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Saturday, 19 April 2014

Friday, 17 December 2010

com a boca no trambone


Crítica nacional:

Parlamentares se auto-promovem e aprovam salário igualitário de R$ 26,7 para eles, ministros de Estado, presidente e o vice-presidente da República. Um acordo foi feito para a tomada desta decisão que os deputados classificaram como em “regime de urgência” para que fosse votada ainda esse ano. 

Inúmeras famílias passam fome no país inteiro, milhões de pessoas sofrem com a falta de recursos e estrutura na saúde pública nos quatro cantos do Brasil, outras tantas estão desempregadas, sem condições de exercer dignamente sua civilidade, isso sem contar que o salário mínimo atual é de APENAS R$ 510(!)... mas nada disso é TÃO importante para os nossos governantes quanto seus próprios focinhos e bem-estar.

Vergonhoso – é o mínimo que posso manifestar a respeito. Uma porque tal ajuste é DESNECESSÁRIO, sendo que todos eles já ganham benefícios como vale-combustível, passagens aéreas gratuitas, não pagam aluguel, tampouco declaram imposto de renda!  - entre outras regalias. Ou seja, para eles seus salários (todos já acima de R$ 10 mil mensais) saem limpos para eles, sem gastos comuns a todos outros cidadãos, que com os impostos, pagam seus salários.

O que mais me indigna, no entanto, é a ignorância do nosso povo, que simplesmente dá de ombros para isso, MESMO (e principalmente) aqueles que ganham tão pouco tendo que sustentar tanta gente. Se fosse na Europa, o povo estaria na rua, manifestando-se contra tudo isso – vide a insatisfação dos franceses com a reforma da previdência deles que aumentou de 60 para 62 anos a idade mínima para aposentadoria, e também, mais recentemente, em Londres, onde universitários atearam fogo em ônibus protestando contra os aumentos nas mensalidades das universidades.

Aqui, infelizmente, só seria gerado rebuliços como esses se proibissem o futebol, a cerveja e o samba de final de semana. Nem o ‘pão’ adianta cortar que ninguém reclama (a começar pelos preços abusivos dos alimentos nesse último ano). O que o povo quer mesmo é ‘circo’! Por que será? PALHAÇADA.
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a mula ruge...

Logo hoje, quando faz exatos quatro anos de nossa conquista no Mundial Interclubes de 2006 no Japão, registro outra indignação: a performance colorada na semifinal deste ano. Perdemos e deu zebra – africanos na final contra os italianos da Internazionale de Milão. Como aconteceu na Copa, torço por quem nos eliminou, e que, mais uma vez, nunca venceu a competição. Ao meu ver, assim como a Holanda (que lamentavelmente não ganhou mais uma vez), o Mazembe, do Congo, merece tal façanha por seu desempenho até agora.

Quanto a nós, teremos que pastar mais um pouquinho até conquistarmos outro título, afinal, não jogamos NADA nessa última partida. Faltou energia, vibração àquela equipe insossa, apática, sem moral. E o Celso Roth que baixe a crista e admita o fracasso do time sob seu comando (pelo menos nessa eliminação, decisiva).

Ficaria inconsolada, querendo ‘matar ou morrer’, se tivesse ido até lá, pagado uma fortuna, para ver o Inter dar vexame, como fez. Mesmo de ganharmos o próximo jogo e nos classificarmos como terceiro colocado no campeonato, voltaremos de Abu Dhabi ainda colorados, mas vermelhos de vergonha.

Wednesday, 3 November 2010

superhero

 
As previsões se concretizaram e, Barack Obama, que está com sua popularidade em baixa, levou uma “surra” nas eleições legislativas norte-americanas, realizadas ontem, no meio de seu mandato. Os democratas perderam a maioria na Câmara e a força no Senado.

A insatisfação que paira sobre a megapotência mundial fortaleceu o partido Republicano, apoiado na dificuldade do presidente em sair rapidamente dos efeitos da crise que arrasou com o país imperialista em 2008, resolver a questão da economia empacada, com o dólar desvalorizado, e ainda o índice de desemprego, que já beira os 10%. Os eleitores que depositaram na figura de Obama toda a esperança de mudanças e melhoras urgentes, não estão sabendo lidar e se mostram extremamente desgostosos com o processo lento de recuperação dos Estados Unidos.

Essa foi uma derrota significativa que serviu de alerta para que o homem mais poderoso do mundo mude o rumo de seu governo, principalmente no que se refere às prioridades. Agradar à opinião pública e, agora, aos opositores também, tentando certa cooperação em que eles aprovem e não atravanquem os projetos propostos por ele, será o maior desafio do líder democrata.

No entanto, a História está a seu favor. Da mesma forma ocorreu com George Clinton e Ronald Reagan, esse último enfrentando na época taxas de desemprego bem semelhantes às atuais. Ambos conseguiram a reeleição dois anos depois, superando os problemas enfrentados. Vou além: por mais que os yankees reclamem do governo de Obama, e isso tenha se refletido no resultado desse pleito, ele, ainda sim, já é um vitorioso, mesmo antes de qualquer aposta para mais quatro anos no poder.

Em apenas 24 meses, ele conseguiu aprovar uma reforma histórica no sistema de saúde, algo fracassado por antecessores, além de ter feito uma no sistema financeiro, com pacotes de estímulos econômicos, bem como ter progredido nas negociações para diminuição de emissão de gases aceleradores do Aquecimento Global. Infelizmente, pelo menos dois desses avanços correm o risco de um recuo em detrimento ao conservadorismo que aponta essas como iniciativas 'socialistas' por parte dele (não é piada... sim: SOCIALISTAS - acreditem!).

A onda extremamente conservadora que ganha força por lá, ela sim, é preocupante. Trata-se de um retrocesso daquilo que já avançou justamente contra essa maré. É um dilema seu papel agora, pois ou eles colaboram, ou se opoem às medidas sustentáveis previstas, arriscando, assim, seu sucesso na próxima votação presidencial, em 2012. Todo mundo sabia que não iria ser um mar de rosas os primeiros anos de desafogamento estadunidense, mas ser acimentado por uma direita xiita, cujo discurso por vezes soa absurdo na contramão do trabalho que vem sendo realizado, abala as estruturas e mexe com os brios de qualquer mortal.

Embora tenha sido visto como um espécie de herói quando assumiu a bronca há dois anos, fazer mágica foi impossível àquela altura, e ainda hoje é... Mas, AGORA, ele vai ter que usar todos os seus superpoderes, qualquer truque que tire da cartola soluções imediatistas, para não deixar a peteca (a moeda e sua popularidade) cair ainda mais. Otimista, eu acho que ele vai conseguir ressurgir das cinzas e sair do vermelho. Basta saber o que ele vai fazer na tentativa de deixar tudo azul... Só espero que não regrida demais, tampouco deixe o resto do mundo roxo de raiva com as atitudes tomadas para salvá-los.

E para finalizar, utilizo-me aqui do jargão de sua campanha,vencedor e invencível... é o que resta: Hope.

Friday, 17 September 2010

lúdico


Cenário cinematográfico, excelente companhia, boas intenções... Seria esse o encontro perfeito se não fossem os “poréns” que, digamos assim, “impedem” a concretização de qualquer coisa num sentido mais íntimo.

Não há obstáculo quando é para valer, porém, quando há dúvida, não tem porque seguir em frente. E é isso que detém, afasta e faz com que tudo continue como tem que ser – racional, querido, verdadeiro, para sempre.

Escolhas... A vida é para quem sabe curti-la da melhor forma, sem machucar ninguém gratuitamente, por impulsos até inocentes, mas não infantis. Brincadeira é bom, mas tem hora.

Thursday, 26 August 2010

out


Concordo com o poeta Vinícius quanto ao que é fundamental, mas minha prioridade é outra! Imagine euzinha no meio de um monte de Barbie girls... Como eu me senti? Deslocada, obviamente. Não pela suprema estética que me falta, mas pela ausência de conteúdo e excesso de futilidade naquelas cabecinhas ocas e enfeitadas (uma coisa compensa a outra nesses casos).

Corações bons, talvez, mas desconfio de quem não sabe discutir o mínimo sobre assuntos atuais - sejam políticos, esportivos, de economia, literatura etc. A maioria dos homens não liga para essa limitação, mas eu detestaria ser igual, qualificada somente por minhas curvas, desejada principalmente para a cama, sendo companhia rasa, efêmera, de preferência calada. Não invejo os olhares masculinos, tampouco seu interesse pelo tipo. Tenho muito mais a acrescentar a esse mundo, argumentos a dar, bastante a ouvir e aprender, compartilhar. Ser modelo de beleza é bacana, mas prefiro servir de referência além físico.

Digo isso, mas nunca fui a baranga do prédio, embora o título da ‘Rainha da Escola’ tenha me faltado (ok, admito já ter sido Brotinho da praia em que veraneava, onde acontece um famoso concurso no Rio Grande do Sul - onde essas competições são comuns, dada a mistura étnica que deu certo por lá). Fico mais orgulhosa por ter me destacado durante anos como a mais inteligente da classe, a melhor jogadora de vôlei - popular de outro jeito, ao meu modo, cheia de boas notas e medalhas.

Sem comparações... Nada contra as beldades. Elas são interessantíssimas, tem público e o seu valor. Merecem ser contempladas, nasceram para isso. Beleza é uma possibilidade, abre portas (e as pernas). Conviveria fácil até, mas Casa Bonita, para mim, just for business, no backstage, botando ordem no galinheiro, coordenando as rolinhas. Infelizmente hoje, nesse meio, o título de jornalista vai na inércia da ocupação "modelo, manequim, apresentadora"... feio isso, pois desqualifica a classe acadêmica.

Tô fora! Meus padrões de perfeição rondam outras vizinhanças.

Tuesday, 6 July 2010

do sinal pro real


Ces’t la vie! Um dia estamos de mãos vazias, passando sufoco, praticamente"esmolando"; no outro, fazemos malabarismo para conseguir segurar o que aparece, tudo o que temos. Cruel isso, mas é uma realidade que nos desperta uma sagacidade monstra. Deixa a gente tipo polvo.

Fatos – interesses, fatos – interesses, fatos – interesses, fatos – interesses – grana, fatos – interesses – grana, fatos – interesses – grana, fatos – interesses – grana – realização, fatos – interesses – grana – realização...

É assim que jornalistas como eu, profissionais liberais em geral, autônomos, levam a vida: cada dia conquistando inserir mais um item naquilo com que se pode jogar. Do inevitável para o que é passível de escolha, do que se é obrigado para o que se gosta de fazer – e assim vai...

Mais do que isso até, a grande questão, muitas vezes, é a oportunidade mesmo.
Quando as dificuldades são superadas, é natural que as sementes antes plantadas pipoquem e , diante disso, agreguemos tanto, a ponto de nos sobrecarregarmos na ansiedade de não querer perde-las.

Mas, por vezes, é melhor abdicarmos de algumas coisas, e priorizarmos o que é realmente importante e válido, para que não nos ocupemos com futilidades improdutivas que só fazem volume e nos atrapalham a vida. Essas escolhas ocasionam ciclos necessários de renovação e desapego que devemos exercitar mais.


Deve haver qualidade naquilo que se faz também. Para tanto, precisamos saber o que queremos, e nos empenharmos, focando certeiramente. É preciso espaço, tempo, e disponibilidade para que venha o novo. Dizem que 'quem tudo quer, nada tem', e faz sentido isso, pois, ao tentarmos abraçar o mundo, acabamos por deixar muitas coisas no ar,  soltas, inacabadas.

A culpa é da energia e vontade entubadas, elas que nos permitem tais abusos, tamanha gana e coragem. Mas é compreensível, pois é bom quando nos sentimos úteis, girando a manivela da vida, fazendo as coisas acontecerem, a carroça e a fila andar– melhor ainda se valorizados (e isso tanto no trabalho como no amor). Faz parte do meu show...

Friday, 26 March 2010

passagem


R$ 2,80 + R$ 2,80 (ída e volta de metrô) = R$ 5,60 X 5 (dias úteis) = R$ 28

Se eu ir e vir a pé do inglês, por exemplo, economizarei o suficiente para fazer uma feira semanal bacana. Esses cálculos são a minha realidade de atual desempregada. Como tenho tempo, saúde e disposição, não custa fazer esse esforço – aliás, POUPA-SE.

Peguei-me ontem relembrando o período em que cheguei aqui no Rio de Janeiro, de vacas anoréxicas, quando tinha que fazer desse hábito uma obrigação porque não havia como ser diferente. Ou eu caminhava, ou comia – simples assim.

Não há exagero, nem auto-penalidade nisto, são apenas as prioridades que temos que nos impor devido à situação em que nos encontramos. Fazemos escolhas e a minha foi tirar férias e viajar a lazer (como não fazia há seis anos) e passar certo aperto agora.

Estou confiante que em breve esta página será virada, mas gostaria sinceramente de manter a rotina de caminhadas, porque só faz bem – para o corpo, mente e alma. Andar por aí proporciona ver pessoas, pensar na vida, respirar, movimentar-se.

Claro que queria estar mais folgada e poder manter o estilo de vida anterior, que conquistei com os estudos e trabalhando, mas por hora não dá. Mais dura que pau de tarado, tenho que me contentar em pelo menos poder pagar as contas e ter o que comer. O resto é o resto...

Wednesday, 26 August 2009

onipresença high tech


Você encontra um amigo que há tempos não vê, tanta coisa para contar... Esse momento em que estão juntos DEVERIA ser ótimo... Deveria? Sim, se não fosse o maldito celular!

A situação é a seguinte: vocês caminham juntos, enquanto você fala conta como está sua vida. O papo está ótimo, fluindo super bem. De repente o seu telefone toca, você pede licença e atende. É seu chefe perguntando sobre a entrega de material a um fornecedor. Passam-se alguns minutos e ‘rapidamente’ a ligação termina. Vocês retomam o assunto até que...

Infelizmente aquela ligação desencadeou a necessidade de mais duas chamadas para resolver esse probleminha que surgiu. Além de um afastamento quatro minutos na primeira, agora na segunda e na terceira você se excede e fica dezoito e doze minutos “ausente”. Ligações feitas, você pede desculpas s e então voltam à conversa.

Reparem nas expressões que usei - afastamento, ausente e voltar (à conversa). É isso mesmo, porque você SAIU dali. Poderia até estar fisicamente, mas sua alma, seus pensamentos e atenção estavam voltados ao tema discutido via qualquer operadora, com alguém que está a quilômetros de distância e você (e não mais com o infeliz amigo que esteve todos esse tempo ao seu lado).

Foram 34 minutos no mundo das idéias em um encontro de duas horas. Em mais de um quarto do tempo você só estava ali, caminhando, presencialmente. Não questiono aqui a necessidade de se usar esse recurso tão útil, nem da importância de falar com alguém do trabalho. Ponho em cheque somente a qualidade de nossa companhia em tempos tão modernos.

É estranho afirmar isso, mas boa parte de nossas vidas hoje, dividimos entre o corpo físico e o mundo das idéias – onde nosso pensamento e nossa presença de espírito estão concentrados. E nem sempre conseguimos viver intensamente, em sua totalidade o ‘aqui e agora’. Gastamos horas ao telefone, na internet, ocupados com questões distantes, além.

Lembrei agora de um dos momentos mais cruéis nessa questão toda: quando o telefone toca na hora da transa. Putz, horrível. Eu confesso que já atendi. Hoje deixaria tocando até... (aperto o ‘foda-se’!). E o parceiro, coitado, tem o direito de odiar se você se disponibilizar para “estar” em outro lugar enquanto era para estar ali, exclusivamente. Sem contar que isso broxa - seja a transa, ou a curtição de se estar com alguém que vive ocupado , em 'outro' mundo.

A tecnologia avança enlouquecidamente. Nosso comportamento muda conforme o tempo passa, seguindo o rumo das ‘coisas’. Acho somente que enquanto há consciência, que pensemos se é isso que pretendemos para nosso futuro – ficar “viajando” por aí, estando em dois ou três lugares diferentes ao mesmo tempo e não estando por inteiro em nenhum (ninguém tem esse superpoder, e nem terá).

Essa onipresença hightech me assusta e condena essa falta de apego e respeito ao presente, ao próximo.
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!