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Sunday, 16 May 2010

cara de um, interesse no outro


Vou exemplificar minha teoria utilizando-me de um caso de conhecimento geral – para não dizer ‘global’ (referindo-me ao fato de ter sido veiculado recentemente pela maior emissora do Brasil): a troca de Miguel por Jorge, feita por Luciana na novela "Viver a Vida", não aconteceu exclusivamente porque o gêmeo médico era mais bonzinho que o arquiteto, mas porque eles eram iguais fisicamente.

Poderia acontecer também, claro, caso não fossem idênticos, mas somente parecidos. Por mais diferentes que sejam seus temperamentos, personalidades e/ou caracteres, sendo irmãos, apresenta-se o fato de terem comportamentos ou feições que se assemelham. E isso os aproxima, igualando-os em mentes cheias de afeição.
É bem provável que atraiamos pessoas que se interessem por alguém(s) como a gente – seja no visual, ou no jeito de ser, do que por estranhos quaisquer.  Com essas referências, há associações que despertam segundas intenções com mais facilidade. Afirmo, por experiência própria, o quanto é possível (e plausível) que isso venha um dia a acontecer de forma natural... involuntariamente. 

 O que quero dizer (com esse nariz de cera todo) é que, na vida real, buscamos um padrão, mesmo sem querer. Embora nem saibamos ou admitemos, existe um tal modelo ideal. Certamente, o novo pode ser bastante instigante também, passível de agradar o próximo, mas quem nunca conseguiu traçar um paralelo entre muitos de seus (ex) amores e (futuros) pretendentes que jogue a primeira pedra!

Não tem outra explicação, senão científica: é somente a química se esquivando diante à biologia na escolha dos pares em relacionamentos amorosos. Isso me tranquiliza quando percebo equivalências em tão extremos e avessos “plims” por aí – o que não aconteceu quando fiquei encantada por Jeffrey Dean Morgan em “P.S. I Love You”, e ao perguntar o nome do ator, meu amigo respondeu: "Javier Bardem". (ok, total desculpável... é de se confundir mesmo! Com esses dois, qualquer um fica transtornado – eu, COMPLETAMENTE, inclusive!)
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Sem meras coincidências:

Pele morena, cabelos compridos encaracolados, olhos castanhos, óculos de grau, estatura mediana, jeito de menina, idéias de mulher...

Lili era constantemente confundida com Bruna no curso que freqüentavam. Um dia, tomando um suco na lanchonete, alguém comentou sobre suas semelhanças. Foi então que Bruna confessou que aquilo acontecia com bastante frequência. Lili, surpresa, relatou alguns episódios ocorridos com ela, quando a chamaram pelo nome da outra, ou fizeram elogios que sabia não serem a ela direcionados.

Na ocasião, ambas acharam graça dessa confusão toda, mas tamanha coincidência, pouco tempo depois, não seria motivo de tantos risos, mas de algumas lágrimas. Logo após se mudar para São Paulo, Bruna descobriu que o garoto por quem se interessava no clube começou a namorar Lili. Chorou impiedosamente, e só cessou quando percebeu ser lógica a preferência do rapaz por sua amiga.

Uma vez que não morava mais na cidade, Bruna se deu por satisfeita com o ocorrido. Ficou feliz pela escolha feita por Lúcio, que não se distanciou tanto da possibilidade de achá-la bonita e de um provável interesse por ela. Pensou consigo que, quem sabe numa outra oportunidade, quando próximos novamente, sua história com ele poderia, enfim, ter um final feliz.

Totalmente compreensível e tolerável. Fica pra próxima...

Saturday, 15 May 2010

o comedor


As mulheres o amam; os homens, odeiam-no.

Meados de 2006, 19h e pouco. Final do expediente, meu celular toca:

- Alô?
- Alô, Vanessa?
- Sim, pois não...?!
- É o Zé Mayer. Tô ligando para agradecer o convite, mas... blá blá blá

Confesso que, depois que assimilei quem era, não ouvi mais nada direito. Fiquei completamente “sem chão”. O motivo e sua voz marcante não negavam a autenticidade da ligação. Não tinha nem como duvidar... NÃO, não estava delirando!

Era verdade: o galã de "Páginas da Vida" (novela de Manoel Carlos que estava no ar na época) tinha MESMO me ligado. Entusiasmada, telefonei depois, IMEDIATAMENTE, para minha mãe contando o que tinha acontecido! [risos]

Hoje, lembro sem graça sobre isso, porque o entusiasmo com os globais não é o mesmo. Ossos do ofício – com o tempo, se perde o encanto. Na verdade, já não era mais ali, mas tenho certeza que QUALQUER uma ficaria surpresa com uma chamada dessas.

Como pessoa, acho que deve ser um cara legal, humilde, zero marra sobre esse glamour todo de folhetim das nove. E é claro que, como gosto de um coroa, não iria correr se o bicho pegasse (vamos combinar! – não sou de ferro e não vou logo EU contrariar a estatística, né?!).

Mas na ficção, na boa: ou o Maneco gostaria de ser os personagens interpretados por José Mayer, ou... (opa!) deixa pra lá! Só sei que fico put* com as condições dadas para o ator ser sempre taxado como o ‘comedor’ de qualquer novela passada no Leblon.

Tudo bem que ele é um pão, unanimidade entre as mães, tias e avós da minha geração, mas fazer que quase metade do elenco feminino caia na sua lábia (e braços) é demais! Falta de criatividade do autor já, pois acaba que os papéis são sempre os mesmos.

Se a Helena já passou a ter 30 anos nessa, é provável que o protagonista homem também siga esse rumo. E em breve. Fico curiosíssima para saber quem deverá substituí-lo em tão aguerrida missão. Mas com certeza Zé ainda volta – quem sabe como pai, sogro, tio ou avô (sedutor, óbvio! - quem foi comedor, numa perde uma sacanagem).
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sobre o último capítulo...

A única coisa que não curti no final de "Viver a Vida" foi o retorno de Tereza para Marcos – mesmo que isso tenha fica implícito. Não é possível! O garanhão não pode ficar sozinho? Só de raiva queria que Jean conhecesse a Silvia, mãe de Bruno! Aí, “sem querer”, e mais do que nunca, iria ficar tudo em família.

Sem dramas, achei super coerente o fato de Luciana não ter voltado a andar. A razão é racional: tem mais gente na mesma situação que permanece na cadeira de rodas, mesmo com todas as melhoras possíveis, do que volta a andar.

Iria ser muito ‘conto de fadas’, além de todas as mordomias surreais não acessíveis aos simples mortais mais humildes já presentes na trama. Bancar viagem internacional de jatinho, sala de fisioterapia particular, carros adaptados e toda a parafernália à disposição da filha com necessidades especiais só para quem tem culh*o mesmo! – tudo bem, é novela: a Globo paga! (mas, pelo jeito, o Zé Mayer, tem!)

Friday, 16 April 2010

don(n)e


Post de mulherzinha hoje...

Agora que os bons tempos de vaidade (e vergonha na cara, admito) voltaram com tudo, posso afirmar, de unhas bem-feitas, que só uma mulher é capaz de reconhecer a cor do esmalte que outra está usando. Por vezes, só de olhar de longe...

Basta ser um pouquinho mais claro ou mais escuro, e já faz TODA a diferença! Mulher é assim... Vai entender! Procura não ser igual às demais usando o mesmo esmalte que a mocinha da novela - comos e milhares de outras não fossem copiar também... E aí a moda pega. Como podemos ser assim?

Só agora, pesquisando na internet, pude achar uns vinte blogs e sites falando das tendências de cores para 2010, inspiradas nas unhas das personagens de Viver a Vida. Unha é papo sério para a mulherada, tá na boca do povo. Olha só:

Alice – 'Obsessão', da Risque; Helena – 'Audrey', da Impala, 'Doce de Leite' e 'Nude', da Colorama; Renatinha – 'Tomate', da Impala, 'Desejo' e 'Toque de Ira', da Risqué, 'Noite da Gala', da Colorama; Ingrid – 'Jazz', da Risqué, 'Tafetá' e 'Chá Gelado', da Colorama; Luciana – 'Tóquio', da Risque.

*Tá certo que essa lista já ta meio ultrapassada, uma vez que as unhas da Lu já nem aparecem mais em suas mãozinhas fechadas, depois do acidente, mas sua sogra mala e a protagonista seguem usando as mesmas cores...

Incrível esse último, cinza, pegou mesmo. E olha que é bem diferente dos vermelhos, branquinhos e rosas mais comuns. A tendência desse verão foi a ousadia. O laranja chegou arrasando nos desfiles e cores como amarelo e verde fluorescentes e azul clarinho também agradaram.

Esse, aliás, é um tema que me instiga: cor de esmalte. Tem para todos os gostos - dos clássicos 'Gabriela' e 'Renda', da Risqué aos excêntricos e novos 'Barbarella' e 'Nugget', da Impala, por exemplo. Ta aí: cor de esmalte é uma coisa de louco! E os nomes, então(!) – muito mais.

Agora, como saber, ou pensar numa cor só pelo nome do esmalte? Impossível. Alguns são barbadas devido a sua obviedade: ‘Uva’, ‘Menta’, ’Black’, ‘Café’, ‘Areia’, ‘Ruby’,... ou até outros como ‘Capuccino’, ‘Cetim’, ‘Via Láctea’, ‘Beijo’ e ‘Chama’, que não são tão escancarados mas que conseguimos imaginar rapidamente seu tom.

Mas e outros como ‘Garota Dourada’, ‘Atração Fatal’, ‘Donata’, ‘40graus’, ‘Salto Alto’, ‘Gatinha’, ‘’Doce Orgulho’, ’Valentina’, ‘Preguicinha’, ‘Cleópatra’, ’Santa Gula’, ‘Erika’, ‘Pipa’, ‘Aleixo’, ‘Espelho’, ‘Rio Doce’, ‘Xaréu’, 'Show', 'New York' e ‘Camboa’? Socorro! Não dá para saber - exlusividade de manicure. Ou, só sendo mulher (ligada) para dominar o tema...

Aliás, fica aqui meu cumprimento pela CRIATIVIDADE das marcas de esmalte na escolha dos nomes para cada tom de cor. Sempre penso nisso – em quem é o responsável pelos títulos. Impressionante a capacidade de criação de denominações tão diversas e incomuns.

E atenção meninas: para o inverno, as promessas são os tons de cinza, azul, roxo, pink, vermelho, nude e os metalizados. Bom que aqui no Brasil esmalte é bem baratinho e por muito pouco podemos ficar na moda, criar uma, mudar, ser quem a gente quiser. Viva a acetona!

Tuesday, 16 March 2010

sem limites


Admiro pessoas que não ligam para algumas diferenças ou necessidades especiais, e não fazem disso um obstáculo para relacionamentos amorosos. Já convivi com casais que transcenderam isso e foram muito felizes no período que estiveram juntos. E admito que, para mim, não existem tais barreiras quando há amor, disposição, unidade, sintonia.

O exemplo mostrado atualmente em Viver a Vida é um bom estímulo para encorajar aqueles que ainda possam ter dúvidas sobre todas as possibilidades de se envolver com alguém que ande de cadeira de rodas, por exemplo – como é o caso da personagem Luciana. Com certeza ela pode (e vai) fazer Miguel, seu parceiro na trama, MUITO feliz e realizado.

Enfim, os dois se beijaram, e aguardo ansiosa pela cena da primeira noite de amor deles. Quero ver sensibilidade de Maneco e da grande emissora neste momento tão especial e importante. Acredito que será primeira vez a ser exibida na televisão uma história dessas, e, assim como eu, milhões de espectadores devem estar torcendo para que tudo ocorra bem.

E vai. Espero que na vida real também seja assim para os que na intensidade do amor se aventurarem. Vale a pena, seja como for. O interessante é que num caso desses, sempre será marcante e inesquecível, pois é singular, uma dança única, um exemplo de superação, entrosamento total. E é quando os pequenos detalhes fazem toda a diferença, movem moinhos, vencem barreiras.

Saturday, 6 February 2010

pulando a cerca


Estou chocada com a quantidade, intensidade e a frequência de traições na novela Viver a Vida de Manoel Carlos. Na boa, sem puritanismos ou hipocrisia: está demais a coisa!

Marcos transa com Dora, que vivia com Maradonna, o qual começa a se interessar por Soraia, que é prima de Dora, mas que dá em cima do velho, mas que ainda namora Paulinho, irmão de Helena. O detalhe é que Marcos é casado com Helena, e ela beija ardentemente Bruno. E não acaba aqui...

Felipe é afim de Renata, que acaba cedendo a seus encantos e começa a esquecer Miguel, que por sua vez ama Luciana, noiva de Jorge, seu irmão. Luciana, porém, é apaixonada pelo outro gêmeo, correspondendo-o nesse sentimento. E uma das melhores amiga de Luciana, Paixão, cultva um amor platônico pelo seu chefe, Jorge. Opa!

Gustavo deseja enlouquecidamente Malu, que é prima de sua esposa, Betina. Mal ele imagina as intenções de sua mulher: traí-lo com Carlos. Embora suspeite de Malu, o que Betina não sabe é o clima que anda rolando entre Gustavo e a empregada do casal, Cida. PS: Malu está de casamento marcado com o noivo, Marcelão. E tem mais...

A filha de Betina e Gustavo ainda não sabe, mas Alice conseguiu fisgar seu namorado, Bernardo. Os dois dormiram juntos na ausência de Clarisse. Ricardo troca Ellen por Isabel, embora ainda demonstre gostar da sansei. E por fim, Ariane e Léo ainda não ficaram juntos porque Marta, paciente da médica e sua mulher, não morreu! (pior...)

Viver a Vida assim, não dá! Não que eu defenda cegamente a fidelidade nos relacionamentos amorosos, ou acredite nela - até porque cada um sabe de si, e cada casal lida com isso de maneira singular. Vejo somente os valores transmitidos ali conduzindo à mentira.

Isso não é legal, extrapola e deturpa a realidade. Mostrar o povo não se respeitando como se isso fosse normal, assassina uma das qualidades mais importantes em qualquer relacionamento – a verdade. A sinceridade com quem se ama, e (principalmente) consigo mesmo é fundamental.

Por que o autor não estimula que se assumam os desejos e atitudes? - e a responsabilidade que isso implica, claro. Seria mais fácil se as pessoas tomassem mais partido daquilo em que acreditam ou do que fazem ao invés de se enganarem umas às outras, descaradamente.

Um dia a casa cai! Ninguém engana, ou SE engana a vida inteira. Essa condução não dá exemplo a ninguém e ainda faz disso algo habitual, quando na verdade só faz mal. E isso que eu nem citei a AIDS como um dos perigos da infidelidade (porque em novela, nunca vi ninguém ao menos CITAR o uso da camisinha...).

Ruim isso.

Tuesday, 17 November 2009

a malvada


Quando boa, ela é ótima, mas quando má, ela é melhor ainda! – essa é Lília Cabral.

Já escrevi aqui sobre a novela e a Helena insossa do início do folhetim das nove (não era oito antes?! – ‘novos tempos atuais’), mas agora é a vez dessa atriz maravilhosa que está deslumbrante no papel de Tereza.

Ela é dura, seca, amarga, ruim. Maltrata a protagonista com uma tortura moral, um terrorismo psicológico, com toda a dor que sente. Seu olhar revela verdade e uma sobriedade irreal, uma vez que é descontrolada em suas atitudes imaturas e incoerentes.

Preciso reconsiderar minha posição e dizer que Tais Araújo chorando (porque é só o que faz sua personagem há quase uma semana), está convincente. O único porém é essa submissão exagerada à ex de seu marido num ato de misericórdia, mas ok...

Gostei do resultado desse encontro da chuva com o gelo. Nesses momentos que Lilia mostra todo seu potencial. Ela perfura Helena com seu olhar azul turquesa, esnobe. Já vi cenas fortes com ela e Marcos Caruso em ‘Páginas da Vida’ anteriormente. Tiro meu chapéu, mas não desgrudo os olhos da tela!

É uma atriz completa, com talentos também no teatro e cinema (deve chupar manga e assobiar também!) Embora seja excelente quando faz um tipo Catarina de ‘A Favorita’, prefiro suas vilãs. No Divã acho que faltou algo por isso mesmo, uma malícia que gosto quando vejo nela em papéis do mal.

Cruela, Cruela... ADORO!
(e ilustro com a arma da mais mais de todas, a "pior": Bette Davis)

Thursday, 8 October 2009

co(m)cota


Embora Maneco (como é conhecido informalmente o autor Manoel Carlos, pai de tantas Helenas) diga que se inspira no cotidiano para escrever seus personagens, a distância entre eles a realidade não aproxima o público da trama de Viver a Vida, sua atual novela. Uma protagonista negra, vivida pela bela Taís Araújo, a primeira em horário nobre, casou-se com o galã Zé Mayer, o milionário Marcos, e passa a ostentar uma vida de status, glamour, fama e futilidade.

A prova disso foi a compra de uma égua campeã para sua amada. À beira da falência, o coroa não poupou esforços para atender aos caprichos da modelo internacional e a presenteou com um equino precioso. Detalhe: ela nem ao menos monta! Isso me incomoda um tanto. Não vejo verossimilhança nisso - não nos protagonistas, ao menos, que vivem uma história de conto de fadas... No segundo calão, sim,! Esses vivem mais próximos do que vemos nas ruas e temos como uma sociedade 'normal' – sejam negros, ou não.


O folhetim não mostra uma família negra humilde, embora tenha problemas de outra natureza - como qualquer outro núcleo familiar comum. Ok, sem problemas, porque assim como os Toledo, milhares de tantos outros negros vivem numa condição boa de vida, trabalhando, conquistando seu espaço ainda mais numa sociedade tão discriminatória e de poucas oportunidades para quem não vem de berço, para quem tem que enfrentar mais dificuldades que os outros porque sua cor é diferente, mais escura. Nesse núcleo mesclam-se viagens de helicóptero a visitas à favela.


Quanto à Helena ser negra, vejo isso com a maior naturalidade. Afinal, num país de maioria negra ou mestiça, demorou-se MUITO, inclusive, para ver uma perfeita exemplar de nossa sociedade neste papel – talvez o mais sonhado na carreira de qualquer atriz. Fora a pele, a idade é outro diferencial que Taís vem experimentando. A atual tem apenas 30 anos, diferente das outras interpretadas por Lilian Lemmertz, Maitê Proença, Vera Fischer, Christiane Torloni e Regina Duarte, que eram mais maduras.


O que eu gostei foi da iniciativa de se manter os relatos de ‘gente como a gente’, falando de suas superações. Acho esse um forte e importante apelo social, um veículo que dá certo ao passo que atinge a população pelo sentimento, pela realidade e verdade acessíveis, próximas. Acredito bem mais no encerramento da novela, do que nos passeios de conversível ou iate em Búzios. Nota dez também para a naturalidade sensual de Giovanna Antonelli. A ‘outra’, nesse caso, é mais palpável que o inalcançável diamante negro.

Necessidade dos tempos, ou uma atenção ao politicamente correto, o fato é que essa seja a primeira de muitas outras protagonistas negras. E agora, tão cedo, já se tem, simultaneamente, outra protagonista negra – Camila Pitanga (tão linda como), em Cama de Gato que estreou agora, esta semana. A última, mais do povo, menos caricata high society, menos Leblon, mais pé no chão. Que elas cumpram seus papéis, com ou sem cotas, faxineiras ou cocotas...
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c'est fini!