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Monday, 26 April 2010

escolhas

NUNCA conheci um Irion que não fosse familiar meu. O sobrenome não é difícil, mas incomum. Gosto disso, torna-nos singulares. No meu caso, em especial, mais ainda porque a junção ao Conti formou um nome único (que muitos até pensam ser um só de tanto que combina). Impossível ter outro igual por aí, pois um irmão inteiro a essa altura da vida, nem com milagre!

Amo esta particularidade toda, e, na verdade, não sei como seria se diferente, porque sempre foi assim... Não havia antes pensado a respeito, mas sem sombra de dúvida 'Vanessa Azevedo Santana' não me satisfaria tanto. E, s
e tivesse um 'Terezinha' (como nome composto), então... confesso que seria a morte! [risos] Aliás, OBRIGADA, mãe, por dar fim à tradicional saga religiosa de nossas antecessoras. *Tenho certeza que a Ale também agradece imensamente tão significativo favor.
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Aconteceu no sábado à noite, em Porto Alegre, um encontro da Família Irion (acho que o primeiro - de muitos, espero). Não fui convidada formalmente por uma questão de farpas herdadas que mal compreendo. Devido à distância, infelizmente, não pude estar lá, mas gostaria MESMO de ter comparecido. Queria conhecer meus parentes, por mais distantes que sejam, e desfazer qualquer possível mal-entendido.

Não vou negar que o fato de haver outros como eu me fascina e anima bastante (talvez o fato de nunca
ter sido apresentada colabore). Uma possibilidade como essa diria ser IMPERDÍVEL, embora (ir"I"onicamente) não tenha ído. Um de meus irmãos foi, e estou curiosíssima para saber mais do evento, quem esteve presente, quantos somos, se haverá outra oportunidade de nos encontrarmos... muita curiosidade e boa vontade minhas permeiam o tema.

Não vejo o passado como impecilho para o futuro. Com os anos, é comum que haja uma segregação natural em certos núcleos, por afinidade. Se nossos avós e pais tiveram problemas entre si, por acontecimentos que ficaram lá atrás (e que, hoje, talvez, não façam mais tanto sentido), vem aí uma nova geração para mudar o quadro atual, e de repente para unir de novo a família. Por que não?!

Enxergo de maneira otimista reencontros como esse. É a chance de se construir, daqui para frente, uma história diferente da que vinha sendo traçada até então. O tempo (senhor do destino, da vida), fechou um ciclo. Neste exato momento, somos outras pessoas... jovens e velhos. Já estou beirando os trinta e, daqui a pouco, com todo o frescor que nossa juventude permite, vamos assumir nós – meus primos, irmãos e eu, esse papel de (tentar) unir os entes.

Dizem que família não se escolhe... concordo(!), mas desfeitos os laços anteriormente, depende de nós agora reatá-los. Opto por poder, enfim, regar e fazer crescer minha árvore genealógica que tem raízes fortes, mas que até então era pequena por falta de folhas, de chance... sei lá - não importa mais, é página virada.
Adorei a iniciativa. Me chamem para os próximos!

Thursday, 5 November 2009

um nome a lazer

Por parte de pai, filha única e a caçula de três irmãos homens. Na geração anterior à minha, os Irions possuem a tórrida fama de jogadores e mulherengos. Como se isso não bastasse, meus manos e primos acabaram herdando tal comportamento.

Aí eu me pergunto: como ser uma mulher e zelar pelo sobrenome de família? (Olha o tamanho da responsabilidade!) Sendo uma típica dama - na mesa e/ou na cama. E para a sociedade... bom, eu nunca disse que prestava. Tenho primas também, saga que segue.

Thursday, 2 July 2009

a teoria dos apelidos

Até os dez anos, embora nunca tenha gostado, chamavam-se na família de ‘Nessa’. No colégio algumas amigas mudaram isso e, desde então sou Vavá. Aos 15 anos entrou o ‘Jones’, em homenagem à Rita Lee dos Mutantes (que, profissionalmente, não assina mais esse terceiro nome há tempos!). Peguei emprestado.

Era para escrever para o Geocities de um amigo meu da faculdade e ele sugeriu que eu tivesse um pseudônimo, porque a maioria dos escritores usava um, e ‘Vavá’ era muito simples. Optei então em pôr sobrenome ao apelido outrora singular. Colou.

Ainda hoje, muita gente em Porto Alegre nem imagina qual seja meu nome de verdade. E, na internet, por mais de cinco anos em Mircs e ICQs da vida, diversas pessoas não sabiam se Vavá Jones era homem ou mulher. Engraçado isso... Homem, eu!


E, justamente para por fim è essa questão ambígua, veio o ‘Linda’ veio em 2000, super feminino, sonoro, apesar de eu preferir um ‘Lee’ (ironia do destino essa...). Mas aí não dava! Iria ser MUITO a cópia, a fã, a louca. Não era esse o objetivo. Ela não ia gostar! Nem eu. E ficou 'Vavá Linda Jones' mesmo. Problema resolvido.

Curiosidade de muitos saciada, agora, admito que esse nome me deu sorte, singularidade, reconhecimento e popularidade até. Os amigos gostam de dize-lo em alto e bom tom ao me verem – impressionante! E me agrada isso. Acho cute. Estou satisfeita.

Voltei a "ser" Vanessa Conti Irion em 2005, somente por questões atuais de trabalho, porque ‘Vavá Linda Jones’ trabalhando diretamente com mercado erótico de repente na iria cair bem, né?! E, no mais, meu nome é super bonito
também e, eu quase nunca o tinha usado. Foi uma boa oportunidade essa. No entanto, o Jones, adotado anteriormente, nunca foi abandonado no pessoal. Amo!

Hoje, o codinome, completo, está mais vivo e ativo do que nunca! Porém, são tantas as combinações possíveis para dizer quem sou: ‘Vanessa Jones’, ‘Vavá Irion’, ‘Vavá Linda’.... que nome em lista acaba sendo uma viagem!
É comum misturarem tudo e sair cada vez uma coisa diferente. Chego dando várias alternativas possíveis até me acharem em meio aos outros nomes.

Ao me questionarem “Vavá de quê?”, respondo orgulhosa: “Jones”, ignorando completamente (e sem querer) a intenção dos bofes em saber se Vavá é de Valéria, Valesca, Vanessa... É mais forte que eu, juro. Está em mim. Já incorporei a alcunha! Fazer o quê?!


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Sou bastante curiosa também com os nicks alheios, abreviaturas, codinomes etc. Sempre gosto de saber se existe mesmo a relação nome-pessoa. Se os adjetivos procedem – se o ‘black’ é negro mesmo, se o ‘forte’ é másculo, e por aí vai. Aposto que muita gente se pergunta, inclusive, se o meu Linda é honesto, se o elogio faz jus à moça. E ai, o que acham?

E por falar em elogio, nessa onda de apelidos, quero saber se ‘Big’ é grande mesmo. Será? Aposto minhas fichas e pago para ver.
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c'est fini!