
A experiência de sair da barra da saia da mamãe é bem particular. Pra mim aconteceu tarde até. Demorei 22 anos para ter um cantinho que pudesse chamar de 'meu'. É bem certo que a evolução foi gradual, que já passei perrengues por aqui – do quartinho da empregada, dividindo apartamento com outras pessoas, morando junto (a dois) sem harmonia, a receber pouso amigo de socorro.
Hoje comemoro três anos de estabilidade, de felicidade, de um encontro comigo mesmo, de um retorno a minha essência, meu eu interior. Vejo tudo isso refletido nos meus móveis, decoração, na maneira que disponho minhas coisas no meu quadrado. Suponho que tenham a minha 'cara'. Nossa casinha diz muito sobre a gente, é preciosa.
Para harmonizar o ambiente, boa música, incensos e a presença dos verdadeiros amigos, de visitas agradáveis, próximas, do bem. Como o santuário sagrado que é, o solar exige atenção, investimento, boas energias. Nada como construir, manter, cuidar e preservar o nosso ninho. Ele é a base para que se voe alto e longe.
