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Tuesday, 5 March 2013

mi adorable demonio

Bom, para começar, sinto-me um pouco como 'um peixe fora d'água' aqui na América do Norte, onde a (má) influência de um filtro estadunidense sobre a mídia em geral faz ecoar uma fama diabólica de Hugo Chávez.

Muitos comemoram por aqui. Estavam só aguardando o pior... Para outros tantos americanos/latinos (muitos mais, de fato), porém, esse foi um triste episódio para a luta - que continua, companheiros.

Estou triste com sua morte SIM. Afinal, ele foi para Venezuela fundamental na tomada do poder pela massa. Um pouco como o que Lula fez no Brasil. Chávez, embora militar, foi um dos nossos.

Sendo assim, quanto a essa imagem demoníaca que ele possui, faço a pergunta: ele é ruim para quem mesmo? Porque, na moral, de bicho-papão só tem medo criancinha ingênua e desinformada (algo, inclusive, cada vez mais raro num momento tão informatizado).

Claro que ele não foi um presidente perfeito. Aliás, existe algum? Difícil agradar a todos... Tudo dependende quando visto pelos intere$$es. Na realidade, os reais monstros da sociedade capitalista são bem outros...


Ficam agora justamente as dúvidas quanto à sua sucessão, ao futuro da oposição ao império ainda liderado pelos yankees.

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Deixo aqui a minha homenagem ao homem que mudou o mundo, melhorando-o, como pode...

um governante solitário


socialista


entrou para a História


cagando para os Estados Unidos



Wednesday, 3 November 2010

superhero

 
As previsões se concretizaram e, Barack Obama, que está com sua popularidade em baixa, levou uma “surra” nas eleições legislativas norte-americanas, realizadas ontem, no meio de seu mandato. Os democratas perderam a maioria na Câmara e a força no Senado.

A insatisfação que paira sobre a megapotência mundial fortaleceu o partido Republicano, apoiado na dificuldade do presidente em sair rapidamente dos efeitos da crise que arrasou com o país imperialista em 2008, resolver a questão da economia empacada, com o dólar desvalorizado, e ainda o índice de desemprego, que já beira os 10%. Os eleitores que depositaram na figura de Obama toda a esperança de mudanças e melhoras urgentes, não estão sabendo lidar e se mostram extremamente desgostosos com o processo lento de recuperação dos Estados Unidos.

Essa foi uma derrota significativa que serviu de alerta para que o homem mais poderoso do mundo mude o rumo de seu governo, principalmente no que se refere às prioridades. Agradar à opinião pública e, agora, aos opositores também, tentando certa cooperação em que eles aprovem e não atravanquem os projetos propostos por ele, será o maior desafio do líder democrata.

No entanto, a História está a seu favor. Da mesma forma ocorreu com George Clinton e Ronald Reagan, esse último enfrentando na época taxas de desemprego bem semelhantes às atuais. Ambos conseguiram a reeleição dois anos depois, superando os problemas enfrentados. Vou além: por mais que os yankees reclamem do governo de Obama, e isso tenha se refletido no resultado desse pleito, ele, ainda sim, já é um vitorioso, mesmo antes de qualquer aposta para mais quatro anos no poder.

Em apenas 24 meses, ele conseguiu aprovar uma reforma histórica no sistema de saúde, algo fracassado por antecessores, além de ter feito uma no sistema financeiro, com pacotes de estímulos econômicos, bem como ter progredido nas negociações para diminuição de emissão de gases aceleradores do Aquecimento Global. Infelizmente, pelo menos dois desses avanços correm o risco de um recuo em detrimento ao conservadorismo que aponta essas como iniciativas 'socialistas' por parte dele (não é piada... sim: SOCIALISTAS - acreditem!).

A onda extremamente conservadora que ganha força por lá, ela sim, é preocupante. Trata-se de um retrocesso daquilo que já avançou justamente contra essa maré. É um dilema seu papel agora, pois ou eles colaboram, ou se opoem às medidas sustentáveis previstas, arriscando, assim, seu sucesso na próxima votação presidencial, em 2012. Todo mundo sabia que não iria ser um mar de rosas os primeiros anos de desafogamento estadunidense, mas ser acimentado por uma direita xiita, cujo discurso por vezes soa absurdo na contramão do trabalho que vem sendo realizado, abala as estruturas e mexe com os brios de qualquer mortal.

Embora tenha sido visto como um espécie de herói quando assumiu a bronca há dois anos, fazer mágica foi impossível àquela altura, e ainda hoje é... Mas, AGORA, ele vai ter que usar todos os seus superpoderes, qualquer truque que tire da cartola soluções imediatistas, para não deixar a peteca (a moeda e sua popularidade) cair ainda mais. Otimista, eu acho que ele vai conseguir ressurgir das cinzas e sair do vermelho. Basta saber o que ele vai fazer na tentativa de deixar tudo azul... Só espero que não regrida demais, tampouco deixe o resto do mundo roxo de raiva com as atitudes tomadas para salvá-los.

E para finalizar, utilizo-me aqui do jargão de sua campanha,vencedor e invencível... é o que resta: Hope.

Tuesday, 22 June 2010

banho de água fria


Queria ter visto a cara do ditador Kim Jong-Il, não só por ele ter assistido ao vivo o jogo realizado ontem em que a Coreia do Norte perdeu para Portugal, mas por ter deixado todo seu povo ver tais imagens.  A confiança excessiva depois do gol contra o Brasil em sua estreia no campeonato o traiu.

Foi uma "mal-sucedida" exceção, pois a população de lá só teria acesso com atraso de um dia ao que o chefe de estado mais totalitário da atualidade libera  para eles depois de analisar o conteúdo - inclusive os lances da Copa do Mundo. Isso SE ele permitir, claro! A censura de seu regime socialista é MUITO forte, mas o bloqueio foi furado desta vez - literalmente.

Os motivos de veto são qualquer manifestação de oposição ao atual governo, ou razões de humilhação à nação. Esta última seria sua maior preocupação e/ou principal desculpa para impedir a veiculação da partida se pudesse antever o resultado, já que os lusitanos ganharam numa goleada histórica de sete a zero contra eles. Ah, se arrependimento matasse...

E para completar o "baile", sua vizinha, meio-irmã e rival Coreia do Sul se classificou hoje para as oitavas de final. Esse vexame futebolístico foi um banho de água fria no otimismo dos norte-coreanos, obrigados e convencidos a SEMPRE defender a “supremacia”(?) de seu pequeno e notável país.

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*Se de um lado falta informação e liberdade, do outro sobra:

Só resta agora a imprensa marrom dos Estados Unidos tirar um pouco o foco do Irã e se aproveitar do ocorrido para conseguir apoio, assustando nossos colonizadores sobre qualquer possibilidade de uma retalhação nuclear. Estou brincando, mas tratando-se da potência bélica, NUNCA se sabe... [risos]

Monday, 9 November 2009

em cima do muro


Hoje faz 20 anos que a cortina de ferro se desfez.

O muro de Berlim durante 28 anos não só separou a capital alemã em duas partes. Foi um divisor entre dois diferentes mundos políticos e econômicos. E mais que isso: ideológicos.

Muitos datam o fim da Guerra Fria pelo feito comemorado hoje. No entanto hoje ainda vê-se uma Cuba isolada e defasada, uma China inquestionada por sua crueldade de direitos trabalhistas, um Estados Unidos com seus devaneios estudantis, seu racismo e preconceitos, uma Europa xenofóbica, uma África faminta, paupérima e com a AIDS matanto milhares de pessoas, e uma América questionada sobre sua identifdade e união.

O socialismo e o capitalismo tem seus quês, seus prós e contras e, é evidente que da maneira que se conduzem as coisas, certos conceitos acabam não se consolidando como realidade em função do benefício de poucos, em detrimento ao interesse de quem tem o poder. O pior de tudo é que é a massa que sofre, que fica sem escolha, que é 'levada' ao bel prazer de seus dirigentes - sejam eles civis, militares, monarcas, empresários ou televisivos.

Não sei até que ponto a tão desejada liberdade de ir e vir e de consumo, próprias do mundo capitalistas, festejadas com a queda do muro, são consideravelmente melhores que o direito à saúde e formação, oferecido pelos estados socialistas. Se é liberal, mas não livre. Pode-se adquirir, ter, possuir, mas só quem pode, quem detem o capital necessário.

Hoje o 'inimigo' não é mais a força vermelha, mas a violência gerada pela pobreza - problema ignorados por muitos, até por aqueles que sofrem com ela. O bicho papão comunista assombrou, a ferro e fogo, a vida dos cidadãos ditos de bem, interessados em crescer, em vencer, em mostrar ao mundo sua força, seu potencial. Coisa pouca é bobagem, o básico não satisfaz mais. Poucos tem muito, muitos tem pouco.

E a maioria está em cima do muro, não se posiciona, não faz nada a respeito, apesar da situação desconfortável de não se ter por onde ir. A falta de opção agora é econômica e social, e não mais política. Tudo é uma questão de ponto-de-vista, em como nos é apresentada a realidade e como a encaramos.
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passatempo

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c'est fini!