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Tuesday, 2 August 2011

putting all troubles away


Who sings do that!

By the way, without a doubt, what United States have produced the best is soul music. North American black people changed the world with their rhythm in 50’s. They inclusively created the Rock n’ Roll. Furthermore, both Blues and Jazz Music… Anything else?  No, only this is enough.


This weekend happened in Arpoador, here in Rio, part of the 9° Bourbon Street Fest 2011. On Sunday and yesterday some excellent artists from New Orleans (the black south city which was ravaged by hurricane Katrina in 2008) presented their shows outside.

I was marvellously surprised when I arrived there on Sunday, after beach and saw a nice audience seated cleanly and neatly, well-behaved, civilized, waiting for the beggining of the shows (which started in late). Seemed like some festivals in European parks. Of course some other individuals (who came late) complained about that, asking them to stand up (because in this way, more people could be in smaller space in front of the stage).

Some minutes later, unavoidably, in view of the circumstances, they attended them, but in order to dance. After all, the music is contagious! Everybody was dancing... It was crowded - the proof that Brazilian people appreciate this kind of international event. It was an excellent initiative to bring more culture and good music… for free.

Unlosable.

... and it is still happening! More information here.

Saturday, 20 November 2010

tá tudo errado


Quem são nossos heróis?

Policiais roubando, membros de
um partido tido como comunista se beneficiando com dinheiro e poderes públicos - tipo máfia, padres pedófilos, pais que abandonam os filhos, maridos violentos... Difícil responder assim, quando quem mais deveria “cuidar” dos outros, rouba a cena num papel que não era bem o que deveria ter - SER, na verdade, e não somente interpretá-lo.

Toda a semana um novo escândalo nos jornais, ou seja qual for aquela notícia que não nos afeta mais como DEVERIA dizendo que no senado, ou na câmara, em casa, no trabalho (whatever!) alguém está sendo acusado de má conduta - porque desviou, sonegou, traiu, bateu, sumiu, matou... Não importa! Não sabemos mais mesmo em quem confiar, se aqueles que (deveriam, de fato, ESTAR quando somente) se dizem do nosso lado, não estão mais... Ou nunca estiveram. Assim, fica difícil!

Restam-nos os galãs da ficção. Afirmação essa que justifica essa ode ao Capitão Nascimento - nosso mais recente herói do cinema nacional . Gente como a gente, cheia de conflitos, mas que os supera em favor do bem. Bom, pelo menos isso: o bem ainda vence o mal no final - e na cabeça das pessoas . Ainda há esperança suficiente para tanto. Na telona, ou entre e os reclames do plim plim, porém, não mais... Falta perspectivas. Já se fica na dúvida do que é ‘certo’ e ‘errado’.

Os valores são outros... Mudam. A sociedade em nada nos prepara para sabermos mais sobre ética, solidariedade, humanidade, civilidade, disciplina, amor... Ninguém mais respeita ninguém. Aonde esse mundo vai parar? Pode o cinema, assim como os estudiosos (e também os gurus) simplesmente supor e arriscar seus palpites sobre nosso futuro, mas estou bem descrente.

Tá fod*! Só com superpoderes mesmo... Respondabilidade muita; juízo e consciência poucos. Hoje é Dia de Zumbi, comemorado junto ao centenário da Revolta da Chibata que marcou nossa História como um das únicas manifestações contra a República que deram certo... (senão A única) Infelizmente, poucos sabem a respeito.

Friday, 2 July 2010

coração na mão


Brasil X Holanda pelas quartas de final da Copa do Mundo. Infelizmente, o recordista em títulos no campeonato, e um dos principais favoritos ao título desta edição, é eliminado pelo time laranja numa virada histórica. E inesquecível. 1X2 foi o placar final, e o Brasil se despede do hexa.

A seleção canarinho (que hoje jogou de azul – JUSTAMENTE a cor da zebra da África do Sul. Opa!) volta para casa mais cedo. Toda uma nação chora pela derrota não desejada (e esperada). E eu, a partir de agora passo a torcer pelos holandeses. Não só por sua receptividade que tanto me agradou ao conhecer seu país, mas principalmente por sua civilidade em diversas áreas.

Não seria diferente com o futebol... A camisa vestida pelos jogadores altos, na maioria loiros, trazia ao lado de sua bandeira tricolor, a brasileira. Não preciso NEM dizer que quero MUITO uma dessas – pois
ADORO a cor oficial dos países baixos (em minha cozinha, na camiseta de treino do Inter, no nome do meu bairro etc.), e também porque achei super louvável tal atitude deles.

Outra ideia digna de elogios é a campanha contra o racismo, feita a partir desta etapa da disputa. A oportunidade é excelente, tendo o país anfitrião desta edição sofrido anos com o apartheid, um segregação social pelo preconceito. Fiquei orgulhosa em saber que, junto aos países africanos, o Brasil propôs a adoção desta manifestação.

Num dos esportes em que mais se sente esse tipo de conflito que envolve questões políticas e culturais que vão além gramados, é válida a iniciativa. São veiculadas ainda mensagens dos capitães dos times em campo, exaltando aos torcedores e espectadores oposição a essa prática tão negativa. Sempre me emocionam nobres atos como esse. United colors of football!

O momento é propício: latinos e europeus se enfrentam na maior parte das partidas, e ainda Gana e Uruguai. Não que as dezesseis equipes classificadas tenham um histórico que peça tal procedimento, mas sempre é ótimo dar bom exemplo, servir de modelo àqueles que ainda insistem em insultar, excluir, dividir, diminuir, utilizando-se de uma suposta genética superior, ou algo assim.

Hoje foi encerrado um sonho para 190 milhões de amantes do esporte, de patriotas sazonais, de apaixonados pela bola (não a Jabulani – tão criticada). Para outros, fica mais próxima a possibilidade de sua primeira vitória em mundiais pós a era Laranja Mecânica, como eram chamados nos anos de 74 e 78. Então, é agora: laranjada neles!

Espírito esportivo é isso. Coração apertado para uns, e aberto para outros.

Saturday, 27 February 2010

ride a bike


Andar de bicicleta é o MÁXIMO!

É civilizado, barato, faz bem à saúde, ao planeta, desafoga o trânsito, aquieta a alma à medida que o vento bate no rosto, aproximando-nos do clima em que se vive. Rodar por aí faz o pensamento voar alto, e a apreciação à boa música ser um hábito cotidiano no itinerário percorrido.

Fiquei encantada em ver que isso tudo é uma REALIDADE em Amsterdam. Ouvimos o som clássico das buzinas anunciando o passar de alguém que está com pressa, vimos a criatividade imperar soberana no colorido de alguns detalhes que as diferenciam, umas das outras, em meio a dezenas delas estacionadas pelas ruelas e canais.

Lá, elas tem prioridade sobre carros, motos e até sobre os pedestres se duvidar! E encontramos TUDO para que esse meio de transporte atenda a diferentes necessidades e funcione da melhor forma – inclusive respeito e ciclovias por onde quer que se vá... (!) A capital holandesa é um convite para que se pedale, que se chegue longe.

Então tá! Fui. 'Trim-trim'...

Monday, 30 November 2009

tolerância zero


O convite era irrecusável: um churrasco numa cobertura no Leblon. Chegando lá, o som era batidão, as pessoas: pitboys e marombadas. Não combina isso... Na verdade, pelas características do evento, esse mais parecia acontecer na Barra da Tijuca, onde essas figuras são mais frenquentes, do que na Zona Sul do Rio de Janeiro - que é mais bossa nova ou rock n’ roll.

Do churrasco, em si, só a fumaça. A carne era pouca, não deu conta – nada extraordinário para um churrasco carioca, em que se espeta coraçõezinhos sem marinar, corta-se as carnes com as mãos por falta de faca(!) e as salgam com sal fino(!). E o mais grave: a cerveja acabou. Chegamos no final, ok, mas a situação era essa independente da hora e do estado etílico dos convidados.

Imaginem as pessoas presentes, numa valorização monstra do corpo evidente na falta de camisa dos homens (detesto!) e das minissaias, microshorts e tops das popozudas. Agora aliem isso a uma falta de educação tremenda, em que as mulheres nem olhavam para a tua cara, e que qualquer pedido feito a um “cavalheiro” era negado ou atendido com respostinhas do tipo: ‘Tá, eu pego pra você, mas bem que VOCÊ poderia fazer’.

A verdade é que o comportamento deles acabou com a própria “festa”. Por volta das 22h, alguém acendeu a luz , abaixou o som estridente e avisou que tínhamos dez minutos para evacuar o local ou a polícia iria ser chamada pelos vizinhos. Isso, aos berros. O pessoal ignorou alucinado, claro. E ‘o dono do baile’ (morador do prédio) teve que começar a, literalmente, ENXOTAR os ignorantes, para só então o povo começar a se tocar que chegou MESMO a hora de partir e respeitar o pedido do amigo.

Antes de descer, decidimos ir ao banheiro e, chegando lá, confesso não saber por que fiquei surpresa: o lugar estava imundo! - balcão da pia todo molhado, pia entupida com papel no ralo, papel higiênico usado espalhado por todos os cantos... Isso sempre me enoja. Não suporto gente rica que não sabe se comportar com questões básicas como higiene. Mamãe sempre fez tudo, ou mandou a empregada fazer, e essa gente cresce não fritando um ovo!

Citei ‘respeito’ antes no texto, mas, sinceramente, essa palavra eles paracem desconhecer. Seu significado então, passa longe! A prova: a batucada com instrumentos de pagode que eles começaram a fazer lá embaixo do prédio chiquérrimo, enquanto esperavam o anfitrião descer. Na boa, passarinho que come pedra sabe o cu que tem. O cara chamou esse bando para sua casa, sabendo com quem estava lidando. Bem feito.

Da experiência (diria que quase antropológica) nada agradável de se sentir um peixe fora d’água, para não dizer uma ‘baleia’ – comparando-se àqueles brotos “potrancudos”, ficou a certeza de que nada tenho a ver com esses cidadãos. Aliás, nem sei se posso considerá-los assim. A falta de educação impera e, vendo isso, entendi como pode um grupo desses espancar uma trabalhadora doméstica (e se fosse prostituta tanto faria!) gratuitamente.

Nunca estive tão rodeada por esse tipo. Não me senti bem, e é evidente que os desgosto. Não os acho bonitos, tampouco agradáveis. Não nego. Não consigo ser indiferente a esse ponto. Sobra-me intolerância, confesso, diante de tanta possibilidade e tanta carência, dessa gigante discrepância entre os recursos e a gentileza, num mínimo de civilidade. Conforme até a novela das oito (ou nove) passada já mostrou: acho que é tudo reflexo e, portanto, culpa dos pais.

Os valores foram perdidos e alguém sempre acaba pagando o pato... Estou cansada disso. Que programão de domingo, hein?! MAIOR azar. Só valeu mesmo a inspiração para escrever aqui, fazer a mula rugir. Olha o bico!

Wednesday, 15 April 2009

a (re)volta da chibata


João Cândido foi o Almirante Negro - líder da revolta da Chibata, movimento de militares da Marinha do Brasil que se rebelaram contra a aplicação de castigos físicos como punição contra eles, em 1910. Em uma carta ele dá o ultimato:

"Não queremos a volta da chibata. Isso pedimos ao presidente da República e ao ministro da Marinha. Queremos a resposta já e já".

Os tempos são outros, mas o teor ainda é o mesmo: a violência. Eu 'e toda a torcida do Flamengo' ficamos CHOCADOS com as imagens exibidas pela televisão hoje. Pensei que o tempo dos castigos da escravidão (como o da imagem acima, de Debret) tinha passado. Estava enganada.

As chicotadas que os seguranças da SuperVia deram nos cidadãos embarcados e amontoados nos poucos trens que estavam em funcionamento mostram que sofremos ainda com os mesmos erros do passado. Esse comportamento adotado pela companhia é um retrocesso social. É a prova que o Estado falha, mais uma vez.

O contribuinte acorda de manhã e enfrenta um tumulto para poder ir trabalhar. Greve dos ferroviários e pronto: quem depende dos trens vai penar. Centenas de pessoas se aglomeram nas estações e lotam os vagões. Trata-se de pessoas que pagaram por aquele serviço, concedido à empresa pelo governo. Ninguém está fazendo nada de errado para ser castigado.

Mais do que os socos e pontapés, os chicotes usados para bater nos passageiros são a instituição da barbárie no sistema de transportes. Mais de um agressor possuía o instrumento em mãos. Como (e por quê)? Faz parte do uniforme? Gostaria que o diretor de lá me respondesse. Será que eles tinham carta branca para agir daquela forma?

Confusão sempre vai ter quando houver problemas, greve etc. mas não há justificativa para que pessoas sejam tratadas de tal forma por uma empresa prestadora de um serviço básico como esse que atende à população. Logo penso na minha teoria de poder e volto a me questionar sobre o porquê de as pessoas tomarem para si certos (podres) poderes.

Por que o porteiro sempre pensa que é dono do prédio?

Deveríamos nos rebelar MAIS! - e em resposta a TUDO. Salvem os revoltosos de 1910! Esses sim, venceram. E acredito que essa foi a única rebelião que de fato deu certo no Brasil, apesar da posterior prisão de João Cândido, do descaso do povo, e que poucos conhecem esse a página da nossa História. Ano que vem, tem centenário. Justiça seja feita.
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  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!