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Sunday, 18 April 2010

é fogo!


Até poucos dias, a única coisa que eu sabia sobre a Islândia é que Björk tinha nascido lá. Pois bem, o Eyjafjallajokull [por favor, não me peçam para pronunciar! Acho que o máximo que consigo é ‘Ahmadinejad’...] entrou em erupção, e NUNCA a atividade de um vulcão foi tão vista, comentada e acompanhada na história da humanidade!

Quando acontece em Lonbok, na Indonésia, na cadeia das ilhas Kuril, a noroeste da ilha Matua, no norte do Japão, ou em Tungurahua, no Equador, quase ninguém fica sabendo. A grande mídia não se mobiliza para mostrar quando isso ocorre em lugares “inóspitos”, a menos que... atinja e interfira de alguma forma na economia mundial – como agora.

O fato de muitos aeroportos na Europa terem sido obrigados a cessar suas atividades em função do perigo de acidentes aéreos, chamou a atenção do mundo pelo caos criado. Segundo autoridades do setor, esse imprevisto está custando cerca de US$ 200 milhões por dia às companhias aéreas. Um chute no estômago.

Fora isso, sair e chegar em qualquer lugar por lá ficou complicado. Milhões de pessoas estão tendo que se virar como se estivessem no passado, quando ainda não existiam aviões. Transporte só por terra ou mar mesmo. Uma loucura impensada – mas, de agora por diante, é bom que reflitamos a respeito (sobre recursos, valores e o futuro, tão imprevisível), em alternativas possíveis.

O planeta está dando seus sinais, e com tanta tecnologia e comunicação disponíveis, podemos ficar mais antenados nas mudanças do clima, nas catástrofes naturais, nas intenções e preocupações dos governantes, grande mídia e iniciativa privada a respeito. E fiquemos atentos também no comportamento da sociedade quanto a isso. Ninguém mais é tão desavisado assim quando se tem a internet.

*opa, então... puxão de orelha em mim, que desconhecia detalhes desse país insular tão interessante por sua geologia, prosperidade econômica e liberdade sexual. Aiiiiii!

Friday, 23 October 2009

voando alto


“Senhores passageiros, durante a decolagem, o encosto de suas poltronas deverá ser mantido na posição vertical, suas mesas fechadas e travadas. Observem os avisos luminosos de afivelar cintos. Em caso de despressurização, máscaras cairão automaticamente. Puxem uma delas, coloque-a sobre o nariz e a boca, ajustando o elástico em volta da cabeça. Depois auxilie os outros, caso necessário. Esta aeronave possui seis saídas de emergência: duas portas na parte dianteira, duas saídas sobre as asas e duas portas na parte traseira. Cartões com instruções detalhadas de segurança encontram-se na bolsa à sua frente. Lembramos que o assento de sua poltrona é flutuante. Tenham todos uma boa viagem.”

Ela descia linda pelas escadas, toda maquiada, cabelos presos em coque, de tailler azul marinho, boina, salto alto, meia-calça... chiquérrima. Carregava consigo uma mala de rodinhas – um luxo na época, exclusividade de comissários de empresas de aviação. No peito, as asas da empresa brilhavam num broche. Via nela uma mulher livre, viajada, bela, culta, bem sucedida. Dominar idiomas há 20 anos era privilégio de poucos. Enxerguei ali a possibilidade de um futuro ideal para mim.

Foi assim que quis ser aeromoça - primeira profissão que passou pela minha cabeça seguir. Eu tinha sete anos e ficava encantada, paralisada, quando minha vizinha do andar de cima chegava ou saía de viagem. Pedi para minha mãe me matricular numa escolinha de inglês e comecei a realizar esse sonho. Prática, não?! Sempre fui assim, decidida. Parando para pensar agora, até hoje sou movida visualmente muitas vezes...

Engraçado como certas pessoas nos marcam, influenciam nossas vidas, mas por vezes não sabem como foram importantes para nós. Ao reencontrar a minha ‘musa’ inspiradora no Orkut esses tempos, contei-lhe sobre como interfiriu em minha infância querida, fazendo-me tomar um rumo. Mas não tornei-me uma moça dos ares, e, hoje também não existe mais aquele glamour envolvido à profissão.

Com a democratização das viagens aéreas, perdeu-se o luxo nesse ramo - as refeições a bordo, a pontualidade britânica das decolagens e o bom inglês anteriormente exigido. Por outro lado, ganhou-se em facilidade para viajar, em preços mais acessíveis, em novas companhias e rumos. Foi-se o tempo em que voar era apenas um projeto de Alberto Santos Dumont.

Hoje, por sinal, faz 103 anos que o visionário cientista alçou vôo por cerca seis segundos, 60 metros, e a uma altura de três metros no Campo de Bagatelle, em Paris. Com seu 14 Bis Oiseau de Proie II (‘ave de rapina’ em francês), Santos Dumont foi o primeiro homem a voar de avião, sob os olhares atentos de testemunhas, um público admirado e entusismado. Quando vamos alto nos sonhos, eles acontecem.

Wednesday, 22 April 2009

não vai a lugar nenhum!


Por mim, eles não iriam MESMO!

Sobre o escândalo das passagens aéreas serei bem direta: sou contra o uso inadequado desse benefício pelos políticos.

Ao contrário de nosso presidente Lula, que não vê como crime deputados levarem suas mulheres à Brasília com dinheiro público, eu acho que está errado. Quando viajo a trabalho, não posso levar acompanhante, porque minha missão é labutar. Não estou indo a lazer. Qualquer empresa normal, inclusive a que trabalho, jamais pagaria para seus funcionários levarem alguém a suas custas. Por que tem que ser diferente com eles?

Pior então é levar mais gente, como o deputado Fábio Faria (PMN-RN), por exemplo, que usou sua cota para pagar viagens a artistas para participarem de um Carnaval fora de época, à ex-sogra e à ex-namorada Adriane Galisteu, apresentadora de TV. Como contribuinte, deveríamos todos ser questionados sobre o uso do dinheiro dos impostos que pagamos. Por que essas pessoas são favorecidas e não eu, ou qualquer outra pessoa aleatoriamente? - ou então, sim, indivíduos que estejam fazendo algum trabalho com os órgãos governamentais? Que tipo de trabalho para o povo Galisteu e sua mãe estavam fazendo neste evento? Me explica.

Nossos governantes precisam de regras para saber que NÃO podem usar a seu bel prazer esse benefício? TODOS deveriam ter noção do que não é legal, que esse uso é para trabalho e não para levar a família a viagens de férias na Europa, por exemplo, como fez nosso (ainda bem) não-eleito candidato à Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira. Inclusive os integrantes do Conselho de Ética (repito: ÉTICA), que junto a líderes partidários utilizaram a cota de passagens aéreas da Câmara para familiares e terceiros em viagens ao exterior sem vínculos com atividades próprias de seus mandatos.

Uma lista negra é formada:

Alvaro Dias (PSDB-PR)
Armando Monteiro Neto (PTB-PE)
Ciro Gomes (PSB-CE)
Fábio Faria (PMN-RN),
Fernando Gabeira (PV-RJ)
Geraldo Mesquita (PMDB-AC)
José Carlos Aleluia (DEM-BA)
José Genoino (PT-SP)
Mário Negromonte (PP-BA)
Michel Temer (PMDB-SP)
Osmar Dias (PDT-PR)
Paulo Paim (PT-RS)
Ricardo Berzoini (PT-SP)
Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Vic Pires (DEM-PA)

Todos esses se utilizaram do dinheiro público em benefício próprio com passagens aéreas para si, ou seus familiares/amigos. Não votem mais neles. E fiquem atentos porque deve ter muito mais gente envolvida, mas não sabemos. É uma vergonha.

Espero que essa farra das passagens tenha seu fim com a transparência pretendida. Publicar os gastos dos órgãos responsáveis vai ajudar com certeza. Triste saber que foi necessário um escândalo desses para que nossos políticos tivessem (dor na) consciência (?) do erro que vinham cometendo indiscriminadamente. Fala sério.
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c'est fini!