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Tuesday, 24 November 2009

pérola


“Moça bonita com quem quer casar? Loiro, moreno, negro, sarará...”

Foi-se a época em que eu pulava corda, amarelinha e caçador com as amigas na hora do recreio. Não, não é isso mais que eu ouço quando estou fazendo atividades físicas. Já foi o barulhinho dos tênis freando no chão da quadra de vôlei e o eco das bolas batendo no chão do ginásio, e já fiz fitas cassete num passado remoto para ouvir no walkman (o vô do ipod) quando corria na orla do Guaíba em Porto Alegre...

Hoje, ao malhar escuto músicas que nem gosto tanto... Academia tem disso: as sequências que os professores fazem para as aulas. Chato ter um gosto musical cult, ‘não popular’, sem ser os hits da moda. Nessas horas, com certeza seria mais fácil cair no senso comum e enjoy it. Mas não consigo... sofro calada, exausta, contando os minutos para a tortura dancing acabar.

Não é drama. Diz uma pesquisa inglesa que a trilha sonora ouvida durante a prática de esportes pode potencializar os resultados. O set, além de ajudar a reduzir o cansaço, pode aumentar também o desempenho (e em até 20%!). Quanto mais forte o esforço, maior o gasto calórico e isso resulta em EMAGRECER. Por isso é melhor escolher a música certa para o mexe!

Por vezes já usei um ipod na aula, já sugeri algumas faixas, mas o que tenho que achar mesmo é um horário em que o(a) professor(a) esteja em sintonia com meu ouvido. E não é tão difícil quanto parece. Acho que estou perto de descobrir o alto e bom som que vai me fazer suar mais e mais nas aulas. Oba! A fase é de caça ao tesouro. O ouro seria uma jukebox - outra pérola de tempos que não voltam mais...

Tuesday, 10 November 2009

mini é tudo


Na boa, não vou defender a desinibida aluna de turismo, Geisy Arruda, personagem do escândalo da minissaia que desde o dia 22 de outubro não sai das manchetes de todo o país (e foi notícia até no exterior), mas vamos combinar que o vestido dela nem era um absurdo de curto. Houve exagero nas manifestações e incoerência por parte da universidade em questão – a Bandeirante.

Está certo que um ambiente acadêmico não é o lugar apropriado para se usar roupas curtas e tão chamativas, mas hostilizar um cidadão qualquer pela vestimenta que esse usa, é demais. Pior que a ira e o machismo por parte dos colegas, foi a Uniban ter expulsado Geisy. Neste caso, falta de noção, preconceito e ética se misturaram numa receita que deu caldo.

Esses estudantes de São Bernardo do Campo passariam mal se viessem ao Rio de Janeiro, por exemplo. Iriam, de repente, sair apedrejando as tantas moças que usam seus shortinhos jeans cravados, salto-alto acrílico, barriguinha de fora mostrando o “pirci” (leia-se piercing), pelos dourados sob a pele escura, cabelos com aspecto molhado, banhados de creme rinse.

Isso sem falar de todas cocotas com seus micro vestidos soltinhos e esvoaçantes, sainhas jeans a la Luciana (de Viver a Vida), transparências e malhas tom nude. Da zona norte à Atlântica, nas praias, favelas ou na periferia, TODAS mulheres tem um quê de Geisy – cada uma no seu estilo, mas sempre sensuais. Mulheres são assim, CAUSAM - umas mais, outras menos... bem menos.

Se alguém ainda tiver dúvida, que ligue a TV. Estão lá Sheilas, Carlas, Andressas, Vivianes, Carolynes, Adrianes, Ellens (e por que não Ivetes e Claudias, Luanas e Fernandas também?!) que não me deixam mentir. Elas fazem a alegria dos homens e insatisfação das outras mulheres, irritando-as – entre elas, a outra Fernanda - Young, que (nem tão jovem) se rendeu e mostrou seu lado gostosa na Playboy deste mês.

Até agora versei sobre o figurino. Já o comportamento exibicionista me faz questionar tal necessidade de provocar, ter os olhos voltados para si, atrair e também de aprovação, em atitudes carentes como essas. Não sei direito o que aconteceu antes do tal vídeo que circulou na web, mas se o que dizem sobre seus atos de se expor demasiadamente em local nada a ver confere, desaprovo. Há boates e outros ambientes para isso.

Já fui apontada em alguns lugares por chocar os outros com uma sensualidade natural – apenas por não usar sutiã. Nunca me rendi e ainda me sinto à vontade. Que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu bem chamando a atenção de homens e mulheres na rua! (de forma positiva, claro). Às vezes nem precisa muito, pois com pouco, nesses casos, já é muito muito.

Houve um tempo em que usar biquíni era ousadíssimo, barriga grávida nas areias da praia fazia burburinho... O Brasil tem dessas! No país das bundas, topless não pode, mas boquinha da garrafa, ralar o pinto, segurar o tchan e créu vira moda. As popozudas viram febre na televisão. Vai entender... É, para muitos mini é tudo.

Vamos agora esperar a revista da Geisy para conferir o conteúdo por baixo dos poucos panos que causaram tanta revolta. Aposto que no Saara (RJ) e na 25 de Março (SP) já estão vendendo aos montes o modelo vermelho sexy tão provocativo. Quem se deu bem no final das contas, foi ela. Esse é a prova do efeito reverso. Esse povo acabou criando uma nova ‘musa’. Viram? Mais uma vez afirmo que no Brasil pouco é muito.

Tuesday, 27 October 2009

ao mestre com carinho


Ouvir que você foi a melhor aluna de um professor é um elogio que devemos levar conosco pelo resto da vida. Ganha-se o dia. Sinto-me uma vencedora com tamanha honra. E a única coisa que tenho a dizer é ‘obrigada’. Aprendi MUITO, principalmente a questionar – e acho que só por isso já vale, sendo que tem mais...

Fico orgulhosa, mas sei que poderia ter sido melhor sempre, e não como acabou sendo na minha pós, por exemplo, quando o trabalho interferiu de maneira tórrida e não me permitiu doar-me por inteiro como antes. Na faculdade, antes mesmo, já foi assim – tanto pelos estágios, quanto pela imaturidade da pouca idade.

Se voltasse atrás, óbvio que me dedicaria mais. Estudaria mais. Nunca fui muito de estudar, porque gosto de prestar a atenção e acabo captando a mensagem durante as aulas e não acredito que uma prova seja a melhor forma de avaliação. Estuda-se um dia antes, fica-se com tudo fresquinho, acerta-se as questões embora não se tenha aprendido de fato.

As melhores lições são as da vida, do contato, do exemplo. Tornei-me jornalista por causa da Eleara Manfredi, minha profe(ssora) querida. Além de lecionar, de ter me dado aulas de História (e Geografia em algum ano) da 5ª à 8ª séries, ela era formada em comunicação e isso me inspirou em muito. Pensava que com o poder da palavra poderia mudar o mundo. E posso, dentro das possibilidades.

Hoje, já vou além e vejo o quanto um palco, um quadro, podem também transformar localmente, intensamente. E esse poder ninguém tira dos heróis responsáveis pela educação. Espelharia-me ainda mais nessa guerreira se pudesse transmitir todo meu conhecimento a algumas pessoas em sala de aula, e ficaria radiante se isso contribuísse para suas vidas, como aconteceu comigo.

O bom é transcender isso e tê-la como amiga. Questiono-me por vezes se ela se orgulha de mim, pois sempre penso que poderia fazer mais e mais, que meu alcance é limitado e minha realidade em função das necessidades cotidianas está viciada, ofuscada, mas não meu caráter, minha formação, meus ideais. E gostaria que soubessem disso.
Esse post é ao meu mestre, com carinho (que é ela, na verdade).
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!