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Friday, 23 November 2012

en français, S.V.P.

How to avoid boring mobile phone companies calls, being in Montreal?

- Pourriez-vous parler en français, svp?

- Sorry, M'am, but I can't... However, I will ask someone else able to call you later, ok?!

Nevermore disturbed.

___________________________________________________________  

By law, services must be offered primordially in French in Quebec, using English as an alternative. After all, their official language should be respected.

This is not the case, though, in real, pratical daily life here. Unfortunately. 


Wednesday, 24 February 2010

à mexicana


Depois do Cevaria, pela segunda vez na vida pude comprovar que minha força agrega bastante. Atendo de uma excelente forma - o suficiente para um bis. Sagacidade não me falta nesse tipo de trabalho em que tenho que lidar com público, tratá-lo bem, e ao mesmo tempo vender, oferecer o melhor serviço, o melhor de mim. É dom. Tenho os ingredientes essenciais!

Goedenacht”, “Alsjeblieft”, “Dankveel”, “Geen Dank”, “Smakelijk Eten” - se em poucas horas peguei a manha, imagina em mais tempo... (!) Sobraria Vavá até para a cozinha de base (que eu ADORO fazer). Diferente da maioria, que vislumbra certo glamour, admito que não me vejo montando pratos para serem servidos. Prefiro pegar na massa, preparando aquele molho maravilhoso que todos elogiam ao pedir a conta (como já acontece atualmente, com a expert responsável).

Fazer as coisas acontecerem sempre foi minha especialidade como produtora. Sendo jornalista, tenho capacidade de sobra para assessorar qualquer restaurante, administrar sua comunicação – em paz, ou não. Pacífico e com Café, seria ótimo poder mostrar ao mundo a excelente mistura da exótica e apimentada comida mexicana com o ritmo brasileiro, o sotaque espanhol, a civilidade holandesa e a cosmopolita sexualidade do endereço, num ambiente bem familiar. Reservas, segundo andar cheio e fila de espera: ideal!

Com toda a graça e o carisma - essenciais, e sem qualquer fantasia, segundas intenções e petit garçons para embaçar, eu sou mais eu! Com MUITO ainda o que aprender, mas sem falsa modéstia, entre margueritas e burritos, já somos sucesso! Aguardem cenas dos próximos capítulos dessa novela em que tudo é sofrido, mas que sempre termina com um final feliz. Confiem. ¡Arriba! ¡Arriba!

Friday, 11 December 2009

de arrepiar


“Ih, choveu, cabelo encolheu todinho!”

Dias chuvosos não são somente o terror das mulheres em função de suas escovas e chapinhas. Chove no Rio e o caos se instaura. Em São Paulo o dilúvio foi na terça-feira, quando as águas pararam a maior cidade da América Latina também. Anteontem foi a nossa vez e a profecia se confirmou aqui.

Em época de conscientização sobre as mudanças climáticas que vem causando esse tipo de catástrofes metereológicas não só em terras ‘Brasilis’, passo a me questionar sobre o comportamento social atrelado à sobrevivência em dias assim. Sigo abaixo de mau tempo, portanto. Uma nuvenzinha paira em cima de mim, porque a coisa tá feia MESMO.

Numa situação dessas vejo que o Rio de Janeiro infelizmente NÃO está preparado para sediar Olimpíadas – não até quarta agora, pelo menos. Torci por sua vitória, e não nego a raiva que me dá de ver afundar em meio a força das águas (e uma desorganização geral) o sonho de um projeto que ainda não se sustenta por si só. Fato. Não adianta negar.

É de enlouquecer qualquer um! Na metrópole que mais tem táxi, basta começarem os pingos a cair que não se consegue mais nenhuma viatura livre, desocupada – isso nem em tele-táxi, nem na rua. Ridículo acontecer isso, uma vez que eles se negam a sair em tais condições, mas foda-se, porque tem a concessão para prestar o serviço e isso precisa ser feito quando mais se precisa.

O trânsito na chuva é lento, confuso e perigoso, e as pessoas ficam de mau humor. Impressionante. Já se sabe que ‘cariocas não gostam de dias nublados’, mas civilidade é imprescindível. Se o objetivo é sediarmos o maior evento que existe, temos que melhorar e MUITO para podermos adquirir um padrão de qualidade que ainda não temos, e AINDA estamos longe de atingi-lo. A maior prova disso: o péssimo atendimento carioca.

Esse problema independe da chuva. Com ela, só agrava – seja devido ao temperamento que repele esse clima, ou despreparo excessivo ao molhado, o que gera um conflito nas pessoas, no lugar, em tudo. É falta de educação, coisa básica. Falta treinamento e boa vontade. Nisso São Paulo dá banho, com ou sem garoa.

Não poderia perder a oportunidade de rugir sobre isso, pois tive problemas sérios em função de todo um amadorismo (ou como poderia chamar tamanha falta de estrutura para lidar com tais condições). Se continuarmos assim, espero que São Pedro não faça chover muito nem até 2016, menos ainda durante o período em que seremos o foco do mundo.

É bom ir rezando, fazendo orações a Oxum, ou a dança indígena contrária à chuva... para que não chova na final da Copa do Mundo de 2014 e durante as Olimpíadas dois anos depois, porque se a força dela, por hora, ninguém segura, imagina depois! Socorro. Para qualquer produtor (ou mulherzinha), um dia desses é de arrancar os cabelos, literalmente.

Wednesday, 13 May 2009

miss simpatia

Carisma é tudo. E me valho desta afirmação para complementar tudo aquilo que escrevi sobre atendimento (a alma do negócio) na segunda-feira. Este é o segredo do sucesso.

Uma vez alguém do meio me falou que a Gisele Bündchen “só” é quem ela é (a maior modelo do mundo) porque é uma simpatia, uma pessoa ‘simples’. Caso ela não fosse querida, seria difícil ela ter ascendido do jeito que aconteceu.

Ninguém suporta trabalhar muito tempo com alguém mal-humorado, antipático, mal-educado ou grosseiro A pessoa pode até ser melhor naquilo que faz, mas podendo chamar alguém mais harmonioso em se conviver, a segunda opção sempre é mais bem-vinda.

Com um pouco mais de experiência aprendemos que 'relacionamento' é primordial. O fator 'pessoal' é determinante na minha profissão, por exemplo. Faço produção, assessoro e dirijo gravações - lido com pessoas full time. TENHO que dar atenção a todo mundo. E faço isso com prazer, pois gosto do que faço.

Impossível ser diferente e é justamente esse o diferencial. Do meu jeito, tento sempre ser mais humana e menos (só) profissional, se é que me entendem. Tenho sorte de na maioria das vezes tratar com pessoas bacanas, de bem (e hoje só tenho a agradecer ao pessoal da Tri Way, com quem gravamos nesses dois últimos dias).

Estou longe disso (e de Gisele), mas a tentativa é ser uma ‘miss simpatia’ mesmo – meus contatos merecem!

Monday, 11 May 2009

a alma do negócio


Faz tempo que a propaganda perdeu seu lugar para o atendimento - este sim primordial para o sucesso de qualquer negócio. Quem não gosta de ser bem atendido, receber toda a atenção e informações necessárias? E digo mais: com tanta concorrência, por que não mimos?!

Quando sou mal-atendida em algum estabelecimento sempre me pergunto se o dono sabe como seus empregados estão tratando os clientes. Não raro já entrei em algumas lojas e os atendentes ao invés de virem me ajudar, perguntar se eu quero alguma coisa em específico, não! - permanecem conversando como ‘cumadres’ encostadas no balcão. Duvido que qualquer empresário gostaria que tal cena se repetisse, pelo menos com seu consentimento.

É ridículo numa hora dessas se utilizar de qualquer poder sem ser o de consumidor mesmo. Quando de fato vou levar algo e, vendo que eu realmente vou comprar, alguém enfim se aproxima (não por mim e sim pela compra), peço para chamar o gerente e explico que não quero dar comissão a tal pessoa. Nada pessoal, assim como tenho certeza que não foi comigo.

Aplico isso também a situações gratuitas, quando inesperadamente somos tratados com grosseria e desdenho por alguém que deveria ser no mínimo gentil. Tudo na vida é uma troca. E o mundo dá voltas! Um dia com certeza precisaremos da ajuda e colaboração de alguém, e de repente essa pessoa lembra que um dia não fomos legais com ela... E aí? Perdemos.

E quando alguém atrapalha nosso trabalho, por exemplo - dificultando, ao invés de colaborar? Nem precisaria usar a tão famosa (e odiada) frase: "Você não sabe com quem está falando!", que faz qualquer um perder a razão, embora às vezes seria esse um bom sacode, uma boa lição. Tem tanta gente sem noção que não sabe nem ao menos para onde está atirando! Quem presta serviço não pode fazer isso - ainda mais com imprensa! Está perdido.

Na verdade, ninguém deveria ser assim, nunca. Por vezes estamos muito atarefados e estressados (quem trabalha com produção, como eu, que o diga), mas nada é justificativa para soltarmos patadas e fecharmos portas à toa por aí. E fechamos mesmo. Quem bate, normalmente não lembra, mas quem apanha, jamais esquece. Eu mesmo tenho uma listinha guardada de pessoas que não foram legais comigo. Todo mundo deve ter a sua, né?! (mesmo que bem no fundo do peito).

Se eu fosse empresária, meu negócio iria dar MUITO certo! Sabe aquelas chefes que fazem visitas à paisana só para ver se está tudo bem, e testar o atendimento? Seria eu. Sou muito chata com essa questão e não perdôo mesmo, sempre reclamo, comento, dou toques, na boa. Afinal, já sofri muito com a falta de alma em alguns lugares/serviços/pessoas e não gostaria que se repetisse. Nem seria eu desalmada com os outros sem razão.

Tuesday, 28 April 2009

coletivo


Terça-feira, dia 28 de abril
(mas poderia ser qualquer outro dia)

Já estou no Rio, onde passei a reclamar mais dos transportes públicos. Sigo assim aqui, sem novidades boas a respeito. Subi num ônibus, mal consigo me segurar e ele arranca. Péssimo, mas me fez lembrar que voltei de Porto Alegre com uma visão menos saudosista de lá - pelo menos no que se refere a esse serviço.

Domingo, 21h. Estava na Venâncio Aires rumo à Av. João Pessoa. Fiquei parada no meio-fio esperando o sinal abrir para poder atravessar a rua. Meu ônibus passou por mim e parou no ponto para pegar passageiros. Consegui atravessar correndo, embora tivesse o sinal ainda aberto para os carros. Corri e bati na lateral do ônibus, mas embora tivesse gritado pedindo ao motorista para ele abrir a porta, ele não o fez e partiu.

Fiquei super frustrada com esse comportamento do trabalhador em questão. Era domingo, noite, ele não estava com pressa, estressado com o trânsito, nem nada. Estava apenas cumprindo sua jornada de trabalho. O que custava a esse homem abrir a porta para mim? - uma pessoa que visivelmente correu para pegar o ônibus que ainda estava ali parado.

Para mim fica claro que o sujeito não é um bom motorista de ônibus, cuja função é parar nos pontos e pegar os passageiros. Não que ele dirija mal, mas sua missão não cumpre com dignidade. Embora tivesse chegado "tarde" no local, só consigo ver como maldade a reação dele em arrancar o ônibus e me deixar ali, num dia como aquele, tarde, esperando o próximo carro, que com certeza iria demorar.

Enxergo esse comportamento como uma amostra de uma espécie de símbolo de poder, uma resposta vingativa, ou algo assim, contra o cidadão. Já falei sobre "o porteiro se sentir como dono do prédio" e acho que acontece a mesma coisa com os motoristas de ônibus e cobradores também, muitas vezes. É uma atitude do mal essa, infelizmente. Um anti-heroísmo às avessas.

Em mim fica a impressão de que esse é o momento e o meio como eles têm de mostrar sua importância. É quando podem dizer 'não' a alguém. E assim o fazem, mas de uma maneira errada, pois estão deixando de cumprir suas tarefas, e assim, executam mal o seu ofício.

Uma vez um amigo me falou que só vamos conhecer REALMENTE alguém quando essa pessoa tem poder. Concordei na hora. Depois me lembrei de alguns casos em que isso aconteceu, e me decepcionei. Já na esfera pública, fico deprimida por ver isso acontecer nos serviços primários, sentir que profissionais não cumprem direito o seu papel. Pagamos pela passagem, ninguém iria me dar carona, ou me fazer um favor nesse caso em Porto Alegre.

No Rio é ainda pior. Aqui tudo é maximizado: mais confusão, mais falta de educação, mais gente, mais barulho, mais trânsito etc. Fiquei chocada ao chegar aqui e ter que me atirar na segunda faixa para fazer sinal para um ônibus que iria passar direto se eu assim não fizesse (pois ele vinha à toda velocidade na terceira faixa e com certeza não iria parar! - como não pararam vários até eu aprender como lidar com a situação). Os absurdos presenciados já foram outros e vários, infelizmente.

Sempre digo que se político andasse de ônibus iria ser tudo diferente. Eles iam pensar mais no coletivo, com certeza.
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c'est fini!