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Saturday, 27 February 2010

ride a bike


Andar de bicicleta é o MÁXIMO!

É civilizado, barato, faz bem à saúde, ao planeta, desafoga o trânsito, aquieta a alma à medida que o vento bate no rosto, aproximando-nos do clima em que se vive. Rodar por aí faz o pensamento voar alto, e a apreciação à boa música ser um hábito cotidiano no itinerário percorrido.

Fiquei encantada em ver que isso tudo é uma REALIDADE em Amsterdam. Ouvimos o som clássico das buzinas anunciando o passar de alguém que está com pressa, vimos a criatividade imperar soberana no colorido de alguns detalhes que as diferenciam, umas das outras, em meio a dezenas delas estacionadas pelas ruelas e canais.

Lá, elas tem prioridade sobre carros, motos e até sobre os pedestres se duvidar! E encontramos TUDO para que esse meio de transporte atenda a diferentes necessidades e funcione da melhor forma – inclusive respeito e ciclovias por onde quer que se vá... (!) A capital holandesa é um convite para que se pedale, que se chegue longe.

Então tá! Fui. 'Trim-trim'...

Tuesday, 15 December 2009

vou de...


Não sei mais, confesso. Antes era previsível a resposta, quando nessa cidade se via mais táxis que carros de passeio, mas hoje, quando chove e eles simplesmente desaparecem, e as únicas unidades pelas ruas estão ocupadas, não é mais.

O hit da Angélica não condiz mais com minha realidade, embora eu dependa (e MUITO) deles. Ando de táxi de dois a quatro dias na semana, a trabalho, e por vezes a lazer. E acreditem: meu maior estresse como produtora é o serviço de tele-táxi.

Não sei se deixando a Rio Táxi iria melhorar minha situação, admito lamentavelmente. Provavelmente os mesmos problemas e o desgaste emocional iriam ocorrer usando outra cooperativa. Já pedi mudanças, mas já sei que até o final desse ano, ao menos, continuarei a ‘batalha’ diária com meus pedidos não atendidos.

Já pincelei esse meu descontentamento em outra postagem anterior, quando versava sobre a chuva e seus efeitos caóticos na cidade. Penso que por se tratar de um serviço de ‘utilidade pública’, esses veículos teriam o COMPROMISSO de estar em circulação nas ruas, mesmo com engarrafamento, e em dias ruins.

Se eles tem permissão para trabalhar, ou seja, se lhes é concedido o direito de ser um transporte público, obrigatoriamente deveriam e atender à demanda da cidade, seja como for. Vejo muitos problemas no Rio, mas esse tem me enfurecido MUITO nos últimos tempos.

Volto a falar que espero que não chova em solo carioca nem na final da Copa do Mundo de 2014 e MUITO MENOS durante as Olimpíadas de 2016. Se água cair, o caos vai se instaurar. Parte por culpa dos amarelinhos, a outra é do governo, que permite um atendimento que deixa a desejar nessa área.

Protesto. E vou a pé, de ônibus, van, metrô ou bicicleta...

Tuesday, 15 September 2009

pelos caminhos da metrópole


Ontem o metrô de São Paulo completou 35 anos de serviços à cidade e de benefícios à sociedade, dando mais conforto aos cidadãos, e à natureza, uma vez que reduz o número de veículos em circulação num trânsito já caótico, lento e problemático, emissor de não sei quantos gases à atmosfera.

Usar o metro deixou de ser uma alterativa e passou a ser a solução. É a melhor forma de chegar a qualquer destino, de maneira mais rápida e econômica. Mesmo que para isso seja preciso utlizar mais um meio de transporte, ainda assim, tá valendo - no relógio, no bolso e na saúde. Investir no transporte público hoje é primordial para a vida nas grandes cidades.

Segundo dados da própria empresa, são cerca de 3,3 milhões de passageiros todos os dias que entram ao menos uma vez em algum dos vagões das quatro linhas hoje em funcionamento, que atingem 61,3 km de extensão. Outros 20 km estão em expansão na quinta linha que no final deste ano começa a atender a população, melhorando ainda mais o tráfego pela maior cidade da América Latina.

Sem saber, usufrui desse meio de transporte em dia tão importante. Percorri alguns bons quilômetros embaixo da terra e pela superfície, perambulando da zona oeste a zona norte, e depois zona leste. O bilhete único facilitou minha vida, assim como o acesso aos deficientes visuais ajuda para que todo mundo usufrua do que a cidade tem de melhor.

Fico impressionada e satisfeita em ver os caminhos emborrachados na Paulista, em algumas esquinas e dentro das estações de metrô sinalizando aos cegos onde parar, para onde ir etc. Um luxo! É por essas e outras que mi piace andar em São Paulo, essa cidade tão próspera e cosmopolita, moderna, rica, fascinante.

A exemplo disso, bem que o Rio de Janeiro poderia se espelhar pelos caminhos da metrópole, e construir de fato o metrô até a Barra, ao menos. O Rio seria melhor, e os cariocas mais felizes, já que detestam sinais fechados. Embora a vista aqui seja mais bonita para quem fica 'preso no trânsito', ninguém merece

Metrô é a solução!

Tuesday, 28 April 2009

coletivo


Terça-feira, dia 28 de abril
(mas poderia ser qualquer outro dia)

Já estou no Rio, onde passei a reclamar mais dos transportes públicos. Sigo assim aqui, sem novidades boas a respeito. Subi num ônibus, mal consigo me segurar e ele arranca. Péssimo, mas me fez lembrar que voltei de Porto Alegre com uma visão menos saudosista de lá - pelo menos no que se refere a esse serviço.

Domingo, 21h. Estava na Venâncio Aires rumo à Av. João Pessoa. Fiquei parada no meio-fio esperando o sinal abrir para poder atravessar a rua. Meu ônibus passou por mim e parou no ponto para pegar passageiros. Consegui atravessar correndo, embora tivesse o sinal ainda aberto para os carros. Corri e bati na lateral do ônibus, mas embora tivesse gritado pedindo ao motorista para ele abrir a porta, ele não o fez e partiu.

Fiquei super frustrada com esse comportamento do trabalhador em questão. Era domingo, noite, ele não estava com pressa, estressado com o trânsito, nem nada. Estava apenas cumprindo sua jornada de trabalho. O que custava a esse homem abrir a porta para mim? - uma pessoa que visivelmente correu para pegar o ônibus que ainda estava ali parado.

Para mim fica claro que o sujeito não é um bom motorista de ônibus, cuja função é parar nos pontos e pegar os passageiros. Não que ele dirija mal, mas sua missão não cumpre com dignidade. Embora tivesse chegado "tarde" no local, só consigo ver como maldade a reação dele em arrancar o ônibus e me deixar ali, num dia como aquele, tarde, esperando o próximo carro, que com certeza iria demorar.

Enxergo esse comportamento como uma amostra de uma espécie de símbolo de poder, uma resposta vingativa, ou algo assim, contra o cidadão. Já falei sobre "o porteiro se sentir como dono do prédio" e acho que acontece a mesma coisa com os motoristas de ônibus e cobradores também, muitas vezes. É uma atitude do mal essa, infelizmente. Um anti-heroísmo às avessas.

Em mim fica a impressão de que esse é o momento e o meio como eles têm de mostrar sua importância. É quando podem dizer 'não' a alguém. E assim o fazem, mas de uma maneira errada, pois estão deixando de cumprir suas tarefas, e assim, executam mal o seu ofício.

Uma vez um amigo me falou que só vamos conhecer REALMENTE alguém quando essa pessoa tem poder. Concordei na hora. Depois me lembrei de alguns casos em que isso aconteceu, e me decepcionei. Já na esfera pública, fico deprimida por ver isso acontecer nos serviços primários, sentir que profissionais não cumprem direito o seu papel. Pagamos pela passagem, ninguém iria me dar carona, ou me fazer um favor nesse caso em Porto Alegre.

No Rio é ainda pior. Aqui tudo é maximizado: mais confusão, mais falta de educação, mais gente, mais barulho, mais trânsito etc. Fiquei chocada ao chegar aqui e ter que me atirar na segunda faixa para fazer sinal para um ônibus que iria passar direto se eu assim não fizesse (pois ele vinha à toda velocidade na terceira faixa e com certeza não iria parar! - como não pararam vários até eu aprender como lidar com a situação). Os absurdos presenciados já foram outros e vários, infelizmente.

Sempre digo que se político andasse de ônibus iria ser tudo diferente. Eles iam pensar mais no coletivo, com certeza.
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c'est fini!