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Friday, 30 April 2010

coisa de doido


Como eu adoro um tipo estranho mesmo, só tenho uma coisa a dizer: os normais que me perdoem, mas um pouquinho (ao menos) de loucura é fundamental.

Me APAIXONEI pelo Chapeleiro Maluco do clássico infantil mais lisérgico da história, Alice no País das Maravilhas, pela visão pro cinema do diretor Tim Burton. Mexeu comigo.

Johnny Depp está lindo como o feio. Seus olhos verdes, birolhos e amendoados (pasmem!), o cabelo laranja cenoura espigado como o de um espantalho, e, principalmente, seus dentinhos separados aparecendo em sorrisos ingênuos e sinceros, conquistaram-me de vez.

Sua educação, maestria e habilidade com as mãos ao costumizar rapidamente um vestidinho para a bela, arrancou-me suspiros... Se lá atrás, no início da parceria de Burton com o ator, em “Edward Mãos de Tesoura”, já tinha gostado da destreza e jeitinho meigo e atrapalhado de Deep, agora gamei MESMO. Foi mais profundo (aproveitando-me de qualquer trocadilho infame possível com seu nome).

Para mim, está perfeito! - mil vezes melhor que como o latin lover de sempre. Espero, sinceramente (e ENCANTADA), que, um dia, Alice volte pra ele. Podem me chamar de doida, até porque, de perto, ninguém é normal. E ‘Mais louco é quem me diz, e não é feliz... Eu sou feliz’. Os melhores assim o são.

Sunday, 20 December 2009

monstra


Fim de ano e começamos a fazer uma avaliação de como foi 2009. E no departamento ‘saúde’, acredito que o que mais me incomodou esse ano, diferente dos outros – em que normalmente era a pele, foram os dentes.

Arranquei meus quatro sisos e, além disso, tive hipersensibilidade extrema, como nunca antes. Desde 2008 já estava sofrendo (MESMO) desse mal que me aflige principalmente nas sensações frias como tomar um sorvete, beber água gelada... essas coisas.

Péssimo até... tchan tchan tchan TCHAN! Achar para vender a nova escova da Sensodyne – e meus problemas acabaram. Adalgisa Coelho, minha excelente dentista, já havia me falado dessa novidade, mas até então não havia encontrado. Posso dizer que achei um tesouro!

Minha sensibilidade se deu ao fato de eu ser uma monstra, uma demolidora de escovas de dentes desde criança. Escovo (ou melhor, ESCOVAVA) MUITO forte os dentes, o que retraía a gengiva e fazia doer, pois a raiz ficava desprotegida, à mostra.

Mais de 20 anos agredindo a boca acarretou uma dor de dente hoje. Minha mãe sempre me alertou para o mal em fazer tão forte e acabar com as escovas antes do prazo normal de três meses para sua troca. A minha ficava toda “despentalhada” muito antes, sempre.

Vou fazer propaganda, porque está me fazendo um bem danado: a Sensodyne Esmalte Care tem o cabo flexível e por isso não reflete a força que coloco na base para a cabeça. PERFEITA para mim, que sou uma Mônica escovando os dentes.

Pensei na época em colocar uma plaquinha em frente ao espelho, para que TODA vez, antes de começar o processo, lembrasse de ter MUITA CALMA NESSA HORA e não exagerar na força – conselho de amiga/recomendação de minha dentista. Não preciso mais.

Hoje, ainda bem, já encontrei a minha solução na tecnologia dessa marca especial para quem tem esse probleminha. Não vou negar que sempre achei MUITA frescura esse lance de ‘dentes sensíveis’ que via nos comerciais, mas depois desse ano sei MUITO BEM o que é doer quando o gelado entra em contato com o dente... Ui!

Para que essa interjeição fique só na memória, no meu kit de higiene bucal ainda tem o creme (que eu sempre chamei de ‘pasta de dente’) e o anti-séptico sem álcool e com flúor especialmente desenvolvidos para pessoas com dentes e gengivas sensíveis. Estou bem equipada para esquecer dos dias ruins por que já passei.

Nunca vi monstra sensível, mas nesse caso, tudo bem... Pelo menos (e inacreditavelmente), o sorriso de uma está garantido! E como meus dentes sempre foram bonitos, mesmo sem ter usado aparelho, tá valendo mostrar mais o cartão de visita e acabar de vez com essa fama de má.

Friday, 9 October 2009

na mira


Ele teria hoje 81 anos se não tivesse sido capturado e executado em La Higuera, na Bolívia, há exatos 42 anos. De repente, e bem provavelmente até, não passaria mesmo dos 39. Nossos ídolos morrem cedo, não vivem tanto para críticas, para o esquecimento.

Ernesto Guevara de la Serna, o eterno Che, é um mito revolucionário. Depois de Jesus Cristo, é o rosto mais conhecido mundialmente – isso, numa época sem internet, de ainda quase nenhuma globalização.

Duvido que Obama ganhe um dia em tanta popularidade. Seria uma comparação como a do sucesso de vendas de discos de Michael Jackson em tempos de MP3. Jamais haverá ícone político como ele, assim como nenhum outro artista venderá mais que Michael.

Che cairia em desgosto profundo ao saber que virou grife na sociedade de consumo, contra a qual sempre lutou. Culpa do fotógrafo Alberto Korda que o imortalizou como El Guerrillero Heroico antes de sua morte, ou do artista plástico Jim Fitzpatrick que disponibilizou sua imagem para reprodução no que seria os primórdios do copyleft?

Seria uma injustiça a Korda, que nunca ganhou um centavo pela foto. É a carência por heróis num mundo tão cruel e injusto que propicia isso. A falta de valores e ideais nos deixam saudosistas, e por isso o apego a sua figura de mártir. Necessitamos de inspiração para manter a esperança de dias melhores.

E por falar em futuro, a grande dúvida é Cuba. A ilhota caribenha, largada economicamente 50 anos atrás, sobrevive há meio século a um embargo econômico que limita seu crescimento, sua sustentabilidade.

Apesar disso, se mantém como exemplo em diversos quesitos. Foi o primeiro país do mundo a erradicar o analfabetismo e lidera, segundo a Unesco, em qualidade de ensino. Fora a educação, a saúde também é bastante forte. Vê-se tal benefício no sorriso bonito de sua gente. Os dentes caem junto às máscaras.

As sanções mundiais contra Cuba tendem a diminuir, apesar dos pedidos contra dos Estados Unidos. Raul Castro, que substituiu Fidel em 24 de fevereiro do ano passado no governo de Cuba, promete eliminar proibições, após o mandato de 49 anos de seu irmão mais velho no poder.

Gostaria de conhecer a ilhota antes da morte de Fidel, que infelizmente se aproxima a cada dia. Se o sistema não aconteceu de maneira ideal por lá foi em função dos bloqueios que sofreu. Não se pode ser feliz sozinho, ainda mais em questões políticas.

Che segue na moda, e Fidel está na mira. Sorte a Raul!

Thursday, 11 June 2009

banguela


Véspera da véspera de um dia para beijar na boca e eu me privei disso. Loucura? Pode até ser, mas diria que é ‘conveniência’ a melhor palavra para justificar essa minha atitude. Ontem arranquei dois sisos. Sabia o que me espera (mês passado extraí os dois primeiros, do lado direito) e por isso optei por realizar essa micro-cirurgia quando tivesse cuidados especiais.

Quando minha mãe disse estar vindo passar o feriado no Rio, aproveitei a oportunidade e agendei com o dentista a retirada de meus últimos dois 'dentes do juízo'. Por que o chamam assim, não sei. Só sinto que dói muito o durante e o depois. Não é frescura. Comer é ruim, dormir é incômodo, o remédio me incha, sorvete engorda e sopa demais enjoa. Ainda bem que minha mãe está aqui comigo, segurando essa barra que antes passei sozinha.

Chorei muito da outra vez, mais de manha, claro, porque tive uma reação estranha. Fiquei toda inchada, gorda, depois de cinco dias passados, ingerindo comprimidos fortes. Tenho medo de que se repita, mas não posso evitar a realidade de que tirar esses dentes chatos é a melhor solução. É o preço que se paga pela futura falta de irritabilidade que estava me enlouquecendo! Doa o que doer. E dói. Hoje, menos, porque tenho uma mão para apertar.

Dessa vez foi pior. Arregaçaram minha boca, serraram meu dente inferior em duas partes para que ele pudesse sair como deveria. Foi péssimo. A volta para casa foi lenta e eu ‘chapada’, muda, vim dormindo da Barra até em casa numa véspera de feriado engarrafada, ansiosa pela chegada de meu padrasto e minha mãe que vem me fazer companhia nesses doloridos próximos dias. Foi e será melhor assim, apesar das limitações que já estou sofrendo, de novo - sem comer direito, poder beber, namorar etc etc etc.

Agora já não tenho 32 dentes. Sinto-me horrível, feia, mas feliz, mesmo banguela.

Monday, 13 April 2009

french


Hoje, Dia do Beijo (e não beijei na boca...). Já sabia que não ia rolar, pois estou há uma semana na função pós-operatório. Extraí dois sisos. Está tudo bem, apesar das fisgadinhas e de um incômodo chato para comer, bocejar, escovar os dentes etc. Vou sobreviver.

Para compensar, MUITO sorvete! Bom, se eu pudesse escolher então o sabor do meu beijo agora seria... tchan tchan tchan TCHAN... de chicabon com côco - duas bolas. Bem gelado. Delícia!
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passatempo

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  • beba mais água
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  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
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  • dê atenção às pessoas
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  • movimente-se
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  • pense positivamente
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  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
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  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
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  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!