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Monday, 20 August 2012

beyond citizen kane

In 89, when Fernando Collor (PRN) beat Luiz Inácio Lula da Silva (PT) in the second round of the first democratic presidential election in Brazil since 1960, 5.71% of votes made all the difference. About this event, it was especially evident the real power of media (besides its intentions, of course!).

To who haven't known that, the main reason was a public debate, two days before the election. In this occasion, the last one between the two candidates, which reached 61 rating points of  audience, broadcaster Rede Globo (the most popular one in Brazil) manipulated the montage in favour of Collor.

Although the outcome of this elections cannot be entirely attributed to this episode, many argued that it could influenced the decision of many voters. Well, considering the tied margin of 49.94% for Collor and 44.23% for Lula, there is no doubts that EVERY voter counted! - mainly naïve people...

About that, there is a classic documentary: Beyond Citizen Kane. It's about the development of TV in Brazil, concentrating on the role of Rede Globo, including at that election. Until now, this British programme creates subsequent controversies in Brazil, and even some kind of censure.

Watch it here.
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I'm handling this because they are in campaing period in Quebec too. Yesterday, Radio-Canada showed their prime minister debate.

At this moment, everything must be take into consideration... Here, there,  and everywhere, it's important pay attention in both tendencies and dispositions. 

Notwithstanding, it seems that inclinations tend for another side here... Fortunately!

Tuesday, 28 December 2010

south american way


Sinto-me extremamente culpada em não saber espanhol. Nunca é tarde, é verdade, e, mais do que nunca, percebo o quanto fui tola em (ainda) não ter aprendido o idioma. Pela proximidade, pelas raízes latinas que nos unem... o importante é manter os laços, valorizar o que é nosso, a cultura – nosso bem maior, aquilo que jamais nos roubarão.

Essa sensação veio à tona após eu assistir ao excelente documentário “South of the Borther”, de Oliver Stone. Um soco no estômago dos norte-americanos. O registro de uma América Latina de esquerda, forte, unida, feliz e DEMOCRÁTICA sim, apesar das especulações contrárias. Fica a dica para quem não viu e quer se inteirar sobre o esse processo histórico que está acontecendo agora por aqui.

É a primeira vez que temos um indígena, mulheres, um metalúrgico, um ex-bispo e um militar no comando de importantes países no cenário político mundial, uma vez que suas riquezas e seu mercado em potencial muito interessam os Estados Unidos, que controlam (mesmo que indiretamente) do FMI ao Conselho da ONU. Sobre essa liga, lamento o Chile ter dado um passo atrás e seu atual presidente não estar mais entre ‘nós’.

Antes, eram somente Cuba e Venezuela sozinhas nesta luta, isoladas e à mercê de tentativas de golpes. Agora, juntam-se Equador, Paraguai, Brasil, Argentina e a Bolívia. Nossos governantes sabem da importância e estão empenhados na manutenção dos laços estreitos, o mercado interno aquecido, e as empresas yankees afastadas para que se prospere e que nos fortaleçamos como um bloco respeitável e de valor.

Segundo Raul Castro, sucessor de Fidel e então presidente cubano, não há apadrinhamento. (Esses outros países que depois se juntaram aos ideais socialistas, bolivarianos e revolucionários) “Não são herdeiros de nossas sobras”, diz ele.  Foi a força dos cubanos, na sua liga explosiva de espanhóis com africanos, e o exemplo de Hugo Chávez que os inspiraram e os conduziram naturalmente para um movimento de aversão ao neoliberalismo imposto pelos Estados Unidos ao mundo.

“Poder absoluto é sempre ruim”, e essa frase do falecido ex presidente argentino Néstor Kirchner só reafirma a teoria de que boas alianças são o melhor caminho para um futuro político mais próspero. E, nesse sentido, segundo Lula, Barack Obama tem difíceis desafios pela frente (em seus próximos dois anos de mandato), entre eles aliviar o bloqueio a Cuba, trabalhar pela paz no Oriente Médio e aproximar-se mais amigavelmente de Chávez.

Tariq Ali, escritor e ativista paquistanês, um dos interlocutores do filme, enfatiza o fato de os hispânicos que vivem hoje em território estadounidense serem muitos. E, num momento utópico, não descarta a possibilidade de uma ponte com eles, e, no sentido contrário, um regresso a suas origens. “Eu morro, mas um dia voltarei como milhões”, sacramentou Tupac Katari ao ser brutalmente assassinado em defesa dos interesses de seu povo. Evo Morales citou a frase do (outro) líder boliviano para enfatizar que a hora chegou. Esse instante parece ser agora.

Pensei nessas palavras de Victor Hugo para o nosso agora, afirmando ser mais poderosa que todos os exércitos do mundo, a noção de que chegou a  hora. Vamo que vamo! A união faz a força. E mesmo com a oposição da mídia, que tenta, mas não consegue conter a vontade do povo. Em 95% dos casos, fez campanha contra a eleição dos esquerdistas sulamericanos – que, mesmo asism, acabaram chegando ao poder. Só dependem de nós as mudanças. “Com otimismo, fé e esperança um mundo melhor é possível, Oliver!” – faço das palavras de Chávez as minhas. 

Boa época. Presságios de um novo tempo.... e do nosso jeito. “Derrota tras derrota hasta la victoria final”. Aliás. Che estaria orgulhoso de ver o resultado desse processo iniciado também por ele. Valeu, Grazi!

E encerro, não com a música de nome gringo que entitula tal postagem, mas com as fortes palavras do poeta gaúcho Leonardo, respeitado compositor dos pagos. O trecho é da canção "América Coração", esta traduz bem meu pensamento, tudo o que sinto (e não estou sozinha - ainda bem!):

América do Sul querida
América do sol da vida
América do céu azul
América do Sul

Diga ao Tio que nos visita
que somos todos parentes
somos negros, índios, brancos
federais, inconfidentes
somos a força do mundo
arrastando uma corrente
se as vezes nos faltam armas
temos a força da mente
só Deus pode calar
a voz de um povo valente
mas diga, que antes de tudo
não temos cor, somos gente!

Friday, 3 December 2010

como ficamos?


Algumas prisões, muitas apreensões e dúvidas quanto ao destino das toneladas de drogas e centenas de armas achadas nas comunidades retomadas pelo Estado. SERÁ que estamos livres da possibilidade de (pelo menos parte) desse material ter sido extraviado - como tanto acontece nesse ciclo vicioso que envolve bandidos e indivíduos pertencentes a banda podre da polícia, corrupta e criminosa tal qual o “inimigo“.

A ação das polícias unidas, junto ao Exército, rendeu um bom resultado na mídia (graças ao seu próprio mérito em ter atrapalhado em seu ’ao vivo’ um êxito total, com um provável extermínio). Apesar de algumas denúncias de abuso da polícia, não houve retalhação por parte dos Direitos Humanos, nem por parte da sociedade - que acabou contribuindo bastante na entrega de marginais. No final das contas, pipocaram notícias positivas no mundo inteiro.

Mas... (como tudo nessa vida tem dois lados...) o que ficou deixando a desejar foi a dúvida (ainda pendente) da localização dos tantos criminosos não achados, tampouco detidos nesses dias de megaoperação intensiva contra o tráfico. Medo de um futuro retorno, próximo, novos ataques. Outra questão que preocupou milhares de pessoas foi a incineração de mais de R$ 100 milhões em narcóticos e entorpecentes nos fornos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, vizinha ao Rio.

Protestos nas redes sociais, uma caravana de rastafáris ao local, a curiosidade sobre efeitos na fumaça produzida, um sentimento de desperdício, o medo de uma superinflação dos “produtos” no mercado negro a curto prazo... O destino das drogas mobilizou ma parcela da população interessada no assunto. Infelizmente, nada pode ser feito a respeito, evitando que se levasse às cinzas o pó, as folhas. Nesse sentido, missão dada, missão cumprida - do jeito que Capitão Nascimento gosta.

Friday, 8 October 2010

vai passar...


Para alguns, eu sumi; outros sabiam que eu estava apenas ‘fora’. O fato é que, depois de ter passo mais de um mês viajando a trabalho, enlouquecida, estressada, praticamente sem tempo para nada pessoal, com pouco acesso à TV, e internet vendo o extremamente necessário, ao voltar, agora, soube que aqueles mineradores chilenos AINDA estão presos, desde cinco de agosto, a 700 metros de profundidade. Socorro!

E eu que estava reclamando dos meus dias de cão há dois meses... Que na próxima terça-feira acabe o drama desses trabalhadores, castigados por este acidente que os manteve isolados (e no escuro) desde então. Que a tentativa de sua retirada dê certo, pondo um ponto final nesta triste história.

O curioso é a preparação para outra avalanche: da imprensa. Eles estão sendo instruídos, desde já, em como se comportar e lidar com o assédio dos meios de comunicações locais e internacionais após ganharem sua liberdade. Fora a indenização pedida por suas famílias, esses homens já receberam diversos presentes de diferentes pessoas - viagens, convites para assistirem a jogos de futebol etc., mas aposto que vão querer dar um tempo um do outro, querendo ficar um pouco sozinhos, vendo apenas o  horizonte...

Só quem passa MUITO tempo com pessoas que não escolheu para estarem ali, sabe da dificuldade de convivência quando longe de casa, sem o carinho dos amigos e dos familiares, para compensar a situação - sob pressão ainda, nossa...(!). Eles merecem um prêmio por sua tolerância, não terem se matado lá mesmo - uns aos outros e a si mesmos. Com certeza.

Que seus próximos dias sejam, literalmente, iluminados por São Pedro. Os meus também.

Saturday, 10 July 2010

o que não mata, engorda


Essa é a resposta de uma piada, no clima dos acontecimentos que tomaram os jornais e noticiosos de todo o país na última semana, para a pergunta: “Qual a diferença entre Bruno e Adriano?”. Aliás, é APENAS uma das TANTAS de humor negro que andam se disseminando pelo Brasil. Hoje, no Dia da Pizza, espero que esse caso não acabe assim, em nada, ficando sem uma solução justa.

Como tantos, antes, apadrinhados pela mídia, esse é a bola da vez. Não me agrada saber que poucos dramas similares (ou até piores – se é possível... e sempre é, infelizmente) ganham a visibilidade necessária para que sejam resolvidos rápido. Mas ok, por se tratar de uma pessoa pública, de envolver uma criança e dos supostos requintes de crueldade investigados nesse homicídio, compreensível a surpresa, comoção e indignação nacional.

Não justifica, CLARO(!), mas uma coisa é fato: Eliza Samudio deve ter azucrinado MUITO a cabeça do ex-goleiro do Flamengo (tinha que ser! - bem marginal) para ele dar esse fim a sua vida. Digo isso porque, se, pelo o que consta, o valentão sempre teve um perfil bad boy, característico de homens violentos, capazes de atos irracionais como o de que está  sendo acusado, essa modelo (atriz e apresentadora), sabia desde o início em que buraco estava se metendo ao se relacionar com ele.

Sempre costumo dizer que ‘passarinho que come pedra sabe o cu que tem’, mas considerando o baixo potencial neurológico de espécimes do tipo ‘Maria Chuteira’, até compreendo que ela desconhecesse o real perigo e tenha preferido correr o risco de engravidar, mesmo sem a vontade do parceiro, e, depois, cobrar-lhe os direitos. Repito: direitos – estou aqui fazendo a pior das ‘advogadas do Diabo’, tocando o dedo na ferida MESMO.

Mas minha teoria vale para AMBOS – afinal, quem se envolve com prostitutas desse naipe, e não usa camisinha, merece sofrer as consequências de seus atos, pois as ignorou anteriormente, quando podia ter evitado qualquer problema posterior, laço ou fruto indesejado. Mick Jagger é que já estava velho (e rico) demais para se preocupar com alguns mil euros a menos todos os meses, pela vida inteira, ocasionados pela gravidez da "prima" intencional de Eliza, a, hoje, tão famosa Luciana Gimenez.

Pensei muito, recentemente, sobre como foi bom, há exatos quatro anos, ter me separado de um bruto, que bem poderia perder a cabeça e bater a minha contra a parede até a morte, como me ameaçou fazer algumas vezes em momentos de fúria.
Distante do pesadelo que é estar envolvida com alguém assim, respiro aliviada agora. Por vezes, até esqueço que um dia o medo tomou conta de mim.
Na boa, esse filme deve se repetir mais do que a gente imagina. Justiça seja feita.

Wednesday, 23 June 2010

this is it


Questionada sobre 'O' fato de 2009, respondi sem titubear numa crítica aos meios de comunicação: a morte de Michael Jackson. Vindo de uma jornalista, poderia até parecer provocação. E foi, não nego. Em seguida, expliquei minha escolha, alegando terem levado mais de três meses para “enterrar” o Rei do Pop, o que fez com que passado agora um ano de sua morte, pareça o ocorrido tão recente.

Claro que para mim, foi muito mais importante a elevação do Brasil, pelo presidente Lula, a um status de nação com visibilidade e respeito internacional, ou o primeiro frustrado ano de Barack Obama no comando da potência estado-unidense e, por consequência, mundial. Mas, sem questionamentos a respeito, o que permaneceu na mídia, mais comoveu o povo, e ditou um incrível revival musical de décadas passadas foi a perda do astro.

É o que as chamadas na televisão anunciam há um mês: especiais no final de junho sobre ele, que nasceu pobre, negro e depois ganhou fama, enriqueceu, conquistou uma excentricidade polêmica, e sobre sua cor nem soubemos mais o que dizer direito quanto ao que aconteceu – vitiligo, problemas psicológicos, traumas de infância? Maybe. O certo é que sua pele e seus traços black tão marcantes em sua infância, quando tudo começou, desapareceram.

Mas o que ficou de Michael, e, justamente, o que o aproxima das milhares de pessoas que choraram em sua despedida, foi seu talento, sua história de superação, seus hits memoráveis, seu estilo inconfundível e inesquecível - sua marca maior. Nenhum outro artista venderá mais que ele, mesmo que se inventem outras mídias. Os tempos são outros. No entanto, isso não quer dizer que sua atual popularidade não só aumente com a internet, como enriqueça sua conturbada família ainda mais.

Pouco tempo antes de morrer, embora em pré-produção da mega turnê This is It, com 50 shows programados para terem início em julho do ano passado, ele andava esquecido pelo grande público. Desde 2001 o cantor (e performer - JAMAIS poderia deixar de citar isso) não fazia apresentações de seus trabalhos, com a exceção de duas ocasiões em que se comemoraram seus 30 anos de carreira. Sua morte ocasionou um boom póstumo, em que as novas gerações puderam, enfim, conhecer e admirar o célebre artista que mudou, literalmente, a cara do showbizz para sempre.

Tuesday, 27 April 2010

haio silver! - domando o passar do tempo


O que a teenager Judy dos Jatsons, a Cruella De Vil de Glenn Close em "101 Dálmatas", a folkista Emmylou Harris, Meryl Streep como a chique e toda poderosa Miranda Priestly em "O Diabo Veste Prada", e a doce Anne Hathaway na pele da tão atual Rainha Branca de "Alice no País das Maravilhas" tem em comum? Além de sua beleza, claro, as melenas brancas.

Contra elas, os inúmeros comerciais de tinturas de todas as marcas francesas possíveis, com suas conhecidas dublagens fora de sinc (inclusive as made in Brazil – “pelamor”... já virou piada até!). Ana Paula Arósio, Juliana Paes, Ivete Sangalo, Andie MacDowell e a latina Penélope Cruz – um time de primeira no horário nobre da televisão (e nas páginas das principais revistas, busdoors e 'Clear Channels' em geral) tentando convencer todas nós que temos que pintar os cabelos.

Para os homens, um charme – o que faz com que nem todos precisem recorrer ao tão famoso Grecin 2000. Inclusive, homem velho com o cabelo preto retinto, RIDÍCULO! (pior, só careca de peruca, né?! - o 'ó') Richard Gere, George Clooney, Sean Connery, Benício Del Toro e minha recente descoberta, o inglês Hugh Laurie, estão aí para mostrar que o passar dos anos só os deixou ainda melhores, como vinho.

Nós, ao contrário, surtamos. Qual a mulher que não entra em crise quando descobre que já não é mais tão novinha assim, quando seus primeiros fios prata começam a aparecer, ganhando destaque entre os outros? É um baque. E isso acontece porque desde sempre temos a ditadura da juventude sobre nós, estabelecida, soberana. Tonalizantes, maquiagem, cremes, cirurgia plástica, botox... usamos de TUDO para amenizar os sinais do tempo.

É duro saber que se quisermos manter a mesma cor que tínhamos (até então) , teremos que virar escravas e perder algumas horas TODO santo mês na função – é um saco, suja muito! Quem já pintou, sabe... uma mão-de-obra. Bem complicado. É de pirar MESMO. E mais: mexe com questões femininas como autoestima, vaidade, e com o bolso também (porque não é barato manter os cabelos bonitos e sedosos por qualquer preço!).

Um dia, encontra-se um... "prazer", adeus! No próximo, outro, e 'pim', tchau! Então a pinça passa a trabalhar incessantemente em frente ao espelho, numa caça aos fantasmas, sem fim. Muitas passam a relaxar depois de certo tempo com a desculpa de que, se arrancar, cresce mais. Na boa, a verdade é cruel: vai nascer mesmo(!), mas não por tirarmos, e sim porque estamos ENVELHECENDO. Com o avançar da carruagem, esse recurso imediatista só vai funcionar até que se decida o que vai se fazer de fato.

Ainda bem que temos, hoje, bons exemplos diferentes, como alguns dos citados acima, com os quais abri o texto. Eles provam que existe uma solução ‘natural’ para se ficar igualmente bela. Mas não se iludam... deixar as madeixas grisalhas, não é uma "simples" alternativa, mas uma ATITUDE. E as mulheres terão que concordar comigo: NÃO é para qualquer uma! Mesmo. Admiro tamanha coragem.

Amadurecer traz surpresas... Confesso que gostaria de me inspirar, e quem sabe, quando for necessário, optar por essa sensualidade nata que um cabelo branco, bem tratado, pode ter. Uma vez propus isso à minha mãe, e ela não gostou muito do desafio. Respondeu-me para deixar eu minha cabeça alva quando chegasse a hora. Não sei, só o tempo dirá... E esse é o tipo de coisa que vamos adiando ao máximo pensar. Por enquanto, o pequeno instrumento está dando conta do recado.

De tudo, agora, só posso afirmar que uma coisa é verdade: se as loucuras da vida nos descolorem os cabelos, a ponto de deixá-los brancos (e em pé, talvez), a CADA fio despigmentado, o sinal de uma boa história para se contar! Com certeza. E essa experiência NINGUÉM nos tira, nem qualquer padrão estabelecido pela mídia, mercado ou sociedade.

Saturday, 19 December 2009

um grito


Na boa, se alguém que se diz jornalista, mas não sabe o que foi a Escola de Frankfurt, nunca leu um texto sobre Comunicação de Massa e desconhece quem foram personalidades como Claudio Abramo, Roquete Pinto e Assis Chateaubriand, EU é que não sou mais! Abdico desse meu título conquistado à base de uma universidade (se é que se sabe o que isso significa) – seja na graduação, extensão e pós graduação.

Embasados naquela aprovação absurda do TSF de que não precisa mais de diploma para exercer a profissão, muitos “colegas” sem formação, mas que estão na mídia sem nem saber fazendo o quê, além da determinação de serem famosos não interessa como, enchem o peito para se afirmarem profissionais da comunicação. Literalmente é o fim de carreira, da minha, nesse ‘jornalismo’ atual de (des)“iguais”.

É o assassinato do saber. Já havia comentado isso anteriormente, desde que saiu essa lei questionável e reprovada pela maioria dos racionais que consideram o fundamento do conhecimento e todo o seu poder em quem exerce a palavra. Mas agora, sofrendo na pele comparações de equivalência e então uma desqualificação de meu currículo, dou um grito – de independência, alerta, socorro, indignação e raiva.

Eu sou radical. Para mim, mesmo anteriormente, quem não tivesse estudado não poderia nem estar nos veículos por menores que fossem, assinando textinhos em blogs (que seja), falando em rádio ou estampando seus rostinhos como apresentadores de qualquer coisa. Esses sujeitos estão ali transmitindo o que não foi por eles elaborado, apurado, escrito – sobre assuntos que MUITAS VEZES ele não sabe nem do que se trata!

Cruel. Para que isso? Só porque ele tem um rostinho bonito? (e às vezes nem é) Ou uma voz aveludada? Não precisa, né?! Garanto que no mercado, saindo frescos da academia, ou já macacos velhos, formados e com anos de redação ou estúdio, diversos profissionais possuem os requisitos necessários e podem ocupar esses lugares. E com uma vantagem: com consciência, razão e conhecimento - isso, ninguem nos tira.

Ok, mas vão me argumentar falando da EXPERIÊNCIA desses aspirantes nonsense. Algumas estão no ar há tempos, inegável. Reitero minha posição a respeito ao passo que comprovadamente essas criaturas não sabem nem o que é um lead. Bom, isso é básico e se nem isso eles sabem, como trabalhar qualquer pauta, editoria ou fait divers que seja? Pois é, tem gente que mesmo com anos de TV AINDA não sabe o essencial.

Digo isso por vivência. Se alguém que trabalha o equivalente (e até mais) a uma faculdade e não aproveitou essa bagagem para saber o que fazer como JORNALISTA, não sei sinceramente o que está fazendo ali. Não dá para a coisa, enfim, é o que concluo. Só com aulas, disposição e orientação mudaria. Estudando. Mas quem nasceu pra tico-tico nunca chega a sabiá. E quanto a isso, não adianta nem gritar, no caso.

Quem aprovou tal determinação esse ano certamente não tinha noção das conseqüências desse ato, ou sim - e FODA-SE. Afinal, para que pessoas inteligente falando ao povo? Quanto mais nulidades transmitindo o óbvio ou o nada, melhor. É o que eles querem. É inegável. Protesto feito, sigo descontente, com um diploma e mais de oito anos entre livros e polígrafos, seminários e monografias, estúdios e redações, jogados no lixo em função dessa realidade injusta, insensata.
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Para ilustrar esse post utilizei-me de uma paródia (se é que isso é possível com obras de arte... Desculpem-me, posso estar cometendo aqui uma aliteração braba, mas essa foi a melhor definição que encontrei agora para descrever essa ilustração) do quadro de Edward Munch, O Grito.

Uni o útil ao agradável, pois já queria escrever desde o dia 17 agora sobre Os Simpsons, esses simpáticos e avessos personagens (norte)americanos. Eles conquistaram o mundo com seu anti-heroísmo e sarcasmo sobre essa sociedade capitalista. E isso já explica tudo.

Essa semana eles completaram 20 anos. E seguem dando o que falar, com frescor. Parabéns ao seu criador, o desenhista Matt Groening, por esta idéia maravilhosa (e controversa) de dar vida a essa família que reflete os efeitos dessa realidade ensandecida que vivemos por tabela.

Sucesso - eles estão por toda a parte, são e fazem arte! São perfeitos na sua imparidade. Adoro. A
mo a Lisa (e a chupeta da Maggie).

Tuesday, 8 December 2009

já é


Teve inicio ontem o COP15, a cúpula sobre o clima em Copenhagen. O encontro que visa dar uma solução, ou alternativas – melhor dizendo, ao problema do aquecimento global acontece até dia 18.

Sobre isso serei sucinta agora, para só ao término da conferência, depois de definidas resoluções, versar mais a respeito. E nesse caso, meu ponto de vista infelizmente é pessimista.

Se até a publicidade já se vale dessa cruel realidade para vender roupas (repito: VENDER roupas), não sei como é que ainda existem políticos e governantes que ignoram a causa - e mais: um terço da população estadounidense desacredita nas mudanças climáticas em detrimento da ação do homem. É triste essa postura desumana adotada por alguns.

Tudo bem que ser um ‘ecochato’ já é cool atualmente, mas ter um mínimo de consciência e responsabilidade com o futuro não faz mal a ninguém. E tal racionalidade ainda favorece o planeta, perpetua a espécie e as riquezas adquiridas por uma minoria em cima do sofrimento, pobreza e fome da massa.

Mas nem isso eles vem... Socorro! Salve-se quem puder. Uma nova era se aproxima e de nada valerá tanta ganância cultivada hoje. Debaixo d’água ou em desertos, quero saber onde as pessoas vão poder gastar seu dinheiro. 'Simples assim', mas é a maior complicação do mundo (contemporâneo) isso...

A hora da mudança é AGORA. Para todos.

Saturday, 25 July 2009

do luxo ao lixo


Inaceitável esse recebimento de lixo inglês em diferentes portos aqui no Brasil esta semana.

É muito bonito países ricos bancarem uma de bonzinhos dizendo defender o meio ambiente na mídia (o que está super in atualmente devido a problemas pertinentes como o aquecimento global, por exemplo), mas então se descobre que eles mandam para lugares mais pobres seu lixo doméstico, químico e industrial para ser queimado ou enterrado. Essa foi a crítica maior de nosso Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Atitudes que vão do luxo ao lixo, sem escalas.

A prática não é comum, porque há muita gente preocupada com o futuro do planeta, mas infelizmente acontece. E esta não foi a primeira vez que ocorreu por aqui. Já recebemos toneladas de lixo da Bélgica em 2004, contendo inclusive substâncias tóxicas perigosíssimas. E antes disso, em 1992 (ano da Eco 92, aqui no Rio), trabalhadores portuários já haviam sido contaminados com lixo químico vindo de outras nações.

A mercadoria, oriunda do porto inglês de Felixtowe, foi importada sob a fachada de plástico para reciclagem. Dentro dos 89 contêineres vieram seringas, camisinhas, banheiros químicos, lixo hospitalar, fraldas usadas, tecidos, cartelas vazias de remédios e pilhas, entre outros produtos – mais de 1.400 toneladas de lixo domiciliar e tóxico.

Brasil e Grã-Bretanha são dois dos 170 países signatários da Convenção da Basiléia, que proíbe o trânsito de resíduos sólidos e líquidos perigosos entre países, sem consentimento de quem os recebe. A situação do mercado é outra, entretanto. O alto valor de multas e os elevados preços da tonelada de lixo depositada em aterros nos países desenvolvidos leva companhias a exportar seus detritos ilegalmente. E o crime organizado (leia-se, máfia italiana) envolvido com esse mercado, colabora para seu envio ilícito a países africanos, na esmagadora maioria das vezes.

Embora empresas que atuem aqui possam importar materiais como sucata de papel, ferro, aço etc, teme-se que outro tipo de lixo seja também enviado para cá, o eletrônico (chamado e-waste) - altamente prejudicial ao meio-ambiente. Calcula-se que a atividade de exportação ilegal de lixo movimenta o equivalente a 10% do comércio mundial. É inegavelmente uma questão policial, política, diplomática, econômica e de segurança.

Empresas do mercado de reciclagem de plásticos como a Hills Waste Solutions, que já foi multada no Reino Unido por crimes ambientais, a Worldwide Biorecyclables e a UK Multiplas Recycling Ltd, essas duas do brasileiro Julio da Costa, devem ser severamente punidas nesses casos de crime ambiental. O Brasil está tomando todas as medidas cabíveis a fim de reapatriar esse lixo todo que veio parar em Santos, Rio Grande e Caxias do Sul.

Sinceramente, não sei como as pessoas que fazem isso com o planeta e humanidade conseguem colocar a cabeça no travesseiro à noite e dormir tranquilas. Tudo bem que provavelmente elas não estarão mais aqui quando toda esse merda (que é das grandes – a questão do lixo) feder. Mas eles não pensam em seus filhos e netos? Não, senão agiriam diferente, mais conscientes e com menos ambição.

É uma vergonha. E quanto a isso me refiro aos governos de diversos países subdesenvolvidos que facilitam a entrada do lixo 'desenvolvido'. Os empresários que, além de se aproveitarem da situação desvantajosa dessa gente que é obrigada a conviver com essa podre realidade, ainda prejudicam a todos nós, não ficam de fora dessa também - uma vez que as consequências desses atos impensados hoje, refletirão amanhã da pior maneira possível.

Um fato em meio a essa podridão me chamou a atenção: nossos jornais não divulgaram tal acontecimento com a merecida ênfase. Fora o tom criminoso da coisa (o que já daria importância ao ocorrido), trata-se ainda de um dos maiores problemas do mundo e nenhum dos grandes diários nacionais deu manchete de primeira página a essa história incabível. O Times de Londres, sim.

O meio ambiente já começa a reclamar dos maus-tratos de seus posseiros. Outro dia falarei sobre a ilha de lixo que existe no oceano que desconhecia e quando soube de sua existência fiquei da mesma forma chocada e triste por nós. Esses poréns sempre terão espaço e notoriedade aqui, enquanto a mula rugir.

Friday, 26 June 2009

não importa


Se é ‘black or white’, não importa mais. Hoje o dia terminou preto, de luto pela morte de um dos maiores artistas mundiais da música, o excêntrico Michael Jackson.

Costumava brincar incentivando os amigos ao dizer: ‘Bola pra frente que pra trás só Michael Jackson’, referindo-me à sua inesquecível e inigualável performance em Moonwalk. Infelizmente a piada perdeu a graça por hora.

Uma pena não estar mais produzindo material novo há tempos. MUITO eu dancei embalada ao som de seus hits, desde os primeiros, ainda com os
Jackson Five. Michael vai deixar saudades pela sua obra riquíssima que deu ritmo aos anos 80 e 90, e uma cara que mudou com o passar dos anos.

Independente das extravagâncias de sua vida conturbada, sou contra esse espetacularização toda acerca de sua morte. O que fica é seu legado. O resto não importa mais. Bola pra frente!

Tuesday, 12 May 2009

a solução


Incrível como a invenção de Irandir da Rocha deu certo: João-Buracão é a sensação do momento no país. O boneco, criado para denunciar uma cratera em frente ao trabalho do borracheiro, já é responsável pelo fechamento de mais de dois mil buracos só no Rio de Janeiro.

A prefeitura, que atende ao chamado de João e vai fechar um buraco, já fecha tudo o que tem em volta para ele não aparecer mais. Foi uma alternativa bem-sucedida de chamar a atenção das autoridades para um problema ('digamos') simples.

Seria de fato a criatividade a solução do Brasil? Não duvido. Com um pouco de ousadia o artista (pois quem criou esse personagem não pode ser chamado de outra coisa) conseguiu chamar a atenção dos veículos de comunicação e ganhou espaço invejável na mídia. Depois do Extra, simplesmente foi apadrinhado pelo Fantástico! – “só isso”.

Com a fama vieram as responsabilidades. Agora, a missão do boneco se estendeu ao país inteiro e João pegou a estrada para alardear sobre os problemas nas estradas e rodovias de todo o país. Justo. Até concurso para acharem o maior buraco do país estão fazendo... Assim, João chega ao topo de celebridade do mês.

Mas nem tudo são flores... João já foi agredido, sofreu sequestro-relâmpago e foi até vítima de censura em alguns meios de comunicação. Mas a idéia pegou e, depois dele, muitos outros bonecos foram criados com o intuito de denunciar alguma coisa, ou simplesmente para fazer companhia ao “solitário” João. Só falta convidarem o emergente para sair na próxima edição da Caras tapando os buracos na bunda de alguma dessas gostosonas efêmeras. Boa.

Nas próximas eleições, votaria em João-Buracão – “gente” que faz. Esse, pelo menos, ajuda realmente o país a sair do buraco.
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!