Portuguese French Spain Italian Dutch Chinese Simplified Arabic Russian
Showing posts with label AIDS. Show all posts
Showing posts with label AIDS. Show all posts

Sunday, 20 March 2011

the real worth for each one


Mutual? - I used to say that the love and the others good feelings SHOULD be like that… After all, why not?

What kind of magic happens and makes us like somebody and not the person beside.  Further: Why not be interested by who likes us? - at least, it’ll be easier (for both). However, doesn’t works like that and, probably, we are going to fall in love for who doesn’t care about us…

Amsterdam (ALWAYS Amsterdam… after all, I love it!) - It was there where both friends David and Matt met Christina, a fake French prostitute. Where she could be there as a whore? Red Light District, of course. Unfortunately, I lost this part… I arrived late in theatre, owing to have been invited almost at time. I saw since the moment they already are at they room talking, smoking, knowing each other.

Inverno da Luz Vermelha, brought me this thought. With Marjorie Estiano, André Frateschi and Rafael Primot, this play presents a unfortunate love bizarre triangle. Despite of both actors being unknown (for me - I believe they are from São Paulo’s theatre), they are very good. Nevertheless, I’m not going to deny that I’ve preferred the ‘Matt’ one. She is also pretty well as this role, displaying a sculptural slim body while teasing with sensual acts.

Written by Adam Rapp, the production is easy-going due to attractive appeals such as the music and the sensuality (Marjorie sings and dance in a “private” pocket show for the guys - the masculine audience has got sweaty at this moment). Moreover, prostitution and AIDS - not only interesting (and also still existing), but popular issues gave more seriousness for the text.

Matt loves Ana (actually, this is her real name), Ana loves David, and this last simply doesn’t care. The importance of what occurred in the past for Matt is, in another tone, the same of Ana’s for his best friend. It is unexplainable the way we conduce our feelings - for one, everything; for the other, in the same time (even lived the same thing), means nothing.

Predicted (I’ve studied and written scripts, so… ), when she said she was HIV positive and the phone rung, it was not difficult to guess what would happen between Ana and David! Even though, the scene was heavy - an anal sex, never seen on TV,  with Marjorie (until now, a fragile actress, a quite paltry singer) as a protagonist.

I enjoyed it! Mainly as a consequence of abstracted loves (not reciprocal), the hybrid of intelligence and ingenuousness of Matt, his no prejudice too. Even Amsterdam being in a second plan, and the story have transferred to São Paulo’s reality - a stupid mean to became this plot closer of us. Not necessary, in my opinion.     
  
I give my regards about. It is until April, 11th Fridays and Saturdays (9 pm) and Sundays (6 pm) at Glaucio Gil Theatre - Cardeal Arco Verde, s/n - Copacabana. I don’t know prices…


respect is a good medicine for age!

(more about Amsterdam… I simply can’t avoid. It is stronger than me!)

I admit one thing that Brazil is better than Europe (at least in both countries I’ve been - Holland and France): third age people is more respect in our metro. Ok, here, many individuals simply don’t give in their place for olders to seat. However, there are laws about it - and also both special attending and places - which usually work. There, once, I offered my place for a lady and she was very surprise with my act, telling me that had never happened before [what????].  So, I was astonished because I thought that there these things happen through a different way.

Then, since I came back, I’ve wondering myself about the reasons which make them don’t give the attention necessary for this mature adults. Firstly, I believe that it is because they are a Old Continent - that means they population is constituted chiefly by old people. Thus, once they are majority, they don’t have priority. Finally, they (unfortunately) don’t  have this behaviour of offering they places to seniors.  I’m not sure, these are only speculations about it. Nevertheless, it isn’t a complete absurd according my good sense.

Wednesday, 26 May 2010

a revolta da vacina


Ontem a Fundação Oswaldo Cruz completou 110 anos. E, quando ouço o nome desse médico sanitarista NÃO consigo deixar de lembrar e desassociá-lo de um interessante “causo” da nossa História, a Revolta da Vacina - uma das mais terríveis rebeliões populares da República.

O fato sempre me chamou a atenção em razão da ignorância do povo aliada a medidas autoritárias que, apesar de sua inquestionável necessidade, desrespeitavam os direitos individuais. Os métodos utilizados para atingir a população e ter então eficácia, na época, chegaram até a serem apelidados pela imprensa como “Código de Torturas”.

Pode parecer horrível a atitude radical do governo de Rodrigues Alves, e do chefe da Diretoria de Saúde Pública e diretor do Instituto Soroterápico Nacional, em Manguinhos (atual conceituada Fundação com seu nome - Fiocruz), mas antes de uma avaliação prematura, alguns pontos fundamentais devem ser considerados: o Rio de Janeiro, em 1904, era infestado de epidemias. Pestilenta, estava longe de ser considerada ‘maravilhosa’ – como hoje (e há tempos) a cidade é conhecida.

Peste bubônica, febre amarela, difteria, sarampo, tuberculose, escarlatina, coqueluche, lepra, tifo, e, principalmente, a varíola... (parece mais a letra da música O Pulso de Arnaldo Antunes, mas não!) essas eram as doenças que matavam muita gente no início do século XX por aqui. Grande parte dos habitantes morava em cortiços superlotados, em situações sanitárias precárias, sem saneamento básico e higiene.

A então capital do país, apesar de seus belos palacetes e casarões, tinha graves problemas urbanos como rede insuficiente de água e esgoto, e escassa coleta de resíduos e lixo. Desse ambiente putrefato resultavam as enfermidades vividas pela população, que dividia o espaço com uma infinidade de ratos e mosquitos, entre outras moléstias, responsáveis pelo óbito de diversos estrangeiros, além dos locais.

Em 1902, as mortes causadas por febre amarela chegavam a mil, e baixaram para 48 dois anos depois. No primeiro semestre de 1904, as chamadas ‘Brigadas Mata-Mosquitos’, que invadiam as casas para detetiza-las, fizeram mais de cem mil visitas domiciliares e mais de 600 edifícios e casas foram interditados. Já em 1909, não era mais registradas vítimas da doença na cidade. Apesar do sucesso e da boa intenção da ação, teve um momento em que Oswaldo Cruz foi apontado como ‘inimigo do povo’.

Mesmo sob insatisfação popular, ele bancou a campanha contra a varíola com a mesma firmeza. E, no dia 31 de outubro, foi aprovada a Lei da Vacina Obrigatória para a popular “bexiga”, como também era chamada. Assim, as brigadas sanitárias puderam, acompanhadas por policiais, entrar nas casas para aplicar a vacina, mesmo que à força. Esse comportamento, entretanto, gerou conflitos.
 

Depois de Alves ter dado plenos poderes ao prefeito Pereira Passos e ao doutor para executarem um grande projeto sanitário, foi posto em prática uma ampla reforma urbana conhecida como ‘bota-abaixo’ (pelas demolições dos prédios velhos, que deram lugar a grandes avenidas, edifícios e jardins). Com essas ações, houve um enorme descontentamento, pois milhares de pessoas foram desalojadas, sendo obrigadas a morar nos morros e na periferia.

A questão da revolta foi política – nenhuma novidade, portanto, pois pessoas desinformadas e sem um incentivo externo maior não seriam capazes de tamanha barbárie. Só para ilustrar o substantivo, foi declarado estado de sítio no dia 16 de novembro daquele ano. A vacinação foi suspensa, e o exército foi para as ruas. O Rio virou um campo de guerra, com barricadas em diversos pontos. Bondes e postes foram depredados; trilhos e calçamentos, arrancados.
 

Estimulados pela demagogia da Liga Contra a Vacina Obrigatória, e pela oposição positivista (que sequer acreditava que as doenças fossem provocadas por micróbios!), informações sobre supostos perigos causados pela vacina foram espalhados. Além disso, o boato de que as mulheres teriam que se despir na frente dos vacinadores porque a vacina teria de ser aplicada em partes íntimas do corpo, agravou a ira da população, que se rebelou.

O motim e a tentativa de golpe tiveram seu fim no dia 20 de novembro com mais de mil pessoas detidas e 400 deportadas para o Acre. Naquele ano, morreram cerca de 3.500 pela doença infecto-contagiosa. Em 1906, esse número caiu para nove. Dois anos depois, uma nova epidemia matou mais de 6.500, e, em 1910, foi registrada somente uma única vítima.

Hoje, felizmente, a varíola está extinta no mundo todo. E, mesmo com a revogação da obrigatoriedade de sua vacina, permanece válida a exigência do atestado de vacinação para trabalho, viagem, casamento, alistamento militar, matrícula em escolas públicas, hospedagem em hotéis.

______________________________________________________________________

Nos dias atuais, o que se viu (eu, pelo menos, aqui no Rio de Janeiro), numa campanha não obrigatória, foi um considerável número de cidadãos se rejeitando a tomar a vacina contra o vírus da Influenza A (H1N1). Os motivos, na maioria das vezes, eram suposições sobre seus malefícios. Não consegui, obviamente, deixar de relacionar esse comportamento ao passado.

Sinceramente, não gostei de tomar a vacina, pois fiquei enjoada, indisposta e com dores fortes no braço por cerca de dois dias, mas li a respeito e vi que eram normais os sintomas e que alguns mitos criados são como os fantasmas já exorcizados. Fiquei tranqüilizada, e penso que agora estou (pelo menos MAIS) segura contra a tão famosa, na moda e temida gripe suína.

Acho válida qualquer forma de preocupação e questionamento sobre assuntos como esse, questões de saúde pública – ainda mais envolvendo possíveis conspirações da indústria farmacêutica (vide a história de O Jardineiro Fiel), mas acredito na seriedade de nossos órgãos competentes. Assim já provaram ser desde sempre. E, ainda alia-se a essa credibilidade o modelo que representamos atualmente quanto ao coquetel para soropositivos.

Chega de rebeldia sem causa. Ou a culpa, agora, é do PT (ou do Lula)? Golpe baixo.

Thursday, 6 May 2010

nhac!


O tema é sério.

Monica Bellucci chocou o mundo com a cena forte, densa e agoniante sua sendo violentada num corredor de acesso ao metro de Paris no filme "Irreversível". Quem viu, sabe (principalmente as mulheres).

Isso foi na ficção, agora imaginem na vida real episódios como esses se repetindo indiscriminadamente... A sensação da impotência feminina diante à brutalidade que é o estupro, deixa-me raivosa, indignada e INCONSOLADA. Fico ‘P’ da vida MESMO!

Como podem os homens, já na segunda década dos anos dois mil, AINDA agirem como se estivessem no tempo das cavernas? É o instinto mais primitivo o uso da força para se obter algo – no caso, sexo.

Não aceito desculpas masculinas como a provocação no uso de roupas ousadas, flertes mal intencionados etc. por parte das mulheres. Quando um não quer, dois não DEVERIAM fazer!

Sexo é para ser bom... Para se viver com toda a intensidade possível esse momento prazeroso que é uma transa, TEM que ser consensual. Não poderia haver outro jeito de acontecer – principalmente contra a vontade de uma das partes envolvidas.

CASE

Agora vamos aos fatos: A África do Sul, país que ultimamente está tão em evidência por sediar o mais importante e grandioso campeonato futebolístico em nível mundial, tem os índices mais altos de estupro.

Vocês sabiam que a cada 26 segundos uma mulher é estuprada por lá? Ou seja, desde que começaram a ler este post, quatro mulheres foram obrigadas a fazer sexo de forma violenta naquele lugar. E até o final do que escrevo, quantas mais serão desrespeitadas?

Soube disso recentemente, num dos excelentes programas da GloboNews da série “Expedição África do Sul – o país da Copa”. Fiquei CHOCADA com o relato daquelas pobres mulheres que sobrevivem com os fantasmas desse trauma em suas vidas.

E o pior: mais de 60% dos casos desse crime na África foram praticados com vítimas que ainda não atingiram a idade adulta – ou seja, crianças e adolescentes. O caso mais horrível foi com uma menina de apenas UMA SEMANA de vida, em 2002.

* Nossa, poderia acabar o texto por aqui, porque nem precisaria dizer mais nada – o que está escrito já é suficiente para se ter noção da gravidade do assunto. Mas há muito mais sobre o que essa mula posa rugir...

Vejo neste evento de proporções gigantescas a oportunidade de tocar o dedo nessa ferida tão aberta em solo africano. E isso sem mencionar esses tristes números em outros locais, como aqui no Brasil, por exemplo.

Além do problema do estupro, tem ainda a questão da AIDS. A África do Sul é o lugar com mais soropositivos do planeta. E (pasmem) questões culturais, como prova de ideal de masculinidade, ou a crença que ter relações sexuais com virgens podem curar a doença, disseminam ainda mais esses males, ambos (porque nenhum estuprador usa camisinha, né?!).

A temática tocou-me profundamente, claro. Chorei emocionada vendo os programas e, a cada episódio de "Law & Order - Special Victms Unit", fico mais avessa a essa prática que deveria ser banida da humanidade.

Meninos também sofrem abusos sexuais, e onde quer que seja, inclusive, por parte de alguns membros da Igreja Católica! - tão pudica com temáticas ligadas à procriação (deve ser por isso essa predileção: porque meninos não engravidam! [Ok, foi péssimo o comentário, admito])

ALTERNATIVA

Paralelo a isso se pensa em algumas soluções. Uma delas me chamou MUITO a atenção. É uma camisinha anti-estupro chamada Rape-axe. Ela agarra no pênis do agressor quando penetra a vítima e assim o coito é interrompido. Essa arma feminina só pode ser retirada depois com o auxílio médico.

Interessante a proposta desse simples apetrecho que começou a ser vendido há cerca de três anos na África por acessíveis R$ 0,25 a unidade (1 ZAR/ Rand sul-africano). Fico pensando somente na reação do estuprador. Mesmo se a intenção não era, depois disso, ele vai matar a vítima assim que se recuperar da dor... (!)

Essa preocupação é um dos argumentos dos inúmeros grupos feministas africanos contra o uso do produto. Eles alegam lamentando ser um retrocesso as mulheres se verem obrigadas a usar isso para se adaptarem a toda essa violação. Eu temeria mais os tipos masoquistas gostarem do brinquedinho...

Na verdade, o IDEAL seria educar os meninos de maneira incisivamente para evitar a médio e longo prazo esses crimes. Tempos de desespero pedem medidas imediatistas, no entanto. E esse dispositivo, que deixa qualquer vagina ‘mordedora’, parece-me uma boa alternativa às mulheres aterrorizadas pelo medo. Eu usaria se fosse preciso, e você? (Aliás, por que não vende aqui?)

PUNIÇÃO

Muitos criminosos saem impunes de seus atos pois, infelizmente, por vergonha, medo e constrangimento muitas mulheres não dão queixa sobre esses abusos... quiça crianças! E, tratando de punição, sou a favor de penas mais severas para esses crimes.

De acordo com o Código Penal Brasileiro existem quatro formas de estupro: o "simples" (somos e isso fosse possível), o qualificado pela lesão corporal grave, o qualificado pela morte e o presumido.

Estupro simples, no art. 213 é "constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça” com pena de reclusão de 6 a 10 anos. No art. 223 diz que "se da violência resulta lesão corporal de natureza grave” a pena de reclusão é de 8 a 12 anos, mas "se do fato resulta morte”, como acrescentam no mesmo parágrafo sobre os estupros qualificados, a pena de reclusão vai para 12 a 25 anos.

E, por fim, ainda existe o estupro presumido, previsto no art. 224 que é quando "presume-se a violência, se a vítima: a) não é maior de 14 anos; b) é alienada ou débil mental, e o agente conhecia esta circunstância; c) não pode, por qualquer outra causa, oferecer resistência.

Radicalista, sou a favor da castração – física E química. O método consiste em administrar medicamentos para diminuir o desejo sexual dos prisioneiros condenados por estupro. Acredito que, assim, eles não atacarão mais ninguém.

Países como a França, Suíça e Espanha, já adotam esse tipo de pena. E fiquei feliz em saber que este mês começará a ser adotada também na província de Mendoza, no oeste da Argentina. A medida, que foi tomada porque foi comprovado que mais de 70% dos condenados são reincidentes.

Eu aprovo e pergunto: por que a África do Sul e o Brasil não seguem este exemplo? Nhac!

Mais informações sobre a camisinha antiestupro no site da Rape-axe.

Saturday, 6 February 2010

pulando a cerca


Estou chocada com a quantidade, intensidade e a frequência de traições na novela Viver a Vida de Manoel Carlos. Na boa, sem puritanismos ou hipocrisia: está demais a coisa!

Marcos transa com Dora, que vivia com Maradonna, o qual começa a se interessar por Soraia, que é prima de Dora, mas que dá em cima do velho, mas que ainda namora Paulinho, irmão de Helena. O detalhe é que Marcos é casado com Helena, e ela beija ardentemente Bruno. E não acaba aqui...

Felipe é afim de Renata, que acaba cedendo a seus encantos e começa a esquecer Miguel, que por sua vez ama Luciana, noiva de Jorge, seu irmão. Luciana, porém, é apaixonada pelo outro gêmeo, correspondendo-o nesse sentimento. E uma das melhores amiga de Luciana, Paixão, cultva um amor platônico pelo seu chefe, Jorge. Opa!

Gustavo deseja enlouquecidamente Malu, que é prima de sua esposa, Betina. Mal ele imagina as intenções de sua mulher: traí-lo com Carlos. Embora suspeite de Malu, o que Betina não sabe é o clima que anda rolando entre Gustavo e a empregada do casal, Cida. PS: Malu está de casamento marcado com o noivo, Marcelão. E tem mais...

A filha de Betina e Gustavo ainda não sabe, mas Alice conseguiu fisgar seu namorado, Bernardo. Os dois dormiram juntos na ausência de Clarisse. Ricardo troca Ellen por Isabel, embora ainda demonstre gostar da sansei. E por fim, Ariane e Léo ainda não ficaram juntos porque Marta, paciente da médica e sua mulher, não morreu! (pior...)

Viver a Vida assim, não dá! Não que eu defenda cegamente a fidelidade nos relacionamentos amorosos, ou acredite nela - até porque cada um sabe de si, e cada casal lida com isso de maneira singular. Vejo somente os valores transmitidos ali conduzindo à mentira.

Isso não é legal, extrapola e deturpa a realidade. Mostrar o povo não se respeitando como se isso fosse normal, assassina uma das qualidades mais importantes em qualquer relacionamento – a verdade. A sinceridade com quem se ama, e (principalmente) consigo mesmo é fundamental.

Por que o autor não estimula que se assumam os desejos e atitudes? - e a responsabilidade que isso implica, claro. Seria mais fácil se as pessoas tomassem mais partido daquilo em que acreditam ou do que fazem ao invés de se enganarem umas às outras, descaradamente.

Um dia a casa cai! Ninguém engana, ou SE engana a vida inteira. Essa condução não dá exemplo a ninguém e ainda faz disso algo habitual, quando na verdade só faz mal. E isso que eu nem citei a AIDS como um dos perigos da infidelidade (porque em novela, nunca vi ninguém ao menos CITAR o uso da camisinha...).

Ruim isso.

Tuesday, 1 December 2009

indispensável


Hoje, dia mundial de combate à Aids. Nem precisaria, mas sempre é bom lembrar que camisinha TEM que usar.

Infelizmente convivemos com a dura realidade de uma doença que ainda não tem cura e é transmitida pelo o que de mais gostoso se pode fazer nessa vida: sexo. Então, para continuar gozando feliz e contente de sua saúde e transando MUITO, previna-se.

Não tem desculpa (que aperta, que não consegue colocar...). Hoje, no mercado, existem diversas marcas e modelos de preservativos. Escolha aquele que mais combina com você, com a sua necessidade (e/ou as de sua parceria), e mãos à obra! - tem masculinas, femininas, grandes, pequenas, de látex, resina, com espermidica, sabor, aplicador, textura... que brilha no escuro até!

Para não deixar a peteca cair e ainda tornar o seu uso excitante, procure fazer brincadeiras e proponha uma colocação diferente, estimulante. Para facilitar a vida de todo mundo, já existem algumas que dão uma forcinha, desenrolando mais rápido e com toda a segurança necessária. São caras, mas é um investimento que vale a pena.

Uma aliada ela já é. Agora faça da camisinha a companhia indispensável na hora H, quando mais se precisa dela. Tenha sempre no mínimo duas com você - afinal, ninguém merece dar 'umazinha' só (ou vai que a primeira estoure...). E principalmente: não tenha receio de dizer que quer e VAI usá-la.

Não perca a festa! Abuse dessa fantasia.

Tuesday, 22 September 2009

para amar sem medo


Hoje é o Dia dos Amantes, e para aproveitar esse data ao máximo, use camisinha.

A respeito disso, 'outra' campanha:

Nem sei quando foi (e como) descobri a existência de tão excêntrico apetrecho – este, aqui ao lado: um colocador de camisinhas. Mas desde que soube de sua existência, tenho tentado divulgar sua função e benefícios, afim de popularizar agora o ‘vermelhinho’. Estou engajada nesta causa.

Essa engenhoca, inventada por Willem van Rensburg e projetada pelo designer Roelf Mulder foi nomeada o objeto mais bonito da África do Sul na exposição Design Indaba Beautiful Objects, na Cidade do Cabo, em 2007, onde derrotou outros 14 diferentes produtos. A peça original faz parte da coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York. Vocês conheciam? Pois ela existe desde 2002...

Criado na África, o artefato veio para colaborar na prevenção da Aids, que assola o continente. Desde a sua identificação, em 1981, a Síndrome de Deficiência Imunológica Adquirida, já matou 22 milhões de pessoas em todo o mundo. E hoje, a doença avança alarmantemente. Estima-se que 1/4 da população africana esteja infectada. Oito novos casos são registrados a cada minuto. Socorro!

Manifestado por muitos homens (e mulheres), o problema em usar o preservativo masculino está na sua colocação demorada. Quando desastrosa, esses instantes podem resultar inclusive na perda do clima, da ereção, tesão, paciência... e então da razão também, pois é quando se desiste de usar o preservativo.

Para mim, é desculpa esfarrapada e inconsequente essa atitude que leve ao não uso do preservativo em relações sexuais casuais, ou quando há rotatividade de parceiros (seja qual for o ‘acordo’ entre os casais – ou partes envolvidas). Camisinha tem que usar. E vejo esse apetrecho como a salvação de muitos casos desse impasse com sua colocação, o que implica, aliado á irresponsabilidade de muitas, a prática de sexo de risco.

Infelizmente esse aplicador ainda não é comercializado fora de seu país de origem. Agora, alguém me explica POR QUE isso, enquanto milhares de pessoas são contaminadas descontroladamente no planeta! Uma tentativa frustrada no site do seu fabricante, a 
Pronto Condoms, e nada de explicações quanto a investimentos públicos para agilizar o processo. Já supunha que a resposta iria me deixar ainda mais indignada do que a falta dela...

Acredito que esse produto, assim que acessível, deverá ser o maior aliado do sexo seguro nos dias de hoje, pois diminui o tempo da colocação dos 30 segundos normais para apenas três. Muito bom, rapidinho – PÁ PUM! Quando ver, já foi. Essa facilidade em lidar com a camisinha deve incentivar seu uso, é o que se espera principalmente nos países onde sua utilização não condiz com a realidade do lugar, onde mais de 15% da população é soro positiva.

Por ser um “sex toy”, o bacana é que ainda dá para caprichar no ato e introduzi-lo nas relações brincando com a situação, criando todo um mise-en-scène (como já acontece, ou deveria ao menos, mesmo só pondo camisinha ‘avulsa’, sem o aplicador). As parceiras que não recorrem à boca, ou a alguma outra ‘descontração’, não sabem a arma de sedução que estão deixando de usar para apimentar tal momento que para muitos pode ser um “problema”.

Gostaria de parabenizar os responsáveis por esta idéia genial e criticar a indústria sexual e os órgãos públicos responsáveis por demorarem tanto para torná-la realidade acessível à população, carente de ‘alternativas’ inteligentes que primem pela vida sexual saudável das pessoas. Fico triste que, mesmo em meio a esse quadro mundial cruel da doença, não se questione possibilidades de popularizar ao máximo tão preciosa ferramenta. É foda! – literalmente.

Enquanto nada é feito nesse sentido, fica o toque para que os amantes procurem por camisinhas que atendam às suas necessidades. Existem no mercado diversas marcas, com diferentes modelos e funcionalidades – com textura, espermicida, mais lubrificante, extra sensível, extra grande, que brilha no escuro e até que vibra...Enfim, com cada um na sua, opções não faltam para que se ame sem medo, de forma segura, politicamente correta e sexualmente feliz.

Apliquem essa idéia!

Sunday, 30 August 2009

um gigante deixado pra trás


Esse final de semana foi marcado por um mergulho na cultura e realidade africanas, motivos de alegria e tristeza. Em meio à alegria de seus ritmos, esmorecia ao ler cada um dos dados distribuídos por todo o teto da Estação Leopoldina, durante o Back to Black. Todos traziam em suas palavras e números uma mensagem lamentável, porém real, do que aconteceu, e o que é a África hoje: um elefante negro.

A analogia das cores é clara, mas e da utilidade? Quem sabe o que fazer com a África hoje? Que atitudes estão sendo tomadas para melhorar a situação desumana em que a população daquele imenso continente se encontra? É a pobreza, a fome, a AIDS, a falta de perspectivas, de recursos, de esperança que devassam diversos países. Vê-se e se sente também carência de razão, vontade, vergonha na cara, compaixão... e o que mais, em seus irmãos?

O que vale mais hoje em dia, e desde quando? Quem mensura as necessidades e dita as prioridades desse mundo em que vivemos? No caso da África, que números querem alcançar com tantos déficits? Que interesses tão maiores que a vida de milhões de pessoas estão em jogo? Quantos mais precisarão morrer para que um rumo diferente e próspero seja dado àquela terra e a seu povo? Que iniciativas podemos ter nós, cidadãos, para ajudar? Até onde vamos deixar isso ir?

De um lado estão os países ricos, que se dizem comprometidos com o ‘desenvolvimento’ africano em meio à crise mundial, embora os amplos pacotes de estímulo econômico implementados por eles não contemplem a ajuda ao continente até 2010. De outro lado está a Igreja, que condena o uso da camisinha e recomenda abstinência sexual como a melhor forma de prevenção da AIDS. Bento XVI, em visita à África este ano, disse que a solução para este problema estaria no "despertar espiritual e humano" e na "amizade por aqueles que sofrem". Pasmem.

Em meio a isso tudo, o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Donald Kaberuka, como interlocutor das causas africanas diante o mundo, com tom pessimista clama por ajuda e respeito. Dois exemplos que eles precisam: mais de mais de quatro milhões de crianças morrem todos os anos na África Subsaariana. Nessa região, 45% dos recém-nascidos não superam nem as primeiras 24 horas de vida. Na África do Sul a cada cinco pessoas, uma é soro-positiva. E mil pessoas morrem diariamente vítimas da doença no país. São 5,7 milhões de infectados num total de 46 milhões de doentes no mundo inteiro. É muita coisa! - um oitavo só num território...

Outra questão reivindicada é a climática. Os países pobres querem que sejam assumidas metas mais ambiciosas de redução das emissões de gases do efeito estufa e que transfiram dinheiro e tecnologia para atenuar as mudanças sentinas nas nações em desenvolvimento. 67 bilhões de dólares por ano foi a quantia requerida para amenizar os efeitos do aquecimento global no mais pobre dos continentes. Seria pedir demais depois de tanto lucro já obtido em cima da miséria e impossibilidade alheia? Eles passam por isso, há tempos.

Os países pobres deverão sofrer com mais de 90% dos efeitos humanos e econômicos da mudança climática, embora os 50 países mais pobres do mundo tenham contribuído com menos de 1 por cento das emissões globais de dióxido de carbono, o principal dos gases do efeito estufa. A África deve ser a região mais atingida por secas, inundações, ondas de calor e elevação do nível dos mares caso a mudança climática não seja controlada.

Este ano, quinze anos após o genocídio em solo africano de 94, com cerca de um milhão de pessoas assassinadas em três meses por questões de etnia (tutsis, em sua maioria), autoridades ainda buscam justiça. Segundo inquérito do governo de Ruanda, os hutus, principais rivais tutsi, teriam recebido ajuda francesa na época. Além da denúncia de entrega de armas, o relatório também acusa militares franceses de terem matado membros da minoria tutsi durante o massacre. Depois da escravidão, essa foi a segunda maior dizimação de negros da História.

Ano que vem tem copa, e na África (do Sul)! Será o futebol então capaz de, além de entreter, chamar a atenção para essas questões esquecidas e deixadas de lado pelo resto do mundo até então? Em 2010 o gigante então estará à tona, à frente das noticiais internacionais, com os holofotes voltados para si. Espero que não precisem turistas estrangeiros se contaminar com AIDS, crianças se prostituírem, ou coisa pior (e ainda tem?), para que as questões do gigante sejam abordadas como devem, e sua importância não fique banalizada, deixada pra trás - até quando?

*Mais sobre a África nos bons textos do blog Grazazá (da amiga e historiadora Graziele Saraiva):
A Abolição da Escravatura (13/05/09)
A Epidemia da qual não se fala (11/05/09)
O Papa na África (20/03/09)
Racismo e Xenofobia na Europa (12/02/09)
Condenado o Algoz de Ruanda (06/01/09)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!