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Wednesday, 4 August 2010

mafaldices


Nossos ideiais não caducam, amadurecem conosco - foi a primeira coisa que pensei ao ver essa versão velhinha da filha de Quino, encomendada pelo (literalmente:) Olha que Maneiro.

O tempo passa, envelhecemos, mas nunca deixaremos de ser quem somos. Apesar das nuances, a essência é sempre a mesma.

*Grazi, "roubei" o título de tuas postagens do Grazazá sobre a pequena notável. Não resisti ao vestido estilo chambre de vovozinha  politizada e assim o nomeei...

Sunday, 9 August 2009

como se não bastasse...


Não basta ser pai, tem que participar.

Um dia, assistindo a um programa feminista da tevê, em dado momento as âncoras se questionaram sobre qual a primeira coisa que fariam se fossem homens. Eu pensei, pensei e pensei cá com os meus botões e cheguei à conclusão que eu iria... (tchan tchan tchan... TCHAN!) entender como podem pais abandonar seus filhos, ignorando sua existência.

A resposta poderia ser bem mais fácil, como por exemplo fazer xixi em pé ou ser chupado e gozar na boca de uma mulher (o que deve ser ótimo! - e possivelmente seria a segunda coisa a fazer no meu estado masculino), mas preferi ser menos rasa e também egoísta em meu objetivo. Essa questão é fato intrigante, habita meus pensamentos, minha vida, e já foi comentada diversas vezes em mesas de bar e papinhos filosóficos sobre a essência do homem.

Esse comportamento é masculino. Até acontece com espécimes fêmeas, mas é infinitamente maior o número de indivíduos homens que agem assim. Como conseguem? Meu pai não fez isso comigo, felizmente, mas só na minha geração de pais existem pelo menos uns dois ou três covardes. Desapareceram, depois de saíram um belo dia para comprar cigarros. Nunca mais voltaram para casa, deixando para trás um lar, esposa e filhos.

Como podem simplesmente bater a porta e esquecer uma vida inteira? Esposa e lar eu até entendo o desgaste do amor e o desapego, enfim. Mas e os filhos, aquelas criaturinhas inocentes, dependentes deles também? Acho estranho, apagar da memória momentos vividos, alegrias inclusive... NINGUÉM é infeliz por completo sempre. Será que não pensam em ligar somente para dizer um 'oi' ao filho, um 'feliz aniversário’, natal, ano novo...

Tenho uma teoria para isso - pessoal e empírica:

Os homens só amam seus filhos se as mães deles foram significativas em suas vidas. Se eles amaram-nas de verdade, serão fiéis e leais aos seus laços paternos.

Conheci grandes pais nessa vida e pude constatar que todos eles foram muito ligados às parideiras de suas crias. Esses são aqueles que abraçam a causa mesmo – trocam, dão banho, levam para escola, colocam para dormir, fazem e dão comida, lêem, levam no parque, à praia, ao circo e zoológico. Claro que deve ter exceções a esse pensamento meu, mas pelo que vejo, confesso que suponho esse índice ser baixo.

Não é um caso de se por alguma culpa, de se apontar o responsável por esse tipo de atitude infeliz e covarde, mas sim de repara-la. Nunca é tarde. Claro que o tempo passado é perdido, mas se existe futuro, tem-se uma possibilidade. Agarro-me a isso toda vez que vejo que não agi da melhor forma. E aceito que a outra parte atingida não me perdoe, mas acredito que só pelo fato de se tentar reparar os erros, já é grande avanço para todos, mesmo para quem não o aceita. Não custa nada tentar, ao menos.

Digo isso ao meu pai. O amo, incondicionalmente, mesmo com todos desacertos, contratempos – comigo e meus irmãos. Acho que aprendemos todos os dias, com todo mundo e com nós mesmos. Espero que ele siga assim, surpreendendo-se com as oportunidades que a vida nos oferece. São únicas e merecem atenção. Nada será como poderia ter sido, será como tem que ser. Há tempo para reparos e para um amanhã de mais união e de família reunida.

Hoje, no SEU dia, não pude estar por perto, abraça-lo, ou presenteá-lo, mas o homenageio com este texto. E, lamento por aqueles que preferiram a solidão, ou somente trocar de família esquecendo que havia outros ‘alguéns’ que os amavam e esperavam por eles. Lamento mesmo. Esses são infelizes por esta perda pessoal, essa incapacidade de ser amado e de dar amor por quem se é responsável.

Monday, 13 July 2009

back to black


Hoje, Dia do Rock.

O gênero, que tanto me influenciou e embalou desde cedo, ainda (e como nunca) me remexe com suas músicas mais dançantes, e me faz cantar outros hits mais lentos, inesquecíveis. Em homenagem a ele, pintei minhas unhas de sua cor: o preto, como não fazia há muito tempo.

Rock n’ roll é preto. É som de negro, originalmente. Depois, a cor tomou as ruas em camisetas que tanto divulgam bandas, novas tendências e idéias, em acessórios de couro, bandanas, óculos escuros e num estilo de vida "rocker" inigualável e transgressor.

Excelentes são as iniciativas para não se passar a data em branco. Hoje é dia de comemorar com atitude, em alto e bom som. Nem poderíamos blasfemar de tal forma, em silêncio ou parados. Fiz minha parte, um agito. No Rockinho ontem, quando tocou Amy (love Amy) soube o título desse texto roqueiro, mas sem o luto original.

O rock está mais vivo do que nunca, mais livre, mais misturado em tantos outros ritmos e batidas que abrangeu diferentes públicos, atingindo diversas classes, faixas etárias etc. Seus súditos continuam fãs de carteirinha em outros meios e seus gritos são ouvidos em outros aparelhos hoje.

Nada como ouvir um bom clássico num vinil, como antigamente. É uma viagem a um passado lado B de muito sexo, drogas e claro, rock n’ roll. O velho e bom rock se reinventou, mas nunca deixou de ser o mesmo – black na essência, como eu gosto e prefiro. Voltemos às origens!

Saturday, 11 April 2009

nunca abandonar


Família é nunca abandonar. Trazemos e levamos com a gente os genes, a educação, um estilo de vida adquirido, intrínseco. Temos conosco essa bagagem.

É difícil desfazer esses laços. E bom seria se nunca fosse necessário, que tudo fosse azul sempre, mas não é. A convivência é um exercício de tolerância. Há desgastes, picuinhas, implicâncias, mas na base era para ser amor. E é, até as diferenças sobressaírem-se e os rumos seguirem distintos.

Não há culpa, acontece. Relacionamentos são assim - começam, acabam... recomeçam, ou não. Por que com a família não seria igual? Por obrigação de se estar junto, de se gostar, de viver uma união que muitas vezes é somente imposta por sangue e tradição? Não concordo.

Tenho outra visão menos romântica. Para mim, família a gente escolhe. Acabamos atraindo para perto quem a gente quer, e gosta. Afinidade é fundamental. Gratuita. Não adianta insistir quando não é natural, quando não faz sentido e não é quisto.

Devemos estar rodeados de energias boas, de quem nos ama e nos quer bem. Quem não quer, mal nos quer, que fique longe. Sem insistência, força, interesse. E outras possibilidades de junção podem acontecer, para o bem. Então se formam outros parentescos.

Não falo em negativas, em portas fechadas, em cortes perpétuos. O tempo é o senhor do destino e só ele tem o poder de reverter situações, amenizar problemas, oportunizar reencontros, trazer paz, e o amor de volta, quem sabe. Nada é impossível, irrevogável.

Dentro de nós , lá no fundo, temos a mesma essência, e isso é o que vale. Hoje pode não fazer sentido algum, mas amanhã nunca saberemos. E assim a vida pode se renovar. Colamos em pessoas, e somos mutáveis, bem como nossos sentimentos. Tudo pode acontecer – depende de nós.

Mas uma coisa e certa: seja com quem for nossa vivência, as características serão as mesmas - os erros e acertos, as cobranças, expectativas, o eixo. Há só uma transferência, para onde há semelhança e razão de ser. Os vínculos serão sempre os mesmos, seja com quem for.

Tá no pacote!
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!