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Saturday, 20 November 2010

tá tudo errado


Quem são nossos heróis?

Policiais roubando, membros de
um partido tido como comunista se beneficiando com dinheiro e poderes públicos - tipo máfia, padres pedófilos, pais que abandonam os filhos, maridos violentos... Difícil responder assim, quando quem mais deveria “cuidar” dos outros, rouba a cena num papel que não era bem o que deveria ter - SER, na verdade, e não somente interpretá-lo.

Toda a semana um novo escândalo nos jornais, ou seja qual for aquela notícia que não nos afeta mais como DEVERIA dizendo que no senado, ou na câmara, em casa, no trabalho (whatever!) alguém está sendo acusado de má conduta - porque desviou, sonegou, traiu, bateu, sumiu, matou... Não importa! Não sabemos mais mesmo em quem confiar, se aqueles que (deveriam, de fato, ESTAR quando somente) se dizem do nosso lado, não estão mais... Ou nunca estiveram. Assim, fica difícil!

Restam-nos os galãs da ficção. Afirmação essa que justifica essa ode ao Capitão Nascimento - nosso mais recente herói do cinema nacional . Gente como a gente, cheia de conflitos, mas que os supera em favor do bem. Bom, pelo menos isso: o bem ainda vence o mal no final - e na cabeça das pessoas . Ainda há esperança suficiente para tanto. Na telona, ou entre e os reclames do plim plim, porém, não mais... Falta perspectivas. Já se fica na dúvida do que é ‘certo’ e ‘errado’.

Os valores são outros... Mudam. A sociedade em nada nos prepara para sabermos mais sobre ética, solidariedade, humanidade, civilidade, disciplina, amor... Ninguém mais respeita ninguém. Aonde esse mundo vai parar? Pode o cinema, assim como os estudiosos (e também os gurus) simplesmente supor e arriscar seus palpites sobre nosso futuro, mas estou bem descrente.

Tá fod*! Só com superpoderes mesmo... Respondabilidade muita; juízo e consciência poucos. Hoje é Dia de Zumbi, comemorado junto ao centenário da Revolta da Chibata que marcou nossa História como um das únicas manifestações contra a República que deram certo... (senão A única) Infelizmente, poucos sabem a respeito.

Thursday, 11 November 2010

the good son-in-law


Sim, ele seria um. Josh Charles é o tipo de genro com que toda a sogra sonha - tal qual Mateus Solano, numa versão brasileira.

Atores e seus personagens... Estou numa fase interessante, (ficcionalmente) bem inspirada - Gregory House, Nino Quincampoix, William "Billy" Gallagher, Justin Quayle... E, neste caso, Will Gardner. Aliás, sobrenome esse que lembra muito o objetivo de ter meu jardineiro fiel.

Advogado, dentro da lei, cara de bom moço (embora eu prefira com uma barbinha por fazer - claro!), nos padrões desejados - 16° solteiro mais cobiçado de Chicago. Um bom partido. ‘Pra casar‘... (!) Não entendo porque Alicia não larga logo o (Big cheater) marido dela e fica com o ele de uma vez. Como disse Kalinda: “Life is short”.

Monday, 16 August 2010

pro que der e vier


Recebo a notícia que desagradei alguém. Um xiita que me lê, passa a me perseguir. O motivo? As minhas críticas ao comportamento radical e desumano de alguns de seus, da política que pregam.

O gatinho sabe de mim pelas linhas que me descrevem. Fica enciumado quando publico algo que pensa não ser relacionado a ele. Não entende que muito do que expresso, por vezes, é ficção, fantasia.

Desacordos, insegurança... O impacto em minha vida daquilo que faço é esperado. É física: toda ação gera uma reação igual e oposta. Os frutos que colhemos são o resultado do que plantamos.

Rego a plantinha da minha vida, visto a camisa, trabalho duro para que tudo transcorra da melhor forma, para que as coisas aconteçam – e pro bem. Reavalio o que for necessário, aprendo com as experiências, para não errar mais.

O mundo conspira a nosso favor, e a vontade o rege. O objetivo é melhorar, acertar sempre. 'Vamo que vamo!' A hora é agora. Não há recompensa sem esforço, realização sem sonho, satisfação sem prazer.

Monday, 17 May 2010

gosto que me enrosco


Tudo bem que a vida de solteiro tem seus dias e noites de solidão – talvez quando o sol caia, sinta-se ainda mais esse vazio, mas o que vocês acham de simplesmente (se a)pegar (a) um travesseiro ‘para chamar de seu’, substituindo alguém real? Estranho, né?! Mas...

Esse é o novo ‘amor em 2D’, um fenômeno atual no comportamento urbano de diversos japoneses (sim, e de quem mais poderia ser, tratando-se de uma bizarrice como essa?!). Eles agarram “as curvas” de almofadas, cobertas por capas ilustradas com personagens de games e mangás, adotadas como cônjuges por carentes de plantão.

O sentimento cultivado por esses objetos é que impressiona mais(!). Tanto, que até o jornal The New York Times publicou, ano passado, uma matéria relatando a inusitada e estranha
história do apaixonado Nisan e sua afável e benévola Nemutan (Nemu – nome da heroína + o sufixo tan – que significa algo como 'querida').

Eles são namorados (SIM: parceiros, de programas e até na cama – o que pode vir a acontecer em muitos casos). O relacionamento entre os dois começou depois que ele terminou um namoro com uma mulher e optou, então, pela companhia do apetrecho, pelo qual nutre um apreço imenso.

Nisan a leva aonde quer que vá – restaurantes, karaokês e viagens, e tiram fotos juntos, para registrar os momentos, como um casal de verdade. Ele afirma saber, porém, que a menina, estampada nas sete fronhas que ele troca (para mantê-la sempre limpa), é uma ficção.

Questionado sobre se deseja casar com uma pessoa de carne e osso, ele diz que sim, mas entende a dificuldade de achar uma pretendente que aceite sua afeição. Essa maneira de agir, segundo estudiosos, é um reflexo da dificuldade que os adultos do Japão tem em se relacionar.

Mesmo que num behavioral freak show nipônico, pelo menos eles se utilizam de suas criações para benefício próprio. As limitações impostas a essa preferência só tem um lado, digamos assim, "compreensível" e "bom": tais fofuras não falam! (reclamam, criticam, ou enchem o saco... nem ciúmes demonstram ter!)

Brincadeiras à parte, podem ficar tranquilos, porque a moda, no Brasil, NÃO pega! Aqui, sexo com brinquedinhos, ok (tranquilo), mas SEM compromisso – só casualmente! *Pois é... sendo assim, lá em casa, por exemplo, só durmor com meu rolo "minhocão" de 1,40m, carinhosamente apelidado de 'Ricardão', em noites ermas e frias mesmo. Fora isso, ele está dispensado! [risos]

Saturday, 15 May 2010

o comedor


As mulheres o amam; os homens, odeiam-no.

Meados de 2006, 19h e pouco. Final do expediente, meu celular toca:

- Alô?
- Alô, Vanessa?
- Sim, pois não...?!
- É o Zé Mayer. Tô ligando para agradecer o convite, mas... blá blá blá

Confesso que, depois que assimilei quem era, não ouvi mais nada direito. Fiquei completamente “sem chão”. O motivo e sua voz marcante não negavam a autenticidade da ligação. Não tinha nem como duvidar... NÃO, não estava delirando!

Era verdade: o galã de "Páginas da Vida" (novela de Manoel Carlos que estava no ar na época) tinha MESMO me ligado. Entusiasmada, telefonei depois, IMEDIATAMENTE, para minha mãe contando o que tinha acontecido! [risos]

Hoje, lembro sem graça sobre isso, porque o entusiasmo com os globais não é o mesmo. Ossos do ofício – com o tempo, se perde o encanto. Na verdade, já não era mais ali, mas tenho certeza que QUALQUER uma ficaria surpresa com uma chamada dessas.

Como pessoa, acho que deve ser um cara legal, humilde, zero marra sobre esse glamour todo de folhetim das nove. E é claro que, como gosto de um coroa, não iria correr se o bicho pegasse (vamos combinar! – não sou de ferro e não vou logo EU contrariar a estatística, né?!).

Mas na ficção, na boa: ou o Maneco gostaria de ser os personagens interpretados por José Mayer, ou... (opa!) deixa pra lá! Só sei que fico put* com as condições dadas para o ator ser sempre taxado como o ‘comedor’ de qualquer novela passada no Leblon.

Tudo bem que ele é um pão, unanimidade entre as mães, tias e avós da minha geração, mas fazer que quase metade do elenco feminino caia na sua lábia (e braços) é demais! Falta de criatividade do autor já, pois acaba que os papéis são sempre os mesmos.

Se a Helena já passou a ter 30 anos nessa, é provável que o protagonista homem também siga esse rumo. E em breve. Fico curiosíssima para saber quem deverá substituí-lo em tão aguerrida missão. Mas com certeza Zé ainda volta – quem sabe como pai, sogro, tio ou avô (sedutor, óbvio! - quem foi comedor, numa perde uma sacanagem).
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sobre o último capítulo...

A única coisa que não curti no final de "Viver a Vida" foi o retorno de Tereza para Marcos – mesmo que isso tenha fica implícito. Não é possível! O garanhão não pode ficar sozinho? Só de raiva queria que Jean conhecesse a Silvia, mãe de Bruno! Aí, “sem querer”, e mais do que nunca, iria ficar tudo em família.

Sem dramas, achei super coerente o fato de Luciana não ter voltado a andar. A razão é racional: tem mais gente na mesma situação que permanece na cadeira de rodas, mesmo com todas as melhoras possíveis, do que volta a andar.

Iria ser muito ‘conto de fadas’, além de todas as mordomias surreais não acessíveis aos simples mortais mais humildes já presentes na trama. Bancar viagem internacional de jatinho, sala de fisioterapia particular, carros adaptados e toda a parafernália à disposição da filha com necessidades especiais só para quem tem culh*o mesmo! – tudo bem, é novela: a Globo paga! (mas, pelo jeito, o Zé Mayer, tem!)
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passatempo

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  • beba mais água
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  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
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  • leia mais livros
  • movimente-se
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  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!