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Saturday, 12 March 2011

pronto!


In a country on the top of most part of research about worldwide spent of time online, where, likewise, each one person has one mobile, its people prefer to have a television than a bathroom at home! No, I‘m NOT joking, it IS true! This place (not to say 'planet') exists and it is not distant…

Believe it or not, these data are ascribed to Brazil! In my unusual moment right now, even being a Brazilian citizen, I’m thwarting these statistics. Being (almost) incommunicable, I’m a complete E.T. nowadays!

Without both TV and cell phone, if I have not my neighbour’s (free) internet either (God, thanks I can take and use it!), I would be lost… or, “better”, I would be a LOOSER for the present youth patterns. 

Because of this behaviour, we are suffering of connectivity's stress - the need to be online fulltime (among other things). Not only this, but it takes money… and who is paying this bill? (here, in addition, unfortunately, everything related of communication is still very expensive!)

Well, I'm paying through my nose for the changes I'm living now.

Tuesday, 13 April 2010

curtir ou não curtir


Eis a questão.

Há muito que se comenta sobre a limitação do Facebook em não se poder ‘não curtir’ o que as pessoas publicam lá. Existe apenas a opção afirmativa (pois não vejo a omissão aos posts como reprovação). No entanto, num mundo em que se prima pela liberdade de expressão, acho importante que se discuta essa ‘censura’, que obriga os tantos usuários hoje a demonstrarem tal oposição, quando desejada, escrevendo ao lado de seu nome “não curtiu”, "não curti", ou outros desafetos.

Recursos para tanto, existem. Não sei o que acontece para não terem criado isso ainda... Temeriam eles o retorno negativo que poderia gerar? – pois criticar todo mundo faz, sem problemas, mas SER contrariado não é tão legal, não é mesmo?! (ninguém curte...) Mas vamos combinar que seria BEM mais fácil ter uma mãozinha lá com o polegar para baixo do que as atuais frases de desaprovação bombando!

O que teríamos a perder? Menos do que a ganhar. Acho que o nível de exigência faria do site um lugar infinitamente mais criativo, com mais reflexão, menos superficialidade, e, então, maior (ou menor) tolerância com a opinião e exposição alheia. Adoraria sentir o resultado de tamanha mudança, dessa dualidade toda, pois seria praticamente um amadurecimento do aplicativo, dos usuários, de sua linguagem, conteúdo etc etc etc.

A grande maioria, certamente, iria buscar um saldo positivo para tudo seu que ali fosse colocado, ou, pelo menos, conseguir um empate – se não na atual, numa próxima postagem. Claro que teriam também as mensagens 'do contra', como protesto, para serem detonadas mesmo (que já rolam, na verdade, mas só podemos nos mostrar favoráveis a elas). No final das contas, seria uma disputa acirradíssima entre altos e baixos, em tantas impressões – boas ou más. E, assim, seguiria o fluxo da informação, dessa troca... em constante aperfeiçoamento.

O grande lance é se manifestar. E aí?!

Friday, 12 March 2010

different-colored-eyes


Em tempo: procura-se um gatinho!

Irlandês, branquinho, pelos tipo cinza... singular: com olhos de cores diferentes - como David Bowie, seu xará.

Telefone não basta. Quero email, foto de recordação, contato e não perder as esperanças de que o mundo dá voltas.

Thursday, 11 March 2010

alô alô


Nossa, estou me sentindo uma extraterrestre incomunicável - a bateria do telefone de casa morreu e o nextel nem sempre pega... Estranho isso, pois há pouco tempo não se faziam tão indispensáveis tais linhas. Mas agora é assim: tem gente que não vive sem – o fixo e, no mínimo, um móvel!

Ok, acabei de voltar de férias – onde e quando tais aparelhos não faziam tanta falta, pois o que contava era o presencial (e certos contatos podiam ficar para depois). Já escrevi sobre isso dias atrás, concordando com Enriqueta de Liniers sobre esse momento, essa relatividade. Agora, porém, preciso de contatos!

O momento é de movimentação, de retomada. Quero o telefone bombando, como nunca antes (embora o celular seja mudinho...), mas de qualquer forma, que funcione! - pois vibra, como eu, quando recebo boas chamadas. Viva as oportunidades!

Monday, 1 March 2010

no mobile


Ficar sem celular nas férias é o paraíso. Claro que ficamos meio alheios à realidade, mas a hora é agora. E o número é mera lembrança quando divulgado para um contato posterior, além oceano.

Não há melhor momento para literalmente se desligar. Até porque nesse curto período de tempo o que mais vale é o pessoal – estar com elas de verdade, presencialmente, cara a cara, próximo o suficiente ao toque.

Reconheço que o telefone aproxima, e também ajuda a proporcionar esses encontros, a matar saudade dos que ficaram etc etc etc, mas vamos combinar que quando a gente quer, a gente faz acontecer, torna-se presente.

O bom de não usar o móvel é que estaremos sempre 100% no lugar, e com as companhias, sem dividir o instante com o pensamento longe, falando com quem não interessa agora.

Tão, tão distante só os sonhos.

Wednesday, 24 February 2010

à mexicana


Depois do Cevaria, pela segunda vez na vida pude comprovar que minha força agrega bastante. Atendo de uma excelente forma - o suficiente para um bis. Sagacidade não me falta nesse tipo de trabalho em que tenho que lidar com público, tratá-lo bem, e ao mesmo tempo vender, oferecer o melhor serviço, o melhor de mim. É dom. Tenho os ingredientes essenciais!

Goedenacht”, “Alsjeblieft”, “Dankveel”, “Geen Dank”, “Smakelijk Eten” - se em poucas horas peguei a manha, imagina em mais tempo... (!) Sobraria Vavá até para a cozinha de base (que eu ADORO fazer). Diferente da maioria, que vislumbra certo glamour, admito que não me vejo montando pratos para serem servidos. Prefiro pegar na massa, preparando aquele molho maravilhoso que todos elogiam ao pedir a conta (como já acontece atualmente, com a expert responsável).

Fazer as coisas acontecerem sempre foi minha especialidade como produtora. Sendo jornalista, tenho capacidade de sobra para assessorar qualquer restaurante, administrar sua comunicação – em paz, ou não. Pacífico e com Café, seria ótimo poder mostrar ao mundo a excelente mistura da exótica e apimentada comida mexicana com o ritmo brasileiro, o sotaque espanhol, a civilidade holandesa e a cosmopolita sexualidade do endereço, num ambiente bem familiar. Reservas, segundo andar cheio e fila de espera: ideal!

Com toda a graça e o carisma - essenciais, e sem qualquer fantasia, segundas intenções e petit garçons para embaçar, eu sou mais eu! Com MUITO ainda o que aprender, mas sem falsa modéstia, entre margueritas e burritos, já somos sucesso! Aguardem cenas dos próximos capítulos dessa novela em que tudo é sofrido, mas que sempre termina com um final feliz. Confiem. ¡Arriba! ¡Arriba!

Monday, 1 February 2010

dom da palavra


Nunca fui santa – longe disso! Tenho em mim virtudes e defeitos como qualquer um. Mas um pouco mais de espiritualidade não faz mal a ninguém. E esse é o momento, minha hora.

Já faz certo tempo que sinto por estar afastada de minha religiosidade, embora tente praticar minha fé de outra forma, mais pessoal. Minha maneira de conversar com Deus (se é que ele existe, e o que representa para mim) é pela palavra, olhar, reflexão.

Ando longe do meu mala (que eu mesmo fiz), das sadanas, mas não de meu caráter, desejo pelo bem, compaixão e amor. Quero retomar isso tudo agora, dedicar-me, e carregar comigo de hoje em diante esse hábito tão auto-suficiente, fundamental.

Muito importante agradecer, e isso costumo fazer bastante. Básico. Tenho pensado tanto na vida, e sempre chego à conclusão que sou uma sortuda que só tem a reconhecer as oportunidades a mim ofertadas. A última coisa que quero e preciso é orar só no aperto. É péssimo, mas as pessoas assim apelam.

Colhemos o que plantamos - nisso eu acredito muito. Então, passarei a cuidar mais de um dom em mim canalizado. Serei mais rigorosa na maneira como passarei à diante mensagens, opiniões, toda sinceridade do mundo que me habita. Meu poder está na palavra.

Junto às dádivas vem a responsabilidade de saber como lidar com elas. Nem todo mundo está preparado para a verdade, e isso não é demérito, mas uma situação. Condição minha de levar à diante o quê, como e quando for necessário.

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Sinto-me abençoada! (e feliz por ter escolhido a comunicação como ofício, agraciada com meu ascendente em Gêmeos, e a predominância de Ar nos meus 20 elementos astrais - mas isso é assunto para OUTRO post...)

Wednesday, 6 January 2010

a mala e os meios


Deve ser péssimo estar na lista dos ‘mala do ano’ (mesmo que no décimo lugar). Pior se tal classificação for publicada num jornal de grande circulação - inegável. Irritaria qualquer um, claro. Ainda mais Fernanda Young!

Ser uma pessoa pública tem disso: ser alvo de críticas da mídia e do grande público – gente que nem te conhece... Sou super a favor do direito de resposta, mas ficar se utilizando dos meios de comunicação para picuinhas pessoais acho desnecessário.

Réplica, tréplica, revanche, 'nega maluca'... na boa, parece mais é implicância infantil. E a brincadeira pode virar bola de neve, cuidado. Fica feio, pega mal, baixa o nível, perde o foco e a razão.

Foi isso que vimos na última semana no bombardeio de retrucadas e troca de ofensas entre a escritora playmate e o jornalista Artur Xexéo. Começou bem e sadia a discussão entre os dois, mas depois virou bafo – e dos grandes.

Passou pro âmbito pessoal o tom da conversa. Aliás, transpos esse nível, já virou briga verbal. Ruim é que o ringue desse bafafá todo são as páginas dos jornais, os sites da internet, os canais de TV. E até golpes baixos como escrever o nome do 'adversário' errado são usados...

Em blogs e twitters da vida, ok levar à diante qualquer ‘m’, qualquer caso, mas veículos de massa acho muito perigoso. Nessas horas é que me pergunto onde estão os tão necessários e tão ultimamente apagados ombudsmen?

Alguém tem que dar limite a esses barracos que levam em conta erros de português, hábitos do cotidiano alheio, e que ignoram o bom (negro) humor do povo. Por vezes, para se safar ileso e oculto de uma situação dessas é melhor deixar passar certas coisas, e se omitir.

Liberdade de expressão é uma coisa, mas abusar desse poder é outra. E digo isso sem entrar no mérito de defesa de nenhum dos lados. Só acho que, quando usamos um megafone, temos que cuidar o conteúdo e a força de nossa palavra.

Tanta raiva, merda no ventilador... realmente, coisa de mala! E irrita, a todos – isso não é exclusividade de ninguém. Por que só podemos ser objetos da raiva alheia e não questionarmos isso? Enfim... no dos outros, é refresco!

Cenas dos próximos capítulos nos grandes canais, em breve.

Wednesday, 30 December 2009

deu!


O que tinha pra ser, já foi .

Está tudo pronto para o próximo, para que o novo venha, chegue, comece logo.

Em meio à correria, a contratempos, incertezas, pode-se até fazer aquela retrospectiva básica de como o foi o ano passado:

- Michael Jackson

Morre o mito. Uma grande perda, claro, afinal NUNCA mais alguém vai vender tantos discos como ele. Mas (NA BOA) não foi o fato do ano – pelo menos para mim, diferente do que disseram num canal de TV. Antes de seu falecimento, o polêmico astro estava aí, e muitos dos que hoje ainda choram em seu luto, não demonstravam que gostavam assim dele. Por quê? Valorização póstuma é uma pena, isso sim. Michael não foi o primeiro nem vai ser o último artista a morrer (ou se matar) em consequência da fama, de uma vida sem limites, de altos e baixos psicológicos etc.

- crise

O mundo se recupera de uma avalanche financeira. O Brasil sente os efeitos da marolinha, mas não afunda. Muitos reclamaram, mas poderia ter sido pior... NÃO foi. Lula é reconhecido lá fora mais que no próprio país que preside – normal, considerando-se o histórico brasileiro de desvalorização do que é nosso.

- Rio 2016

Pela primeira vez na História uma cidade da América Latina vai sediar o maior evento do mundo em 2016: as Olimpíadas. O país todo comemora esta vitória junto ao Rio de Janeiro. Vamos só ver se a cidade maravilhosa realmente assim estará para receber tamanha responsabilidade. Que agitem logo as melhorias para não se fazer feio – é uma corrida contra o tempo! Foi dada a largada...

- esporte

Ainda no quesito esporte, tivemos vitórias significativas este ano. Digo que o grande nome de 2009 foi César Cielo. O gigante das piscinas levou todas, não teve pra ninguém! – no Mundial em Roma, e no Open de Natação aqui Brasil.

Embora não estejam sob os holofotes da mídia (e isso implica o não reconhecimento do público), quem segue vitorioso é o pessoal da rede. Nossa seleção de voleibol masculino ganhou mais uma vez a Liga Mundial. Aliás, somos o país que mais venceu essa disputa. E nossas meninas também, são guerreiras: foram octa campeãs (invictas) no Grand Prix no Japão.

Infelizmente nem só de alegrias podemos lembrar o ano. Massa sofreu um acidente feio em julho e deixou o mundo inteiro preocupado. Ele já se recuperou e em 2010 volta às pistas pela Ferrari.

- saúde

Desde abril, a gripe suína matou mais de 12 mil de pessoas mundo afora, criou moda, mas já passou pelo que parece. Em função de o inverno estar atingindo agora o hemisfério norte, não estamos mais em alarde por aqui. Embora ainda esteja infectando pessoas principalmente na Europa central e Oriental, a pandemia está em declínio. Essa boa notícia é da Organização Mundial da Saúde. Segundo a OMS, espera-se que até 2011 o vírus H1N1 seja totalmente combatido.

- online

A rede se mostra cada vez mais fundamental na atualização on time, full time dos acontecimentos. Sites-fenômeno como o Twitter, Facebook e Youtube colaboram não só para o lazer e entretenimento, mas também se mostram eficazes como canais de informação direta. É a consolidação do novo meio como um importante veículo de comunicação. Um bom exemplo foram as denúncias de violência no Irã, feitas pela web desde junho, quando Mahmoud Ahmadinejad “venceu” as eleições no país. Essas postagens driblaram a censura ditatorial existente e mostraram ao mundo a repressão às manifestações de oposição realizadas por lá.

Detalhe: nós, brasileiros, somos o povo que mais acessa a internet. Aproveite seu tempo online e informe-se.

- política

Termina a era Bush. Foram necessários 220 anos e 43 antecessores, desde o primeiro, George Washington, até que os Estados Unidos elegessem seu primeiro presidente negro, Barack Obama. Sem dúvida esse foi o mais importante acontecimento político do ano. Não por ele ser negro, mas pelo o que ele representou. Começou o ano bem, levou o Nobel da Paz por seus esforços no reforço à diplomacia internacional e cooperação entre os povos - justamente o que não se viu no final desse ano, agora em Copenhagen, foi ESFORÇO e COOPERAÇÃO com as questões climáticas mundiais. Na minha opinião, como governante da (ainda) maior potência do planeta, terminou o ano mal. Sim, ele também pode decepcionar...

- mau tempo

Por falar nisso... O (tão em alta) aquecimento global dá as caras como nunca antes em manifestações naturais e trágicas, matando diversas pessoas e deixando outras tantas feridas, desabrigadas. Vimos muitas catástrofes aqui no Brasil e no mundo. Diante disso volto a perguntar: como tão poderosos governantes podem continuar ignorando esse fenômeno? E mais: como conseguem dormir tranquilos enquanto isso acontece, sendo que eles podem HOJE ajudar o futuro? O encontro realizado agora em dezembro para tentar definir soluções para este problema terminou sem determinações contundentes a respeito. Alguns países se comprometeram a colaborar diminuindo a emissão de gases na atmosfera, mas nada substancialmente eficaz.

- nove

Como mais um final de década, esse ano foi cheio de comemorações, mas ficou marcado mais pela dificuldade. É hora de mudar, de inovar, renovar, de pensar no futuro – daqui pra frente. Chega! Deu pra ti, 2009. Que o ano novo dê as caras logo.

*Talvez possa ter esquecido de algo(s). Manifestem-se.

Sunday, 18 October 2009

fique ligado!


Domingo passado participei lá em São Paulo do ‘A gente precisa conversar’, um programa de rádio muito legal, comandado pela personal sex trainer Fátima Moura. A expert em sexo trabalha comigo no Boa de Cama do Sexy Hot, à frente do quadro Posições Eróticas.

Dezenas de pessoas entram em contato com a Nativa FM contando seus dramas, em busca de uma solução. Os problemas podem parecer bobos numa primeira análise rápida, mas se formos nos aprofundar nas reais razões que fazem isso acontecer, meu Deus...(!)

As dúvidas sexuais são tantas, o medo, o preconceito e a ignorância também. É um laboratório social, psiquiátrico, antropológico. Incrível poder conferir de perto a quantidade de gente que está perdida, tentando se achar. E o veículo oportuniza essa rapidez de idéias, essa fluidez de assuntos, além do contato próximo com os ouvintes.

Lembrei-me dos tempos que trabalhei na Ipanema FM, lá em Porto Alegre, - dos momentos no estúdio, dos telefonemas e sorteios, da ajuda ao Edu (Santos), do fascínio das ouvintes com a voz dos comunicadores, da intimidade criada pela voz... É um universo mágico esse, cheio de mistério, vínculo e calor humano.

Espero poder participar outras vezes e ajudar esclarecendo o que for necessário quanto à realidade que vivo e em que trabalho. Sempre é bom poder ajudar, mesmo que seja com a pouca experiência que temos. Gratificante isso: saber que tem do outro lado alguém a quem tuas palavras servirão, que precisa te ouvir.

E para quem quiser e tiver o que falar, é só ligar no 11 3771-3831, ou mandar uma mensagem por este link: http://nativa.band.com.br/email/fatima.htm. Eles respondem a todo mundo. O programa vai ao ar nos 95.3 FM de São Paulo e arredores, todos os domingos das 22h às 2h.

*O trabalho da Fátima pode ser conferido no site dela: http://www.fatimamoura.com.br/.

Thursday, 10 September 2009

coisa de novela


Novela das oito quase acabando e, agora, mais do que nunca vem à tona questionamentos acerca de sua finalidade como veículo de comunicação (sim, à medida que a maior parte dos brasileiros preferem o folhetim a noticiosos, por exemplo) e de entretenimento na formação social brasileira. É bem verdade que tal preocupação assombra de repente só a mim, mas aproveito para fazer disso uma discussão aberta aqui, um rugido da mula.

Há tempos a temática indiana me interessa, me instiga. Muito antes de Glória Perez rascunhar qualquer coisa sobre a trama de Maya, já conhecia outra protagonista, homonima, que trazia nela toda a tradição e cultura indiana relacionada ao sexo. Ironicamente, dizem sua intérprete, Indira Varma, em muito se parece comigo... Também achei ao vê-la na tela, envolvida pelos ensinamentos dos amantes. E a homenagiei em meu convite de formatura ao escolhê-la como minha personagem nas latinhas de filme que fizemos para chamar o povo para a cerimônia.

Ao acompanhar a história brasileira de um triângulo amoroso, que assim pouco se desenrolou, algumas questões do que ali era representado aos milhões de espectadores que assistem fielmente a novelas, tocaram-me. Inevitavelmente a mais forte delas foi a do (ainda) existente sistema de castas indiano. Essa discriminação social hindu divide as pessoas segundo sua posição na sociedade. É hereditária, endógama, perpétua e cruel, vedando os cidadãos indianos a uma ascenção e crescimento, a mudanças em suas vidas e destinos.

Por não vivermos tal realidade em nossa sociedade ocidental, cristã e capitalista (igualmente cruel em outros aspectos que também impossibilitam melhorias na situação social em que milhares de pessoas de encontram), temos que relativizar esses conceitos. Há, porém, injustiças passíveis de intervenção uma vez que são incoerentes e desumanas. Vendo pelo lado dos dalits (intocáveis), situados abaixo de tudo e todos na escala social indiana, essa estrutura mais parece uma escravidão a uma situação imposta.

A casta determina toda a vida de uma pessoa, desde o momento do seu nascimento até a morte - sua moradia, profissão, casamento e outros mais aspectos da vida são determinados pela casta a que pertence. É irredutível, pois se acredita que a natureza de cada pessoa é determinada pelos deuses. É como um carma, e por os hindus acreditarem em reencarnação, a única chance de mudança seria vindo em outra vida numa situação espiritual mais elevada e evoluída.

Este sistema antigo e rígido de hierarquização da sociedade indiana surgiu baseado em preceitos religiosos do vedismo. Religiosamente, deve-se a Brahma, divindade criadora do universo, essa divisão baseada em castas, mas o fato é que se desconhece sua origem histórica. As primeiras referências históricas se encontram em um livro sagrado hindu, o Manu, que data de 600-250a.C.. A divisão clássica se dá em: brâmanes (sacerdotes, vindos da boca de Brahma); kshatriyas (guerreiros, vindos dos braços de Brahma); Vaishyas (comerciantes, vindos das coxas de Brahma) e os sudras (agricultores, vindos dos pés de Brahma). À margem disso estão os dalits, que vem da poeira abaixo do Deus.

Embora o sistema de castas tenha sido abolido oficialmente da Índia na Constituição de 1950, por razões culturais e religiosas ela ainda faz parte da vida dos indianos, fazendo-se socialmente importante para mais de 80% da população. E nesse sentido a autora conseguiu transparecer claramente tal contexto. Da mesma forma explorou de forma exagerada os casamentos arranjados, sem amor, e de maneira genial a disputa (e assim, desunião) feminina. Noras brigando pela chave do armário da dispensa é um dos últimos conflitos que moças contemporâneas como nós viveríamos em nossas vidas.

Num universo tradicional machista, familiar, fica claro que a posição da mulher é difícil, mas não é por isso que elas devam crucificar a si mesmas e às suas póximas porque assim aconteceu com elas. O pagamento do dote vejo como algo absurdo, do tipo "pago para que leve e sustente agora assim você essa inútil". A falta de individualidade então, bem trabalhada em Caminho das Índias, nitidamente é tida como um fator incômodo a nós, ocidentais, e vista como principal motivo de discórdia no núcleo daquelas famílias. A visão do que é diferente de sua cultura como errado é algo que só mostra o quanto ainda se mantem fechados à realidade mundial atual. Nós, firanghis, fomos crucificados pelos indianos do início ao fim.

Um galã preconceituso que caiu no gosto popular (feminino - ai, ai...), um casal de protagonistas que foi taxado como sem 'química' em cena (mas que dizem ter se encaixado na vida real - pelo menos durante as gravações no estrangeiro, in loco, literalmente), uma atriz que por sua beleza exótica ganhou aquele grande papel que a marcará para sempre (bem maquiada, vestida... linda), um vocabulário novo que tomou as ruas do Brasil e tá na boca do povo... São muitas as marcas que essa onda indiana deixou por aqui. Só acho que faltou duas coisas: citação sobre Gandhi e sobre o kamasutra - política e sexo, o que mais dá pano pra manga.

Mas é coisa de novela isso... É exigir demais, complexo demais, complicado demais para os indianos globais em questão. 'Tik tik'.

Friday, 4 September 2009

clipagens de um novo mundo


As coisas vão mudando e diferentes pessoas vão surgindo num palco que permite hoje os 15 minutos de fama para aqueles que pelas novas mídias se aventuram.Está aí um homem de visão: Andy Warhol, rei da pop art, que estava certo em sua frase profética dita ainda nos anos 60.

E nessa recente onda de exposição da comunicação, a informação ganha um novo rumo. Quem está por fora da internet, hoje, exclui-se do mundo atual. E são diversos canais que atendem agora a essa demanda - sites de relacionamento como Facebook (o Orkut chegou no teto e depois disso passou sua época. Ficou démodé), páginas pessoais, blogs, sites de distribuição instantânea de pensamentos (ou de que outro modo poderia definir eu o Twitter?) etc. E novos profissionais migram para atender a boa demanda.

A realidade é esta. Junto vieram as alterações de prioridade, linguagem e importância do jornalismo, agências de notícia, fotografia publicidade, assessorias de comunicação, relações públicas e todos mais setores que trabalham informação. Hoje, é mais negócio a comunicação pela rede do que os antigos meios e o 'velho' método de se corresponder analógico - por carta, mala direta etc. É próspero jogar 'no mundo das idéias' sua marca, suas palavras, fotos, desenhos... deixar lá publicado seu trabalho para que todos vejam, recebem, acessem livremente.

Eu demorei até para ter meu blog, mas me rendi quando não pude mais suportar as limitações em termos de criação de minha atividade oficial. Sinto-me realizada podendo fazer o que faço hoje, aqui, transmitindo meus pensamentos da minha forma. E na mesma direção diversos blogueiros vem subvertendo o poder da informação dos canais de massa e, devido a boa recptividade, estão tomando proporções consideráveis seu alcance.

O maior exemplo que posso citar é o genial Kibe Loco, página do ousado Antonio Tabet. Tive o prazer de conhecer esse roteirista essa semana, e vi que iniciativa, decicação e criatividade são a alma desse negócio. Não sei se ele se confundiu, mas fiquei orgulhosíssima com a possibilidade de ele conhecer o mula ruge, como me confessou. Se um dia tiver uma visibilidade como a da acidez dele, estarei satisfeita. Já o sou, mas não se monta um blog para devaneios solo, o grande barato é como eles afetam que os lê. Nesse caso o sucesso depende das visitas, dos acessos, do interesse e fidelidade dos internautas.

O 'lugar' ideal para se lançar algo hoje é na internet. Veja o que aconteceu com a Dança do Quadrado de Tabet que bombou na web, e tornou-se a menina dos olhos do criador do You tube, Chad Hurley, juntamente ao vídeo da Stefhany. Esse 'comercial' gratuito para a Volks ficou famoso antes no mundo virtual e só depois fora dele. E isso antes já tinha acontecido no fracassado Myspace com a pequena Mallu Magalhães. Coisas da contemporaneidade... Dá para medir sua popularidade por aqui, procurando-se no Google ou algo assim.

Todo mundo tem espaço, vez e oportunidade na internet, isso é fato. Basta usar da melhor forma essa ferramenta. É aqui que as coisas 'acontecem' agora, e acho que vai demorar para ser diferente disso. O grande lance é se adaptar, estar na net... E você está! Já se clipou?

Wednesday, 26 August 2009

onipresença high tech


Você encontra um amigo que há tempos não vê, tanta coisa para contar... Esse momento em que estão juntos DEVERIA ser ótimo... Deveria? Sim, se não fosse o maldito celular!

A situação é a seguinte: vocês caminham juntos, enquanto você fala conta como está sua vida. O papo está ótimo, fluindo super bem. De repente o seu telefone toca, você pede licença e atende. É seu chefe perguntando sobre a entrega de material a um fornecedor. Passam-se alguns minutos e ‘rapidamente’ a ligação termina. Vocês retomam o assunto até que...

Infelizmente aquela ligação desencadeou a necessidade de mais duas chamadas para resolver esse probleminha que surgiu. Além de um afastamento quatro minutos na primeira, agora na segunda e na terceira você se excede e fica dezoito e doze minutos “ausente”. Ligações feitas, você pede desculpas s e então voltam à conversa.

Reparem nas expressões que usei - afastamento, ausente e voltar (à conversa). É isso mesmo, porque você SAIU dali. Poderia até estar fisicamente, mas sua alma, seus pensamentos e atenção estavam voltados ao tema discutido via qualquer operadora, com alguém que está a quilômetros de distância e você (e não mais com o infeliz amigo que esteve todos esse tempo ao seu lado).

Foram 34 minutos no mundo das idéias em um encontro de duas horas. Em mais de um quarto do tempo você só estava ali, caminhando, presencialmente. Não questiono aqui a necessidade de se usar esse recurso tão útil, nem da importância de falar com alguém do trabalho. Ponho em cheque somente a qualidade de nossa companhia em tempos tão modernos.

É estranho afirmar isso, mas boa parte de nossas vidas hoje, dividimos entre o corpo físico e o mundo das idéias – onde nosso pensamento e nossa presença de espírito estão concentrados. E nem sempre conseguimos viver intensamente, em sua totalidade o ‘aqui e agora’. Gastamos horas ao telefone, na internet, ocupados com questões distantes, além.

Lembrei agora de um dos momentos mais cruéis nessa questão toda: quando o telefone toca na hora da transa. Putz, horrível. Eu confesso que já atendi. Hoje deixaria tocando até... (aperto o ‘foda-se’!). E o parceiro, coitado, tem o direito de odiar se você se disponibilizar para “estar” em outro lugar enquanto era para estar ali, exclusivamente. Sem contar que isso broxa - seja a transa, ou a curtição de se estar com alguém que vive ocupado , em 'outro' mundo.

A tecnologia avança enlouquecidamente. Nosso comportamento muda conforme o tempo passa, seguindo o rumo das ‘coisas’. Acho somente que enquanto há consciência, que pensemos se é isso que pretendemos para nosso futuro – ficar “viajando” por aí, estando em dois ou três lugares diferentes ao mesmo tempo e não estando por inteiro em nenhum (ninguém tem esse superpoder, e nem terá).

Essa onipresença hightech me assusta e condena essa falta de apego e respeito ao presente, ao próximo.

Tuesday, 25 August 2009

retratos da ostentação


Mil coisas acontecendo e, eu, infelizmente, acabo por perder ‘cada uma’... Uma dessas, que pelo dedo de minha amiga Grazi, acabei saindo ganhando (mesmo que nos 47 prorrogados do segundo tempo), foi a “World Press Photo”. Consegui conferir a exposição que reuniu 196 imagens premiadas em 2008, registradas por fotojornalistas do mundo inteiro.

A maioria das fotos trazia alguma denúncia em sua mensagem calada, mas ‘gritante’. Eram aqueles belos instantes imortalizados, cheios de sentido, intenção, cor – quando não eram simplesmente elegantes em sua dualidade preta e branca. Sua intensidade não ameniza o desespero, a doença, a crueldade, a tristeza e o mal presentes ali naqueles retângulos.

Fatos que marcaram um ano “qualquer” - nada mais representam aquelas fotos do que isso. Pela problemática maior, algumas dessas que foram tiradas há pouco, bem poderiam ser captadas amanhã, mas a maioria não. O que as diferencia de tantas outras, e que as faz únicas e importantes, é justamente a questão do tempo, e da presença. Seu criador estava lá, e é através de seu olhar que podemos ver o que já foi e não volta mais.

Incrível que acontecimentos tão poucos inspiradores possam ter rendido tão magnífico material. Cheguei a chorar por entre as galerias. É emocionante, assim o são. Reproduzem momentos, sentimentos, situações. Informam, alertam, comunicam ao mundo o que ali mostram – muito além, na verdade. Fotojornalismo é um soco no estômago, porque diferente das pedras no sapato, são impactantes, mas não efêmeros.

Uma seqüência entre tantas outras me chamou a atenção. Eram fotos posadas, coloridas, vivas. Trazem pessoas de semblante satisfatório em acomodações que mais parecem cenários de filmes, vitrinas de lojas, casa de bonecas. E, se bem entendi a legenda, são isso mesmo – como um adereço. Aqueles lugares servem para mostrar de maneira ornamental o poder aquisitivo do modelo ali em foco.

Para compreender claramente o que estou falando - e o que estou QUERENDO dizer, faz-se necessário um ‘briefing(zinho)’ básico, um breve embasamento histórico (na exposição existe uma pequena legenda em casa foto):

Essas pessoas retratadas são romenas de origem cigana. E duas curiosidades a respeito desses povos explicam muita coisa, dão sentido ao contexto das fotografias tiradas . 1. A Romênia é um país que até há pouco tempo era comunista e que a recém entrou para a União Européia, 2. os ciganos são originalmente nômades.

Sabendo disso, não fica difícil agora perceber o porquê da valorização do lar, de sua decoração, da futilidade de se montar uma cozinha, por exemplo, só como enfeite, para mostrar aos outros que hoje se tem (o que ontem não se podia ter). Os tempos são outros e os dentes de ouro dão espaço a faqueiros e conjuntos de porcelana que jamais serão usados.

Os retratos do italiano Carlo Gianferro, para a Postcart, ficaram em primeiro lugar na categoria ‘Histórias’ da premiação. Veja as outras fotos da exposição em: http://www.worldpressphoto.org/index.php?option=com_photogallery&task=blogsection&id=19&Itemid=223&bandwidth=low

Wednesday, 1 July 2009

se beber, não ligue!


Oh, dúvida cruel essa de ligar ou não ligar, de mostrar-se afim ou segurar a ansiedade e esperar pela iniciativa do outro em procurar, em se ter um bis. Quem nunca passou por isso?

Essa fase é muito boa, mas massacra os corações mais afoitos. Podemos errar ligando e insistindo, ou podemos deixar passar a vez e perder o time da outra pessoa que aguarda um contato nosso. Nem todo mundo é bom nos joguinhos de sedução, infelizmente.

Mulheres sempre esperam um ‘alô’ no dia seguinte, que pode também ser via e-mail, mensagem de texto (menos intenso, mas que cumpre com o papel de transmitir que foi bom). Não posso responder pelos homens o que acham a respeito. Gostaria de saber, inclusive, para poder proceder sempre da melhor forma e acertar em minhas conquistas.

Meu 'Minsitério Sentimental' adverte: se beber, não ligue! Acho graça nisso, mas é real. Se tomar uns drinks e não se controlar é melhor que não tenha o telefone do pretendente, peguete, ex, etc. no celular. A gente acaba ligando e nem sempre isso é bom. O álcool entra e a verdade sai. Junto com a ressaca pode vir um arrependimento de ter sido invasivo e inconveniente, ou sincero demais.

Talvez seja melhor esperar... ou não.

Tuesday, 23 June 2009

o vilão


O Irã está passando por um daqueles momentos históricos lamentáveis. De década em década conflitos acontecem e trazem consigo uma forma de subversão para driblar as dificuldades de manifestações contra o sistema. E isso é ótimo. Para a infelicidade do então presidente “reeleito” Mahmoud Ahmadinejad, a bola da vez é a internet – através de diversos blogs e sites como o Youtube, o Twitter e o Facebook, onde são postados vídeos e veiculadas notícias sobre a repressão e a ‘Revolução Verde’.

Há trinta anos, no mesmo país, foram as fitas cassetes que ajudaram no movimento anti-xá Reza Pahlavi, que estava no poder desde 1941. Há quarenta, aqui no Brasil, os mimiógrafos ajudaram a informar o povo sobre o que estava acontecendo e a pedir o fim da ditadura militar, instaurada desde 1964. Há cinqüenta, a Revolução Cubana utilizou-se do rádio como ferramenta para tirar do poder o ex-sargento Fulgencio Batista que governava a ilha desde 1933. Sempre foi assim, a tecnologia dá voz à massa.

Por falar nisso, a jovem manifestante Neda Agha Soltan, foi morta ontem ‘online’ nas ruas de Teerã por um membro da milícia pró-governo iraniano Basij. Seu nome significa ‘voz’ em farsi, idioma oficial do país. Calaram-na. A cena, gravada pela câmera de um aparelho de celular, correu o mundo on time, logo após ser colocada na web. Sua morte se tornou um símbolo dos protestos liderados pela oposição pró-reformista do candidato Hossein Mousavi contra o resultado da eleição presidencial iraniana ocorrida em 12 de Junho.

Jornalistas (estrangeiros ou não) estão sendo perseguidos, presos e mortos no Irã. O novo alvo agora é o chamado ‘repórter-cidadão’, os blogueiros e internautas que têm abastecido o mundo com notícias e imagens de um país proibido de falar, ler, ouvir, saber. O código (hashtag) para identificar o assunto na rede é #iranelection. E até a Casa Branca já postou mensagem no Twitter, em que o presidente norte-americano Barack Obama diz que o mundo está de olho na situação do Irã (http://twitter.com/whitehouse/status/2300344424).

A ‘mídia rebelde’, como está sendo chamada, está driblando a censura e conseguindo informar de forma descentralizada, sem fronteiras e limites. Esse buzz na internet causou uma reação que acelerou inclusive o trabalho da gigante Google de tradução de textos do farsi para o inglês e vice-versa. A diferença de línguas não é definitivamente mais um problema. Viva a globalização! Aliás, viva a "twitterização"! – fenômeno que, por outro ponto de vista, é o novo “vilão” da comunicação universal.

Wednesday, 17 June 2009

ser ou não ser - eis a questão


Está decidido: a partir de agora não é mais obrigatório o diploma de jornalista para o exercício da profissão. Por oito votos a um, o Supremo Tribunal Federal decidiu que qualquer um pode exercer plenamente sua liberdade de expressão e de informação nos veículos de comunicação brasileiros. Qualquer um.

Há quarenta anos a exigência do diploma foi prevista pelo Decreto-Lei 972. Apesar das circunstâncias ditatoriais, é evidente que esse controle permitiu e garantiu a profissionalização e a maior qualificação da atividade jornalística no país. Até então eram seguidas exigências mínimas ‘padrão’ para definição da categoria. Agora, cada veículo poderá estabelecer os critérios de quem contrata.

Vencido, o ministro Marco Aurélio Mello defende que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida do cidadão em geral. E o relator da ação, Gilmar Mendes, comparou o ofício do jornalista ao de um chef de cozinha – ou seja ‘todos podem cozinhar, mas só alguns são especialistas de verdade’. Infeliz analogia.

Se um cozinheiro erra a mão num prato, por exemplo, o prejuízo é um. Agora, se um ‘comunicador’ (sendo ou não jornalista) informa errado, o problema é outro, podendo atingir uma esfera pública, política, educacional, histórica etc. Os danos à sociedade são mais complexos. Acho muito perigosa essa tal liberdade e responsabilidade concedida a 'qualquer um'.

Além dos veteranos de exercício, quem já (con)vive e sofre com o despreparo de alguns colegas hoje, terá que trabalhar com novatos sem conteúdo - sem as teorias, a ética, a filosofia e as semióticas antes ensinadas e debatidas na academia. Só a prática, sem o conhecimento, não forma nenhum profissional.

Cada vez mais o poder da informação e sua transmissão estão a Deus dará. Depois reclamam da qualidade do conteúdo da televisão, rádio, jornal, internet... Eis a questão!

PS - O que é o modo de falar desses ministros e de alguns líderes de entidades representativas? Vi alguns depoimentos na TV agora há pouco e fiquei CHOCADA com tamanha pompa no uso das palavras, num sotaque estranho de não-sei-qual-planeta! Alguém viu?

Tuesday, 2 June 2009

um link aberto


Meu blog é um...

Ontem um amigo que mora no norte (longe, muito longe), e que eu não vejo há mais de seis anos perguntou sobre mim, o que eu ando fazendo, como estou, essas coisas. Pensei em narrar alguns fatos recentes do meu cotidiano, mas logo me ocorreu a brilhante idéia de convida-lo a ler o mula ruge.

Como escrevo todo os dias, sempre escapa algo recente, contemporâneo. Então é fácil saber o que tenho vivido, no que penso, quem sou eu. Procuro enfatizar o que há recém aconteceu, ou já vem acontecendo – comigo, com o mundo, por aí, por dentro.

Gosto da possibilidade de interação com quem lê, dessas participações alheias, comentários surpreendentes de gente que nem esperava. Adoro manifesto(s)! Esse canal é o ideal, eu diria. Aproxima, informa, emociona, denuncia, entretém, instiga.

Escrever (e ler) isso aqui é uma viagem ao exterior de minha Vavá interior. Não tem regras! Existe sim dedicação e inspirações, mesmo que distantes e até impessoais. Há inclusive muitas páginas viradas nesse link aberto que é meu blog. E isso é verdade, trocadilhos à parte.

Thursday, 30 April 2009

abaixo a censura


Enfim, a defasada e autoritária Lei de Imprensa foi revogada. Em fevereiro de 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender 22 artigos da lei, mas ela só teve seu fim por completo hoje. Foram 42 anos sob uma jurisdição intimidadora, criada no regime militar.

"Era o último entulho do autoritarismo ainda em vigor", já dizia desde 2007 o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), autor da ação. A lei abolida representava uma tormenta para os jornalistas e uma ferida para a liberdade de expressão do pensamento, fundamental à democracia. E isso acontecia ainda que os meios de comunicação brasileiros fossem exemplos de luta da liberdade de imprensa na América Latina.

Em nome da segurança nacional, a antiga lei censurava meios de comunicação, compositores, dramaturgos e escritores e permitia a apreensão de publicações. Agora os jornalistas e os meios de comunicação serão processados e julgados com base nos artigos da Constituição Federal e dos Códigos Civil e Penal. Se antigamente o problema eram os efeitos terríveis que ela ainda causava, especialmente entre os pequenos jornais e veículos de comunicação que eram massacrados por prefeitos, políticos e empresários, tendo que pagar indenizações que provocavam o fechamento desses veículos, agora a maior preocupação é a com o direito de resposta.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) defendem novas normas que regulamentem penas e indenizações contra jornalistas e empresas de comunicação. Alega-se que com a simples extinção da lei, sem a fixação de novos parâmetros para a atividade jornalística, seja criado um perigoso vácuo na legislação. Já Teixeira não vê necessidade de outra lei, porque todas são restritivas, e nunca a favor do direito do povo à informação.

Esse impasse segue em discussão, assim como a questão da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista - que estava com análise de recurso prevista (mas isso é assunto para outra postagem... - Em breve, notícias a respeito aqui!).
Apesar das incertezas, nós, jornalistas brasileiros, já temos um bom motivo para comemorar no dia 03/05, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. E que a gente siga comunicando de maneira consciente e justa.

Monday, 20 April 2009

verborragia


Os blogs estão aí para isso: para se versar livremente sobre diferentes assuntos. Agora, escrever num jornal de grande circulação é diferente. Merece cuidado, respeito, apuração. Tem que se pesar o que é dito, não se deve escrever sem limites, ainda mais quando se fala mal de algo, ou alguém.

Abri a Zero Hora de sexta-feira e vi uma coluna no caderno jovem do jornal que me chamou a atenção negativamente. Nela, uma lista de seis itens lamentáveis dos anos noventa. Seguem baixo:

1. Raves. Música irritante, homens sem camisa e NINGUÉM beijando na boca.
2. Grafite. Foi quando inventaram o absurdo que grafite é arte. Sério, grafite não é arte.
3. Manguebeat. Lama, fantasias e anamauê. Alguém me explica?
4. Camisa de flanela. Perfeitas para quem tava a fim de se matar naquele dia.
5. Guerra do Golfo. Não é minha guerra favorita, te dizer.
6. Tamagotchi. Atestado máximo de imbecil.


Quanto a fazer a lista, ok, mas as críticas poderiam ser melhor elaboradas, embasadas em verdades. Esse é o príncípio básico. Agora, com que respaldo o autor faz afirmações como a que grafite não é arte, por exemplo? Onde essa pessoa vive que não vê que está errado? (por ironia do destino, descobri que no mesmo bairro que minha mãe mora, aqui, próximo de onde estou AGORA).

Me vi obrigada a ir atrás de informações sobre quem escreveu tamanho disparate. Fiquei chocada. A pessoa é comunicador de rádio, trabalha com música e, no mínimo, não reconhece o valor de Chico Science na música brasileira. Sinceramente, gostaria que não dessem tanto crédito a quem tem um 'puta' espaço na mídia e manda mal uma vez que usa de seu gosto pessoal e sua desinformação para criticar movimentos musicais e uma arte que pelo visto desconhece, ou ignora.

Liberdade de expressão? Tem que ter. E discernimento? Todo. Ele até pode publicar o que quiser em outro nível, agora um jornal deste porte bancar esse tipo de texto agressivo e deselegante, é DEMAIS. Chama o ombudsman! Avisa o moço que veículo para este tipo de texto é OUTRO e que os blogs estão aí para isso. Enfim, viva a internet e toda verborragia cabível aqui.

Utilizando-me do que é de praxe: Cala a boca, Piangers! (ou Zero Fora?)
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!