Wednesday, 7 January 2015
Friday, 27 May 2011
fellow sufferer
After all, there are many causes which people would be willing to support, even the most trivial ones. By the way our voice is the most powerful weapon we can use together in order to change all we want.
Frankly, I don’t understand how many could simply ignore that and don’t care about their needs. Under no circumstance could they shut themselves up. So, I’m mentioning a judicious Martin Luther King’s speech about this 'gap':
"Not only will we have to repent for the sins of bad people; but we also will have to repent for the appalling silence of good people".
So will I, lamenting for who keeps mum when they are supposed to blow the whistle.
Friday, 13 May 2011
freak show
First, gaga Jo:
I’m not sure if, during both my childhood and teen ages, my idea of being an intelligent person used to be other, or if Jo Soares became worse as time goes by. In actual fact, I’m convinced that Jo isn’t a good interviewer.
In the past, I got to think he were, though, but not anymore. I confess I have changed my opinion since the beginning of my journalism course at the university (when it was still OBLIGATED - I’m saying that because as important as necessary it will be always… However it is not a prerequisite to work with information anymore, unfortunately).
The reality is that he does not convince with his disconnected and incoherent questions which don’t give to the audience not even a shallow knowledge about people who are giving him a interview. Sometimes his program finished while we keep without having a good notion about many relevant ideas related. At the same time, he definitely isn’t able to play bongo, especially “alive” (according the jargon of his colleague Fausto Silva that who is capable to, can do it even alive).
By the way, why does nobody tell him that? (his director or anybody else…) Does it happen owing to some kind of respect to old people, dinosaurs of Brazilian television? I think so. Furthermore, considering his high age, no one could dispute that it is a factor set against him. Even using a pre-interview as a support, sometimes he lost the fluidity intended. Unfortunately... Even so, many people have still liked him.
More than extreme Islamic faith, or their tendency to dedicate themselves to the Koran (their soul included), personally, I believe that this is the worst chastisement.
I felt really sick seeing pics of proceedings. I confess it turned my stomach! I moan for those women who suffer terrible pain.
Thursday, 16 December 2010
uni duni tê
Thursday, 30 September 2010
a liga
O contrário também é possível: de formar, conhecer alguém que some - gente ‘pro’ (no meu caso). É a glória, em meio a chuvas e trovoadas, poder ver feches de luz anunciando a alvorada. Depois da tempestade, a bonança - é o que dizem, e, a mim, parece acontecer. Uniões harmônicas e sadias em prol de um objetivo claro e bom para ambos.
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Por favor, me belisca porque eu só posso estar sonhando - aliás, tendo um pesadelo!
Por fim, comento sobre o programa com o nome que intitula a postagem de hoje, “A Liga“, da Band. Mais humano, bem-humorado e leve que o primo global “Profissão Repórter”, mostra de maneira mais próxima à linguagem do brasileiro algumas facetas de diferentes assuntos como casamento, beleza etc.
Thursday, 26 August 2010
out
Corações bons, talvez, mas desconfio de quem não sabe discutir o mínimo sobre assuntos atuais - sejam políticos, esportivos, de economia, literatura etc. A maioria dos homens não liga para essa limitação, mas eu detestaria ser igual, qualificada somente por minhas curvas, desejada principalmente para a cama, sendo companhia rasa, efêmera, de preferência calada. Não invejo os olhares masculinos, tampouco seu interesse pelo tipo. Tenho muito mais a acrescentar a esse mundo, argumentos a dar, bastante a ouvir e aprender, compartilhar. Ser modelo de beleza é bacana, mas prefiro servir de referência além físico.
Digo isso, mas nunca fui a baranga do prédio, embora o título da ‘Rainha da Escola’ tenha me faltado (ok, admito já ter sido Brotinho da praia em que veraneava, onde acontece um famoso concurso no Rio Grande do Sul - onde essas competições são comuns, dada a mistura étnica que deu certo por lá). Fico mais orgulhosa por ter me destacado durante anos como a mais inteligente da classe, a melhor jogadora de vôlei - popular de outro jeito, ao meu modo, cheia de boas notas e medalhas.
Sem comparações... Nada contra as beldades. Elas são interessantíssimas, tem público e o seu valor. Merecem ser contempladas, nasceram para isso. Beleza é uma possibilidade, abre portas (e as pernas). Conviveria fácil até, mas Casa Bonita, para mim, just for business, no backstage, botando ordem no galinheiro, coordenando as rolinhas. Infelizmente hoje, nesse meio, o título de jornalista vai na inércia da ocupação "modelo, manequim, apresentadora"... feio isso, pois desqualifica a classe acadêmica.
Tô fora! Meus padrões de perfeição rondam outras vizinhanças.
Tuesday, 13 July 2010
a arte de apetecer
Como tornar os alimentos mais atraentes e interessantes aos olhos do outros?
Responda-me como!
Thursday, 8 April 2010
foi ontem

Na boa, foi-se o tempo em que a profissão era prestigiada, que dizer possuir a graduação tinha seu valor, em que executar tal ofício trazia certo glamour até,.. MUITO penso nisso quando lembro de A Vida Como Ela É, de Nelson Rodrigues.
Hoje, como qualquer um pode ser considerado um colega, tudo mudou de figura. Perdeu-se o respeito. E não foi só culpa da Lei, aprovada ano passado, tirando a obrigatoriedade do diploma para exercício da função, mas o mercado em si.
Em poucas redações, assessorias, produtoras, emissoras inclusive, ganha-se o valor que declaram na carteira de trabalho – isso quando a assinam(!), horas extras, trabalha-se somente as cinco horas previstas, e se tem, corretamente, outros tantos benefícios e responsabilidades aferidas.
Quem não perde o tesão? Quem não se vende por pouco hoje em dia, ainda sim sabendo que tem gente que quase faz de graça, sem mérito algum? Quem já não se esbarrou com promessas de grana zero para compor currículo? E por aí vai... mil questionamentos produtivos.
O que me motivou a seguir tal profissão: a possibilidade de mudar o mundo. Agora, infelizmente, vejo não nesse título, nem nas atividades executadas em geral, mas na capacidade pessoal de cada um, seu conhecimento, experiência - o canal para tanto.
Aliás, sinto que estou enxergando diferente a oportunidade de informar e, assim, de fazer as coisas acontecerem, como tem que ser. Vou mais fundo até, pois parece uma busca, um desejo pelo retrocesso (positivo), aonde tudo começou.
Engraçado, pois começo a perceber que, provavelmente, meu lugar não seja mais atrás das câmeras, por exemplo, onde estive por tanto tempo. Quem sabe não à frente, e de pessoas(!), e também de um monitor, transmitindo meu saber aos interessados?
Vejo-me, mais do que nunca, espelhada, inspirada num dos papéis mais lindos que podemos ter nesse mundo, nessa vida. De repente, cheguei no meu topo momentâneo e a hora é de mudar, mais uma vez... e se preparar, claro. Sempre estamos em tempo.
Não que não me caiba mais, mas talvez EU não caiba mais nisso tudo. Que bom.
Monday, 29 March 2010
um bolo só!

“Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida. Preciso demais desabafar”.
(afinal, vocês sabem: a mula ruge...!)
Hoje, o blog venceu sua primeira ‘etapa’, digamos assim, completando um ano de existência com mais de dez mil acessos. Isso quer dizer que, nos últimos 365 dias, cerca de 30 pessoas passaram por aqui diariamente. Estou MUITO feliz.
Não sei o que comemoro mais... a missão cumprida por mantê-lo diário (mesmo aos trancos e barrancos, com todos os atrasos de postagens possíveis em função de viagens – mas já atualizados, ainda bem), ter leitores fiéis que comentam, elogiam, manifestam-se sobre meus textos, meu estilo de escrever etc., ou a rica experiência de poder se expressar livremente, tendo um canal viável para isso.
Considero-me uma jornalista de sorte. Estou realizada com meu primeiro trabalho pessoal, em que posso me utilizar de todo meu conhecimento na responsável arte de informar para fins próprios – embora, tratando-se dele um veículo, o resultado seja socializado, compartilhado com todos que aqui estiveram, estão e vão estar. Ainda não ganho com isso, mas esse nunca foi o propósito... Fiz por vontade, por vocação.
Espero poder transmitir o melhor de mim nessas linhas que posto TODO santo dia. Gostaria de verdade que servissem para alguma coisa além leitura, dando sentido, motivação, sei lá. Já tive alguns bons retornos quanto a isso e, quem sabe ainda não possa contribuir mais e mais para um mundo melhor, de maneira bem ampla – do pessoal para o geral. Acho que estou fazendo minha parte, ou só o começo dela, pelo menos...
“Ou você está vivo e orgulhoso, ou está morto. E quando está morto, não se incomoda com nada”. Concordo com o pensamento do ativista sul-africano Steve Biko, pois estou sempre atenta, indispondo-me por diversas razões todos os dias, e satisfazendo-me com outras tantas. Somente estarei alheia e indiferente a tudo, dando-me por vencida, quando não mais estiver respirando e aí, então, me calarei definitivamente.
Essa é a ideia, meu projeto de vida. Obrigada por participarem disso comigo. E assim, inicia-se um novo ciclo... um pouco mais maduro, próspero talvez. Vamos escrever juntos essa história? Tem que fazer acontecer, e aí, já é meio caminho andado.
Wednesday, 10 February 2010
zona livre

Nessa onda de calor, é no ar-condicionado das salas 1 e 2 do CCBB RJ que o circuito off samba da cidade vai bombar neste fevereiro! - afinal, a Zona é Livre! Opa, quase isso... (sem assanhamento)
Começou ontem uma mostra que traz ao Rio de Janeiro 19 longas praticamente inéditos, de diferentes gêneros e diversas temáticas. É a oportunidade de assistir a títulos que acabaram por não entrar no circuito convencional das salas de cinema, mas que bombaram em festivais mundo afora, e na web – em debates da rede.
Só mesmo um meio assim para proporcionar aos amantes da Sétima Arte o contato com o que de alternativo se produz em cinema por aí. Bacana essa proposta de trazer para ‘casa’ o que está à margem, e assim, dar ao underground um ar de clássico. A idéia é dos meninos da Tokyo Filmes e a produção é do CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre.
Fazendo a assessoria do evento, envolvida com a causa, pude comprovar APAVORADA o foco extremamente 'hollywoodiano' de algumas páginas de cinema – muitas delas, importantes fontes sobre o tema. Lastimável, num meio de infinitas possibilidades, o (ainda) pouco espaço destinado ao “B” por aqui. Nesse sentido, ponto para os blogs, que o valorizam.
Mais além (e pior até), é a questão da distribuição desse tipo de filme no país - difícil, quase nula. Sendo assim, consolida-se a atual importância de um veículo como a Internet - que liberta, socializa, informa... além de mostras como essa, claro. Em conjunto, possibilitam discussões online sobre algumas obras exibidas com seus realizadores ao término das sessões, via Skype.
Ontem, a videoconferência (hilária, pela personalidade do diretor norte-americano) foi com Harmony Korine, de "Trash Humpers". Desconhecia seu trabalho e, o que assisti, não me agradou, mas a visão e o discurso libertário de um cinema independente apresentados por ele ao responder algumas perguntas dos cinéfilos de plantão, valeu pelos quase 80 minutos de nonsense, falas e músicas débeis mostrados na telona. Aliás, MUITO BOM esse diálogo.
Até o final do mês, vem muito mais por aí! Na quinta-feira agora quem dá o ar da graça e interage com o público após a exibição de "Good Dick", é sua diretora, Marianna Palka. Se você quer saber como pode acabar a relação entre uma jovem depressiva que aluga pornôs e o funcionário de sua videolocadora, vá ao CCBB conferir a trama. A sessão começa às 20h.
Infos, sinopses e a grade de programação completa está no site da Zona Livre – Mostra Internacional de Cinema: http://cinezonalivre.wordpress.com/. O ingresso é R$ 6 (R$ 3, meia-entrada), quase de graça! Para quem gosta, não tem desculpa: é só comprar seu drops de anis e relaxar em meio à folia, ou depois dela - como preferir.
Wednesday, 6 January 2010
a mala e os meios

Ser uma pessoa pública tem disso: ser alvo de críticas da mídia e do grande público – gente que nem te conhece... Sou super a favor do direito de resposta, mas ficar se utilizando dos meios de comunicação para picuinhas pessoais acho desnecessário.
Réplica, tréplica, revanche, 'nega maluca'... na boa, parece mais é implicância infantil. E a brincadeira pode virar bola de neve, cuidado. Fica feio, pega mal, baixa o nível, perde o foco e a razão.
Foi isso que vimos na última semana no bombardeio de retrucadas e troca de ofensas entre a escritora playmate e o jornalista Artur Xexéo. Começou bem e sadia a discussão entre os dois, mas depois virou bafo – e dos grandes.
Passou pro âmbito pessoal o tom da conversa. Aliás, transpos esse nível, já virou briga verbal. Ruim é que o ringue desse bafafá todo são as páginas dos jornais, os sites da internet, os canais de TV. E até golpes baixos como escrever o nome do 'adversário' errado são usados...
Em blogs e twitters da vida, ok levar à diante qualquer ‘m’, qualquer caso, mas veículos de massa acho muito perigoso. Nessas horas é que me pergunto onde estão os tão necessários e tão ultimamente apagados ombudsmen?
Alguém tem que dar limite a esses barracos que levam em conta erros de português, hábitos do cotidiano alheio, e que ignoram o bom (negro) humor do povo. Por vezes, para se safar ileso e oculto de uma situação dessas é melhor deixar passar certas coisas, e se omitir.
Liberdade de expressão é uma coisa, mas abusar desse poder é outra. E digo isso sem entrar no mérito de defesa de nenhum dos lados. Só acho que, quando usamos um megafone, temos que cuidar o conteúdo e a força de nossa palavra.
Tanta raiva, merda no ventilador... realmente, coisa de mala! E irrita, a todos – isso não é exclusividade de ninguém. Por que só podemos ser objetos da raiva alheia e não questionarmos isso? Enfim... no dos outros, é refresco!
Cenas dos próximos capítulos nos grandes canais, em breve.
Tuesday, 29 December 2009
matrioska

Uma das ‘lendas’ sobre a origem desse souvenir é a de um escultor que fez uma boneca tão bonita que decidiu leva-la para casa e lhe deu o nome de Matrioska. Todas as noites, antes de dormir, perguntava a ela se era feliz. Certa vez, ela respondeu lhe pedindo um bebê. Tocado, esculpiu uma menor, serrou a maior, e a colocou dentro dela.
Na noite seguinte, a mais nova também lhe pediu uma criança. O senhor fez então uma terceira ainda menor e a guardou em seu interior, como já havia feito anteriormente com a outra. E isso se sucedeu até que, ao terminar de fazer uma última, ele desenhou um bigode nesta, garantindo que fosse homem. Assim, não iria lhe pedir um filho.
(Na maioria das vezes, diferente de pai,) Coração de mãe sempre cabe mais um, impressionante! E eu, só tenho que agradecer por receber a visita da minha, que vem passar o réveillon comigo pela primeira vez. Vou aproveitar ao máximo sua estada aqui para receber todo o 'colinho' necessário nesta época de tanta emoção e esperança.
Admito que o momento não poderia ser melhor, e estava precisando MESMO de mimos. Fim de ano, energia acumulada, muita correria, cansaço, incertezas para o ano que chega, e, ainda bem, a esperança de que tempos melhores virão. Nada como ter a mãe do lado para dividir com ela o que está acontecendo. Perfeito!
Ainda sobre o assunto, estou acompanhando a série de reportagens sobre adoção do Jornal Hoje, "Filhos do Coração". Fico INDIGNADA com tantos casos de crianças espalhadas pelo país, envelhecendo sem o carinho e o amparo básico de uma família. Culpa de uma (in)justiça lenta e incompetente por questões burocráticas.
Toda vez que vejo, emociono-me e choro, não adianta... e penso SERIAMENTE em colaborar para uma sociedade melhor, em dividir o que de mais bonito há em mim. Tão lindo o amor possível de se dar a quem tanto precisa. Instinto maternal fica à flor da pele - e que não seja só comigo... tanta gente que pode fazer sua parte!
Parabéns pela iniciativa de relatar essa situação no país. É desse bom jornalismo que precisamos.
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Um fato importante ocorrido em 2009, acredito que um dos mais importante para mim, foi a criação do mula ruge. Estreei como ‘escritora’, e só tenho a comemorar as mais de oito mil visitas, os comentários, manifestos, as cobranças sobre atrasos em postagens, e o incentivo da família e amigos – o que me deixa BASTANTE feliz.
Posso dizer que saí da 'casquinha', do armário, pois há anos não punha em prática algo que sempre gostei de fazer, e (modéstia à parte) fazia bem até. Sou esforçada, na verdade. Tento ler bastante, ficar atualizada, revisar o que vou publicar... embora por vezes acabe passando algumas coisinhas, que depois acabo melhorando.
Comecei enfim um projeto pessoal e isso é MUITO gratificante. Em exatos nove meses (uma gestação), pude amadurecer o conteúdo, escolher melhor sobre o que rugir, e como faze-lo. E esse é um ótimo balanço pra mim. Já me questionei sobre a (não) objetividade dele, sobre toda exposição envolvida, mas essa sou eu, e assim deu certo.
Só posso agradecer a quem acompanha os devaneios dessa mula aqui que vos versa. Espero em 2010 continuar a proporcionar textos de qualidade, que façam refletir, questionar, que acresecentem. Esses dias me deixaram um recado no Orkut dizendo que eu faço as pessoas se apaixonarem por mim pelo blog – que assim seja então...
Quando a gente faz o que gosta, é só alegrias! Agrega.
Saturday, 19 December 2009
um grito

Embasados naquela aprovação absurda do TSF de que não precisa mais de diploma para exercer a profissão, muitos “colegas” sem formação, mas que estão na mídia sem nem saber fazendo o quê, além da determinação de serem famosos não interessa como, enchem o peito para se afirmarem profissionais da comunicação. Literalmente é o fim de carreira, da minha, nesse ‘jornalismo’ atual de (des)“iguais”.
É o assassinato do saber. Já havia comentado isso anteriormente, desde que saiu essa lei questionável e reprovada pela maioria dos racionais que consideram o fundamento do conhecimento e todo o seu poder em quem exerce a palavra. Mas agora, sofrendo na pele comparações de equivalência e então uma desqualificação de meu currículo, dou um grito – de independência, alerta, socorro, indignação e raiva.
Eu sou radical. Para mim, mesmo anteriormente, quem não tivesse estudado não poderia nem estar nos veículos por menores que fossem, assinando textinhos em blogs (que seja), falando em rádio ou estampando seus rostinhos como apresentadores de qualquer coisa. Esses sujeitos estão ali transmitindo o que não foi por eles elaborado, apurado, escrito – sobre assuntos que MUITAS VEZES ele não sabe nem do que se trata!
Cruel. Para que isso? Só porque ele tem um rostinho bonito? (e às vezes nem é) Ou uma voz aveludada? Não precisa, né?! Garanto que no mercado, saindo frescos da academia, ou já macacos velhos, formados e com anos de redação ou estúdio, diversos profissionais possuem os requisitos necessários e podem ocupar esses lugares. E com uma vantagem: com consciência, razão e conhecimento - isso, ninguem nos tira.
Ok, mas vão me argumentar falando da EXPERIÊNCIA desses aspirantes nonsense. Algumas estão no ar há tempos, inegável. Reitero minha posição a respeito ao passo que comprovadamente essas criaturas não sabem nem o que é um lead. Bom, isso é básico e se nem isso eles sabem, como trabalhar qualquer pauta, editoria ou fait divers que seja? Pois é, tem gente que mesmo com anos de TV AINDA não sabe o essencial.
Digo isso por vivência. Se alguém que trabalha o equivalente (e até mais) a uma faculdade e não aproveitou essa bagagem para saber o que fazer como JORNALISTA, não sei sinceramente o que está fazendo ali. Não dá para a coisa, enfim, é o que concluo. Só com aulas, disposição e orientação mudaria. Estudando. Mas quem nasceu pra tico-tico nunca chega a sabiá. E quanto a isso, não adianta nem gritar, no caso.
Quem aprovou tal determinação esse ano certamente não tinha noção das conseqüências desse ato, ou sim - e FODA-SE. Afinal, para que pessoas inteligente falando ao povo? Quanto mais nulidades transmitindo o óbvio ou o nada, melhor. É o que eles querem. É inegável. Protesto feito, sigo descontente, com um diploma e mais de oito anos entre livros e polígrafos, seminários e monografias, estúdios e redações, jogados no lixo em função dessa realidade injusta, insensata.
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Para ilustrar esse post utilizei-me de uma paródia (se é que isso é possível com obras de arte... Desculpem-me, posso estar cometendo aqui uma aliteração braba, mas essa foi a melhor definição que encontrei agora para descrever essa ilustração) do quadro de Edward Munch, O Grito.
Uni o útil ao agradável, pois já queria escrever desde o dia 17 agora sobre Os Simpsons, esses simpáticos e avessos personagens (norte)americanos. Eles conquistaram o mundo com seu anti-heroísmo e sarcasmo sobre essa sociedade capitalista. E isso já explica tudo.
Essa semana eles completaram 20 anos. E seguem dando o que falar, com frescor. Parabéns ao seu criador, o desenhista Matt Groening, por esta idéia maravilhosa (e controversa) de dar vida a essa família que reflete os efeitos dessa realidade ensandecida que vivemos por tabela.
Sucesso - eles estão por toda a parte, são e fazem arte! São perfeitos na sua imparidade. Adoro. Amo a Lisa (e a chupeta da Maggie).
Friday, 4 September 2009
clipagens de um novo mundo

E nessa recente onda de exposição da comunicação, a informação ganha um novo rumo. Quem está por fora da internet, hoje, exclui-se do mundo atual. E são diversos canais que atendem agora a essa demanda - sites de relacionamento como Facebook (o Orkut chegou no teto e depois disso passou sua época. Ficou démodé), páginas pessoais, blogs, sites de distribuição instantânea de pensamentos (ou de que outro modo poderia definir eu o Twitter?) etc. E novos profissionais migram para atender a boa demanda.
A realidade é esta. Junto vieram as alterações de prioridade, linguagem e importância do jornalismo, agências de notícia, fotografia publicidade, assessorias de comunicação, relações públicas e todos mais setores que trabalham informação. Hoje, é mais negócio a comunicação pela rede do que os antigos meios e o 'velho' método de se corresponder analógico - por carta, mala direta etc. É próspero jogar 'no mundo das idéias' sua marca, suas palavras, fotos, desenhos... deixar lá publicado seu trabalho para que todos vejam, recebem, acessem livremente.
Eu demorei até para ter meu blog, mas me rendi quando não pude mais suportar as limitações em termos de criação de minha atividade oficial. Sinto-me realizada podendo fazer o que faço hoje, aqui, transmitindo meus pensamentos da minha forma. E na mesma direção diversos blogueiros vem subvertendo o poder da informação dos canais de massa e, devido a boa recptividade, estão tomando proporções consideráveis seu alcance.
O maior exemplo que posso citar é o genial Kibe Loco, página do ousado Antonio Tabet. Tive o prazer de conhecer esse roteirista essa semana, e vi que iniciativa, decicação e criatividade são a alma desse negócio. Não sei se ele se confundiu, mas fiquei orgulhosíssima com a possibilidade de ele conhecer o mula ruge, como me confessou. Se um dia tiver uma visibilidade como a da acidez dele, estarei satisfeita. Já o sou, mas não se monta um blog para devaneios solo, o grande barato é como eles afetam que os lê. Nesse caso o sucesso depende das visitas, dos acessos, do interesse e fidelidade dos internautas.
O 'lugar' ideal para se lançar algo hoje é na internet. Veja o que aconteceu com a Dança do Quadrado de Tabet que bombou na web, e tornou-se a menina dos olhos do criador do You tube, Chad Hurley, juntamente ao vídeo da Stefhany. Esse 'comercial' gratuito para a Volks ficou famoso antes no mundo virtual e só depois fora dele. E isso antes já tinha acontecido no fracassado Myspace com a pequena Mallu Magalhães. Coisas da contemporaneidade... Dá para medir sua popularidade por aqui, procurando-se no Google ou algo assim.
Todo mundo tem espaço, vez e oportunidade na internet, isso é fato. Basta usar da melhor forma essa ferramenta. É aqui que as coisas 'acontecem' agora, e acho que vai demorar para ser diferente disso. O grande lance é se adaptar, estar na net... E você está! Já se clipou?
Monday, 31 August 2009
pelo zunido de suas palavras

Não resisti, fui a seu encontro. Era muita emoção para uma pessoa só e então chamei minhas amigas, também jornalistas, para ficarem ali, comigo, e conhece-lo. Apresentei-me, disse que sou fã (não omiti. Fui bem boboca mesmo, super clichê – azar! Tava emocionada...), as meninas também se assumiram admiradoras daquele senhor que muito nos ensinou e ainda tem tantas coisas a nos passar com seus relatos jornalísticos íntegros, investigativos, que deixam registros importantes em nossa literatura e os fazem História.
Elogiei seu trabalho, tiramos fotos (falei que estávamos BEM bobas!), conversamos um pouco, lembrei que estava no meio de ‘Chico Mendes – Crime e Castigo’, sobre as repercussões quinze anos depois da morte desse herói nacional, um dos poucos casos no país. O nervosismo, no entanto, não me permitiu lembrar de dizer-lhe que ‘1968 – O Ano que Não Terminou’ foi o melhor de todos, aquele livro-marco que nunca mais saiu de minha cabeça, que mudou minha vida. Não é exagero.
Anos antes, em 1992, com Anos Rebeldes, descobri-me fascinada por aquela época transgressora, inocente e de guerrilha, de sonhos e pesadelos. Não sabia ainda, enquanto assistia eu ao drama daqueles jovens ali pela televisão, que tais personagens foram inspirados em sua documentação única e singular - que viria a conhecer somente depois, no auge de minha juventude. Guardo muita coisa em mim, ainda. Meus anos de rebeldia, liberdade, esperança, ideologia e de luta tem um quê de Zuenir Ventura. E não só em mim...
Ele é responsável por, há duas décadas, fazer daquele, um ano para não esquecer. Foram mais de 40 edições e 400 mil exemplares vendidos do best-seller, o que ainda rendeu um filhote: ‘1968 - O Que Fizemos de Nós’. Espero que, como para mim, suas palavras soem tal qual um zunido incômodo que incentive e leve tantas mais pessoas a se questionarem, e agirem por mudanças. Com imensa satisfação, posso dizer orgulhosa que, assim, ele me transformou numa abelhinha, jornalista como sou (MUITO grata).
Obrigada, Zu!
Tuesday, 21 July 2009
questão de espaço
Não participo de qualquer teoria conspiratória anti-americana sobre a chegada do homem lá, mas sempre fico atenta a interesses e manipulação dos fatos quando se tem muito poder envolvido, dinheiro e soberania num mundo até então dividido em dois. O que mais me convence sobre a real presença do homem na Lua naquela ocasião foi a aceitação russa a respeito. A Guerra Fria seguia sob o comando de duas mega potências que disputavam até as últimas instâncias a Corrida Espacial que marcava esse período político mundial. O silêncio da principal rival dos Estados Unidos me conforta. Houve até certa censura por lá no que se refere ao sucesso americano na missão lunar.
O motivo? Recalque, provavelmente. Durante certo período, a então União Soviética esteve em vantagem. Em 1957, enviou ao espaço o Sputnik (‘Companheirinho’ em russo) e depois, no mesmo ano, foi a vez da cadelinha Laika. O feito espacial mais importante até então tinha sido deles: a primeira viagem de um ser humano fora da órbita terrestre, em 12 de abril de 1961. A bordo da Vostok I, o cosmonauta Yuri Gagarin ao avistar a superfície de nosso planeta deixou sua impressão para a posteridade: “A Terra é azul". No auge de seus 27 anos, o russo completa seus dizeres com um “Mas não há Deus” – a conclusão óbvia não poderia ser diferente vinda um jovem comunista. Perfeito.
Depois de superados essas três vezes pela URSS na exploração do Espaço, os Estados Unidos finalmente deram início a um dos sonhos mais antigos do homem no dia 16 de julho de 1969, quando foi lançada do Cabo Canaveral a Apollo 11, nave espacial que conduziu três tripulantes à missão que transformou em realidade a chegada do homem à Lua. Neil Armstrong e Michael Collins, hoje com 78 anos, e Edward “Buzz” Aldrin, 79, aterrissam em nosso satélite, mas só Armstrong e Aldrin deixam o módulo de comando e caminharam sob o solo lunar.
Num gesto tipicamente imperialista, uma bandeira dos EUA foi fixada na lua junto a uma placa, assinada pelos três astronautas e pelo então presidente norte-americano, Richard Nixon, com os dizeres: "Aqui homens do planeta Terra colocaram pela primeira vez o pé na Lua. Julho de 1969. Nós viemos em paz, em nome da humanidade". Foi um feito simbólico que serviu para estimular o orgulho patriótico ianque, mostrando ao mundo o respaldo deles, e entusiasmar a população mundial sob o slogan da superação de limites.
Muitos dos avanços tecnológicos que desfrutamos hoje foram criados naquela época, devido a pesquisas de aprimoramento das missões espaciais. Pode-se afirmar que o maior legado deixado à humanidade pela chegada do homem à Lua foi a globalização da informação. Essa conquista dos norte-americanos resultou mais em frentes como meteorologia, eletrônicos, plásticos, materiais sintéticos, telecomunicações - na comunicação mundial instantânea via satélite e no uso de computadores pessoais, e, claro, na astronomia também - em estudos sobre a composição geoquímica do Sistema Solar, por exemplo.
A promessa do ex presidente John Kennedy havia sido cumprida. Mais de um bilhão de pessoas puderam assistir ao vivo aquelas imagens, ainda em preto e branco, que sempre serão lembradas. Foi a primeira exibição televisiva em nível mundial, ao vivo para todo o planeta, diretamente do espaço. Um marco jornalístico, uma evolução em termos de transmissão e abrangência dos meios de comunicação. Hoje os veículos se reinventaram e novas mídias surgiram na inércia de toda essa movimentação e mobilização espacial. A internet nasceu em meio à Guerra Fria, inclusive, com o nome de ArphaNet.
O ideal hoje é usar e abusar deste recurso para não ficar alienado e alheio ao que está acontecendo por aí, compreender as entrelinhas de atos e medidas tomados na sua Família, Escola, Bairro, Cidade, Estado, País, Continente... no mundo inteiro! - e até fora dele. A internet é um canal mais livre para o conhecimento, mais democrático, mas a televisão segue com sua supremacia na influência das massas, com sua formalidade ao informar. É o veículo dominante ainda, mas até quando? Com essa convergência das mídias, não se sabe.
Estar no mundo da lua, talvez nem seja mais tão ‘fora da casa’ assim com essas coligações todas, essa interatividade e globalização. Tem que se ligar!
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A propósito:
A voz que anunciou a chegada do homem à Lua calou-se no 40º aniversário do feito histórico. A morte do jornalista e entusiasta do programa espacial dos EUA, Walter Cronkite, coincidiu com as comemorações de quatro décadas da missão. “Oh boy!” exclamou ele quando a Apolo 11 aterrissou. Aquelas imagens memoráveis, acompanhadas pela narração entusiástica de Cronkite, tem sido repetidas inúmeras vezes nos últimos dias. “Neil Armstrong, americano de 38 anos, está na superfície da Lua”, anunciava ele diante à imagem do astronauta dando seus passos para a eternidade. “Wow!”.
Sua cobertura do acontecimento entrou para a história da televisão e deu à CBS vitória significativa de audiência. Isso consolidou ainda mais o prestígio e a influência do âncora junto aos americanos do norte e fez dele o homem em que eles mais confiavam. Por cerca de 30 anos, mais precisamente entre 1962 e 1981 – período de soberania mundial ianque, ele entrou todos os dias na casa dos cidadãos norte-americanos dando as notícias do horário nobre. Ele era porta-voz da certeza dos EUA em comandar o planeta (e o espaço, a Lua, agora Marte... o universo inteiro). “And that’s the way it is”, como dizia ao final de cada jornal.
Friday, 3 July 2009
do outro lado

Exposição não é muito a minha praia, admito, mas gostei de poder mostrar o que sei, de falar sobre assuntos que domino. Não havia antes me imaginado nessa posição, mas a novidade me agradou. Aparecer na TV, seja ela a cabo, aberta ou via web é uma possibilidade incrível de interatividade com o público, porque a cara está à mostra, à tapa. O retorno é rápido.
Sempre estou por trás das câmeras, dirigindo as gravações, produzindo enlouquecida todo o circo, coordenando, telefonando, falando, resolvendo mil pepinos, fazendo as coisas acontecerem. A responsabilidade é outra, imensamente maior, mas ser visto tem a sua importância: você é o porta-voz das idéias transmitidas.
Melhor é quando participamos de todo o processo, quando não se é mera marionete. Poder passar opiniões e conceitos próprios, conscientes e estruturados segundo embasamentos sólidos é o tesão de qualquer jornalista. Amei me sentir completa profissionalmente. Essa excelente surpresa veio em boa hora (no momento certo, eu diria até!). Quem sabe não me aventure mais por aí....?!
Obrigada, meninos. Podem contar comigo!
Wednesday, 17 June 2009
ser ou não ser - eis a questão

Há quarenta anos a exigência do diploma foi prevista pelo Decreto-Lei 972. Apesar das circunstâncias ditatoriais, é evidente que esse controle permitiu e garantiu a profissionalização e a maior qualificação da atividade jornalística no país. Até então eram seguidas exigências mínimas ‘padrão’ para definição da categoria. Agora, cada veículo poderá estabelecer os critérios de quem contrata.
Vencido, o ministro Marco Aurélio Mello defende que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida do cidadão em geral. E o relator da ação, Gilmar Mendes, comparou o ofício do jornalista ao de um chef de cozinha – ou seja ‘todos podem cozinhar, mas só alguns são especialistas de verdade’. Infeliz analogia.
Se um cozinheiro erra a mão num prato, por exemplo, o prejuízo é um. Agora, se um ‘comunicador’ (sendo ou não jornalista) informa errado, o problema é outro, podendo atingir uma esfera pública, política, educacional, histórica etc. Os danos à sociedade são mais complexos. Acho muito perigosa essa tal liberdade e responsabilidade concedida a 'qualquer um'.
Além dos veteranos de exercício, quem já (con)vive e sofre com o despreparo de alguns colegas hoje, terá que trabalhar com novatos sem conteúdo - sem as teorias, a ética, a filosofia e as semióticas antes ensinadas e debatidas na academia. Só a prática, sem o conhecimento, não forma nenhum profissional.
Cada vez mais o poder da informação e sua transmissão estão a Deus dará. Depois reclamam da qualidade do conteúdo da televisão, rádio, jornal, internet... Eis a questão!
PS - O que é o modo de falar desses ministros e de alguns líderes de entidades representativas? Vi alguns depoimentos na TV agora há pouco e fiquei CHOCADA com tamanha pompa no uso das palavras, num sotaque estranho de não-sei-qual-planeta! Alguém viu?
Thursday, 28 May 2009
crônicas sexuais
O sucesso era tanto que seis temporadas foram exibidas entre 1998 e 2004 nos Estados Unidos, e ainda hoje são reprisadas mundo afora. E eu, ao longo desses anos todos, ignorei a riqueza editorial contidas ali. Vendo agora, lembro-me do programa que produzi em 2005 para o GNT, o ‘Mulher Procura’ - não pelo formato, mas pelas incertezas das mulheres de 30. Nesse reality, treze ‘balzaquianas’ mostravam sua vidas, suas buscas e anseios nessa fase tão conturbada.
Passei quatro meses imersa nesse universo feminino cheio de crises, amores, compras e diversão. Então, não foi estranho ter me aproximado tão rapidamente do tema (rapidamente? – sim, bastou eu ver mais dois episódios para ficar presa em frente à televisão querendo saber quando passaria de novo!). Senti bastante intimidade com o tema ‘sexo’ abordado na narrativa e enxerguei semelhanças com a protagonista Carrie Bradshaw.
A personagem da atriz Sarah Jessica Parker é jornalista e escreve uma coluna (que dá nome ao seriado) sobre sexo e relações para um jornal de Nova York. Além de sua fixação por sapatos, ela tem quatro fiéis amigas que vivem dramas comuns a qualquer mulher que está na faixa dos 30 anos - relacionamentos, trabalho, família etc. E a realidade apresentada por elas serve de inspiração para o trabalho de Carrie, que é o fio condutor da trama.
Como acontece comigo, deve ser assim com todos os que se aventuram pela arte da escrita... Tudo o que estou vivendo, já vivi, ou tudo pelo que minhas amigas estão passando, ou já passaram, serve de conteúdo para meus devaneios literários no ‘mula ruge’. E mais: a maioria deles tem a ver com sexo, afinal, trabalho com isso. Não escrevo profissionalmente, claro (estou longe disso!), mas agora passei a descrever minhas experiências aqui. Vejo muito das problemáticas femininas abordadas na TV, por elas, em meus textos, ou naqueles que ainda estão por vir.
Cada um tem seu 'insight' criativo. Assisti ontem a um capítulo em que pude comprovar que o método que Carrie escolhe o assunto de sua próxima coluna é igual ao meu. Várias idéias vem de acontecimentos cotidianos que mexem com a gente. Como mulher, entendo os diversos contextos revelados por ela que acabam sendo pauta de suas crônicas. Hoje já estou com 27 (na época que a série começou eu tinha 16) e consigo me identificar com as ‘não tão mais jovens’ moças, suas histórias, medos e vontades.
Tendo o Rio de Janeiro como cenário, minhas amigas como fiéis ‘escudeiras’ e meu blog como veículo, ganho o mundo, vivo e escrevo sem medo de ser feliz – e com um pouquinho mais de "experiência sexual” (é bem verdade!), mas menos glamour.
Friday, 1 May 2009
ela só pensa naquilo!

- Com o que tu trabalha?
- Com televisão. Sou jornalista.
- Mas o que tu faz?
- Produzo e dirijo as gravações proramas de TV (e faço uns freelas de assesoria de imprensa para amigos).
- Legal. Que programas?
Por que eu sempre estou certa que esse será o início de um longo diálogo sobre o meu ofício? Simples: Porque eu trabalho com sexo.
As pessoas têm muita curiosidade a respeito, embora algumas se mostrem logo ofendidas com o assunto. Não é raro alguém (principalmente mulheres - por que será?) serem ríspidas ao saberem o que eu faço - e olha que eu nem faço sexo por dinheiro, apenas coordeno quem faça e quem trabalha com isso. Sem muita questão de me explicações, não dou pano pra manga.
A reação dos homens é sempre mais interessada, e por vezes sacana. Já estou acostumada com uma primeira má impressão, mas em seguida dou uma brincada com a situação (quebrando o clima) e o papo flui descontraído. Engraçado que muitos me tiram para consultora sexual.
Certa vez o amigo de um conhecido, ao saber com o que eu trabalhava, pediu a minha ajuda para solucionar um problema com a sua esposa. Ele me perguntou o que ele deveria fazer para que ela parasse de lhe encher o saco, que ela andava muito chata, não afim de sexo etc. Pensei e respondi serena: "Um cartão de crédito ilimitado. Ela vai te amar assim. Ficará tão feliz que vai parar de te encher o saco e te dar feito louca!".
O que o cara esperava que eu dissesse? "Faça sexo oral nela" (ou sei lá)? Não sou sexóloga, tampouco uma especialista em sexo. Claro que eu aprendi muito nesses quatro anos - que completo em agosto - trabalhando nos programas do Sexy Hot, mas nada que me torne uma 'expert' no assunto, embora lide superbem (e goste) do esporte.
Trato com profissionais mais preparadas para apontar esse tipo de solução, como a personal sex trainer Fátima Mourah, a terapeuta sexual Izabela Berg, a sexóloga Kátia Valladares, ou a sex personal Rytah Rosttirola - todas do programa Boa de Cama. Não é o caso, mas para ter obtido uma resposta sexual, de repente ele deveria ter perguntado à Carol (Ferreira, apresentadora do Zona Quente). Ela é a cara do programa e está sempre disposta a colaborar, sem a menor cerimônia.
O que aprendi trabalhando com sexo? A respeitar o prazer alheio. Não me interessa julgar como os outros obtêm prazer. Se for consentido por todas as partes envolvidas - sejam duas, ménage ou suruba, está valendo! Além disso, quero que todo mundo transe MUITO. E se a maioria quiser dar entrevista e autorizar aparecer então... uma maravilha!
Sou bem objetiva, séria, e bem quista no meio porque trato todo mundo com respeito e dignidade. Faço malabarismo com fatos e interesses. Costumo parabenizar a Carol porque tiramos leite de pedra a cada gravação. Quem pensa que é fácil achar quem REALMENTE quer falar de sexo e aparecer - muitas vezes transando, nunca trabalhou com isso DE VERDADE.
passatempo
- abrace seus amigos
- acredite em si mesmo
- ande mais com os pés descalços
- antene-se
- aplique o que você prega
- assuma seus erros
- beba mais água
- beije na boca com vontade
- conheça novas culturas
- cuide-se com carinho
- dance sem vergonha
- diga mais 'sim' do que 'não'
- durma bem
- dê atenção às pessoas
- entregue-se ao que ama
- escreva cartas à mão
- estude outras línguas
- exerça a tolerância
- exercite-se
- fale e ouça mais 'obrigado'
- faça muito amor
- goze mais e melhor
- leia mais livros
- movimente-se
- não limite seus sonhos
- ouça musicas que te façam dançar
- ouse
- pense positivamente
- permita-se
- peça bis quando é bom
- pratique o bem
- prove diferentes sabores
- renove-se
- respeite a natureza e os mais velhos
- reveja velhos conceitos
- se beber, não ligue!
- seja fiel, sincero e verdadeiro
- siga a sua intuição
- sinta o novo
- sorria sempre que possível
- subverta vez que outra
- tenha calma
- tire alguém para dançar
- trabalhe com dedicação
- use camisinha
- vá mais ao cinema
- viaje sempre
- viva menos virtualmente












