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Thursday, 10 June 2010

minha teimosia, uma arma pra te conquistar


É uma possibilidade. O objetivo é vencer pelo cansaço até você gostar de mim, como diz Benjor.

"Por que você não vem?" – Seria mais fácil, o ideal, mas não é simples assim. Forças maiores (ocultas), atrapalham, impedem.

Mesmo com sinais tão desfavoráveis, consigo ainda ver uma luz que conduz minhas ideias a não desistir "de graça". A persistência (para não dizer 'teimosia', que é algo mais birrento, de bater o pé e buscar algo por implicância – o que NÃO é o caso) é uma boa tática; atreveria-me até a admitir ser 'a especialidade da casa'.

Mas ninguém vai avançar limites, fazer o que não pode. Há leis, regras, princípios e ética, de ambos os lados. Isso já foi falado, entendido, acertado. A ousadia de tentar, entretanto, vai além de qualquer barreira imposta que não possa ser ultrapassada com vontade, quando se acredita valer a pena.

Arriscar não custa nada – na hora certa, de um jeito agradável, para dar resultado e o sinal ficar verde, enfim, para o amor. É uma chance, agora ou nunca. Oportunidade única, imperdível. Vai saber...
______________________________________________________________________

Vai saber...
Letra de Adriana Calcanhoto, pela voz de Marisa Monte


Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de mudar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor

Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha do que duvidar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber...

Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de se dar
E pode aparecer onde ninguém ousaria se por

Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha o que considerar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber...

Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de jogar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor

Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não venha a reconsiderar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais...
Vai saber...

Monday, 7 June 2010

crônica de uma história inacabada


Tudo bem que, desde o começo, esse já era para ser (como um pastiche mal contado da obra de Gabriel Garcia Marquez) um relacionamento com final datado, mas é péssimo não poder viver tudo intensamente, até o último capítulo. Seja por ética, interesse por outros, medo de tentar, pela futura distância que se aproxima... não importa, fica a sensação de vazio, de que falta algo. E assim foi.

Era para ser uma cena clássica de drama, daquelas bem tristes, de lamentar, mas, hoje, mais pareceu uma comédia, por me fazer gargalhar lembrando o ocorrido – para mim, até então inconcebível. Pergunto-me como não pude ter sentido o tamanho da furada... Aconteceu porque não sabemos dos outros, só de nós mesmos. Respondemos única e exclusivamente por nós. Mesmo com toda vontade do mundo, as rédeas da situação nem sempre estão em nossas mãos.

Diferente do livro e, apesar de ‘sem mortos ou feridos’ (até porque ninguém mais morre de amor hoje em dia), é impossível ignorar os fatos, não ter respeito, admiração, “raiva” e inveja até (por que não?!) sobre os personagens envolvidos. E, quando acontece com a gente, quando nós protagonizamos a trama, é pior ainda, porque mil questionamentos vem a mente, embora a razão sempre prevaleça.

Nada como a poeira baixar, os ânimos se acalmarem e a serenidade reinar, plena. Os pensamentos se organizam e conseguimos, então, entender e aceitar o rumo tomado. Não sou Cristã, mas diria até que é possível (para quem acredita, claro) agradecer a Deus pelo o que Ele não nos dá. Por mais que não consigamos compreender agora, mais tarde tudo se esclarecerá e veremos como foi melhor a privação. Será? Talvez. Que seja...

De minha parte, não há o que fazer. Porta que se fecha, amizade nova a perdurar... É isso. No fim, conseguimos até rir de como agimos, de quão complicado foi (e é) resistir às tentações, ir contra o desejo, a oportunidade de uma nova vida, de um outro ‘certo alguém’. Mas, na hora, no calor da ocasião, não é fácil se dar por vencido, sentir-se rejeitado, menor (enquanto as intenções são grandes e nobres).

Infelizmente não podemos prever os anseios e sentimentos alheios, evitando, assim, fazer planos, deixar-se emaranhar por possibilidades, sonhos. Eu me entrego, vulnerável, quando acredito, e penso ter encontrado a felicidade. Arrependo-me depois, mas só por uns instantes, porque prefiro sempre arriscar. (Desculpa Drummond) Mais frustrada que aliviada, encerro o romance dizendo que tinha uma vaca no meio do meu caminho.

Sunday, 23 May 2010

ética alheia


Jamais quero ser a “guria”, “mina” ou “ela” de algum homem!

Pode parecer que ser isso para alguém é legal, mas não é o caso.  Aqui, deixa expressa a fraqueza e a covardia masculina (no caso, dos namorados ou maridos) de dizer o nome da parceira em alto e bom som quando as intenções não são do bem para com ela, mas segundas com outras.

Pode ser mais fácil para eles não ter que pronunciar seus nomes, dizendo simplesmente essas palavras impessoais ao se referirem a elas. Fazem isso como se quisessem esquecer suas existências,  menosprezar sentimentos, amenizar os danos, fugir do erro, ou somente se sentirem mais distantes, menos comprometidos, quase solteiros.

Como companhia, amiga, ‘outra’, ou até mesmo um fantasma do passado a assombrar seus relacionamentos, digo que desaprovo e abomino essa atitude. Gostaria de ouvi-los dizer, num ato de respeito e consciência, quem são essas mulheres – que, eles querendo ou não, estão ao seu lado de verdade. Independente do que aconteça, ou não.

Quem tem ficha limpa no cartório não tem com o que se preocupar, o que esconder e negar. Deve ser o sentimento de culpa; para mim, é questão de ética.

Sunday, 7 June 2009

denorex


“Com quem pareço?”

Com esse nome, o quadro que estreou em abril deste ano no ‘Altas Horas’ (da Globo, com reprise no Multishow), mostra pessoas nas ruas que se pareçam com celebridades. Assisti poucas edições do programa desde então e não tinha prestado a atenção devida a esse “espaço democrático”. Mas vendo hoje a rebatida dele fiquei chocada e decepcionada com o comportamento do apresentador Serginho Groisman.

Ao perguntar à convidada do programa, a atriz Letícia Sabatella, se ela via semelhança naquelas pessoas que se diziam parecidas com famosos, e ter respostas seqüenciais positivas dela, fez alguns comentários debochados, sugerindo que ela não estava ‘certa’ em concordar. Pediu então que ela não mais se pronunciasse, e convicou o público adolescente (e mais debochado) a se manifestar. Previsivelmente, eles reprovaram e caçoaram da maioria dos outros supostos “sósias” que apareceram depois.

Entendi a postura da Letícia ao encontrar uma relação entre aqueles (pobres) voluntários e as personalidade citadas. Ali, vemos somente alguns segundos da pessoa falando com quem acha (ou dizem) que ela se assemelha e depois nos é apresentada sua foto ao lado dos artistas. Não sabemos de seus trejeitos, como elas é em determinados momentos que possam realmente ter algo a ver com as celebridades – cabelo, olhar, modo de falar... enfim.

Claro que por vezes pode ser apelação dos anônimos fazer links seus com os artistas, mas quando os via ali, lado a lado, juro que conseguia enxergar (provavelmente como aconteceu com a Letícia) uma analogia entre eles. Existia um quê de semelhança, algo que realmente remetia à outra pessoa. Suponho que ninguém iria se propor a pronunciar em rede nacional algo em que não acreditasse, ou que não fosse verdade. Se lhes é dado aquele espaço, que eles digam o que quiser também! E muitas vezes eles ainda falavam: “DIZEM que eu me pareço com...”. Dizem - e não “eu me acho parecido com...”.

Seja como for, aquelas pessoas não estão ali para serem zombadas. Foi feito a elas um convite para que participassem do programa dizendo com quem se parecem e garanto que elas não se sentem bem ao ver aqueles jovens rindo delas na TV. E pior: sendo instigados pelo próprio apresentador, que fica insatisfeito quando alguém vê semelhança entre elas e as celebridades. Acredito que não era para ser assim.

Acabei de olhar a proposta do quadro no site do programa no portal da Globo e diz:

“Todo mundo se parece com alguém, não é mesmo? Pois o Altas Horas vai te dar a chance de mostrar na TV com qual famoso dizem que você se parece.
A equipe do programa vai sair nas ruas em busca de pessoas que pareçam com celebridades. Vale qualquer pessoa, cantor, ator, apresentador…
Se dizem que você se parece algum famoso, torça para a equipe te encontrar.”

A idéia principal (e inicial, imagino) do quadro é construtiva. Tirar sarro das pessoas não é nada legal, não cai bem para nenhum programa 'sério' (e não de humor), ainda mais um de público adolescente como esse. Lamento ter visto o que vi e espero que não se repita, pois essa chacota toda inibe até a participação de futuros voluntários. Sobre tal proposta digo que parecer é justamente não ser. E lembro-me então do antigo e famoso xampu Denorex e de seu inesquecível slogan – ‘parece, mas não é’.

Wednesday, 22 April 2009

não vai a lugar nenhum!


Por mim, eles não iriam MESMO!

Sobre o escândalo das passagens aéreas serei bem direta: sou contra o uso inadequado desse benefício pelos políticos.

Ao contrário de nosso presidente Lula, que não vê como crime deputados levarem suas mulheres à Brasília com dinheiro público, eu acho que está errado. Quando viajo a trabalho, não posso levar acompanhante, porque minha missão é labutar. Não estou indo a lazer. Qualquer empresa normal, inclusive a que trabalho, jamais pagaria para seus funcionários levarem alguém a suas custas. Por que tem que ser diferente com eles?

Pior então é levar mais gente, como o deputado Fábio Faria (PMN-RN), por exemplo, que usou sua cota para pagar viagens a artistas para participarem de um Carnaval fora de época, à ex-sogra e à ex-namorada Adriane Galisteu, apresentadora de TV. Como contribuinte, deveríamos todos ser questionados sobre o uso do dinheiro dos impostos que pagamos. Por que essas pessoas são favorecidas e não eu, ou qualquer outra pessoa aleatoriamente? - ou então, sim, indivíduos que estejam fazendo algum trabalho com os órgãos governamentais? Que tipo de trabalho para o povo Galisteu e sua mãe estavam fazendo neste evento? Me explica.

Nossos governantes precisam de regras para saber que NÃO podem usar a seu bel prazer esse benefício? TODOS deveriam ter noção do que não é legal, que esse uso é para trabalho e não para levar a família a viagens de férias na Europa, por exemplo, como fez nosso (ainda bem) não-eleito candidato à Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira. Inclusive os integrantes do Conselho de Ética (repito: ÉTICA), que junto a líderes partidários utilizaram a cota de passagens aéreas da Câmara para familiares e terceiros em viagens ao exterior sem vínculos com atividades próprias de seus mandatos.

Uma lista negra é formada:

Alvaro Dias (PSDB-PR)
Armando Monteiro Neto (PTB-PE)
Ciro Gomes (PSB-CE)
Fábio Faria (PMN-RN),
Fernando Gabeira (PV-RJ)
Geraldo Mesquita (PMDB-AC)
José Carlos Aleluia (DEM-BA)
José Genoino (PT-SP)
Mário Negromonte (PP-BA)
Michel Temer (PMDB-SP)
Osmar Dias (PDT-PR)
Paulo Paim (PT-RS)
Ricardo Berzoini (PT-SP)
Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Vic Pires (DEM-PA)

Todos esses se utilizaram do dinheiro público em benefício próprio com passagens aéreas para si, ou seus familiares/amigos. Não votem mais neles. E fiquem atentos porque deve ter muito mais gente envolvida, mas não sabemos. É uma vergonha.

Espero que essa farra das passagens tenha seu fim com a transparência pretendida. Publicar os gastos dos órgãos responsáveis vai ajudar com certeza. Triste saber que foi necessário um escândalo desses para que nossos políticos tivessem (dor na) consciência (?) do erro que vinham cometendo indiscriminadamente. Fala sério.
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c'est fini!