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Sunday, 9 August 2009

como se não bastasse...


Não basta ser pai, tem que participar.

Um dia, assistindo a um programa feminista da tevê, em dado momento as âncoras se questionaram sobre qual a primeira coisa que fariam se fossem homens. Eu pensei, pensei e pensei cá com os meus botões e cheguei à conclusão que eu iria... (tchan tchan tchan... TCHAN!) entender como podem pais abandonar seus filhos, ignorando sua existência.

A resposta poderia ser bem mais fácil, como por exemplo fazer xixi em pé ou ser chupado e gozar na boca de uma mulher (o que deve ser ótimo! - e possivelmente seria a segunda coisa a fazer no meu estado masculino), mas preferi ser menos rasa e também egoísta em meu objetivo. Essa questão é fato intrigante, habita meus pensamentos, minha vida, e já foi comentada diversas vezes em mesas de bar e papinhos filosóficos sobre a essência do homem.

Esse comportamento é masculino. Até acontece com espécimes fêmeas, mas é infinitamente maior o número de indivíduos homens que agem assim. Como conseguem? Meu pai não fez isso comigo, felizmente, mas só na minha geração de pais existem pelo menos uns dois ou três covardes. Desapareceram, depois de saíram um belo dia para comprar cigarros. Nunca mais voltaram para casa, deixando para trás um lar, esposa e filhos.

Como podem simplesmente bater a porta e esquecer uma vida inteira? Esposa e lar eu até entendo o desgaste do amor e o desapego, enfim. Mas e os filhos, aquelas criaturinhas inocentes, dependentes deles também? Acho estranho, apagar da memória momentos vividos, alegrias inclusive... NINGUÉM é infeliz por completo sempre. Será que não pensam em ligar somente para dizer um 'oi' ao filho, um 'feliz aniversário’, natal, ano novo...

Tenho uma teoria para isso - pessoal e empírica:

Os homens só amam seus filhos se as mães deles foram significativas em suas vidas. Se eles amaram-nas de verdade, serão fiéis e leais aos seus laços paternos.

Conheci grandes pais nessa vida e pude constatar que todos eles foram muito ligados às parideiras de suas crias. Esses são aqueles que abraçam a causa mesmo – trocam, dão banho, levam para escola, colocam para dormir, fazem e dão comida, lêem, levam no parque, à praia, ao circo e zoológico. Claro que deve ter exceções a esse pensamento meu, mas pelo que vejo, confesso que suponho esse índice ser baixo.

Não é um caso de se por alguma culpa, de se apontar o responsável por esse tipo de atitude infeliz e covarde, mas sim de repara-la. Nunca é tarde. Claro que o tempo passado é perdido, mas se existe futuro, tem-se uma possibilidade. Agarro-me a isso toda vez que vejo que não agi da melhor forma. E aceito que a outra parte atingida não me perdoe, mas acredito que só pelo fato de se tentar reparar os erros, já é grande avanço para todos, mesmo para quem não o aceita. Não custa nada tentar, ao menos.

Digo isso ao meu pai. O amo, incondicionalmente, mesmo com todos desacertos, contratempos – comigo e meus irmãos. Acho que aprendemos todos os dias, com todo mundo e com nós mesmos. Espero que ele siga assim, surpreendendo-se com as oportunidades que a vida nos oferece. São únicas e merecem atenção. Nada será como poderia ter sido, será como tem que ser. Há tempo para reparos e para um amanhã de mais união e de família reunida.

Hoje, no SEU dia, não pude estar por perto, abraça-lo, ou presenteá-lo, mas o homenageio com este texto. E, lamento por aqueles que preferiram a solidão, ou somente trocar de família esquecendo que havia outros ‘alguéns’ que os amavam e esperavam por eles. Lamento mesmo. Esses são infelizes por esta perda pessoal, essa incapacidade de ser amado e de dar amor por quem se é responsável.

Saturday, 8 August 2009

na torcida


Lamento por outros esportes não serem valorizados como o futebol é neste país. Acho injusto considerando que temos tantos talentos, mas se investe tão pouco neles. Poderíamos ser o país do vôlei (e já somos – desde a era Marcelo Negrão, Maurício, Tande, Giovane), da natação, judô, atletismo...

Semana passada César Cielo levou o ouro nos 100 metros livres no Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma, quebrando o recorde com seus 46s91. Ele também foi o melhor nos 50m, fazendo o melhor tempo da prova - 21s21. Final de julho foi a vez de nossa seleção masculina de vôlei se consagrar como a maior vencedora da história da Liga Mundial com oito conquistas, ao lado da Itália. A equipe comandada pelo técnico Bernardinho derrotou a Sérvia, em casa, e levou a melhor

Nosso vôlei feminino, também merece reconhecimento, com seu favoritismo para o Grand Prix deste ano, no Japão. A turma, hoje sob os cuidados do técnico José Roberto Guimarães, já ganhou sete vezes esse campeonato. Será que seremos octa campeãs? Merecemos. Tem também o Mundial de Atletismo na Alemanha que começa em meados deste mês, e temos chances de medalha. Tô na torcida!

*E também pela recuperação de Felipe Massa, que infelizmente foi atingido no capacete por uma mola que se soltou da suspensão traseira do Brawn GP de Rubens Barrichello. O piloto brasileiro está bem e espero que volte logo às pistas!

Enfim, torço por mudanças, por melhoras. Sou brasileira, não desisto nunca ('péssimo' esse slogan, mas pegou!).

Friday, 7 August 2009

tits


Gosto dos meus peitos. Sempre gostei. Passei muito tempo sem usar sutiã, em outro momento usei obrigada e hoje aproveito para explorar esse novo acessório para seduzir e ousar, como poucas vezes fiz. Sou novata nessa arte, e estou adorando tantas possibilidades, lingeries maravilhosas, conjuntos 'pra que te quero'!

Já tive piercings nos mamilos. Passei um pouco mais de três anos sendo olhada não nos meus olhos, mas logo abaixo, onde apareciam não duas, mas quatro "bolinhas". Miravam-me eriçados, cochichando, analisando, perguntando-se “será que é?”. Sim, eram. Tirei porque me machucaram e havia perdido um pouco da sensibilidade natural da região, mas também porque amava, não a mim mesma.

Já pensei sim em colocar silicone, mas não agora. Quero colocar quando tiver filhos e os peitos caírem, naturalmente. Mas sem exageros: uma garrafinha de vidro de coca-cola em cada um já está ótimo, ou quase isso... menos até. É só para dar uma levantada, uma moral (na auto-estima). Nada demais, tudo de bom. Mas nem me imagino com, sinceramente não sei se serei mais feliz e satisfeita do com os meus naturais que tenho hoje, pequenos, mas ideais.

Hoje tudo voltou ao normal (lambidas e carícias provocam um bom efeito e) me amo tanto que me presenteei com mais peitos. Comprei alguns artigos nesse formato para mim. Já tenho alguns de bilau, mas não sei porque desta vez preferi outros mais femininos, mais macios. Não tenho fissura por peito de mulher, prefiro um "tapetinho" masculino, inclusive (ler a respeito em breve, num próximo post). Foi apenas oportunidade.

Nem me liguei nisso na hora, mas é uma pena não serem em formato de tacinha de champagne como os meus, como eram os de minha irmã, e estão eternizados os da Radical Chic – os mais bonitos de todos por aí, na minha opinião. Independente disso, estou cheia de tits agora! Eba.

Thursday, 6 August 2009

anti-rosa


Serão necessários 75 anos, de 1945 a 2020, para que o mundo esteja livre das armas nucleares? – essa é a proposta da organização Prefeitos pela Paz, presidida por Tadatoshi Akiba, atualmente à frente de Hiroshima, que há exatos 64 anos foi atingida pela primeira vez na História por uma bomba dessa potência, mortal. E quantas mortes foram necessárias até hoje para que se tenha certeza dos malefícios desses recursos?

Com certeza nem as 80 mil vítimas instantâneas, nem as mais de 188 mil que sucederam devido à radiação, aumentando drasricamente o número total, foram suficientes para que um basta fosse dado sobre o problema. E se formos esperar ainda pelo fim das mais de 235.500 vidas supérstites, que se mantem sob seqüelas incuráveis daquele fim de Guerra (ou seria melhor dizer início de outra - da Guerra Fria?)? Serão mais de meio milhão de almas perdidas numa única tomada de decisão, num apertar de botão.

Chega de culpar o general-brigadeiro Paul Warfield Tibbets Jr., comandante e piloto do bombardeiro B-29 Enola Gay, que lançou a bomba contra a cidade ao sul da Terra do Sol nascente. Esse, embora tenha dito que dormiu sem dor na consciência durante os 62 anos que viveu após ter perpetuado centenas de milhares de destinos com a morte, tem o peso do título de maior executor coletivo até hoje sobre ele.

Criticam e crucificam os governantes do Irã e da Coréia do Norte, por buscarem nesse tipo de armamento, poder de destruição suficiente para amedrontar a maior potência mundial, único país a utilizar tal recurso não uma, mas duas vezes consecutivas, e contra alvos civis. Supõe-se que nem Iossif Vissarionovitch Djugashvili, mais conhecido como Josef Stálin, o bicho-papão do comunismo pós-guerra, sob o regime de Partido Único, cometeu tal atrocidade num ato só.

O tiro saiu pela culatra! Se com os ataques às cidadezinhas japonesas o objetivo era o de intimidar a União Soviética, a missão fracassou. Ao invés disso, o que ocorreu foi a maior corrida armamentista da História, e o conflito entre duas potências como consequência. Mas a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética nunca aconteceu de fato, por isso seu nome, devido ao temor instaurado por cientistas quanto aos terríveis efeitos que uma guerra nuclear causaria ao planeta.

Hoje, o Japão pede ajuda aos Estados Unidos, seu carrasco no passado, numa tentativa de se fortalecer junto a essa chamada ‘Obamaioria’ – que nada mais é do que uma junta de poderes que conta com a participação de mais de três mil cidades de 134 países, 55 delas latino-americanas. Tais informações estavam no discurso de Akiba, 64º aniversário do lançamento da primeira bomba atômica, diante de milhares de pessoas reunidas hoje no Parque Memorial da Paz de Hiroshima.

É triste tratar de um assunto tão delicado, de uma página tão cruel de nossa História. Sempre quando me lembro desse fato, impossível não vir à mente a canção de Vinícius, cantada pelo Secos e Molhados, Rosa de Hiroshima – nome dado em alusão à grande bola de fogo criada nos céus em função da explosão da bomba:

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

No final das contas sempre quem sai perdendo em qualquer guerra é a população (civil), inocente, indefesa. Os poderosos sempre se entendem, mesmo em meio aos conflitos. A escolha de Hiroshima e Nagasaki, duas cidades sem instalações militares, obedeceu ao mesmo critério intimidador de matar pessoas que fazem parte da massa. Quanto mais inocentes forem as vítimas, melhor. E assim o mundo ‘ganha’. Que mundo? Mundo de quem? Quem ganha? Ganha o quê?

Não sei MESMO. Eu sou anti-rosa.

Wednesday, 5 August 2009

nas nuvens

O que a cama de hotel tem que a nossa cama, em casa, não tem? É o colchão, os lençóis, as cobertas, os travesseiros... tudo?

Como pode ser tão mais gostoso, tão envolvente, tão macio e confortável? Uma pena estarmos sempre de passagem, na correria, com hora para acordar, não perder o café da manhã e não poder se deliciar mais e melhor nesse aconchego todo que é esse leito. Um deleite.

Deve ser boa assim por ser impessoal, além de branca e limpíssima, cheirosa. Tem a árdua missão de receber as mais diferentes pessoas, agradar a gregos e troianos, relaxar os mais tensos e estressados empresários, produtores (como eu), artistas e quem mais for passar uma ou mais noites ali, ou lá, onde for. Não é popular. Infelizmente, poucos já provaram e sabem a que me refiro, mas deveriam (pelo menos uma vez na vida poder experimentar tal sensação, tanto alívio).

Quero deixar registrado que AMO cama de hotel. É um pedacinho do céu em 'dias-cão'. É como estar nas nuvens em meio a um inferno na terra. Exageros à parte, destensiona, faz-me sonhar mais gostoso, ir longe sem sair do lugar, inconscientemente.
 

Tuesday, 4 August 2009

o bem amado


O título é de outra obra, mas é perfeito para o personagem em questão. "Ele é o queridinho de Antunes Filho" (ou algo parecido) – foi assim que eu o conheci. Fui atrás de mais informações a respeito daquele novo fenômeno da interpretação ali descrito na revista e tão elogiado em outros tantos veículos. Um tempo depois, consegui a desejada entrevista de Lee Thalor para o Zona Quente, embora nesse papel ele não se sentisse tão à vontade, e eu ainda não tivesse noção de sua intensidade no palco, e vida. A curiosidade sobre o tablado foi enfim saciada esta noite com ‘Foi Carmen’. E já bastou para eu admirar ainda mais a intérprete, o artista e seu mentor.

A fama do consagrado diretor teatral brasileiiro é de durão, rígido. Beirando os 80 anos, segue apaixonado por sua arte, e é desse sentimento que brotam seu método de improvisação e de oportunidade a novos talentos, suas exigências quanto à disciplina no trabalho dos atores e a todos os aspectos de suas montagens, e é justamente daí também que nascem desempenhos brilhantes e diferenciados de elencos imersos no universo de suas peças. Nesse contexto promissor, Lee reina absoluto como senhor daquela história e impressiona com seu gingado, olhar, poder, expressão, barangandã, borogodó.

Impossível não se apaixonar por aquele malandro bem-apessoado, um tanto carioca, de voz grave, fala mansa interidiomática, globalizada. Arrasou quando calçou em cena aquelas sandálias espalhafatosas a la Carmen Miranda (vide foto) - lembrei-me das drags que a imitam, dos fetiches crossdressers, da curiosidade infantil por sapatos infinitamente maiores que os pés de criança. Por sinal, difícil ignorar o passar do tempo contado pela menina que quer ser (como) ela. E a dança póstuma da bailarina oriental, tão ousada em movimentos sinuosos, é perfeita. Tudo instiga, singularmente.

Cada ícone, cada gesto, todos detalhes, por mais subjetivos que pareçam, são importantes para compor o complexo panorama do imaginário popular sobre o mito. A passista, o confete, os discos, o discurso incompreensível de Lee, as bananas, a citação dos anos, os souvenirs, as homenagens ao dançarino japonês Kazuo Ohno e à bailarina argentina Antonia Mercê y Luque - tudo conduz perfeitamente a narrativa quase calada, se não fosse pela trilha da cantora mais bem paga por Hollywood até hoje. Os poréns desse capítulo norte-americano em sua carreira por bem não tiveram destaque (e nem mereciam, pois por sua real intenção, para mim poderiam não ter sequer existido).

Antunes trabalha paradigmas nesse espetáculo. Ele mescla oriente e ocidente, passado e futuro, samba e butoh, silêncio e música, tradição e vanguarda. É uma bela comemoração de tantos centenários. E em meio a esse poema cult de antagonismos culturais, um tanto kitsch até, Lee mostra porque é tão bem amado, e nada efêmero. Quero mais dos três. E a voz ritmada de Carmen não me sai da cabeça: “Quando você se requebrar caia por cima de mim, caia por cima de mim, caia por cima de mim”. O que é que... tem? Obrigada Dedé pela boa cia sempre e desculpa Beto por ter sequestrado o gato. Amo vocês.

*A entrevista dele já foi ao ar no programa, mas o potencial do bom moço pode ser conferido às terças-feiras, 21h, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação - Rua Doutor Vila Nova, n. 245 - Vila Buarque, em São Paulo. Foi Carmen fica em cartaz até 12 de agosto - a confirmar. E em breve ele reestréia a peça A Falecida, de Nelson Rodrigues, também sob a direção de Antunes Filho. Bravo!

Monday, 3 August 2009

alguma coisa acontece no meu coração


As possibilidades são muitas. Milhares, milhões de pessoas cá estão à procura de... tanta coisa, batalhando sua vida. E eu também estou.

São Paulo pra mim hoje é sinônimo de trabalho, amigos e um sonho. Um sonho não realizado, inacabado, nem começado. Correria e diversão, mais e menos que gostaria, é fato.

A vida é louca, bandida. Mostra os melhores caminhos das piores formas. Sampa tem o melhor e o pior em si, nas suas ruas – do caminho para cegos ao trânsito caótico.

Alguma coisa acontece no meu coração, inegavelmente. Com certeza ele bate mais forte na esquina da Ipiranga com a Avenida São João. E assim será até... não sei quando.

Ainda em tempo: Caetano descreveu a (na época nem tanto) megalópole tão bem. Adoro sua canção, melodia, descrição. Ele tentou explicar o inexplicável - daquele jeito 'veloso', próprio, de ser.

Sunday, 2 August 2009

com que roupa...?


A clássica pergunta “Com que roupa eu vou?” cabe bem à questão do dresscode. E aqui não me refiro a um samba (para o qual seria fácil pensar um figurino básico, ideal). Para a luxúria, como você se vestiria? Este é o Projeto.

Sob o tema Arlechino, exuberantes e exóticas pessoas se inspiraram e compareceram ontem lindas e montadas à essa edição especial na Vila Madalena, saturday night. O anfitrião era o próprio personagem, coberto com muito vinil branco, taxinhas de metal e coturnos. Uma simpatia, um deslumbre.

O fetiche conduz a festa. A música embala a diversão e excita. Performances de tirar o fôlego chamam a atenção dos mais curiosos, tarados e perversos, subs e domis, switchers, crossdressers e outras figuras animadas (ou mais sombrias) em cenas quentes na pista, no bar, colorindo o salão.

“Sem limites” é o prazer permitido, contando que não haja sexo. Isso deve ser feito depois, em outro local mais adequado. Fora isso as fantasias podem tudo, mexem, atiçam a criatividade e os desejos alheios, próprios, pessoais, coletivos. São um convite ao que está por vir, ao que está por baixo, lá dentro, no fundo...

O que a sua roupa diz sobre você? Tudo. É o ingresso a esse mundo diferente, requintado, propício à satisfação, à realização de instintos, vontades, sentimentos. Ela grita, berra, geme, clama suas intenções - portanto, capriche no visual!

Nunca vá de jeans a um evento desses. Para uma noite glamourosa é extremamente inadequado. Operários usam-no em seu dia-a-dia e ninguém se difere. Inocente, cometi o pior dos pecados. Non sense. Felizmente não fui castigada, nem paguei caro por isso, mas poderia... Em outro contexto, tem gente que gosta de sofrer, e que desembolsa mais de 100 reais.

Respeite o dresscode, as diferenças e o prazer alheio. Roupa é comportamento, mesmo quando se está sem, pelado, ou só de botas. Amei. Prometo voltar, à paisana, de máscara, exteriorizando meu melhor, mistérios ocultos nessa mente e corpo cheios de vida, de idéias, libido. Oportunidade não falta mais.

Parabéns pelos três anos de sucesso. Felicidades. A proposta é ótima. O clima é intenso, rico e livre. Gostei MESMO (e ainda, por cima, eu acho que eu vi um gatinho! Inesperado.). Marcante. Um luxo! Obrigada, Heitor. Mais infos sobre o Luxúria em: www.projetoluxuria.com.br.

*O material que produzi vai ao ar entre outubro e novembro no Zona Quente do Sexy Hot, ainda sem data certa. Acredito que as
entrevistas e imagens devem ter rendido três matérias distintas, a confirmar.

Saturday, 1 August 2009

chez moi


Ter um lar é essencial. Chegar num lugar e se sentir ‘em casa’ só dá valor quem já teve e perdeu isso, não vive mais com essa sensação de segurança, de liberdade e conforto. Tem gente que não liga, é verdade, que lida sem problemas com as incertezas de não ter um abrigo, por exemplo, mas como típica “caprica” que sou, para viver feliz , PRECISO de um porto seguro .

A experiência de sair da barra da saia da mamãe é bem particular. Pra mim aconteceu tarde até. Demorei 22 anos para ter um cantinho que pudesse chamar de 'meu'. É bem certo que a evolução foi gradual, que já passei perrengues por aqui – do quartinho da empregada, dividindo apartamento com outras pessoas, morando junto (a dois) sem harmonia, a receber pouso amigo de socorro.

Hoje comemoro três anos de estabilidade, de felicidade, de um encontro comigo mesmo, de um retorno a minha essência, meu eu interior. Vejo tudo isso refletido nos meus móveis, decoração, na maneira que disponho minhas coisas no meu quadrado. Suponho que tenham a minha 'cara'. Nossa casinha diz muito sobre a gente, é preciosa.

Para harmonizar o ambiente, boa música, incensos e a presença dos verdadeiros amigos, de visitas agradáveis, próximas, do bem. Como o santuário sagrado que é, o solar exige atenção, investimento, boas energias. Nada como construir, manter, cuidar e preservar o nosso ninho. Ele é a base para que se voe alto e longe.

Friday, 31 July 2009

santa maria


Ela é minha heroína. Me salva sempre!

Engraçado como algumas pessoas são fundamentais em nossas vidas... na minha, a Maria é uma delas. Há cinco anos temos uma relação fiel, sólida e constante. Não vivo sem ela. Bem já tentei sobreviver sem sua atenção, seus cuidados, por conta própria, mas não consegui ir muito adiante. Ela me socorre todos os meses para aquele servicinho básico a todas as mulheres: a depilação.

E eu sou muito encanada com isso. sempre fui. Podem acreditar, já deixei de transar algumas vezes por não estar depilada. Acho fundamental, não pelo cara, mas por mim. Penso que, poxa, primeira vez que tu vai sair com a pessoa, de repente, vai sair toda peluda, de uma maneira que não se sente bonita, confortável, à vontade? Não. Prefiro passar e deixar para a próxima.

Já me arrependi e por irionia do destino não tive outra oportunidade. Com o Superman foi assim – melhor (ou pior?) exemplo não existe. Não quis que ele tivesse uma visão do "inferno" minha (EXAGERADA...!), e me fu - aliás, não fu, infelizmente. Nunca mais saímos e ficou só na vontade. Mas azar, não era para ser e tenho certeza que se rolasse, não fluiria legal, como deveria. Eu iria ficar cheia de vergonha, tentando me esconder. E eu não sou assim.

Uma mulher bem depilada é uma mulher mais bonita, mais feminina, segura, pronta para viver sua sexualidade da melhor forma. E isso independe de qualquer homem, dos parceiros/amantes. Recomendo uma 'limpeza' mensal a todas fêmeas que querem estar bem – principalmente para as que moram no Rio, onde tem praia. Mega necessário, né?!

Achei incrível logo que cheguei aqui e conheci os serviços ‘delivery’ dessa depiladora. Você liga, marca e ela atende em casa, trazendo tudo o que é necessário. É rápida, higiênica, delicada, eficiente, uma fofa. Amo. E já disse: não vivo sem. Já indiquei para várias conhecidas. Todas adoram. Acho que só pela Nanda e por mim, o número de suas clientes aumentou um bom tanto.

A melhor propaganda é o boca-a-boca. Como isso eu já faço há tempos e agora estou a versar a respeito no blog, segue o contato da moça: 21 9219-1582. Se a chamarem, depois me contem. Comentem aqui. Tenho certeza que não vão se arrepender. Uma porque é ótimo estar sempre peladinha (seja como for – total ou parcialmente), pronta para qualquer ocasião amorosa/sexual, para o cotidiano de mulher contemporânea, e outra porque o trabalho dela é bom mesmo, meninas.

Todos os santos tem seus dias específicos, não?! Pois é, pra mim (e várias mulheres – muitas amigas inclusive) todo o mês tem o ‘Dia da Maria’. O meu foi hoje. Bendita Maria!

Thursday, 30 July 2009

como uma roupa que não serve mais


Nada como o tempo... Ele passa e então podemos olhar para trás e ver que tanta coisa já não faz mais sentido, quanto sentimento deixou de existir.

As memórias vem, mas nada volta a ser como era antes. O significado se perdeu em alguma página virada. Ficou no passado.

Estar com algumas pessoas de ontem, hoje, é como tentar vestir uma peça de roupa que já não serve mais. Força-se. Incomoda. Não cabe - não adianta! Passa adiante...

Salve as trocas de armário, o ciclo da moda, o guarda-roupa novo.

Wednesday, 29 July 2009

apagão


Vontade. Beijos bons, loucos. Sexo maravilhoso, molhado, como tem que ser. O final de noite perfeito - não fosse o branco (ou preto?) na memória.

Perigo, confusão, medo, arrependimento... Ainda bem que o anjo-da-guarda é nosso amigo. Nada que o tempo não sare, diga, responda, esclareça.

O que poderia ter sido aproveitado, foi perdido. Três taças de champagne a menos e tudo seria diferente. O apagão veio no melhor da festa.

Vergonha pataxó... Socorro! Para tudo que eu quero descer.

Tuesday, 28 July 2009

cobertor de orelha


O frio compromete a performance sexual dos casais. É inegável.

As posições ficam restritas ao limite das cobertas. O corpo esfria e a mão gelada inibe, atrapalha. O molhado congela.

Ela por cima, só se vestida. De quatro, com aquecedor. E tirar a roupa a zero graus? Até despir a última peça o tesão foi embora.

Só com muito cobertor de orelha mesmo, e amor. Bota amor nisso! Não sei como eu conseguia... sinceramente.

Hoje o grande e novo barato é suar (realmente, é bom suar!) .

Monday, 27 July 2009

páreo duro


Teve início um duelo ‘daqueles’.

De um lado o vibrador, do outro o parceiro.
O incansável contra o afeto.

Em xeque estão a masturbação feminina, a presença do homem.

Beijo na boca, ponto para o parceiro.
Voz ao pé do ouvido, dois a zero.
Velocidade máxima, ponto para o vibro.
Gozo certo, empatou.

Um não substitui o outro, completam-se. Mas qual o melhor, e em que momento?

Carreira solo, três a dois para o dildo.
Uma noite de amor, o parceiro empata.
Três a três... Melhor que fosse assim: os três juntos – sempre.

Vibrador versus parceiro.
Páreo duro (e bota duro nisso!) Por favor.

O bom é que nessa batalha de tremer, quem sai ganhando sempre é a mulher.

Sunday, 26 July 2009

a revolução do chá


Muita coisa tem mudado em minha vida de poucos meses pra cá. Uma delas é o cuidado e maior atenção que venho tendo com as questões de saúde, beleza e bem-estar. Estou tentando ser boazinha comigo mesma e o resultado é positivo. Percebi os benefícios de meu novo hábito assim que os amigos comentaram. A hora é agora e adoro revoluções pessoais, tchê.

Pode soar estranho, mas não sou muito fã (nunca fui) de tomar água. Não tem gosto e acho que é por isso que muitas vezes reluto em beber. Isso só não é fato quando estou praticando alguma atividade física e atendo ao corpo, claro, quando pede MUITO líquido. Então nesses momentos acabo bebendo bastante água, e com gosto.

A solução para esse problema (pois sim, É UM PROBLEMA não gostar de tomar água! – para o metabolismo, para a pele, para o fim das celulites etc etc etc) foi descartar os refrigerecos de minha vida e substitui-los por água mineral com gás ou sucos naturais. A exceção é quando a ressaca exige uma coca-cola BEM gelada para dar aquela luz (“é claro que é Jesus...”) - básica. Mas confesso, feliz, que até nesse desconto ando bem engajada e quando posso, opto por água de côco. Melhor.

A novidade foi aderir também aos chás, naturalmente elegantes e saúdáveis. Sempre tomei chimarrão (hábito que mantenho forte junto aos conterrâneos, mesmo longe da querência), fora isso chás nunca foram meu forte. Só os provava quando estava com algum problema, consumindo-os como remédio mesmo. Por anos fiz muita careta com o de boldo, mas hoje é o que mais tomo, pois ajuda com cólicas e dores intestinais. Como sofro muito com isso, sinto o alívio a cada gole.

Hoje além de beber chimarrão quase todos os dias, e chá de boldo quando preciso, passei a tomar diariamente MUITO chá verde – quente ou frio, tanto faz. Coloco um pouco de mel para adoçar, e só. Mal não tem me feito – pelo contrário, constatei que sinto menos fome e, após alguns elogios, que de fato emagreci e desinchei consideravelmente. Bom isso de uma bebidinha agradável contribuir para nosso bem-estar, matando nossa sede, e no meu caso, ajudar ainda em meu objetivo de perder o peso excedente.

Está mais do que aprovado o novo ritual. Salve o chá nosso de cada dia!

Saturday, 25 July 2009

do luxo ao lixo


Inaceitável esse recebimento de lixo inglês em diferentes portos aqui no Brasil esta semana.

É muito bonito países ricos bancarem uma de bonzinhos dizendo defender o meio ambiente na mídia (o que está super in atualmente devido a problemas pertinentes como o aquecimento global, por exemplo), mas então se descobre que eles mandam para lugares mais pobres seu lixo doméstico, químico e industrial para ser queimado ou enterrado. Essa foi a crítica maior de nosso Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Atitudes que vão do luxo ao lixo, sem escalas.

A prática não é comum, porque há muita gente preocupada com o futuro do planeta, mas infelizmente acontece. E esta não foi a primeira vez que ocorreu por aqui. Já recebemos toneladas de lixo da Bélgica em 2004, contendo inclusive substâncias tóxicas perigosíssimas. E antes disso, em 1992 (ano da Eco 92, aqui no Rio), trabalhadores portuários já haviam sido contaminados com lixo químico vindo de outras nações.

A mercadoria, oriunda do porto inglês de Felixtowe, foi importada sob a fachada de plástico para reciclagem. Dentro dos 89 contêineres vieram seringas, camisinhas, banheiros químicos, lixo hospitalar, fraldas usadas, tecidos, cartelas vazias de remédios e pilhas, entre outros produtos – mais de 1.400 toneladas de lixo domiciliar e tóxico.

Brasil e Grã-Bretanha são dois dos 170 países signatários da Convenção da Basiléia, que proíbe o trânsito de resíduos sólidos e líquidos perigosos entre países, sem consentimento de quem os recebe. A situação do mercado é outra, entretanto. O alto valor de multas e os elevados preços da tonelada de lixo depositada em aterros nos países desenvolvidos leva companhias a exportar seus detritos ilegalmente. E o crime organizado (leia-se, máfia italiana) envolvido com esse mercado, colabora para seu envio ilícito a países africanos, na esmagadora maioria das vezes.

Embora empresas que atuem aqui possam importar materiais como sucata de papel, ferro, aço etc, teme-se que outro tipo de lixo seja também enviado para cá, o eletrônico (chamado e-waste) - altamente prejudicial ao meio-ambiente. Calcula-se que a atividade de exportação ilegal de lixo movimenta o equivalente a 10% do comércio mundial. É inegavelmente uma questão policial, política, diplomática, econômica e de segurança.

Empresas do mercado de reciclagem de plásticos como a Hills Waste Solutions, que já foi multada no Reino Unido por crimes ambientais, a Worldwide Biorecyclables e a UK Multiplas Recycling Ltd, essas duas do brasileiro Julio da Costa, devem ser severamente punidas nesses casos de crime ambiental. O Brasil está tomando todas as medidas cabíveis a fim de reapatriar esse lixo todo que veio parar em Santos, Rio Grande e Caxias do Sul.

Sinceramente, não sei como as pessoas que fazem isso com o planeta e humanidade conseguem colocar a cabeça no travesseiro à noite e dormir tranquilas. Tudo bem que provavelmente elas não estarão mais aqui quando toda esse merda (que é das grandes – a questão do lixo) feder. Mas eles não pensam em seus filhos e netos? Não, senão agiriam diferente, mais conscientes e com menos ambição.

É uma vergonha. E quanto a isso me refiro aos governos de diversos países subdesenvolvidos que facilitam a entrada do lixo 'desenvolvido'. Os empresários que, além de se aproveitarem da situação desvantajosa dessa gente que é obrigada a conviver com essa podre realidade, ainda prejudicam a todos nós, não ficam de fora dessa também - uma vez que as consequências desses atos impensados hoje, refletirão amanhã da pior maneira possível.

Um fato em meio a essa podridão me chamou a atenção: nossos jornais não divulgaram tal acontecimento com a merecida ênfase. Fora o tom criminoso da coisa (o que já daria importância ao ocorrido), trata-se ainda de um dos maiores problemas do mundo e nenhum dos grandes diários nacionais deu manchete de primeira página a essa história incabível. O Times de Londres, sim.

O meio ambiente já começa a reclamar dos maus-tratos de seus posseiros. Outro dia falarei sobre a ilha de lixo que existe no oceano que desconhecia e quando soube de sua existência fiquei da mesma forma chocada e triste por nós. Esses poréns sempre terão espaço e notoriedade aqui, enquanto a mula rugir.

Thursday, 23 July 2009

glamour girl


Lustres, tapetes, vasos enormes, banheiros gigantes, muitos espelhos... Sandálias lindas, bolsinhas de mão, tubinhos pretos, cabelos lisos, unhas bem-feitas, princesas e cavalheiros conversando, ensaiando dançar, pouca bebida, muito valor, SÓ glamour.

Fomos très chic ontem ao Bar do Copa(cabana Palace), na festinha de aniversário de uma amiga. Apresentação do Ritchie rolando, bate-papo profissional, algumas paqueras (poucas), ambiente bom, temperatura ideal – e a mulherada arrasou no figurino.

Acho que essa é a melhor parte de uma noite assim: os preparativos para um evento badalado desses. A gente se monta toda, gasta tempo e dinheiro na produção - embora tão belas, muitas vezes, nem precisássemos. Mas a ocasião pede...

Tão bom para auto-estima saber que está arrasando, que o vestido é lindo, que o cabelo tá perfeito, que o salto tá ótimo (ainda não começou a doer o pé), que tem homens interessantes no salão para podermos usar todo o charme de ser mulher – mulherzinha, ou mulherão, que seja.

Ser uma princesa, nem que seja por uma noite, é ótimo. Demorei para encarnar a minha, que estava mais para Bela Adormecida até então. Mas não é sonho: deixei de ser aquela "riponga" de dez anos atrás, definitivamente. Ago
ra sou outra mulher.

Arriscaria até dizer que estou uma mocinha, pela pouca idade, mas já passei da fase. As unhas normalmente coloridas (com vermelhos fortes), os acessórios mais elaborados, a qualidade das peças... Todo o conjunto colabora para a formação dessa Vavá Linda Jones atual, versão quase 30 anos.

O conceito é outro hoje. O conto de fadas, mais real do que nunca. Nada de perfeição, cavalo branco, príncipe com barba feita. Sou uma princesa a la Cartier brasileira na França, fazendo um tipo mais despojado. Nunca vou ter sangue azul, mas isso não significa não ser digna de ter um herdeiro assim. Os opostos se atraem.

Não vi uma só mulher feia ontem. Estávamos todas impecáveis, cada uma no seu estilo mais elegante. Acredito que nenhuma fêmea adentre àqueles salões sem se preocupar com a vestimenta, com a impressão que deixa, com o que tem e o que é.

Lembrei agora de uma coisa...

Sabe por que as cabinas do banheiro feminino são enormes em qualquer clube social, ou salão de festas que se preze? Para que as senhoras e senhoritas caibam com seus vestidos enormes (de armação) no recinto. E o banheiro ainda possui um hall para que possamos nos sentar e relaxar nossos pezinhos de Cinderela.

É bem verdade que depois da meia-noite muitas mulheres viram abóboras, bêbadas e mal-educadas. Nem sentem, ou ‘fazem a louca’ ignorando por quem esbarram no caminho. O 'ó', tal comportamento não combina em nada com os cursos de etiqueta que tais moças fazem. Sim, muitas tem na adolescência aulas para serem donzelas.

Enfim, minha primeira noite no Copacabana Palace foi um luxo. Não dormi lá, mas ganhei de mim mesma o título de ‘glamour girl’, que bem poderia ser da ruivinha também. Ela merece. Não havíamos antes desfilado pelos salões nobres da capital gaúcha mesmo. Não teria como ser diferente agora.

*Aproveito para agradecer aos amigos que já colaboraram e me ajudam ainda para tanto. Tô adorando tal diferença, QUANTA diferença!

Wednesday, 22 July 2009

a nova realidade X aquela velha opinião formada sobre tudo


Falar ontem com minha mãe de manhã sobre o Facebook, à tarde conectar e ver que ela tinha se cadastrado, que seu perfil tinha foto e amigos em comum adicionados, que até já tinha feito sua primeira manifestação pública, e à noite falar com ela no chat do site foi demais para mim (!), confesso. Supus que ela teria certa dificuldade em se entender com a proposta do sistema, pois sempre o achei um tanto complexo nos recursos. Estava COMPLETAMENTE enganada.

Não posso negar: fico satisfeitíssima todos os dias quando falo com meu pai pelo msn, e fiquei positivimente chocada e orgulhosa ao conferir minha mãe bombando no 'Facefofoca'. Subestimei minha ‘véia’. “Que mané difícil, o quê?” – Vó Cleuza me arrasou! Fiquei boquiaberta. Eu, que sou um tanto tosca e lenta ainda nesse qusito, certamente serei ultrapassada em dois tempos por ela e outras senhoras e senhores distintos que, cada vez mais, aventuram-se e desbravam os ‘prazeres da carne’ da internet, dos celulares, e por aí vai...

Já não se fazem avós como antes! Incrível. As ‘velhas’ gerações, assim como as mais novas, surpreendem-nos pela capacidade de adaptação à modernidade e tanta tecnologia dos multimeios à disposição. Só espero que eles percebam logo (e saibam lidar com) a linha tênue entre público e privado que assombra essa nova realidade. É, tive que rever meus conceitos rapidamente sobre suposições acerca desses limites, intimidade com a web, essas coisas. Ponto para os 'velhinhos'!

Hora da metamorfose - de mudar aquela velha opinião formada sobre tudo... (ou quase tudo). Dei-me por conta que, aos poucos, com o avançar da idade, vamos nos aproximando de nossos pais, de seu comportamento - justamente aquele que antes até questionávamos! Tu vê... Vivendo e aprendendo sempre.

Tuesday, 21 July 2009

questão de espaço


Quarta-feira, 20 de julho de 1969, no horário de Brasília: 23h56min20seg. Ontem fez 40 anos que supostamente o primeiro homem pisou na Lua. A pegada mais importante da História foi do pé esquerdo da bota azul tamanho 41 de Neil Armstrong, astronauta norte-americano hoje considerado herói (aliás, há quatro décadas já). Sua frase ficou marcada para sempre na vida de centenas de milhões de telespectadores que o acompanhavam naquele momento único pela tela de seus aparelhos televisivos: "Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade".

Não participo de qualquer teoria conspiratória anti-americana sobre a chegada do homem lá, mas sempre fico atenta a interesses e manipulação dos fatos quando se tem muito poder envolvido, dinheiro e soberania num mundo até então dividido em dois. O que mais me convence sobre a real presença do homem na Lua naquela ocasião foi a aceitação russa a respeito. A Guerra Fria seguia sob o comando de duas mega potências que disputavam até as últimas instâncias a Corrida Espacial que marcava esse período político mundial. O silêncio da principal rival dos Estados Unidos me conforta. Houve até certa censura por lá no que se refere ao sucesso americano na missão lunar.

O motivo? Recalque, provavelmente. Durante certo período, a então União Soviética esteve em vantagem. Em 1957, enviou ao espaço o Sputnik (‘Companheirinho’ em russo) e depois, no mesmo ano, foi a vez da cadelinha Laika. O feito espacial mais importante até então tinha sido deles: a primeira viagem de um ser humano fora da órbita terrestre, em 12 de abril de 1961. A bordo da Vostok I, o cosmonauta Yuri Gagarin ao avistar a superfície de nosso planeta deixou sua impressão para a posteridade: “A Terra é azul". No auge de seus 27 anos, o russo completa seus dizeres com um “Mas não há Deus” – a conclusão óbvia não poderia ser diferente vinda um jovem comunista. Perfeito.

Depois de superados essas três vezes pela URSS na exploração do Espaço, os Estados Unidos finalmente deram início a um dos sonhos mais antigos do homem no dia 16 de julho de 1969, quando foi lançada do Cabo Canaveral a Apollo 11, nave espacial que conduziu três tripulantes à missão que transformou em realidade a chegada do homem à Lua. Neil Armstrong e Michael Collins, hoje com 78 anos, e Edward “Buzz” Aldrin, 79, aterrissam em nosso satélite, mas só Armstrong e Aldrin deixam o módulo de comando e caminharam sob o solo lunar.

Num gesto tipicamente imperialista, uma bandeira dos EUA foi fixada na lua junto a uma placa, assinada pelos três astronautas e pelo então presidente norte-americano, Richard Nixon, com os dizeres: "Aqui homens do planeta Terra colocaram pela primeira vez o pé na Lua. Julho de 1969. Nós viemos em paz, em nome da humanidade". Foi um feito simbólico que serviu para estimular o orgulho patriótico ianque, mostrando ao mundo o respaldo deles, e entusiasmar a população mundial sob o slogan da superação de limites.

Muitos dos avanços tecnológicos que desfrutamos hoje foram criados naquela época, devido a pesquisas de aprimoramento das missões espaciais. Pode-se afirmar que o maior legado deixado à humanidade pela chegada do homem à Lua foi a globalização da informação. Essa conquista dos norte-americanos resultou mais em frentes como meteorologia, eletrônicos, plásticos, materiais sintéticos, telecomunicações - na comunicação mundial instantânea via satélite e no uso de computadores pessoais, e, claro, na astronomia também - em estudos sobre a composição geoquímica do Sistema Solar, por exemplo.

A promessa do ex presidente John Kennedy havia sido cumprida. Mais de um bilhão de pessoas puderam assistir ao vivo aquelas imagens, ainda em preto e branco, que sempre serão lembradas. Foi a primeira exibição televisiva em nível mundial, ao vivo para todo o planeta, diretamente do espaço. Um marco jornalístico, uma evolução em termos de transmissão e abrangência dos meios de comunicação. Hoje os veículos se reinventaram e novas mídias surgiram na inércia de toda essa movimentação e mobilização espacial. A internet nasceu em meio à Guerra Fria, inclusive, com o nome de ArphaNet.

O ideal hoje é usar e abusar deste recurso para não ficar alienado e alheio ao que está acontecendo por aí, compreender as entrelinhas de atos e medidas tomados na sua Família, Escola, Bairro, Cidade, Estado, País, Continente... no mundo inteiro! - e até fora dele. A internet é um canal mais livre para o conhecimento, mais democrático, mas a televisão segue com sua supremacia na influência das massas, com sua formalidade ao informar. É o veículo dominante ainda, mas até quando? Com essa convergência das mídias, não se sabe.

Estar no mundo da lua, talvez nem seja mais tão ‘fora da casa’ assim com essas coligações todas, essa interatividade e globalização. Tem que se ligar!
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A propósito:

A voz que anunciou a chegada do homem à Lua calou-se no 40º aniversário do feito histórico. A morte do jornalista e entusiasta do programa espacial dos EUA, Walter Cronkite, coincidiu com as comemorações de quatro décadas da missão. “Oh boy!” exclamou ele quando a Apolo 11 aterrissou. Aquelas imagens memoráveis, acompanhadas pela narração entusiástica de Cronkite, tem sido repetidas inúmeras vezes nos últimos dias. “Neil Armstrong, americano de 38 anos, está na superfície da Lua”, anunciava ele diante à imagem do astronauta dando seus passos para a eternidade. “Wow!”.

Sua cobertura do acontecimento entrou para a história da televisão e deu à CBS vitória significativa de audiência. Isso consolidou ainda mais o prestígio e a influência do âncora junto aos americanos do norte e fez dele o homem em que eles mais confiavam. Por cerca de 30 anos, mais precisamente entre 1962 e 1981 – período de soberania mundial ianque, ele entrou todos os dias na casa dos cidadãos norte-americanos dando as notícias do horário nobre. Ele era porta-voz da certeza dos EUA em comandar o planeta (e o espaço, a Lua, agora Marte... o universo inteiro). “And that’s the way it is”, como dizia ao final de cada jornal.

Monday, 20 July 2009

tudão


Hoje se comemora (ou se "bebememora" - como preferirem) o Dia do Amigo.

Espero sinceramente poder expressar todo o carinho e gratidão aos meus novos e velhos fiéis escudeiros. Verdadeiros são poucos. Meus amigos são minha família, é com eles que divido minhas alegrias, tristezas, anseios, realizações, segredos... que passo meu tempo, minha vida.

Orgulho-me de ser alguém com quem muita gente pode contar, e vice-versa. Tenho sorte em tê-los comigo, ao meu lado mesmo de longe, onde for. Ser sincera e querida (embora tímida e na minha) me rendeu boas companhias, parcerias memoráveis nesses meus 27 anos. O meu eu tem muito delas - por isso sou uma rica d'uma guria!

Sou mais feliz e realizada porque tenho com quem trocar. Acredito que não há melhor coisa nesse mundo do que se sentir amado, bem quisto e admirado por quem temos real apreço e um respeito imenso. Esses seguirão conosco, junto, na alegria e na tristeza, por toda a vida (embora não haja casamento – inclusive, esses vão, mas as amizades ficam).

Ter amigos é simplesmente divino, é TUDÃO - ombros, ouvidos, coração...

Sunday, 19 July 2009

banho de água fria


Imaginem a situação:

Um amigo que apresenta um programa de rádio e almeja ser cantor (e acha que tem talento para tanto), te convida para assisti-lo numa participação dele no show de uma banda que o convidou para uma 'palinha'. Tu vai prestigiá-lo e infelizmente percebe que, além de a banda não ser boa e ter um repertório péssimo, a performance dele também não convenceu. Vexame.

Complicado isso... Esse é um daqueles momentos em que a gente põe a mão na cabeça, sentindo uma espécie de vergonha alheia. A vontade é de se enfiar num buraco pelo outro. Péssimo. Pior mesmo só ter que cumprimentar o corajoso no final de tudo e não saber o que lhe dizer. Na dúvida, é melhor não dizer nada... Se tivesse sido bom, choveriam comentários, elogios. O silêncio evidencia o mau resultado.

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Para felicidade de quem compareceu ao Rio Rock & Blues Club na Lapa, isso não foi o que aconteceu quando conheci ontem o Chuveiro in Concert. O projeto, da linda e fofa Érika Martins (ex Penélope), une a possibilidade de se cantar em público, numa exibição no papel de vocalista de uma banda, com o melhor do repertório dos karaokês clássicos. Diversão garantida numa festa pra lá de animada e diferente.

Nesse primeiro contato não mostrei meus dotes como os da xará Da Matta. Bem arrisquei cantar, escolhendo uma das únicas músicas disponíveis ainda no cardápio musical oferecido (e que eu sabia a letra), embora não a achasse ideal para a ocasião por ser triste demais – Love of My Life, do Queen. Para alívio meu, não chegou a minha vez até o final da noite. Mais gente teve a mesmo destino. Fica para a próxima...(!)

Achei essa a proposta ideal para festas de empresas, casamentos, aniversários e outros eventos em que o povo bebe, perde a vergonha (e o medo do ridículo), e arrisca subir num palco, soltar o gogó à frente de um público conhecido - portanto mais crítico. Os amigos incentivam cantando e dançando na turma do gargarejo. O clima é de pura alegria. Todo mundo se diverte.

Nem suas vozes desafinadas, nem o branco que dá e faz esquecer as letras das músicas prejudicam os candidatos a artista por um dia, que agradam por sua coragem e determinação, e por suas performances hilárias. As pessoas se superam! Bacana é que um show nunca é igual ao outro.
Certas cenas nunca mais irão se repetir. Em outro dia fulano talvez não beba o suficiente para se sentir capaz de mostrar todo o seu tom maior no microfone para a plateia amiga.

Apresentações destemidas assim às vezes só funcionam em frente ao espelho, ou em cantorias solitárias no chuveiro mesmo – para sorte, ou azar dos outros. A única coisa que não vale é banho de água fria!

Saturday, 18 July 2009

pedacinhos de prazer


Olhando assim, de relance (ou de longe), não se enxerga muita coisa além de um Jesus Cristo na figura ao lado do jovem artista paranaense Anderson Thives. Mas olhando com olhos apurados (ou mais de pertinho), logo se percebe de que é feita tal imagem: sim, do sexo das pessoas - no caso, de caralhos alheios em cenas de punheta, boquete, de fodas etc. Incrível.

Gravamos com ele na quinta-feira passada uma matéria para o Zona Quente. Vi um lado do artista que ainda não conhecia, fui apresentada a um universo artístico singular, ousado e despretensioso – o que é o melhor. Adoro quando isso acontece, quando sou surpreendida por coisas boas quando menos espero.

O trabalho dele em muito lembra o do Vik (Muniz, igualmente brasileiro), que trabalha de outra forma, com outros materiais, e que conhecemos através de fotos da realização de suas obras. Diferente disso, o Thives apresenta seus originais, in natura, em colagem mesmo, exatamente como foram concebidos. E assim são vendidos a quem puder desembolsar uma nota por eles, merecidamente.

Ta aí uma coisa que eu gostaria de fazer: investir em arte. Arte não tem preço palpável e por isso acho tão fascinante. Vida de marchant deve ser uma loucura, bastante sublime, de conhecimento implícito e de uma sensibilidade de valores e qualidade tênue. Falta-me agora noção e tempo ($) para tal dedicação, mas vontade e disposição para uma imersão nesse mundo não. Quem sabe um dia...

Depois de outras temáticas trabalhadas anteriormente em outras exposições - como santos, personalidades hollywoodianas, obras de outros ícones da arte, Thives mostra nessa atual Pornô Poética cinco painéis com rostos de pessoas que expressam muito além de suas feições e dos pedacinhos de papel que os compõem. O bom gosto e a originalidade transcendem a pornografia subliminar de sua obra.

A intenção de fazer refletir a respeito é maior. E faz todo o sentido e diferença uma vez que mexe com toda uma questão moral, não só ética. Assusta de maneira construtiva, engrandece o sexo por ser ele apenas coadjuvante e obra-prima no conjunto do belo. A contemplação se dá de maneira grandiosa, inteligente e exoticamente sensual. O processo também surpreende e interage com o público – que colaborou na doação de material erótico para a finalização desses quadros.

*A matéria gravada para o Zona Quente vai ao ar no Sexy Hot em setembro, ainda sem definição de data. Aliás, a partir do mês nove, o horário do programa irá mudar das 22h para às 20h. Fiquem atentos.

Friday, 17 July 2009

sonho antigo


Ontem fiquei feliz ao me ver numa situação pela qual almejava passar há pelo menos quatro anos. Senti uma nostalgia de uma realidade que não existe mais, um lamento por um certo tempo perdido, mas a satisfação de enfim viver isso de perto, num outro momento, é verdade, mas próspero – ainda bem.

Refiro-me à presença do amigo e conterrâneo Tonho Crocco aqui no Rio de Janeiro. Ele, vocalista da extinta Ultramen, minha banda preferida, está enfim aqui, divulgando seu trabalho solo. Demorou mas ele veio, uma pena que não com o resto do bando, como tanto quis e os/me questionei a respeito, porque seu som swingado é a cara do Rio. Seu hit ‘A Dívida’ estourou por aqui, inclusive - ouvia-se em tudo o que era festa, show d’O Rappa. Mas eles não vieram. Ok, passou...

Agora é nova fase. Página virada. O contexto também é favorável, ainda mais se tratando de quem tem talento de sobra e a sintonia perfeita entre voz, letras e uma batida contagiante que agrada os ouvidos mais apurados, e atende ao requinte dos mais exigentes gostos. Em cinco faixas de um EP (extended play) que o gaúcho traz na mochila para distribuir por aqui, entre uma apresentação e outra, ele mostra a que veio. E vai deixar saudades.

Espero que o ultramano retorne mais vezes, e que eu o veja num futuro bem próximo como sempre sonhei: embalando a mim e uma multidão enlouquecidas por aqui, que nos faça dançar incansavelmente! Motivos para isso já temos, e estão no Teto Solar - novo trabalho do versátil artista. É um convite à boa música. Com qualidade e orgulho tenho o prazer de apresenta-lo para meus amigos, para nossa realidade – que é um Rio de possibilidades. Sorte lançada... a hora é agora. Fique mais e volte logo.

*O som do Tonho pode ser conferido aqui no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, dia 20/07 (Dia do Amigo), no Cinematèque - Rua Voluntários da Pátria, n. 53, em Botafogo, e na sexta-feira, dia 24/07, no Clandestino - Rua Barata Ribeiro, n. 111, em Copacabana, na festa Black Friday (minha favorita para dançar!). Ouçam-no em www.myspace.com/tonhocrocco e apareçam!

Thursday, 16 July 2009

é phoda!


Estou há tempos para escrever sobre a nova reforma ortográfica em vigor no Brasil desde o início deste ano. Confesso que não fui e nem sou a favor disso, pois acredito que mudando a escrita de nossa língua (estranho falar de ‘escrita’ quando uso o termo ‘língua’, que se fala. Vou substituí-lo por idioma então... fica melhor!). Retomando: Acredito que mudando a escrita de nosso idioma o enfraquecemos. Línguas fortes como o francês não são modificadas quase nunca. São clássicas, inclusive, por essa irredutibilidade que as caracteriza.

Não consigo pensar em escrever ‘estréia’ sem o acento agudo do ditongo que a caracteriza como uma palavra paroxítona. E tem mais, os acentos diferenciais são os piores exemplos, na minha opinião, justamente porque mostravam do que se tratava o que estava ali escrito – se era plural ou singular, se era substantivo ou preposição+pronome. Agora tenho dificuldades para identificar. E o trema então... não adianta, não me acostumo a ver a palavra escrita sem os dois pontinhos. Sem eles, leio de outro jeito, é inevitável. Parece que está errado, que falta algo. E falta, na verdade. Tiraram o sentido das coisas.

Lembro-me que costumava criticar os mais velhos, quando esses escreviam ‘pharmácia’, por exemplo, usando o velho 'ph', também banido de nosso português. Hoje passei a entende-los perfeitamente e me vejo como eles quando escrevo, pois não consegui ainda me adaptar às mudanças impostas. Escrevo usando tudo o que aprendi na escola. E olha que sempre fui nota dez em ditado... ironicamente, hoje, nem isso se usa mais! – agora a moda é S-O-L-E-T-R-A-R. Eram tantas as regras, tudo bonitinho, para facilitar nossa vida (e não o contrário!) e diferenciar uma coisa de outra. Quem estudou, nunca teve problemas, garanto.

Estão assassinando não só a nossa língua/idioma, como também nossa cultura e o conhecimento em termos gerais, o (tal do) saber, em prol de uma facilidade, de uma preguiça dos mais desinteressados, dos que não gostam das letras, ou infelizmente não tiveram possibilidade de ter uma maior intimidade com elas, de conhece-las realmente. O objetivo é unir, igualar, mas é uma pena que para isso seja preciso descaracterizar, empobrecer. Espero que em função da linguagem da internet não inventem mais mudanças. Aí seria o fim MESMO. Imagina...

Lamentos à parte (e a essa leva de cortes, uno a imbecil decisão da não-obrigatoriedade do diploma de jornalismo - É cada uma que inventam...), agora, não só eu, mas todos nós teremos que aderir ao novo modelo (no caso da reforma, até 2012), viver essa ditadura da burrice, essa realidade mesmo sem querer, sem aprovar e gostar da "ideia". Socorro! Vou ter que me adaptar - desaprendendo e retrocedendo em termos acadêmicos. Não acredito, parece um pesadelo! Fazer o quê? Foi decidido (mas por quem mesmo?? Ahhh...). É phoda...

Wednesday, 15 July 2009

a turma do funil


Fiz algumas encomendas para uma amiga que foi para a Europa. Pouca coisa, mas itens importantíssimos para qualquer mulher, e curiosos - que despertam nas pessoas as mais diferentes reações. Segue abaixo um pequeno briefing de minhas solicitações para entenderem melhor o que estou dizendo:

- condutor urinário

É uma espécie de funil de plástico que, quando encaixado na vulva, conduz a urina para a privada/vaso sanitário. Assim, as mulheres podem fazer xixi de pé, de frente, igualzinho aos homens.

Existem vários modelos, de diferentes materiais, cores e preços. Pedi um de silicone, lavável (sim, é REUTILIZÁVEL, porque sou uma pessoa nada fresca, e estou envolvida e preocupada com as questões ambientais do nosso planeta), e que pode vir com um case para guarda-lo na bolsa. A engenhoca custa menos de R$ 15 – justos, considerando-se sua utilidade.

Na minha opinião, é a segunda revolução feminina. Não precisar se agachar, fugindo daquelas posições desconfortáveis de cócoras, ou inclinada, que nos deixam frágeis e à mercê, ou mesmo evitar os respingos provenientes de se errar o alvo (quem nunca ficou bêbada e se mijou toda, ou um tantinho ao menos, que me critique!) é o paraíso para qualquer mulher. Já não sentávamos mais no assento do vaso, agora nem mais precisaremos aproximar a bunda deles... É a glória!

Fico me perguntando como eu vivia sem um desses antes. É a solução para dias de carnaval, acampamentos, banheiros públicos nojentos etc. Algumas marcas vendem kits com vários apetrechos que podem acompanhar o tal funil e facilitar ainda mais as nossas vidas de diferentes formas e em diversas situações.

- coletor menstrual

É uma espécie de funil plástico (é de silicone, na verdade) que armazena o sangue da menstruação nele, dentro da gente, até a hora da ‘troca’ que, dependendo do fluxo, pode ser em até 12h. É uma alternativa aos absorventes internos.

Existem vários modelos, de diferentes marcas, cores e preços. São laváveis e REUTILIZÁVEIS (e este é o grande motivo por eu ter me interessado em usa-los, afinal sou esclarecida e consciente). Esse copinho não é tão barato, custa em torno de R$ 60, mas se paga rapidamente, considerando-se os tantos absorventes que vamos deixar de comprar utilizando esse pequeno objeto introduzido em nosso canal vaginal.

Esse sim é um retrocesso do bem. Junto aos antigos paninhos laváveis (que também voltaram com tudo nos países de primeiro mundo), os copos menstruais marcam um retorno ao passado, quando não se usavam tantas coisas descartáveis. Não sei se usaria os paninhos, porque não me agrada muito a idéia de ter que lavá-los sempre e também porque sempre preferi usar OB/Tampax a Modess. Mas confesso que não li ainda muito a respeito, de repente eles são mais práticos do que imagino, além de serem ecologicamente corretos, e seriam também uma ótima opção para aqueles dias...

Esses são os dois funis que quero para mim, que quero introduzir não só em mim (literalmente), mas em minha vida como um todo, em meu cotidiano de mulher contemporânea, atual, pra frente. Pena não existiram ainda aqui no Brasil. Fui obrigada então a importá-los. Tenho certeza que vão facilitar em muito meu dia-a-dia. Acho que toda mulher deveria se permitir e ter um. Vale a pena testar pelo menos. Fica aí a dica!

Mais infos sobre os itens podem ser obtidas nos sites de cada marca e em outros tantos sites que publicaram algo a respeito, sempre positivamente. Nojinho é só para gente sem noção! Aqui ao lado no blog, em ‘consumo’, tem links de diversos fabricantes de ambos os produtos. Ainda não os usei, mas já recomendo a idéia e “agaranthio” resultados convenientes para quem quiser ter mais liberdade e conforto.

Tuesday, 14 July 2009

a dor e a delícia de ser o que é


Tortura chinesa ou te dá asas? Essa dualidade do salto-alto é um impasse que nunca será resolvido. Não vivemos sem eles, mesmo reclamando de todas as dores e desconforto que nos causam. Muitas de nós são viciadas na sensação de poder que eles nos dão. Vai entender...

Só uma mulher sabe a dor e a delícia de ser o que é. Nenhum homem entenderia... Alguns podem até reclamar de ter que nos acompanhar lentamente quando estamos sofrendo em função de pés mal-tratados em finais de noite, outros simplesmente nos amam só pelo fato de usarmos salto. Engraçado... E nós, em meio a isso tudo, oscilamos entre diferentes sapatos, nem todos agradáveis de usar, infelizmente.

Para cada ocasião, um modelo diferente. Mas não podemos ignorar que os mais altos ‘causam’. Melhor ainda quando são bonitos, singulares, e fora do comum - todo mundo repara, e a maioria elogia. Impressionante como ficamos lindas num salto-alto, mais poderosas e com uma postura soberana. É o preço que se paga pelas bolhas, calos e marcas que as horas com o pé numa posição fora do comum nos deixa depois.

Masoquismo? Talvez. Nesse sentido, diria que pode ter algo de exibicionismo também, de querer mostrar-se diferente, pois o objetivo é chamar a atenção, sem dúvidas. Ninguém apagadinho usa um salto 12, por exemplo (vamos combinar!). Isso sem citar o bico-fino, que este final de semana ousei usar pela quinta vez na minha vida. Estou evoluindo no quesito modinha e sofrendo como uma amadora ainda.

Essa relação de amor e ódio não tem fim, não adianta! Para suavizar os danos, uma dica imprescindível para quem quer manter de pé por mais tempo a intenção de arrasar: use protetores de gel para as áreas afetadas, como a planta do pé, o calcanhar etc – são vendidos em farmácias e lojas especializadas. Sai baratinho perto da indisposição que um salto causa a longo prazo.

Uma boa massagem nos pés relaxa e ajuda a aliviar as reclamações (viram, parceiros?! – aproveitem para agradar quem amam e saciar assim seus fetiches, quem os têm). A gente vê estrelas! Quando estamos com um salto incrível, por mais inacreditável que pareça, por vezes o que mais queremos é tirar logo aqueles sapatos. Esse alívio é uma das melhores sensações desse mundo. Acreditem.

Assim é nossa vida nas alturas: dual – uma tortura chinesa que nos leva ao céu.

Monday, 13 July 2009

back to black


Hoje, Dia do Rock.

O gênero, que tanto me influenciou e embalou desde cedo, ainda (e como nunca) me remexe com suas músicas mais dançantes, e me faz cantar outros hits mais lentos, inesquecíveis. Em homenagem a ele, pintei minhas unhas de sua cor: o preto, como não fazia há muito tempo.

Rock n’ roll é preto. É som de negro, originalmente. Depois, a cor tomou as ruas em camisetas que tanto divulgam bandas, novas tendências e idéias, em acessórios de couro, bandanas, óculos escuros e num estilo de vida "rocker" inigualável e transgressor.

Excelentes são as iniciativas para não se passar a data em branco. Hoje é dia de comemorar com atitude, em alto e bom som. Nem poderíamos blasfemar de tal forma, em silêncio ou parados. Fiz minha parte, um agito. No Rockinho ontem, quando tocou Amy (love Amy) soube o título desse texto roqueiro, mas sem o luto original.

O rock está mais vivo do que nunca, mais livre, mais misturado em tantos outros ritmos e batidas que abrangeu diferentes públicos, atingindo diversas classes, faixas etárias etc. Seus súditos continuam fãs de carteirinha em outros meios e seus gritos são ouvidos em outros aparelhos hoje.

Nada como ouvir um bom clássico num vinil, como antigamente. É uma viagem a um passado lado B de muito sexo, drogas e claro, rock n’ roll. O velho e bom rock se reinventou, mas nunca deixou de ser o mesmo – black na essência, como eu gosto e prefiro. Voltemos às origens!

Sunday, 12 July 2009

um clássico

Roberto Carlos e Rubens Irion
Roberto Carlos lotou ontem o Maracanã, apesar da chuva, para seu show memorável em comemoração a seus 50 anos de carreira. O ‘Rei’ emocionou com canções que nunca sairão de moda, pois o amor é o clichê mais aceitável e compreensível de todos.

Quem não conhece as músicas do Robertão (e as sabe cantar de cor e salteado), que atire a primeira pedra. Queria MUITO ter podido conferir de perto - ou longe, tratando-se de show no Maraca, esse espetáculo. E claro: ter levado a minha mãe junto!

Uma pena ter chovido. Por outro lado, foi a desculpa perfeita para assisti-lo no conforto de um petit comitè com os amigos. Não poderia ter sido melhor. Silêncio para a entrada do amigo de fé, irmão camarada, e lágrimas ouvindo agradecimentos por gestos verdadeiros de carinho.

Junto à popularidade vem a solidão. Não deve ser fácil nem para o ‘Tremendão’, imaginem os ‘Detalhes’ de ser o maior dos artistas nacionais. É uma triste realidade. Certos problemas deixaram marcas amargas durante anos em sua vida, mas já não se mostram mais tão presentes.

Roberto cantou ontem sem restrições à palavra alguma. Mostrou-se bem, sem mal algum. E cantou o ‘mal’, surpreendendo àqueles que duvidavam de sua recuperação às limitações a que se submeteu devido ao Toc (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) que teve, e/ou tem ainda. Só a perna ele não tem mais mesmo, mas sobre isso estranhamente pouco se fala.

Esse sofreu! Basta ouvir duas ou três músicas para comprovar a dor-de-cotovelo de amores mal resolvidos, de desamores, de sentimentos ainda vivos, de lembranças e saudades de tempos inesquecíveis. Quem canta Roberto Carlos fala de suas próprias 'Emoções'.

Para homenagear essa trajetória incrível de sucesso, repleta de hits que embalaram diferentes gerações nessas cinco décadas, ilustro essa postagem com uma foto ‘pessoal’, de meu pai na presença de um Roberto Carlos diferente, jovem e ousado. Já o Irion, sempre impecável na beca – um clássico.

Saturday, 11 July 2009

ar superficial


Fiquei surpresa ao assistir ao filme Hairspray (versão com o John Travolta) e constatar que o roteiro vai muito além de laquê, dança e juventude transviada, alienada dos anos sessenta. A trama me surpreendeu por ser engajada em causas como preconceito e segregação racial. Fiquei louca para ver o musical da Broadway que estreou ontem aqui no Rio. E adorei!

A história mostra vida de Tracy, uma adolescente gordinha, que deseja ser famosa participando de um programa de dança na TV. Surge uma oportunidade e ela vai atrás de seu sonho. Mesmo não correspondendo ao perfil de garotas que entram para o Corny Collins Show, ela é escolhida devido a sua persistência, coragem e talento com o chacoalhar de seus quadris.

A naturalidade como a protagonista se mostra aberta e interessada na integração com os jovens negros, até então limitados a dançarem em um único dia no mês, intitulado ‘O Dia do Negro’, sensibiliza. E irrita a produtora do programa, Velma, mãe de Amber, o exemplo de ‘garota popular’ norte-americana – loira e linda, mas fútil e má. Aliás, Velma é pior ainda.

A ex Miss-Caranguejão faz de tudo para que Tracy saia do programa e não seja concorrente de Amber no concurso Miss Haispray 1962. Ela joga sujo, inclusive, usando como armas sua beleza e sensualidade, crueldade e desrespeito às diferenças. O filme e o musical evidenciam com poucas divergências na adaptação que o amor e o sucesso vão muito além de padrões estéticos e cor de pele.

No final, o bem prevalece e Tracy conquista o público e o coração de Link, o bonitão do programa, antigo affair de Amber. E sua amiga Penny, subverte o comportamento racista da época e dança com Seaweed na televisão pela primeira vez. A única coisa que preferi no Blockbuster foi o fato de Inez ter podido participar da disputa e assim ter dado um resultado diferente às expectativas já preparadas para o óbvio.

Para conhecer mais todos esses personagens e essa história envolvente sugiro que assistam a Hairspray no Oi Casa Grande, no Shopping Leblon, ou em casa, no DVD, enquanto o espetáculo não chega a sua cidade. O elenco brasileiro está dez! - Simone Gutierrez e Jonatas Faro arrasaram em seus papéis. São praticamente duas horas de muita música e coreografias que vão ficar na sua memória por muito tempo.

O laquê é só o pano de fundo para o que realmente importa, o que não é supérfluo, nem superficial. O conteúdo vale muito mais sempre - é o que fica, mesmo depois de lavados os cabelos... (falando em ficar, em homenagem à ruivinha, uma pérola: "Depois que provei o chocolate, não mudo nem a pau!" - excelente). Assistam, é para toda a família. “Oh, Baltimore...”

Friday, 10 July 2009

o que difere homens e meninos


Facilmente digo que é a convicção. E é justamente o que mais admiro num homem. Será que é por isso que me atraem os coroas? Talvez. A maturidade também conta, e como!

Um homem mais velho em princípio sabe como se portar diante de uma mulher. O que dizer, como proceder, o que está por vir já não é tanta novidade – já foi dito, já foi feito anteriormente. Mulheres são tão previsíveis e, assim como os homens, não são tão diferentes umas das outras. Com um pouco de experiência é fácil acertar conosco, basta estar afim.

Um garoto vai deixar várias decisões a cargo do destino, vai correr o risco de tomarmos a frente da situação e acabarmos dando rumo à história, quando desejávamos ser levadas - e pela mão. Já o cara sabe que vinho tinto combina com carne vermelha e que aquele restaurante onde ele a levou tem uma entrada deliciosa (e que depois disso tudo você será a melhor sobremesa de todas!).

Tem mulher que gosta de ensinar. Eu mesma já gostei... Hoje, prefiro aprender, ou trocar. Não tenho mais paciência para tantos erros, desinteresse, tanta falta do que dizer e non sense. A clareza de idéias, a racionalidade, a intenção e a possibilidade de agradar me fascinam. O envolvimento é certo. Não tem como não...

O jeito como um homem lida com o tempo pode pecar pela falta de pressa, mas não de desejo. Os anos à frente deram a ele noção de que cada coisa tem seu ritmo e que vão acontecer no momento certo, sem atropelo. Inclusive o sexo, que virá mais calmo, mas não menos intenso, ardente. O tesão é o mesmo, podendo ser até maior.

Nem todos os homens, porém, estão certos das coisas. Às vezes esperamos muito deles por supormos que sempre saberão o que dizer, como agir, como conduzir a situação e, eles nem sempre podem não estar afim dessa decisão, desse contexto, dessa certeza toda. Infelizmente. Os meninos já se atrapalham e acabam se envolvendo mesmo sem querer, só pelo sexo que seja. Homens não.

Thursday, 9 July 2009

efeito maguary


Estranhamente há uma imensa ligação entre as mulheres (que nem nós mesmas entendemos). Um elo. É uma força que nos junta, mas que ela mesma, com maior intensidade, pode nos separar também. Mal sabemos como usar tal dom.

Isso fica visível quando, por convivência, passamos a menstruar na mesma época, por exemplo. Ou, quando passamos pelas mesmas dificuldades e choramos juntas, compartilhando nossas dores e angústias. Acontece, e mais comumente do que se pode imaginar.

A realidade feminina é comum às mais diferentes mulheres. Entendemos perfeitamente umas as outras, compreendemos nossos momentos difíceis, sabemos dos conflitos alheios. Já passamos por isso, sofrendo e superando as mesmas questões.

Já estivemos nesse papel anteriormente. Os dramas vividos pelas mocinhas não mudam a cada novela. Eles se repetem. São cíclicos, assim como nós, que nos reinventamos em choradeiras conjuntas. Conseguimos nos contradizer a cada lágrima por quem não nos quer.

Bom de ser mulher é poder ser mulherzinha de vez em quando. Não sempre. Detesto choramingos e demonstrações de fraqueza recorrentes. Esse estado não cabe a mim, não há espaço para retrocessos e arrependimentos na solidão dos dias.

Infelizmente a época fria é propícia e estamos sob o efeito maguary, mas vai passar... logo, logo.

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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!