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Saturday, 6 July 2013

que uruca!

foto de João Mattos/JC
Deixo registradas aqui minhas sinceras lástimas pelo ocorrido hoje à noite no Mercado Público de Porto Alegre. E, tentando evitar teorias conspiratórias mais complexas  agora, exponho somente meu profundo repúdio à qualquer proposta de contrução diferente da ideia original de um prédio popular.

Que este cartão-postal da cidade seja logo reformado e entregue novamente ao seu povo, que hoje dormirá triste.


Tuesday, 26 March 2013

hey...

Today, is the 241st anniversary of Porto Alegre, my birthplace.

I miss it a lot - because of my family and friends, and also by virtue of its singular charm. I'm very proud to be originally from there, to can say I'm 'Gaúcha' even before considering me a Brazilian (deep roots we never lose, despite the fact of moving far away).

What is more, I would like to show all you guys from where nice people like me come... that's why I chose this encyclopedic pic besides writing a long introduction in English, which is more universal.

Well, here it is: my homage! Poa, I love you ♥
 

Friday, 5 October 2012

dicotomia

O Parque da Harmonia, estimado lugar que faz parte da tão primada tradição gaúcha, recebeu o nome do fundador da RBS em 1987. Faz tempo... (ou alguém esqueceu?)

Outra: hoje em dia, praticamente todos eventos culturais recebem o patrocínio de empresas privadas - mesmo o Acampamento Farroupilha. E a maioria deles só acontece graças a esse auxílio financeiro.
 
Oposições à parte, esse tipo de prática é recorrente em Porto Alegre, em diferentes níveis. Fato.

Reflexo de uma contemporaneidade corporativa mundialista, viral, forte e onipresente. Ou 'psicopata', como definiria o filme The Corporation.

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do local para o global 
(ou vice-versa)

O pior não é a imagem da Coca Cola massivamente em Porto Alegre, patrocinando reformas no Largo Glênio Peres, no Auditório Araújo Viana (wherever!), mas a ausência do Estado, sucateando bens públicos. Admitemos que, antes, esses espaços eram sujos, ruinosos... nojentos até(!), apesar de toda bagagem histórica cultural e política ligada a eles. Em tempos de preparação para a Copa (e campanha!), o prefeito da cidade (e candidato à reeleição!), José Fortunati, passou à diante a responsabilidade de um serviço de base. Esta questionável terceirização, por sua vez, proporcionou uma melhor estrutura em termos de limpeza, tecnologia, segurança etc. Mérito esse que foi incapaz de adquirir em seu mandato com os recursos devidos.

Mais lastimável que a ofensiva da Brigada Militar contra os manifestantes desgostosos com a "venda" da capital gaúcha à multinacional, é sua presença ostensiva em defesa de interesses exteriores aos da população em geral (ou a prioridade agora é interceder em prol do mascote tatu? - na verdade, 'TATUdo errado'!). É difícil ver tantos brigadianos reunidos, prontos, dispostos e incentivados a proteger o cidadão - de bandido, injustiça, violência, corrupção... Normalmente, falta polícia nas ruas, sobra insegurança.


Quando os papéis se invertem, é aí que mora o perigo...


Estar num local 'próprio', agradável, oferecido pela iniciativa privada (dessa marca), e ter a opção de beber outra, se e quando convier - a rival Pepsi, por exemplo (ou melhor: nenhuma das duas, mas um mate, respeitando as ra
ízes), parece-me melhor que deixar de frequentá-lo por falta de condições ideais, precariedade. Onde está a liberdade? - ou a privação dela. E ainda: sua  'privatização', nesse caso. Impostos foram pagos. Investimentos feitos onde? - essa é a questão. Pelo menos, parte do dinheiro de quem compra esse refrigerante, a gente conhece o destino.

Que fique claro: não sou a favor deles, muito menos dessa situação ridícula a que se chegou. Entretanto, convenhamos: atualmente, empresários capitalistas são mais competentes que nossos politicos nesse sentido. Infelizmente. Ou seja, NÃO é "culpa" exclusiva da Coca Cola, em si. Ela (apenas) desempenha super bem seu trabalho no sistema econômico (e selvagem!) em que vivemos. Cruel, mas é essa a realidade.

Fora SIM, mas (também) o(s) mau(s) governante(s) permissivos que estão no poder. São eles que oportunizam tudo isso.

A instisfação social é saudavel, coerente, bem-vinda. No entanto, a fúria do povo está mal focada. A grande arma de mudança é ainda o voto (frase de efeito - excelente em véspera de eleição!).

Viva a democracia! Afinal, é tudo uma questão de escolha. 

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 sem vestir a camisa

Admito que (ainda) bebo Coca-Cola, embora não me orgulhe, e evite. Porém, JAMAIS seria capaz de publicar (por livre e espontânea vontade, e em sã consciência) meu nome numa latinha deles e divulgá-la
na internet ou onde quer que seja(!) DE GRAÇA e (ainda por cima!) cheia de brios.

Bom, para aqueles que o fizeram (principalmente os porto-alegrenses que estão a reclamar agora, infelizes com essa invasão toda), meu recado:



Tuesday, 11 January 2011

no smoke without fire


I confess I am used to the new reality in Rio that is favourable for no smokers - (finally!) people there is obligated to go out of the places to do it. No excuses to light any cigarette indoor anymore… Hence, when I am in Porto Alegre I felt myself displaced.

Here, unfortunately, they still insist to continuing doing it as before all laws that have forbidden it, at least when inside. Ok… I know that their behaviour related with smoking is different of carioca’s. However, gauchos have always been more politicized…

In Rio Grande do Sul they should be more aware about that… and give a good example like in another issues. On the other hand, the situation is better now than a few months ago when everybody was used to smoke everywhere!

Well, things are improving… better: smokeless.

Monday, 20 December 2010

a paz no mundo começa em casa


Voltamos àquela velha questão que assola a sociedade há tempos (de repente desde que o mundo é mundo...): violência doméstica. Um crime que desestrutura famílias aqui e lá fora.

Todo mundo vê na TV que o Rio de Janeiro é uma cidade perigosa, ok – concordo. Moro lá e conheço os riscos referentes ao local que escolhi para viver, mas o que presenciei ontem aqui, em Porto Alegre, NUNCA vi havia visto igual em terras cariocas.

Domingo, 22h30min - Começam a discutir no andar de baixo. Percebe-se que é algo referente a ‘poder’: “Quem manda aqui sou eu, porr*!”, nesse nível. Logo depois, altos gritos de dor e barulhos de pancadas. Pelo o que se ouve, sabe-se que uma mulher está apanhando, e MUITO.

Crianças assustadas questionam o que está acontecendo. Imagino no que deve estar pensando o pequeno que está lá embaixo a presenciar toda a cena ao vivo, nos traumas que surgirão em sua vida, nos valores que levará para o futuro. Se nós, adultos, já demoramos a dormir e relaxar depois do incidente, imagina elas! Cruel.

A vizinhança passa a se manifestar. Ameaçam chamar a polícia, nada parece convencer a mão agressora a parar, no entanto. “BUM BUM BUM” - suspeitamos agora que ele está batendo a cabeça dela na parede. Interfona-se para a portaria, ele diz que nada pode fazer a respeito. “Problemas pessoais de família”, alega.

Berros e choros constantes. A polícia chega, mas entra pelo portão mais longe do condomínio. Silêncio no térreo e, de repente, abrem a porta. Dois caras (tipo armário - 2mX2m) carregam a criatura ensanguentada cujos pés escorregam pelo chão sem tocá-lo. Não consegue caminhar, está desacordada.

Os policiais interrogam os vizinhos. A moradora que fez a denúncia se identifica. Todos reclamam do ocorrido. “Um absurdo!”, dizem. Enquanto isso, vemos o carro com os três desce a rua. Mais alguns minutos, e a brigada vai embora.

No dia seguinte: “Bom dia, Seu Zé”. “Se eu fosse a senhora, me cuidava. Eles vão te dar uma surra”, alerta o porteiro. Ou seja, é uma máfia - nem só conivente ele é, mas cúmplice. A ameaça vem de onde menos se espera.

Familiar espancando parente (não sabemos ainda se era “assunto” de pai e filha, ou casal – independente: relações de afeto), prestador de serviço responsável pela segurança dos condôminos mancomunado com malfeitores, despistando a polícia a seu favor e ainda dando recados... Tá tudo errado!
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Lembrando que foi aprovado este mês o Projeto de Lei n. 4.367/08, da deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), que inclui a agressão praticada por namorados ou ex como uma das categorias de violência contra a mulher, passíveis de punição pela Lei Maria da Penha (n. 11.340/06). 

Denuncie! A mula ruge...

Saturday, 4 September 2010

a-travessa!


Há tempos se conhece o valor histórico dessa poética ruela de pedra (mãe dos antigos paralelepípedos), cravada na Cidade Baixa, entre as ruas Joaquim Nabuco e Lopo Gonçalves - a Travessa dos Venezianos. Com suas 17 casinhas tombadas, bem conservadas, construídas no início do século XX, torna-se um local charmoso e culturalmente promissor.

Nessa última visita a Porto Alegre, pude ver (orgulhosa) que o simpático lugar tende a se tornar um point cult da cidade. O pioneirismo ficou por conta da iniciativa bacana de Thiago Rempel, responsável pelo aconchegante
Bistrô Personali, localizado no número 25. Lá, ao som de vinis e à meia-luz, são oferecidas pizzas artesanais, cerveja gelada e um bom vinho.

Aberto de terça a domingo, a partir das 20h, com preços acessíveis, atendimento amigável... nota dez! Agradável, é ideal para reunir os amigos, namorar ou curtir uma fossa sozinho - lendo um livro, olhando a bunda de alguém, jogando charme ou, simplesmente, vendo a banda passar. Indo mais além, já penso na produção de eventos intelectuais como saraus e audição de músicas, rodas de sambas à tarde, feiras de livros - as possibilidades são muitas, de dia e à noite (como a gravação que fizemos).

Vida longa à Travessa! Que muitos a atravessem, e que ela atravesse outro século, linda, como patrimônio histórico da cidade.

Por essa e outras é que sinto saudades da terrinha... Fica a vontade de vir mais.

*Deixo somente a dica, pedido e o protesto para que a Prefeitura proíba o estacionamento de carros ali. Além de dificultarem o acesso e limitarem o espaço (já pequeno) da rua, os carros ainda deterioram com o atrito dos pneus o calçamento original mantido até hoje.

Monday, 30 August 2010

para tudo que eu quero descer!


Até o último fio de cabelo (contando pentelhos, cílios e sobrancelha) - esse é o tamanho da encrenca. Se arrependimento matasse, a mula tinha parado de rugir logo que cheguei a São Paulo - devido à irresponsabilidade alheia, falta de noção, respeito etc.

Prezo por aquilo que faço. Então, para manter o padrão (internacional, sem falsa modéstia), deveria seguir mais meus instintos, meu sexto sentido, meu profissionalismo e toda a razão e seriedade que tenho. Quando peço uma coisa, ainda mais sendo trabalho, não é à toa. Mesmo. E não é implicância, não.

Agora aguenta! (Ok, mas quero a minha mãe... ainda bem que Porto Alegre vem aí!)

Monday, 23 August 2010

o sexo e as cidades


Não é só em Nova York que o sexo e a cidade se fundem, originando histórias interessantes, induzindo o comportamento social, gerando empregos, dando MUITO prazer e lucro a algumas pessoas e empresas. O mercado do entretenimento adulto é lucrativo, e está presente em diversas outras metrópoles do mundo.

Lá fora, só iremos a Amsterdam. De resto, vamos visitar as já conhecidas São Paulo e Porto Alegre aqui no Brasil, pois no Rio já gravamos. O programa pretende mostrar o que de mais quente rola nesses lugares. Gizelle Maritan desvenda esses locais, interagindo com as pessoas, matando sua curiosidade (e os espectadores de tesão!). Só não diria que ela é uma Carrie, porque além de ficção, se fosse um seriado, estaria mais pra SOS Malibu. 

Cidade Nua - quatro destinos e muita sensualidade... Pé na estrada!
(ou seria ‘pau’, ‘bunda’, ‘peito’, 'cu' ou ‘boceta’?!)

Sunday, 13 June 2010

santonho


Minha vo era devota de Santo Antonio. Nota-se pelo composto nome de meus tios, sempre terminados com este, tão comum nos dias atuais. Nos últimos anos, Antonios, Franciscos, Joãos e Bentos tem sido registrados aos montes. Bom isso, pois são todos lindos.

A igreja desse santo é uma das primeiras e das que mais me lembro em Porto Alegre. Fica no morro homônimo, onde trabalhei algum tempo, em diferentes anos, na rádio mais rock da cidade (era, pelo menos...). Embora não católica, a muitas missas fui quando pequena e já adolescente também.

Confesso, entretanto, que não esqueço nesse contexto, pois me marcou profundamente, a distribuição do saboroso pãozinho que tanto gostava de comer quando era obrigada a comparecer nesses lugares sagrados (que vamos combinar ser um saco para qualquer criança ou jovem!). Recordo como se fosse hoje, até do cheiro...

Mas, Fernando de Bulhões, frade franciscano assim batizado, mais do que 'Padroeiro dos Pobres', é conhecido nacionalmente como 'casamenteiro'. Essa crença faz dele um dos santos mais populares no Brasil. Possui milhões de fiéis que hoje, em seu dia, e ao longo do ano (e das festas juninas) fazem simpatias para se enlaçar.

Diante de sua imagem barroca, em Ouro Preto, dentro da Igreja da Nossa Senhora da Conceição, confesso que não prometi nada, mas pedi e agradeci sua proteção e ajuda em questões que vão além coração. Há muito tempo me auxilia prontamente, e sem que eu tenha que lhe deixar de cabeça pra baixo, ou em castigos parecidos, tão comuns quando se quer algo dele.

Então, com muita fé, e sem pressa, tenho certeza que é só esperar que o que é bom virá - quando e como tiver que ser, enfim.

Thursday, 20 May 2010

chata de galocha


Sei que é um saco!

Ser pega de surpresa e molhar os sapatos e os pezinhos de donzela não é nada bom, mas admito que, mesmo assim, estava torcendo por um dia chuvoso. DESCULPEM.

O motivo não é nenhum além do fato de eu querer inaugurar minhas galochas novas em situação propícia... compreensível até, pois sou mulher! Acho que no clima úmido portoalegrense conseguirei, enfim.

Friday, 6 November 2009

bom sinal


Porto Alegre me surpreende! Em meio a uma sujeira nunca antes vista (e vivida – me relatou quem ainda vive lá), eis que surge uma campanha que me chama a atenção e me faz lembrar os velhos tempos de uma cidade melhor: o novo sinal.

Vi um cartaz no Usina do Gasômetro e fiquei SUPER curiosa para saber o que era. Me contaram... E vi que ainda há provas de que sou natural de um lugar mais civilizado de se viver. É, porque se essa iniciativa fosse aqui, no Rio, ia surgir rapidamente uma geração de manetas! Pior.

Bom, o lance é o seguinte: as pessoas que estão na faixa de segurança que não tem sinal e querem atravessar a rua, ela fazem um sinal com a mão (veja na ilustração acima) e pronto! – os carros param. Simples assim. E o pessoal disse, satisfeito, que tem funcionado. Claro que deve se implementar melhor com o passar do tempo, mas já está funcionando bem.

Parabéns pela campanha, pela boa educação e entrosamento entre pedestres e motoristas. Do gesto que eu uso muito virtualmente, posso dizer que eu curti o novo sinal de trânsito usado lá. Gostaria que mais lugares no país pudessem adotar tal medida. Quem sabe... Mais infos sobre a novidade em:
www.novosinal.com.br.

Sunday, 25 October 2009

just a perfect day


No Rio é o seguinte: tem sol, dá praia! Não tem erro, tá calor. Mas nem sempre vivi essa realidade, bem pelo contrário... E já vi alguns conhecidos se darem mal seguindo essa regra 'carioca'. E até eu sofri por isso nesta minha visita ao sul.

Em Porto Alegre pode estar menos de 5º na rua e nenhuma nuvem no céu. Inclusive, os dias mais bonitos são justamente os frios. A luz fica maravilhosa para fotografar. Quem se aventura por esta arte, sabe.

Saudades da minha K1000 e da sensibilidade por ver entre suas lentes. Boas lembranças de um tempo de hobby caro, mas tão gostoso. Tenho comigo alguns produtos desses dias, de minha audácia, e até certo talento para a coisa. Vou até reve-los assim que possível!

Agora, do frio, só nostalgia mesmo. Prefiro hoje para viver a brisa do mar. Outra luz, imperfeita, forte, clara, mas que me faz feliz e me deixa douradinha o ano inteiro. De qualquer maneira, viva o sol! - seja onde e como for.

Thursday, 22 October 2009

o X da questão


Há dias só penso numa coisa: em comer X coração - com x mesmo, embora também se escreva popularmente 'xis'. A letra se refira ao som da palavra cheese (queijo, em inglês). Chego a sonhar com isso, tamanha vontade e a expectativa de chegar a hora. Sou apaixonada, não nego. Suculento, giga, bem gordo... salivo só de pensar! Dedico a ele esse texto de hoje.

Infelizmente, não existe a cultura do coraçãozinho no Rio, tampouco a do X. Na verdade, até tem uma lanchonete no Catete (Tchê Lanches) que vende o ‘veneno’, e a um preço ótimo. Vale pela iniciativa, mas não é a mesma coisa que os clássicos gaudérios. Meus preferidos são os da Lancheria do Parque e também o do Cavanhas. Mas encaro qualquer um na boa - aqui, em Porto, onde for. Sempre arrisco.
Para quem não é gaúcho, acostumado a essas big excentricidades de nossa fat gastronomia, vou explicar mais sobre esse que é meu sonho de consumo estando longe da querência, uma das coisas que mais me fazem falta aqui hoje e que me deixam com saudades do sul. É bem simples, na verdade... e uma delícia!

Ingredientes:

Pão


Tem que ser específico, grande, do tamanho de um prato lanche. Eu prefiro pão cervejinha, porque fica mais crocante, mas pode ser ‘massinha’ também.

Recheio




- coração de galinha (VÁRIOS, espalhados por toda a superfície do pão)
- maionese
- tomate picado (pode ser em rodelas também, mas para comer na mão o sanduíche é melhor que venha em cubinhos)
- alface
- milho verde
- ervilha
- ovo frito (pode pedir sem também)
- queijo (mussarela ou prato/lanche)
- catchup e mostarda a gosto (no meu caso, só o vermelho... e olhe lá!)

Frita-se o ovo e, assim que pronto, coloca-se uma ou duas fatias de queijo em cima. Enquanto isso, os corações também são preparados na chapa quente. Corta-se o pão na metade, e na parte de baixo, passa-se MUITA maionese. Depois, coloca-se uma ou duas folhas de alface, tomate cortadinho, milho, ervilha e o coração - que ficará por cima de tudo, preenchendo toda a área do pão. Por cima do coração, vem então o ovo e o queijo. Tapa-se o monstro e pronto: chapa nele!

Pode parecer péssimo, mas é uma iguaria. Amo. Há ainda os X “baleia” mais calóricos, como os que tem bacon ou calabresa, lombo de porco ou pernil, ou tudo junto misturado (num ‘X tudo’ MEGA). Já comi muitos... Hoje, não dou conta nem da metade, confesso. Mas admito que uns pedacinhos de bacon dão um tchan todo especial ao sabor do coração (o que é um peido para quem tá cagado, não é mesmo?!).

Como a maioria dos sanduíches apreciados no Rio Grande, esse prato (sim, porque o X Coração é tão grande que vale por uma refeição MESMO) é feito na chapa. Vem prensado – o que é ótimo porque evita que todos os milhos, ervilhas e afins caiam para todos os lados enquanto comemos segurando-o com as mãos. Os tímidos que preferirem, podem come-lo no prato, com auxílio dos talheres.

Hoje é dia de me esbaldar e acabar o que estava me matando... a saudade! Depois desse chute no estômago, uma Polar estupidamente gelada para brindar com os conterrâneos o que o sul tem de melhor. Adoro esse ritual. Desde que desgarrei, sigo o protocolo direitinho em todas visitas que faço. Facchini e Ildo que aguardem a mim e à ‘(Gram)Polinha’ na Lanchera logo mais, à noite! Culpa dele.

Hasta!

*para poder visualizar melhor o X em questão, olhem as fotos das diversas opções de X (mas contemplo o de minha preferência, claro) no site de uma lanchonete do Menino Deus, o  Agápio Lanches.

Sunday, 23 August 2009

preserve


Há cinco anos e meio não posso mais chamar Porto Alegre de lar. Mesmo assim, quando informada de que pretendiam acabar com uma de suas principais características (na minha opinião, a mais bonita e singular da cidade), me opus na hora.

Sempre vivi na zona sul da cidade. O por-do-sol sob as águas do ("rio") Guaíba, o mais belo do sul do (meu) mundo, dá as boas-vindas às noites na capital gaúcha. Sua beleza pode ser conferida a cada final de tarde nos parques que margeiam a região.

Uma crueldade tirarem isso dos cidadãos, mesmo que em parte, e oferecem esse bem-maior à especulação imobiliária, a poucos indivíduos mais abastados que poderiam pagar pela exclusividade da vista. Passariam eles a ter um espetáculo particular diário, serem donos ‘do pedaço’, da orla - como acontece normalmente nesses casos.

Como a querência sempre foi um lugar democrático (e me orgulho disso), até nesses momentos que nem deveria se discutir a possibilidade, eles vão a voto popular. Um consulta será realizada hoje em minha terra natal para dar rumo a esse impasse. Faço campanha aqui e torço pelo NÃO.

A negativa significa a impossibilidade da BM Par Empreendimentos, proprietária do terreno do antigo Estaleiro Só, uma das áreas que gerou mais polêmicas na história recente daqueles pagos, em construir prédios residenciais lá, à beira do rio. E comerciais, utopicamente, seria legal que só permitissem os intelectuais, artísticos e de entretenimento social.

A questão polarizou as discussões. De um lado os ambientalistas, preocupados com as questões de impacto ecológico e degradação dos aspectos naturais do local, de outro, os partidários, apontando a exploração da região como preocupante e carente de uma solução breve.

Sempre disse que, se fosse uma mega empresária, compraria aquilo lá e faria um centro cultural imenso, cheio de atividades bacanas que integrassem a população e mantivessem vivas as tradições gaúchas, brasileiras, platinas e latino-americanas. De repente até chamaria o Ben para me ajudar a dirigi-lo, administra-lo. Esse é o sonho de uma vida.

Bom, a sorte está lançada! Que os limites urbanísticos sejam bem definidos, com consciência. Quando eu voltar para visitas, quero poder tomar um mate quentinho sem ter uma sombra gigante e uma colossal barreira entre mim e o astro-rei, laranja, no horizonte do paralelo 30. Meu desejo é de que se preserve o que se tem de melhor, acima de tudo.

*Saudades - "Porto Alegre me faz tão sentimental..." (momento ternurinha, em que a canção de Isabela Fogaça cai muito bem)

Friday, 17 July 2009

sonho antigo


Ontem fiquei feliz ao me ver numa situação pela qual almejava passar há pelo menos quatro anos. Senti uma nostalgia de uma realidade que não existe mais, um lamento por um certo tempo perdido, mas a satisfação de enfim viver isso de perto, num outro momento, é verdade, mas próspero – ainda bem.

Refiro-me à presença do amigo e conterrâneo Tonho Crocco aqui no Rio de Janeiro. Ele, vocalista da extinta Ultramen, minha banda preferida, está enfim aqui, divulgando seu trabalho solo. Demorou mas ele veio, uma pena que não com o resto do bando, como tanto quis e os/me questionei a respeito, porque seu som swingado é a cara do Rio. Seu hit ‘A Dívida’ estourou por aqui, inclusive - ouvia-se em tudo o que era festa, show d’O Rappa. Mas eles não vieram. Ok, passou...

Agora é nova fase. Página virada. O contexto também é favorável, ainda mais se tratando de quem tem talento de sobra e a sintonia perfeita entre voz, letras e uma batida contagiante que agrada os ouvidos mais apurados, e atende ao requinte dos mais exigentes gostos. Em cinco faixas de um EP (extended play) que o gaúcho traz na mochila para distribuir por aqui, entre uma apresentação e outra, ele mostra a que veio. E vai deixar saudades.

Espero que o ultramano retorne mais vezes, e que eu o veja num futuro bem próximo como sempre sonhei: embalando a mim e uma multidão enlouquecidas por aqui, que nos faça dançar incansavelmente! Motivos para isso já temos, e estão no Teto Solar - novo trabalho do versátil artista. É um convite à boa música. Com qualidade e orgulho tenho o prazer de apresenta-lo para meus amigos, para nossa realidade – que é um Rio de possibilidades. Sorte lançada... a hora é agora. Fique mais e volte logo.

*O som do Tonho pode ser conferido aqui no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, dia 20/07 (Dia do Amigo), no Cinematèque - Rua Voluntários da Pátria, n. 53, em Botafogo, e na sexta-feira, dia 24/07, no Clandestino - Rua Barata Ribeiro, n. 111, em Copacabana, na festa Black Friday (minha favorita para dançar!). Ouçam-no em www.myspace.com/tonhocrocco e apareçam!

Tuesday, 28 April 2009

coletivo


Terça-feira, dia 28 de abril
(mas poderia ser qualquer outro dia)

Já estou no Rio, onde passei a reclamar mais dos transportes públicos. Sigo assim aqui, sem novidades boas a respeito. Subi num ônibus, mal consigo me segurar e ele arranca. Péssimo, mas me fez lembrar que voltei de Porto Alegre com uma visão menos saudosista de lá - pelo menos no que se refere a esse serviço.

Domingo, 21h. Estava na Venâncio Aires rumo à Av. João Pessoa. Fiquei parada no meio-fio esperando o sinal abrir para poder atravessar a rua. Meu ônibus passou por mim e parou no ponto para pegar passageiros. Consegui atravessar correndo, embora tivesse o sinal ainda aberto para os carros. Corri e bati na lateral do ônibus, mas embora tivesse gritado pedindo ao motorista para ele abrir a porta, ele não o fez e partiu.

Fiquei super frustrada com esse comportamento do trabalhador em questão. Era domingo, noite, ele não estava com pressa, estressado com o trânsito, nem nada. Estava apenas cumprindo sua jornada de trabalho. O que custava a esse homem abrir a porta para mim? - uma pessoa que visivelmente correu para pegar o ônibus que ainda estava ali parado.

Para mim fica claro que o sujeito não é um bom motorista de ônibus, cuja função é parar nos pontos e pegar os passageiros. Não que ele dirija mal, mas sua missão não cumpre com dignidade. Embora tivesse chegado "tarde" no local, só consigo ver como maldade a reação dele em arrancar o ônibus e me deixar ali, num dia como aquele, tarde, esperando o próximo carro, que com certeza iria demorar.

Enxergo esse comportamento como uma amostra de uma espécie de símbolo de poder, uma resposta vingativa, ou algo assim, contra o cidadão. Já falei sobre "o porteiro se sentir como dono do prédio" e acho que acontece a mesma coisa com os motoristas de ônibus e cobradores também, muitas vezes. É uma atitude do mal essa, infelizmente. Um anti-heroísmo às avessas.

Em mim fica a impressão de que esse é o momento e o meio como eles têm de mostrar sua importância. É quando podem dizer 'não' a alguém. E assim o fazem, mas de uma maneira errada, pois estão deixando de cumprir suas tarefas, e assim, executam mal o seu ofício.

Uma vez um amigo me falou que só vamos conhecer REALMENTE alguém quando essa pessoa tem poder. Concordei na hora. Depois me lembrei de alguns casos em que isso aconteceu, e me decepcionei. Já na esfera pública, fico deprimida por ver isso acontecer nos serviços primários, sentir que profissionais não cumprem direito o seu papel. Pagamos pela passagem, ninguém iria me dar carona, ou me fazer um favor nesse caso em Porto Alegre.

No Rio é ainda pior. Aqui tudo é maximizado: mais confusão, mais falta de educação, mais gente, mais barulho, mais trânsito etc. Fiquei chocada ao chegar aqui e ter que me atirar na segunda faixa para fazer sinal para um ônibus que iria passar direto se eu assim não fizesse (pois ele vinha à toda velocidade na terceira faixa e com certeza não iria parar! - como não pararam vários até eu aprender como lidar com a situação). Os absurdos presenciados já foram outros e vários, infelizmente.

Sempre digo que se político andasse de ônibus iria ser tudo diferente. Eles iam pensar mais no coletivo, com certeza.

Saturday, 25 April 2009

sul do mundo


Porto Alegre é demais! O outono aqui é enigmático. Minha estação favorita. Temperatura amena e a possibilidade de ver as folhas caindo na terra natal. Querência amada.

Essa nostalgia toda tem causa: um pôr-do-sol DAQUELES, que só vemos por aqui. Fui obrigada a me levantar e aplaudir, assim como faço em Ipanema, na companhia das milhares de pessoas que dividem comido esse instante mágico, poderoso - único, a casa tarde em que se repete.

Sempre fico num dilema cruel. Tenho milhões de lugares para conhecer, mas quero sempre retornar às origens. É bom revisitar o passado, rever amigos, estar com a família e comer bem. Tem coisas que só são comuns aqui, como Xis Coração e churrasco de ovelha, chimarrão e dias frios (e lindos) de sol.

O objetivo agora é estar aqui novamente só de passagem, rumo abaixo! - num caminho mais ao sul do mundo. E encerro com 'À Palo Seco', do Belchior, trilha sonora de um fim de tarde encantador que explica um pouco de mim, de nós:
"...por força do meu destino um tango argentino me cai bem melhor que um blues..."
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!