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Thursday, 23 August 2012

sick fish

Basa (or Panga), commonly eaten by people in Occident nowadays, it is NOT recommendable, though.

Its low prices are just an attractive which disguise the danger of its intake.

Vietnam rivers have been contaminated by chemicals, heavy metals and toxic waste... many provided by the Orange Agent, employed by U.S. army during the war against them. If someone forgot it, a little (current!) reminder here.

Well, something stinks...

Watch this video, besides of reading more to get to know the risks of consuming this fish:

- Cause of Death: Consumption of Basa Fish
- Don’t eat this fish
 

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Alternative campaign (for those who love "sushi"):


Tuesday, 8 September 2009

pela boca


Quando criança, quase morri com uma espinha de peixe cravada em minha garganta. Mas não foi por isso que detestei o gosto forte e diferente dos pescados até a pré-adolescência. É normal que os mais novos estranhem tal aroma até aprimorarem seu paladar com o passar dos anos. Engraçado que lagosta, lula, siri e polvo sempre gostei! Très chic. Já mexilhões e ostras, repulsava. Não me apetecem seus aspectos gosmentos, viscosos, pois aprecio o que é crocante ou borrachudo. E hoje, até o 'azedinho' de alguns peixes me agrada, bem como a dificuldade de comer sua carne por entre cartilagens finas e perigosas.

Um dia serviram uma espécie enorme, feita na grelha, inteira. Fiquei chocada. Por antes só tê-lo visto enlatado, não supunha que o atum era daquele tamanho! Acho que o comparava às sardinhas pela forma que são vendidos e proximidade nas prateleiras dos supermercados, pela presença de ambos nas pizzas de minha mãe. Quem não frequenta feiras não os identifica facilmente por entre escamas. E o cheiro desagrada a muitos (embrulha até!). Já golfei ao limpar moluscos e jurei dali por diante sempre recorrer aos gentis cavalheiros que nos entregam as postas prontas. E olha que eu não sou nojenta... a tinta é que assusta.

Admiro a liberdade dos seres aquáticos na imensidão das águas. As mães-d'água dançam lentamente e nem parecem ser nocivas. Todos tem os seus recursos naturais que os diferenciam. Já estive em meio a um cardume no mar do nordeste e não me agradou a sensação dos peixes se debatendo em mim, e eu sem conseguir discernir os vultos na mancha escura em constante movimento. Tive receio de algo me morder. Dizem que quando sentimos cheiro de "melancia" na praia é porque tem tubarão por perto. Será? Ou é mais uma história dessas de pescador, como o canto da sereia? - este é um mito que me fascina (fantasia que mexe comigo, que quero ser uma). O do boto também me intriga. Desculpa de tantas moças no norte do país, ele é como o pai das estrelinhas nas atuais favelas.

Sou filha de Iemanjá. Não foram poucas as vezes que ela me chamou para perto dela. A diferença dos mares e a importância de um maior respeito a sua grandeza aprendi agora, ao me mudar para uma cidade litorânea. Quando morava no sul, não tinha receio. Muita coisa mudou... também não enjoava ao andar de barco, mesmo passando dias pra lá e pra cá na Bahia, ou onde quer que fosse. Por que agora é diferente? Esse sentimento é novo, mas intenso. Veio com algumas quedas significativas, junto à percepção do desconhecido, de uma força maior que sempre vai estar em vantagem. Digo isso sem intenção nenhuma de me afastar de sua beleza, evitando seus banhos energizantes, o barulho e o balanço de suas ondas e a brisa no rosto mostrando que o tempo esta a passar, levando e trazendo a gente por entre pensamentos.

Fui companheira de meu pai em inúmeras pescarias. Já vi a linha ir longe e a rede ser passada em açudes pra lá do sul do mundo. Lembro-me perfeitamente do barulhinho das pedras dentro das embalagens de óleo automotor a se mexer quando mordida a isca. Um estalo, e lá ia o velho correndo ver o resultado daquelas investidas. Passávamos manhãs e tardes dedicados à busca do alimento, ao silêncio, ao ócio, à tranquilidade dos pagos, ao passatempo dos homens - 'indiadas' típicas dos Irions. Nessa época conheci as tartarugas e ensaiei o sonho de uma estima doméstica. E não esqueço os mussuns, que temia dentro e fora d'água, e que amava os lambaris, pois conseguia pegá-los em minhas mãos pequenas facilmente para comer.

Salivo só de pensar em alguns pratos. Do clássico molho apimentado baiano na moqueca de cação ao leite de côco ou do pirão encorpado fervilhante, passando pelos agulhinhas fritos que quebram deliciosamente na boca, até as recém-descobertas peças (que ainda não aprendi a apanhar corretamente com aqueles dois pauzinhos difíceis de manusear...) cruas de salmão, enroladinhas com arroz em algas, enfileiradas, ou levemente coradas, banhadas em molhos de soja doce ou salgado, ardentes com raiz forte. O universo gastronômico dos frutos do mar é um espetáculo à parte - riquíssimo, saudável e apetitoso.

Minha coragem em me aventurar por cardápios light e caros, mas perigosos, tratando-se de minha paixão maior - o camarão, já me levou quatro vezes à emergência de hospitais por intoxicação alimentar (ou infecção intestinal? - não lembro ao certo. Devem ter sido ambas, alternadas). Esse requinte pode ser fatal para organismos alérgicos e estômagos fracos, como o meu. Lamento que aconteça, mas é o risco que assumo ao me permitir esse prazer inenarrável. Melhor que Buscopam na veia, só isso mesmo! Além de sempre optar por peixes quando como fora, uma vez por mês, ao menos, caio com os amigos na tentação da comida japonesa.

O Rio de Janeiro, bem mais que o Rio Grande, mas menos que o nordeste e Santa Catarina, oportuniza esse hábito saudável que é comer peixe e frutos do mar. Essa onda oriental pegou por aqui e a cada esquina encontramos opções fast e outras mais elaboradas para se saborear o que as águas nos oferecem. Interessante perceber, pela campanha do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que se come ainda pouco pescado no Brasil, comparando-se com outros países. Em território tão bem cercado por oceanos, e terras à oeste docemente alagadas, isso é uma incoerência. Dou um desconto aos conterrâneos gaúchos, que culturalmente preferem carnes mais encorpadas, mas surpreende-me tal comportamento no restante do país.

Espero que a Semana do Peixe, que já é realizada há seis anos, atinja seu objetivo de aumentar esse consumo por aqui. Bacana essa iniciativa que, além de movimentar o mercado fomentando promoções e festivais na oferta, busca informar a população. Folhetos explicativos sobre os benefícios desse alimento, que indicam como fazer a escolha certa do produto, e também sugerem formas de prepará-lo, estão sendo distribuídos gratuitamente. Espera-se que até 2011 cada brasileiro chegue a comer, em média, nove quilos ao ano. O ideal seria os 12 recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), claro. Se depender de mim, chegaremos lá!

Que a gente caia então na rede, ou seja fisgado pela boca, tanto faz - não só agora, mas SEMPRE. O importante é que se rendam todos (estrelas do mar, moréias, ouriços, golfinhos, baleias, cavalos marinhos e tatuís gigantes - inclusive!).

Tuesday, 26 May 2009

a descoberta do ano


Tudo começou assim...

Era final da copa do mundo, domingo à tarde, família reunida para o almoço e eu de ‘visita’ numa casa “franco- judaica” (ou seria “judaico-francesa”?). Todos os dias tinha algo exótico na cozinha. Fui convidada então a provar uma especiaria que mudaria a minha vida: o alho-poró.

Estava lindo na panela, apetitoso. Tinha sido preparado refogado na manteiga, com uma pitadinha de sal. Simples e MARAVILHOSO. Foi a descoberta do ano. Era 2006, a Itália ganhou e eu descobri um sabor que nunca mais vou esquecer e deixar de provar. Além de delicioso, só faz bem: é nutritivo, digestivo, diurético, expectorante, laxante, emoliente.

Chego a comer um alho-poró inteiro numa sentada, assistindo novela, jornal, um filme... o que seja! Normalmente à noite. Só ele, nada mais. Corto em rodelas, refogo na manteiga, adiciono sal e um plus: um tantinho de pimenta do reino para dar gosto e aquele ‘calor’ que tanto gosto. Irresistível (de se jogar no chão e chorar!).

É um dos meus pratos favoritos. Devoro feito pipoca! Compro dois logo, ou três (quando consigo uma pechincha na feira). Só tenho a agradecer à família Sztajn por ter me oportunizado conhecer esse tesouro gastronômico. Depois disso, sempre penso em qual será a próxima descoberta. Em 2007 foi o saquê, em 2008 foi a salada e agora, em 2009, acredito ser a água – de coco e mineral com gás.

Na verdade, fui somente me deliciar mais com a bebida japonesa ano passado, quando percebi que é o melhor trago e porre de todos. Amo de paixão. Com a salada não foi diferente, já tinha provado antes, mas só fui me render à essa necessidade recentemente (para alegria e orgulho da minha mãe!), quando não consegui mais ir contra minhas carências orgânicas e "zicas" dermatológicas.

Beber água (acreditem) sempre foi um problema para mim, mas agora estou mais consciente e ando ingerindo mais líquidos. Como estou tentando largar a (maldita e “viciantemente” deliciosa) Coca Cola, substituí o veneno por água de coco ou mineral COM GÁS - por favor, se for sem não tem graça(!), não faz efeito. Hoje, policio-me diariamente e me esbaldo, com ou sem bolinhas - BEM BONITA, viu Dona Cleuza?!

Fazendo um breve retrocesso agora, poderia dizer que em 2005 conheci os salgadinhos de ervilha na raiz forte e em 2004, a comida japonesa. Não vivo mais sem! Uma vez por mês ao menos me permito um almoço ou janta muito bem acompanhada (as amigas que o digam...) em um restaurante japonês – preferencialmente perto de casa, sentadinha no chão, sem sapatos.

Estou adorando minhas preciosas descobertas gastronômicas. E você, quais são as suas?
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!