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Wednesday, 25 August 2010

old is cool


Well, well well... Tendo Cine e Restart ganhado como “Melhor Banda’ e ‘Melhor Música’, respectivamente, no Prêmio Multishow deste ano, só posso me considerar uma antiquada em termos musicais. Uma vez que gosto do velho e bom rock n‘ roll aos gêneros mais popularescos e rasos que surgem a todo instante e que ganham cada vez mais espaço, estou fora dos padrões de preferência e escolha vigentes hoje.

Tudo bem que a premiação esse ano foi decidida somente por votação online, o que exclui naturalmente o povo mais velho, que não tem o hábito de acessar tanto a internet, quiçá votar... mas fica a crítica. Assim, o gosto do público jovem, mais internético e antenado nesses artistas teen (como eles), com quem se identificam, foi privilegiado. Pessoal mais “das antigas” como Nando Reis, Marcelo D2, por exemplo, não tem vez - são vovôs da MPB pra galera de hoje; Caetano, dinossauro; Roberto Carlos, então, é caveman...! Super démodé (opa, nada a ver!).

Sou old school mesmo, mal conheço diversas das atuais celebridades adolescentes, que a soberana Indústria Cultural enfia goela abaixo desses (não tão) ingênuos novos consumidores em potencial. Uma que começaram suas carreiras recentemente, outra que aposto a maioria ser efêmera - não dá nem tempo de saber quem são antes de aparecer outro tão bombadinho quanto, já na segunda semana estourando na rádio.

Salvem os veteranos "de guerra", aqueles nascidos nos tempos de pouco jabá.
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Rapa...!


Elitista, Multishow tem categoria Sertanejo em sua premiação, mas não tem Rap... Feio isso. A rival MTV é BEM mais democrática nesse sentido - e faz tempo.

O saudoso programa Yo!, criado ainda nos anos 90, que o diga... Foi o responsável pela golden era do estilo. Parabéns a MTV, que é jovem (esse ano faz 20 anos no Brasil) e atende a esse público, mas amadureceu cedo em termos de abrangência musical.

Sunday, 28 March 2010

that's itt


Para o mundo que eu quero descer! Fiquei BEGE quando liguei hoje a TV e vi no final daquela (palhaçada de) entrega de prêmios dos melhores da televisão brasileira (*um parêntese: como, se ignoram os demais canais e só consideram os produtos e filhos da casa?) que venceu na categoria Música o grupo Calcinha Preta com o hit “Você Não Vale Nada Mas eu Gosto de Você”.

Nada contra eles terem ganhado (apesar de eu estar torcendo para “Shimbalaiê” da Maria Gadú), acho até que foi bem merecido o prêmio, porque a canção virou mania ano passado no Brasil inteiro. Em função da novela, e do carisma da personagem que embalava, caiu no gosto popular, colou que nem merda em tamanco. Minha surpresa foi mesmo em reconhecer um dos integrantes da banda.

'Seus cabelos continuam os mesmos; mas sua voz, quanta diferença'! Na verdade, estou brincando com o trocadilho da frase inversa, porque nem consegui ouvir qualquer palavra que ele emitisse, em função daquele playback tosco que não sei por que insistem em colocar, apesar de toda a infra que tem nos estúdios Globo para comportar tocar um trechinho que seja do forró com os instrumentos disponíveis lá.

Vamos aos fatos:

- Maceió, anos 90

Como minha família se mudou para lá em 1989 (excelente oportunidade para poder vivenciar a era Collor, 'onde tudo começou'), costumava passar as férias, de dezembro a março, na capital alagoana. "Rueira" que só eu, caminhava sempre no calçadão da orla e me enturmei com um grupinho de jovens que jogava vôlei de praia na Ponta Verde. Ficamos amigos e,com eles passei praticamente todos os fins de tarde daquele verão.

Um menino em especial me chamou a atenção de cara. Ele era cabeludo, saradinho, loiro, olhos mel... lindo! Fazia o maior sucesso com as meninas. Agora não lembro se estudava no mesmo colégio da minha prima, mas me recordo saber na época mais detalhes de sua popularidade. Empolgadíssima, tirei uma foto dele até, e mostrava depois para minhas amigas do Sul.

No final das contas, não ficamos. Eu me interessei por outro gatinho da turma, de Goiânia, com quem vivi um amorzinho de verão bem adolescente ao estilo Greasy (mas do agreste, claro!) [Risos]. A estação terminou e,
perdemos contato. Depois desta vez, em função da proximidade com vestibular, grana etc., passei a ir cada vez menos visitar os familiares no Nordeste.

Numa época em que não existia internet acessível, comunicação à distância só por correio mesmo - nem telefone era viável financeiramente falar. Por algum tempo, ainda escrevi para o namoradinho que arrumei, mas também não perdurou muito. E, acreditem, como é de praxe hoje nesses sites de relacionamento, acabamos nos achando na rede. Falamos bem pouco, verdade, mas legal isso de poder saber da pessoa, resgatar um contato, enfim.

- Rio de Janeiro, 2005

No auge da moda Orkut, pergunto ao pessoal de MCZ (sigla de Maceió, utilizada pelas empresas de aviação) sobre os amigos de lá, quem tinham perfil e tal e então Gisela me conta que o bonitão tinha virado cantor de forró e me passou um link para eu ver fotos recentes dele. Ok, por lá é supercomum curtir esse estilo musical (até eu já me aventurei duas ou três vezes em alguns shows do Baby Som e Mastruz com Leite, que bombavam anteriormente). Ou seja, compreensível o rumo que ele acabou tomando.

- Hoje

Depois disso, esqueci completamente o ocorrido e, só fui de fato me ligar que o Marlos fazia parte do Calcinha Preta agora, há poucas horas. Corri pro Google para me certificar que era ele mesmo e me deparei com zilhões de fotos dele e de sua esposa, que também é do grupo. Ele mantem as melenas e a cor dourada. Infelizmente, não posso dizer que segue com o mesmo charme que me agradava há mais de 15 anos, mas eu sou minoria pelo que vi na quantidade infinita de fã clubes que o rapaz possui.

Fiquei feliz pelo seu sucesso. Legal isso de poder ver que alguém que fez parte do seu passado, mesmo que rapidamente e de forma amena, esteja numa situação como a dele, tendo o reconhecimento mor de seu trabalho - no Faustão, que é, acredito eu, o que de melhor se pode oferecer hoje em termos de visibilidade à massa, seu público. Logo pensei na surpresa e alegria de alguns velhos amigos quando ficam sabendo de mim também... Faz parte.
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Aproveitando o gancho dos longos fios masculinos em função da vinda de Axl Rose ao Brasil, afirmo que ele e Sebastian Bach foram os maiores símbolos de toda uma geração de roqueiros cabeludos, que tinha ainda os morenos do Extreme, Jon Bom Jovi, Steven Tyler e o crespão Slash. Depois que vieram os pré-púberes Hanson na inércia de qualquer coisa que eles certamente nem sabiam do que se tratava.

Tenho que admitir que nunca fui muito fã dessa turma (com exceção do extremados, pois adoro “More Than Words”). Era muito mais ligada nos igualmente peludos Capitão Caverna, Chaka de O Elo Perdido e o consagrado Primo Itt da família Adams - esses sim, habitavam meu imaginário com mais intensidade devido a suas características cômicas, e sem as caras e bocas tão comuns no período, adotadas por esses ídolos juvenis da música. Dúvidas? - veja as fotos da época (são de chorar de rir!).

Em tempo: quanto ao curioso Primo Itt e suas madeixas, qualquer semelhança com o "amigo" famoso não é mera coincidência. Eca! Foi-se o tempo, né?! - os anos 80 já acabaram... (e há 20 anos, inclusive).

Monday, 28 December 2009

simples assim


Assim como muito brasileiros, joguei na megasena da virada. Não tenho como ignorar a chance, mesmo que remota, de ganhar cem milhões de Reais. Arrisquei, né?! Se não apostar, aí sim é que não se ganha MESMO!

Imagina se eu acerto essa porr*? Nossa, é de enlouquecer qualquer um! MUITO dinheiro. Para pobres mortais como eu, é até difícil mensurar tamanha quantia. Em notas graúdas, não sei nem onde caberia... talvez nos sonhos somente. Quem sabe...

Já fui criticada diversas vezes por não ‘pedir’ direito, por me contentar com pouco. Por inúmeras vezes desejei ganhar apenas a quadra ou a quina nesses jogos. Nesse contexto, acho o valor a ser pago muito além do que eu imaginaria um dia ter nessa vida. Nem precisaria de muito, um "merré" qualquer já me ajudaria... e MUITO.

Não que eu não o queira e não fosse aproveitar toda essa grana da (minha) melhor forma... que fique BEM claro. Fala sério: com R$100.000.000 no bolso (opa, na conta!) NUNCA mais me preocuparia e pensaria em ganhar dinheiro. Só em revertê-lo para boas causas. Apesar da boa vontade, confesso que não consigo, ainda e por hora, me imaginar TÃO milionária assim.

Não sei nem como funciona quando se leva um prêmio desses, qual o procedimento a se tomar (mas aprenderia num instante - esse seria o menor dos problemas!). Num caso assim, não contaria a ninguém. Inventaria uma desculpa qualquer e sumiria por uns tempos. Não de forma irresponsável, mas subitamente SIM.

Como faço aniversário agora em janeiro, de repente daria uma mega festa antes de ganhar esse mundo. Sim, iria me mandar! – visitar todos os lugares que eu sempre quis conhecer. Detalhe: viajaria só com a roupa do corpo e levaria minha família comigo. Mas, primeiro, oportunizaria aos amigos uma noite inesquecível.

Sabe aquelas festas memoráveis, que ficam na lembrança de todo mundo por muitos e muitos anos? Pois é, bancaria isso! Música e ambientes legais, bebida gelada, comida à vontade, tudo do bom e do melhor... para todos os gostos. Adoraria ver todos felizes, de bem com a vida, (se)curtindo na boa. Motivos para comemorar não faltariam!

Sempre digo isso e me acham uma maluca, mas faria, de coração. Depois, aí sim, pegaria a estrada, os ares e mares rumo ao desconhecido. TANTA coisa para ver, aprender... Um bom roteiro seria o de ‘Um Filme Falado’, do diretor português Manoel de Oliveira. Conhecer os lugares pela ordem que a História nos apresenta seria fantástico! Ou então, por que não se inspirar em Julio Verne e dar um‘A volta ao mundo em 80 dias’?

São incontáveis as possibilidades... É dinheiro que não acaba mais! Aliás, sim: ACABA. Se mal administrado, um dia tem seu fim, como tudo nessa vida. Demoraria um tanto, claro, mas como 'dinheiro na mão é vendaval', e tratando-se de tantos zeros à direita, esse seria um furacão dos brabos, é melhor ir com calma, usar com cautela.

É muito dinheiro para se ter sozinho, então, depois de aproveitar um pouco, voltaria à realidade e montaria um projeto social autosustentável, na área de educação e cultura. Montaria uma rede de ensino fod*, pois acredito que só a boa instrução e formação de cidadãos tem o poder de transformação nessa sociedade.

Uma nova realidade, melhor, só é e será possível com homens de bem, livros, igualdade, oportunidades, prosperidade, tecnologia. Num sistema JUSTO, TODOS teriam acesso a esse preparo para o futuro. Um ciclo perpétuo, do pré-natal à terceira idade seria contemplado, com toda orientação possível para essa vida cruel contemporânea.

Esse seria meu legado ao mundo. Com meus R$2 investidos, mudaria a vida de muita gente – não dando o peixe, mas ensinando a pesar. Acredito e vou em busca das pequenas grandes simples coisas que fazem a diferença.
No meio disso tudo, rezaria MUITO para não me matarem, e tentaria não surtar, ou ter um ataque cardíaco com tamanha emoção.

Poder, enfim, realizar alguns sonhos é um fardo que nem todos conseguem carregar. Talvez nem beliscando alguns acreditem. Outros, movidos pela ganância, provavelmente fariam QUALQUER coisa para se tornarem ricos da noite pro dia. Por que as pessoas complicam o que é muito simples: ser feliz e fazer o bem? Ganhar na loteria pode ter diversos significados diferentes, depende do sortudo. Aliás, alguém('ns') vai começar 2010 como nunca imaginou antes!

* Ainda está em tempo de jogar... O resultado da megasena da virada todos conhecerão a partir das 20h do dia 31/12. O sorteio passará ao vivo na televisão. Boa sorte!

Saturday, 23 May 2009

um brinde ao prazer


Ontem foi a noite de gala do pornô nacional

Um momento atípico para mim, diria. Estive por alguns momentos no lugar em que normalmente só vejo os outros. Entreguei um prêmio no EVA – Erotic Vídeo Awards e fiquei, primeira vez, em frente às câmeras do programa que eu produzo e dirijo as gravações.

“Sempre fico por trás [pausa e risos na platéia]. Isso... sou dominadora!” – essa foi a brincadeira que o nervosismo me permitiu fazer naquele momento para explicar quem era eu e o porquê de eu estar ali, pois as pessoas só conhecem a Carolyne Ferreira, apresentadora - que é
a cara do canal.

Cinco minutos depois fomos pegas de surpresa: ganhamos um prêmio. Carol foi receber. O Sexy Hot levou o troféu ‘Mídia 2008’ pela cobertura do mundo erótico prestada ano passado. Sinto-me muito orgulhosa! Tem nem-sei-eu-quanto meu nisso... (diria 50% – antes, durante e depois de cada gravação).

Fiquei bastante contente e satisfeita com o resultado da primeira edição desse prêmio que contempla um mercado tão forte aqui no Brasil, e tão desmerecido pela mídia, público etc. Sempre fui a favor desse projeto e por vezes até acreditei que estaríamos nós peitando esse desafio. Seria perfeito... E foi, mas de outro jeito, por outro caminho.

Muitos acertos e outros tantos pontos a serem melhorados em 2010. Fica o meu apoio, respeito e admiração por esse espaço, esse incentivo. Parabéns ao Édson Strafite pela idéia e produção, ao Shiroma pela iniciativa, à Julianna Santos pela execução e a todos que estavam lá e/ou fizeram parte disso. E obrigada pelo convite, pela oportunidade, pelo reconhecimento e carinho sempre.

Meu obrigada também aos nossos, pela parte que nos toca (em ordem alfabética): Ana Carolina, Ana Cláudia, Aryanne Bittencourt, André Sztajn, Fábio Fernandes, Fernando Muniz, Gabriel Raposo, Glória Lima, Griego Adaszko, Idimar Forte, Kuca Oliveira, Marcelo Frota, Reinaldo Ramsés, Solange Amado, Thales Zanini e cia “prosolística” ltda. Esse prêmio é de todos nós.

Se foi bom para mim? Claro. Foi um brinde ao prazer.

Monday, 30 March 2009

azar de quem sabe


Fico imaginando a seguinte situação: milhares de cartas são enviadas para um concurso qualquer desses cujo prêmio é algo grande, como a casa dos sonhos (equipadíssima por uma loja de eletrodomésticos), uma considerável quantia em grana que fizesse qualquer um parar de trabalhar (e ter seus parentes distantes retomando contato logo após saberem de sua fortuna), ou um salário mensal de no mínimo cinco algarismos (e vitalício), algo assim.

O sorteio não é ao vivo, mas televisionado. O diretor diz "gravando" e um apresentador de peso e voz pomposa é então coberto por uma cachoeira de envelopes voadores - brancos, amarelos, pardos. Três segundos e ele ergue o braço com o ganhador nas mãos. "Corta!". Tudo pára. As gatinhas que estavam fazendo chover dão trégua, desmancham seus sorrisos de 'comercial de margarina' e ficam desbaratinadas, sem saber o que fazer (sem direção - literalmente).

Em seguida vem a notícia inacreditável de que o infeliz do cinegrafista perdeu o foco, ou sei-lá-o-quê (e tenho certeza que deveria perder o emprego, pelo menos ao ver do remetente dessa correspondência que será devolvida à montanha de cartas que se encontra aos pés do simpático showman). Começa tudo de novo. E lá se foi a chance do dito-cujo, que de fato ganhou, ter sua vida mudada. Na sequência outro envelope é sorteado. Um nome é dito em alto e bom tom - esse sim pode ser considerado um sortudo.

Que situação! Ninguém além-estúdio pensaria que isso acontece. Injustiça? Me odiaria em não poder fazer com que pelo menos esse raio caísse duas vezes no mesmo lugar.
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!