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Monday, 12 April 2010

tá no pacote!


Desencavei um livro do fundo do baú para escrever o post anterior e, ao procurar o que queria, folheando-o e relendo algumas histórias, achei uma bem interessante, a ver com amizade, respeito, superação. Serve direitinho para ilustrar uma página virada de minha vida (ou poderia dizer que foi ‘repaginada’? – não importa, na verdade, porque não foi arrancada... ainda bem!).

O viajante caminhava com mais dois amigos pelas ruas de Nova York. De repente, no meio da conversa banal, os dois começaram a discutir, e quase se atracaram. Mais tarde – já com os ânimos serenados – sentaram-se em um bar. Um deles pediu desculpas ao outro:

Tenho reparado que é muito mais fácil ferir pessoas que estão próximas – disse. Se você fosse estranho, eu teria me controlado mais. Entretanto, justamente pelo fato de sermos amigos – e de você me entender melhor que ninguém –, terminei sendo mais agressivo. Esta é a natureza humana.

Talvez esta seja a natureza humana. Mas vamos lutar contra isso.

COELHO, Paulo. Maktub. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. p. 169.

Intimidade é uma merda nessas horas. Tolerância é tudo. A verdade é o caminho.

Engraçado porque tínhamos acabado de revisitar um passado próximo uma grande amiga de anos e eu, quando concluímos e acordamos, depois de um período de crise, que é melhor sermos mais tênues em nosso tratamento - deixar a ‘faca na bota’ de lado, buscar não se afastar como resposta a desentendimentos.

Muito bom. Nada como amadurecer e ganhar mais experiência para lidar com nós mesmos e entre a gente de maneira harmoniosa e construtiva. Aceitar e aprender com nossos defeitos e com a maneira que o outro é, foi o que nos fez perpetuar a relação. Amizade é isso: saber o melhor e o pior de alguém, e amá-lo exatamente assim, imperfeito.

Nandinha, esse texto é para você.

Wednesday, 19 August 2009

a arte de fazer as coisas acontecerem


É louvável o trabalho de produção – em qualquer esfera. Viver de fazer as coisas acontecerem, de resolver pepinos e tocar o barco é ofício para poucos – os que tem estômago, sagacidade e disposição para tanto.

A profissão é cruel, exige força (mata-se um leão por dia!). Regra número um: tudo é culpa da produção. Se o trabalho deu certo os louros são de quem aparece – artistas, empresários etc., mas se algo der errado, quem dá as caras (a tapa)? Tchan tchan tchan TCHAN!

Um bom produtor já sabe disso e nem se estressa mais, como acontecia no início de sua carreira. Tem que saber lidar com essa eterna briga de egos. Famosos vão e vem, mas nós sempre estaremos lá, por trás de todo o circo, fazendo a máquina funcionar. Não há tempo para problemas, só para solucioná-los.

Dormir pouco, receber chamadas a qualquer momento, toda hora, não ter finais de semana, férias, folga... Trabalhar em seus momentos de lazer, mesmo sem querer, na inércia das oportunidades que surgem a todo instante, isso é de praxe. Parece que tudo flui mais fácil depois que se incorpora 'a produtora’ naturalmente.

Ontem fui a um evento de grande produção - o mais importante em sua área. Fazer os outros se divertirem da melhor forma, com todo o glamour e requinte necessários para atender a um público selecionado, exigente, não é tarefa fácil. E pude acompanhar praticamente todo seu processo, mil preocupações voltadas a cada detalhe...

Parabéns à Alice Pelegatti, Suzana e Maria Fernanda, que estão à frente da AZ, e produziram a Festa do Prêmio do Multishow, o maior da Música Brasileira. O trabalho intenso deses últimos meses valeu! - foi tudo lindo, impecável. Vocês estão sempre avant-garde e tem savoir faire de sobra (temos que ter! - e aprendemos, nem que seja na marra).

Emprenho-me para que minhas produções televisivas também sejam assim. E espero que meus projetos pessoais sigam sempre esse norte – o da perfeição. É por aí que me guio. Não importa o tamanho do sonho, a gente tem que dar um jeito de levá-lo à diante. E carrega esse fardo nos ombros, com os pés nas costas, fazendo mil coisas, tudo- ao mesmo tempo-aqui-agora.

Dá um tempinho para alguns telefonemas que a gente resolve TUDO! Adoro.

Thursday, 23 July 2009

glamour girl


Lustres, tapetes, vasos enormes, banheiros gigantes, muitos espelhos... Sandálias lindas, bolsinhas de mão, tubinhos pretos, cabelos lisos, unhas bem-feitas, princesas e cavalheiros conversando, ensaiando dançar, pouca bebida, muito valor, SÓ glamour.

Fomos très chic ontem ao Bar do Copa(cabana Palace), na festinha de aniversário de uma amiga. Apresentação do Ritchie rolando, bate-papo profissional, algumas paqueras (poucas), ambiente bom, temperatura ideal – e a mulherada arrasou no figurino.

Acho que essa é a melhor parte de uma noite assim: os preparativos para um evento badalado desses. A gente se monta toda, gasta tempo e dinheiro na produção - embora tão belas, muitas vezes, nem precisássemos. Mas a ocasião pede...

Tão bom para auto-estima saber que está arrasando, que o vestido é lindo, que o cabelo tá perfeito, que o salto tá ótimo (ainda não começou a doer o pé), que tem homens interessantes no salão para podermos usar todo o charme de ser mulher – mulherzinha, ou mulherão, que seja.

Ser uma princesa, nem que seja por uma noite, é ótimo. Demorei para encarnar a minha, que estava mais para Bela Adormecida até então. Mas não é sonho: deixei de ser aquela "riponga" de dez anos atrás, definitivamente. Ago
ra sou outra mulher.

Arriscaria até dizer que estou uma mocinha, pela pouca idade, mas já passei da fase. As unhas normalmente coloridas (com vermelhos fortes), os acessórios mais elaborados, a qualidade das peças... Todo o conjunto colabora para a formação dessa Vavá Linda Jones atual, versão quase 30 anos.

O conceito é outro hoje. O conto de fadas, mais real do que nunca. Nada de perfeição, cavalo branco, príncipe com barba feita. Sou uma princesa a la Cartier brasileira na França, fazendo um tipo mais despojado. Nunca vou ter sangue azul, mas isso não significa não ser digna de ter um herdeiro assim. Os opostos se atraem.

Não vi uma só mulher feia ontem. Estávamos todas impecáveis, cada uma no seu estilo mais elegante. Acredito que nenhuma fêmea adentre àqueles salões sem se preocupar com a vestimenta, com a impressão que deixa, com o que tem e o que é.

Lembrei agora de uma coisa...

Sabe por que as cabinas do banheiro feminino são enormes em qualquer clube social, ou salão de festas que se preze? Para que as senhoras e senhoritas caibam com seus vestidos enormes (de armação) no recinto. E o banheiro ainda possui um hall para que possamos nos sentar e relaxar nossos pezinhos de Cinderela.

É bem verdade que depois da meia-noite muitas mulheres viram abóboras, bêbadas e mal-educadas. Nem sentem, ou ‘fazem a louca’ ignorando por quem esbarram no caminho. O 'ó', tal comportamento não combina em nada com os cursos de etiqueta que tais moças fazem. Sim, muitas tem na adolescência aulas para serem donzelas.

Enfim, minha primeira noite no Copacabana Palace foi um luxo. Não dormi lá, mas ganhei de mim mesma o título de ‘glamour girl’, que bem poderia ser da ruivinha também. Ela merece. Não havíamos antes desfilado pelos salões nobres da capital gaúcha mesmo. Não teria como ser diferente agora.

*Aproveito para agradecer aos amigos que já colaboraram e me ajudam ainda para tanto. Tô adorando tal diferença, QUANTA diferença!

Wednesday, 8 July 2009

de volta à pilantragem


Fazia nem sei quanto tempo que não jogávamos juntas (diria até que mais de dois anos, com certeza), mas tem coisas que não mudam, não adianta: seremos sempre uma dupla. E das boas! – que o digam os cavalheiros que ficam nos assistindo em poses sugestivas feitas com o intuito de encaçapar bolas usando um taco.

Essa parceria não é de hoje... Se há uma coisa que aprendemos Nanda e eu na faculdade foi jogar sinuca. Inesquecíveis aquelas noite da Famecos! Até totó arranhei por muitas vezes lá no Caap. Saudades também daquelas manhãs de sábado de pouca aula, muita ressaca, jogatina e bergamota. Naquela época, já tiramos famosos da mesa, para infelicidade daqueles que queriam ter o prazer de enfrentar seu ídolo numa partida memorável. Chegamos chegando e não saímos mais dali. Não tem pra ninguém! E ontem não foi diferente.

Tacada a tacada, vencíamos facilmente. Não que os adversários fossem de todo ruins, ou que a sorte estivesse só do nosso lado. O lance é gostar do esporte, concentrar-se, acreditar, jogar firme e com calma. Pode vir homem ou mulher - preferencialmente eles, que são mais páreos para nós e adoram uma disputa mais acirrada. O jogo cria todo um clima... Para quem não sabe, é considerado até o mais sexy de todos.

Imbatíveis, fomos hexa. Fiquei feliz em recordar aquele ‘tempo bom que não volta nunca mais’ (música dele, que veio depois a jogar comigo novamente em São Paulo no Barracuda) e não muito surpresa com o resultado da noite. O lado ruim de se dar bem na pilantragem é o velho clichê “sorte no jogo, azar no amor”. E, assim, acabei sem beijar na boca.

Wednesday, 3 June 2009

licor de papaya


Esse post poderia ter outro nome... talvez 'iogurte de morango', como já vi definida a GRANDE (e pequena) amiga, mas a fase é outra – très chic!

Interessante as coincidências. Já tinha um motivo imbatível para escrever sobre ruivos hoje, afinal, é o aniversário da pimentinha mais charmosa de Porto Alegre ao Rio, passando por São Paulo, Paris e Bruxelas. Não bastasse ser o dia da Maria Fernanda, ontem, antes de dormir (na verdade, hoje – já passava da meia noite), vi no Jô uma entrevista sobre eles.

Pedro Monteiro (um legítimo espécime) escreveu e atua na peça de teatro que acabou se tornando um movimento pró-ruivos, “Os Ruivos” – ou seria o contrário, e a peça foi escrita já nesse intuito? Não interessa. Segundo ele, há cada vez menos pessoas de cabelos cor de fogo no mundo. E confessou ao gordo ter sido essa uma tentativa de combater sua extinção.

Não se pode negar: ter os fios de cabelo coloridos num tom de ferrugem, a pele branquinha, e sardas É UM CHARME! Existem várias pessoas que fantasiam a respeito, homens e mulheres. Esse fetiche colabora, inclusive, para a preservação da espécie - minoria entre a população, como acredita o ‘a(u)tor’. Pedro já pode dormir mais aliviado então.

A curiosidade acerca dessas pessoas exóticas é muita e atiça o desejo sexual, além de movimentar a atmosfera de sedução de quem se interessa pelo tema. A dúvida se a cor do “carpete” combina com a “cortina” é imbatível, por exemplo. Criatividade, pelo menos, não falta a quem tem essa tara.

Se as pessoas tem ou não os cabelos (e os pentelhos) de um vermelho natural, não importa muito na verdade. Necessário é ter estilo, parecer ser um ruivo legítimo ao menos. E confesso que não costuma faltar essa qualidade a eles. NÃO MESMO. Pense no Axl Rose, Nando Reis, Rita Lee... Nanda também se sobressai na multidão. É linda - uma francesinha, mas com 'faca na bota'!

Aderi ao movimento. Não teria como ser diferente. Mas, ao contrário do idealizador desse projeto, penso que poderia ser o ‘Dia do Ruivo’ hoje e não em novembro, como ele sugere. Um brinde a eles então, à “dindinha” principalmente! - e de licor de papaya (como já a denominei numa foto).

Viva os ruivos! Happy 'dinds'! "Tim-tim".

*A peça está em cartaz no Teatro Miguel Falabella, no Norte Shopping, aqui no Rio. E teremos o Pedro Monteiro como entrevistado do Zona Quente provavelmente num programa de agosto (não resisti e o convidei!). Mais infos sobre a peça, movimento e afins no link do blog 'Os Ruivos na listinha ao lado (en la misma dirección).
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