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Saturday, 8 January 2011

dias melhores... verão!


I should be tanned, thinner and this summer SUPPOSED to be such as the others... Going to the beach, diving into the sea, taking sun bath, playing volleyball, frescobol on sandy with friends... And also drinking coconut water, chimarrão or mate. Seems good (and WAS - for a long time...) Unfortunally, not anymore because I haven’t gone recently.

It was in the past... Last summer, and before that, in my early seasons in Rio. Nowadays is different, but I wish that as soon as possible I could come back and enjoy the best of my '
carioca days'. Here, all these things are about a lifestyle - the beach ones, in this case - surfing, basking, hanging (around), playing on the sandy, eyeing somebody up... telling him some lies, promess to call. CASUALLY.

Vacation, holidays, or ordinary days for who lives on the coast... I remember, missing these special moments, good friends and some places. The best (warm) weather, culture, stories and loves. Summer days, inspire me.

Tuesday, 23 November 2010

vaselina


Esse post poderia ser sobre a forma mais gostosa de sexo: molhado, besuntado, bem lubrificado; mas não... É sobre pessoas escorregadias.

O que no Rio chamam assim atualmente, no passado, Sérgio Buarque de Hollanda classificou em seu livro Raízes do Brasil como “O Homem Cordial”. Herança dos portugueses, esse comportamento do brasileiro oriundo de uma valorização do que é familiar, não é sinônimo de civilidade de polidez. Vem de cordes, coração. Prima por estar bem com todo mundo.

“É, talvez...”; “Vamos ver”; ao invés de falar “Tchau“, dizer “Eu te ligo” - essa carência, esse medo de ficar sozinho gera, porém, uma imparcialidade irritante e digno de dúvidas quanto ao caráter da pessoa. Gaúcha como sou, fui acostumada com pontos de vista bem definidos, e vejo nesse impasse um problema seríssimo de ordem moral. Falta de integridade. Detesto essas atitudes típicas dos cariocas.

Não sei o que é pior: mentir, omitir ou não se posicionar, fazendo papel de bonzinho com todo mundo. Em todos os casos tu não sabe com quem está lidando! Prefiro tratar com ma pessoa que peque por excesso, dizendo a que veio, àquela que não mostra quem é, o que quer. Meia boca pra mim é pouco, meio termo é insuficiente. Quero de corpo e alma, e de coração também. Por inteiro.

 Admiráveis são aqueles que lutam por seus ideais, enfrentando aqueles a quem se opõem. Nessa vida não dá para agradar a todos mesmo, nunca... Então não vestir a camisa quando mais é necessário é feio. Ficar em cima do muro é uma afronta àqueles da direita ou esquerda. Muito fácil se esconder atrás de uma falsa “camaradagem” a fim de se beneficiar depois, enquanto os outros estão dando sua cara a tapa. Covardia, fraqueza.

Na boa, aproveitando... se é vaselina, vai tomar no c*(!). Literalmente.
*Elas preferem, para manter a “honra”.

Wednesday, 17 February 2010

tudo dominado


Para os cariocas que acham que no Rio Grande do Sul só existem mulheres loiras, como Gisele Bündchen, Natália ex BBB, Xuxa, Ana Hickman etc, e mais: para todos que duvidam que gaúchos tem samba no pé, fica o convite: não percam o desfile da Banda da Saldanha no Carnaval daqui ano que vem.

SIM: temos espaço no Carnaval do Rio. Esse foi a terceira vez que participamos do calendário oficial dos blocos da Cidade Maravilhosa. E, a cada edição, mais gente chega junto na maior alegria! O desfile é na terça-feira, por volta das 17h nas mediações da pracinha da Siqueira Campos, em Copacabana.

Muito bom se sentir em casa, escutar nosso sotaque, poder comer churrasco gaudério na rua, ver e sentir toda a paixão colorada (e também gremista - para quem gosta, claro). Em plena Barata Ribeiro, quando tocou o samba do Flamengo, o que se ouvia no refrão da música de Neguinho da Beija-Flor, era “Inter” ou “Grêmio”. Vibrei.

A mistura que essa festa permite é positiva, prova mais uma vês que podemos estar presentes em qualquer canto do mundo, seja como for, E estamos - em CTGs espalhados pelos quatro cantos. Mais até: soltos por aí, batalhando (pois esse é o lema!), provando que sempre podemos superar as expectativas alheias.

Ninguém poderia supor que um grupo de gaúchos, na maioria negros (pasmem), bota pra ferver o bairro mais famoso e animado do planeta em tempos tão festivos - opa, é a 'Festa da Carne', faz sentido até... Cosmopolita é pouco. Tá tudo dominado! Para saber mais sobre essa iniciativa, visite: http://bandasaldanha.blogspot.com/. E, aos que moram no Rio Grande, compareçam aos agitos na Av.
Padre Cacique, em Porto Alegre.

Sunday, 14 June 2009

chega de saudade


Ao acordar e me ver novamente em minha realidade um tanto solitária, veio-me uma tristeza alegre típica ‘bossa nova’. Lembrei de ontem, quando assistimos a ‘Tom e Vinicius – o musical’ e foi uma viagem extraordinária àquela época mais ingênua e de beleza própria.

Minha mãe foi adolescente naqueles anos sessenta de descobertas, desafios e maior facilidade para sonhar. As perspectivas eram outras, assim como os medos e anseios de sua geração. Foi um bom presente tê-la remetido ao passado.

Canções que todos conhecemos, que emocionam. Como marcam a gente tais melodias, palavras, sentimentos. Acho que ninguém é feliz se não sabe o que é a tristeza e por isso a cantam com tanta força, todo espírito, desejando maior alegria, mais viver.

E eu, quase uma típica carioca, toda envolvida, hoje, só penso: chega de saudade!

Wednesday, 1 April 2009

ela é carioca


Se eu já sou uma carioca? Quase isso. Ouvi esses dias que Ruy Castro escreveu em Carnaval no Fogo que somos todos cariocas, só que alguns nasceram longe de casa. E é por aí mesmo! Impossível não se apaixonar e adotar esta cidade maravilhosa, que te recebe tão bem, como lar. Mas trata-se de uma transição lenta, considerando que trouxe comigo uma bagagem de mais de duas décadas de uma cultura muito forte (tchê!), e da qual me orgulho.

Hoje, já são cinco anos e alguns meses de praia. Passou rápido. Uma das primeiras coisas que eu reparei ao me mudar para cá, é uma besteira, mas me marcou muito e me fez analisar todo um jeito de ser 'carioca': aqui as pessoas dizem que vão ligar e não ligam. Foi a primeira impressão que ficou. Hoje eu já absorvi esse comportamento e nem percebo mais quando isso acontece, e pode até ser que eu dê o 'perdido' vez que outra em alguém também, sem querer.

Mas o fato é que no começo me incomodava e eu não entendia o porquê dessa dificuldade em dizer a verdade, um não, ou somente não dizer nada numa despedida, por exemplo - apenas 'tchau'. Aos poucos aprendi que o "eu te ligo" daqui é como um "até". E para um típico carioca, dizer isso não significa em absoluto uma obrigação (ou vontade) de entrar em contato com o outro depois. No mínimo interessante, né?!

O que já entendo hoje é que o carioca é extremamente cordial e uso justamente esse adjetivo não por acaso, mas referindo-me ao texto de Sérgio Buarque de Hollanda, que versa sobre essa característica do povo brasileiro. O Rio foi a capital do Brasil até 20 de abril de 1960. Foram muitos anos como a cidade mais importante do país, cenário de acontecimentos históricos. Trata-se de tempos marcantes, que influenciaram inclusive o comportamento daqueles que aqui viviam e criaram o conhecido 'jeitinho' para driblar problemas, dificuldades, e manter a política da boa vizinhança para não se dar mal. E foi aí que acho que essa mania louca de informalidade, de "deixar no vácuo", nasceu.

Os gaúchos são os mais europeus dos brasileiros e, por isso, mais radicais, mais secos. Dizemos (e ouvimos) mais 'não'. De onde eu vim, se alguém diz que vai fazer alguma coisa é porque vai e quer fazê-lo (por mais que demore), se não, não diria nada. Por isso não consigo entender como alguém diz que vai ligar e simplesmente não liga. Não estou aqui entrando no mérito de julgar o que é certo e errado, quem é melhor, ou mesmo apontar defeitos. O objetivo é discursar sobre diferenças e qualidades que se destacam, que me atentam.

Um fator determinante para mim nessa nova vida é o calor. Aqui as pessoas se encontram na rua, na praia, não precisam marcar de se ver porque se encontram 'por aí'. Com o frio a tendência é de se entocar. Ninguém fica perambulando a quatro graus sem saber se vai ou não encontrar os amigos, por isso combinam, marcam de se ver e assim as pessoas acabam indo mais uma na casa das outras.

Outra curiosidade ligada a fatos históricos descritos por Gilberto Freyre em Casa-Grande & Senzala é que no sul (como todos aqui chamam qualquer lugar de São Paulo para baixo) não se tem a cultura de algumas profissões que vemos com frequência no cotidiano carioca - babás, motoristas, porteiros, personal dogs, etc. Pode ser que a segmentação da 'porta de serviço' venha da grotesca diferença social existente, resquício do Império (mais ainda... de um período colonial desleal e desumano).

No Rio, é comum esse costume de se ter empregados, de querer se manter aparências e, portanto, se casar, além de se evitar dizer não para que portas não se fechem. Deixo claro que 'manter aparências' nada tem a ver com uma mania provinciana porto-alegrense típica de se julgar as pessoas pelo o que vestem, ou algo do gênero. Aqui no Rio se vai de calça jeans em casamento e se anda de ônibus em trajes de banho. As pessoas não se arrumam muito para nada simplesmente porque suam, porque uma torção de pé em pedrinhas portuguesas num salto altíssimo significa fratura exposta, porque aqui é tão cosmopolita, são tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, que o glamour acaba ganhando outro charme - o da naturalidade, sem deslumbres.

Quantas celebridades podem comparecer a uma festa, ser vistas no shopping, estar na praia, de noite no baixo, ser seu vizinho, amigo, colega de trabalho, amante, afim? Quando me mudei pude ver, sentir e viver na vida pessoal e, profissionalmente, como a terra de política, esporte, teatro, estúdios de rádio, cinema e televisão, valoriza as pessoas.


É um rio de possibilidades, não me canso de dizer orgulhosa. Sempre quando fico triste, com saudades, lembro logo que aqui as coisas acontecem facilmente, que a natureza está à nossa volta e o passado nas ruas de um 'Rio Antigo'. Sou muito sortuda mesmo, afinal "da janela vê-se o Corcovado, o Redentor, que lindo!". Eu? Quero a vida sempre assim.
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c'est fini!