cuidar” dos outros, rouba a cena num papel que não era bem o que deveria ter - SER, na verdade, e não somente interpretá-lo.

Toda a semana um novo escândalo nos jornais, ou seja qual for aquela notícia que não nos afeta mais como DEVERIA dizendo que no senado, ou na câmara, em casa, no trabalho (whatever!) alguém está sendo acusado de má conduta - porque desviou, sonegou, traiu, bateu, sumiu, matou... Não importa! Não sabemos mais mesmo em quem confiar, se aqueles que (deveriam, de fato, ESTAR quando somente) se dizem do nosso lado, não estão mais... Ou nunca estiveram. Assim, fica difícil!

Restam-nos os galãs da ficção. Afirmação essa que justifica essa ode ao Capitão Nascimento - nosso mais recente herói do cinema nacional . Gente como a gente, cheia de conflitos, mas que os supera em favor do bem. Bom, pelo menos isso: o bem ainda vence o mal no final - e na cabeça das pessoas . Ainda há esperança suficiente para tanto. Na telona, ou entre e os reclames do plim plim, porém, não mais... Falta perspectivas. Já se fica na dúvida do que é ‘certo’ e ‘errado’.

Os valores são outros... Mudam. A sociedade em nada nos prepara para sabermos mais sobre ética, solidariedade, humanidade, civilidade, disciplina, amor... Ninguém mais respeita ninguém. Aonde esse mundo vai parar? Pode o cinema, assim como os estudiosos (e também os gurus) simplesmente supor e arriscar seus palpites sobre nosso futuro, mas estou bem descrente.

Tá fod*! Só com superpoderes mesmo... Respondabilidade muita; juízo e consciência poucos. Hoje é Dia de Zumbi, comemorado junto ao centenário da Revolta da Chibata que marcou nossa História como um das únicas manifestações contra a República que deram certo... (senão A única) Infelizmente, poucos sabem a respeito.

Sunday, 14 November 2010

quanta diferança!


O que motiva os jovens hoje? Nos anos 60 era um sentimento de liberdade, de oposição à guerra, amor livre. Aqui no Brasil, um pouco diferente do que aconteceu nos Estados Unidos, foi a ditadura, pensamento e comportamento conservadores de nossa sociedade.

Muita coisa mudou, mas ainda atualmente o cabelo pode ser uma forma de manifestação. Não como antes, quando o simples fato de um homem deixá-lo crescer era considerado subversão... de afronta ao sistema, ao exército - que exigia dos jovens cabelos curtos. Agora seria muito mais agressivo uma menina raspar a cabeça, por exemplo, ou usá-lo de forma estranha, num colorido gritante.

De qualquer forma, um retorno a esse espírito hippie cultuado no passado é uma viagem interessante. Vale a pensa ver a mega produção "Hair", em cartaz no Oi Casa Grande, no Leblon - Rio de Janeiro. Músicas, figurino, cenografia, elenco... tudo de primeira! Como era de se esperar, gostei MUITO, mesmo tendo eles mudado um pouco o original. Muito mais que a questão da homossexualidade, compreensivelmente defendida pelos parceiros-diretores Charles Möeller & Claudio Botelho nessa versão brasileira, a na época mais abordada e igualmente criticada mistura de raças acabou ocultada de certo modo na minha opinião.

É, os tempos são outros, mas as bandeiras continuam levantadas - cada um defendendo a sua causa como pode. A proposta pode até ser a mesma, já os cabelos...

Friday, 12 November 2010

solitude


Ser uma mulher de prestígio tem um preço a se pagar. Estar à frente de seu tempo, ser livre, ousada... Tudo isso fascina e afasta os homens. Inspira e causa inveja nas outras mulheres. Assusta e modifica a sociedade.

Personalidade, comportamento, talento... Vontade, coragem e bravura, determinação, teimosia - misture tudo isso e teremos alguns ícones femininos como Coco Chanel e Edith Piaf.

Coco e Piaf - apelidos artísticos para damas de nomes supostamente "nobres": Gabrielle Chanel e Edith Gassion. Nada mal! Interessante isso. Francesas, contemporâneas, suas histórias se parecem. As duas nasceram num dia 19 e morreram num dia 10. Vi quase em sequência ambos os filmes que contam suas vidas e fiquei surpresa ao constatar muitas semelhanças em suas trajetórias.

Infância pobre, ausência das mães, descaso dos pais, vida artística, música, aposta de estranhos, talento, trabalho, reconhecimento, fama, riqueza, amor e perda, morte e tristeza. Parece que a solidão insiste em visitar aquelas que tem força para suportar a dor de algumas feridas. Agora, se elas cicatrizam, já não sei... A sensibilidade nem sempre é aparente.

Infelicidade. Pode até ser azar, mas me parece castigo. Uma pena.

Thursday, 13 May 2010

ninho de cobras


O ser humano é um bicho muito estranho mesmo. Quando em grupo, sem poder evitar, e involuntariamente, começam as intrigas. E, ao invés de tentar um acordo, de buscar uma solução contundente, perdemos a cabeça, e aí vem a exclusão e a guerra (desleal, por vezes).

Que tipo de animais somos nós, então? - Cobras, arriscaria a dizer. Ou burros, pelas oportunidades perdidas por pura irracionalidade. A primeira opção, no entanto, explica não somente o desdém, mas as intenções agregadas – e nem sempre do bem.

Por que não tentar melhorar, conversando, ao invés de apunhalar o(s) outro(s) pelas costas? Ruim isso. Meu consolo é poder dizer (orgulhosa) que não sou do tipo peçonhenta. Não MESMO. Fico aliviada.

Ainda assim, sofro - infelizmente. Não estou vacinada, embora já tenha provado de nosso próprio veneno. Talvez para não ser mais atingida por essas picuinhas todas precisasse já ter tomado uma dose maior de soro anti-ofídico... ter pecado mais.


Socorro, olha onde fui me meter!

Sunday, 18 April 2010

é fogo!


Até poucos dias, a única coisa que eu sabia sobre a Islândia é que Björk tinha nascido lá. Pois bem, o Eyjafjallajokull [por favor, não me peçam para pronunciar! Acho que o máximo que consigo é ‘Ahmadinejad’...] entrou em erupção, e NUNCA a atividade de um vulcão foi tão vista, comentada e acompanhada na história da humanidade!

Quando acontece em Lonbok, na Indonésia, na cadeia das ilhas Kuril, a noroeste da ilha Matua, no norte do Japão, ou em Tungurahua, no Equador, quase ninguém fica sabendo. A grande mídia não se mobiliza para mostrar quando isso ocorre em lugares “inóspitos”, a menos que... atinja e interfira de alguma forma na economia mundial – como agora.

O fato de muitos aeroportos na Europa terem sido obrigados a cessar suas atividades em função do perigo de acidentes aéreos, chamou a atenção do mundo pelo caos criado. Segundo autoridades do setor, esse imprevisto está custando cerca de US$ 200 milhões por dia às companhias aéreas. Um chute no estômago.

Fora isso, sair e chegar em qualquer lugar por lá ficou complicado. Milhões de pessoas estão tendo que se virar como se estivessem no passado, quando ainda não existiam aviões. Transporte só por terra ou mar mesmo. Uma loucura impensada – mas, de agora por diante, é bom que reflitamos a respeito (sobre recursos, valores e o futuro, tão imprevisível), em alternativas possíveis.

O planeta está dando seus sinais, e com tanta tecnologia e comunicação disponíveis, podemos ficar mais antenados nas mudanças do clima, nas catástrofes naturais, nas intenções e preocupações dos governantes, grande mídia e iniciativa privada a respeito. E fiquemos atentos também no comportamento da sociedade quanto a isso. Ninguém mais é tão desavisado assim quando se tem a internet.

*opa, então... puxão de orelha em mim, que desconhecia detalhes desse país insular tão interessante por sua geologia, prosperidade econômica e liberdade sexual. Aiiiiii!

Friday, 9 April 2010

o choro carioca


Opa! Mesmo passados alguns dias (mas não o caos e os danos) das fortes chuvas aqui no Rio, a mula não poderia deixar de rugir a respeito... até porque sofri para chegar em casa com água quase nos joelhos em Botafogo na noite em que tudo (re)"começou". Terrível.

O descaso de anos ficou, enfim, evidente aos olhos do mundo. E não adianta culpar São Pedro porque não foi ele que obrigou ninguém a morar onde não pode, a jogar lixo pelas ruas e entupir bueiros... Que bom que a mídia tem dado ênfase a essa questão, cobrando providências dos atuais governos, que terão que responder por décadas de omissão dos demais.

Mudanças, por favor! A hora é agora, se quisermos de fato poder estar nos parâmetros de primeiro mundo para poder sediar aqui jogos da Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Mais ainda: se quisermos continuar fazendo jus ao título de ‘cidade maravilhosa’, com nossos cartões-postais intactos, sem mais lágrimas e tanta dor...

Construções em morros – principais áreas de risco por aqui, sem o aval necessário, poderia dar nisso... (é óbvio, nem precisava ser um especialista para saber) e deu! Parece que, agora sim, irão investir em moradia pública decente para milhares de famílias que habitavam esses locais que deverão ser desocupados a curto prazo.

Sim, pois a previsão é de mais chuva, e o estado do RJ segue em alerta. Será que foram necessárias 179 mortes e cinco mil famílias desabrigadas, ATÉ o momento (e só DESTA vez, porque já houve outras enxurradas anteriores, mais brandas, mas que já alertavam os problemas escancarados agora), para concluírem que essas questões estão mal administradas?

Até segunda-feira, nossos políticos não viam as encostas sendo povoadas desordenadamente? - estavam cegos, ou o quê? Por outro lado, questiono-me se as pessoas vão continuar insistindo no erro também, porque político sozinho não faz milagre, e com essa loucura climática toda, muito menos santo do tempo.

O tempo está feio. É uma vergonha! Na verdade, é triste... MUITO.

Tuesday, 23 February 2010

pussyness


Produto? Não, trata-se de trabalhadoras o que se vê através das vitrinas do (para os locais) Rossebuurt de Amsterdam. A capital holandesa, turística por seus canais, tornou-se famosa também pela exposição de mulheres nas ramen. Essas, são abertas como janelas nas ruas, mostrando o que ali é oferecido - sem pudor.

Por esse e outros tantos atraentes motivos, o mundialmente conhecido Red Light District, traz homens de diferentes lugares para gozar de tamanha liberdade e variedade. A oferta é vasta; a curiosidade, idem. Diversos casais e mulheres são vistos perambulando pelas ruelas estreitas, com olhos atentos em direção ao que está exposto.

Civilidade - uma vez que a prostituição é (tida como) a ‘mais antiga das profissões’, e sendo ela legalizada nos Países Baixos, não há o porquê de espanto, vergonha ou qualquer outra manifestação hipócrita que possa ser esboçada. Elas pagam impostos como qualquer cidadão e merecem o devido respeito. Por favor.

Este é um exemplo a ser seguido. Não adianta tentar tapar o sol com a peneira, pois a luz vermelha vai sempre brilhar, piscar, chamar a atenção de todos onde quer que seja. Admitamos. Peep shows, sexo explícito, stripteases, pole dance... há uma gama de outras atrações que podem, inclusive, apimentar a relação e/ou inspirar solteiras e casadas.

Aos mais críticos, uma boa notícia: a probabilidade de se ter uma infecção qualquer por consumir algo ruim é pouca. Lá, as meninas executam suas funções laborais em boas condições, pois tem acesso gratuito ao serviço médico e suas práticas são reguladas pelo governo. Informação não falta a quem frequenta as redondezas. O sexo se faz seguro então, só faltaria mesmo vir com bula (mas aí já é demais!).

A movimentação é grande, pois o local é legal - literalmente. Claro que como em qualquer outro lugar, não se deve marcar bobeira, ficar à toa, mas dá para conhecê-lo com tranquilidade. O único porém é não poder fazer registros em vídeo ou foto sem prévia autorização. Compreensível (se formos comparar, em algumas ruas de Copacabana funciona da mesma forma...).

É um BAITA negócio! Ninguém quer vacilar, perder clientes, dinheiro, tempo, o que for. O mercado é ágil, competitivo, e o trabalho, suado. Nada é de graça. Tudo ali é pago - vendido ou alugado, porque quem dá é instituição de caridade (e, sinceramente, não vi nenhuma por lá).

Saturday, 20 February 2010

espelho ressonante


Quem somos nós se não o reflexo de nossas experiências?

Deus criou o homem; os holandeses, Amsterdam. Na verdade, o que se diz não é sua capital, mas ‘Holanda’ - país que se ergueu em cima de um alagado de poucas terras, e abaixo do nível do mar.

Uma sagacidade enorme foi necessária para vencer os limites impostos pela natureza. Do que são capazes mente e força juntas? Movem moinhos, literalmente, canalizam, não choram sobre o leite derramado. Unem. Um sonho compartilhado vira realidade.

Eis que temos o mundo um tanto ideal onde:

- anda-se de bicicleta;
- a água que sai da torneira pode ser bebida;
- há mictórios na rua para homens (o que libera os toilettes para as moças);
- o sexo é livre;
- drogas são liberadas;
- violência é quase nula;
- tem-se educação (mas pouco afeto, calor humano, infelizmente);
- limites são bem definidos e respeitados;
- há gente de tudo o que é lugar, e convivem bem juntas e misturadas;
- o ritmo e mais lento – para-se para almoçar, o comércio fecha cedo, acorda-se mais tarde com o frio;
- e, principalmente: as pessoas (me) parecem ser felizes...
(sendo assim, nem preciso citar mais nada, suponho)

Percebe-se que o clima, a energia do lugar, tudo mais, contagia e é exteriorizada em forma de beleza. Subliminar a dedução, mas notável nos belos rostos, em sua arquitetura fantástica, na decoração aconchegante, em cada vitrina criativa, em todos pequenos detalhes que compõem o inteiro, a suficiência do que se vê, sente, é viva e vivida aqui. Impossível ignorar tamanha magnitude.

Seu segredo? Não é secreto, portanto. Racionalidade e civilidade - sucesso em qualquer sociedade.

Me vejo aqui.

Saturday, 6 February 2010

pulando a cerca


Estou chocada com a quantidade, intensidade e a frequência de traições na novela Viver a Vida de Manoel Carlos. Na boa, sem puritanismos ou hipocrisia: está demais a coisa!

Marcos transa com Dora, que vivia com Maradonna, o qual começa a se interessar por Soraia, que é prima de Dora, mas que dá em cima do velho, mas que ainda namora Paulinho, irmão de Helena. O detalhe é que Marcos é casado com Helena, e ela beija ardentemente Bruno. E não acaba aqui...

Felipe é afim de Renata, que acaba cedendo a seus encantos e começa a esquecer Miguel, que por sua vez ama Luciana, noiva de Jorge, seu irmão. Luciana, porém, é apaixonada pelo outro gêmeo, correspondendo-o nesse sentimento. E uma das melhores amiga de Luciana, Paixão, cultva um amor platônico pelo seu chefe, Jorge. Opa!

Gustavo deseja enlouquecidamente Malu, que é prima de sua esposa, Betina. Mal ele imagina as intenções de sua mulher: traí-lo com Carlos. Embora suspeite de Malu, o que Betina não sabe é o clima que anda rolando entre Gustavo e a empregada do casal, Cida. PS: Malu está de casamento marcado com o noivo, Marcelão. E tem mais...

A filha de Betina e Gustavo ainda não sabe, mas Alice conseguiu fisgar seu namorado, Bernardo. Os dois dormiram juntos na ausência de Clarisse. Ricardo troca Ellen por Isabel, embora ainda demonstre gostar da sansei. E por fim, Ariane e Léo ainda não ficaram juntos porque Marta, paciente da médica e sua mulher, não morreu! (pior...)

Viver a Vida assim, não dá! Não que eu defenda cegamente a fidelidade nos relacionamentos amorosos, ou acredite nela - até porque cada um sabe de si, e cada casal lida com isso de maneira singular. Vejo somente os valores transmitidos ali conduzindo à mentira.

Isso não é legal, extrapola e deturpa a realidade. Mostrar o povo não se respeitando como se isso fosse normal, assassina uma das qualidades mais importantes em qualquer relacionamento – a verdade. A sinceridade com quem se ama, e (principalmente) consigo mesmo é fundamental.

Por que o autor não estimula que se assumam os desejos e atitudes? - e a responsabilidade que isso implica, claro. Seria mais fácil se as pessoas tomassem mais partido daquilo em que acreditam ou do que fazem ao invés de se enganarem umas às outras, descaradamente.

Um dia a casa cai! Ninguém engana, ou SE engana a vida inteira. Essa condução não dá exemplo a ninguém e ainda faz disso algo habitual, quando na verdade só faz mal. E isso que eu nem citei a AIDS como um dos perigos da infidelidade (porque em novela, nunca vi ninguém ao menos CITAR o uso da camisinha...).

Ruim isso.

Friday, 25 December 2009

sonho de menina


Esse ano a boneca mais famosa do mundo completou 50 anos. Barbie tem uma história longa, que ainda vai perdurar por muito tempo, de sucesso, luxo, evolução e críticas. A mais famosa delas, com certeza, faz jus às suas medidas que não condizem com o corpo de uma mulher de verdade.

Mas sua trajetória também teve muitos acertos, como a propagação de diferentes profissões daquelas pequenas entre as meninas numa época em que as mulheres eram apenas donas de casa . A boneca, que já foi professora, cantora, astronauta, veterinária, comissária de bordo e modelo, já foi vendida em mais de 140 países em mais de um bilhão de unidades.

Ela mudou muito nessas cinco décadas. Deixou de ser exclusivamente loira e passou a ter uma identificação com os esteriótipos de cada lugar. Hoje existem bonecas negras, ruivas, morenas, japonesas, com tatuagem, brincos, cabelos curtos, mechas, sardas etc. E ela não vem sozinha: tem namorado, irmãs, amigas, tem casa, carro, bicicleta, piscina, computador...

Barbie sempre esteve super na moda e em dia com a tecnologia, e ditou o comportamento durante esse tempo. No início, era um meio de mostrar como uma moça deveria se comportar, mas depois aderiu à contracultura, abrindo um mundo de possibilidades àquelas novas pequenas mulheres. E isso fez com que se tornasse o sonho de todas as meninas.

Quem foi criança nos anos 80, quando ela chegou aqui no Brasil, desbancando sua antecessora, a mais ‘rechonchuda’ Susi, sabe do que eu estou falando. Quem não gostaria de ter tido uma Barbie? Num passado próximo elas não eram tão acessíveis quanto hoje em função de estarem associadas primeiramente à alta-costura (e também porque naquela época não existia cartão de crédito, né?! – vamos combinar!).

Eu não posso reclamar, embora tenha demorado para ganhar a minha primeira, tive outras MUITAS depois, e as guardo até hoje. Não consegui me desfazer devido ao valor sentimental agregado. Por muitos anos elas foram a minha vida, onde eu exteriorizava todos os meus sonhos, minhas expectativas de vida. Faziam-me companhia em tardes solitárias em casa.

Minha grande parceria de brincadeiras foi a Fernanda, minha vizinha de porta. Montávamos verdadeiros condomínios, porque assim como eu, ela tinha várias bonecas estilosas, e como éramos criativas, conseguíamos badalar mais que a galera do desenho ‘A Turma da Pesada’. É verdade que muitas vezes quando acabávamos de montar tudo já estava na hora de ir para casa... mas valia a pena!

Bom, escrevi sobre isso porque fui escolher anteontem o que dar para a Nina, filha de um casal amigo, e não resisti: comprei uma. A mais baratinha, e de cabelos Chanel, porque sei que ela é nova demais ainda para brincar de Barbie, e provavelmente vai destruir seu cabelo, perder suas roupas, antes mesmo de a valorizar, criar histórias com ela. Não importa, quis lhe introduzir esse universo de encanto.

Como trouxe de Porto Alegre as minhas Barbies pro Rio, agora já tenho o que fazer com elas, com quem brincar! Interessante isso, podem surgir roteiros maravilhosos daí! O primeiro passo foi dado. E, na dúvida do que fazer com elas enquanto a Nina não cresce um pouquinho mais, de onde e como guardá-las, vou criar para elas nesse ano, próximo a minha janela, uma floresta naturista.

Vou unir o útil ao agradável, afinal, já estava querendo ter plantas aqui em casa (a Grazi vai me ajudar!). A idéia da comunidade alternativa é ótima, pois as bonecas estão todas peladas! – as roupas ainda tenho que recuperar na garagem da minha mãe... e isso é uma missão pra 2010 também. De tudo, adorei mesmo foi a idéia de brincar com a Nina!

*Ah, minha crítica à Mattel: por que nunca tiveram Barbies maduras? Não seria seu cinquentenário o momento apropriado para criar uma, ou um casal? Seriam os pais da Barbie, que bem poderiam ter o nome de seus criadores, Elliot e sua esposa, Ruth. Seria mais uma evolução super a ver com nossa época, em que as pessoas vivem mais e a 'melhor idade' já não são os 20 e poucos, ou os quarenta...

Saturday, 19 December 2009

um grito


Na boa, se alguém que se diz jornalista, mas não sabe o que foi a Escola de Frankfurt, nunca leu um texto sobre Comunicação de Massa e desconhece quem foram personalidades como Claudio Abramo, Roquete Pinto e Assis Chateaubriand, EU é que não sou mais! Abdico desse meu título conquistado à base de uma universidade (se é que se sabe o que isso significa) – seja na graduação, extensão e pós graduação.

Embasados naquela aprovação absurda do TSF de que não precisa mais de diploma para exercer a profissão, muitos “colegas” sem formação, mas que estão na mídia sem nem saber fazendo o quê, além da determinação de serem famosos não interessa como, enchem o peito para se afirmarem profissionais da comunicação. Literalmente é o fim de carreira, da minha, nesse ‘jornalismo’ atual de (des)“iguais”.

É o assassinato do saber. Já havia comentado isso anteriormente, desde que saiu essa lei questionável e reprovada pela maioria dos racionais que consideram o fundamento do conhecimento e todo o seu poder em quem exerce a palavra. Mas agora, sofrendo na pele comparações de equivalência e então uma desqualificação de meu currículo, dou um grito – de independência, alerta, socorro, indignação e raiva.

Eu sou radical. Para mim, mesmo anteriormente, quem não tivesse estudado não poderia nem estar nos veículos por menores que fossem, assinando textinhos em blogs (que seja), falando em rádio ou estampando seus rostinhos como apresentadores de qualquer coisa. Esses sujeitos estão ali transmitindo o que não foi por eles elaborado, apurado, escrito – sobre assuntos que MUITAS VEZES ele não sabe nem do que se trata!

Cruel. Para que isso? Só porque ele tem um rostinho bonito? (e às vezes nem é) Ou uma voz aveludada? Não precisa, né?! Garanto que no mercado, saindo frescos da academia, ou já macacos velhos, formados e com anos de redação ou estúdio, diversos profissionais possuem os requisitos necessários e podem ocupar esses lugares. E com uma vantagem: com consciência, razão e conhecimento - isso, ninguem nos tira.

Ok, mas vão me argumentar falando da EXPERIÊNCIA desses aspirantes nonsense. Algumas estão no ar há tempos, inegável. Reitero minha posição a respeito ao passo que comprovadamente essas criaturas não sabem nem o que é um lead. Bom, isso é básico e se nem isso eles sabem, como trabalhar qualquer pauta, editoria ou fait divers que seja? Pois é, tem gente que mesmo com anos de TV AINDA não sabe o essencial.

Digo isso por vivência. Se alguém que trabalha o equivalente (e até mais) a uma faculdade e não aproveitou essa bagagem para saber o que fazer como JORNALISTA, não sei sinceramente o que está fazendo ali. Não dá para a coisa, enfim, é o que concluo. Só com aulas, disposição e orientação mudaria. Estudando. Mas quem nasceu pra tico-tico nunca chega a sabiá. E quanto a isso, não adianta nem gritar, no caso.

Quem aprovou tal determinação esse ano certamente não tinha noção das conseqüências desse ato, ou sim - e FODA-SE. Afinal, para que pessoas inteligente falando ao povo? Quanto mais nulidades transmitindo o óbvio ou o nada, melhor. É o que eles querem. É inegável. Protesto feito, sigo descontente, com um diploma e mais de oito anos entre livros e polígrafos, seminários e monografias, estúdios e redações, jogados no lixo em função dessa realidade injusta, insensata.
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Para ilustrar esse post utilizei-me de uma paródia (se é que isso é possível com obras de arte... Desculpem-me, posso estar cometendo aqui uma aliteração braba, mas essa foi a melhor definição que encontrei agora para descrever essa ilustração) do quadro de Edward Munch, O Grito.

Uni o útil ao agradável, pois já queria escrever desde o dia 17 agora sobre Os Simpsons, esses simpáticos e avessos personagens (norte)americanos. Eles conquistaram o mundo com seu anti-heroísmo e sarcasmo sobre essa sociedade capitalista. E isso já explica tudo.

Essa semana eles completaram 20 anos. E seguem dando o que falar, com frescor. Parabéns ao seu criador, o desenhista Matt Groening, por esta idéia maravilhosa (e controversa) de dar vida a essa família que reflete os efeitos dessa realidade ensandecida que vivemos por tabela.

Sucesso - eles estão por toda a parte, são e fazem arte! São perfeitos na sua imparidade. Adoro. A
mo a Lisa (e a chupeta da Maggie).

Sunday, 13 December 2009

barba, cabelo e bigode


Dúvida cruel: o que pode e o que não pode se fazer na primeira transa com alguém? Tem regra para isso? Vale tudo? Como funciona isso? – será que é diferente para homens e mulheres? Pois bem, esse é o tema de uma matéria que estamos fazendo para o programa.

Toda vez que faço uma reportagem, claro que me questiono antes de sair às ruas entrevistando as pessoas, o que EU penso a respeito. E nesse caso, parei para refletir sobre como foram minhas primeiras vezes com os parceiros que já tive, como me senti quanto a esses ‘limites’, se é que existem.

‘A bem da verdade’ (como dizem por aqui) é que não acredito muito nessas convenções estipuladas de como se DEVE proceder. Sou a favor do amor livre, desde que haja consentimento, vontade, prazer. E o que um não quer, dois não fazem – na boa. Caso contrário é estupro, mas isso já é OUTRA coisa...

Nunca impus moral em meus relacionamentos e detesto julgamentos. NEM EU gostaria de envolver mais intensamente com alguém que pense que uma mulher é isso ou aquilo porque numa primeira ocasião juntos se entregou e fez mais do que, a seu ver, poderia. Essas coisas me irritam MUITO.

Fico puta ao ouvir comentários machistas desse estilo, pois são hipócritas, uma vez que os homens insistem para que certas situações aconteçam, e depois recriminam quem se deixa levar pelo tesão e aproveita ao máximo aquele momento. Nós, mulheres, nas vésperas do ano 2010, ainda sofremos com isso, entre tantas outras coisas.

Claro que, hoje, um pouco mais madura, penso que, quando se pode, talvez seja melhor segurar um pouco a onda, para curtir mais cada instante, sem pressa, afobação. Afinal, tem certas coisas que funcionam melhor com intimidade. Mas eu agir assim agora não implica preconceito algum, tampouco arrependimentos, e sim uma cautela para florear mais o relacionamento. Só. É bom evoluir, ter sempre algo novo e mais profundo para se fazer junto.

Não vou negar que já procurei algumas vezes seguir uma suposta ‘cartilha’ de mulherzinha e sair pra jantar, tomar chopinho numa primeira noite, e deixar para só um segundo encontro o sexo, mas não me dei bem fazendo isso. Juro. Em nenhuma tentativa fui feliz. E lembrando agora: já vivi paixões lindas com toda sede do mundo. Cada caso é um caso. E acho que quando se é afim, não é isso que vai ditar o sucesso de uma relação.

Se pensarmos que não vamos ter um futuro com determinada pessoa, é melhor curtir tudo o quanto for possível de uma vez só. Para que se inibir, podar-se? Esperar o quê? E mesmo que venha a ter um after, bom é que ela JÁ vai saber do que tu é capaz, de quão bom é estar contigo. Se não, foi prazeroso enquanto durou, e ponto.

Eu penso assim. Se é para ser, que seja BARBA, CABELO E BIGODE.

Saturday, 12 December 2009

vale quase tudo


Ontem gravamos matéria numa casa diferente, onde acontecem festas liberais. Dedico este post a essa iniciativa maravilhosa que, ao meu ver, deu muito certo em Sampa, mas provavelmente teria sucesso aqui no Rio também, quem sabe em Porto Alegre e até em outras capitais – por que não?

O lance é o seguinte: lá, vale QUASE tudo. Como assim? Vale beijo mais ousado, dançar agarrado, amasso, mão naquilo... só não vale transar de fato. Acho que acertaram em cheio nesse meio termo, pois muitos casais tem vontade e curiosidade de conhecer um lugar assim, mas temem a pressão de TER que fazer alguma coisa.

Na verdade, mesmo em casas de swing mesmo, nada é obrigatório. Faz quem quer, o que quer, mas nem todo mundo sabe disso. E em baladas liberais só rola um ‘esquenta’ para o que vem depois. Bom paradar AQUELA apimentada que por vezes falta em alguns relacionamentos de anos, em que a rotina já se instaurou, ou para aqueles que gostam de aventura.
Pessoal anima a um som legal, vê shows de strip estimulantes, e depois, quando estiver 'no ponto', vai pra casa, ou pra um motel... Aí sim: tudo liberado!

Confesso que ainda não havia ido a um lugar que (‘baunilha’ como sou) empolgaria de ir à paisana, com amigos ou com um gatinho. Encontrei, enfim. Só gente bonita, ambiente divino, atendimento de primeira – essa é a Nefertitti, no Brooklin. Vale a pena conhecer. Quem quiser mais infos, visite:
www.nefertitti.com.br. E encerro com um trecho de Love is Strange, de Mickey & Sylvia, da trilha sonora de Dirty Dancing:

Love
Love is strange
Lot of people
Take it for a game

Monday, 30 November 2009

tolerância zero


O convite era irrecusável: um churrasco numa cobertura no Leblon. Chegando lá, o som era batidão, as pessoas: pitboys e marombadas. Não combina isso... Na verdade, pelas características do evento, esse mais parecia acontecer na Barra da Tijuca, onde essas figuras são mais frenquentes, do que na Zona Sul do Rio de Janeiro - que é mais bossa nova ou rock n’ roll.

Do churrasco, em si, só a fumaça. A carne era pouca, não deu conta – nada extraordinário para um churrasco carioca, em que se espeta coraçõezinhos sem marinar, corta-se as carnes com as mãos por falta de faca(!) e as salgam com sal fino(!). E o mais grave: a cerveja acabou. Chegamos no final, ok, mas a situação era essa independente da hora e do estado etílico dos convidados.

Imaginem as pessoas presentes, numa valorização monstra do corpo evidente na falta de camisa dos homens (detesto!) e das minissaias, microshorts e tops das popozudas. Agora aliem isso a uma falta de educação tremenda, em que as mulheres nem olhavam para a tua cara, e que qualquer pedido feito a um “cavalheiro” era negado ou atendido com respostinhas do tipo: ‘Tá, eu pego pra você, mas bem que VOCÊ poderia fazer’.

A verdade é que o comportamento deles acabou com a própria “festa”. Por volta das 22h, alguém acendeu a luz , abaixou o som estridente e avisou que tínhamos dez minutos para evacuar o local ou a polícia iria ser chamada pelos vizinhos. Isso, aos berros. O pessoal ignorou alucinado, claro. E ‘o dono do baile’ (morador do prédio) teve que começar a, literalmente, ENXOTAR os ignorantes, para só então o povo começar a se tocar que chegou MESMO a hora de partir e respeitar o pedido do amigo.

Antes de descer, decidimos ir ao banheiro e, chegando lá, confesso não saber por que fiquei surpresa: o lugar estava imundo! - balcão da pia todo molhado, pia entupida com papel no ralo, papel higiênico usado espalhado por todos os cantos... Isso sempre me enoja. Não suporto gente rica que não sabe se comportar com questões básicas como higiene. Mamãe sempre fez tudo, ou mandou a empregada fazer, e essa gente cresce não fritando um ovo!

Citei ‘respeito’ antes no texto, mas, sinceramente, essa palavra eles paracem desconhecer. Seu significado então, passa longe! A prova: a batucada com instrumentos de pagode que eles começaram a fazer lá embaixo do prédio chiquérrimo, enquanto esperavam o anfitrião descer. Na boa, passarinho que come pedra sabe o cu que tem. O cara chamou esse bando para sua casa, sabendo com quem estava lidando. Bem feito.

Da experiência (diria que quase antropológica) nada agradável de se sentir um peixe fora d’água, para não dizer uma ‘baleia’ – comparando-se àqueles brotos “potrancudos”, ficou a certeza de que nada tenho a ver com esses cidadãos. Aliás, nem sei se posso considerá-los assim. A falta de educação impera e, vendo isso, entendi como pode um grupo desses espancar uma trabalhadora doméstica (e se fosse prostituta tanto faria!) gratuitamente.

Nunca estive tão rodeada por esse tipo. Não me senti bem, e é evidente que os desgosto. Não os acho bonitos, tampouco agradáveis. Não nego. Não consigo ser indiferente a esse ponto. Sobra-me intolerância, confesso, diante de tanta possibilidade e tanta carência, dessa gigante discrepância entre os recursos e a gentileza, num mínimo de civilidade. Conforme até a novela das oito (ou nove) passada já mostrou: acho que é tudo reflexo e, portanto, culpa dos pais.

Os valores foram perdidos e alguém sempre acaba pagando o pato... Estou cansada disso. Que programão de domingo, hein?! MAIOR azar. Só valeu mesmo a inspiração para escrever aqui, fazer a mula rugir. Olha o bico!
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!