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Tuesday, 5 March 2013

mi adorable demonio

Bom, para começar, sinto-me um pouco como 'um peixe fora d'água' aqui na América do Norte, onde a (má) influência de um filtro estadunidense sobre a mídia em geral faz ecoar uma fama diabólica de Hugo Chávez.

Muitos comemoram por aqui. Estavam só aguardando o pior... Para outros tantos americanos/latinos (muitos mais, de fato), porém, esse foi um triste episódio para a luta - que continua, companheiros.

Estou triste com sua morte SIM. Afinal, ele foi para Venezuela fundamental na tomada do poder pela massa. Um pouco como o que Lula fez no Brasil. Chávez, embora militar, foi um dos nossos.

Sendo assim, quanto a essa imagem demoníaca que ele possui, faço a pergunta: ele é ruim para quem mesmo? Porque, na moral, de bicho-papão só tem medo criancinha ingênua e desinformada (algo, inclusive, cada vez mais raro num momento tão informatizado).

Claro que ele não foi um presidente perfeito. Aliás, existe algum? Difícil agradar a todos... Tudo dependende quando visto pelos intere$$es. Na realidade, os reais monstros da sociedade capitalista são bem outros...


Ficam agora justamente as dúvidas quanto à sua sucessão, ao futuro da oposição ao império ainda liderado pelos yankees.

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Deixo aqui a minha homenagem ao homem que mudou o mundo, melhorando-o, como pode...

um governante solitário


socialista


entrou para a História


cagando para os Estados Unidos



Friday, 15 February 2013

it's all dominated!

Ok, I admit I'm a simple begginer in all this 'cat thing'... That's not to say, though, I simply can't be surprised about the quantity of cat stuff we can find online. It's amazing!

Well, recently, I had a little sample of the wide/colossal love people have for felines watching You Must Love Cats on DVD. I was simply terrified about this fascination.

I needed to say that, then write about it. After all, it IS (really) something! Believe me. Pope resignation, Valentine's Day, Star Wars caracthers, and so on... From current events to very specific fetishs, all kind of stuff you can imagine, it DOES exist linked to cats!


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adorable homely world

As "people who lives in glass houses shouldn't throw stones", now, that I have my kitty and I cherish her as I thought I'd never be able to do... I got very excited with all this universe and get into the its spirit: Lis has now her own facebook profile, where she posts everything about her life, preferences etc. It's funny, at least. On the other hand, I frankly haven't wanted to bombard friends (or those who are not sooooo close) with photos and infos about my pussy! (oooops... our! mine and my husband's.)

I own I hate to see some parents (of babies or pets), nonsense, that start to publish only issues and pictures about their children or animals (or both!). They don't take "semancol", otherwise, they'll know that there is life beyond 'family'. I understand their great sentiments (because I have them too!), but moderation is commendable. Sometimes, it's ok, enjoyable, but always(!) - everyday, besides 'nothing else'... it's OVER! Please, recognize it. It sucks.

So, not to bother my audience, I decided to create a new account in order to put just these (cute for some, but hateful for others) content. Furthermore, of course who doesn't appreciate it (at all) wont be invited to became a friend. Thus, we can expose entirely our huge affection for Lis, without disturb anybody not (so) interessed.  
  

I strongly feel I did the right thing. 

Wednesday, 12 September 2012

we are not alone

Separatism issue is trendier than ever.

The "Catalunya nou estat d'Europa" manifestation, yesterday, in Barcelona, proved that the Catalan nationalism is strongly alive in their minds, hearts and wishes. The current crisis in Europe, affecting directly Spain and other countries, increased their intentions of a political autonomy or full independence of Catalonia.

One and a half million people were on the streets protesting, according policy report. This is something! Pictures are weighty.

The solution? We'll see...

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There are other things happening in the world beyond 11th September attacks in USA news... It's important to know, to decentralize information and worldwide attention. 

Please! - after all, eleven years have passed since then...  

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Au Québec, cette tendance (souverainiste) est aussi forte... Puis, le Parti Québécois est maintenant, de nouveau, au pouvoir, en rapportant cet ancien (mais pas oublié, pantoute!) dessein de indépendance.
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In Rio Grande do Sul, we had a(n unsuccessful) revolution against the Empire: Guerra dos Farrapos

Despite losses (and the idiom in common), both Gaucho identity and separatism ideas resists until now.  
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More at:

- Decenas de miles de personas se manifiestan por el centro de Barcelona en apoyo del Estatuto catalán 
Nacionalismo catalán: éxito de la manifestación independentista en Barcelona 
- Multitud lanza impulso independentista en Barcelona
- Amaiur defiende que los ciudadanos catalanes puedan decidir sobre la independencia
- La opinión de la prensa española sobre la Diada

Saturday, 4 August 2012

conti

A harvest of 1982, imported from Brazil. Dark, full-bodied... Unique.

Drunken minds speak sober hearts. Flubbing it: there's no excuse, no lapse.

Pay attention not to get muddled, mainly in the matter of your speciality! After mess everything up, it's no use crying over spilt wine... 

(theres always someone sure about what is doing, thirsty and desirous of hitting the nail on the head, bask in Bacchus delight).

Wednesday, 22 December 2010

pé no chão


(e mão que escolhe as cartas sobre a mesa)

A sorte foi lançada. O momento é propício. Na verdade, demorei muito para tirá-la, temendo que, nem que fosse um pouco, esse tanto me faltasse depois. Sou supersticiosa e cautelosa, não nego. Acho que funciona.

Mística sempre fui. “Algo” me diz que alguns sinais são possíveis de serem decifrados, e, por que não pela leitura de gravuras cujos significados (pre)vem o nosso futuro? Eu arrisco. E não me arrependo. 'Mal' não faz.

Como duvidar de uma pessoa que dá detalhes peculiares de alguns fatos ocorridos recentemente, de sentimentos e dúvidas internas, que mal se comentou com alguém, ou que se guarda em segredo? “Existe uma mulher que te inveja”, ou ainda “Tem um homem em tua vida” – não, e não me refiro aqui a ideias vagas desse tipo.

A partir do momento que sentamos frente a alguém e abrimos o jogo (literalmente), confiando-lhe a interpretação das mensagens selecionadas por nós na escolha de cada lâmina, algo pessoal deve vir. A conjetura é nossa, mas fico esperta para não me iludir demais achando que algo é certo, ou me desmotivar com alguma coisa contra a minha vontade só  porque não estava "escrito".

Agora, diferente da maioria das pessoas, pouco quero saber sobre os assuntos do coração, embora eles sempre se sobressaiam como importantes alianças que fazemos (e é impossível ser feliz sozinho – lembra?). Prefiro desvendar minhas vitórias. Amor vem na inércia - afinal, como digo brincando:

“Trago a pessoa (m)amada em três drinks”.

Tuesday, 30 November 2010

mundo "leak"feito


Salve-se quem puder!

A era da tecnologia está virando a maré do mundo atual. É a revolução do agora. Hackers tornam de conhecimento público o que antes só era sabido com, no mínimo, anos de delay. Agora, com a internet, é realtime, live. And also dangerous, though. Não acho, entretanto, que essa bisbilhotagem seja de todo correta, mas é o mal dos tempos - inegavelmente.

O australiano Julian Assange, responsável pelo site Wikileaks, que compartilhou informações confidenciais diplomáticas dos Estados Unidos, é o novo terrorista do momento, temido por autoridades no mundo inteiro. O motivo? Tocar o horror com a possibilidade de invadir sistemas, e, num simples click, nesse caso, conseguir deixar o grande yankee em maus lençóis com líderes da China, Coréia do Norte, França, Brasil, Rússia, Cuba, Argentina, entre outros. "Só isso".

Nessa onda, o mar não está pra peixe na terra do Tio Sam. Poucos escaparam das citações feitas nesses mais de 250 mil documentos cujo conteúdo foi publicado. Nenhuma declaração bombástica, inesperada, foi revelada, no entanto, mas ter a privacidade de emails pessoais escancarada para todos verem é algo, no mínimo, desconfortável, contrangedor - e para qualquer um, não precisa nem estar envolvido com política para tanto.

As consequências dessa quebra de sigilo, ninguém sabe ainda, mas o clima deve ficar entre chuvas e trovoadas por algum tempo, até a poeira baixar. Só o tempo e a tal diplomacia serão capazes de amenizar os efeitos desse tsunami que escancarou dados secretos do governo dos EUA nas capas dos jornais do planeta neste início de semana. E agora, gatos escaldados,os autores responsáveis pelos comentários maldosos divulgados, passarão agora a pensar duas vezes antes de se comunicarem de forma extra oficial online.

Esse, definitivamente, não foi um simples vazamento, mas uma INUNDAÇÃO - como jamais vista na História! Essa é mais uma prova da vulnerabilidade norte-americana hoje em dia - aliás, não só deles... Muita gente pode morrer na praia  ainda! Gostei da frase de Chavez, comentando o incidente: “O vazamento deixou nu um Império”. Verdade. O caldo foi bonito! Num único dia, a máscara (e todo o resto) foi por água abaixo.

Será que o Império sobrevive à essa imersão vergonhosa? Até quando? - "Olha a China aí, gente...", nadando contra a maré, sobressaindo-se entre os afogados.

Friday, 26 November 2010

valores globais


Por que precisamos saber qual a cor do batom da Melina da novela Passione (Please Me - da Mac, campeão de ligações para o CAT da Globo nos últimos meses) enquanto pouco conhecemos a China - país que brevemente vai dominar o mundo? Por que nos abalamos com o caso do Bruno, ex-goleiro do Flamengo, e não nos importamos mais com o fato de a África estar sendo dizimada pela AIDS ?

A resposta está no foco dos nossos meios de comunicação. O que eles querem que saibamos? Justamente o que eles transmitem para a gente, deixando MUITO a desejar em qualidade e conteúdo, beneficiando marcas, produtos, mercados, fazendo tendências, direcionando o consumo, o rumo, o interesse e o comportamento da população.

Infelizmente na TV aberta são poucas as opções. E o que é veiculado, em quase nada atende a uma ampla demanda de conhecimentos gerais necessária - àquilo que REALMENTE importa ser noticiado. Daqui a pouco começa o Big Brother e, aí sim, as manchetes tupiniquins, durante três meses, serão somente os amassos e as intrigas da casa mais vigiada do Brasil. E o bicho pegando aqui fora...

A solução seria um suporte de outros veículos - internet, jornais, revistas especializadas, livros etc. No entanto, a maior arma de todas contra a ignorância é a vontade do povo em saber. Quando a gente quer, buscamos a informação. É lamentável que esse interesse não seja alimentado na escola e em casa. Só aí já vemos a dimensão do probrema, o quanto ele [e maior do que parece. É geral, global e interno. Onipresente, a mídia está mais poderosa do que nunca, acomodando as pessoas, desinformando o mundo.

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 out

Tanta coisa para a televisão mostrar e, ontem, a Globo transmite ao vivo a fuga dos bandidos, evitando assim, sua execução pela polícia. Até onde esse reality da vida real nos ajuda? Atrapalhou, no caso, inclusive.

Aliás, no quesito 'gafe', nada foi mais feio que as caixas deixadas em Ipanema anteontem, numa infeliz ação promocional do Domingão do Faustão - não autorizada pela Prefeitura. Na boa, no mínimo demissão e processo para os responsáveis por alardear pânico ao colocarem caixas vazias em praças em meio a uma guerra civil!

A Globo está por fora. Sem noção do perigo.
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cabeças pensantes

Adoro conversar com meus amigos mais politizados, da História - tête-à-tetê, ou ‘Pé com pé’, porque, assim, a mula ruge consciente, indignada, voltando-se para o que REALMENTE importa. Meus objetivos ficam bem claros, e a certeza de que não quero e não posso mais perder tempo com futilidades.

¡Gracias, Grazi Linda, pelo questionamento, boa prosa e cia siempre!

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longe do lugar-comum

Ainda no tema, a companheira citada acima está produzindo um evento bem no clima... Segunda-feira, dia 29/11, às 9h30, no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ, no campus da Praia Vermelha, vai acontecer uma palestra com os meninos do programa Não Conta Lá em Casa, exibido pelo Multishow (às quartas-feiras, 22h30).

Na pauta, as viagens dos rapazes a destinos pouco convencionais como Irã, Iraque, Afeganistão, entre outros, mostradas nos programa. A boa: a troca, o debate sobre a proposta diferenciada oferecida, na contramão do que é oferecido hoje pela grande mídia, e a experiência única de terem conhecido pessoalmente esses lugares, sua realidade, e a visão de mundo com que voltam.

Eu sou fã, amiga e suspeita, mas fica o convite de um programa que vale a pena (ambos, na verdade) - oportunidade imperdível, entrada gratuita.

Inspirada... Lugar-comum - o meu, definitivamente, não é aqui.

Tuesday, 26 October 2010

Brasil - um país de tolos (ainda)


Saiu a relação anual dos países menos corruptos do mundo. No topo, ficou a Dinamarca; na lanterninha, a Somália. Destaque para os Estados Unidos, que perderam sua credibilidade e a posição entre os 20 primeiros colocados, ficando em 22° este ano.

O Brasil melhorou sua colocação. De 75°, em 2009, foi para 69° agora, em 2010. Número sugestivo, uma vez que alcançada a "incalculável" marca de R$ 1 trilhão (pelo terceiro ano consecutivo) de arrecadação de impostos - quantia essa mal administrada e distribuída, só tenho a concluir que é MUITA sacanagem mesmo!

Poderia ser essa uma crítica ferrenha ao atual governo federal, mas não culpo o Lula. Votarei na Dilma, inclusive. Essa cultura do ‘jeitinho brasileiro’, de querer levar vantagem em tudo (e sem punição) é anterior ao PT. Sim, a má condução do dinheiro público, e a má conduta de nossos governantes a respeito, vem desde os tempos do Império.

Os escândalos envolvendo o Partido dos Trabalhadores, nos últimos anos, foram lamentáveis SIM, mas, uma vez que hoje temos a possibilidade de saber desses erros administrativos, essa é uma prova de que MUITA coisa mudou, e para melhor. Antigamente, as armações aconteciam por debaixo dos panos sem o conhecimento da massa - ou alguém acha que no governo FHC ninguém embolsou nada? (provavelmente não foi colocado dinheiro na cueca, mas pro bolso de alguns foi... com certeza!)

Sem demagogia, vamos aos números, pois eles não mentem:


1995 - 37° de   41 (2,7) - FHC
1996 - 40° de   54 (2,9) - FHC
1997 - 36° de   52 (3,5) - FHC
1998 - 46° de   85 (4,0) - FHC
1999 - 46° de   99 (4,1) - FHC
2000 - 45° de   90 (4,0) - FHC
2001 - 45° de   91 (4,0) - FHC
2002 - 45° de 102 (4,0) - FHC

2003 - 54° de 133 (3,9) - Lula

2004 - 59° de 145 (3,9) - Lula
2005 - 62° de 158 (3,7) - Lula
2006 - 70° de 163 (3,3) - Lula
2007 - 72° de 179 (3,5) - Lula
2008 - 80° de 180 (3,5) - Lula
2009 - 75° de 180 (3,7) - Lula
2010 - 69° de 178 (3,7) - Lula

Esses foram os números alcançados pelo Brasil desde o início dessa medição, em 1995, até este ano.

Mais do que a classificação, importante é considerarmos a pontuação, pois a cada ano o número de países analisados muda. O índice de avaliação vai de 10 (para um Estado considerado "limpo") a zero - e o adjetivo que classifica os que atingem números baixos é CORRUPTO mesmo.

Analisando os dados acima concluímos que o governo Lula, apesar de todos os escândalos, sob a ótica da Transparency Internacional, ONG alemã responsável por esta pesquisa, alcançou números bem mais favoráveis que seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso.

Vejamos alguns exemplos, usando a básica regra de três:

1995 - primeiro ano do governo FHC X 2003 - primeiro ano do governo Lula

16 de 41 Lula Lula
54 de 133

Comparando os dados do primeiro ano de governo Lula, em 2003, ao de FHC, em 1995, conclui-se que, com Lula no poder, estaríamos em 16° no ranking de 1995 e não em 37°, como o Brasil de FHC esteve...

Mais:

1995 - primeiro ano do governo FHC X 2003 - primeiro ano do governo Lula

37 de 41
120 de 133 FHC

Comparando os dados do primeiro ano de governo Lula, em 2003, ao de FHC, em 1995, conclui-se que, com FHC no poder, estaríamos em 120° no ranking de 2003 e não em 54°, como estivemos...

2002 - último ano do governo FHC X 2010 - último ano do governo Lula

39 de 102 Lula
69 de 178

Considerando a posição alcançada pelo Brasil neste último ano do governo Lula, no último ano de FHC no poder, estaríamos em 39° no ranking de 2002 e não em 45°, como estivemos com FHC ...

Ou ainda:

2002 - último ano do governo FHC X 2010 - último ano do governo Lula
45 de 102
78 de 178 FHC

Considerando a posição do último ano de governo FHC, em 2002, seu governo estaria hoje em 78° no ranking, e não em 69°, como o Brasil de Lula.

A Transparency Internacional (The Global Coalition Against the Corruption), alerta em seu site que a corrupção nos afeta quanto aos seguintes itens:



- política;
- contratos públicos;
- setor privado;
- convenções internacionais;
- pobreza e desenvolvimento;
- educação;
- judiciário;
- acesso à informação*


*Aliás, você conhecia tais números do governo FHC?

Corrupção vai além-governo, infelizmente. É aquela facilidade que buscamos para não pagar alguma multa, não arcarmos com a penalidade por algum erro cometido etc. A realidade ainda não é a ideal (longe disso!), mas há promessas para tanto.


Podem falar o que quiser, até acusar o governo Lula de corrupto, como em parte foi, é verdade... mas para mim é claro que Dilma, sua sucessora, é a opção certa para um Brasil melhor. E vamos combater essa cultura escrota, rumo a números mais sérios- dignos de uma nação em desenvolvimento, a cada dia com mais visibilidade internacionalmente


Por fim, não poderia deixar de parabenizar o Chile, país da América do Sul melhor colocado, por sua 21ª posição, com seus louváveis 7,2 pontos. Que esse exemplo seja seguido pela vizinhança.

Monday, 19 July 2010

ti ti ti


Entre ídas e vindas, uma coisa é certa: quando mulheres estão reunidas, os assuntos nunca terminam. Muita coisa junta ao mesmo tempo para debater. 

Não só pelo volume de conteúdo, mas por não terminarmos o que começamos, são necessários mais encontros para por ordem nas ideias e  concluir os pensamentos. E vale visita, encontro casual, chazinho da tarde, almoço de domingo, chopinho amigo... até telefonema!

Só nós conseguimos realizar tal façanha. Homens não aguentam tamanha avalanche de informações e subjetividade. A verdade é que tonteamos os rapazes com tanta parolagem (aliás, por vezes, até a gente se perde no que nós mesmas estamos falando!).
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Aproveitando a movimentação da estreia deste que se propoe a ser como o remake de um antigo sucesso homônimo da dramaturgia brasileira, confesso que, sinceramente, não sei o que esperar - se uma grande baboseira com elenco pomposo, ou um milagre de salvação do horário das sete! Aguardo cenas dos próximos capítulos...

Monday, 12 July 2010

referência


Achava engraçado quando (não há MUITO tempo, há pouco mais de quatro anos somente) minhas amigas procuravam na internet informações sobre as pessoas que as interessavam. Atualmente, esse comportamento se tornou rotineiro quando queremos referências de alguém.

Na época era o Orkut, moda antes do contemporâneo Facebook. Seus perfis e fotos dizem muito a nosso respeito. Hoje, o verbo é ‘googar’. É fácil: você coloca lá no site de busca o nome da pessoa, e pronto! O que tiver disponível dela, você saberá.

Exposição demais, facilidade? Seja como for, nosso cartão de visita é online agora. Está aqui, para todo mundo ver.

Sunday, 27 June 2010

poses para a imortalidade


World Press Photo 2010

A exemplo do ano passado, já sabia que iria me emocionar por entre aquelas imagens impactantes que via em minha frente. Interessante, porém, é o fato de a excentricidade chamar mais a minha atenção do que as clássicas fotos relatando conflitos políticos, por exemplo.

Não desmereço EM ABSOLUTO este apreciável trabalho, mas me atenho a sair do senso comum, daquilo que por mais que não se veja, imagina-se. Eu, pelo menos, tenho consciência do sofrimento de mães de “veteranos” de guerra, inválidos com 20 anos, ou protestos de um povo oprimido contra seus governos... por mais que elas “somente” ilustrem o que ouvimos falar, ou, ainda assim, choquem, mostrem o que nem poderíamos supor dessas realidades.

Diante dessas fotos, nesta exposição maravilhosa, prefiro conhecer o que não sei, aquilo que nunca vi, ao que pela primeira vez estou sendo apresentada. Na edição anterior foi assim. Intrigou-me a sequência de retratos feita pelo italiano Carlo Gianferro de famílias romenas ostentando cômodos cenográficos em suas casas – povo esse que há pouco tempo era comunista, e descende de ciganos nômades. Duas contradições a essa tradição impensada até então!

Esse ano sigo na mesma linha do surreal relacionada a status (e de minha predileção pelo olhar italiano, não posso negar). A bola da vez foi Francesco Giusti com suas capturas sobre um costume e lazer do povo no Congo, a Société des Ambianceurs et des Personnes Élégantes – SAPE. Acreditem: num país que vive em meio à miséria, existe um grupo de pessoas que gasta o que (NÃO) pode para se vestir bem e viver (literalmente) uma fantasia, inspirado nos antepassados de sua aristocracia que voltaram de Paris nos anos 20 e 30.

Ainda nesse clima de ilusão, mas numa perspectiva mais ‘nobre’, para desafiar percepções e preconceitos, dois artistas denominados Güler Lacht, propõem a pessoas que elas se vistam com roupas do Oriente Médio e assim sejam fotografadas em diferentes contextos. Essa interação ou performance (chame como quiser), que escolhi para ilustrar o post por sua boa intenção, aconteceu num evento artístico na cidade de Stedum, no norte da Holanda, e foi registrada pelo jovem Kees van de Veen.

Engraçado isso de esses instantes imortalizados mexerem tanto com o nosso imaginário. Sempre quando alguém vai nos clicar, logo arrumamos o cabelo, olhamos no espelho, passamos batom, preocupamo-nos em quão bem ficaremos naquela representação do momento. Nesses dois casos citados, que a mim me marcaram, essa característica está aliada ao fotojornalismo em si. É a vaidade misturada à informação, interesse e social, público e privado. Muitas vezes essa sutileza é mais difícil de ver em meio ao que é notícia escancarada, ao trivial - e por isso, faz-se louvável.

* Achei válida a menção honrosa que a organização fez ao vídeo veiculado na internet da jovem Neda, que foi baleada e morreu vítima da repressão às manifestações contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, em junho do ano passado, no Irã. É o reconhecimento e a aliança dos novos meios, que juntos (in)formam.

Para conferir as fotos vencedoras, publicadas na imprensa ao redor do mundo, é só ir no site da
World Press Photo.

Tuesday, 22 June 2010

banho de água fria


Queria ter visto a cara do ditador Kim Jong-Il, não só por ele ter assistido ao vivo o jogo realizado ontem em que a Coreia do Norte perdeu para Portugal, mas por ter deixado todo seu povo ver tais imagens.  A confiança excessiva depois do gol contra o Brasil em sua estreia no campeonato o traiu.

Foi uma "mal-sucedida" exceção, pois a população de lá só teria acesso com atraso de um dia ao que o chefe de estado mais totalitário da atualidade libera  para eles depois de analisar o conteúdo - inclusive os lances da Copa do Mundo. Isso SE ele permitir, claro! A censura de seu regime socialista é MUITO forte, mas o bloqueio foi furado desta vez - literalmente.

Os motivos de veto são qualquer manifestação de oposição ao atual governo, ou razões de humilhação à nação. Esta última seria sua maior preocupação e/ou principal desculpa para impedir a veiculação da partida se pudesse antever o resultado, já que os lusitanos ganharam numa goleada histórica de sete a zero contra eles. Ah, se arrependimento matasse...

E para completar o "baile", sua vizinha, meio-irmã e rival Coreia do Sul se classificou hoje para as oitavas de final. Esse vexame futebolístico foi um banho de água fria no otimismo dos norte-coreanos, obrigados e convencidos a SEMPRE defender a “supremacia”(?) de seu pequeno e notável país.

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*Se de um lado falta informação e liberdade, do outro sobra:

Só resta agora a imprensa marrom dos Estados Unidos tirar um pouco o foco do Irã e se aproveitar do ocorrido para conseguir apoio, assustando nossos colonizadores sobre qualquer possibilidade de uma retalhação nuclear. Estou brincando, mas tratando-se da potência bélica, NUNCA se sabe... [risos]

Sunday, 2 May 2010

a cor do pecado


Dando início aos trabalhos...

Já estou há bastante tempo querendo tocar num assunto um tanto delicado aqui no blog – as tais 'pulseirinhas do sexo'. Jovens, pais, escolas, mídia... esse é um tema que envolve TODA a sociedade.

Esta semana falamos sobre cores na “terapia” do inglês e me lembrei que estava para escrever sobre esse fenômeno entre adolescentes que anda tirando o sono de muita gente. Não cheguei a falar a respeito, mas certa vez fizemos uma matéria para o Zona Quente sobre qual seria a ‘cor do sexo’, e vermelho foi o que a maioria respondeu.

Diferente do que essa “brincadeira” sugere (vou me corrigir: acho que ‘comportamento’ seria a melhor palavra para definir o uso desses apetrechos de conotação sexual pelos adolescentes), é o preto que significa sexo. Na verdade, cada cor está relacionada a um ato:

Amarelo - abraço
Roxo - beijo de língua
Vermelho - lap dance
Branco - a menina escolhe o que vai fazer
Laranja - mordida no pescoço (chupão)
Rosa - mostrar o peito
Azul - sexo oral praticado pela menina
Verde - sexo oral praticado pelo rapaz
Dourado – 69
Preto - sexo

Como funciona e surgiu essa “mania”? O código é usar pulseirinhas coloridas que, ao serem arrancadas, em detrimento de sua coloração, dizem a tarefa que deve ser cumprida. O modismo começou na Inglaterra, com o Snap Game, em que as shag bands ('pulseiras do sexo', em tradução livre) determinam o que os personagens vão fazer.

Na puberdade é quando começa, de fato, o interesse pelo assunto. Todos tem curiosidade e, de alguma forma, o sexo vai fazer parte de suas vidas a partir de então. Eles passam a se descobrir e se iniciar sexualmente. E esse jogo veio para provar como existe e sofremos, consequentemente, com a falta diálogo e (in)formação sobre o assunto – em casa e na escola.

Como não estão preparados para lidar com a complexidade e seriedade do tema, os jovens abusam e acabam ocorrendo casos como o estupro de uma menina em Londrina, no Paraná, que foi violentada por quatro rapazes e função do uso das pulseiras. Os excessos juvenis aliados à falta de noção (non sense - ou por que não dizer ‘alienação’) dos pais agravam a situação.

O melhor a se fazer num momento como esse é conversar, explicar o que está acontecendo e aconselhar que, por questões de segurança, não sejam usados os adereços – pelo menos por hora. Tem que mostrar que é melhor ser excluído de grupinhos escolares, se for o caso, do que correr o risco de um trauma como esses.

E mais: esclarecer que a descoberta sexual, e/ou sua prática, não devem acontecer com jogos como esses, mas com o consentimento das partes envolvidas, em momentos desejados, propícios. Deveria reinar o bom-senso, uma instrução básica... onde falhamos? Fico me questionando que valores essas criaturinhas tem para permitir que sua sexualidade seja exercida dessa forma.

Se ainda não podem responder por si, por não estarem preparados, a culpa é de quem (não) os educa - essa é a (infeliz) realidade. O problema esta aí... porque acabamos por concluir que os adultos não estão com o controle da situação em suas mãos (pelo menos no que diz respeito à educação sexual daqueles por quem são responsáveis).

A melhor solução é a prevenção e a verdade - sempre! Fica o alerta.

* Foi-se o tempo da inocente 'salada mista'... (saudades da infância querida)

Saturday, 1 May 2010

mãos à obra


Sem trabalho não há dignidade.

Hoje, no dia em que São José do Ofício abençoa a todos que tem suas atividades laborais, não poderia deixar de rugir a respeito. É o mínimo que a civilidade exige: a possibilidade de exercer uma função junto à sociedade.

Ser útil e, assim, ganhar o pão de cada dia, com satisfação, é uma realidade que provavelmente só é valorizada de fato por quem está desocupado, sem emprego. Ironia... mas a correria do cotidiano, os estresses e descontentamentos  próprios da lida podem, por vezes, esconder a nobreza e vital importância da labuta.

Tão ruim se sentir à margem, com toda a garra, mas sem conseguir contribuir com sua força, conhecimento, dom e talento para um mundo melhor – nem que seja, no mínimo, em família, no sustento do lar. Sorte mesmo tem aqueles que conseguem se realizar e ter reconhecimento naquilo que fazem. E isso gera um esmero supremo, é o topo aonde se pode chegar.

Difícil saber qual o melhor caminho a seguir, pois nos acomodamos quando conseguimos certa estabilidade, mesmo quando não há prazer. Reprimimos ideias, esquecemos propósitos, omitimo-nos diante de um falso conforto capital. Ruim isso. Perfeição nunca vai existir, mas para aquilo em se passa boa parte do dia executando, melhor que seja algo bem próximo disso.

Chega uma hora que cansamos (não fisicamente, mas espiritualmente) de sermos simplesmente operários. Passamos a priorizar projetos pessoais, o que nos traz felicidade. Não é simples, fácil, mas acontece. Todos os dias penso no que desejo para mim daqui para frente: uma oportunidade.

Hoje, valorizo mais um subsídio que transforme – acho que a maturidade e a serenidade me mostraram o caminho, embora sempre soubesse e o tivesse, de certa forma, como ideal. Indo mais longe ainda, a utopia seria outro sistema... e aquele 'blá blá blá' socialista de ser. Infelizmente nem todos conseguem enxergar e buscar isso para suas vidas porque desconhecem ou ignoram seu potencial.

Bom, o que está palpável é dar minha quantia, não em dinheiro, mas em ação. E é para esse caminho que estou me preparando, seguindo rumo ao modelo que acredito neste um universo de desilusão, de contradições, de maldade e injustiça. Mesmo assim, estou afim e sou capaz! O que eu preciso é uma chance e, voilà!

Por muito tempo esteve apagada essa chama em mim. Adormeci, nada engajada, mas acordei (ainda bem!). Agora será diferente, o sonho é outro - que nem começou... Querer mudar já foi um excelente início. Como já dizia o libertário Roberto Freire: "Sem tesão não há solução". (In)formação é o canal. Vamos lá!

Tuesday, 13 April 2010

curtir ou não curtir


Eis a questão.

Há muito que se comenta sobre a limitação do Facebook em não se poder ‘não curtir’ o que as pessoas publicam lá. Existe apenas a opção afirmativa (pois não vejo a omissão aos posts como reprovação). No entanto, num mundo em que se prima pela liberdade de expressão, acho importante que se discuta essa ‘censura’, que obriga os tantos usuários hoje a demonstrarem tal oposição, quando desejada, escrevendo ao lado de seu nome “não curtiu”, "não curti", ou outros desafetos.

Recursos para tanto, existem. Não sei o que acontece para não terem criado isso ainda... Temeriam eles o retorno negativo que poderia gerar? – pois criticar todo mundo faz, sem problemas, mas SER contrariado não é tão legal, não é mesmo?! (ninguém curte...) Mas vamos combinar que seria BEM mais fácil ter uma mãozinha lá com o polegar para baixo do que as atuais frases de desaprovação bombando!

O que teríamos a perder? Menos do que a ganhar. Acho que o nível de exigência faria do site um lugar infinitamente mais criativo, com mais reflexão, menos superficialidade, e, então, maior (ou menor) tolerância com a opinião e exposição alheia. Adoraria sentir o resultado de tamanha mudança, dessa dualidade toda, pois seria praticamente um amadurecimento do aplicativo, dos usuários, de sua linguagem, conteúdo etc etc etc.

A grande maioria, certamente, iria buscar um saldo positivo para tudo seu que ali fosse colocado, ou, pelo menos, conseguir um empate – se não na atual, numa próxima postagem. Claro que teriam também as mensagens 'do contra', como protesto, para serem detonadas mesmo (que já rolam, na verdade, mas só podemos nos mostrar favoráveis a elas). No final das contas, seria uma disputa acirradíssima entre altos e baixos, em tantas impressões – boas ou más. E, assim, seguiria o fluxo da informação, dessa troca... em constante aperfeiçoamento.

O grande lance é se manifestar. E aí?!

Monday, 29 March 2010

um bolo só!


Faço das palavras compostas por Ivan Lins, conhecidas pela voz da cantora Claudia e, mais recentemente, remixadas na canção de Marcelo D2, as minhas:

“Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida. Preciso demais desabafar”.

(afinal, vocês sabem: a mula ruge...!)

Hoje, o blog venceu sua primeira ‘etapa’, digamos assim, completando um ano de existência com mais de dez mil acessos. Isso quer dizer que, nos últimos 365 dias, cerca de 30 pessoas passaram por aqui diariamente. Estou MUITO feliz.

Não sei o que comemoro mais... a missão cumprida por mantê-lo diário (mesmo aos trancos e barrancos, com todos os atrasos de postagens possíveis em função de viagens – mas já atualizados, ainda bem), ter leitores fiéis que comentam, elogiam, manifestam-se sobre meus textos, meu estilo de escrever etc., ou a rica experiência de poder se expressar livremente, tendo um canal viável para isso.

Considero-me uma jornalista de sorte. Estou realizada com meu primeiro trabalho pessoal, em que posso me utilizar de todo meu conhecimento na responsável arte de informar para fins próprios – embora, tratando-se dele um veículo, o resultado seja socializado, compartilhado com todos que aqui estiveram, estão e vão estar. Ainda não ganho com isso, mas esse nunca foi o propósito... Fiz por vontade, por vocação.

Espero poder transmitir o melhor de mim nessas linhas que posto TODO santo dia. Gostaria de verdade que servissem para alguma coisa além leitura, dando sentido, motivação, sei lá. Já tive alguns bons retornos quanto a isso e, quem sabe ainda não possa contribuir mais e mais para um mundo melhor, de maneira bem ampla – do pessoal para o geral. Acho que estou fazendo minha parte, ou só o começo dela, pelo menos...

“Ou você está vivo e orgulhoso, ou está morto. E quando está morto, não se incomoda com nada”. Concordo com o pensamento do ativista sul-africano Steve Biko, pois estou sempre atenta, indispondo-me por diversas razões todos os dias, e satisfazendo-me com outras tantas. Somente estarei alheia e indiferente a tudo, dando-me por vencida, quando não mais estiver respirando e aí, então, me calarei definitivamente.

Essa é a ideia, meu projeto de vida. Obrigada por participarem disso comigo. E assim, inicia-se um novo ciclo... um pouco mais maduro, próspero talvez. Vamos escrever juntos essa história? Tem que fazer acontecer, e aí, já é meio caminho andado.

Thursday, 4 February 2010

a origem de tudo


Uma criança chega para mãe e pergunta como nascem os filhos.

Sexo, cegonha, sementinha... o que for! Naquele instante, cabe a ela a decisão de dizer a verdade, mentir, ou pior: omitir.

Assisti a uma reportagem no Fantástico deste domingo sobre educação sexual de crianças na escola. A grande questão era se essas instituições deveriam ensinar isso a partir dos sete anos, como fazem na Holanda.

De um lado, pessoas bem resolvidas, crentes que esse conhecimento ajuda a reduzir problemas como gravidez na adolescência e abuso sexual, por exemplo. De outro, gente horrorizada em fornecer aos pequenos informações básicas e naturais. Impressionante, a maldade está na cabeça dos adultos.

Na enquete realizada durante o ‘show da vida’ com o público em casa, a maioria dos brasileiros se mostrou a favor de transmitirmos desde a infância noções essenciais sobre sexo, saúde e prevenção. [Alívio] Sempre é melhor conduzir com sinceridade e de forma clara, correta, pro bem.

Lembrei agora (e mais uma vez) do filme A Culpa é do Fidel, em que Ana, diferente de suas amiguinhas, sabia sobre a origem dos bebês, a diferença e função dos órgãos reprodutores masculino e feminino etc. Quando se tem um casal, fica mais fácil. Os próprios irmãos se questionarão a respeito.

Hoje, fica a cargo dos pais esse esclarecimento que facilitará a vida dos futuros cidadãos desse mundo, preparando-os para uma realidade inevitável. Se eles não forem instruídos em casa ou no colégio, irão aprender na rua – não adianta! E aí, provavelmente, não participaremos desse que é ou será um momento maravilhoso na vida dos jovens.

Quando eu tiver os meus, será assim: “zizi” na “zezete” - na hora (e da forma) certa.

Thursday, 3 September 2009

12.524 boas noites


(ou melhor, 12.525)

Foi anteontem o aniversário de 40 anos do telejornal mais visto na História do país - o Jornal Nacional. Tendo em vista sua popularidade, não sei o que mais caracteriza a televisão brasileira: os reclames do plim plim, anunciando os intervalos da emissora, ou o ‘boa noite’ dos âncoras iniciando e encerrando todas as edições do noticioso global.


MUITA gente responde aos apresentadores, como se eles fizessem parte da família e estivessem ali, em suas casas. E estão, na verdade. Todas as noites, no horário nobre da TV, uma dupla entra na sala das residências desse Brasil enorme transmitindo as notícias do dia - isso há quatro décadas já, ininterruptamente. A intimidade é inevitável.

Na noite do dia 1 de setembro de 1969, Cid Moreira e Hilton Gomes estrearam na bancada do noticiário, o primeiro a ser transmitido em rede ao vivo para todo o país. Em 1972, Sérgio Chapelin (atualmente, no Globo Repórter) substituiu Gomes. Os mais jovens não têm essa memória, mas Cid e Chapelin foram os dois jornalistas que por mais tempo ficaram à frente do telejornal.

As mudanças que deixaram o Jornal Nacional com a cara que ele tem hoje aconteceram em 1996, com a colocação de William Bonner e Lillian Witte Fibe. Lílian permaneceu por dois anos no posto, quando a já esposa de Bonner, Fátima Bernardes, entrou em seu lugar. O casal, desde então, tem a responsabilidade de informar diariamente os brasileiros sobre os principais fatos ocorridos no país e, conseqüentemente, conquistaram a confiança desses fiéis telespectadores.

Num processo que deve ser o mais estressante possível, notícias são transmitidas num formato que muitas vezes questiona-se se é o mais apropriado. Um exemplo: sabe-se que numa época de intensa inflação, quando a insatisfação do povo era enorme, tentava-se amenizar a situação encerrando o jornal com notícias bobas (mas prósperas) sobre nascimento de animais em zoológicos. Há de se convir que pouco importa a muitos cidadãos que estão passando por dificuldades se os macacos de São Paulo estão se reproduzindo em cativeiro, ou não. Na boa.

Nunca tive vontade de trabalhar num telejornal diário justamente pelo corre-corre e pelo grau de importância que esse tem para a corporação, para os interesses e negócios de empresas, para a sociedade como um todo. Já trabalho num programa de entretenimento, que é semanal, de 18 minutos de conteúdo, com equipe mínima (considerando hoje os mais de 4.500 profissionais envolvidos em todo o processo de produção do JN, aqui e no exterior) e já tenho problemas consideráveis, suficientes ao meu ver. Com todo o respeito e admiração, deixo isso a cargo de quem tem vontade para. Minha fome é outra.

As comemorações para esse aniversário começaram há cinco meses, com reportagens especiais mostrando o que foi e quem fez a notícia nesse longo período. Nada de político foi abordado, no entanto, e a explicação é lógica e esperada, conhecendo-se o tom cordial da Rede. Um telejornal que inicia sua transmissão em meio à ditadura militar (inclusive no ano mais duro desse lamentável capítulo de nossa História), deve não só ao povo explicações – se é que me faço clara. Mais fácil enfiar o dedo em outras feridas.

Ao clássico estilo ‘Nacional’, suavizando ao finalizar, encerro de forma amena esse post: Mudaram cenários, apresentadores, repórteres, recursos tecnológicos, penteados e figurinos (e abro um parênteses aqui dedicado à ousadia dos brincos mais compridos hoje usados por Fátima, que dão um toque de maior feminilidade à seriedade necessária ao cargo), mas os 'boas noites' continuam sempre os mesmos – 12.524 até terça-feira.

Tuesday, 25 August 2009

retratos da ostentação


Mil coisas acontecendo e, eu, infelizmente, acabo por perder ‘cada uma’... Uma dessas, que pelo dedo de minha amiga Grazi, acabei saindo ganhando (mesmo que nos 47 prorrogados do segundo tempo), foi a “World Press Photo”. Consegui conferir a exposição que reuniu 196 imagens premiadas em 2008, registradas por fotojornalistas do mundo inteiro.

A maioria das fotos trazia alguma denúncia em sua mensagem calada, mas ‘gritante’. Eram aqueles belos instantes imortalizados, cheios de sentido, intenção, cor – quando não eram simplesmente elegantes em sua dualidade preta e branca. Sua intensidade não ameniza o desespero, a doença, a crueldade, a tristeza e o mal presentes ali naqueles retângulos.

Fatos que marcaram um ano “qualquer” - nada mais representam aquelas fotos do que isso. Pela problemática maior, algumas dessas que foram tiradas há pouco, bem poderiam ser captadas amanhã, mas a maioria não. O que as diferencia de tantas outras, e que as faz únicas e importantes, é justamente a questão do tempo, e da presença. Seu criador estava lá, e é através de seu olhar que podemos ver o que já foi e não volta mais.

Incrível que acontecimentos tão poucos inspiradores possam ter rendido tão magnífico material. Cheguei a chorar por entre as galerias. É emocionante, assim o são. Reproduzem momentos, sentimentos, situações. Informam, alertam, comunicam ao mundo o que ali mostram – muito além, na verdade. Fotojornalismo é um soco no estômago, porque diferente das pedras no sapato, são impactantes, mas não efêmeros.

Uma seqüência entre tantas outras me chamou a atenção. Eram fotos posadas, coloridas, vivas. Trazem pessoas de semblante satisfatório em acomodações que mais parecem cenários de filmes, vitrinas de lojas, casa de bonecas. E, se bem entendi a legenda, são isso mesmo – como um adereço. Aqueles lugares servem para mostrar de maneira ornamental o poder aquisitivo do modelo ali em foco.

Para compreender claramente o que estou falando - e o que estou QUERENDO dizer, faz-se necessário um ‘briefing(zinho)’ básico, um breve embasamento histórico (na exposição existe uma pequena legenda em casa foto):

Essas pessoas retratadas são romenas de origem cigana. E duas curiosidades a respeito desses povos explicam muita coisa, dão sentido ao contexto das fotografias tiradas . 1. A Romênia é um país que até há pouco tempo era comunista e que a recém entrou para a União Européia, 2. os ciganos são originalmente nômades.

Sabendo disso, não fica difícil agora perceber o porquê da valorização do lar, de sua decoração, da futilidade de se montar uma cozinha, por exemplo, só como enfeite, para mostrar aos outros que hoje se tem (o que ontem não se podia ter). Os tempos são outros e os dentes de ouro dão espaço a faqueiros e conjuntos de porcelana que jamais serão usados.

Os retratos do italiano Carlo Gianferro, para a Postcart, ficaram em primeiro lugar na categoria ‘Histórias’ da premiação. Veja as outras fotos da exposição em: http://www.worldpressphoto.org/index.php?option=com_photogallery&task=blogsection&id=19&Itemid=223&bandwidth=low

Tuesday, 23 June 2009

o vilão


O Irã está passando por um daqueles momentos históricos lamentáveis. De década em década conflitos acontecem e trazem consigo uma forma de subversão para driblar as dificuldades de manifestações contra o sistema. E isso é ótimo. Para a infelicidade do então presidente “reeleito” Mahmoud Ahmadinejad, a bola da vez é a internet – através de diversos blogs e sites como o Youtube, o Twitter e o Facebook, onde são postados vídeos e veiculadas notícias sobre a repressão e a ‘Revolução Verde’.

Há trinta anos, no mesmo país, foram as fitas cassetes que ajudaram no movimento anti-xá Reza Pahlavi, que estava no poder desde 1941. Há quarenta, aqui no Brasil, os mimiógrafos ajudaram a informar o povo sobre o que estava acontecendo e a pedir o fim da ditadura militar, instaurada desde 1964. Há cinqüenta, a Revolução Cubana utilizou-se do rádio como ferramenta para tirar do poder o ex-sargento Fulgencio Batista que governava a ilha desde 1933. Sempre foi assim, a tecnologia dá voz à massa.

Por falar nisso, a jovem manifestante Neda Agha Soltan, foi morta ontem ‘online’ nas ruas de Teerã por um membro da milícia pró-governo iraniano Basij. Seu nome significa ‘voz’ em farsi, idioma oficial do país. Calaram-na. A cena, gravada pela câmera de um aparelho de celular, correu o mundo on time, logo após ser colocada na web. Sua morte se tornou um símbolo dos protestos liderados pela oposição pró-reformista do candidato Hossein Mousavi contra o resultado da eleição presidencial iraniana ocorrida em 12 de Junho.

Jornalistas (estrangeiros ou não) estão sendo perseguidos, presos e mortos no Irã. O novo alvo agora é o chamado ‘repórter-cidadão’, os blogueiros e internautas que têm abastecido o mundo com notícias e imagens de um país proibido de falar, ler, ouvir, saber. O código (hashtag) para identificar o assunto na rede é #iranelection. E até a Casa Branca já postou mensagem no Twitter, em que o presidente norte-americano Barack Obama diz que o mundo está de olho na situação do Irã (http://twitter.com/whitehouse/status/2300344424).

A ‘mídia rebelde’, como está sendo chamada, está driblando a censura e conseguindo informar de forma descentralizada, sem fronteiras e limites. Esse buzz na internet causou uma reação que acelerou inclusive o trabalho da gigante Google de tradução de textos do farsi para o inglês e vice-versa. A diferença de línguas não é definitivamente mais um problema. Viva a globalização! Aliás, viva a "twitterização"! – fenômeno que, por outro ponto de vista, é o novo “vilão” da comunicação universal.
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!