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Friday, 3 August 2012

people under the stars


Maybe, there is nothing worse than reach a fourth place in an Olympiad. ALMOST there...). Well, maybe the Silver Medal has the same taste.

Gold is winner, runner-up means you lost the first place, and it's great when you got the bronze because, fortunately, you are between the three champions. 

It happened a lot in London with Brazilians and with Canadian athletes too (being ALMOST there...). What a pity! 

But that’s part of the game! Sport are like that: in its never-ending spirit of challenge, if you lose today, win tomorrow (in words of Daisaku Ikeda).

I hope in Rio things go better!

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Le Concours international d'art pyrotechnique de Montréal: I admit I haven't known about that since I started to listening fireworks presentations a few days ago.

Despite not being a novelty for people from here (actually, even for me, who is used with the reveillon at Copacabana Beach), the final of the 28th edition, tonight, had another taste for both of us: 


30 minutes of love (after all, better than just watch it, it's french while the show happens, lightened by it, besides a beautiful full moon!). So romantic!

About the competition, by itself, to tell the truth, we don't care about who won... In fact, the victory is ours.  

Wednesday, 17 February 2010

tudo dominado


Para os cariocas que acham que no Rio Grande do Sul só existem mulheres loiras, como Gisele Bündchen, Natália ex BBB, Xuxa, Ana Hickman etc, e mais: para todos que duvidam que gaúchos tem samba no pé, fica o convite: não percam o desfile da Banda da Saldanha no Carnaval daqui ano que vem.

SIM: temos espaço no Carnaval do Rio. Esse foi a terceira vez que participamos do calendário oficial dos blocos da Cidade Maravilhosa. E, a cada edição, mais gente chega junto na maior alegria! O desfile é na terça-feira, por volta das 17h nas mediações da pracinha da Siqueira Campos, em Copacabana.

Muito bom se sentir em casa, escutar nosso sotaque, poder comer churrasco gaudério na rua, ver e sentir toda a paixão colorada (e também gremista - para quem gosta, claro). Em plena Barata Ribeiro, quando tocou o samba do Flamengo, o que se ouvia no refrão da música de Neguinho da Beija-Flor, era “Inter” ou “Grêmio”. Vibrei.

A mistura que essa festa permite é positiva, prova mais uma vês que podemos estar presentes em qualquer canto do mundo, seja como for, E estamos - em CTGs espalhados pelos quatro cantos. Mais até: soltos por aí, batalhando (pois esse é o lema!), provando que sempre podemos superar as expectativas alheias.

Ninguém poderia supor que um grupo de gaúchos, na maioria negros (pasmem), bota pra ferver o bairro mais famoso e animado do planeta em tempos tão festivos - opa, é a 'Festa da Carne', faz sentido até... Cosmopolita é pouco. Tá tudo dominado! Para saber mais sobre essa iniciativa, visite: http://bandasaldanha.blogspot.com/. E, aos que moram no Rio Grande, compareçam aos agitos na Av.
Padre Cacique, em Porto Alegre.

Friday, 1 January 2010

tim-tim


Virada do ano em "copacabronx". Medo.

Mais de dois milhões de pessoas esperadas para a festa. O que leva tanta gente à praia mais famosa do mundo para celebrar junto o rito de passagem de um ano? No nosso caso, a queima de fogos.

Apesar de ser moradora da cidade maravilhosa há quase seis anos, ainda não havia ido para aqueles lados no réveillon. No Rio, só passei uma vez, em Ipanema, no show do Black Eyed Peas.

Embora os tickets tivessem sido vendidos com antecedência, os vagões estavam superlotados a caminho de Copa. Pudemos sentir na pele como ficam sardinhas enlatadas. As do Metro-Rio suavam feito copos cheios em mesa de bar.

Pelas ruas, um mar de branco, flores pelo chão, sujeira, bêbados e uma tensão no ar. Difícil se movimentar, fácil se perder. Tumulto. Mãos, olhares, acenos, alertas – todo cuidado era necessário para manter o bando unido.

Copacabana Palace ao fundo, show conhecido rolando e, daqui a pouco, o céu é que foi palco para o grande espetáculo da noite. Não sabíamos se já era a hora... esperávamos uma contagem regressiva ao menos, ou algo assim.

Não vimos, nem ouvimos nada! O pedido das autoridades para que levassem luz à beira-mar foi em vão. Não entendemos o que aconteceu, pois o telão deixou de anunciar os segundos restantes para a entrada do ano novo.

Enfim, abraços, mesmo que tímidos, energia boa, desejos para um ano melhor....Brinde clássico com espumante, falta de banheiros e a limitação de não beber cerveja para evitar as consequências diuréticas da loira gelada. Mesmo assim, o aperto chegou.

Polaciúria, cistalgia e disúria – todas as complicações e perrengues possíveis de uma infecção na bexiga atrapalharam minha comemoração e me levaram mais cedo pra casa. Mesmo prevenida, a indisposição me venceu.

Comprovei que prefiro ver os estouros pirotécnicos de casa, na TV, ou numa festa mais closed, com banheiro limpinho à disposição. Sou intimista, embora por vezes tenda ao agito. Demasiado, assim, é ruim. Poderia ter sido pior, claro – mas melhor também.

Tim-tim, 2010 chegou (causando já)! E o brinde esse ano foi por boas possibilidades de trabalho, sorte, saúde e um grande amor.

Thursday, 27 August 2009

os jardins da babilônia


Muita gente pode nem saber, mas é Burle Marx o responsável pela sensualidade de Copacabana. Não a comportamental, que fique BEM claro, mas a de suas curvas sinuosas paralelas ao mar. A idéia do formato de ondas não foi dele, veio em 1906 com os calceteiros lisboetas trazidos para construir uma rua onde antes era só areial.

Foi Pereira Passos, um engenheiro, então prefeito da capital brasileira da época, o Rio de Janeiro, o responsável pela construção da Avenida Atlântica. Essa obra, que deixou mais charmosa a cidade mais bonita do país, daria ainda cara ao bairro e à praia mais conhecidos do mundo, eternizando-os.

As pedrinhas portuguesas são símbolo carioca até hoje, embelezando e, quando mal conservadas suas calçadas, torcendo muitos pés e tornozelos por aqui. Sobre isso, uma observação: Não sei se estou completamente certa, mas na minha opinião, é por causa delas que as moças da Zona Sul usam tanto sandálias do tipo ‘rasteirinhas’.

Até meados dos anos 30, a tão glamurosa orla de Copacabana tinha em seu calçamento um mosaico com curvas perpendiculares à costa. Esse desenho, inspirado no “Grande Mar”, do Largo do Rossio, em Lisboa, foi refeito paralelo à praia após uma ressaca que danificou boa parte do piso. Mas foi nos anos 70 que ganhou mais realce, com o alargamento das pistas e da calçada, e da extensão da areia.

A versão atual, feita por Burle Marx a partir das curvas originais, tem uma estilização mais flexuosa. Ele uniformizou a orientação das ondas, ampliando seu tamanho, fazendo-as condizentes com a (agora) maior largura do calçadão e da nova faixa central. Acrescentou ainda à calcita branca e ao basalto negro, originalmente lusitanos, o basalto vermelho no vão junto aos prédios, numa concepção urbanística maestral.

Contemplei até agora somente o lado mais arquitetônico do distinto paisagista, um dos maiores do nosso século, senão o melhor. Em diversas praças, prédios e parques no Brasil e no exterior seus jardins podem ser apreciados, visitados. Em seu ‘currículo’, até nosso mais reconhecido cartão-postal, estão o paisagismo da Cidade Universitária da Universidade do Brasil (atual UFRJ), do Aeroporto de Pampulha em Belo Horizonte, do Museu de Arte Moderna do Rio, do Eixo Monumental de Brasília e do Aterro do Flamengo, do edifício sede da Petrobrás no Rio e da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

No início desse mês comemorou-se o centenário do nascimento desse exímio artista, imortalizado por suas obras, pelo colorido de seus jardins. Infelizmente os jardins de hoje, em diferentes lugares, especialmente em muitos dos países ‘desenvolvidos’, não tem tanto verde, onde prevalece o cinza do concreto. É a babilônia contra a sutileza e a força da natureza, defendidas por esse descendente distante de Marx – sim, ta aí mais uma coisa que muitos não deveria nem supor.

Hoje, esse poeta dos espaços, o ‘paisa-artista’ que é o (mas não tem o reconhecimento de...) Oscar Niemeyer dos jardins, está mais na moda - tanto, que até sua onda, tema de alguns de seus jardins e do mais famoso calçadão do mundo, foi suspensa, projetada na roda-gigante de Copacabana – como se vê na foto que ilustra esse texto. A cidade-babilônia fica, literalmente, a seus pés. Presto aqui minha homenagem.

*E fica minha promessa de conhecer seu sítio, em Barra de Guaratiba (aliás, uma VERGONHA eu ainda não ter ido lá numa tarde de um final de semana qualquer! Alguém se candidata a me fazer companhia nesse passeio?).
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c'est fini!