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Thursday, 8 January 2015

80 degrees of separation

40°C X -40°C : extreme temperatures.

This is the contrast now between Brazil and Canada thermometer (top) marks. It is something as a person being next to the stove and another one getting out of the freezer at the same time. Actually, with an even bigger difference!

Well, if the kitchen is close to the beach, I would not mind to be there sweating, conscious that I can enjoy sea later... 

I'm likely to be frost, though :/


Wednesday, 13 February 2013

warmly

Specially now (while seeing everybody at sea course), when questioned about what I miss the most, the answer is simple and comes easily: the beach.

Summer culture, carioca life style... hot season, taking a dip, sun on skin, friends to have a draft (actually, many...), to enjoy music and the city - with swing. Carnival, I love you!

Finally, the family to heat my heart.

Saudades, Brasil!

Monday, 10 September 2012

témperature ressentie

15°C, c'est chaud ou froid? Ça dépend...

Sortez tous habillés d'une chambre maussade, frette (avec des températures qui oscillent de -5°C à 5°C), en direction au soleil, où il fait 15°C... Vous allés vous déshabiller rapidement, en sentant chaleur!

Par contre, si on sort d'un endroit chaud, ensoleillé, avec températures entre 30°C et 25°C, en maillot de bain, et arrive dans un autre, où il fait 15°C, et il y a beaucoup du vent, la réaction sera contraire... On va avoir froid! (à tabarouette!)

Ce justement cela le contraste entre l'arrivée du printemps (en avril) et du automne (en septembre), là là, au Québec. Ça fait toute la différence! - à vrai dire, n'importe où...

Saturday, 8 January 2011

dias melhores... verão!


I should be tanned, thinner and this summer SUPPOSED to be such as the others... Going to the beach, diving into the sea, taking sun bath, playing volleyball, frescobol on sandy with friends... And also drinking coconut water, chimarrão or mate. Seems good (and WAS - for a long time...) Unfortunally, not anymore because I haven’t gone recently.

It was in the past... Last summer, and before that, in my early seasons in Rio. Nowadays is different, but I wish that as soon as possible I could come back and enjoy the best of my '
carioca days'. Here, all these things are about a lifestyle - the beach ones, in this case - surfing, basking, hanging (around), playing on the sandy, eyeing somebody up... telling him some lies, promess to call. CASUALLY.

Vacation, holidays, or ordinary days for who lives on the coast... I remember, missing these special moments, good friends and some places. The best (warm) weather, culture, stories and loves. Summer days, inspire me.

Monday, 8 February 2010

Rio 50º


Se um dia o que caracterizava o Rio de Janeiro era o calor intenso, mas suportável (e até gostoso) de 40º, hoje as elevadas temperaturas tiraram todo esse frisson. Foi-se o tempo... passou-se a marca!

Em seis anos que moro aqui nunca tinha visto nada igual. Antes, era possível viver (dormir e transar, inclusive) com um ventilador, mas dois não dão mais conta. Que inferno é esse? Socorro.

Hoje, por vezes, não consigo nem pensar em ir à praia torrar nesse sol escaldante. Só à noite, quando o calor é ameno e a água está na temperatura ideal. Isso reflete no comportamento do carioca - que tem lotado as areais da hora do pôr-do-sol em diante.

Rio 50º - é o aquecimento global!

Tuesday, 5 January 2010

alalaôôôô


Em homenagem à minha mãe, que sua e sofre muito em dias como os que seguem:

Mas que calooooooor! Chama o capeta, que o inferno é aqui!

Noites sem brisa, sol escaldante, interiores abafados, quentes. Nunca vi isso! Nem dois circuladores de ar estão dando conta! - um de teto e outro direcional. Serão necessários três aparelhos a partir de agora?

Tudo bem que Rio é 40º, mas tá demais! Quase impossível dormir sem ar condicionado – e olha que eu sempre preferi os ventiladores. Seu efeito parece menos maléfico por não me atacar as ‘ites’ que acabam comigo no dia seguinte, logo pela manhã.

Com ar, lá pelas tantas, passo frio. Não fico à vontade. A pele resseca. O vento, por mais que faça folhas voarem, e remexa em tudo que está solto, é menos intenso. Para mim, parece perfeito o intervalo de sua rotatividade.

Pescoço suado, cabelos encharcados na nuca, muita sede, falta de apetite... Quando é assim, digo sincera que gostaria de morar nos saguões gélidos em que chego, permanecer eternamente no conforto de uma temperatura agradável, refrescante.

Tá certo que, por vezes (e principalmente aqui no Rio), exagere-se nos poucos graus celsius em alguns ônibus, metrôs e outros ambientes mesmo quando não é necessário. 20º na rua e em torno de 15º dentro - não é racional isso.

O melhor dessa sauna toda é que é ‘bom suar’ - principalmente NAQUELES momentos especiais. Não em exagero, claro, mas que faça colar os corpos. Sexo sem isso pra mim parece que não tem graça... E para você?

Thursday, 19 November 2009

sem chance


Adoro homem. Sou hetero convicta. Mas tem uma coisa que me incomoda MUITO nessa masculinidade toda: homem sem camisa. Se é na praia, ok, no calçadão, praticando esporte... Mas fora isso acho o ó. Fica feio, parece exibicionismo.

Tudo bem que está um calor cão, mas nem por isso temos que nos pelar por aí e perdermos a classe (e o respeito) nas vestimentas, ou na falta delas. Não interessa se está em forma, ou não... não pode. Coloca uma regata.

Com ou sem caminho da perdição... Comigo, sem camisa, sem chance!

Sunday, 25 October 2009

just a perfect day


No Rio é o seguinte: tem sol, dá praia! Não tem erro, tá calor. Mas nem sempre vivi essa realidade, bem pelo contrário... E já vi alguns conhecidos se darem mal seguindo essa regra 'carioca'. E até eu sofri por isso nesta minha visita ao sul.

Em Porto Alegre pode estar menos de 5º na rua e nenhuma nuvem no céu. Inclusive, os dias mais bonitos são justamente os frios. A luz fica maravilhosa para fotografar. Quem se aventura por esta arte, sabe.

Saudades da minha K1000 e da sensibilidade por ver entre suas lentes. Boas lembranças de um tempo de hobby caro, mas tão gostoso. Tenho comigo alguns produtos desses dias, de minha audácia, e até certo talento para a coisa. Vou até reve-los assim que possível!

Agora, do frio, só nostalgia mesmo. Prefiro hoje para viver a brisa do mar. Outra luz, imperfeita, forte, clara, mas que me faz feliz e me deixa douradinha o ano inteiro. De qualquer maneira, viva o sol! - seja onde e como for.

Wednesday, 1 April 2009

ela é carioca


Se eu já sou uma carioca? Quase isso. Ouvi esses dias que Ruy Castro escreveu em Carnaval no Fogo que somos todos cariocas, só que alguns nasceram longe de casa. E é por aí mesmo! Impossível não se apaixonar e adotar esta cidade maravilhosa, que te recebe tão bem, como lar. Mas trata-se de uma transição lenta, considerando que trouxe comigo uma bagagem de mais de duas décadas de uma cultura muito forte (tchê!), e da qual me orgulho.

Hoje, já são cinco anos e alguns meses de praia. Passou rápido. Uma das primeiras coisas que eu reparei ao me mudar para cá, é uma besteira, mas me marcou muito e me fez analisar todo um jeito de ser 'carioca': aqui as pessoas dizem que vão ligar e não ligam. Foi a primeira impressão que ficou. Hoje eu já absorvi esse comportamento e nem percebo mais quando isso acontece, e pode até ser que eu dê o 'perdido' vez que outra em alguém também, sem querer.

Mas o fato é que no começo me incomodava e eu não entendia o porquê dessa dificuldade em dizer a verdade, um não, ou somente não dizer nada numa despedida, por exemplo - apenas 'tchau'. Aos poucos aprendi que o "eu te ligo" daqui é como um "até". E para um típico carioca, dizer isso não significa em absoluto uma obrigação (ou vontade) de entrar em contato com o outro depois. No mínimo interessante, né?!

O que já entendo hoje é que o carioca é extremamente cordial e uso justamente esse adjetivo não por acaso, mas referindo-me ao texto de Sérgio Buarque de Hollanda, que versa sobre essa característica do povo brasileiro. O Rio foi a capital do Brasil até 20 de abril de 1960. Foram muitos anos como a cidade mais importante do país, cenário de acontecimentos históricos. Trata-se de tempos marcantes, que influenciaram inclusive o comportamento daqueles que aqui viviam e criaram o conhecido 'jeitinho' para driblar problemas, dificuldades, e manter a política da boa vizinhança para não se dar mal. E foi aí que acho que essa mania louca de informalidade, de "deixar no vácuo", nasceu.

Os gaúchos são os mais europeus dos brasileiros e, por isso, mais radicais, mais secos. Dizemos (e ouvimos) mais 'não'. De onde eu vim, se alguém diz que vai fazer alguma coisa é porque vai e quer fazê-lo (por mais que demore), se não, não diria nada. Por isso não consigo entender como alguém diz que vai ligar e simplesmente não liga. Não estou aqui entrando no mérito de julgar o que é certo e errado, quem é melhor, ou mesmo apontar defeitos. O objetivo é discursar sobre diferenças e qualidades que se destacam, que me atentam.

Um fator determinante para mim nessa nova vida é o calor. Aqui as pessoas se encontram na rua, na praia, não precisam marcar de se ver porque se encontram 'por aí'. Com o frio a tendência é de se entocar. Ninguém fica perambulando a quatro graus sem saber se vai ou não encontrar os amigos, por isso combinam, marcam de se ver e assim as pessoas acabam indo mais uma na casa das outras.

Outra curiosidade ligada a fatos históricos descritos por Gilberto Freyre em Casa-Grande & Senzala é que no sul (como todos aqui chamam qualquer lugar de São Paulo para baixo) não se tem a cultura de algumas profissões que vemos com frequência no cotidiano carioca - babás, motoristas, porteiros, personal dogs, etc. Pode ser que a segmentação da 'porta de serviço' venha da grotesca diferença social existente, resquício do Império (mais ainda... de um período colonial desleal e desumano).

No Rio, é comum esse costume de se ter empregados, de querer se manter aparências e, portanto, se casar, além de se evitar dizer não para que portas não se fechem. Deixo claro que 'manter aparências' nada tem a ver com uma mania provinciana porto-alegrense típica de se julgar as pessoas pelo o que vestem, ou algo do gênero. Aqui no Rio se vai de calça jeans em casamento e se anda de ônibus em trajes de banho. As pessoas não se arrumam muito para nada simplesmente porque suam, porque uma torção de pé em pedrinhas portuguesas num salto altíssimo significa fratura exposta, porque aqui é tão cosmopolita, são tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, que o glamour acaba ganhando outro charme - o da naturalidade, sem deslumbres.

Quantas celebridades podem comparecer a uma festa, ser vistas no shopping, estar na praia, de noite no baixo, ser seu vizinho, amigo, colega de trabalho, amante, afim? Quando me mudei pude ver, sentir e viver na vida pessoal e, profissionalmente, como a terra de política, esporte, teatro, estúdios de rádio, cinema e televisão, valoriza as pessoas.


É um rio de possibilidades, não me canso de dizer orgulhosa. Sempre quando fico triste, com saudades, lembro logo que aqui as coisas acontecem facilmente, que a natureza está à nossa volta e o passado nas ruas de um 'Rio Antigo'. Sou muito sortuda mesmo, afinal "da janela vê-se o Corcovado, o Redentor, que lindo!". Eu? Quero a vida sempre assim.
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c'est fini!