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Thursday, 25 October 2012

what do you fear?

Before, she said be scared of Lula's victory in 2002 Brazilian presidential election. Her call,  this cut rate appeal in José Serra's political advertising didn't work indeed. Then, in 2009, Regina Duarte keeps the same cheap speech; at that time, against Indigenous People.

According the Centro de Estudo Ambientais, she is a farmer in Mato grosso do Sul. Considering that, her behaviour really does't surprise me. Both agricultural estate owner and neo-liberal, of the right... It would be comical if it wasn't tragic! One way or the other, a unfortunate philosophy of life.

Being anti demarcations, besides appropriates lands which used to belong to Indians... I'd suggest that this (not correct - in the bargain!) Ma'am lost good oportunities to remain silent on issues concerning politics.

During a delicate periode like the current, I hope she doesn't dramatize again (with or without "monsters" under her bed).This has been the joke of the year (for 10 years!).

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Ça va (encore) chier solide!

Encore sur des craintes... 

M. Gilles Vaillancourt, le maire de la ville de Laval, prend du repos sous prétexte de problèmes de santé. Histoire de ne pas avoir un coeur assez impavide pour affronter toutes les accusations qui le concernent. 

Comme lui, beaucoup d'autres politiciens doivent être si inquiets pour être dans la merde jusqu'au cou!  Gérald Tremblay, le mairie de Montréal, peut également bien le dire...

C'est la Commission Charbonneau faisant chier! Tout un scandale sur des systèmes corruption éclatant au Québec.

Tuesday, 5 April 2011

SOS - brazilian public health system


It is a shame! In a rich country as ours and paying the taxes as population do, should be impossible being this chaos as have been seen nowadays in most part of public hospitals.

I enjoyed so much the news about it presented in Globo Repórter and, in Record, about seniors’ health. I recognize as positive (despite miserable its content) this kind of denunciation which results in government give some answers and do something… (even if) obligated by the public opinion.

As far as I'm  concerned, all politicians should be obligated to use only (and exclusively) the public services they offer for citizens, such as education, health, means of transportation etc. Thus, social conditions will be different, of course. If they (said they that) defend our rights, they must have the duty  of sponging on everything they (should) do in our name. 

Due to this injustice I don’t want to get old in Brazil. Unfortunately, I’m not proud about my roots regarding this kind of matter being so common… Help!

Tuesday, 15 December 2009

vou de...


Não sei mais, confesso. Antes era previsível a resposta, quando nessa cidade se via mais táxis que carros de passeio, mas hoje, quando chove e eles simplesmente desaparecem, e as únicas unidades pelas ruas estão ocupadas, não é mais.

O hit da Angélica não condiz mais com minha realidade, embora eu dependa (e MUITO) deles. Ando de táxi de dois a quatro dias na semana, a trabalho, e por vezes a lazer. E acreditem: meu maior estresse como produtora é o serviço de tele-táxi.

Não sei se deixando a Rio Táxi iria melhorar minha situação, admito lamentavelmente. Provavelmente os mesmos problemas e o desgaste emocional iriam ocorrer usando outra cooperativa. Já pedi mudanças, mas já sei que até o final desse ano, ao menos, continuarei a ‘batalha’ diária com meus pedidos não atendidos.

Já pincelei esse meu descontentamento em outra postagem anterior, quando versava sobre a chuva e seus efeitos caóticos na cidade. Penso que por se tratar de um serviço de ‘utilidade pública’, esses veículos teriam o COMPROMISSO de estar em circulação nas ruas, mesmo com engarrafamento, e em dias ruins.

Se eles tem permissão para trabalhar, ou seja, se lhes é concedido o direito de ser um transporte público, obrigatoriamente deveriam e atender à demanda da cidade, seja como for. Vejo muitos problemas no Rio, mas esse tem me enfurecido MUITO nos últimos tempos.

Volto a falar que espero que não chova em solo carioca nem na final da Copa do Mundo de 2014 e MUITO MENOS durante as Olimpíadas de 2016. Se água cair, o caos vai se instaurar. Parte por culpa dos amarelinhos, a outra é do governo, que permite um atendimento que deixa a desejar nessa área.

Protesto. E vou a pé, de ônibus, van, metrô ou bicicleta...

Sunday, 8 November 2009

sinal vermelho


Foi-se o tempo em que arrastão era só rede de pescaria ou meia-calça feminina que fazia os homens perderem a cabeça. Hoje o que muitos perdem é o sossego e a tranquilidade de seus momentos de lazer.

A calma dos finais de semana de dias de sol está fadada ao fracasso. Com o calor insuportável e a superlotação das praias da zona sul do Rio de Janeiro a onda agora é o (retorno do) temido 'arrastão'. Em função dessa muvuca, muitos tem evitado a praia.

Um tapete de pessoas cobre as areias e o mar. Gato, galinha e cachorro (e pombos, MUITOS pombos), guarda-sol, isopor e cadeira (e cangas – milhares delas!)... De repente, uma confusão e pânico: sai todo mundo correndo. É um deus nos acuda! Salve-se quem (e o que) puder!

É por essas e outras que prefiro o sossego das praias da zona oeste. São mais longe e tem menos infra, ok, mas esse astral roots compensa o transtorno que é não conseguir nem chegar à orla de TANTA gente do calçadão até a água. Chego a me perder na volta à canga. Tem sempre que ter um ponto de referência.

Por precaução, temos ído à Ipanema sem lenço, nem documento. Nem nosso chimas sagrado tem sido presente sob o sol escaldante. Sinceramente, não há perrengue maior que a falta de segurança. Essa, infelizmente, é uma realidade nesse paraíso assolado pelo caos – entre tantos outros quês (prós e contras).

Tuesday, 11 August 2009

fidelidade


Demorei a assistir O Jardineiro Fiel, mas me apaixonei! O filme, baseado no livro do inglês John Le Carré, é do jeito que eu gosto: calmo, dramático, político e romântico.

Um conto de fadas seria a vida de Tessa Quayle, se ela abandonasse seus ideais, e não fosse uma ativista. A esposa do diplomata do governo britânico Justin Quayle, interpretado pelo elegante Ralph Fiennes, inicia uma investigação sobre uma indústria farmacêutica que estaria fazendo testes em humanos para provar a validade de uma nova droga contra a tuberculose.

Num país já assolado pela Aids e também pela corrupção do governo local, a determinação da moça e de seu amigo-médico Arnold Bluhm pelas causas humanitárias passa a incomodar e a ameaçar os ricos e poderosos envolvidos com a KDH, o grupo ‘Três Abelhas’, o laboratório do remédio Dipraxa, as autoridades Quenianas e também o alto comissariado britânico. A militante e seu cúmplice são brutalmente assassinados.

O diretor Fernando Meirelles estréia em Hollywood com o pé direito. De maneira leve, o roteiro evidencia um problema real existente naquele continente paupérrimo, faminto. Lindas imagens mostram um contexto triste, como nos ensaios de Sebastião Salgado. A fotografia é do uruguaio César Charlone.

A história serve de denúncia e chama a atenção para esses programas humanitários que fazem dos povos de continentes pobres verdadeiras cobaias para testes de medicamentos de grandes laboratórios europeus. Infelizmente fica claro que as questões financeiras acabam com qualquer caráter abalável, mas não com verdadeiros casos de amor - esse é o lado bom (e é nisso que acredito).

Uma obra-prima. E salve a fidelidade!

Saturday, 25 July 2009

do luxo ao lixo


Inaceitável esse recebimento de lixo inglês em diferentes portos aqui no Brasil esta semana.

É muito bonito países ricos bancarem uma de bonzinhos dizendo defender o meio ambiente na mídia (o que está super in atualmente devido a problemas pertinentes como o aquecimento global, por exemplo), mas então se descobre que eles mandam para lugares mais pobres seu lixo doméstico, químico e industrial para ser queimado ou enterrado. Essa foi a crítica maior de nosso Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Atitudes que vão do luxo ao lixo, sem escalas.

A prática não é comum, porque há muita gente preocupada com o futuro do planeta, mas infelizmente acontece. E esta não foi a primeira vez que ocorreu por aqui. Já recebemos toneladas de lixo da Bélgica em 2004, contendo inclusive substâncias tóxicas perigosíssimas. E antes disso, em 1992 (ano da Eco 92, aqui no Rio), trabalhadores portuários já haviam sido contaminados com lixo químico vindo de outras nações.

A mercadoria, oriunda do porto inglês de Felixtowe, foi importada sob a fachada de plástico para reciclagem. Dentro dos 89 contêineres vieram seringas, camisinhas, banheiros químicos, lixo hospitalar, fraldas usadas, tecidos, cartelas vazias de remédios e pilhas, entre outros produtos – mais de 1.400 toneladas de lixo domiciliar e tóxico.

Brasil e Grã-Bretanha são dois dos 170 países signatários da Convenção da Basiléia, que proíbe o trânsito de resíduos sólidos e líquidos perigosos entre países, sem consentimento de quem os recebe. A situação do mercado é outra, entretanto. O alto valor de multas e os elevados preços da tonelada de lixo depositada em aterros nos países desenvolvidos leva companhias a exportar seus detritos ilegalmente. E o crime organizado (leia-se, máfia italiana) envolvido com esse mercado, colabora para seu envio ilícito a países africanos, na esmagadora maioria das vezes.

Embora empresas que atuem aqui possam importar materiais como sucata de papel, ferro, aço etc, teme-se que outro tipo de lixo seja também enviado para cá, o eletrônico (chamado e-waste) - altamente prejudicial ao meio-ambiente. Calcula-se que a atividade de exportação ilegal de lixo movimenta o equivalente a 10% do comércio mundial. É inegavelmente uma questão policial, política, diplomática, econômica e de segurança.

Empresas do mercado de reciclagem de plásticos como a Hills Waste Solutions, que já foi multada no Reino Unido por crimes ambientais, a Worldwide Biorecyclables e a UK Multiplas Recycling Ltd, essas duas do brasileiro Julio da Costa, devem ser severamente punidas nesses casos de crime ambiental. O Brasil está tomando todas as medidas cabíveis a fim de reapatriar esse lixo todo que veio parar em Santos, Rio Grande e Caxias do Sul.

Sinceramente, não sei como as pessoas que fazem isso com o planeta e humanidade conseguem colocar a cabeça no travesseiro à noite e dormir tranquilas. Tudo bem que provavelmente elas não estarão mais aqui quando toda esse merda (que é das grandes – a questão do lixo) feder. Mas eles não pensam em seus filhos e netos? Não, senão agiriam diferente, mais conscientes e com menos ambição.

É uma vergonha. E quanto a isso me refiro aos governos de diversos países subdesenvolvidos que facilitam a entrada do lixo 'desenvolvido'. Os empresários que, além de se aproveitarem da situação desvantajosa dessa gente que é obrigada a conviver com essa podre realidade, ainda prejudicam a todos nós, não ficam de fora dessa também - uma vez que as consequências desses atos impensados hoje, refletirão amanhã da pior maneira possível.

Um fato em meio a essa podridão me chamou a atenção: nossos jornais não divulgaram tal acontecimento com a merecida ênfase. Fora o tom criminoso da coisa (o que já daria importância ao ocorrido), trata-se ainda de um dos maiores problemas do mundo e nenhum dos grandes diários nacionais deu manchete de primeira página a essa história incabível. O Times de Londres, sim.

O meio ambiente já começa a reclamar dos maus-tratos de seus posseiros. Outro dia falarei sobre a ilha de lixo que existe no oceano que desconhecia e quando soube de sua existência fiquei da mesma forma chocada e triste por nós. Esses poréns sempre terão espaço e notoriedade aqui, enquanto a mula rugir.

Tuesday, 12 May 2009

a solução


Incrível como a invenção de Irandir da Rocha deu certo: João-Buracão é a sensação do momento no país. O boneco, criado para denunciar uma cratera em frente ao trabalho do borracheiro, já é responsável pelo fechamento de mais de dois mil buracos só no Rio de Janeiro.

A prefeitura, que atende ao chamado de João e vai fechar um buraco, já fecha tudo o que tem em volta para ele não aparecer mais. Foi uma alternativa bem-sucedida de chamar a atenção das autoridades para um problema ('digamos') simples.

Seria de fato a criatividade a solução do Brasil? Não duvido. Com um pouco de ousadia o artista (pois quem criou esse personagem não pode ser chamado de outra coisa) conseguiu chamar a atenção dos veículos de comunicação e ganhou espaço invejável na mídia. Depois do Extra, simplesmente foi apadrinhado pelo Fantástico! – “só isso”.

Com a fama vieram as responsabilidades. Agora, a missão do boneco se estendeu ao país inteiro e João pegou a estrada para alardear sobre os problemas nas estradas e rodovias de todo o país. Justo. Até concurso para acharem o maior buraco do país estão fazendo... Assim, João chega ao topo de celebridade do mês.

Mas nem tudo são flores... João já foi agredido, sofreu sequestro-relâmpago e foi até vítima de censura em alguns meios de comunicação. Mas a idéia pegou e, depois dele, muitos outros bonecos foram criados com o intuito de denunciar alguma coisa, ou simplesmente para fazer companhia ao “solitário” João. Só falta convidarem o emergente para sair na próxima edição da Caras tapando os buracos na bunda de alguma dessas gostosonas efêmeras. Boa.

Nas próximas eleições, votaria em João-Buracão – “gente” que faz. Esse, pelo menos, ajuda realmente o país a sair do buraco.

Wednesday, 22 April 2009

não vai a lugar nenhum!


Por mim, eles não iriam MESMO!

Sobre o escândalo das passagens aéreas serei bem direta: sou contra o uso inadequado desse benefício pelos políticos.

Ao contrário de nosso presidente Lula, que não vê como crime deputados levarem suas mulheres à Brasília com dinheiro público, eu acho que está errado. Quando viajo a trabalho, não posso levar acompanhante, porque minha missão é labutar. Não estou indo a lazer. Qualquer empresa normal, inclusive a que trabalho, jamais pagaria para seus funcionários levarem alguém a suas custas. Por que tem que ser diferente com eles?

Pior então é levar mais gente, como o deputado Fábio Faria (PMN-RN), por exemplo, que usou sua cota para pagar viagens a artistas para participarem de um Carnaval fora de época, à ex-sogra e à ex-namorada Adriane Galisteu, apresentadora de TV. Como contribuinte, deveríamos todos ser questionados sobre o uso do dinheiro dos impostos que pagamos. Por que essas pessoas são favorecidas e não eu, ou qualquer outra pessoa aleatoriamente? - ou então, sim, indivíduos que estejam fazendo algum trabalho com os órgãos governamentais? Que tipo de trabalho para o povo Galisteu e sua mãe estavam fazendo neste evento? Me explica.

Nossos governantes precisam de regras para saber que NÃO podem usar a seu bel prazer esse benefício? TODOS deveriam ter noção do que não é legal, que esse uso é para trabalho e não para levar a família a viagens de férias na Europa, por exemplo, como fez nosso (ainda bem) não-eleito candidato à Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira. Inclusive os integrantes do Conselho de Ética (repito: ÉTICA), que junto a líderes partidários utilizaram a cota de passagens aéreas da Câmara para familiares e terceiros em viagens ao exterior sem vínculos com atividades próprias de seus mandatos.

Uma lista negra é formada:

Alvaro Dias (PSDB-PR)
Armando Monteiro Neto (PTB-PE)
Ciro Gomes (PSB-CE)
Fábio Faria (PMN-RN),
Fernando Gabeira (PV-RJ)
Geraldo Mesquita (PMDB-AC)
José Carlos Aleluia (DEM-BA)
José Genoino (PT-SP)
Mário Negromonte (PP-BA)
Michel Temer (PMDB-SP)
Osmar Dias (PDT-PR)
Paulo Paim (PT-RS)
Ricardo Berzoini (PT-SP)
Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Vic Pires (DEM-PA)

Todos esses se utilizaram do dinheiro público em benefício próprio com passagens aéreas para si, ou seus familiares/amigos. Não votem mais neles. E fiquem atentos porque deve ter muito mais gente envolvida, mas não sabemos. É uma vergonha.

Espero que essa farra das passagens tenha seu fim com a transparência pretendida. Publicar os gastos dos órgãos responsáveis vai ajudar com certeza. Triste saber que foi necessário um escândalo desses para que nossos políticos tivessem (dor na) consciência (?) do erro que vinham cometendo indiscriminadamente. Fala sério.

Sunday, 5 April 2009

à mercê!


Sexta-feira, 22h40min.
Estávamos chegando já atrasadas para um show. Éramos duas mulheres terminando de estacionar o carro na rua. Dois sujeitos bem-vestidos vêm em nossa direção. Um segue e o outro, numa atitude inesperada, começa a puxar assunto querendo saber sobre o evento que tinha na "bolha" aquela noite. Respondi que não sabia, sem dar muito papo, mas não deixando de ser simpática com alguém que pede uma informação. Quando estávamos as duas prontas para nos dirigirmos ao nosso destino, ele pede R$10. Na hora que ele parou ali parecia que eu já estava prevendo que ele era (ou se passaria por) um flanelinha.

Apesar do valor absurdo, iríamos pagar, mas na volta - por ser mais o correto. Ele não aceitou. Insistiu que adiantássemos a grana e perdeu a razão quando passou a se colocar de maneira intimidadora contra nós duas. Diante de tantas esquivas nossas, agiu como a maioria dos homens faz ao serem contrariados por uma mulher: tentou nos ganhar pela força. Não amoleci. Estava determinada a convencer o sujeito de que ele não estava certo.

Nervoso e indignado, ele começou a ser irônico e então nos aconselhou a deixarmos o carro ali então, se achávamos que estávamos tão certas e seguras. Foi uma insinuação de que haveria retaliação. Mesmo assustada, mantive a calma, mas retruquei (na classe). Pedi desculpas e avisei a ele que ele não tinha o DIREITO de nos cobrar, e daquele jeito opressor! Me vi na obrigação de lembrar-lo que ele não era o dono da rua, e que estava agindo de maneira errada conosco. Sabia que ali era o limite da boa educação.

Afastamo-nos um pouco para debater se íamos nos dar por vencidas, embora já estivéssemos convencidas de que a melhor solução seria tirar o carro dali. Quando retornamos à vaga, o indivíduo não estava mais ali. Outro guardador que se aproximou durante a discussão avisou-nos que o mala tinha ido para a boate inflável que fica ali nas proximidades (a tal "bolha"). E então nos sugeriu que retirarmos o carro dali, alertando uma provável vingança contra o veículo na nossa ausência.

Ao saber que o infeliz tinha ido para outro lugar, fiquei ainda mais furiosa! Além de criar toda aquela situação DESAGRADÁVEL, mesmo se tivéssemos dado a ele o dinheiro, ele teria ido embora e não iria cuidar do carro coisíssima nenhuma. Seriam os dez pilas mais fáceis de se ganhar nesse mundo! O lugar não colabora, é de difícil acesso. A entrada de veículos ali é restrita a carros e táxis, o que impossibilita chegar de ônibus/van, ou qualquer outro transporte coletivo. A rampa para acesso de quem chega a pé ou de condução é perigosíssima!

Obviamente tiramos o carro dali e o colocamos em outra vaga mais afastada, mas segura, e inacreditavelmente sem flanelinhas. Se por acaso algum tivesse surgido também, acho que o perfuraria só com o meu olhar! - com aquelas faquinhas que saem dos olhos, sabe?! Fiquei me perguntando sobre o posicionamento da casa de shows para onde estávamos indo, se eles não poderiam interferir nisso, padronizando o estacionamento da rua com gente credenciada deles, além de oferecer o serviço de manobrista - todas as possibilidades seguras, para todos bolsos.

Outra amiga, com quem combinei de ver o show, ligou preocupada. Já eram 23h30min e ela achava difícil conseguirmos entrar aquela hora. Éramos convidadas e a produção do evento lá pelas tantas encerra os trabalhos. Dito e feito: ao chegarmos na recepção já não havia mais como pegarmos nossos convites. Queria matar ou morrer! Não estava acreditando que perdemos o show em função daquele bandido. Alex era o nome dele (ou pelo menos o nome que ele DISSE ser dele).

Gostaria de nunca mais passar por situação dessas, e que outras pessoas também não tivessem esse desgosto. Não éramos pagantes, mas se tivesse comprado os ingressos a R$ 60 cada (os mais baratos - podendo variar até R$ 100) e não pudesse entrar em função do horário, processaria o lugar, a prefeitura (seja-lá-quem-for!) por ter sido lesada financeiramente, ainda mais do que fomos moralmente.

Depois do ocorrido, fiquei pensando em como nós mulheres estamos à mercê de gente mal-intencionada. Tenho certeza que seria diferente se o Alex tivesse negociando com homens. O que me incomoda é o quanto ficamos tanto 'vendidas' em situações como essas em que somos abordadas desse jeito por homens que querem nos impor medo para ter vantagens. Naquele momento se não fosse a minha teimosia teríamos sido roubadas! E fomos, veladamente. Ele nos abordou, reagimos, e ele desistiu.
Viva a força das mulheres!

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c'est fini!