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Tuesday, 27 April 2010

haio silver! - domando o passar do tempo


O que a teenager Judy dos Jatsons, a Cruella De Vil de Glenn Close em "101 Dálmatas", a folkista Emmylou Harris, Meryl Streep como a chique e toda poderosa Miranda Priestly em "O Diabo Veste Prada", e a doce Anne Hathaway na pele da tão atual Rainha Branca de "Alice no País das Maravilhas" tem em comum? Além de sua beleza, claro, as melenas brancas.

Contra elas, os inúmeros comerciais de tinturas de todas as marcas francesas possíveis, com suas conhecidas dublagens fora de sinc (inclusive as made in Brazil – “pelamor”... já virou piada até!). Ana Paula Arósio, Juliana Paes, Ivete Sangalo, Andie MacDowell e a latina Penélope Cruz – um time de primeira no horário nobre da televisão (e nas páginas das principais revistas, busdoors e 'Clear Channels' em geral) tentando convencer todas nós que temos que pintar os cabelos.

Para os homens, um charme – o que faz com que nem todos precisem recorrer ao tão famoso Grecin 2000. Inclusive, homem velho com o cabelo preto retinto, RIDÍCULO! (pior, só careca de peruca, né?! - o 'ó') Richard Gere, George Clooney, Sean Connery, Benício Del Toro e minha recente descoberta, o inglês Hugh Laurie, estão aí para mostrar que o passar dos anos só os deixou ainda melhores, como vinho.

Nós, ao contrário, surtamos. Qual a mulher que não entra em crise quando descobre que já não é mais tão novinha assim, quando seus primeiros fios prata começam a aparecer, ganhando destaque entre os outros? É um baque. E isso acontece porque desde sempre temos a ditadura da juventude sobre nós, estabelecida, soberana. Tonalizantes, maquiagem, cremes, cirurgia plástica, botox... usamos de TUDO para amenizar os sinais do tempo.

É duro saber que se quisermos manter a mesma cor que tínhamos (até então) , teremos que virar escravas e perder algumas horas TODO santo mês na função – é um saco, suja muito! Quem já pintou, sabe... uma mão-de-obra. Bem complicado. É de pirar MESMO. E mais: mexe com questões femininas como autoestima, vaidade, e com o bolso também (porque não é barato manter os cabelos bonitos e sedosos por qualquer preço!).

Um dia, encontra-se um... "prazer", adeus! No próximo, outro, e 'pim', tchau! Então a pinça passa a trabalhar incessantemente em frente ao espelho, numa caça aos fantasmas, sem fim. Muitas passam a relaxar depois de certo tempo com a desculpa de que, se arrancar, cresce mais. Na boa, a verdade é cruel: vai nascer mesmo(!), mas não por tirarmos, e sim porque estamos ENVELHECENDO. Com o avançar da carruagem, esse recurso imediatista só vai funcionar até que se decida o que vai se fazer de fato.

Ainda bem que temos, hoje, bons exemplos diferentes, como alguns dos citados acima, com os quais abri o texto. Eles provam que existe uma solução ‘natural’ para se ficar igualmente bela. Mas não se iludam... deixar as madeixas grisalhas, não é uma "simples" alternativa, mas uma ATITUDE. E as mulheres terão que concordar comigo: NÃO é para qualquer uma! Mesmo. Admiro tamanha coragem.

Amadurecer traz surpresas... Confesso que gostaria de me inspirar, e quem sabe, quando for necessário, optar por essa sensualidade nata que um cabelo branco, bem tratado, pode ter. Uma vez propus isso à minha mãe, e ela não gostou muito do desafio. Respondeu-me para deixar eu minha cabeça alva quando chegasse a hora. Não sei, só o tempo dirá... E esse é o tipo de coisa que vamos adiando ao máximo pensar. Por enquanto, o pequeno instrumento está dando conta do recado.

De tudo, agora, só posso afirmar que uma coisa é verdade: se as loucuras da vida nos descolorem os cabelos, a ponto de deixá-los brancos (e em pé, talvez), a CADA fio despigmentado, o sinal de uma boa história para se contar! Com certeza. E essa experiência NINGUÉM nos tira, nem qualquer padrão estabelecido pela mídia, mercado ou sociedade.

Sunday, 25 April 2010

ahan


Depois de passar 25 anos ouvindo aquela voz marcante de Bruce Willis na TV, desde os tempos de A Gata e o Rato, no auge dos anos 80, difícil absorver uma diferente ‘de uma hora para outra’. Ok, eu sabia que se tratava de uma dublagem, e que o dono de seu famoso timbre no Brasil, Newton da Matta, havia morrido há certo tempo, mesmo assim, confesso que demorei para me acostumar com tal mudança.

Foi exibido na Globo, noite dessas, o último filme da consagrada série de ação “Duro de Matar”, o quarto – mesma trama, muito sangue, ele lindo... Na verdade, acho que até pegar no sono, meus ouvidos não conseguiram aceitar totalmente (admito) a novidade. Foi um baque! Algo não fluía a cada frase do ator, parecia não combinar, não ser dele, sei lá. Minha impressão foi que perdeu um pouco da credibilidade até – interessante isso, mas fazer o quê?

Já havia ocorrido antes o mesmo fato, com diversos personagens, como quando assisti a um capítulo do Simpsons, por exemplo. A sensação foi semelhante, de estranhamento. Mas com o gatão hollywoodiano foi pior, porque seus filmes são mais sérios, sem animação, e acho também que, de repente, a escolha da voz substituta não foi à altura. Será? Passei miha vida inteira com o ouvido condicionado ao que escutei na telinha. No cinema ou no vídeo/DVD assistimos, normalmente, os filmes legendados, com seu som original - Bruce Willis MESMO(!), mas que não marcou tanto... Afinal, alguém lembra de como é o galã falando em ingês?

Posso estar sendo injusta e crítica demais, é verdade. Até porque vamos combinar que esse cinquentão podia até ficar mudo na tela que estaria tudo bem. Falar (mané) o quê? Ou melhor: falar pra quê com um homem desses, gente? Nem precisa... [risos] É só ele franzir a testa, fazer biquinho, aparecer de regata, todo suado, machucado, bem másculo, com cara de mau, que NÃO TEM ERRO – a gente entende tudo, MESMO.
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c'est fini!