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Sunday, 26 June 2011

every breath I take


I’ve missed being somewhere where I’m not. I constantly think about that...

How can be Amsterdam so present in my life? - in many movies I've watched, news I've read, songs I've listened... everywhere - doesn't matter the circumstances.

In fact. I've never wonder why, once it makes me believe everything is possible - come what may.


Yesterday I watched Anne’s Frank Diary, the whole BBC’s series. I was deeply touched especially because I was there, in that secret annex, where they lived more than two years. Anne Frank House - my tip: a very nice visitation to do while in Holland.

Despite not showing so much of the city (I chose to love it) on the screen, I recognized quickly that beautiful place and I hope to be there as soon as possible. Of course my wishes are not to be under the same conditions of Anne’s family and the others who used to live there with them at those war days.

I’m homesick… Thoughts going upstairs or downstairs, in the summer or winter, past, present or future. Nevertheless, always free. By now, my specialty here, as her: writing - but online.

Sunday, 16 August 2009

diariamente


Ontem vi um filme sobre gangues norte-americanas, Escritores da Liberdade. No princípio me pareceu mais um daqueles típicos ‘sessão da tarde’, até que me interessei pelo roteiro, quando esse começou a me apresentar o esforço de uma professora em educar seus alunos dentro de um sistema discriminatório, injusto e totalmente inadequado às condições daqueles jovens.

O método com que aquela guerreira passou a ensinar, transmitindo ideais de respeito, igualdade, prosperidade me surpreenderam e chamaram a atenção. Ela utilizou-se de co-relações históricas, fazendo links entre a realidade das ruas dos Estados Unidos com outras gangues, minorias e grupos étnicos sobreviventes de um passado cruel.

A leitura do best-seller O Diário de Anne Frank (que pasmem: não li ainda, apesar de conhecer seu conteúdo. Mas agora vou... me pilhei!) foi uma excelente alternativa, ao meu ver, para aproxima-los de seu objetivo que era faze-los escrever diariamente sobre seus cotidianos. Esse é um exercício difícil, que requer envolvimento, dedicação e inspiração – eu que sei!

Anne Frank foi uma menina judia que viveu por 25 meses escondida com sua família e mais quatro pessoas num anexo secreto em cima do escritório do pai dela. Tentando escapar do Holocausto da II Guerra Mundial, ela escrevia diariamente sobre como se sentia, o que pensava e fazia. Kitty e, depois, Peter foram seus únicos amigos ali, durante esse período silencioso e de muito medo.

O final do livro todos já sabem, e o do filme não é imprevisível. A professora consegue convencer a escola de que é possível melhorar aquele sistema educacional, os alunos de fato passam a aprender e a se interessar mais pela escola. Com a morte de Anne e a separação da professora, fica evidente que sempre existe um preço a ser pago.

Fiquei pensando em qual é (ou será) o meu por meu trabalho diário, pelo mugir da mula...

Thursday, 6 August 2009

anti-rosa


Serão necessários 75 anos, de 1945 a 2020, para que o mundo esteja livre das armas nucleares? – essa é a proposta da organização Prefeitos pela Paz, presidida por Tadatoshi Akiba, atualmente à frente de Hiroshima, que há exatos 64 anos foi atingida pela primeira vez na História por uma bomba dessa potência, mortal. E quantas mortes foram necessárias até hoje para que se tenha certeza dos malefícios desses recursos?

Com certeza nem as 80 mil vítimas instantâneas, nem as mais de 188 mil que sucederam devido à radiação, aumentando drasricamente o número total, foram suficientes para que um basta fosse dado sobre o problema. E se formos esperar ainda pelo fim das mais de 235.500 vidas supérstites, que se mantem sob seqüelas incuráveis daquele fim de Guerra (ou seria melhor dizer início de outra - da Guerra Fria?)? Serão mais de meio milhão de almas perdidas numa única tomada de decisão, num apertar de botão.

Chega de culpar o general-brigadeiro Paul Warfield Tibbets Jr., comandante e piloto do bombardeiro B-29 Enola Gay, que lançou a bomba contra a cidade ao sul da Terra do Sol nascente. Esse, embora tenha dito que dormiu sem dor na consciência durante os 62 anos que viveu após ter perpetuado centenas de milhares de destinos com a morte, tem o peso do título de maior executor coletivo até hoje sobre ele.

Criticam e crucificam os governantes do Irã e da Coréia do Norte, por buscarem nesse tipo de armamento, poder de destruição suficiente para amedrontar a maior potência mundial, único país a utilizar tal recurso não uma, mas duas vezes consecutivas, e contra alvos civis. Supõe-se que nem Iossif Vissarionovitch Djugashvili, mais conhecido como Josef Stálin, o bicho-papão do comunismo pós-guerra, sob o regime de Partido Único, cometeu tal atrocidade num ato só.

O tiro saiu pela culatra! Se com os ataques às cidadezinhas japonesas o objetivo era o de intimidar a União Soviética, a missão fracassou. Ao invés disso, o que ocorreu foi a maior corrida armamentista da História, e o conflito entre duas potências como consequência. Mas a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética nunca aconteceu de fato, por isso seu nome, devido ao temor instaurado por cientistas quanto aos terríveis efeitos que uma guerra nuclear causaria ao planeta.

Hoje, o Japão pede ajuda aos Estados Unidos, seu carrasco no passado, numa tentativa de se fortalecer junto a essa chamada ‘Obamaioria’ – que nada mais é do que uma junta de poderes que conta com a participação de mais de três mil cidades de 134 países, 55 delas latino-americanas. Tais informações estavam no discurso de Akiba, 64º aniversário do lançamento da primeira bomba atômica, diante de milhares de pessoas reunidas hoje no Parque Memorial da Paz de Hiroshima.

É triste tratar de um assunto tão delicado, de uma página tão cruel de nossa História. Sempre quando me lembro desse fato, impossível não vir à mente a canção de Vinícius, cantada pelo Secos e Molhados, Rosa de Hiroshima – nome dado em alusão à grande bola de fogo criada nos céus em função da explosão da bomba:

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

No final das contas sempre quem sai perdendo em qualquer guerra é a população (civil), inocente, indefesa. Os poderosos sempre se entendem, mesmo em meio aos conflitos. A escolha de Hiroshima e Nagasaki, duas cidades sem instalações militares, obedeceu ao mesmo critério intimidador de matar pessoas que fazem parte da massa. Quanto mais inocentes forem as vítimas, melhor. E assim o mundo ‘ganha’. Que mundo? Mundo de quem? Quem ganha? Ganha o quê?

Não sei MESMO. Eu sou anti-rosa.
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  • dance sem vergonha
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  • dê atenção às pessoas
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  • siga a sua intuição
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  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!