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Tuesday, 6 November 2012

la déterminée


Moi aussi, j'ai décidé de ne plus être correcte.
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Pochoirs, j'aime ça! 

Ici, d'autres (bonnes) verités par l'art de Miss.Tic. 

*En temps d'élections, pour Miss.Tic présidente! 

Wednesday, 29 August 2012

changing power!

I wonder... Has someone used to know Elías García Martínez until now? (or his century-old fresco “ecce homo”?)

In her 80s and so much good intentions (but unfortunatelly a huge lack of talent!), Cecilia Giménez rendered his art (and even Borja, in Spain) well-known around the world lately, when she assumed her attempt of restoring the painting.

Well, at least the bizarre work made by her had a bright side. This topic become a viral hit, once many parodies have been made, turning the new ruined Jesus image as The Lion King, ET, the Munch's Scream, Che and Monalisa (classics of adaptations!), and also the Marilyn Monroe of Warhol!

Its no resemblance with Christ was responsible for jokes as putting his new portrait where we were used to see Him printed before: in a toast, tshirts, and also in a dog's butt - where a "famous" picture online shows Him there! You can even make your own restore in this site.

Incredible so huge popularity! This represents our present reality: a revolution of values and concepts... Jesus is not SO untouchable anymore, besides restoring being at the top right now (If this catches on... actually, its already done! There are new versions of famous paintings everyday...).

Hooray for Cecilia Giménez, criativity and liberty of expression!
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Botched art restoration in Spain earns worldwide fans

Friday, 29 June 2012

art never fritters time away

 
The opposite of (lots of) certain politicians.

By the way, to do this painting, it really seems that Pawla Kuczyńskiego was inspired by watching Charest during his speechs (and also the PQL material)... After all, practically nothing has changed by now.

Economical, social and political critiques through the nice (but heavy!) masterworks of this artist from Poland. This man simply shocks in a smart way! Check him out here.

Concluding my criticism, we are just waiting for elections. Coming soon!

Sunday, 15 May 2011

a la italiana

I just realized that in Italian I’m more than only ‘Vanessa’: Bruna, Bianca, Carina.

By the way, due to my (European + Brazilian) features, it is said I look like an Italian woman. So, it would not has been impossible being some kind of inspiration for Leo work?!

Who doesn't want to have his own image immortalized? However, I’d rather to be someone’s muse at the present moment, even not represented in an art product, but being only in this person's mind and stand by his side in a lovely way... forever. 

Forse un Italiano, perche no?!

Wednesday, 15 September 2010

no contexto



1510 anos na nossa “frente” - pelo menos. Considerando nossa cultura ocidental, sim, é justamente essa a nossa diferença deles, o quanto estamos distantes dos europeus. Fácil ficar simplesmente fascinado quando se está no ‘museu de grandes novidades’ deles, seu velho mundo. Nesse sentido, o meio é contagiante.

Frio, solidão, bucolismo, drogas... Assim, dá para entender sua inspiração. Aquelas construções, paisagem - lugares que serviram de cenário para fatos marcantes de nossa História, que ficaram gravados para sempre na memória das pessoas graças a escritores, pintores, artistas que, de alguma forma, retrataram essa realidade pela qual passaram.

De fato, é passado, mas está ainda tão presente em nossas vidas, educação. É uma riqueza inestimável - como seriam outras tantas culturas dizimadas em nome da fé e poder, em diferentes continentes, por distintos homens - no sentido de diversos (notáveis sim, porque são conhecidos, mas não ilustres , pelo menos para mim, pois não lhes tenho estima, tampouco consideração).

Atualmente ainda é tão vivo isso tudo, que é presente também. E, no futuro será, igualmennte... Vida longa ao que acrescenta. Ao que restou e pode ser passado a diante, para que as novas gerações possam conhecer sua existência, o que ainda há. Temos muito o que aprender com tudo. E, hoje, posso dizer que entendo e compartilho da sensação daqueles cuja trajetória contribuiu para o mundo. Quase isso.

Tuesday, 29 June 2010

dona baratinha


Linda noite, duas pessoas... Esse poderia ser o mais corriqueiro dos encontros, se não fosse sua missão: capturar uma cockroach (aliás, uma cucaracha – considerando ter sido o Matias da loja homônima que nos apresentou). Inacreditavelmente, o papo, na verdade, o elo todo estava nessa que, para alguns, é a mais repugnante das criaturas. Mas não por isso o interesse e sua criação, e sim pela transformação que essa sofre enquanto objeto de arte.

Intervenção urbana pura. À procura da baratinha perfeita! Spray, cor e está pronta para seu destino: as mãos de alguém. Louco isso? Sim. É a ideia de um jovem artista plástico que pretende causar uma subversão e questionamento de valores quando douradinha a roach. Nem tudo que reluz é ouro, mas o inseto 'Highlander' é quase igualmente durável como o metal. Já pensou ter um bichinho expressionante desses de estimação?! (‘baratinha’ literalmente, uma vez que a “obra” já foi vendida a R$1 em sinais, ou é enviada gratuitamente a “sortudos” escolhidos a dedo). Reação de estranhamento, curiosidade, encanto ou repulsa até, enquanto nas ruas, normalmente, é somente negativa – desprezo, aversão, nojo e ódio.

Para conferir o trabalho de Fernando de La Rocque, basta visitar o
blog dele, ou, a partir do próximo dia oito de julho, visitar sua exposição no espaço Sérgio Porto, no Humaitá, aqui no Rio de Janeiro.

Thursday, 27 May 2010

brincando por aí


Na corrida do dia-a-dia, no atropelo das ruas, não tem coisa melhor que se deparar com um simpático bonequinho que nos remete à terna infância. Tenho certeza que quem não puder estacionar o carro na calçada, ou até se alguém tropeçar nesses fradinhos Playmobil, verá sua fúria passar rapidinho! Dado o tom lúdico das obras, não tem como ser diferente...

Suspeito de quem seja, embora não tenha certeza. Independente, parabéns pelo bonito trabalho, por toda a sensibilidade de ver e fazer arte nos lugares menos prováveis. Cada vez mais apaixonada por intervenções artísticas urbanas, dedico esse post ao(s) criativo(s) autor(es) dessas criaturinhas que enchem de alegria quem anda por aí – aliás, aqui: em Botafogo, no Rio de Janeiro. 


Vida longa a quem sabe brincar!

Thursday, 4 March 2010

a pressa


Sacre Coeur, Notre Dame, D’orsay, Pompidou, Panthéon, Place de la Bastille, Invalides, Sainte-Chapelle, Hôtel de Ville... é TANTA coisa, bastante informação, banho de cultura e História - da alienação religiosa, aos preceitos comunistas, passando pela finesse da nobreza francesa, à arte moderna e arquitetura high-tech contemporânea.

Definitivamente: três dias é MUITO pouco tempo para se conhecer Paris. O que não rolar agora, vai ficar para a próxima viagem... com certeza. Voltaremos (e com mais dinheiro, porque a capital francesa est trop cher!).

Ces't la vie.

Thursday, 18 February 2010

cotidiano

 
Impressionante como pode um calendário dizer muito sobre a gente...

Será que pode ele determinar nosso futuro, predestinar como se darão os fatos pelo que mostra com antecedência, pelo resultado do que seu autor, editor, desenhista realizou? Duvido... nada sei. Coincidências conduzem para o que pode ser.

Há mais de dez anos uso esses diários como base para o passar dos dias, o contar do tempo. Tudo o que posso hoje concluir é que eles sabem muito de mim e, vai saber se podem algo me dizer no virar de suas páginas.

Luas, borboletas, pop art, cantinhos de casa, tatuagens e, por último, a suavidade dos desenhos de Kurt Halsey. Que venham mais cores, ao menos, em ilustrações cheias, vivas, alegres. É o que (me) desejo nesses tempos - aliás, sempre.

Saturday, 19 December 2009

um grito


Na boa, se alguém que se diz jornalista, mas não sabe o que foi a Escola de Frankfurt, nunca leu um texto sobre Comunicação de Massa e desconhece quem foram personalidades como Claudio Abramo, Roquete Pinto e Assis Chateaubriand, EU é que não sou mais! Abdico desse meu título conquistado à base de uma universidade (se é que se sabe o que isso significa) – seja na graduação, extensão e pós graduação.

Embasados naquela aprovação absurda do TSF de que não precisa mais de diploma para exercer a profissão, muitos “colegas” sem formação, mas que estão na mídia sem nem saber fazendo o quê, além da determinação de serem famosos não interessa como, enchem o peito para se afirmarem profissionais da comunicação. Literalmente é o fim de carreira, da minha, nesse ‘jornalismo’ atual de (des)“iguais”.

É o assassinato do saber. Já havia comentado isso anteriormente, desde que saiu essa lei questionável e reprovada pela maioria dos racionais que consideram o fundamento do conhecimento e todo o seu poder em quem exerce a palavra. Mas agora, sofrendo na pele comparações de equivalência e então uma desqualificação de meu currículo, dou um grito – de independência, alerta, socorro, indignação e raiva.

Eu sou radical. Para mim, mesmo anteriormente, quem não tivesse estudado não poderia nem estar nos veículos por menores que fossem, assinando textinhos em blogs (que seja), falando em rádio ou estampando seus rostinhos como apresentadores de qualquer coisa. Esses sujeitos estão ali transmitindo o que não foi por eles elaborado, apurado, escrito – sobre assuntos que MUITAS VEZES ele não sabe nem do que se trata!

Cruel. Para que isso? Só porque ele tem um rostinho bonito? (e às vezes nem é) Ou uma voz aveludada? Não precisa, né?! Garanto que no mercado, saindo frescos da academia, ou já macacos velhos, formados e com anos de redação ou estúdio, diversos profissionais possuem os requisitos necessários e podem ocupar esses lugares. E com uma vantagem: com consciência, razão e conhecimento - isso, ninguem nos tira.

Ok, mas vão me argumentar falando da EXPERIÊNCIA desses aspirantes nonsense. Algumas estão no ar há tempos, inegável. Reitero minha posição a respeito ao passo que comprovadamente essas criaturas não sabem nem o que é um lead. Bom, isso é básico e se nem isso eles sabem, como trabalhar qualquer pauta, editoria ou fait divers que seja? Pois é, tem gente que mesmo com anos de TV AINDA não sabe o essencial.

Digo isso por vivência. Se alguém que trabalha o equivalente (e até mais) a uma faculdade e não aproveitou essa bagagem para saber o que fazer como JORNALISTA, não sei sinceramente o que está fazendo ali. Não dá para a coisa, enfim, é o que concluo. Só com aulas, disposição e orientação mudaria. Estudando. Mas quem nasceu pra tico-tico nunca chega a sabiá. E quanto a isso, não adianta nem gritar, no caso.

Quem aprovou tal determinação esse ano certamente não tinha noção das conseqüências desse ato, ou sim - e FODA-SE. Afinal, para que pessoas inteligente falando ao povo? Quanto mais nulidades transmitindo o óbvio ou o nada, melhor. É o que eles querem. É inegável. Protesto feito, sigo descontente, com um diploma e mais de oito anos entre livros e polígrafos, seminários e monografias, estúdios e redações, jogados no lixo em função dessa realidade injusta, insensata.
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Para ilustrar esse post utilizei-me de uma paródia (se é que isso é possível com obras de arte... Desculpem-me, posso estar cometendo aqui uma aliteração braba, mas essa foi a melhor definição que encontrei agora para descrever essa ilustração) do quadro de Edward Munch, O Grito.

Uni o útil ao agradável, pois já queria escrever desde o dia 17 agora sobre Os Simpsons, esses simpáticos e avessos personagens (norte)americanos. Eles conquistaram o mundo com seu anti-heroísmo e sarcasmo sobre essa sociedade capitalista. E isso já explica tudo.

Essa semana eles completaram 20 anos. E seguem dando o que falar, com frescor. Parabéns ao seu criador, o desenhista Matt Groening, por esta idéia maravilhosa (e controversa) de dar vida a essa família que reflete os efeitos dessa realidade ensandecida que vivemos por tabela.

Sucesso - eles estão por toda a parte, são e fazem arte! São perfeitos na sua imparidade. Adoro. A
mo a Lisa (e a chupeta da Maggie).

Monday, 17 August 2009

por trás de uma tradição


Gueixas são experts na arte da sedução. Elas se arrumam, maquiam-se, dançam, cantam, servem e adulam seus clientes. São caros e disputadíssimos seus serviços. Mas não se iludam, elas não são prostitutas, embora esse limite seja bastante tênue e de difícil compreensão na nossa cultura ocidental.

Uma coisa é fato: elas não trabalham diretamente com sexo. O governo do Japão lhes deu somente permissão para trabalharem como artistas. E como o proibido é muito mais atraente, é justamente isso que atrai diversos homens nessa milenar tradição japonesa. Existe toda uma preparação para uma mulher se tornar uma gueixa, e por isso essa condição é cercada de tanto status.

Lindas, anônimas e enigmáticas, são donas de um estilo de vida que inspirou livros e filmes, pois vivem num universo reservado, muito fechado. São um dos símbolos mais marcantes de seu país e já estiveram inclusive em melhor posição do que mulheres comuns, mas tiveram problemas na sociedade japonesa – isso antes do século 19. Não raro, meninas eram vendidas às casas de chá (hanamachi), para se tornarem maikos (aprendizes de gueixas).

Num mundo de romance, luxo e exclusividade, não muito diferente do que acontece aqui, ainda hoje, com as nossas profissionais do sexo, alguns homens ricos, chamados danna (patronos) pagavam muito dinheiro para ter a atenção pessoal de uma gueixa. Assim, elas não podiam se casar e dependiam financeiramente de seu danna para pagar suas despesas. E em alguns casos, outros homens pagavam muito dinheiro para tirar a virgindade das novas meninas (mizuaje).

A reputação dessas mulheres-artistas se elevou após a Segunda Guerra Mundial, quando leis importantes foram criadas, protegendo meninas de serem vendidas às casas de chá, ou terem suas virgindades leiloadas. Hoje, mulheres só se tornam gueixas por sua própria vontade. E essa realidade segue inacessível para a maioria dos mortais. É privilégio de poucos empresários ricos, políticos poderosos, renomados artistas e ou temidos yakuzas.

E levanto a mesma questão que fica no ar no filme de Spielberg (Memórias de uma Gueixa): pode uma gueixa amar? E as prostitutas? – com elas, é diferente? Seriam essas profissões um tanto ‘perpétuas’, que aprisionam as mulheres e as deixam fadadas ao mesmo destino? Ficam aí minhas dúvidas quanto a essas profissionais da sedução, que nunca podem discordar dos homens, falar de assuntos que os perturbem e vivem para agrada-los, e não a si mesmas.

Saturday, 18 July 2009

pedacinhos de prazer


Olhando assim, de relance (ou de longe), não se enxerga muita coisa além de um Jesus Cristo na figura ao lado do jovem artista paranaense Anderson Thives. Mas olhando com olhos apurados (ou mais de pertinho), logo se percebe de que é feita tal imagem: sim, do sexo das pessoas - no caso, de caralhos alheios em cenas de punheta, boquete, de fodas etc. Incrível.

Gravamos com ele na quinta-feira passada uma matéria para o Zona Quente. Vi um lado do artista que ainda não conhecia, fui apresentada a um universo artístico singular, ousado e despretensioso – o que é o melhor. Adoro quando isso acontece, quando sou surpreendida por coisas boas quando menos espero.

O trabalho dele em muito lembra o do Vik (Muniz, igualmente brasileiro), que trabalha de outra forma, com outros materiais, e que conhecemos através de fotos da realização de suas obras. Diferente disso, o Thives apresenta seus originais, in natura, em colagem mesmo, exatamente como foram concebidos. E assim são vendidos a quem puder desembolsar uma nota por eles, merecidamente.

Ta aí uma coisa que eu gostaria de fazer: investir em arte. Arte não tem preço palpável e por isso acho tão fascinante. Vida de marchant deve ser uma loucura, bastante sublime, de conhecimento implícito e de uma sensibilidade de valores e qualidade tênue. Falta-me agora noção e tempo ($) para tal dedicação, mas vontade e disposição para uma imersão nesse mundo não. Quem sabe um dia...

Depois de outras temáticas trabalhadas anteriormente em outras exposições - como santos, personalidades hollywoodianas, obras de outros ícones da arte, Thives mostra nessa atual Pornô Poética cinco painéis com rostos de pessoas que expressam muito além de suas feições e dos pedacinhos de papel que os compõem. O bom gosto e a originalidade transcendem a pornografia subliminar de sua obra.

A intenção de fazer refletir a respeito é maior. E faz todo o sentido e diferença uma vez que mexe com toda uma questão moral, não só ética. Assusta de maneira construtiva, engrandece o sexo por ser ele apenas coadjuvante e obra-prima no conjunto do belo. A contemplação se dá de maneira grandiosa, inteligente e exoticamente sensual. O processo também surpreende e interage com o público – que colaborou na doação de material erótico para a finalização desses quadros.

*A matéria gravada para o Zona Quente vai ao ar no Sexy Hot em setembro, ainda sem definição de data. Aliás, a partir do mês nove, o horário do programa irá mudar das 22h para às 20h. Fiquem atentos.

Sunday, 17 May 2009

vertigem


Final de semana sem poder olhar para os lados direito. Dor. Raiva e tristeza se misturam numa visão imóvel do teto. Choro e sinto um peso enorme sobre minha cabeça. Será que é por isso que estou com o pescoço assim? É um torcicolo de quê?

Por que deixo algumas coisas para a última hora? Por que não consigo me antecipar sempre? Penso somente que às vezes perco muito com isso pois poderia aproveitar mais os momentos, vivê-los com mais calma, com mais apreço. Sinto a tensão pulsar em meus nervos. Um anseio toma conta.

Hoje, último dia, fui visitar a exposição dos grafiteiros OSGEMEOS no CCBB aqui no Rio. Infelizmente não consegui esperar para poder ver algumas instalações melhor, interagir. Tava cheio (várias pessoas são como eu). Não dava tempo. Cheguei correndo. Tive que trabalhar depois.

Nas gravuras, uma agonia calada nas expressões amarelas daqueles bonecos. Gosto disso. Enquanto apreciava os desenhos, só me vinha à cabeça que graffiti é arte SIM e que só lamento por quem não consegue ver a riqueza cultural que os sprays manifestam pelas ruas, muros, paredes.

Ignorância e solidão - duas coisas que me causam vertigem hoje só de pensar.

Monday, 20 April 2009

verborragia


Os blogs estão aí para isso: para se versar livremente sobre diferentes assuntos. Agora, escrever num jornal de grande circulação é diferente. Merece cuidado, respeito, apuração. Tem que se pesar o que é dito, não se deve escrever sem limites, ainda mais quando se fala mal de algo, ou alguém.

Abri a Zero Hora de sexta-feira e vi uma coluna no caderno jovem do jornal que me chamou a atenção negativamente. Nela, uma lista de seis itens lamentáveis dos anos noventa. Seguem baixo:

1. Raves. Música irritante, homens sem camisa e NINGUÉM beijando na boca.
2. Grafite. Foi quando inventaram o absurdo que grafite é arte. Sério, grafite não é arte.
3. Manguebeat. Lama, fantasias e anamauê. Alguém me explica?
4. Camisa de flanela. Perfeitas para quem tava a fim de se matar naquele dia.
5. Guerra do Golfo. Não é minha guerra favorita, te dizer.
6. Tamagotchi. Atestado máximo de imbecil.


Quanto a fazer a lista, ok, mas as críticas poderiam ser melhor elaboradas, embasadas em verdades. Esse é o príncípio básico. Agora, com que respaldo o autor faz afirmações como a que grafite não é arte, por exemplo? Onde essa pessoa vive que não vê que está errado? (por ironia do destino, descobri que no mesmo bairro que minha mãe mora, aqui, próximo de onde estou AGORA).

Me vi obrigada a ir atrás de informações sobre quem escreveu tamanho disparate. Fiquei chocada. A pessoa é comunicador de rádio, trabalha com música e, no mínimo, não reconhece o valor de Chico Science na música brasileira. Sinceramente, gostaria que não dessem tanto crédito a quem tem um 'puta' espaço na mídia e manda mal uma vez que usa de seu gosto pessoal e sua desinformação para criticar movimentos musicais e uma arte que pelo visto desconhece, ou ignora.

Liberdade de expressão? Tem que ter. E discernimento? Todo. Ele até pode publicar o que quiser em outro nível, agora um jornal deste porte bancar esse tipo de texto agressivo e deselegante, é DEMAIS. Chama o ombudsman! Avisa o moço que veículo para este tipo de texto é OUTRO e que os blogs estão aí para isso. Enfim, viva a internet e toda verborragia cabível aqui.

Utilizando-me do que é de praxe: Cala a boca, Piangers! (ou Zero Fora?)

Tuesday, 31 March 2009

nunca te vi, sempre te amei


Esse título é a minha cara!

Sou a rainha de estar andando pela rua, ver algo que eu goste, parar, ficar olhando, e claro, fotografar. Depois saio divulgando por aí, mostrando para todo mundo, dizendo que adorei o trabalho, etc etc etc - bem meu! Normalmente o que chama a minha atenção e me conquista são graffiti e stencil, ou mesmo os meus amados fradinhos. Para quem não sabe o que são, vou explicar: fradinhos são aqueles blocos de concreto colocados na calçada, impossibilitando que carros subam no meio-fio.

Sou assim: me apaixono facilmente por arte urbana - recados dados pelos muros, intervenções que floreiam e dão um sentido e cor a coisas pelas quais passamos diariamente, repetidamente, mas sem repará-las pelo simples fato de serem somente funcionais, cinzas, tristes. Sou tão curiosa pelo assunto (jornalista, né?!) que acabei descobrindo um pouco sobre o autor de alguns de meus personagens preferidos de um Rio de Janeiro mais animado, bonito e criativo, além de outros artistas muito jovens que pintam caixas de energia, canos e... o que mais mesmo? Gostaria de descobrir.

Não os conheço de fato ainda, mas gosto tanto que em breve acho que poderei retribuir pela alegria que eles me dão quando ando pelas ruas e me deparo com sujeitos carismáticos como o monge, o casal de noivos da rua Jardim Botânico, a moça "mal-falada" de bocão sugestivo do centro e as baratinhas apaixonadas (da foto acima), que estavam no verso da entrada da estação da Glória do metrô, mas que infelizmente foram cobertas por um tom azul claro sem vida, depois de uma reforma. Não sei se vou sugerir aos meninos que criem algo mais 'hot', ou se incluo futuramente suas obras tal como são hoje no roteiro das maravilhas da cidade.

Só posso afirmar por hora que adoro poder ajudar quem está começando e tem talento de sobra para triunfar em sua área, e que provavelmente só precisa de um incentivo nosso, da mídia. E por que não também da iniciativa privada e do poder público, que deveriam financiar mais e melhor esse tipo de arte?! Alguns que começaram assim, hoje bombam Brasil afora! (vide os Gêmeos, que estão atualmente com exposição no CCBB daqui). Bom poder usar esse poder pro bem, embora acredite que a melhor propaganda do mundo ainda é o bom e velho boca-a-boca.

De olho: Viva a arte!
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  • dê atenção às pessoas
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  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!